Governança Metropolitana no Brasil

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1 Governança Metropolitana no Brasil Relatório de Pesquisa Caracterização e Quadros de Análise Comparativa da Governança Metropolitana no Brasil: análise comparativa das funções públicas de interesse comum (Componente 2) Região Metropolitana de São Paulo

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3 Governança Metropolitana no Brasil Relatório de Pesquisa Caracterização e Quadros de Análise Comparativa da Governança Metropolitana no Brasil: análise comparativa das funções públicas de interesse comum (Componente 2) Região Metropolitana de São Paulo

4 Governo Federal Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão Ministro Nelson Barbosa Fundação pública vinculada ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o Ipea fornece suporte técnico e institucional às ações governamentais possibilitando a formulação de inúmeras políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiro e disponibiliza, para a sociedade, pesquisas e estudos realizados por seus técnicos. Presidente Jessé José Freire de Souza Diretor de Desenvolvimento Institucional Alexandre dos Santos Cunha Diretor de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia Roberto Dutra Torres Junior Diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas Cláudio Hamilton Matos dos Santos Diretor de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais Marco Aurélio Costa Diretora de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação, Regulação e Infraestrutura Fernanda De Negri Diretor de Estudos e Políticas Sociais André Bojikian Calixtre Diretor de Estudos e Relações Econômicas e Políticas Internacionais Brand Arenari Chefe de Gabinete José Eduardo Elias Romão Assessor-chefe de Imprensa e Comunicação João Cláudio Garcia Rodrigues Lima Ouvidoria: URL:

5 Governança Metropolitana no Brasil Relatório de Pesquisa Caracterização e Quadros de Análise Comparativa da Governança Metropolitana no Brasil: análise comparativa das funções públicas de interesse comum (Componente 2) Região Metropolitana de São Paulo Rio de Janeiro, 2015

6 Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada ipea 2015 EQUIPE TÉCNICA Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada Ipea Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa) Coordenação Nacional da Rede Ipea Marco Aurélio Costa Ipea Coordenação Nacional do Projeto Marco Aurélio Costa Ipea Coordenadora Estadual do Projeto Diana Meirelles da Motta Diretora Equipe Estadual Andreina Nigriello Cláudia Helena Leite Eumenes Teixeira de Oliveira Filho Luiza Helena Fernandes de Araujo Miranda Márcia Rodrigues Maria de Fátima Araujo Maria Ligia Soares de Oliveira Wertheimer Michelin Ilyan Miguel Mônica de Azevedo Costa Nogara Rafael Henrique de Oliveira Sara Freitas Waldemar De Lucca Filho Zoraide Amarante Itapura de Miranda Revisão Técnica Bárbara Oliveira Marguti Ipea Assistente Letícia do Vale Silva As opiniões emitidas nesta publicação são de exclusiva e inteira responsabilidade dos autores, não exprimindo, necessariamente, o ponto de vista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada ou do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. É permitida a reprodução deste texto e dos dados nele contidos, desde que citada a fonte. Reproduções para fins comerciais são proibidas

7 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO INTRODUÇÃO ANÁLISE DAS FPICs A GOVERNANÇA METROPOLITANA NA BERLINDA: A INTEGRAÇÃO DA GESTÃO DAS FPICs REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR SITES CONSULTADOS LISTA DE SIGLAS ILUSTRAÇÕES

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9 APRESENTAÇÃO 1 A Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S. A. (Emplasa) coordena a pesquisa da Governança Metropolitana na Região Metropolitana de São Paulo (RM de São Paulo), no âmbito do Subprograma de Apoio a Redes de Pesquisas (Proredes) do Programa de Mobilização da Competência Nacional para Estudos sobre o Desenvolvimento (Promob) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O objetivo geral desta pesquisa consiste em: caracterizar e avaliar, numa perspectiva comparativa e tendo como referência o marco das relações federativas no Brasil, a governança metropolitana, seja como subsídio para o desenho, a implementação e avaliação das políticas públicas relacionadas à gestão das funções públicas de interesse comum [Fpics] no espaço metropolitano, seja como insumo para fortalecer a questão metropolitana na agenda política (Ipea, 2012). Os objetivos específicos consistem em: caracterizar e avaliar os diferentes desenhos/arranjos de gestão metropolitana, analisar a gestão de Fpics, mapear e fazer o registro de práticas, iniciativas e modelos de gestão e governança vigentes e qualificar as relações e conflitos decorrentes do arranjo federativo brasileiro e explorar as possibilidades abertas pelas experiências dos consórcios intermunicipais (op. cit.). Este relatório mostra a caracterização da dinâmica metropolitana e a análise das Fpics da região metropolitana (RM) de São Paulo uso do solo, saneamento e transportes metropolitanos. A caracterização da dinâmica metropolitana da RM de São Paulo inclui aspectos populacionais, econômicos, e os fatores limitadores da expansão urbana. A análise das Fpics inclui um histórico e caracterização da gestão e a análise da efetividade da governança em cada uma dessas Fpics. 1 INTRODUÇÃO 1.1 Caracterização da dinâmica metropolitana Aspectos populacionais (Nepo-Unicamp/Emplasa, 2013) Com mais de 19 milhões de habitantes (2010), quilômetros quadrados (km 2 ) de extensão territorial e 39 municípios, a RM de São Paulo é a mais complexa e diversificada do país, seja em termos sociais, econômicos ou demográficos. Exerce forte centralidade sobre uma vasta região da Macrometrópole Paulista (MMP) do Estado de São Paulo (ESP) e mesmo do país. Possui uma situação demográfica distinta de todas as demais RMs paulistas. Sua taxa de crescimento demográfico é a mais baixa em relação a todas as RMs do estado, refletindo, em grande medida, o comportamento do município de São Paulo, com mais de 11 milhões de habitantes. A RM de São Paulo apresentou redução do crescimento populacional entre 2000 e 2010 em relação ao período anterior, fechando o período com 0,97% ao ano (a.a.). Apesar disso, o incremento demográfico mostrou volume relevante: 1,8 milhão de pessoas, contra 2,4 milhões entre 1991 e Dessa forma, a despeito da redução do crescimento demográfico, o volume do incremento populacional ainda se mostra expressivo, aumentando a população total em 10,3% entre 2000 e Relatório elaborado com base nas informações disponíveis até 2013.

10 8 Relatório de Pesquisa No período entre 1991 e 2000, os municípios que mais cresceram foram os menores, como Vargem Grande Paulista (8,4% a.a.) e Santana do Parnaíba (8,1% a.a.). No período posterior, as taxas se reduziram para todos os municípios, sendo que Santana do Parnaíba apresentou a maior taxa de crescimento do período, com 3,9% a.a., seguido por Cotia e Mairiporã, com 3,0%, e outros com crescimento superior a 2% como Arujá e Vargem Grande Paulista. Como se nota, todos estes municípios estão mais distantes da capital, o que atesta a expansão territorial e demográfica da região. A mesma dinâmica do período anterior pôde ser observada com os municípios pequenos, mantendo as taxas mais altas de crescimento demográfico. As mudanças verificadas entre os dois períodos acompanham e influenciam a dinâmica demográfica do ESP. Todos os municípios da RM de São Paulo, exceto São Caetano do Sul, apresentaram redução do crescimento demográfico associada à diminuição dos processos migratórios. Para a RM de São Paulo em seu conjunto, a migração representou apenas 9,7% do incremento demográfico entre 1991 e 2000 e foi negativa entre 2000 e 2010, ou seja, reflexo das perdas populacionais líquidas no período. Este comportamento apresentou-se distinto em relação aos municípios, sendo que em alguns, principalmente nos menores, a migração ainda teve importância para o crescimento demográfico. A redução da migração líquida ou até mesmo sua mudança para valores negativos não significa perda de importância da RM de São Paulo no cenário migratório e demográfico paulista e nacional, pois esse componente já não atua tão decisivamente no crescimento regional e de seus municípios como no passado (tabela 1). Município TABELA 1 RM de São Paulo: população, taxa de crescimento e participação relativa no crescimento populacional (1991, 2000 e 2010) População residente Taxa de crescimento (% a.a.) Participação relativa dos componentes Vegetativo Migração Vegetativo Migração RM de São Paulo ,68 0,97 90,3 9,7 118,3-18,3 Arujá ,3 2,4 41,7 58,3 58,1 41,9 Barueri ,4 1,5 46,2 53,8 122,7-22,7 Biritiba Mirim ,7 1,5 40,5 59,5 70,6 29,4 Caieiras ,9 2,0 22,5 77,5 59,4 40,6 Cajamar ,7 2,4 46,7 53,3 62,6 37,4 Carapicuíba ,2 0,7 78,8 21,2 204,9-104,9 Cotia ,8 3,1 51,8 48,2 45,8 54,2 Diadema ,8 0,8 115,1-15,1 177,7-77,7 Embu das Artes ,3 1,5 48,9 51,1 105,0-5,0 Embu-Guaçu ,3 1,0 26,1 73,9 104,7-4,7 Ferraz de Vasconcelos ,5 1,7 41,0 59,0 79,6 20,4 Francisco Morato ,5 1,5 40,8 59,2 102,9-2,9 Franco da Rocha ,7 2,0 63,5 36,5 59,9 40,1 Guararema ,2 1,7 64,4 35,6 66,0 34,0 Guarulhos ,5 1,3 49,7 50,3 101,1-1,1 Itapecerica da Serra ,8 1,7 42,5 57,5 101,7-1,7 Itapevi ,7 2,2 43,4 56,6 74,3 25,7 Itaquaquecetuba ,9 1,7 29,1 70,9 86,2 13,8 Jandira ,4 1,7 48,4 51,6 83,6 16,4 (Continua)

11 Análise Comparativa das Funções Públicas de Interesse Comum da RM de São Paulo 9 (Continuação) Município População residente Taxa de crescimento (% a.a.) Participação relativa dos componentes Vegetativo Migração Vegetativo Migração Juquitiba ,3 0,8 57,5 42,5 155,3-55,3 Mairiporã ,7 3,0 38,8 61,2 35,6 64,4 Mauá ,4 1,4 79,8 20,2 86,3 13,7 Mogi das Cruzes ,2 1,6 70,1 29,9 70,3 29,7 Osasco ,6 0,2 99,4 0,6 515,2-415,2 Pirapora do Bom Jesus ,1 2,4 33,4 66,6 51,6 48,4 Poá ,6 1,0 75,5 24,5 120,4-20,4 Ribeirão Pires ,4 0,8 59,1 40,9 121,5-21,5 R. Grande da Serra ,5 1,7 68,5 31,5 70,5 29,5 Salesópolis ,7 0,9 67,6 32,4 127,0-27,0 Santa Isabel ,6 1,4 106,5-6,5 81,4 18,6 Santana de Parnaíba ,1 3,9 20,0 80,0 33,7 66,3 Santo André ,6 0,4 189,4 0,0 181,7-81,7 S. B. do Campo ,5 0,9 62,1 37,9 125,4-25,4 São Caetano do Sul ,7 0,6 34,8 65,2 São L. da Serra ,4 70,8 29,2 São Paulo ,9 0,8 155,1-55,1 141,3-41,3 Suzano ,1 1,4 45,8 54,2 93,2 6,8 Taboão da Serra ,4 2,2 74,5 25,5 73,8 26,2 Vargem G. Paulista ,4 2,8 24,6 75,4 54,4 45,6 Fonte: Censos Demográficos de 1991, 2000 e 2010/Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), informações do registro civil. Elaboração: Nepo-Unicamp/Emplasa (2013). Nota: 1 O município foi criado em Os expressivos dinamismos populacionais e econômicos aliados aos gargalos da infraestrutura de transporte e das políticas sociais refletem a existência de grande mobilidade da população da RM de São Paulo. O volume dos movimentos pendulares cresceu 73% entre 2000 e 2010, passando de 1,1 milhão para 1,9 milhão de pessoas, o que representa um aumento de importância e intensidade desses processos. Para todos os municípios, o volume de pendulares cresceu, exceto São Paulo, Barueri e São Caetano do Sul (tabela 2). Destacaram-se, em relação ao crescimento dos movimentos pendulares no período , Jandira e Rio Grande da Serra (41%, e 40%, respectivamente). O município com menor percentual de movimento pendular em 2010 foi justamente São Paulo (3,5%). Este, com toda sua diversificação econômica, enorme mercado de trabalho e ofertas de serviços, mobiliza apenas pequena parcela de sua população, muito embora em termos absolutos o volume dos pendulares seja expressivo (135 mil pessoas). O peso da mobilidade pendular pode ser observado a partir dos fluxos de movimentos pendulares daqueles que entram nos municípios para trabalhar. Seguindo a tendência de todas as RMs da macrometrópole, os movimentos intrametropolitanos na RM de São Paulo são seis vezes mais significativos que os externos, inclusive mais do que nas outras RMs. A dinâmica da mobilidade intrarregional da RM de São Paulo tem suas peculiaridades, com alguns municípios apresentando mais entradas que saídas (São Paulo, São Caetano do Sul, Guararema, Cajamar e Barueri); e todos os outros, mais saídas que entradas (tabela 2).

12 10 Relatório de Pesquisa Município TABELA 2 Municípios da RM de São Paulo: volume e peso relativo da mobilidade pendular de residentes sobre a população em idade ativa (PIA) (2000 e 2010) Volume dos movimentos pendulares Percentual da PIA (%) RM de São Paulo ,1 12,6 Jandira ,1 41,1 Rio Grande da Serra ,2 40,5 Francisco Morato ,6 38,6 Ferraz de Vasconcelos ,5 36,9 Taboão da Serra ,3 36,5 Carapicuíba ,7 36,0 Embu das Artes ,5 35,1 Itapevi ,4 34,7 Poá ,5 33,8 Caieiras ,5 33,0 Itapecerica da Serra ,5 32,0 Santana de Parnaíba ,9 32,0 Franco da Rocha ,8 31,5 São Caetano do Sul ,0 29,2 Itaquaquecetuba ,2 28,9 Diadema ,3 28,4 Mauá ,0 28,2 Pirapora do Bom Jesus ,9 27,7 Ribeirão Pires ,4 27,4 Santo André ,7 25,7 Vargem Grande Paulista ,3 25,2 Arujá ,4 25,1 Osasco ,8 25,0 Cotia ,1 24,4 Barueri ,6 22,9 São Lourenço da Serra ,6 21,7 Suzano ,1 21,7 São Bernardo do Campo ,4 20,7 Embu-Guaçu ,6 20,0 Biritiba Mirim ,1 18,0 Cajamar ,7 18,0 Mairiporã ,5 17,7 Santa Isabel ,0 17,0 Salesópolis ,5 15,7 Guarulhos ,7 15,0 Juquitiba ,5 13,5 Guararema ,9 12,4 Mogi das Cruzes ,3 12,0 São Paulo ,4 3,5 Fonte: Censos Demográficos de 2000 e 2010/IBGE. Elaboração: Nepo-Unicamp/Emplasa (2013). Na RM de São Paulo, a pendularidade apresenta importante relação com o processo de redistribuição espacial da população que não depende apenas da migração, mas também do crescimento vegetativo, mais intenso nos municípios periféricos. A grande defasagem existente entre os lugares onde são oferecidas oportunidades econômicas e serviços e aqueles

13 Análise Comparativa das Funções Públicas de Interesse Comum da RM de São Paulo 11 onde vivem as pessoas faz da região um ambiente propício para a intensa mobilidade da população. Mais de 85% das pessoas que realizam movimentos pendulares da RM de São Paulo apresentam como destino um município da própria região, o que mostra a grande interação entre eles. Destes, a maior parte se dirige para São Paulo e os demais municípios de grande porte. A relevância em relação à atratividade fica evidente a partir da análise do gráfico 1: 92% dos pendulares residentes na sede (São Paulo) se destinam a municípios da própria região, sendo que 51% se dirigem para os municípios grandes; 38%, para os médios; e apenas 3%, para os pequenos. Dos pendulares residentes nos municípios grandes, 63% se dirigem para a sede, número acima dos 57% dos municípios médios ou 50% dos municípios pequenos. Nos municípios pequenos, aumenta a importância dos municípios médios enquanto destino, representando 29%. Nos municípios pequenos mais distantes da capital, percebe-se que existem dinâmicas localizadas. GRÁFICO 1 RM de São Paulo: distribuição percentual dos destinos da população residente que realiza movimento pendular, segundo o tipo de municípios (2010) Fonte: Censo Demográfico de 2010/IBGE. Elaboração: Nepo-Unicamp/Emplasa (2013). Obs.: 1. Este gráfico apresenta os resultados agregando os municípios da região em sede, grandes (maiores de 500 mil), médios (menores de 500 mil) e pequenos (menores de 100 mil), segundo a população registrada pelo Censo Demográfico de Imagem cujos leiaute e textos não puderam ser padronizados e revisados em virtude das condições técnicas dos originais disponibilizados pelos autores para publicação (nota do Editorial). Quando se observa a origem das pessoas (gráfico 2), que realizam os movimentos pendulares da RM de São Paulo, segundo os municípios de destino, 79% daqueles que se dirigem para a sede têm origem nos municípios grandes e médios e 9% em outras Unidades da Federação (UFs). Para os municípios grandes e médios, a origem RM de São Paulo é importante, representando 94% e 96%, respectivamente. Para todos os destinos, os municípios médios aparecem como principal origem, tendo a sede como o mais importante, com 49% dos pendulares que esta recebe, e nos municípios pequenos perfazendo 55% do total de pendulares que estes recebem.

14 12 Relatório de Pesquisa GRÁFICO 2 RM de São Paulo: distribuição percentual das origens da população que realiza movimento pendular, segundo o tipo de municípios e o destino (2010) Fonte: Censo Demográfico de 2010/IBGE. Elaboração: Nepo-Unicamp/Emplasa (2013). Obs.: 1. Este gráfico apresenta os resultados agregando os municípios da região em sede, grandes (maiores de 500 mil), médios (menores de 500 mil) e pequenos (menores de 100 mil), segundo a população registrada pelo Censo Demográfico de Imagem cujos leiaute e textos não puderam ser padronizados e revisados em virtude das condições técnicas dos originais disponibilizados pelos autores para publicação (nota do Editorial). Desta forma, mesmo com um estoque de população menor em relação a outros municípios, os médios destacam-se com relação à mobilidade intrarregional. O mapa 1 apresenta estes fluxos espacializados, facilitando uma visão mais clara dos fluxos e dos movimentos pendulares na RM de São Paulo. Vale lembrar que, em função do grande volume de movimentos pendulares e da importância de São Paulo nesse processo, os deslocamentos para esse município não foram representados por seta e sim por pontos coloridos. Desde 1991 observa-se uma redução de participação do município de São Paulo na população da RM de São Paulo, passando de 62% nesse ano para 57% em Esta redução proporcional, entretanto, não tem significado de redução da importância e da centralidade econômica exercida por este município. Tal hegemonia é que permite compreender a grande concentração de movimentos pendulares que se dirigem para esse município. Os dados mostram que São Paulo mantém grande relevância econômica e sua dinâmica interfere diretamente na economia do entorno, considerando que 63% do valor adicionado (VA) da RM de São Paulo ainda provêm deste município. Cabe ainda destacar que o perfil econômico dos municípios da região é diverso, apesar de as características serem típicas de uma RM, ou seja, com maior participação dos setores de serviços e industrial. O gráfico 3 apresenta a distribuição do VA regional segundo os municípios, em que se destacam São Paulo, Guarulhos, Osasco e São Bernardo do Campo, que concentram, juntos, 78% do VA regional.

15 Análise Comparativa das Funções Públicas de Interesse Comum da RM de São Paulo 13 MAPA 1 Municípios da RM de São Paulo: fluxos pendulares intrametropolitanos (2010) Fonte: Censo Demográfico de 2010/IBGE. Elaboração: Nepo-Unicamp/Emplasa (2013). Obs.: Imagem cujos leiaute e textos não puderam ser padronizados e revisados em virtude das condições técnicas dos originais disponibilizados pelos autores para publicação (nota do Editorial). GRÁFICO 3 Municípios da RM de São Paulo: participação do município no VA da região (2010) Fonte: Fundação Seade. Elaboração: Nepo-Unicamp/Emplasa (2013). Obs.: Imagem cujos leiaute e textos não puderam ser padronizados e revisados em virtude das condições técnicas dos originais disponibilizados pelos autores para publicação (nota do Editorial).

16 14 Relatório de Pesquisa Em relação ao gráfico 4, percebe-se que não existe uma clara relação entre o crescimento populacional e o VA. O produto interno bruto (PIB) per capita, que recebe influência direta do volume de população, ficou abaixo do crescimento do VA para a maior parte dos municípios, mas principalmente para aqueles onde o crescimento demográfico foi maior. Tal situação revela a complementaridade existente entre os municípios da região e que o crescimento demográfico de um muitas vezes está associado à dinâmica de outros. GRÁFICO 4 Municípios da RM de São Paulo: comparação entre o percentual de crescimento em dez anos do PIB per capita, VA ( ) e do crescimento populacional ( ) Fonte: Fundação Seade; Censos Demográficos de 2000 e 2010/IBGE. Elaboração: Nepo-Unicamp/Emplasa (2013). Obs.: Imagem cujos leiaute e textos não puderam ser padronizados e revisados em virtude das condições técnicas dos originais disponibilizados pelos autores para publicação (nota do Editorial). Em relação ao perfil da população que realiza movimentos pendulares, a prevalência é de homem, na faixa de 25 a 39 anos e com nível de escolaridade mais elevado que a média da PIA (enquanto praticamente metade da PIA regional apresenta o ensino fundamental, a maior parte dos pendulares dos municípios-sede grandes tem graduação e dos médios e pequenos, ensino médio) Aspectos econômicos A RM de São Paulo é o maior polo de riqueza nacional. Trata-se da principal região que compõe a MMP. Em 2010, seu PIB R$ 701,85 bilhões equivalia a cerca de 56% do estado e 20% do Brasil, sendo responsável pelo recolhimento de um quarto dos impostos no país (Seade, 2012). Abriga a principal metrópole nacional, São Paulo cidade global, principal centro de decisões políticas do estado, centro de serviços diversificado e especializado, com destaque para as áreas de telecomunicações, cultura, educação, saúde, transportes e gastronomia; polo de turismo de negócios da América Latina, com 74 mil eventos por ano, atraindo 4,2 milhões de pessoas; centro gerencial e administrativo, abrigando sedes de empresas transnacionais; complexo industrial municípios de São Paulo, ABC, Guarulhos e Osasco; centro financeiro Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). É a RM mais complexa e diversificada do país, seja em termos sociais, econômicos e demográficos. Conta com elevado grau de articulação entre os diversos ramos

17 Análise Comparativa das Funções Públicas de Interesse Comum da RM de São Paulo 15 industriais, exibindo participação expressiva no VA estadual: 90% da indústria editorial estão concentrados na região; as indústrias de confecção de vestuário e a de máquinas e equipamentos de informática respondem por 73% e 72%, respectivamente. O VA da indústria de máquinas para escritório e equipamentos para informática e de produtos alimentares diminuiu na RM de São Paulo e cresceu no ESP. A maior parte dos novos investimentos deslocou-se da RM de São Paulo para outras regiões, principalmente a Região Metropolitana de Campinas. Nos setores de máquinas e equipamentos e de metalurgia de ferrosos, o VA cresceu na RM de São Paulo e, mais intensamente, no estado (possivelmente para fora da RM de São Paulo). Sofreram esvaziamento tanto na RM de São Paulo quanto no ESP os ramos de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, material eletrônico e equipamentos de telecomunicações, eletrodomésticos, combustíveis, papel e celulose, produtos farmacêuticos e têxtil. No ramo de material de transportes, de mais expressivo aumento na década, de um acréscimo real de R$ 8,4 bilhões no VA estadual, cerca R$ 5,5 bilhões tiveram origem na RM de São Paulo (65%). Essa performance, alicerçada no tradicional conjunto de montadoras e indústrias de autopeças instaladas sobretudo no ABC e na capital, foi responsável por uma queda menos acentuada da ponderação industrial da RM de São Paulo no total do estado. O ramo de equipamentos médicos, óticos, de automação e precisão envolve indústrias de maior conteúdo tecnológico, pesa relativamente pouco no total e cresceu no estado majoritariamente fora da RM de São Paulo. O peso relativo da capital na atração de novos investimentos é muito grande. Seus principais investimentos neste período estão relacionados a comércio, serviços e atividades imobiliárias. No Grande ABC, além da manutenção dos investimentos no setor industrial diversificado, ganharam destaque investimentos nas atividades imobiliárias e no setor logístico, reforçando o processo de reorganização dos setores industrial e logístico na RM de São Paulo. Em Guarulhos, destacaram-se os investimentos nas atividades imobiliárias e logísticas. Os projetos de implantação do Rodoanel e de complementação de capacidade dos grandes sistemas de circulação rodoviária no entorno da metrópole têm contribuído para a formação de novos distritos de negócios junto aos eixos rodoviários e seus principais entroncamentos, notadamente relacionados ao setor logístico. Este setor representa uma oportunidade de relocalização de atividades e de conformação de novos polos de negócios relacionados ao desenvolvimento da logística na RM de São Paulo e na MMP. O provimento de infraestrutura e o desenvolvimento de serviços relacionados à logística devem estimular a implantação de plataformas logísticas relacionadas ao processamento final de produtos, estocagem e transbordo, além de serviços financeiros, aduaneiros, fiscais e administrativos. A operação dos trechos oeste e sul do Rodoanel está associada à ocupação de glebas situadas junto às rodovias troncais localizadas nas proximidades dos trevos de interligação ao Rodoanel, próximas aos principais eixos de movimentação de cargas, no corredor de transporte formado pelos sistemas Anhanguera/Bandeirantes, Rodoanel e Anchieta/ Imigrantes. A figura 1 mostra os empreendimentos logísticos privados marcados por pontos amarelos, em pontos azuis estão os locais prioritários definidos pelo planejamento estadual e locais prioritários do Plano Diretor de Desenvolvimento dos Transportes (PDDT) e Plano Integrado de Transportes Urbanos (Pitu), enquanto as linhas referem-se aos principais corredores de exportação, sendo em vermelho os corredores ferroviários e em branco os corredores rodoviários.

18 16 Relatório de Pesquisa FIGURA 1 MMP: empreendimentos logísticos, principais corredores de exportações e locais prioritários (2010) Fonte: Governo do ESP, 2010 (Google Earth). Nos últimos dez anos, é notável a transformação do uso do solo em Cajamar, Barueri, Jandira, Embu e São Bernardo do Campo, principalmente com a implantação de empreendimentos como centros de distribuição e galpões logísticos (figuras 2, 3, 4, 5 e 6). FIGURA 2 Cajamar (distrito de Jordanésia) entre as rodovias Anhanguera e Bandeirantes 2A Imagens de 2003 Fonte: Governo do ESP, 2010 (Google Earth). Obs.: Imagem cujos leiaute e textos não puderam ser padronizados e revisados em virtude das condições técnicas dos originais disponibilizados pelos autores para publicação (nota do Editorial).

19 Análise Comparativa das Funções Públicas de Interesse Comum da RM de São Paulo 17 2B Imagens de 2009 Fonte: Governo do ESP, 2010 (Google Earth). Obs.: Imagem cujos leiaute e textos não puderam ser padronizados e revisados em virtude das condições técnicas dos originais disponibilizados pelos autores para publicação (nota do Editorial). FIGURA 3 Barueri e Jandira, junto à Rodovia Castelo Branco 3A Imagens de 2003 Fonte: Governo do ESP, 2010 (Google Earth). Obs.: Imagem cujos leiaute e textos não puderam ser padronizados e revisados em virtude das condições técnicas dos originais disponibilizados pelos autores para publicação (nota do Editorial).

20 18 Relatório de Pesquisa 3B Imagens de 2009 Fonte: Governo do ESP, 2010 (Google Earth). Obs.: Imagem cujos leiaute e textos não puderam ser padronizados e revisados em virtude das condições técnicas dos originais disponibilizados pelos autores para publicação (nota do Editorial). FIGURA 4 Embu, próximo ao entroncamento da Rodovia Régis Bittencourt e o Rodoanel 4A Imagens de 2003 Fonte: Governo do ESP, 2010 (Google Earth). Obs.: Imagem cujos leiaute e textos não puderam ser padronizados e revisados em virtude das condições técnicas dos originais disponibilizados pelos autores para publicação (nota do Editorial).

21 Análise Comparativa das Funções Públicas de Interesse Comum da RM de São Paulo 19 4B Imagens de 2009 Fonte: Governo do ESP, 2010 (Google Earth). Obs.: Imagem cujos leiaute e textos não puderam ser padronizados e revisados em virtude das condições técnicas dos originais disponibilizados pelos autores para publicação (nota do Editorial). FIGURA 5 São Bernardo do Campo, centro logístico junto ao entroncamento da Rodovia dos Imigrantes com o Rodoanel 5A Imagens de 2003 Fonte: Governo do ESP, 2010 (Google Earth). Obs.: Imagem cujos leiaute e textos não puderam ser padronizados e revisados em virtude das condições técnicas dos originais disponibilizados pelos autores para publicação (nota do Editorial).

22 20 Relatório de Pesquisa 5B Imagens de 2009 Fonte: Governo do ESP, 2010 (Google Earth). Obs.: Imagem cujos leiaute e textos não puderam ser padronizados e revisados em virtude das condições técnicas dos originais disponibilizados pelos autores para publicação (nota do Editorial). FIGURA 6 Itaquaquecetuba, centro logístico intermodal em implantação junto à linha ferroviária, às margens da Rodovia Ayrton Senna 6A Imagens de 2004 Fonte: Governo do ESP, 2010 (Google Earth). Obs.: Imagem cujos leiaute e textos não puderam ser padronizados e revisados em virtude das condições técnicas dos originais disponibilizados pelos autores para publicação (nota do Editorial).

23 Análise Comparativa das Funções Públicas de Interesse Comum da RM de São Paulo 21 6B Imagens de 2009 Fonte: Governo do ESP, 2010 (Google Earth). Obs.: Imagem cujos leiaute e textos não puderam ser padronizados e revisados em virtude das condições técnicas dos originais disponibilizados pelos autores para publicação (nota do Editorial). A alteração mais significativa na estrutura industrial da região (tabela 3) deve-se ao aumento da produção de bens de capital e consumo durável (BCCD), que passa a representar 37,8% de sua produção industrial e 53% na produção da MMP. Ao mesmo tempo, a presença da categoria de bens de consumo não duráveis (BCND) reduz-se de 24,4% para 14,4%, enquanto a produção de bens de consumo intermediários (BCI) permanece a mais importante da região, em torno de 46%. Embora conte com a estrutura industrial muito diversificada, apenas seis divisões da indústria de transformação são responsáveis por cerca de 70% do Valor de Transformação Industrial (VTI) da RM de São Paulo cinco destas são as principais divisões da indústria da MMP. A indústria química (incluindo a fabricação de produtos farmacêuticos, que representa cerca de 20% do VTI no período) e a indústria de veículos automotores (que salta de 10,8% em 2000 para 22,6% em 2010) seguem como as principais divisões da estrutura industrial da RM de São Paulo. Em ambas, o grau de concentração é de mais de 60% da produção da MMP no caso da farmacêutica chega a 75%. O complexo automobilístico da RM de São Paulo, localizado no aglomerado urbano do ABC, concentra plantas industriais com alta intensidade tecnológica. Lá estão unidades da Ford, Volkswagen, Mercedez-Benz, Scania e Toyota. Para essas montadoras, existem previsões de inúmeros investimentos 2 tais como: ampliação de estruturas físicas, aquisição de equipamentos, modernização de plantas, novos produtos, novos processos de engenharia, ampliação da capacidade produtiva e também do sistema de logística. 2. Universidade Federal do Rio de Janeiro/Universidade Estadual de Campinas (UFRJ/Unicamp). PIB perspectiva do investimento no Brasil, dinâmica dos investimentos no complexo automotivo (dados do BNDES, 2008). Disponível em: <http://www.ie.ufrj.br/projetopib/arquivos/ ie_ufrj_sp07_mecanica.pdf>. Acesso em: mar

24 22 Relatório de Pesquisa TABELA 3 RM de São Paulo: evolução da estrutura industrial e participação no VTI da MMP (2000, 2005, 2007 e 2010) Distribuição do VTI das seis principais divisões da indústria de transformação da RM de São Paulo RM de São Paulo Classificação Nacional de Atividades Econômicas (Cnae) 1.0 Cnae estru. (%) 2005 estru. (%) 2007 estru. (%) 2007 estru. (%) 2010 estru. (%) 1 Fabricação de produtos químicos 20,9 1 Fabricação de produtos químicos 19,9 1 Fabricação de produtos químicos 21,5 1 Fabricação e montagem de veículos automotores, reboques e carrocerias 18,4 1 Fabricação e montagem de veículos automotores, reboques e carrocerias 22,6 MMP (%) 60,0 59,4 63,3 56,6 60,6 2 Edição, impressão e reprodução de gravações 10,9 2 Fabricação e montagem de veículos automotores, reboques e carrocerias 14,1 2 Fabricação e montagem de veículos automotores, reboques e carrocerias 16,5 2 Fabricação de produtos químicos 12,6 2 Fabricação de produtos químicos 19,9 MMP (%) 94,4 52,8 58,4 34,8 58,3 3 Fabricação e montagem de veículos automotores, reboques e carrocerias 10,8 3 Fabricação de máquinas e equipamentos 8,4 3 Fabricação de máquinas e equipamentos 7,9 3 Fabricação de máquinas e equipamentos 7,2 3 Fabricação de produtos alimentícios 7,6 MMP (%) 51 53,9 48,3 48,8 25,8 4 Fabricação de produtos alimentícios e bebidas 6,7 4 Edição, impressão e reprodução de gravações 8,1 4 Edição, impressão e reprodução de gravações 7,9 4 Fabricação de artigos de borracha e material plástico 6,6 4 Fabricação de artigos de borracha e material plástico 6,5 MMP (%) 40,5 93,4 93,2 55,7 56,4 5 Fabricação de máquinas e equipamentos 6,6 5 Fabricação de artigos de borracha e material plástico 7,0 5 Fabricação de produtos alimentícios e bebidas 6,9 5 Fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos 6,0 5 Fabricação de máquinas e equipamentos 6,5 MMP (%) 53,9 54,2 39,0 66,6 43,4 6 Fabricação de artigos de borracha e material plástico 6,5 6 Fabricação de produtos alimentícios e bebidas 6,6 6 Fabricação de artigos de borracha e material plástico 6,2 6 Fabricação de produtos alimentícios 5,4 6 Fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos 6,0 MMP (%) 63,3 62,4 37,2 64,2 63,3 66, ,8 64,7 69,2 Fonte: PIA/IBGE, tabulações especiais. Obs.: Devido às alterações na Cnae no período e para comparar os anos da série, optou-se por adotar o seguinte procedimento no caso da Cnae 2.0: na divisão a fabricação de produtos químicos somou-se a fabricação de produtos farmacêuticos, na divisão fabricação de produtos alimentícios somou-se a fabricação de bebidas. Elaboração: Emplasa, 2013.

25 Análise Comparativa das Funções Públicas de Interesse Comum da RM de São Paulo 23 Essas informações, mesmo com a redução posterior dos anúncios de investimentos, em face do aprofundamento da crise econômica e do consequente comportamento cauteloso dos empresários do setor, sinalizam desdobramentos futuros positivos para o período póscrise e confirmam a importância desse parque automotivo na região. Permanece central a contribuição da fabricação de alimentos e bebidas, ocupando a terceira posição, e de máquinas e equipamentos, a quinta, na estrutura industrial da RM de São Paulo. Entretanto, alguns segmentos perdem importância no período, como a indústria de edição e reprodução de gravações, que, de terceira posição em 2000, cai para a 15 a em Essa indústria sofre o impacto das grandes transformações ocorridas com a difusão da tecnologia da informação e da internet nos processos de comunicação em geral, praticamente eliminando a demanda desses produtos, e também devido à concorrência da produção gráfica realizada fora do país. 3 Na década de 2000, a RM de São Paulo apresentou muitas dificuldades, retratadas na estagnação de sua indústria e em um quadro de redução de produtividade com a consequente perda de competitividade, conforme indica a evolução dos principais dados. Como consequência desse desempenho, ocorreu a redução, em alguns pontos, da participação do VTI na indústria de transformação da MMP, passando de 49,2% em 2000 para 47,3% em Em 2010, tanto a indústria de transformação como um todo quanto as principais divisões da estrutura produtiva a química, máquinas e equipamentos e borracha e plástico retornaram praticamente ao mesmo patamar de 2000, no que diz respeito à produção de VA. A produção de alimentos e o refino de petróleo reduziram significativamente o VTI. Apenas a indústria de veículos automotores cresceu, dobrando de tamanho na década. Nesse caso, vale destacar o crescimento do grupo produtor de caminhões e ônibus, que nos últimos anos apresentou importante mudança no perfil dos produtos dessa indústria na RM de São Paulo. O desempenho positivo da produção automobilística tem gerado, talvez, a maior contradição dessa década para a RM de São Paulo: os investimentos em transporte de passageiros sobre trilhos (metrô e trens urbanos) não têm conseguido fazer frente ao crescente volume de produção de automóveis, incentivado por inúmeras medidas de caráter setorial, inclusive de crédito facilitado para aquisição de automóvel a grandes parcelas da população. E com um agravante para o meio ambiente, derivado da política de preços dos combustíveis dos últimos anos, que induz a utilização da gasolina em detrimento do etanol muito embora os motores flex estejam disponíveis nos carros de passeio, dificultando o controle da poluição na metrópole. Esse problema tem gerado um dos maiores estrangulamentos na mobilidade interna da região, demandando medidas urgentes no sentido da fluidez do trânsito e da melhoria da competitividade sistêmica da produção, em geral, e da produção industrial, em particular, com impacto na MMP como um todo. Mesmo com fraco desempenho industrial, a RM de São Paulo permanece como o maior complexo produtivo do Brasil, e também como lócus prioritário da produção industrial e de serviços na MMP. Um balanço do PIB municipal, entre 2000 e 2010, mostra mudanças importantes com a RM de São Paulo, perdendo participação no VA da indústria paulista de 52,4% para 46,8%. Vale destacar que São Paulo, Guarulhos e Osasco seguem concentrando 74% do PIB regional, sendo que São Paulo concentrou 63% em 2010 e Osasco elevou sua participação no PIB da região de 3,6%, em 2000, para 5,2%, em 2010 (tabela 4). 3. Cabe mencionar, porém com importância secundária, que essa divisão sofreu alterações na classificação de atividades quando da passagem para a Cnae 2.0, influenciando o resultado para 2010.

26 24 Relatório de Pesquisa TABELA 4 ESP, RM de São Paulo e municípios: PIB a preços correntes e distribuição do VA, por setor de atividade ( ) RM de São Paulo e municípios PIB total (R$ milhões) PIB per capita (R$) PIB 2000 PIB 2010 Distribuição do VA 2000 (%) Distribuição do VA 2010 (%) Participação no PIB do ESP (%) Participação no PIB da RM de São Paulo (%) PIB total (R$ milhões) PIB per capita (R$) Participação no PIB do ESP (%) Participação no PIB da RM de São Paulo (%) Agropecuária Indústria Serviços Agropecuária Indústria Serviços ESP , ,91 100, , ,06 100,0 1,37 31,53 67,1 1,87 29,08 69,05 RMSP , ,47 57,3 100, , ,60 56,3 100,0 0,1 29,4 70,5 0,1 24,5 75,5 Arujá 443, ,53 0,1 0, , ,84 0,2 0,3 0,8 44,5 54,7 0,2 46,4 53,4 Barueri , ,54 2,4 4, , ,91 2,2 4,0-27,2 72,8-20,0 80,0 Biritiba Mirim 96, ,77 0,0 0,0 288, ,26 0,0 0,0 16,4 14,5 69,1 14,0 15,0 71,1 Caieiras 548, ,63 0,1 0, , ,95 0,2 0,3 0,2 48,2 51,7 0,8 39,3 59,8 Cajamar 922, ,28 0,2 0, , ,87 0,4 0,8 0,0 56,2 43,8 0,0 39,8 60,2 Carapicuíba 1.230, ,90 0,3 0, , ,98 0,3 0,5 0,0 22,4 77,6 0,0 23,7 76,3 Cotia 1.599, ,02 0,4 0, , ,90 0,5 0,9 0,2 34,4 65,4 0,1 34,6 65,3 Diadema 3.914, ,41 0,9 1, , ,85 0,9 1,6 0,0 47,1 52,9 0,0 46,7 53,3 Embu 1.038, ,50 0,2 0, , ,39 0,4 0,6 0,1 35,8 64,0 0,1 35,5 64,5 Embu-Guaçu 257, ,17 0,1 0,1 597, ,99 0,0 0,1 0,2 34,8 65,0 0,1 27,6 72,4 Ferraz 496, ,47 0,1 0, , ,71 0,1 0,2 0,0 34,2 65,7 0,0 38,3 61,7 Francisco 295, ,85 0,1 0,1 969, ,90 0,1 0,1 0,0 19,9 80,1 0,0 16,5 83,5 Franco 557, ,33 0,1 0, , ,02 0,2 0,3 1,2 43,3 55,5 0,4 48,0 51,5 Guararema 190, ,49 0,0 0,1 457, ,52 0,0 0,1 6,4 44,2 49,4 10,7 31,9 57,4 Guarulhos , ,39 3,1 5, , ,43 3,0 5,3 0,0 35,2 64,8 0,0 32,1 67,9 Itapecerica da Serra 840, ,41 0,2 0, , ,76 0,3 0,5 0,4 24,4 75,2 0,1 15,4 84,4 Itapevi 919, ,33 0,2 0, , ,71 0,4 0,7-35,3 64,7-19,8 80,2 Itaquaquecetuba 993, ,66 0,2 0, , ,18 0,3 0,5 0,3 33,4 66,3 0,1 38,7 61,2 Jandira 533, ,62 0,1 0, , ,19 0,1 0,2-36,5 63,5-39,1 60,9 Juquitiba 152, ,38 0,0 0,1 256, ,13 0,0 0,0 0,1 23,2 76,7 0,2 19,7 80,1 Mairiporã 330, ,53 0,1 0, , ,98 0,1 0,2 0,1 23,6 76,3 0,0 34,8 65,2 Mauá 3.339, ,67 0,8 1, , ,04 0,6 1,0 0,0 48,0 52,0 0,0 41,0 58,9 (Continua)

27 Análise Comparativa das Funções Públicas de Interesse Comum da RM de São Paulo 25 (Continuação) RM de São Paulo e municípios PIB total (R$ milhões) PIB per capita (R$) PIB 2000 PIB 2010 Distribuição do VA 2000 (%) Distribuição do VA 2010 (%) Participação no PIB do ESP (%) Participação no PIB da RM de São Paulo (%) PIB total (R$ milhões) PIB per capita (R$) Participação no PIB do ESP (%) Participação no PIB da RM de São Paulo (%) Agropecuária Indústria Serviços Agropecuária Indústria Serviços Mogi das Cruzes 2.518, ,97 0,6 1, , ,54 0,7 1,3 1,8 35,5 62,7 1,2 32,1 66,7 Osasco 8.678, ,90 2,0 3, , ,81 2,9 5,2 0,0 17,5 82,5 0,0 10,4 89,6 Pirapora do Bom Jesus 62, ,43 0,0 0,0 127, ,95 0,0 0,0-38,8 61,2-24,5 75,5 Poá 722, ,49 0,2 0, , ,35 0,2 0,4 0,0 31,9 68,0 0,0 34,8 65,1 Ribeirão Pires 660, ,09 0,2 0, , ,84 0,2 0,3 0,1 31,8 68,1 0,0 40,3 59,6 Rio Grande da Serra 142, ,27 0,0 0,1 487, ,79 0,0 0,1 0,2 34,5 65,3 0,1 45,9 53,9 Salesópolis 61, ,87 0,0 0,0 174, ,48 0,0 0,0 11,8 15,0 73,1 17, ,1 Santa Isabel 232, ,28 0,1 0,1 758, ,08 0,1 0,1 0,7 31,7 67,6 0,7 23,3 76,0 Santana de Parnaíba 852, ,85 0,2 0, , ,02 0,3 0,5 0,0 27,8 72,2 0,0 25,6 74,4 Santo André 7.441, ,80 1,8 3, , ,30 1,4 2,5 0,0 36,4 63,6 0,0 31,6 68,4 São Bernardo do Campo , ,56 2,6 4, , ,62 2,9 5,1 0,0 44,4 55,6 0,0 45,5 54,5 São Caetano do Sul 3.478, ,12 0,8 1, , ,89 0,9 1,6-34,6 65,4-44,2 55,8 São Lourenço da Serra 66, ,18 0,0 0,0 158, ,94 0,0 0,0 2,0 12,5 85,5 1,3 17,4 81,3 São Paulo , ,80 37,8 65, , ,87 35,6 63,2 0,0 26,5 73,5 0,0 20,4 79,6 Suzano 2.759, ,86 0,7 1, , ,27 0,5 0,8 0,2 57,6 42,2 0,2 52,0 47,8 Taboão da Serra 1.718, ,59 0,4 0, , ,78 0,4 0,7 0,0 37,6 62,4 0,0 32,0 67,9 Vargem Grande Paulista 386, ,62 0,1 0,2 750, ,99 0,1 0,1 0,1 19,9 80,0 0,1 33,1 66,8 Fonte: PIB dos municípios paulistas, Seade, dezembro de 2012.

28 26 Relatório de Pesquisa Evolução da mancha urbana A expansão da mancha urbana da RM de São Paulo ocorreu com o crescimento de seu núcleo principal a cidade de São Paulo e posterior espraiamento pelos eixos de maior acessibilidade regional, incorporando os territórios vizinhos. A estrutura primária do núcleo era apoiada especialmente nos acessos fluviais por meio dos rios Tietê e Tamanduateí. Depois disso, passou a se apoiar na rede ferroviária, que se constituiu no principal eixo indutor da evolução urbana desse período. São Paulo foi o ponto de origem desta estrutura ferroviária que se iniciou a partir da década de 1860, composta por cinco principais companhias: São Paulo Railway Company (Santos-Jundiaí), Companhia Paulista, Estrada de Ferro Sorocabana, Companhia Mogiana e Estrada de Ferro Central do Brasil (EFCB). As ferrovias marcaram profundamente o território da RM de São Paulo e deram o necessário apoio e suporte aos primeiros movimentos de expansão urbana, voltada ao apoio das atividades industriais com o surgimento de vilas operárias e pequenos núcleos de atividades diversificadas de alcance local, especialmente nos arredores das estações. Essa dinâmica de crescimento provocou a incorporação sucessiva de novas áreas ao tecido urbano, propiciando o surgimento de uma faixa continuamente urbanizada envolvendo parcelas de São Paulo, Osasco, São Caetano do Sul e Santo André. A partir de 1930 começa a se desenhar o primeiro setor significativo de expansão da mancha urbana, no sentido leste-oeste. A partir da década de 1950, a RM de São Paulo passa a contar com uma nova estruturação da expansão urbana, mediante a indução promovida pelos melhoramentos das rodovias existentes e pela construção de outras, mais modernas, que dividem com as ferrovias o papel de eixos polarizadores da urbanização e da implantação industrial. Em função disso, a mancha prossegue seu deslocamento para leste, seguindo as direções da Rodovia Presidente Dutra e da EFCB; para sudeste, acompanhando a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí; para o sul, ao longo da Rodovia Anchieta. Vale observar que as rodovias Dutra e Anchieta facilitaram a ligação a São Bernardo do Campo e Guarulhos, então incluídos no processo de expansão industrial. Nas direções oeste e sudoeste, a ocupação inicial ocorreu de forma dispersa e desordenada, tendo como seus principais vetores, respectivamente, a Estrada de Ferro Sorocabana e a Rodovia Régis Bittencourt. Essas novas estruturas viárias permitiram uma mobilidade maior da população por meio do transporte público e individual motorizados. Novas avenidas e estradas são construídas e novos espaços são ocupados para fins urbanos. A expansão consolida-se e se espalha sem um planejamento adequado. Uma das poucas tentativas de ordenamento foi feita ainda na década de 1930 com o Plano de Avenidas, projetado pelo engenheiro Francisco Prestes Maia, que assumia uma estrutura radiocêntrica já existente e um sistema de avenidas diametrais e perimetrais. Tal plano serviu de base à estruturação das áreas mais centrais de São Paulo até a década de Na década de 1970, o processo de desenvolvimento metropolitano intensificou-se na direção oeste devido à oferta de terras para o assentamento residencial das classes média-alta e alta, com a implantação de loteamentos que se situaram inicialmente nos eixos das rodovias Raposo Tavares e Régis Bittencourt e, posteriormente, no da Rodovia Castelo Branco. Na porção norte, a mesma situação se repete na Serra da Cantareira.

29 Análise Comparativa das Funções Públicas de Interesse Comum da RM de São Paulo 27 A área urbana encontrou barreiras no processo de expansão ao norte, a Serra da Cantareira; ao sul, as represas Billings e Guarapiranga; a sudeste, o relevo de Mares de Morros do rebordo da Serra do Mar. No entanto, tais limitantes não foram intransponíveis. A Serra da Cantareira e o entorno das represas foram objeto de intenso processo de ocupação irregular. Desse modo, o eixo leste-oeste se organizou como um vetor de expansão preferencial, abrindo-se corredores que atravessam as áreas de topografia mais acidentadas. A dinâmica da expansão e consolidação do meio urbano na RM de São Paulo baseou-se, principalmente após a metade do século XX, em um padrão que apresentava uma área central e um centro expandido adensados, com infraestrutura urbana adequada, onde se concentrava e ainda se concentram a maior parte das ofertas de trabalho, o comércio e os serviços especializados. Além deste centro expandido, uma imensa área de urbanização periférica com pouca ou nenhuma infraestrutura, poucos equipamentos de apoio e sustentabilidade social e pouca oferta de empregos, onde a exclusão social reflete-se em um padrão de exclusão territorial, representado pelas grandes extensões de maciça ocupação territorial marcada por padrões habitacionais precários. O mapa da expansão da área urbanizada da RM de São Paulo é continuamente atualizado, visando monitorar o crescimento da metrópole. Estão representados doze períodos: 1881, 1914, 1929, 1949, 1962, 1974, 1980, 1985, 1992, 1997, 2002 e 2010 (mapa 2). Até 1949, as informações foram coletadas de mapas antigos que não abrangiam a totalidade da região. A partir de 1962, as informações foram extraídas de fotos aéreas ou de imagens de satélites recobrindo toda a área da região. Os grandes fatores limitadores da expansão urbana da RM de São Paulo de origem topográfica localizam-se ao norte Serra da Cantareira e ao sul represas Billings e Guarapiranga e a borda da Serra do Mar. A despeito de serem áreas protegidas por legislação ambiental, muitas destas encontram-se sob processo intenso de ocupação irregular, sendo que, nas áreas ao sul, a ocupação irregular se fez tão intensa que abriga, atualmente, cerca de 2 milhões de pessoas. A conformação topográfica da RM de São Paulo demonstra, portanto, situações mais favoráveis à ocupação no sentido leste-oeste, onde, de fato, ocorreu seu maior espraiamento, que ultrapassa a extensão de 90 km entre Amador Bueno, em Itapevi, e César de Souza, em Mogi das Cruzes. No sentido norte-sul, a conurbação ultrapassa a distância de 70 km. As áreas centrais, também favoráveis à ocupação, são aquelas onde a conformação topográfica, embora apresente ondulações e morros, caracteriza-se por grandes áreas consideradas adequadas ao assentamento urbano. Estas áreas, de relevo mais suave, encontram-se, principalmente, nas planícies aluviais dos rios Tietê, Tamanduateí, Pinheiros, Aricanduva e outros cursos d água menores.

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