Carta Unir para Cuidar Apresentação

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1 Carta Unir para Cuidar Apresentação Durante o 17º Encontro Nacional de Apoio à Adoção (ENAPA), na capital federal, de 07 a 09 de junho de 2012, as entidades participantes assumem, com esta carta de compromisso, o envolvimento efetivo para a implementação de ações e medidas visando contribuir para o fortalecimento do Movimento Nacional de Apoio à Adoção e ao direito à convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes. Nós, os participantes do 17º ENAPA, que reúne grupos e associações de estudos e apoio à adoção, representantes do Poder Judiciário, do Ministério Público, profissionais ligados à área e diversos segmentos da sociedade brasileira, buscamos construir um pacto social que satisfaça o direito à convivência e fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, na defesa dos direitos sócio assistenciais e da cidadania de crianças e adolescentes institucionalizados no país, por meio de propostas técnicas para as mais variadas hipóteses de abandono e possibilidades de reintegração familiar. Visamos, com esta carta de compromisso, defender intervenções qualificadas e condizentes com os pressupostos legais e o superior interesse da criança e do adolescente. Conscientes da necessidade de se resgatar as responsabilidades para implementar os direitos previstos nos normativos legais em vigor a Convenção dos Direitos da Criança, da Assembleia Geral das Nações Unidas, ratificada no Brasil em 20 de setembro de 1990, a Constituição Federal em seu artigo 227 e o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei n /2009, tendo ainda como parâmetro o Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária, Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH III) resolvemos: Para que essas resoluções tenham êxito, é necessário conscientizar a sociedade de que a formulação, implantação, implementação e monitoramento das políticas públicas visando a inclusão e cidadania é emergencial, e passa pelo reconhecimento em aceitar que o abandono da criança e do adolescente, e de sua família, é uma responsabilidade de todos nós. Para tanto, o ACONCHEGO, como anfitrião do ENAPA, apresenta essa carta e convida o movimento social da convivência familiar e comunitária e o Sistema de Garantia de Direitos para que sugira e acrescente outras diretrizes e estratégias para consolidação deste pacto social.

2 Depois de sistematizadas as propostas, os participantes do ENAPA assinarão em público esta Carta no dia 09 de junho de Brasília, 13 de janeiro de Soraya Kátia Rodrigues Pereira Presidenta do Aconchego Convivência Familiar e Comunitária Fabiana Gadelha Coordenadora-Geral ENAPA Carta da Convivência Familiar e Comunitária Unir para Cuidar Durante o 17º Encontro Nacional de Associações e Grupos de Apoio à Adoção (ENAPA), na capital federal, de 07 a 09 de junho de 2012, as entidades participantes assumem, com esta carta de compromisso, o envolvimento efetivo para a implementação de ações e medidas visando contribuir para o fortalecimento do Movimento Nacional de Apoio à Adoção e ao direito à convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes. Nós, os participantes do 17º ENAPA, que reúne grupos e associações de estudos e apoio à adoção, representantes do Poder Judiciário, do Ministério Público, profissionais ligados à área e diversos segmentos da sociedade brasileira, buscamos construir um pacto social que satisfaça o direito à convivência e fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, na defesa dos direitos sócio assistenciais e da cidadania de crianças e adolescentes institucionalizados no país, por meio de propostas técnicas para as mais variadas hipóteses de abandono e possibilidades de reintegração familiar. Visamos, com esta carta de compromisso, defender intervenções qualificadas e condizentes com os pressupostos legais e o superior interesse da criança e do adolescente. Conscientes da necessidade de se resgatar as responsabilidades para implementar os direitos previstos nos normativos legais em vigor a

3 Convenção dos Direitos da Criança, da Assembleia Geral das Nações Unidas, ratificada no Brasil em 20 de setembro de 1990, a Constituição Federal em seu artigo 227 e o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei n /2009, tendo ainda como parâmetro o Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária, Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH III) resolvemos: AMPLIAR uma discussão de alcance nacional entre o poder público e a sociedade civil p para construção de políticas púbicas eficientes de convivência familiar e comunitária, propondo um pacto social orquestrado, visando à capacitação e a formulação de estratégias e ações pelo período de um ano que tenham como resultado: A diminuição dos crimes de abandono, devolução e do tempo de institucionalização de crianças e adolescentes; O cumprimento dos prazos previstos na Lei /2009 visando a definição jurídica das crianças e adolescentes institucionalizados, conferindo-lhes o direito a viver em família; O aprimoramento das técnicas utilizadas para a conscientização de gestantes e famílias no ato da eventual entrega em adoção e dos postulantes; Amadurecimento do perfil adotivo dos postulantes e aumento do número de adoções necessárias (tardia, especial, soropositivas, grupo de irmãos, interraciais) Humanização e capacitação dos técnicos judiciários sobre a necessidade de celeridade e objetividade dos trâmites processuais; Instrução dos técnicos do poder executivo sobre as peculiaridades do tema para implementação de políticas públicas locais e acolhimento social dos envolvidos; DEFENDER a implementação de políticas públicas de direitos humanos da infância e juventude previstas no Programa Nacional de Direitos Humanos III, principalmente no atendimento da Diretriz 1 (Interação democrática entre Estado e sociedade civil como instrumento de fortalecimento da democracia Participativa) e da Diretriz 8 (Promoção dos direitos de crianças e adolescentes para o seu desenvolvimento integral, de forma não discriminatória, assegurando seu direito de opinião e participação e seus objetivos estratégicos). ZELAR pela implantação, acompanhamento, monitoramento e avaliação de ações de políticas públicas destinadas a tratar toda situação de afastamento familiar como excepcional e provisória, e investir, no caso em tela, para o retorno das crianças e adolescentes ao convívio com a família de origem e, se esgotada essa possibilidade, o encaminhamento para família substituta.

4 PROMOVER mobilização e articulação institucional, elaboração e alinhamento de planos de ações e alocação de recursos orçamentários e com isso garantir o cuidado e referência afetiva das crianças e adolescentes acolhidos até que possa ser assegurado o pleno exercício de seus direitos e cidadania. REALIZAR um diagnóstico nacional, com base em indicadores estaduais e municipais, sobre a questão do abrigamento institucional, identificando de maneira objetiva problemas e dificuldades que impedem a reintegração familiar e adoção, possibilitando o levantamento das demandas, necessidades e prioridades de cada Unidade da Federação e das denúncias do disque 100, em tempo real, para sistematizar propostas eficazes. GARANTIR a instrumentalização do Sistema de Garantia de Direitos com tecnologia social adequada à especificidade do tema e que garanta o interesse superior da criança. ZELAR para que os técnicos que lidam com a temática diariamente sejam devidamente preparados, assim como os interessados em adotar. REIVINDICAR o respeito e a garantia dos direitos humanos de crianças e adolescentes no âmbito da família, da sociedade e do Estado, considerada as condições de pessoas com deficiência e as diversidades de gênero, orientação sexual, cultural, étnico-racial, religiosa, geracional, territorial, de nacionalidade e de opção política. PROMOVER O respeito aos direitos da criança e do adolescente na sociedade, de modo a consolidar uma cultura de paz e cidadania. ESTIMULAR o fortalecimento das competências familiares em relação à proteção integral e educação em direitos humanos de crianças e adolescentes no espaço de convivência familiar e comunitária. AMPLIAR E ARTICULAR políticas, programas, ações e serviços para a promoção, proteção e defesa do direito de crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária, com base na revisão e implementação do Plano Nacional Temático. DEFINIR diretrizes e IMPLEMENTAR políticas sociais articuladas que assegurem a proteção integral e o direito à convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes em situação de rua. EXIGIR proteção especial a crianças e adolescentes com seus direitos ameaçados ou violados, consideradas as condições de pessoas com deficiência e as diversidades de gênero, orientação sexual, cultural, étnico racial, religiosa, geracional, territorial, de nacionalidade e de opção política. FORMULAR diretrizes e parâmetros para estruturação e integração de redes de atenção a crianças e adolescentes em acolhimento cuja oferta de serviços considere as

5 diversas fases de atendimento e desligamento institucional, com ações de reinserção familiar e comunitária. ZELAR pela universalização do acesso a políticas públicas de qualidade que garantam os direitos humanos de crianças, adolescentes e suas famílias e contemple a superação das desigualdades, afirmação da diversidade com promoção da equidade e inclusão social. RECOMENDAR implantação e monitoramento do Plano Decenal de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes nos estados, no distrito federal e nos municípios. PROPOR estratégias nacionais para técnicos judiciais e do poder executivo municipal, estadual e federal para diminuir o tempo de institucionalização de crianças e adolescentes afastados do convívio familiar. ELABORAR, juntamente com juízes e promotores de justiça, um plano para execução real dos prazos legais previstos na Lei /2009, visando operacionalizar a atuação do judiciário no contexto da adoção e da reintegração familiar; ENFATIZAR a necessidade de que seja estabelecido o papel do poder executivo local (municípios, Estados e Distrito Federal) na execução e apoio aos cursos preparatórios para adoção, exigência da Lei 12010/2011; DEFINIR a atuação dos grupos de apoio à adoção no contexto técnico e jurídico da execução de políticas públicas de convivência familiar e comunitária; REGULAMENTAR programas de convivência comunitária alternativos à adoção para beneficiar 4900 crianças distantes do perfil clássico de adoção. PROMOVER a implementação das propostas em Pacto Social de colaboração mútua entre poderes executivos de 27 unidades federativas, legislativo federal e estadual, judiciário e sociedade civil na busca de uma família para cada criança/adolescente. MONITORAR a execução das políticas públicas aqui definidas como de máximo interesse de crianças e adolescentes e do direito em viver em família. Para que essas resoluções tenham êxito, é necessário conscientizar a sociedade de que a formulação, implantação, implementação e monitoramento das políticas públicas visando a inclusão e cidadania é emergencial, e passa pelo reconhecimento em aceitar que o abandono da criança e do adolescente, e de sua família, é uma responsabilidade de todos nós.

6 Para tanto, o ACONCHEGO, como anfitrião do ENAPA, apresenta essa carta e convida o movimento social da convivência familiar e comunitária e o Sistema de Garantia de Direitos para que sugira e acrescente outras diretrizes e estratégias para consolidação deste pacto social. Depois de sistematizadas as propostas, os participantes do ENAPA assinarão em público esta Carta no dia 09 de junho de As propostas serão encaminhadas por correio eletrônico para e deverão conter origem e sugestão. Brasília, 13 de janeiro de Soraya Kátia Rodrigues Pereira Presidenta do Aconchego Convivência Familiar e Comunitária Fabiana Gadelha Coordenadora-Geral ENAPA

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