Conclusões do Conselho sobre a fraude e a evasão fiscais Adoção

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1 CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA Bruxelas, 14 de maio de 2013 (21.05) (Or. en) 9549/13 FISC 94 ECOFIN 353 NOTA de: para: Assunto: Secretariado-Geral do Conselho Delegações Conclusões do Conselho sobre a fraude e a evasão fiscais Adoção Envia-se em Anexo, à atenção das delegações, o texto de conclusões sobre a evasão fiscal adotado pelo Conselho (ECOFIN) em 14 de maio de /13 mjb/vlc/fc 1 DG G II PT

2 ANEXO Conclusões do Conselho Plano de Ação da Comissão (17637/12) e duas Recomendações da Comissão relativas ao planeamento fiscal agressivo (17617/12) e à boa governação em matéria fiscal nos países terceiros (17669/12) O Conselho: 1. REAFIRMA que "todos os Estados-Membros reconhecem a importância de tomar medidas eficazes para combater a evasão e a fraude fiscais" e RECONHECE a necessidade de lutar contra o planeamento fiscal agressivo. 2. RECONHECE a necessidade de uma adequada conjugação de esforços aos níveis nacional, europeu e mundial para combater a fraude e a evasão fiscais e o planeamento fiscal agressivo. 3. Neste contexto, APOIA o desenvolvimento de esforços suplementares a nível nacional, da UE, do G8, do G20, da OCDE e a nível mundial em matéria de intercâmbio automático de informações e de melhoria da implementação e aplicação de normas respeitantes às informações sobre a identidade dos beneficiários efetivos pertinentes para efeitos fiscais. REGISTA que tal poderá ter repercussões em matéria de sigilo das empresas. 4. REGISTA que os Estados-Membros estão em negociações com países terceiros tendo em vista acordos intergovernamentais para o intercâmbio automático de uma gama alargada de informações. 5. ACOLHE FAVORAVELMENTE, neste contexto, o facto de a França, a Alemanha, a Itália, a Espanha e o Reino Unido terem concordado em trabalhar num mecanismo piloto de intercâmbio multilateral de informações, com base no modelo acordado com os EUA, tendo em vista contribuir para a criação de um novo padrão mundial; NOTA que a UE tem um papel essencial a desempenhar no apoio e promoção desse padrão a nível mundial e, além disso, SAÚDA o compromisso assumido pelos Territórios Ultramarinos Britânicos e pela ilha de Man de participarem na iniciativa piloto, bem como o forte interesse nesse sentido manifestado pela ilha de Guernsey. 9549/13 mjb/vlc/fc 2

3 6. APOIA o desenvolvimento de esforços suplementares a nível da OCDE no que se refere à erosão da base tributável e à transferência de lucros e RECORDA as conclusões do Conselho Europeu de 13 e 14 de março de 2013 sobre a necessidade de uma estreita cooperação com a OCDE e o G20 para o desenvolvimento de normas acordadas internacionalmente para a prevenção da erosão da base tributável e da transferência de lucros e, especialmente, REGISTA o apelo do Conselho Europeu para que a União Europeia coordene as suas posições. REGISTA que essa coordenação será realizada através das instâncias adequadas do Conselho, nomeadamente o Grupo de Alto Nível e CONGRATULA-SE com o facto de os progressos a nível internacional estarem a ser acompanhados. Com esse objetivo, a UE deverá monitorizar de perto o seu quadro jurídico e identificar as situações em que a existência de soluções comuns poderia dar as melhores garantias em termos de eficácia e eficiência. 7. CONGRATULA-SE com os trabalhos da Comissão sobre o desenvolvimento de medidas para combater a fraude e a evasão fiscais e o planeamento fiscal agressivo. Especialmente, o Conselho RECONHECE que o Plano de Ação da Comissão (17637/12) e as duas Recomendações da Comissão relativas ao planeamento fiscal agressivo (17617/12) e à boa governação em matéria fiscal nos países terceiros (17669/12) podem desempenhar um papel de grande utilidade neste contexto. 8. REGISTA o caráter não vinculativo das recomendações, nos termos do artigo 288.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia que estipula que "As recomendações... não são vinculativas". 9. CONFIRMA as conclusões do Conselho ECOFIN de 13 de novembro de 2012, nas quais o Conselho estabelece as suas prioridades e não prioridades no domínio da fiscalidade direta e indireta em certos domínios da sua atividade a curto prazo no domínio da fraude e evasão fiscais, que devem ser tidas em conta quando se proceder a uma análise mais aprofundada das medidas com base no Plano de Ação (17637/12). 9549/13 mjb/vlc/fc 3

4 10. SALIENTA que, no âmbito da União Europeia, as medidas destinadas a combater a fraude e a evasão fiscais devem respeitar cabalmente o princípio da subsidiariedade e a competência dos Estados-Membros em matéria fiscal. 11. RECORDA os trabalhos em curso no Conselho no domínio da luta contra a fraude e a evasão fiscais e regista que os Estados-Membros estão a implementar as medidas jurídicas já existentes, nomeadamente a Diretivas do Conselho relativa à cooperação administrativa no domínio da fiscalidade e a Diretiva do Conselho relativa à assistência mútua em matéria de cobrança de créditos respeitantes a impostos, direitos e outras medidas. 12. CONVIDA o Grupo do Código de Conduta (Fiscalidade das Empresas) a prosseguir os seus trabalhos para desenvolver soluções para os problemas provocados pelas disparidades de tratamento das entidades e instrumentos híbridos e apela ao Grupo para que desenvolva rapidamente soluções neste contexto, REGISTA também os trabalhos desenvolvidos noutras instâncias internacionais sobre esta matéria e, a este respeito, CONVIDA também o Grupo do Código de Conduta a ter em devida consideração o trabalho de outras instâncias internacionais nesta matéria. 13. REGISTA o trabalho efetuado nas instâncias preparatórias do Conselho para intensificar a luta contra a fraude ao IVA, bem como os esforços da Presidência irlandesa para que esta luta decorra de forma global e apela à prossecução dos esforços na busca de soluções que possam ser aceites por todos os Estados-Membros. 14. REGISTA o facto de a Presidência ter a intenção de escrever ao Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação no sentido de pedir a esta entidade que forneça aos Estados- -Membros os nomes e outros dados respeitantes a todos os cidadãos da UE que façam parte da lista "offshore leaks" (revelação de investimentos em paraísos fiscais). 9549/13 mjb/vlc/fc 4

5 Recomendação relativa ao planeamento fiscal agressivo (17617/12) 15. RECONHECE que o planeamento fiscal agressivo é uma questão mundial que consiste em tirar partido dos aspetos técnicos de um sistema fiscal ou das assimetrias existentes entre dois ou vários sistemas fiscais para reduzir as obrigações fiscais. Os Estados-Membros enfrentam dificuldades para proteger as suas bases tributáveis nacionais da erosão provocada por um planeamento fiscal agressivo. A fim de melhorar o funcionamento do mercado interno e de proteger as receitas fiscais, é necessário incentivar os Estados-Membros a adotarem todas as medidas necessárias para lutar contra o planeamento fiscal agressivo, se for caso disso, o que contribuirá para atenuar as distorções existentes. 16. CONVIDA os Estados-Membros a analisarem, se adequado, em que medida o respetivo quadro jurídico nacional atual pode incluir uma regra geral contra a evasão que permita tomar medidas eficazes, no respeito dos Tratados da UE, contra as disposições fiscais abusivas. 17. CONVIDA os Estados-Membros a analisarem se será adequado incluir no respetivo direito nacional uma regra geral contra a evasão tal como a que é sugerida na Recomendação (17617/12). 18. SALIENTA a importância de se tomarem medidas concretas contra a dupla não tributação através de convenções em matéria de dupla tributação, respeitando plenamente a competência dos Estados-Membros para negociarem bilateralmente convenções em matéria de dupla tributação e o princípio da subsidiariedade, e tendo em conta todos os fatores pertinentes ao longo da negociação. 9549/13 mjb/vlc/fc 5

6 Recomendação relativa à boa governação em matéria fiscal nos países terceiros (17669/12) 19. CONFIRMA a sua vontade de promover os princípios de boa governação no domínio da fiscalidade (transparência, intercâmbio de informações e concorrência leal em matéria fiscal) entre os países terceiros. 20. COMPROMETE-SE a redobrar esforços no sentido de encontrar a melhor forma de assegurar que os países terceiros cumpram normas adequadas de boa governação no domínio fiscal; RECORDA a lista da OCDE de jurisdições não cooperantes e CONVIDA a que se estude se será adequado proceder à criação de uma lista europeia de jurisdições não cooperantes de países terceiros. 21. APOIA os trabalhos em curso do Grupo do Código de Conduta (Fiscalidade das Empresas). INCENTIVA os Estados-Membros e a Comissão a trabalharem em estreita cooperação com a OCDE e o Fórum Mundial sobre a Transparência e o Intercâmbio de Informações para Fins Fiscais, para delinearem planos de ação destinados a combater a falta de transparência e as práticas fiscais prejudiciais nos países terceiros. Trabalhos futuros 22. CONVIDA as próximas Presidências a prosseguirem os trabalhos a fim de encontrar a forma mais adequada para combater a fraude e a evasão fiscais e o planeamento fiscal agressivo, a nível nacional, da UE e mundial, bem como a intensificarem os esforços na promoção de normas de boa governação no domínio fiscal nos países terceiros, salientando a importância do reforço da cooperação com a OCDE e o G20, e da troca de opiniões, experiências e boas práticas entre os Estados-Membros. 9549/13 mjb/vlc/fc 6

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