SEÇÃO TÉCNICA DE SERVIÇO SOCIAL SÍNTESE ANUAL

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1 SEÇÃO TÉCNICA DE SERVIÇO SOCIAL SÍNTESE ANUAL 2008

2 ESTATÍSTICA 2008 ANÁLISE COMPARATIVA 2005/2006/2007/2008 INSPEÇÕES ATIVIDADES EXTERNAS PALESTRAS/EVENTOS 2

3 ORIGEM DE PROCESSOS ª VEIJ 2ª VEIJ 3ª VEIJ 4ª VEIJ DEIJ MOTIVO DE COMPARECIMENTO Internação- Sanção 21% Outros 1% Internação Provisória 23% Interno Fundação Casa 41% Caso Externo 14% 3

4 CONDIÇÃO Multireinci dente 32% Primário 23% Reincidente 45% GÊNERO Feminino 5% Masculino 95% 4

5 FAIXA ETÁRIA RESPONSÁVEL Não compareceu 12% Compareceu 88% 5

6 TIPO DE INFRAÇÃO TENTATIVA DE HOMICÍDIO 2% HOMICÍDIO 4% TRÁFICO DE DROGAS 12% OUTROS 5% PORTE DE DROGAS 2% FURTO 12% COSTUMES 1% LATROCÍNIO 2% TENTATIVA DE LATROCÍNIO 1% ROUBO C/SEQÜESTRO 1% ROUBO 58% MEDIDA SUGERIDA Sem sugestão 27% Encerramento 1% Medidas de proteção 7% Internação 8% Semiliberdade 7% Liberdade Assistida 50% 6

7 MEDIDA SUGERIDA - INTERNAÇÃO-SANÇÃO MEDIDAS DE PROTEÇÃO 11% INTERNAÇÃO 14% SEM SUGESTAO 10% LIBERDADE ASSISTIDA 48% SEMILIBERDADE 17% MEDIDA SUGERIDA-INTERNAÇÃO CONCLUSIVO INTERNAÇÃO 8% MEDIDAS DE PROTEÇÃO 5% SEM SUGESTÃO 6% SEMILIBERDADE 7% LIBERDADE ASSISTIDA 74% 7

8 8

9 ANÁLISE DOS DADOS COMPARATIVOS QUADRO 1 - DA ORIGEM DOS CASOS Este quadro será apresentado de forma subdividida para melhor compreensão das demandas encaminhadas para avaliação da Seção Técnica de Serviço Social. De um lado, com indicadores das Varas e Departamento que atuam no Fórum das Varas Especiais da Infância e Juventude e, de outro lado, com indicadores que qualificam a natureza das solicitações ª VARA 54 4% 112 8% % % 2ª VARA 23 2% 107 7% 77 4% 43 3% 3ª VARA 14 1% 18 1% 109 6% 26 2% 4ª VARA 77 5% 34 2% 70 4% 61 5% SUBTOTAL % % % % DEIJ % % % % TOTAL % % Os casos encaminhados pelo Departamento de Execuções demandados para avaliação social, apresentaram queda significativa do biênio 2005/2006 (88% - 82%) comparado ao biênio 2007/2008 (68% - 66%), coincidindo com a desativação do Complexo Tatuapé e a regionalização de Unidades de internação pelo interior do Estado. Se em 2005 esta demanda, compreendendo adolescentes oriundos da Grande São Paulo e Interior representavam 36%, em 2008 verificamos uma queda para 23% em relação à demanda total. (Vide Quadro 15). Os casos encaminhados pelas Varas de Conhecimento para avaliação social e/ou encaminhamentos para rede de atendimento, tiveram um acréscimo: em 2005 representavam 12%, enquanto em 2008 passaram para 34%. Na sua maioria foram encaminhados pela 1ª Vara Especial da Infância e Juventude, onde se concentrou um número elevado de casos que demandavam intervenções protetivas, incluindo encaminhamento para rede escolar, conselhos tutelares e organizações não governamentais. Devemos também acrescentar os esforços empreendidos para viabilizar a articulação com a rede de atenção, ainda que precária. Das demais Varas de Conhecimento (2ª, 3ª e 4ª VEIJs), em sua maioria, os casos foram remetidos pelo Setor de Justiça Restaurativa, principalmente em 2007, quando iniciamos o Projeto no Fórum das Varas Especiais. QUADRO 2 TIPO DE PROCESSO INICIAL % % % % REAVALIAÇÃO % % % % JUSTIÇA RESTAURATIVA % 23 2% CARTA PRECATÓRIA 10 1% 8 0% 11 1% TOTAL % 9

10 No ano de 2008 registramos uma queda nos casos de justiça restaurativa pelo decréscimo da entrada de atos infracionais ocorridos em escolas estaduais da região de Heliópolis, demanda preferencial do Projeto. Na contrapartida, os casos daquela região atendidos pelo Setor de Justiça Restaurativa, demandaram avaliações sociais e psicológicas, para as audiências tradicionais, com forte incidência de casos de adolescentes envolvidos com tráfico de drogas. No indicador reavaliação estão compreendidos os casos que registraram pelo menos uma passagem anterior pela Equipe Técnica. QUADRO 3 - MOTIVO DO COMPARECIMENTO INTERNAÇÀOPROVISÓRIA 96 7% 103 7% % % CASO EXTERNO % % % % INTERNO FEBEM % % % % INTERNAÇÃO-SANÇÃO % % % % OUTROS 31 2% 14 1% 16 1% TOTAL % % Os casos de Internação Provisória entre tiveram um acréscimo de 10%, alterando a demanda proveniente das Varas de Conhecimento no biênio anterior que se situava majoritariamente em casos externos, somando-se aí também os casos para círculos restaurativos. Para o decréscimo dos casos externos a justificativa se sustenta em índices de reincidência e/ou interposição de recursos que ensejaram reforma de sentença por entendimento de Instância Superior e consequente busca e apreensão. No primeiro caso também colabora a desestruturação das medidas em meio aberto - de caráter protetivo e sócio-educativo - que nesses dois últimos anos vem passando por experiências que não se solidificaram, combinada com a ausência de investimentos nas políticas sociais básicas - assistência, saúde, educação, trabalho e lazer - especialmente aos adolescentes envolvidos com o tráfico e consumo de drogas que aí encontram alternativas de "emprego e sobrevivência" num campo de exploração que sustentam outras modalidades de crimes e que invariavelmente levam-nos à morte ou ao sistema carcerário. Os casos de internação-sanção vêm apresentando ano após ano um acréscimo, atingindo adolescentes em descumprimento de medida e que registram, em sua maioria, reincidências na prática infracional. QUADRO 4 - CONDIÇÃO PRIMÁRIO % % % % REINCIDENTE % % % % MULTIREINCIDENTE % % % % TOTAL % Ocorreu um dispêndio maior dos recursos desta Equipe Técnica na fase de execução de medida, conforme já registrado, e em casos de adolescentes reincidentes/multireincidentes, contrariando orientação técnica em estudos passados, os quais indicavam como lócus privilegiado da intervenção do 10

11 Assistente Social a atuação em casos primários, tão logo representados pelo Ministério Público. Se em 2005 os números indicavam 33% primários e 66% reincidentes/multireincidentes, em 2008 os primários foram reduzidos a 23% e os reincidentes/multireincidentes a 77%. A condição de multirencidente, embora destacada como categoria por força de conceituação construída com base em legislação anterior ao Estatuto da Criança e do Adolescente, está sendo agrupada estatisticamente com os reincidentes, e em geral, recaem sobre aqueles adolescentes em extrema vulnerabilidade social, cuja temática não deveria estar situada na esfera criminal, e sim alvo de políticas sociais das áreas de assistência e saúde pública, prioritariamente. Em sua grande maioria são garotos com vivência de rua, envolvidos com uso e abuso de drogas e frágeis vínculos familiares, parte significativa atendidos em internação sanção ou após longas internações, se constituindo em segmento de difícil encaminhamento, seja pela ausência de retaguarda familiar e/ou falta de políticas sociais. QUADRO 5 GÊNERO MASCULINO % % % % FEMININO 94 7% 73 5% 156 9% 65 5% TOTAL % Neste quadro comparativo não registramos variações significativas, exceto no ano de 2007 por intercorrências de maus tratos e tortura, em Unidade de Atendimento Feminino (são apenas duas na Capital). Coincidentemente os pedidos de avaliações técnicas aumentaram por descrédito no processo sócio-educativo, a exemplo do que ocorre em Unidades com este tipo de histórico destinado ao gênero masculino, que originam mais avaliações da Equipe Técnica do Juízo. QUADRO 6 - FAIXA ETÁRIA anos 86 6% 99 7% 136 8% % anos % % % % anos % % % % TOTAL Para efeito de análise agruparemos os casos associando três faixas etárias, entendidas como similares: de 12 a 14 anos; anos; de 18 a 20 anos. Esta similaridade tem por base experiência cotidiana. A primeira faixa etária agrupada de 12 a 14 anos - registra número expressivo de entradas, praticamente dobrando em quatro anos: de 6% a 11%. Observamos que vem ocorrendo uma entrada crescente de meninos com vivência de rua e usuários de drogas que perambulam pelas ruas, principalmente em razão da ausência de uma política de assistência permanente e articulada com as demais políticas sociais, voltada para este segmento, o que tende a elevar este índice nos próximos anos. Na faixa de 15 a 17 anos - 54% (2005); 55% (2006); 56% (2007) e 58% (2008) localizam-se adolescentes com envolvimento em crimes contra o patrimônio (com simulação e/ou porte de arma) tratando-se de parcela mais vulnerável aos apelos do consumismo ou comportamentos transgressores próprios de seus ambientes de "socialização e inclusão". 11

12 Na faixa de 18 a 20 anos os casos atingem na maioria os jovens em regime de internação e em menor número em internação-sanção, principalmente em descumprimento da medida de semi-liberdade, que historicamente registra altos índices de evasão, seja pela pouca eficácia da medida que não construiu uma metodologia de intervenção e articulação com demais medidas, seja pela própria dificuldade de jovens adultos em submeter-se a medidas judiciais depois de longas internações no chamado sistema sócio-educativo e sem alternativas de inclusão no mercado de trabalho. Assim, o atendimento a jovens adultos demandaram intervenção dos técnicos, em média 35% nos quatro anos em análise. São casos com indicação de liberação por técnicos da Fundação Casa e cuja intervenção dos Assistentes Sociais do Juízo é restrita a orientação ao adolescente e avaliação familiar num momento da vida em que a autonomia e a vinculação com um projeto de vida faz parte de opção individual e circunstancial de difícil prognóstico. QUADRO 7 - TIPO DE INFRAÇÃO FURTO 123 9% % % % ROUBO % % % % ROUBO C/SEQÜESTRO 41 3% 35 2% 26 2% 13 1% TENTATIVA LATROCÍNIO 41 3% 28 2% 28 2% 8 1% LATROCÍNIO 32 2% 27 2% 28 2% 21 2% COSTUMES 29 2% 23 2% 29 2% 14 1% TENTATIVA HOMICÍDIO 51 4% 39 3% 35 2% 25 2% HOMICÍDIO 86 6% 87 6% 77 5% 53 4% TRÁFICO 125 9% % 150 9% % PORTE DE DROGAS 15 1% 29 2% 20 2% OUTROS 71 5% 71 5% % 71 5% TOTAL % Os dados relativos à infração não apresentam variações significativas. Equivale dizer que a incidência maior de atos infracionais contra o patrimônio tende a permanecer como principal causa/efeito de uma socialização baseada em valores de consumo disseminados na sociedade atual; o aumento de envolvimento com tráfico e porte de drogas de 9% (2005) para 14% (2008), não altera as motivações, uma vez que frequentemente estão associados a outros atos infracionais. Evidenciam, ainda, o crescimento da comercialização de drogas em locais considerados de alta vulnerabilidade social, a exemplo da demanda encaminhada pelas Varas de Conhecimento, através do Setor de Justiça Restaurativa especificamente para avaliações sociais da região de Heliópolis. No indicador outros estão incluídos os casos oriundos do Setor de Justiça Restaurativa para realização de círculos. São atos infracionais de menor potencial ofensivo: danos ao patrimônio público, agressões verbais e físicas, desacato e correlatos, passíveis de posterior remissão judicial. Os casos externos encaminhados para avaliação social, após audiências no Setor de Justiça Restaurativa, registram índice de comparecimento mais elevado, se comparados àqueles advindos das chamadas audiências tradicionais. 12

13 QUADRO 8 - MEDIDA SUGERIDA ADVERTÊNCIA 3 0% 6 0% 3 0% 3 0% REPARAÇÃO DO DANO - 0% - 0% 1 0% 0% PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS 1 0% 2 0% 4 0% 6 0% LIBERDADE ASSISTIDA % % % % SEMILIBERDADE 100 7% % % 95 7% INTERNAÇÃO % % % 101 8% MEDIDA DE PROTEÇÃO 76 5% 67 4% 35 2% 92 6% INTERNAÇÃO PROVISÓRIA 2 0% 6 0% 6 0% 6 0% ENCERRAMENTO 4 0% 19 1% 24 2% 16 1% SEM SUGESTÃO % % % % TOTAL % Nas avaliações técnicas permanecem basicamente como sugestão de medida a liberdade assistida, a internação e a semi-liberdade, consolidadas, por ora, como alternativas de medidas sócio-educativas aos adolescentes envolvidos com a prática de ato infracional. Essas medidas, as quais já vinham sendo operacionalizadas durante a vigência do Código de Menores pela Fundação Estadual do Bem Estar do Menor-Febem, e cujo conteúdo sócio-educativo previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente- ECA ainda não se efetivou. Com a recente municipalização e regionalização do atendimento abrem-se perspectivas nessa direção, inclusive em relação à prestação de serviços a comunidade cujos índices de indicação ainda são reduzidos por parte dos técnicos. (*) O projeto para Medidas Protetivas também apresentado por esta Equipe Técnica em parceria com organizações não governamentais com atuação junto a adolescentes com prática infracional e aprovado pelo FUNCAD, não se efetivou por falta de financiamento. Entretanto, tal projeto possibilitou uma aproximação da Equipe Técnica com a rede de atendimento e a necessidade de inclusão de alguns casos em acompanhamento nas regiões de Sapopemba (Cedeca Monica Paião Trevisan) e Heliópolis (Refazendo Vínculos, Valores e Atitudes), além de incluir as medidas protetivas como alternativa aos adolescentes com prática infracional. De tal sorte que atualmente não há resistências de Conselhos Tutelares e outras organizações do campo protetivo em receber e intervir junto a esta demanda (**) (*) O projeto para medida de advertência apresentado por esta Equipe Técnica em parceria com o Instituto Cultural Re-Ligare, objetivando imprimir conteúdo sócio-educativo, não se limitando apenas a admoestação verbal, não foi implantado, impossibilitando assim avançar para novas alternativas (**) Na experiência de trabalho na área de infância e juventude, observamos que os Conselhos Tutelares muito recentemente passaram a atuar com adolescentes que registram atos infracionais. Até então os Conselheiros Tutelares restringiam a atuação com crianças e adolescentes atendidos em Varas da Infância e da Juventude Regionais. Outra experiência de destaque realizada no campo protetivo foi desenvolvida em parceria com o Centro de Referência e Apoio à Vítimas-CRAVI, programa da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, nos anos de 2006/2007 no atendimento aos familiares de vítimas de morte violenta. 13

14 A incidência baixa de sugestão de encerramento do processo, variando nestes quatro anos em 1% e 2%, parte da compreensão de que o adolescente sempre precisa de uma medida. Esta máxima acaba por se consolidar mediante o entendimento na execução da medida de internação de que esta não dá conta do conjunto de necessidades apresentadas em cada caso, pois na medida de internação não há articulação com o meio aberto. A liberdade assistida é vista como medida de retaguarda e facilitadora da chamada reinserção social, suprimindo-se assim o seu caráter punitivo (presença obrigatória no serviço), estigmatizante, combinada com as atuais dificuldades de operacionalização. Há assim a tendência de sempre manter a vinculação do adolescente/jovem adulto com o chamado sistema sócioeducativo, uma vez que, necessariamente o encerramento do caso só é possível se estiver estudando e trabalhando, o que é bastante improvável. QUADRO 9 - MEDIDA SUGERIDA - INTERNAÇÃO-SANÇÃO LIBERDADE ASSISTIDA 60 28% 91 34% % % SEMILIBERDADE 29 14% 66 25% 71 23% 48 17% INTERNAÇÃO % 92 35% 70 23% 40 14% MEDIDAS DE PROTEÇÃO 9 4% 15 6% 22 7% 31 11% SEM SUGESTÃO 20 7% TOTAL % Os dados relativos aos casos avaliados em internação-sanção revelam significativa queda na sugestão de reversão para internação, variando em 54% (2005) para 14% (2008). É possível afirmar que o índice de internação atinge adolescentes bastante comprometidos com o uso abusivo de drogas e que necessitam de tratamento em regime de internação hospitalar. A opção pela medida objetiva, de modo geral, afastá-lo do ambiente e ver viabilizado um local apropriado para tratamento (Clínica). A queda também se explica pela compreensão técnica da baixa eficácia da medida para casos que devem ser objeto de atenção de políticas sociais, optando-se assim por articular recursos - ONGS e Conselhos Tutelares, para intervenção em meio-aberto, uma vez que o ingresso em Unidades de Internação tende a agravar e tornar crônicos os casos a médio e longo prazo. QUADRO 10 - MEDIDA SUGERIDA - INTERNAÇÃO COM CONCLUSIVO LIBERDADE ASSISTIDA % % % % SEMILIBERDADE 69 7% 65 8% 60 8% 35 7% INTERNAÇÃO % % % 42 8% MEDIDAS DE PROTEÇÃO 81 8% 58 7% 58 7% 25 5% SEM SUGESTÃO 31 6% TOTAL % Do total de casos avaliados para o Departamento de Execuções com relatórios conclusivos dos técnicos da Fundação Casa que acompanham a medida de internação a divergência com os técnicos do Juízo atingem apenas 8% da demanda total. O que se verifica é que o índice de concordância com as avaliações ofertadas vem aumentando a cada ano. 14

15 Em números absolutos têm-se que de 528 adolescentes avaliados em 2008 apenas em 42 foram sugeridas manutenção de internações. Se optarmos por avaliar a intervenção técnica nesses casos é possível concluir que este dado evidencia uma sobreposição de avaliações técnicas, configurando-se como ação ratificadora daquela indicada pelos técnicos da execução que atuam na Fundação Casa. O que se observa é um deslocamento da ação propriamente sócio-educativa para o atendimento as demandas processuais (ofertas de relatórios de acompanhamento e conclusivos) por parte dos técnicos da Fundação e, na maioria dos casos, uma ação repetitiva e/ou complementar por parte dos técnicos do Juízo, estando ainda por construir as competências de cada qual. QUADRO 11 - PROCEDIMENTOS TÉCNICOS ENTREVISTAS % % % % CONTATOS 123 8% % % % RECURSO PSIQUIÁTRICO 14 1% 2 0% 3 0% 17 1% VISITA DOMICILIAR 2 0% 0% 1 0% PARTICIPAÇÃO AUDIÊNCIA 56 4% 128 7% 45 2% 35 2% CÍRCULO RESTAURATIVO 57 3% 23 1% TOTAL % Os procedimentos técnicos adotados em cada caso consistem em entrevistas individuais e/ou conjuntas, envolvendo prioritariamente o adolescente e seus familiares. O número apresentado de entrevistas em refere-se à utilização do procedimento metodológico no caso, sendo que cada um pode demandar de duas a três entrevistas e parte deles contatos com diversos contatos com a rede, conforme segue. PROCEDIMENTO GERAL 2008 ENTREVISTAS 2708 CONTATO COM A REDE 763 AUDIÊNCIA 35 Nestes quatro anos, considerando a ampliação do atendimento nas Varas de Conhecimento e Setor de Justiça Restaurativa, coincidindo com a movimentação dos dados relativos ao trabalho em rede na busca de alternativas à internação, parte significativa da intervenção dos serviços técnicos (assistentes sociais), foi dispendida em contatos com ONGS, Conselhos Tutelares, Clínicas para Tratamento de Drogadição, Unidades Escolares, Centros de Atendimento Psicossocial-CAPS, CRECAS etc., evoluindo de 8% (2005); 12% (2006); 14% (2007) e 21% (2008). A adoção deste procedimento muitas vezes implica no retorno do caso para atendimento, retornos de telefonemas e mesmo de familiares, o que acaba demandando maior dispêndio de tempo num único caso e também maior tempo para apresentação dos laudos. Neste quadro os dados relativos à participação em audiência, referem-se àquelas em que os técnicos são chamados para dirimir eventuais dúvidas que ainda persistam em relação ao caso ou por sugestão divergente com o Setor de Psicologia. 15

16 QUADRO 12 - FORMAS DE REGISTRO INFORMAÇÃO 105 7% 78 5% 122 7% 40 3% MANIFESTAÇÃO TÉCNICA % 6 0% 10 1% 66 5% LAUDO TÉCNICO % % % % AUDIÊNCIA % 84 5% 81 6% TOTAL % Nas formas de registro, o indicador Informação refere-se aos casos de não comparecimento para atendimento previamente agendado na Seção Técnica de Serviço Social. O indicador Manifestação Técnica incide sobre os casos em que são solicitadas complementação de laudos e/ou pedidos de avaliação a partir de relatórios constantes nos autos. O indicador Audiência refere-se àquelas solicitadas pelos técnicos, sem apresentação de relatórios na maioria das vezes. Em geral, são pedidos de audiência formulados em casos extremos, onde o adolescente corre risco na Unidade, apresenta grave comprometimento de saúde ou são oriundos do interior do Estado (cidades distantes), com a família presente, com a concordância de Juízes do Departamento de Execuções. QUADRO 13 - ENCAMINHAMENTO CONSELHO TUTELAR 11 7% 18 9% 28 14% 24 11% RECURSOS COMUNIDADE % % 83 42% % - ABRIGAMENTO 2 1% 5 2% 10 5% 9 4% - DROGADIÇÃO 23 15% 31 15% 46 23% 49 22% - SAÚDE MENTAL 18 9% 32 16% 17 8% TOTAL % Este quadro discrimina o resultado dos contatos realizados caso a caso, nos quais há necessidade de articulação com o recurso proposto, através de telefonemas, remessa de relatórios e discussão do caso. A maior incidência de contatos é com ONGS responsáveis pelo cumprimento de medidas em meio aberto - liberdade assistida e protetivas. Nesta última discriminamos os recursos mais acionados: abrigamento, drogadição e saúde mental. QUADRO 14 - RESPONSÁVEL COMPARECEU % % % % NÃO COMPARECEU % % % % TOTAL % 16

17 O comparecimento de responsáveis, incluindo aqueles pais de filhos que já completaram a maioridade, é bastante significativo e incide sobre extensa gama de adolescentes nos diferentes motivos de comparecimento. (Vide Quadro 3). A exceção pode ser identificada naqueles casos de adolescentes com histórico de vivência de rua e/ou institucionalização na infância em abrigos, os quais se localizam, na maioria das vezes, na medida de internação-sanção (21% Quadro 3). Pode-se também concluir que neste contingente encontrase os casos com reversão de medida de internação sanção (14%-Quadro 9). É preponderante a presença materna nas avaliações, muitas vezes única responsável pelo filho, seja por paradeiro ignorado do pai e/ou falecimento, fatos mais comuns. Também ocorre comparecimento de avós que assumiram responsabilidade pelos netos. QUADRO 15 - LOCAL DE MORADIA ZONA NORTE % % % % ZONA SUL % % % % ZONA LESTE % % % % ZONA OESTE 67 5% 66 4% 69 4% 61 5% CENTRO 44 3% 57 4% 73 4% 58 4% INTERIOR % % % % GRANDE SÃO PAULO % % % % SITUAÇÃO DE RUA 28 2% 34 2% 36 2% 52 4% OUTRO ESTADO 10 1% 10 1% 11 1% 9 1% TOTAL % O que se observa em relação as regiões de origem é que os adolescentes são procedentes daquelas mais periféricas, em locais desprovidos de equipamentos de lazer e recreação, com presença precária do poder público. São locais onde os equipamentos educacionais estão em franca degradação, oferecendo ambientes inóspitos, gradeados, resultado de uma visão de ênfase a segurança em detrimento de outras formas de combater a violência que adentra o ambiente escolar. Quanto aos jovens do Interior do Estado, conforme já dito, a queda de 2005/2006/2007 em números absolutos na faixa de 450 internos, passou em 2008 para a média de 300 internos, em razão da regionalização das Unidades para o Interior do Estado. CONSIDERAÇÕES FINAIS O período dos quatro anos em análise revelou alterações significativas nas demandas encaminhadas para avaliação da Equipe Técnica do Juízo, seja em razão das mudanças verificadas no Fórum das Varas Especiais neste período, principalmente com a implantação do Projeto Justiça Restaurativa e elaboração de projetos em parceria com ONGS, seja motivada pelas mudanças ocorridas na política de atendimento. Esta última resultou em redução na demanda do Departamento de Execuções, provocando um deslocamento das avaliações para os casos de internação-sanção por descumprimento de medida. 17

18 Nos casos de internação-sanção a tendência é aumentar nos próximos anos, caso persista a desarticulação das medidas em meio aberto e ausência de investimentos permanentes na rede de proteção, atualmente bastante deficitária, o que acaba por colaborar com as reincidências em pequenos delitos pela condição de vulnerabilidade social, notadamente nos casos de adolescentes na faixa etária de 12 a 14 anos, com vivência de rua e/ou usuários de drogas. Tratam ambas temáticas - vivência de rua e drogadição - da esfera de intervenção de políticas sociais básicas, demandando ações principalmente das áreas de assistência e saúde pública, de forma combinada, entretanto acabam sendo tratadas no âmbito da justiça criminal, sob a capa de um discurso de ressocialização, amparada na legislação passada. Esses garotos vão povoar as Unidades de Internação, se constituindo no segmento mais frágil e exposto aos danos da medida privativa de liberdade, em Unidades marcadas por uma cultura institucional que mantém práticas incompatíveis com regras mínimas de convivência em ambiente que se propõe a sócio-educar. No vazio das políticas sociais, que se intitulam universais, mas que têm mecanismos de exclusão destes segmentos, surgem propostas mudancistas para adequar a realidade vivida pela infância e adolescência empobrecida, com a retomada de modelo de atendimento baseado na institucionalização total e higienista. Na contrapartida das ações marcadamente punitivas que historicamente foram construídas nesta área de atendimento á infância e juventude com envolvimento infracional, a Justiça Restaurativa trouxe elementos importantes para a análise e construção de um novo paradigma, ainda que mais restrito ao campo teórico. As avaliações dos técnicos envolvidos na execução do Projeto de Justiça Restaurativa, as quais têm o objetivo de implementar e de ampliar a atuação, estão avançando em propostas de execução de círculos restaurativos em casos de adolescentes internos, a exemplo do que ocorre no Rio Grande do Sul, restringindo, numa primeira etapa, àqueles passíveis de intervenção em internação provisória. A problematização de nossa prática profissional possibilitada com a introdução na rotina de trabalho de organização de palestras, participação dos técnicos em eventos externos, aproximação e articulação com a rede de atendimento e o novo paradigma proposto na Justiça Restaurativa, foram fatores preponderantes para consolidar uma visão que compreende as limitações da institucionalização total e maior investimento teórico-político-metológico em buscar alternativas que garantam aos adolescentes o direito a vida social e comunitária. 18

19 PPCCAAM CASOS AVALIADOS NO SERVIÇO SOCIAL Ameaça Proced./Proc. Data Nome Idade sim não região de ameaça medida 15/ /03 W.P. S 17 X Tucuruvi-Norte L.A. 07/ /03 W.F 17 X C. Socorro-Sul L.A /03 B.S.R. 18 X Grajaú-Sul L.A. 27/ /03 D.N. S 17 X Guarulhos Abrigo /03 E.C. S 16 X Vila Rica-Norte L.A 34/ /04 A.A. B 17 X Santo Amaro-Sul -x /04 F.M.S.P. 16 X Bela Vista-Centro -x- 62/ /05 C.C.L. Q 16 (*) Guaianazes-Leste -x- 70/ /05 R.L.C. 18 X C. Redondo-Sul L.A. 83/ /06 D.B.S. n/c X Itaquera-Leste -x /07 V.D. F 14 X V. Prudente-Leste L.A. (**)113/ /07 H.S. 16 X Itaquera-Leste Internação (**) /07 L.L.P. O 14 X n/c L.A. (**)s/nº 03/09 W.C. S 19 X Morumbi-Sul L.A. (**) /09 R.T. 19 X n/c L.A. (**) /09 A.S.N. 18 X n/c L.A (**) /09 G.P.S. 16 X Morumbi-Sul L.A. (**) /09 W.H.O.N.C. 15 (***) J.Sta.Teresa-Sul L.A. (**) /09 R.R.S. 13 X Cangaiba-Leste L.A /11 A.C.P. N 14 X Paraisópolis-Sul P.S. C /12 C.S.S. 17 (**) Jd. Aracati-SP abrigo (*) Adolescente não localizado (**) Atendimento conjunto com a Psicologia (***) Adolescente já incluído no Programa Total de Casos Geral casos. Total de Casos Geral casos. 19

20 ORIGEM DOS CASOS Departamento Execuções DEIJ 15 Varas de Infância e Juventude 05 Varas Especiais 01 (1ª) Total 21 REGIÕES DE AMEAÇA LESTE 05 SUL 08 NORTE 02 CENTRO 01 OESTE 00 GRANDE SÃO PAULO 02 N/C 03 TOTAL 21 Foram avaliados pela Seção Técnica de Serviço Social 21 casos para inclusão no PPCAAM, dos quais 08 foram realizados em conjunto com a Seção Técnica de Psicologia, conforme quadro demonstrativo. Exclusivamente por Psicólogo foram avaliados 14 casos não constantes nesse demonstrativo, totalizando em conjunto 35 casos. COMPARATIVO 2007/2008 ORIGEM DOS CASOS Departamento Execuções DEIJ Varas de Infância e Juventude Varas Especiais (1ª) Defensoria 03 - Equipe Técnica do Juízo ETJ 02 - DHPP Desde outubro/2008 observamos que as solicitações para avaliação de inclusão no PPCAAM estão restritas ao Departamento de Execuções da Infância e Juventude. 20

21 INSPEÇÕES EM UNIDADES DA FUNDAÇÃO CASA EM /01 UI 27 Nogueira - Complexo Raposo Tavares 22/01 UI 28 Jatobá - Complexo Raposo Tavares 22/01 UI 38 Cedro - Complexo Raposo Tavares 20/02 UI 40 Abaeté Complexo Vila Maria 20/02 UI Bela Vista Complexo Vila Maria 20/02 UI Adoniran Barbosa Complexo Vila Maria 13/03 UI 21 Complexo Franco da Rocha 13/03 UI 25 Complexo Franco da Rocha 13/03 UI 29 Complexo Franco da Rocha 18/04 UI 35 Rio São Francisco Complexo Brás 18/04 UI 36 Rio Tamisa - Complexo Brás 18/04 UI Juquiá Complexo Brás 09/05 Internato Franco da Rocha 11/06 UI Adoniran Barbosa Complexo Vila Maria 18/06 UIP 10 Complexo Brás 25/06 UI 27 Nogueira Complexo Raposo Tavares 25/06 UI 28 Jatobá Complexo Raposo Tavares 07/07 UI Leopoldina 18/07 UI 34 Rio Sena Complexo Brás 29/07 US (semi) Penha 29/07 US (semi) Paulo Freire 29/07 UI 21 Complexo Franco da Rocha 13/08 UI Itaquera 09/10 UI Nova Vida Complexo Vila Maria 09/10 UI Paulista Complexo Vila Maria 10/10 UI Leopoldina 16/10 UI 40 Abaeté - Complexo Vila Maria 29/10 UAI Unidade de Atendimento Inicial Complexo Brás 21

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