O EMPREGO NA EUROPA 2005 TENDÊNCIAS RECENTES E PERSPECTIVAS. Síntese

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O EMPREGO NA EUROPA 2005 TENDÊNCIAS RECENTES E PERSPECTIVAS. Síntese"

Transcrição

1 Comissão Europeia, Employment in Europe 2005 Recent Trends and Prospects, Office for Official Publications of the European Communities, Luxemburgo, 2005, 301 pp.. O EMPREGO NA EUROPA 2005 TENDÊNCIAS RECENTES E PERSPECTIVAS Síntese O Emprego na Europa, cuja décima sétima edição foi recentemente divulgada, é uma obra de referência na área do emprego pela qualidade e interesse das análises que apresenta, bem como pela diversidade de temas incluídos em cada uma das suas edições, que procuram acompanhar e reflectir sobre questões actuais no âmbito da agenda europeia. O relatório de 2005 subdivide-se em cinco capítulos, sendo um primeiro de âmbito mais global, onde é efectuada uma análise da evolução do mercado de trabalho ao nível da União Europeia (UE) e dos respectivos Estados Membros (EM), e os restantes dedicados a temas específicos, que vão variando em cada ano, tendo sido seleccionados, na presente publicação, a avaliação da Estratégia Europeia para o Emprego (EEE), as relações entre o emprego e a procura agregada, as disparidades salariais e os factores que determinam a distribuição salarial na UE e a população economicamente inactiva na UE. 1. Panorama dos mercados de trabalho europeus Com base na informação disponível até meados de Junho de 2005, o primeiro capítulo apresenta uma análise global das tendências recentes, da situação em 2004 bem como das perspectivas de evolução no curto prazo dos mercados de trabalho europeus, comparando-os com outros parceiros económicos, designadamente os Estados Unidos da América (EUA) e o Japão. Em 2004, o crescimento económico na UE situou-se em média nos 2,4%, mais 1,3 pontos percentuais (pp) face a 2003, tendo sido sustentado por um forte crescimento do Produto Interno Bruto mundial (5%) e do comércio internacional. Nesse mesmo período, o crescimento do emprego na UE foi ainda limitado, cerca de 0,6%, contrastando com os 1,1% registados nos EUA, sendo este o terceiro ano consecutivo em que a UE regista um crescimento fraco, em torno ou abaixo dos 0,5%. Consequentemente, a taxa média de emprego para a UE aumentou de 0,4 pp face ao ano anterior, atingindo 63,3% em 2004, o que reflecte, principalmente, a subida das taxas de emprego das mulheres (de 55% em 2003 para 55,7%) e dos trabalhadores com idades entre 55 a 64 anos (de 0,8 pp, fixando-se em 41%). Apesar desta evolução positiva, as taxas de emprego global, das mulheres e dos trabalhadores mais velhos, para o conjunto

2 da UE, mantêm-se inferiores em 7 pp, 4 pp e 9 pp, respectivamente, face às metas previstas para 2010, definidas nos Conselhos Europeus de Lisboa e Estocolmo 1. Por seu lado, a taxa média de desemprego da UE não se alterou face a 2003, permanecendo nos 9%, não obstante se ter registado um ligeiro aumento da taxa de desemprego de longa duração, que passou de 4% para 4,1%. No ano em análise, a evolução do emprego ao nível dos EM foi, no geral, favorável, com o emprego a contrair em apenas quatro países, nomeadamente na Holanda (-1,3%), na Hungria (-0,5%), na Suécia (-0,5%) e na Eslováquia (-0,3%). No oposto, sete EM alcançaram um crescimento do emprego positivo acima de 1%, destacando-se a Irlanda, a Grécia, a Espanha e o Luxemburgo com um forte crescimento, acima de 2,5%. Após dois anos consecutivos de contracção do emprego, a Alemanha parece ter conseguido inverter esta tendência, tendo registado uma taxa de crescimento do emprego de 0,3%, o que segundo os autores poderá, muito possivelmente, resultar das mudanças institucionais implementadas no mercado de trabalho alemão no contexto das reformas Hartz. Para Portugal, o crescimento do emprego em 2004 situou-se nos 0,1%, o que representou uma evolução favorável face a 2003, onde o emprego contraiu de 0,4%. No que respeita à taxa de desemprego, a Grécia, a Holanda e a Suécia registaram os maiores aumentos (acima de 0,7 pp) enquanto a Estónia e a Lituânia observaram as maiores diminuições, de 1 pp e 2 pp respectivamente. Considerando os EM de maior dimensão, na Alemanha a taxa de desemprego subiu cerca de 0,5 pp, tendo-se, inversamente, registado reduções de valor semelhante na Itália, Polónia e Espanha. A Polónia e a Eslováquia são os EM com as mais altas taxas de desemprego (18,8 e 18%, respectivamente), estando no extremo oposto o Luxemburgo, a Irlanda, a Áustria, a Holanda e Chipre, com taxas anuais situadas entre os 4 a 5%. Por seu lado, Portugal viu a sua taxa de desemprego subir de 6,3 em 2003 para 6,7% em Em termos sectoriais, o sector dos serviços continuou a liderar a expansão do emprego entre 2003 e 2004, com um crescimento ligeiramente acima de 1%, contrastando com a agricultura e a indústria onde o emprego voltou a contrair em 2004, embora, no caso da indústria, as tendências mais recentes sugerirem que a contracção do emprego poderá estar a chegar ao fim. Nos últimos anos, a proporção de formas mais flexíveis de emprego, tais como emprego a tempo parcial e a termo certo, continuou a aumentar, representando a primeira 17,7% do emprego total e a segunda 13,7%. Contudo, a proporção de trabalhadores independentes manteve-se estável, em termos gerais, desde De salientar que, em 2004, Portugal regista uma diferença inferior a 2,5 pp relativamente à meta da taxa de emprego total para 2010, tendo já ultrapassado as metas definidas no caso da taxa de emprego feminina (61,7% face a 60%) e dos trabalhadores mais velhos (50,3% face a 50%), embora neste último caso tenha verificado um declínio de 1, 3 pp face a

3 Ao nível da UE, o emprego de pessoas com idades entre 55 a 64 anos registou um crescimento moderado entre 1997 e 2000, tendo a partir daí conhecido um forte aumento, provavelmente em resultado do efeito das políticas para promover a participação dos trabalhadores mais velhos e das reformas do sistema de pensões e de aposentação antecipada do mercado de trabalho. A melhoria na taxa de emprego dos trabalhadores mais velhos foi uma característica generalizada em quase todos os EM, tendo a Finlândia, a França, a Hungria, a Letónia e a Holanda registado fortes crescimentos na ordem dos 7 pp. Apenas a Áustria, Chipre e a Grécia apresentaram aumentos pouco significativos enquanto a Polónia e Portugal foram os únicos EM cujas taxas diminuíram. Não obstante a melhoria generalizada, ao nível da UE, da taxa de emprego dos trabalhadores com idades entre 55 e 64 anos, os esforços terão de ser aumentados em ordem a se alcançar a meta definida para 2010 de uma taxa igual a 50%. A situação de emprego dos jovens com idade entre 15 e 24 anos, que apresentam uma taxa de desemprego duas vezes superior à taxa de desemprego global e têm registado reduções da respectiva taxa de emprego desde 2002, é bastante preocupante, em particular para os jovens do sexo masculino, dada a evolução mais desfavorável face às mulheres. Contudo, a menor participação dos jovens no mercado de trabalho pode em parte ser explicada por uma maior participação em educação ou formação, sendo, nessa vertente, considerado um aspecto positivo na medida em que contribui para uma melhoria da sua empregabilidade. Por conseguinte, foi recentemente adoptado pelo Conselho Europeu o European Youth Pact, cujo objectivo principal é promover a educação, formação, mobilidade, integração profissional e inclusão social dos jovens europeus, de modo a facilitar a conciliação entre a vida profissional e familiar. De acordo com o relatório, à medida que os efeitos do abrandamento económico se forem desvanecendo, o desempenho do mercado de trabalho, apoiado na moderação salarial, deverá começar a responder favoravelmente à retoma da actividade económica. Assim, o emprego na UE deverá crescer 0,7% em 2005 e 0,8% em 2006 e a taxa de desemprego deverá manter-se estável em 2005, diminuindo para 8,7% em Contudo, estas perspectivas positivas estão dependentes de um aumento generalizado da confiança empresarial e de um forte crescimento económico mundial. Os autores chamam ainda a atenção para o facto de a expectativa de uma melhoria no emprego não reduzir a necessidade de implementar mais reformas estruturais nos mercados de trabalho dos EM. 2 Para Portugal, as previsões apontam para um crescimento do PIB ligeiramente acima de 1% em 2005, devendo aumentar para 1,7% em Por conseguinte, prevê-se que o emprego continuará com baixos níveis de crescimento na ordem dos 0,3% quer em 2005 quer em

4 2. Avaliação da Estratégia Europeia para o Emprego Como parte da revisão da estratégia de Lisboa em 2005, foram efectuadas diversas avaliações ao nível da UE, nomeadamente da EEE, sobre a qual incide este capítulo, desenvolvendo uma análise centrada em torno dos seus três objectivos principais: pleno emprego; qualidade e produtividade do trabalho; e reforço da coesão e da inclusão social. Os anos 90 testemunharam uma série de mudanças profundas na Europa, com um grande impacto nos mercados de trabalho, nomeadamente: o mercado único; a introdução da moeda única; a entrada de três novos EM; a reunificação alemã; e profundas transformações num número de países da Europa Central e de Leste. Como é referido no relatório, todos estes acontecimentos tornam difícil isolar o impacto da EEE nos mercados de trabalho, para além do facto de a EEE ser parte integrante de um alargado leque de políticas de fortalecimento da economia na UE e, em particular, na área Euro. O desempenho do mercado de trabalho depende, essencialmente, do crescimento económico e o facto do crescimento do PIB para o período ter ficado bastante aquém do estimado aquando da definição das metas de Lisboa (1,5% face a 3%), justifica, em parte, os lentos progressos verificados em relação ao alcance dessas metas. No quadro seguinte poderá ter-se uma ideia da posição relativa de cada EM e dos respectivos progressos efectuados em relação às metas para Ritmo do Progresso desde 1997 Taxas em 2004 (%) Baixo Próximo da média Alto TAXA DE EMPREGO TOTAL > 70 DK, NL, SE, UK AT CY, DE, FI, PT, SI IE < 65 CZ, EE, LT, MT, PL,SK BE, EL, FR, HU, LU, LV ES, IT TAXA DE EMPREGO FEMININA > 60 AT, DK, EE, SI, UK FI, PT, SE NL CZ, LT CY, DE, FR, LV IE < 55 MT, PL, SK BE, EL, HU, LU ES, IT TAXA DE EMPREGO DOS TRABALHADORES MAIS VELHOS > 50 CY, EE, PT SE DK, FI, UK CZ, ES IE, LV, NL, LT < 40 AT, DE, EL, PL IT, LU, MT, SI, SK BE, FR, HU Fonte: Comissão Europeia, Employment in Europe Notas: O ritmo de progresso é definido como o diferencial em pp das taxas de emprego entre 1997 e 2004, sendo o ritmo baixo, próximo da média ou alto calculado, em traços gerais, em relação à média da UE. No que respeita ao primeiro dos três objectivos da EEE (promover o pleno emprego), a análise efectuada neste capítulo sustenta que, desde 1997, ocorreram melhorias 4

5 estruturais nos mercados de trabalho europeus, graças às reformas implementadas em algumas áreas, nomeadamente políticas de competitividade e mercados de trabalho, embora subsistam problemas noutras áreas, como por exemplo o nível de tributação dos custos do trabalho ou as armadilhas do desemprego e de baixos salários. Com efeito, os progressos alcançados na diminuição das taxas de tributação sobre salários baixos ou no apoio à transição do desemprego ou inactividade para o emprego, especialmente para as pessoas com baixas qualificações, foram reduzidos. Quanto às melhorias estruturais, o relatório destaca o decréscimo, em termos médios, das taxas estruturais de desemprego, não obstante se ter registado um progresso insuficiente ou mesmo nulo em alguns dos maiores EM da UE (França e Alemanha) e ter ocorrido uma deterioração acentuada em alguns dos novos EM (Polónia e Eslováquia); a redução das taxas de desemprego de longa duração, assim como dos períodos médios de permanência no desemprego, em particular nos antigos EM da UE; a maior eficiência no ajustamento entre desempregados e ofertas de emprego, assim como uma evolução positiva da procura agregada de trabalho em vários EM; o processo de fixação de salários que tem em consideração, de forma crescente, as condições prevalecentes da economia e as restrições de competitividade; o desenvolvimento de certos tipos de contratos de trabalho, nomeadamente trabalho a tempo parcial e temporário, positivamente correlacionados com a criação de emprego e aumentos das taxas de emprego, embora, no que respeita ao segundo, se denote uma segmentação do mercado entre trabalhadores temporários e permanentes; e, por fim, o aumento da despesa em políticas activas do mercado de trabalho melhor direccionadas para as necessidades do mercado, com resultados positivos na criação de emprego. Relativamente ao objectivo de melhoria da qualidade e produtividade no trabalho, o relatório refere que os resultados foram mistos, salientando que se observaram aumentos significativos da participação na aprendizagem ao longo da vida, bem como dos níveis de educação dos jovens, com o surgimento, neste segundo caso, de um diferencial favorável às mulheres. Contudo, são necessários maiores progressos no que respeita às transições de empregos temporários para permanentes ou de saída de emprego mal remunerados. Quanto à evolução da produtividade, registou-se um declínio nas respectivas taxas de crescimento na UE, desde meados da década de 90, colocando a Europa numa pior posição face aos EUA, e que pode ser explicado, em parte, pela maior criação relativa de empregos de baixa produtividade e, sobretudo, por um abrandamento no crescimento da produtividade total dos factores. Um baixo investimento em Investigação e Desenvolvimento (I&D), a dificuldade da UE em reorientar o investimento para sectores com maiores perspectivas de crescimento da produtividade e a dificuldade em produzir e absorver novas tecnologias, mais baseadas em conhecimento, são aspectos que 5

6 influenciam a produtividade total dos factores, sendo necessário ultrapassar estas dificuldades. Quanto ao terceiro objectivo, reforçar a coesão e inclusão social, é referido que os diferenciais de género e de idade no mercado de trabalho foram, em certa medida, reduzidos e que as transferências sociais (outras que não as pensões) desempenharam um papel importante na redução das desigualdades dos rendimentos, reduzindo significativamente as taxas de risco de pobreza em muitos EM. Também a passagem do desemprego para o emprego reduz a probabilidade de ficar exposto ao risco da pobreza, sendo o emprego um factor chave para a inclusão social, não apenas porque aumenta o rendimento como promove por si próprio a inclusão social e a progressão pessoal e profissional. Contudo, há que considerar a possibilidade do recente abrandamento da actividade económica, conjugado com o aumento do desemprego e das menores oportunidades de emprego, vir a expor mais pessoas ao risco da pobreza e exclusão social, assim como agravar a situação daqueles que já enfrentam esse risco. 3. Emprego e procura agregada O terceiro capítulo incide sobre a importância da procura interna para a criação de emprego, dado que apesar da evolução positiva no mercado de trabalho resultante das reformas implementadas, as medidas de política para o emprego não são suficientes para a resolução dos problemas. A recuperação económica iniciada na segunda metade de 2003 tem sido caracterizada por uma lenta progressão do emprego, reflectindo a resposta limitada do mercado de trabalho ao longo do prolongado ciclo de abrandamento da actividade económica, pelo que não se deverá excluir o risco de uma retoma com baixo crescimento do emprego. Por outro lado, esta retoma poderá ser afectada pela persistente fraqueza da procura interna na Alemanha, através dos possíveis efeitos de repercussão no conjunto da UE, assim como pela escalada dos preços energéticos que poderá influenciar negativamente a confiança económica, aumentando a incerteza quanto à sustentabilidade e duração da recuperação. O crescimento do PIB na UE-15 situou-se sensivelmente ao mesmo nível nos ciclos descendentes de e de , contudo, nos EM o comportamento foi diversificado: a Alemanha, a Holanda e a Polónia registaram um pior desempenho em face a , devido sobretudo à fraqueza ou estagnação da procura interna, tendo-se verificado a situação inversa na França, Espanha, Itália e Reino Unido, em resultado de uma mais forte procura interna. Deste modo, o potencial impacto de choques desfavoráveis da procura nos mercados de trabalho é um aspecto que parece assumir bastante relevância para algumas economias da UE, nomeadamente a Alemanha. 6

7 Neste âmbito, uma das conclusões do relatório é que factores desequilibrantes tais como choques/ perturbações da procura não têm, aparentemente, um efeito pronunciado no longo prazo quer no produto quer no desemprego, contudo no curto e médio prazo contribuem para as flutuações do produto. Esta conclusão, em conjunto com a constatação da elevada persistência dos resultados do mercado de trabalho e, em particular, da taxa de desemprego, aponta para a importância da qualidade da política macroeconómica de estabilização. Neste âmbito, o relatório ressalva que uma política fiscal discricionária poderá ter um efeito desestabilizador na actividade económica e logo um impacto negativo no mercado de trabalho, dado estar sujeita a vários desfasamentos (nomeadamente entre o tempo que medeia desde o reconhecimento de uma situação que exige uma intervenção até à implementação de uma acção apropriada), às condições prevalecentes na área euro, assim como à variabilidade da resposta política das autoridades monetárias. Contudo, os estabilizadores automáticos não são afectados pelos diversos problemas potenciais da política fiscal discricionária, embora, pela sua natureza, possam apenas atenuar e não contrabalançar totalmente os efeitos dos choques. Na revisão do Pacto de Estabilidade e Crescimento, foi atribuído um âmbito mais alargado à estrutura de supervisão comunitária para a política fiscal, dado que as políticas económicas e orçamentais têm de estabelecer as prioridades mais adequadas às reformas económicas, à inovação, à competitividade e ao fortalecimento do investimento privado e do consumo em fases de fraco crescimento económico, de modo a contribuir para os objectivos económicos enunciados na renovada estratégia de Lisboa. Assim, espera-se que o maior enfoque na sustentabilidade do défice, juntamente com a maior ponderação dada às especificidades económicas de cada país e às circunstâncias orçamentais na definição dos objectivos de médio prazo do PEC, estimule as despesas de investimento em capital físico e de conhecimento (quer capital humano quer I&D), aumentando, por essa via, a capacidade produtiva da economia do médio para o longo prazo. Por outro lado, foi também previsto o estabelecimento de um mecanismo político económico mais favorável ao processo de implementação de reformas estruturais suplementares nos EM, que permita desvios temporários dos objectivos de médio prazo do PEC quando necessário. 4. Disparidades salariais e determinantes da distribuição salarial na UE A estrutura e a evolução salarial reflectem aspectos essenciais da economia e da sociedade, como por exemplo as características individuais (idade, sexo, qualificações), as especificidades das empresas (dimensão, localização, capital físico, tecnologia, organização do trabalho), o nível de integração económica assim como o enquadramento 7

8 institucional e de negociação colectiva, sendo, desta forma, uma questão central para a modernização da Europa, na procura do equilíbrio entre eficiência e equidade, para a prossecução do crescimento económico conciliado com maior coesão social. Ao nível da UE-25 não é possível identificar uma tendência generalizada de agravamento das desigualdades salariais, ao contrário do que acontece com os EUA, dado dependerem fortemente de elementos específicos de cada EM. Assim, enquanto no Reino Unido, na Polónia e na Dinamarca se verificaram desigualdades crescentes de ganhos nos anos 90, na França diminuíram ligeiramente e mantiveram-se relativamente estáveis na Suécia. Também não se denota uma relação precisa entre o nível de desigualdade salarial, por um lado, e desempenho do mercado de trabalho e económico, por outro, não obstante os países escandinavos terem os menores níveis de desigualdades salariais e, simultaneamente, um bom desempenho económico e do mercado de trabalho. Com base no Inquérito à Estrutura de Ganhos (IEG), do Eurostat, em 2002, havia grandes disparidades salariais entre a UE-15 e os novos EM da Europa Central e de Leste, onde os ganhos médios anuais eram duas a quatro vezes menores. As desigualdades salariais eram também significativas dentro dos próprios EM, nomeadamente na Estónia, Letónia, Lituânia, Polónia e Eslovénia. Comparando resultados sobre o nível geral de desigualdades salariais entre meados dos anos 90 e 2002, a Polónia e a Espanha são dois EM que sobressaem: o primeiro, por ter claramente aumentado o seu nível geral de desigualdade e o segundo pela razão inversa. Ressalvando o facto de o IEG conter informação limitada sobre a dimensão regional, o relatório refere que a localização geográfica de uma região, designadamente a proximidade de uma capital ou uma região de fronteira dinâmica, parece desempenhar um papel na diferenciação salarial. Assim, as capitais ou cidades de maior dimensão apresentavam, tendencialmente, maiores desigualdades salariais relativamente às regiões periféricas, devido, em parte, ao facto de atraírem mais trabalhadores com níveis de escolaridades superiores e/ou altamente qualificados. Na UE-25, em 2002, o sector dos serviços registava um ganho médio anual ligeiramente superior ao da indústria, embora se verificasse a situação contrária em alguns EM, designadamente na Alemanha, Áustria, Noruega, Irlanda, Grécia e Holanda. Dentro dos serviços as disparidades salariais eram tendencialmente superiores face à indústria, destacando-se a intermediação financeira como a actividade com ganhos médios mais elevados por oposição aos hotéis e restaurantes com os mais baixos. Algumas características das empresas, nomeadamente a sua dimensão e a existência de esquemas específicos de recompensa (tais como bónus ou prémios), têm, em geral, um impacto positivo nos ganhos. Por outro lado, a adopção de novos métodos de organização 8

9 do trabalho ou um maior envolvimento em actividades de I&D tendem a originar uma mais alta dispersão de salários, dado que ambos favorecem o recrutamento de trabalhadores com maiores qualificações e capacidade de adaptação. Quanto mais qualificado for o trabalhador ou o nível profissional ocupado maior será o prémio salarial, o que traduz a importância do capital humano na questão do emprego e perspectivas de carreira. No oposto, trabalhadores com qualificações médias ou baixas ou com contratos a termo ou a tempo parcial ganham menos em média. Ao nível da UE, a análise da dimensão género nas disparidades de ganhos demonstra que, em 2002, as mulheres com um trabalho a tempo inteiro ganhavam em média cerca de 77% dos ganhos horários dos homens, em termos brutos. Uma análise mais detalhada, utilizando algumas técnicas econométricas simples, indicou que o diferencial de ganhos por género variava entre 14% (Noruega) e 32% (Estónia). Mantendo as restantes características constantes, nomeadamente o nível profissional ocupado (que desempenha um papel importante no persistente hiato entre os ganhos dos homens e das mulheres), verifica-se, no sector privado, um diferencial médio de género na ordem dos 17,6%. Por último, o relatório refere que as instituições e as políticas do mercado de trabalho aparentam ter um efeito atenuante nas desigualdades de ganhos e, mais especificamente, a negociação colectiva parece contribuir para a redução da dispersão salarial. 5. A população economicamente inactiva na UE A população inactiva na União Europeia é abordada neste capítulo de forma pormenorizada, nomeadamente a sua dimensão, estrutura e características, bem como as razões da inactividade, podendo, deste modo, contribuir para uma melhor orientação das políticas que visam atrair um maior número de pessoas para o emprego, assegurando a sua integração sustentável no mercado de trabalho, tal como preconizado na renovada estratégia de Lisboa. Segundo o relatório, a relativamente baixa taxa de emprego da União Europeia (63,3%) indicia que existe na Europa uma reserva substancial de trabalho disponível, havendo ainda uma margem de manobra considerável para aumentar a participação no mercado de trabalho, em especial da população jovem e dos mais velhos. Em 2004, a população inactiva com idade compreendida entre os 15 e os 64 anos, na UE-25, ascendia a cerca de 92 milhões de pessoas, o que correspondia a uma taxa média de inactividade de 30,3%. Ao nível dos EM, a Dinamarca era o país com menor proporção de população inactiva (19,9%) por oposição à Hungria e Malta com cerca de 40%. Em todos os EM, a proporção de mulheres inactivas era superior face aos homens, registando-se um diferencial médio de 9

10 16 pp para a UE-25. A população inactiva repartia-se de forma mais ou menos equitativa pelos três grandes grupos etários (15-24, e anos). A incidência da inactividade era superior nos indivíduos com menores níveis de qualificação relativamente aos que detinham qualificações médias e altas (47% contra 24,5% e 13,1%, respectivamente). Quanto à composição da população inactiva, não obstante ser constituída maioritariamente por pessoas com baixas qualificações (53%), integrava igualmente uma proporção considerável de indivíduos com qualificações médias (39%). Assim, para reduzir a inactividade, as políticas activas do mercado de trabalho deverão ter como grupo alvo quer os indivíduos com baixas qualificações quer os que detêm qualificações médias ou altas, dado que não só é necessário ter um nível adequado de qualificações, como é importante que estas sejam às mais ajustadas às exigências do mercado de trabalho. Nos últimos anos, ao nível da UE, tem-se verificado um decréscimo da proporção de inactivos na população com 15 a 64 anos, em resultado da entrada no mercado de trabalho de um número crescente de mulheres com mais de 25 anos e da entrada ou saída mais tardia de homens e mulheres com 55 a 64 anos. Em contrapartida, as taxas de inactividade dos homens com 25 a 54 anos pouco se alteraram, enquanto os jovens de ambos os sexos verificaram mudanças significativas, com taxas de inactividade a aumentar cerca de 1,5 pp, no período de 2000 a As principais razões para a inactividade, por ordem decrescente de importância eram: educação ou formação (32,5%), reforma (20%), responsabilidades familiares ou pessoais (16%), doença ou incapacidade (13%) e desencorajamento por acreditar não haver empregos disponíveis (4,5%). Educação ou formação era o principal motivo da inactividade entre os jovens de 15 a 24 anos (cerca de 86%), pelo que excluindo este grupo etário, a percentagem de inactivos por esse motivo cai abruptamente para 4,7%. Por outro lado, desagregando por género, as responsabilidades familiares ou pessoais assumiam maior importância para as mulheres do que a reforma (25% face a 17%), verificando-se o inverso para os homens. O relatório refere ainda que, nos últimos 10 anos, a proporção de mulheres inactivas por responsabilidades familiares ou pessoais diminuiu cerca de 13 pp, o que se poderá dever a melhores equipamentos públicos de apoio social, maiores rendimentos que permitem suportar os encargos com instituições privados, licenças parentais mais prolongadas, menor taxa de fertilidade ou mudanças de normas culturais e sociais. Políticas para aumentar a participação no mercado de trabalho, mobilizando a força de trabalho de reserva, deverão actuar quer ao nível dos fluxos de entrada na inactividade, retardando a saída dos trabalhadores mais velhos, quer ao nível dos fluxos de saída, 10

11 facilitando a inserção dos jovens na vida activa. Entre 2003 e 2004, cerca de 9,5% dos inactivos passaram para o emprego e 4,2% tornaram-se desempregados, enquanto 3% da população empregada e 21,6% dos desempregados deixaram a força de trabalho. O principal motivo pelo qual os desempregados saíam do mercado de trabalho era por deixarem de procurar emprego dado acreditarem que não havia nenhum disponível, o que demonstra que a sua saída não está tão relacionada com factores institucionais, nomeadamente o sistema de protecção ou de reforma antecipada, como com o próprio funcionamento do mercado de trabalho. Outros factores a ter em conta são o tempo de permanência fora do mercado de trabalho e a experiência anterior de trabalho. Assim, mais de 40% da população inactiva com 15 a 64 anos nunca teve um emprego, 23% está sem emprego há oito e mais anos e aproximadamente 15% teve um emprego há menos de dois anos. Consequentemente, o relatório defende que políticas para prevenir a saída do mercado de trabalho poderão ser mais eficazes do que aquelas que pretendem reactivar as pessoas, dado que a maior parte da população inactiva não tem uma experiência recente de trabalho. Num contexto de crescente complexidade do mercado de trabalho, torna-se cada vez mais difícil delimitar as fronteiras entre algumas situações de desemprego e inactividade. A população inactiva compreende, grosso modo, a população fora da força de trabalho, ou seja, aquela que não tem nem um emprego nem está desempregada, abrangendo desta forma um grupo muito diverso de pessoas no que respeita à sua proximidade ao mercado de trabalho. Por seu lado, a definição convencional de desemprego requer que aqueles que não têm emprego, tenham procurado activamente um trabalho nas quatro semanas anteriores ao momento da inquirição e queiram trabalhar, estando disponíveis para o fazer nas duas semanas seguintes. Assim, basta não cumprir um destes critérios por exemplo não procurar activamente um trabalho, por considerar não ter idade adequada, habilitações suficientes ou não haver empregos disponíveis na zona, ou não estar disponível para começar um trabalho nas duas semanas seguintes para se ser classificado como inactivo. Em 2004, mais de 8% da população inactiva da UE-25 estava inscrita num serviço público de emprego e 14% dos inactivos (23% considerando os que tinham entre 25 e 54 anos) queriam trabalhar. Diversas categorias de inactivos têm tendência para o trabalho similar aos desempregados, o que sugere que a oferta potencial de trabalho se estende bem para além do convencionalmente definido como desemprego e a população inactiva constitui uma parte importante da mesma. Uma vez que esta oferta potencial de trabalho não enfrenta apenas constrangimentos do lado da oferta (tais como salários de reserva elevados, baixas qualificações ou características individuais desvantajosas) e dada a forte 11

12 correlação da inactividade com o desemprego, uma resposta eficaz à necessidade de mobilizar a força de trabalho terá, então, de consistir num conjunto coerente de políticas activas do mercado de trabalho conjugadas com outras medidas que tenham por objectivo a criação de emprego e de oportunidades de trabalho, de modo a assegurar uma integração sustentável na vida activa. 12

Economia Portuguesa. GPEARI - Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (MFAP)

Economia Portuguesa. GPEARI - Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (MFAP) Economia Portuguesa 2009 GPEARI - Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (MFAP) MFAP GPEARI Unidade de Política Económica i i Ficha Técnica Título Economia Portuguesa

Leia mais

Impacto da recente crise financeira internacional na riqueza das famílias em Portugal e na Área do Euro

Impacto da recente crise financeira internacional na riqueza das famílias em Portugal e na Área do Euro Impacto da recente crise financeira internacional na riqueza das famílias em Portugal e na Área do Euro Clara Synek * Resumo O aumento da incerteza relativo às perspectivas económicas, do mercado de trabalho,

Leia mais

(Actos cuja publicação não é uma condição da sua aplicabilidade) CONSELHO

(Actos cuja publicação não é uma condição da sua aplicabilidade) CONSELHO L 52/32 II (Actos cuja publicação não é uma condição da sua aplicabilidade) CONSELHO RECOMENDAÇÃO DO CONSELHO de 14 de Fevereiro de 2000 relativa à execução das políticas de emprego dos Estados-Membros

Leia mais

CRESCIMENTO E EMPREGO: PRÓXIMOS PASSOS

CRESCIMENTO E EMPREGO: PRÓXIMOS PASSOS CRESCIMENTO E EMPREGO: PRÓXIMOS PASSOS Apresentação de J.M. Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia, ao Conselho Europeu informal de 30 de janeiro de 2012 Quebrar os «círculos viciosos» que afetam

Leia mais

sobre o relatório do mecanismo de alerta 2013,

sobre o relatório do mecanismo de alerta 2013, COMISSÃO EUROPEIA Bruxelas, 28.11.2012 COM(2012) 751 final RELATÓRIO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU, AO CONSELHO, AO BANCO CENTRAL EUROPEU, AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU, AO COMITÉ DAS REGIÕES

Leia mais

Debates sobre a Estratégia de Lisboa

Debates sobre a Estratégia de Lisboa Debates sobre a Estratégia de Lisboa Crescimento e Emprego Juntos a trabalhar pela Europa do futuro 2006-2008 Data de actualização: 19 de Dezembro de 2007 Em parceria: Alto Patrocínio: Debates sobre a

Leia mais

Desigualdade Económica em Portugal

Desigualdade Económica em Portugal Desigualdade Económica em Portugal A publicação anual pelo Eurostat e pelo INE de indicadores de desigualdade na distribuição pessoal do rendimento em Portugal, e a sua comparação com os dos restantes

Leia mais

Avaliação do Painel de Consulta das Empresas Europeias (EBTP)

Avaliação do Painel de Consulta das Empresas Europeias (EBTP) Avaliação do Painel de Consulta das Empresas Europeias (EBTP) 23/06/2008-14/08/2008 Existem 457 respostas em 457 que correspondem aos seus critérios A. Participação País DE - Alemanha 84 (18.4%) PL - Polónia

Leia mais

Trabalhadores mais Velhos: políticas públicas e práticas empresariais

Trabalhadores mais Velhos: políticas públicas e práticas empresariais Trabalhadores mais Velhos: políticas públicas e práticas empresariais PESTANA, Nuno Nóbrega (2003), Cadernos de Emprego e Relações de Trabalho n.º 1, MSST/DGERT, Lisboa, pp. 321. Susana Graça 1 A obra

Leia mais

ndicadores sobre a pobreza

ndicadores sobre a pobreza ndicadores sobre a pobreza Dados Europeus e Nacionais Atualização em Julho de 2011 EAPN Portugal /Rede Europeia Anti-Pobreza Rua de Costa Cabral, 2368 4200-218 Porto Telefone: 225 420 800 Fax: 225 403

Leia mais

Comunicado de imprensa

Comunicado de imprensa Comunicado de imprensa A educação para a cidadania nas escolas da Europa Em toda a Europa, o reforço da coesão social e a participação activa dos cidadãos na vida social estão no centro das preocupações

Leia mais

Projeções para a economia portuguesa: 2015-2017

Projeções para a economia portuguesa: 2015-2017 Projeções para a economia portuguesa: 2015-2017 As projeções para a economia portuguesa em 2015-2017 apontam para uma recuperação gradual da atividade ao longo do horizonte de projeção. Após um crescimento

Leia mais

PROGRAMA DE ESTABILIDADE E CRESCIMENTO

PROGRAMA DE ESTABILIDADE E CRESCIMENTO PORTUGAL PROGRAMA DE ESTABILIDADE E CRESCIMENTO Actualização para o período 2005-2007 Dezembro 2004 Programa de Estabilidade e Crescimento 2005-2007 ÍNDICE I. INTRODUÇÃO...1 II. ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO...2

Leia mais

Inquérito ao Trabalho Voluntário 2012 «

Inquérito ao Trabalho Voluntário 2012 « Escola de Voluntariado Fundação Eugénio de Almeida Inquérito ao Trabalho Voluntário 2012 Departamento de Contas Nacionais Serviço de Contas Satélite e Avaliação de Qualidade das Contas Nacionais Ana Cristina

Leia mais

A taxa de desemprego foi de 11,1% no 4º trimestre de 2010

A taxa de desemprego foi de 11,1% no 4º trimestre de 2010 Estatísticas do Emprego 4º trimestre de 2010 16 de Fevereiro de 2011 A taxa de desemprego foi de 11,1% no 4º trimestre de 2010 A taxa de desemprego estimada para o 4º trimestre de 2010 foi de 11,1%. Este

Leia mais

A taxa de desemprego do 3º trimestre de 2007 foi de 7,9%

A taxa de desemprego do 3º trimestre de 2007 foi de 7,9% Estatísticas do Emprego 3º trimestre de 2007 16 de Novembro de 2007 A taxa de desemprego do 3º trimestre de 2007 foi de 7,9 A taxa de desemprego estimada para o 3º trimestre de 2007 foi de 7,9. Este valor

Leia mais

RELATÓRIO DA COMISSÃO. sobre o Mecanismo de Alerta

RELATÓRIO DA COMISSÃO. sobre o Mecanismo de Alerta COMISSÃO EUROPEIA Bruxelas, 14.2.2012 COM(2012) 68 final RELATÓRIO DA COMISSÃO sobre o Mecanismo de Alerta elaborado em conformidade com os artigos 3.º e 4.º do Regulamento relativo à prevenção e correção

Leia mais

Saúde: pronto para férias? viaje sempre com o seu Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD)

Saúde: pronto para férias? viaje sempre com o seu Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD) MEMO/11/406 Bruxelas, 16 de Junho de 2011 Saúde: pronto para férias? viaje sempre com o seu Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD) Em férias nunca se sabe! Está a pensar viajar na UE ou na Islândia,

Leia mais

A PAC pós 2013 - O Debate Europeu e os Desafios para Portugal

A PAC pós 2013 - O Debate Europeu e os Desafios para Portugal A PAC pós 2013 - O Debate Europeu e os Desafios para Portugal Francisco Cordovil (Director do GPP) 30 de Abril de 2010 1 I. A agricultura perante a sociedade: compreender os desafios e agir positivamente

Leia mais

EVOLUÇÃO DO SEGURO DE SAÚDE EM PORTUGAL

EVOLUÇÃO DO SEGURO DE SAÚDE EM PORTUGAL EVOLUÇÃO DO SEGURO DE SAÚDE EM PORTUGAL Ana Rita Ramos 1 Cristina Silva 2 1 Departamento de Análise de Riscos e Solvência do ISP 2 Departamento de Estatística e Controlo de Informação do ISP As opiniões

Leia mais

Banda larga: o fosso entre os países da Europa com melhores e piores desempenhos está a diminuir

Banda larga: o fosso entre os países da Europa com melhores e piores desempenhos está a diminuir IP/08/1831 Bruxelas, 28 de Novembro de 2008 Banda larga: o fosso entre os países da Europa com melhores e piores desempenhos está a diminuir De acordo com um relatório publicado hoje pela Comissão Europeia,

Leia mais

O regresso desigual da Europa ao crescimento do emprego

O regresso desigual da Europa ao crescimento do emprego NOTA INFORMATIVA O regresso desigual da Europa ao crescimento do emprego Previsões até 2025 apontam para diferenças significativas na oferta e procura de competências nos Estados-Membros Boas notícias.

Leia mais

Educação e Formação Europa 2020 e Cooperação Europeia

Educação e Formação Europa 2020 e Cooperação Europeia Educação e Formação Europa 2020 e Cooperação Europeia Parlamento Europeu Bruxelas, 21 de Março 2011 Margarida Gameiro Chefe de Unidade Igualdade de oportunidades e Equidade Europa 2020: 3 prioridades interligadas

Leia mais

ÍNDICE DE RISCO DE 2008 PORTUGAL

ÍNDICE DE RISCO DE 2008 PORTUGAL ÍNDICE DE RISCO DE 2008 PORTUGAL Índice de Pagamentos 2004 191 2005 184 2006 183 2007 182 2008 183 Desenvolvimento Económico (%) UE 27 - Média PIB per capita US 21.800 (2007) Crescimento do PIB 1,9 2,9

Leia mais

Estatísticas do Emprego 1º trimestre de 2010

Estatísticas do Emprego 1º trimestre de 2010 Estatísticas do Emprego 1º trimestre de 2010 18 de Maio de 2010 A taxa de desemprego foi de 10,6% no 1º trimestre de 2010 A taxa de desemprego estimada para o 1º trimestre de 2010 foi de 10,6%. Este valor

Leia mais

Coesão económica social e territorial. Crescimento inteligente sustentável e inclusivo. Estratégia Europa 2020

Coesão económica social e territorial. Crescimento inteligente sustentável e inclusivo. Estratégia Europa 2020 PROGRAMA OPERACIONAL INCLUSÃO SOCIAL E EMPREGO 18 de fevereiro de 2015 1 Coesão económica social e territorial Enquadramento Crescimento inteligente sustentável e inclusivo Estratégia Europa 2020 Agenda

Leia mais

A Comissão Europeia pretende reduzir significativamente as disparidades salariais entre homens e mulheres

A Comissão Europeia pretende reduzir significativamente as disparidades salariais entre homens e mulheres IP/10/236 Bruxelas, 5 de Março de 2010 A Comissão Europeia pretende reduzir significativamente as disparidades salariais entre homens e mulheres A Comissão Europeia tenciona lançar uma série de medidas

Leia mais

Portugal 2020: O foco na Competitividade e Internacionalização

Portugal 2020: O foco na Competitividade e Internacionalização Portugal 2020: O foco na Competitividade e Internacionalização Duarte Rodrigues Vogal da Agência para o Desenvolvimento e Coesão AIP, 5 de março de 2015 Prioridades Europa 2020 Objetivos Europa 2020/ PNR

Leia mais

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS PT PT PT COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS Bruxelas, 27.2.2009 COM(2009) 77 final RELATÓRIO DA COMISSÃO AO CONSELHO, AO PARLAMENTO EUROPEU, AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU E AO COMITÉ DAS REGIÕES

Leia mais

Barómetro das Crises

Barómetro das Crises Barómetro das Crises 27-01-2015 Nº 12 O salário mínimo: a decência não é um custo A tendência dos últimos anos é de diminuição do peso dos ordenados e salários no Produto Interno Bruto (PIB). Por isso,

Leia mais

Inovação. Chave de Competitividade. ES Research - Research Sectorial

Inovação. Chave de Competitividade. ES Research - Research Sectorial Inovação Chave de Competitividade Luís Ribeiro Rosa ES Research - Research Sectorial 22 de Novembro de 2009 Inovação - Uma chave de um novo contexto Especificidades da economia portuguesa Inovação - A

Leia mais

A evolução do Mercado Imobiliário português

A evolução do Mercado Imobiliário português A evolução do Mercado Imobiliário português Introdução Neste artigo será feita uma leitura da evolução do mercado imobiliário português desde 2008, altura em que ocorreu a crise da dívida subprime, período

Leia mais

LIVRO BRANCO. Uma agenda para pensões adequadas, seguras e sustentáveis. (Texto relevante para efeitos do EEE) {SWD(2012) 7 final} {SWD(2012) 8 final}

LIVRO BRANCO. Uma agenda para pensões adequadas, seguras e sustentáveis. (Texto relevante para efeitos do EEE) {SWD(2012) 7 final} {SWD(2012) 8 final} COMISSÃO EUROPEIA Bruxelas, 16.2.2012 COM(2012) 55 final LIVRO BRANCO Uma agenda para pensões adequadas, seguras e sustentáveis (Texto relevante para efeitos do EEE) {SWD(2012) 7 final} {SWD(2012) 8 final}

Leia mais

INDICADORES SOBRE A IGUALDADE DE GÉNERO FACE AO EMPREGO EM MALTA, PORTUGAL E TURQUIA

INDICADORES SOBRE A IGUALDADE DE GÉNERO FACE AO EMPREGO EM MALTA, PORTUGAL E TURQUIA Igualdade de Género INDICADORES SOBRE A IGUALDADE DE GÉNERO FACE AO EMPREGO EM MALTA, PORTUGAL E TURQUIA Para um conhecimento mais aprofundado da situação de Igualdade de Género e considerando o objectivo

Leia mais

RELATÓRIO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU E AO CONSELHO

RELATÓRIO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU E AO CONSELHO PT PT PT COMISSÃO EUROPEIA Bruxelas, 11.3.2011 COM(2011) 113 final RELATÓRIO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU E AO CONSELHO Qualidade da gasolina e do combustível para motores diesel utilizados no transporte

Leia mais

Economia dos EUA e Comparação com os períodos de 1990-1991 e 2000-2001

Economia dos EUA e Comparação com os períodos de 1990-1991 e 2000-2001 Economia dos EUA e Comparação com os períodos de - e - Clara Synek* O actual período de abrandamento da economia dos EUA, iniciado em e previsto acentuar-se no decurso dos anos /9, resulta fundamentalmente

Leia mais

Trabalhar no feminino

Trabalhar no feminino 07 de Março de 2013 8 de Março: Dia Internacional da Mulher Trabalhar no feminino Numa sociedade que aposta na igualdade entre homens e mulheres, incentiva a participação feminina na vida ativa e promove

Leia mais

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS. Recomendação de PARECER DO CONSELHO

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS. Recomendação de PARECER DO CONSELHO COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS Bruxelas, 13.2.2007 SEC(2007) 190 final Recomendação de PARECER DO CONSELHO em conformidade com o n.º 3 do artigo 9º do Regulamento (CE) n.º 1466/97 do Conselho, de 7

Leia mais

Projeções para a economia portuguesa: 2014-2016

Projeções para a economia portuguesa: 2014-2016 Projeções para a Economia Portuguesa: 2014-2016 1 Projeções para a economia portuguesa: 2014-2016 As projeções para a economia portuguesa apontam para uma recuperação gradual da atividade ao longo do horizonte.

Leia mais

9200/16 fmm/hrl/ml 1 DG B 3A - DG G 1A

9200/16 fmm/hrl/ml 1 DG B 3A - DG G 1A Conselho da União Europeia Bruxelas, 13 de junho de 2016 (OR. en) 9200/16 ECOFIN 452 UEM 199 SOC 316 EMPL 212 COMPET 286 ENV 331 EDUC 186 RECH 178 ENER 194 JAI 440 NOTA de: para: n. doc. Com.: Assunto:

Leia mais

Seminário> Família: realidades e desafios 18 e 19 de Novembro de 2004 Homens e Mulheres entre Família e Trabalho

Seminário> Família: realidades e desafios 18 e 19 de Novembro de 2004 Homens e Mulheres entre Família e Trabalho Seminário> Família: realidades e desafios 18 e 19 de Novembro de 2004 Homens e Mulheres entre Família e Trabalho Anália Cardoso Torres Quatro ideias fundamentais. Grande valorização da família em todos

Leia mais

RELATÓRIO DA COMISSÃO PARA A ANÁLISE DA SITUAÇÃO ORÇAMENTAL

RELATÓRIO DA COMISSÃO PARA A ANÁLISE DA SITUAÇÃO ORÇAMENTAL RELATÓRIO DA COMISSÃO PARA A ANÁLISE DA SITUAÇÃO ORÇAMENTAL Índice: 1. Introdução 3 2. Evolução das finanças públicas em Portugal 7 3. Perspectivas macroeconómicas para 2005 19 3.1 Comparação com o cenário

Leia mais

Global Development Finance: uma perspectiva mais positiva para os países em desenvolvimento

Global Development Finance: uma perspectiva mais positiva para os países em desenvolvimento Global Development Finance: uma perspectiva mais positiva para os países em desenvolvimento Os países em desenvolvimento estão se recuperando da crise recente mais rapidamente do que se esperava, mas o

Leia mais

PROGRAMA DE ESTABILIDADE E CRESCIMENTO

PROGRAMA DE ESTABILIDADE E CRESCIMENTO PORTUGAL PROGRAMA DE ESTABILIDADE E CRESCIMENTO Actualização para o período 2004-2007 Dezembro 2003 Í N D I C E I. INTRODUÇÃO...1 II. OBJECTIVOS DE POLÍTICA ECONÓMICA...2 III. ENQUADRAMENTO MACRO-ECONÓMICO...3

Leia mais

CENSOS 2001 Análise de População com Deficiência Resultados Provisórios

CENSOS 2001 Análise de População com Deficiência Resultados Provisórios Informação à Comunicação Social 4 de Fevereiro de 2002 CENSOS 2001 Análise de População com Deficiência Resultados Provisórios A disponibilização destes resultados provisórios dos Censos 2001 sobre a população

Leia mais

Índice. Capítulo VI. 6. Licenças de Maternidade na Europa dos 15...1. 6.1 Licenças de Paternidade na Europa dos 15...4

Índice. Capítulo VI. 6. Licenças de Maternidade na Europa dos 15...1. 6.1 Licenças de Paternidade na Europa dos 15...4 Índice Capítulo VI 6. Licenças de Maternidade na Europa dos 15...1 6.1 Licenças de Paternidade na Europa dos 15...4 6.2 Licenças Parentais na Europa dos 15...6 6.3 As Licenças de Maternidade, Paternidade,

Leia mais

ÍNDICE DE CONDIÇÕES MONETÁRIAS PARA PORTUGAL*

ÍNDICE DE CONDIÇÕES MONETÁRIAS PARA PORTUGAL* ÍNDICE DE CONDIÇÕES MONETÁRIAS PARA PORTUGAL* Paulo Soares Esteves** 1. INTRODUÇÃO Este artigo tem como objectivo calcular um Índice de Condições Monetárias (ICM) para a economia portuguesa, o qual constitui

Leia mais

Perguntas e Respostas: O Pacote ODM (Objectivos de Desenvolvimento do Milénio) da Comissão

Perguntas e Respostas: O Pacote ODM (Objectivos de Desenvolvimento do Milénio) da Comissão MEMO/05/124 Bruxelas, 12 de Abril de 2005 Perguntas e Respostas: O Pacote ODM (Objectivos de Desenvolvimento do Milénio) da Comissão 1. Em que consiste este pacote? A Comissão aprovou hoje 3 comunicações

Leia mais

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO AO CONSELHO E AO PARLAMENTO EUROPEU

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO AO CONSELHO E AO PARLAMENTO EUROPEU COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS Bruxelas, 3.8.2007 COM(2007) 392 final COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO AO CONSELHO E AO PARLAMENTO EUROPEU Melhorar a Qualidade da Formação académica e profissional dos Docentes

Leia mais

A INTERNACIONALIZAÇÃO DA ECONOMIA PORTUGUESA E A COOPERAÇÃO COM OS PAÍSES LUSÓFONOS

A INTERNACIONALIZAÇÃO DA ECONOMIA PORTUGUESA E A COOPERAÇÃO COM OS PAÍSES LUSÓFONOS PORTUGAL A INTERNACIONALIZAÇÃO DA ECONOMIA A INTERNACIONALIZAÇÃO DA ECONOMIA PORTUGUESA E A COOPERAÇÃO COM OS PAÍSES LUSÓFONOS Maria Celeste Hagatong Comissão Executiva do Banco BPI Lisboa, 3 de Junho

Leia mais

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS RELATÓRIO DA COMISSÃO AO CONSELHO E AO PARLAMENTO EUROPEU

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS RELATÓRIO DA COMISSÃO AO CONSELHO E AO PARLAMENTO EUROPEU PT PT PT COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS Bruxelas, 29.7.2009 COM(2009) 409 final RELATÓRIO DA COMISSÃO AO CONSELHO E AO PARLAMENTO EUROPEU Relatório relativo à aplicação da Directiva 2002/73/CE do Parlamento

Leia mais

G PE AR I Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais. Boletim Mensal de Economia Portuguesa. N.

G PE AR I Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais. Boletim Mensal de Economia Portuguesa. N. Boletim Mensal de Economia Portuguesa N.º 05 Maio 2015 Gabinete de Estratégia e Estudos Ministério da Economia G PE AR I Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais Ministério

Leia mais

RELATÓRIO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU, AO CONSELHO E AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU

RELATÓRIO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU, AO CONSELHO E AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU PT PT PT COMISSÃO EUROPEIA Bruxelas, 13.12.2010 COM(2010) 731 final RELATÓRIO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU, AO CONSELHO E AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU Relatório de Actividades EURES 2006-2008,

Leia mais

Informação diagnóstico

Informação diagnóstico Informação diagnóstico O declínio demográfico da cidade de Lisboa e a periferização da área metropolitana Evolução Comparada das Populações de Portugal, da Área Metropolitana de Lisboa e do Concelho de

Leia mais

Condicionantes de um crescimento sustentado da economia portuguesa

Condicionantes de um crescimento sustentado da economia portuguesa Condicionantes de um crescimento sustentado da economia portuguesa Carlos da Silva Costa Governador Forum para a Competitividade Hotel Tiara Park, Lisboa, 23 setembro 2014 Condicionantes de um crescimento

Leia mais

Educação de Sobredotados na Europa

Educação de Sobredotados na Europa Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação Ministério da Educação Educação de Sobredotados na Europa EURYDICE EURYDICE A Educação de Sobredotados na Europa EURYDICE A Rede de Informação sobre Educação

Leia mais

Quadro 1 Beneficiários com prestações de desemprego, segundo o sexo e idade em 2002

Quadro 1 Beneficiários com prestações de desemprego, segundo o sexo e idade em 2002 44 7. Segurança Social 7.1 Invalidez, velhice e sobrevivência No concelho de Vidigueira, em 2002, os beneficiários de todos os regimes de pensão correspondiam a cerca de 39,3% da população residente, em

Leia mais

Desemprego e regulação do mercado de trabalho. António Dornelas ISCTE-IUL e CIES-IUL 28 de Outubro de 2011

Desemprego e regulação do mercado de trabalho. António Dornelas ISCTE-IUL e CIES-IUL 28 de Outubro de 2011 Desemprego e regulação do mercado de trabalho António Dornelas ISCTE-IUL e CIES-IUL 28 de Outubro de 2011 Proposições fundamentais 1. O trabalho não pode ser tratado como uma mercadoria sem sérias consequências

Leia mais

ARC Ratings atribui rating soberano de BBB +, com perspectiva estável, à India

ARC Ratings atribui rating soberano de BBB +, com perspectiva estável, à India ARC Ratings atribui rating soberano de BBB +, com perspectiva estável, à India EMITENTE DATA República da India 12 de Dezembro de 2014 RATINGS EMITENTE - MOEDA ESTRANGEIRA Médio e Longo Prazo BBB+ (BBB+,

Leia mais

HOTELARIA 2008. AEP / Gabinete de Estudos

HOTELARIA 2008. AEP / Gabinete de Estudos HOTELARIA 2008 AEP / Gabinete de Estudos Junho de 2008 1 1. INFORMAÇÃO SOBRE AS EMPRESAS Segundo os dados das Empresas em Portugal 2005, do INE, em 2005 o sector do Alojamento e Restauração compreendia

Leia mais

Conferência. Reforma da Fiscalidade Automóvel. Lisboa, 6 de Junho de 2007

Conferência. Reforma da Fiscalidade Automóvel. Lisboa, 6 de Junho de 2007 Conferência Reforma da Fiscalidade Automóvel 1 Lisboa, 6 de Junho de 2007 2 Proposta de Directiva da União Europeia Aponta para a transferência global da carga fiscal, nos automóveis, do momento da compra

Leia mais

RELATÓRIO DE EVOLUÇÃO

RELATÓRIO DE EVOLUÇÃO SUMÁRIO I PRODUÇÃO E CUSTOS COM SINISTROS 1. Análise global 2. Ramo Vida 3. Ramos Não Vida a. Acidentes de Trabalho b. Doença c. Incêndio e Outros Danos d. Automóvel II PROVISÕES TÉCNICAS E ATIVOS REPRESENTATIVOS

Leia mais

Ficha técnica. Título 25 DE ABRIL - 40 ANOS DE ESTATÍSTICAS

Ficha técnica. Título 25 DE ABRIL - 40 ANOS DE ESTATÍSTICAS Ficha técnica Título 25 DE ABRIL - 40 ANOS DE ESTATÍSTICAS Editor Instituto Nacional de Estatística, I.P. Av. António José de Almeida 1000-043 Lisboa Portugal Telefone: 21 842 61 00 Fax: 21 845 40 84 Presidente

Leia mais

Funcionamento dos estabilizadores orçamentais automáticos na área do euro

Funcionamento dos estabilizadores orçamentais automáticos na área do euro Funcionamento dos estabilizadores orçamentais automáticos na área do euro Os estabilizadores orçamentais automáticos são a reacção do orçamento às flutuações económicas na ausência de qualquer acção governamental.

Leia mais

Brasil avança em duas áreas da Matemática

Brasil avança em duas áreas da Matemática PISA 2003 - BRASIL O Brasil mostrou alguns avanços na segunda edição do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). Foi o que mais cresceu em duas das áreas avaliadas da Matemática, melhorou

Leia mais

Sessão de Abertura Muito Bom dia, Senhores Secretários de Estado Senhor Presidente da FCT Senhoras e Senhores 1 - INTRODUÇÃO

Sessão de Abertura Muito Bom dia, Senhores Secretários de Estado Senhor Presidente da FCT Senhoras e Senhores 1 - INTRODUÇÃO Sessão de Abertura Muito Bom dia, Senhores Secretários de Estado Senhor Presidente da FCT Senhoras e Senhores 1 - INTRODUÇÃO Gostaria de começar por agradecer o amável convite que a FCT me dirigiu para

Leia mais

As regiões Portuguesas: Lisboa: Competitividade e Emprego; Madeira: Phasing-in; Algarve: Phasing-out; Norte, Centro, Alentejo, Açores: Convergência

As regiões Portuguesas: Lisboa: Competitividade e Emprego; Madeira: Phasing-in; Algarve: Phasing-out; Norte, Centro, Alentejo, Açores: Convergência A Nova Agenda da Política de Coesão no Espaço Europeu Nuno Teixeira CCDR-LVT 26.Novembro.2010 A Nova Agenda da Política de Coesão no Espaço Europeu 1 ÍNDICE I. A coesão no espaço europeu II. O Tratado

Leia mais

1. Introdução. Ao nível dos diplomas complementares destaca-se:

1. Introdução. Ao nível dos diplomas complementares destaca-se: ÍNDICE 1. Introdução 3 2. Organograma 7 3. Caracterização Global do Efectivo 9 4. Emprego 10 5. Estrutura Etária do Efectivo 13 6. Antiguidade 14 7. Trabalhadores Estrangeiros 15 8. Trabalhadores Deficientes

Leia mais

Indicadores sobre a pobreza. Dados Europeus e Nacionais

Indicadores sobre a pobreza. Dados Europeus e Nacionais Indicadores sobre a pobreza Dados Europeus e Nacionais A t u a l i z a ç ã o O u t u b r o 2 0 1 4 EAPN Rede Europeia Anti-Pobreza/ Portugal Rua de Costa Cabral, 2368 4200-218 Porto Telefone 225 420 800

Leia mais

International Migration Outlook 2012. Perspectivas sobre a Imigração para 2012. Summary in Portuguese. Sumário em Português

International Migration Outlook 2012. Perspectivas sobre a Imigração para 2012. Summary in Portuguese. Sumário em Português International Migration Outlook 2012 Summary in Portuguese Leia todo o livro em: 10.1787/migr_outlook-2012-en Perspectivas sobre a Imigração para 2012 Sumário em Português O abrandamento dos fluxos migratórios

Leia mais

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO PROGRESSOS NA REALIZAÇÃO DOS OBJECTIVOS DE QUIOTO

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO PROGRESSOS NA REALIZAÇÃO DOS OBJECTIVOS DE QUIOTO COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS Bruxelas, 27.11.2007 COM(2007) 757 final COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO PROGRESSOS NA REALIZAÇÃO DOS OBJECTIVOS DE QUIOTO (nos termos da Decisão n.º 280/2004/CE do Parlamento

Leia mais

1.2 Situação patrimonial dos setores não financeiros

1.2 Situação patrimonial dos setores não financeiros .2 Situação patrimonial dos setores não financeiros No primeiro semestre de 203, prosseguiu o processo de ajustamento gradual dos desequilíbrios no balanço dos particulares 3 Nos primeiros seis meses de

Leia mais

Análise comparativa dos sistemas de avaliação do desempenho docente a nível europeu

Análise comparativa dos sistemas de avaliação do desempenho docente a nível europeu 1 Análise comparativa dos sistemas de avaliação do desempenho docente a nível europeu Jorge Lima (*) Eurydice é a rede de informação sobre a educação na Europa, criada por iniciativa da Comissão Europeia

Leia mais

Equilíbrio de Género nos Conselhos de Administração: as Empresas do PSI 20

Equilíbrio de Género nos Conselhos de Administração: as Empresas do PSI 20 1 Equilíbrio de Género nos Conselhos de Administração: as Empresas do PSI 20 Relatório 2014 ACEGIS Associação para a Cidadania, Empreendedorismo, Género e Inovação Social 8 de março de 2014 Dia Internacional

Leia mais

Grupo Parlamentar. Projeto de Resolução n.º 336/XIII/1.ª

Grupo Parlamentar. Projeto de Resolução n.º 336/XIII/1.ª Grupo Parlamentar Projeto de Resolução n.º 336/XIII/1.ª Recomenda ao Governo que reveja a legislação de modo a defender os idosos de penalizações e exclusões abusivas que são alvo em função da idade Exposição

Leia mais

&RQWH[WRHFRQyPLFRHGHVHPSHQKRGRHPSUHJR. Bruxelas, 6 de Setembro de 2002

&RQWH[WRHFRQyPLFRHGHVHPSHQKRGRHPSUHJR. Bruxelas, 6 de Setembro de 2002 ,3 Bruxelas, 6 de Setembro de 2002 &RPLVVmR DILUPD TXH DV PHWDV GH HPSUHJR GH /LVERDVmRDLQGDUHDOL]iYHLVVHRV(VWDGRV0HPEURV GHUHP SULRULGDGH jv UHJL}HV SUREOHPiWLFDV H D HPSUHJRVSDUDDVPXOKHUHVHRVWUDEDOKDGRUHVPDLV

Leia mais

Ficha de informação 1 POR QUE RAZÃO NECESSITA A UE DE UM PLANO DE INVESTIMENTO?

Ficha de informação 1 POR QUE RAZÃO NECESSITA A UE DE UM PLANO DE INVESTIMENTO? Ficha de informação 1 POR QUE RAZÃO NECESSITA A UE DE UM PLANO DE INVESTIMENTO? Desde a crise económica e financeira mundial, a UE sofre de um baixo nível de investimento. São necessários esforços coletivos

Leia mais

A Atividade das Empresas Agrícolas em Portugal 2004-2010

A Atividade das Empresas Agrícolas em Portugal 2004-2010 26 de setembro de 2012 A Atividade das Empresas Agrícolas em Portugal 2004-2010 Empresas agrícolas: o futuro da agricultura portuguesa? As 43 972 empresas da atividade agrícola (divisão 01 da CAE Rev.3)

Leia mais

Direcção-Geral da Comunicação Direcção C - Relações com os Cidadãos UNIDADE DE ACOMPANHAMENTO DA OPINIÃO PÚBLICA EB71.3 ELEIÇÕES EUROPEIAS 2009

Direcção-Geral da Comunicação Direcção C - Relações com os Cidadãos UNIDADE DE ACOMPANHAMENTO DA OPINIÃO PÚBLICA EB71.3 ELEIÇÕES EUROPEIAS 2009 Direcção-Geral da Comunicação Direcção C - Relações com os Cidadãos UNIDADE DE ACOMPANHAMENTO DA OPINIÃO PÚBLICA 16/12/2009 EB71.3 ELEIÇÕES EUROPEIAS 2009 Sondagem pós-eleitoral Primeiros resultados: análise

Leia mais

Prova Escrita de Economia A VERSÃO 1. 10.º e 11.º Anos de Escolaridade. Prova 712/1.ª Fase. Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos.

Prova Escrita de Economia A VERSÃO 1. 10.º e 11.º Anos de Escolaridade. Prova 712/1.ª Fase. Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Decreto Lei n.º 74/2004, de 26 de Março Prova Escrita de Economia A 10.º e 11.º Anos de Escolaridade Prova 712/1.ª Fase 12 Páginas Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância:

Leia mais

Evolução da Agricultura Portuguesa no Período 1989/2010. Análise de Indicadores Relevantes.

Evolução da Agricultura Portuguesa no Período 1989/2010. Análise de Indicadores Relevantes. Evolução da Agricultura Portuguesa no Período 1989/2010. Análise de Indicadores Relevantes. Deolinda Alberto 1, José Pedro Fragoso Almeida 2 1 Professor Adjunto, Escola Superior Agrária de Castelo Branco,

Leia mais

Serviços na Balança de Pagamentos Portuguesa

Serviços na Balança de Pagamentos Portuguesa Serviços na Balança de Pagamentos Portuguesa Margarida Brites Coordenadora da Área da Balança de Pagamentos e da Posição de Investimento Internacional 1 dezembro 2014 Lisboa Balança de Pagamentos Transações

Leia mais

Internet de banda larga para todos os europeus: Comissão lança debate sobre o futuro do serviço universal

Internet de banda larga para todos os europeus: Comissão lança debate sobre o futuro do serviço universal IP/08/1397 Bruxelas, 25 de Setembro de 2008 Internet de banda larga para todos os europeus: Comissão lança debate sobre o futuro do serviço universal Como é que a UE vai conseguir que todos os europeus

Leia mais

As estatísticas do comércio internacional de serviços e as empresas exportadoras dos Açores

As estatísticas do comércio internacional de serviços e as empresas exportadoras dos Açores As estatísticas do comércio internacional de serviços e as empresas exportadoras dos Açores Margarida Brites Coordenadora da Área das Estatísticas da Balança de Pagamentos e da Posição de Investimento

Leia mais

OPÇÕES DE FINANCIAMENTO DO INVESTIMENTO PÚBLICO:

OPÇÕES DE FINANCIAMENTO DO INVESTIMENTO PÚBLICO: OPÇÕES DE FINANCIAMENTO DO INVESTIMENTO PÚBLICO: UM OLHAR CRÍTICO SOBRE O PARP 2011-2014 Sofia Amarcy INTRODUÇÃO Em Moçambique o terceiro Plano de Acção para a Redução da Pobreza (PARP) para o período

Leia mais

Nota sobre as alterações do contexto socioeconómico e do mercado de trabalho

Nota sobre as alterações do contexto socioeconómico e do mercado de trabalho Nota sobre as alterações do contexto socioeconómico e do mercado de trabalho Mudanças recentes na situação socioeconómica portuguesa A evolução recente da economia portuguesa têm-se caracterizado por um

Leia mais

COMISSÃO DE ASSUNTOS ECONÓMICOS, INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO REGIONAL PARECER

COMISSÃO DE ASSUNTOS ECONÓMICOS, INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO REGIONAL PARECER COMISSÃO DE ASSUNTOS ECONÓMICOS, INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO REGIONAL PARECER PROPOSTA DE LEI N.º 162/X/3ª ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2008 PARTE I - CONSIDERANDOS 1. Nota Introdutória O Governo apresentou

Leia mais

REPÚBLICA PORTUGUESA Março de 2010

REPÚBLICA PORTUGUESA  Março de 2010 REPÚBLICA PORTUGUESA Programa de Estabilidade e Crescimento 2010-2013 Março de 2010 MINISTÉRIO DAS FINANÇAS E DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Av.ª Infante D. Henrique, 1 1149-009 LISBOA Telefone: (+351) 21.881.6820

Leia mais

As regiões no Portugal 2020

As regiões no Portugal 2020 As regiões no Portugal 2020 O Acordo de Parceria O Modelo de Governação Agência para o Desenvolvimento e Coesão Fevereiro e março de 2015 Temas O Acordo de Parceria O Modelo de Governação Acordo de Parceria

Leia mais

Direcção de Serviços das Questões Económicas e Financeiras DGAE / MNE

Direcção de Serviços das Questões Económicas e Financeiras DGAE / MNE INFORMAÇÃO ESTATÍSTICA UNIÃO EUROPEIA ESTADOS-MEMBROS Direcção de Serviços das Questões Económicas e Financeiras DGAE / MNE Fevereiro de 2011 FICHA TÉCNICA Título Informação Estatística União Europeia/Estados-membros,

Leia mais

Evolução da FBCF Empresarial em valor Taxa de Variação Anual

Evolução da FBCF Empresarial em valor Taxa de Variação Anual Inquérito de Conjuntura ao Investimento Inquérito de Abril de 2011 08 de Julho de 2011 Revisão em baixa das expectativas de investimento empresarial em 2011. De acordo com as intenções manifestadas pelas

Leia mais

Energia: prioridades para a Europa Apresentação de J.M. Barroso,

Energia: prioridades para a Europa Apresentação de J.M. Barroso, Energia: prioridades para a Europa Apresentação de J.M. Barroso, Presidente da Comissão Europeia, ao Conselho Europeu de 22 de maio de 2013 Novas realidades do mercado mundial da energia Impacto da crise

Leia mais

Para Crescer Sustentadamente

Para Crescer Sustentadamente Preparar a Reestruturação da Dívida Para Crescer Sustentadamente Nenhuma estratégia de combate à crise poderá ter êxito se não conciliar a resposta à questão da dívida com a efectivação de um robusto processo

Leia mais

A Europa e a questão do emprego: análise da evolução recente

A Europa e a questão do emprego: análise da evolução recente . Análise Social, vol. XIV (55), 1978-3., 503-523 Américo Ramos dos Santos A Europa e a questão do emprego: análise da evolução recente INTRODUÇÃO O problema do emprego constitui hoje um eixo central das

Leia mais

EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO VERSÃO 2

EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO VERSÃO 2 EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO 10.º/11.º ou 11.º/12.º Anos de Escolaridade (Decreto-Lei n.º 286/89, de 29 de Agosto Programas novos e Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março) PROVA 712/12 Págs. Duração

Leia mais

Curso Temático Intensivo 1 - Gestão da qualidade nos sistemas de formação profissional e de desenvolvimento de competências

Curso Temático Intensivo 1 - Gestão da qualidade nos sistemas de formação profissional e de desenvolvimento de competências Curso Temático Intensivo 1 - Gestão da qualidade nos sistemas de formação profissional e de desenvolvimento de competências O programa do curso sobre a qualidade no desenvolvimento de competências irá

Leia mais

RELATÓRIO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU E AO CONSELHO

RELATÓRIO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU E AO CONSELHO COMISSÃO EUROPEIA Bruxelas, 13.6.2014 COM(2014) 354 final RELATÓRIO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU E AO CONSELHO Evolução da situação do mercado do leite e dos produtos lácteos e da aplicação das disposições

Leia mais

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS RELATÓRIO DA COMISSÃO AO CONSELHO, AO PARLAMENTO EUROPEU, AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL E AO COMITÉ DAS REGIÕES

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS RELATÓRIO DA COMISSÃO AO CONSELHO, AO PARLAMENTO EUROPEU, AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL E AO COMITÉ DAS REGIÕES COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS Bruxelas, 22.12.2008 COM(2008) 882 final RELATÓRIO DA COMISSÃO AO CONSELHO, AO PARLAMENTO EUROPEU, AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL E AO COMITÉ DAS REGIÕES Implementação

Leia mais

Golfe e Turismo: indústrias em crescimento

Golfe e Turismo: indústrias em crescimento CAPÍTULO I CAPÍTULO I Golfe e Turismo: indústrias em crescimento O universo do golfe, bem visível hoje em muitos territórios, tem desde logo ao nível de contribuição uma relação de causa consequência com

Leia mais

Jornal Oficial da União Europeia ORIENTAÇÕES RELATIVAS AOS AUXÍLIOS ESTATAIS COM FINALIDADE REGIONAL PARA O PERÍODO 2007-2013 (2006/C 54/08)

Jornal Oficial da União Europeia ORIENTAÇÕES RELATIVAS AOS AUXÍLIOS ESTATAIS COM FINALIDADE REGIONAL PARA O PERÍODO 2007-2013 (2006/C 54/08) 4.3.2006 C 54/13 ORIENTAÇÕES RELATIVAS AOS AUXÍLIOS ESTATAIS COM FINALIDADE REGIONAL PARA O PERÍODO 2007-2013 (2006/C 54/08) (Texto relevante para efeitos do EEE) 1. Introdução 1. Com base nas alíneas

Leia mais