Inovação em 14 passos. Mercado verde O desafio de desenvolver tecnologias sustentáveis

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1 ambiente da inovação brasileira Outubro/Novembro/Dezembro 2009 n o 58 Ano XV Inovação em 14 passos A receita criada no Vale do Silício para o desenvolvimento de habitats inovadores Sucesso Os vencedores do 13º Prêmio Nacional de Empreendedorismo Inovador Mercado verde O desafio de desenvolver tecnologias sustentáveis

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4 Índice ambienteda inovaçãobrasileira Outubro/Novembro/Dezembro 2009 n o 58 Ano XV A revista Locus é uma publicação da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores ISSN Conselho editorial Carlos Américo Pacheco, Mauricio Guedes, Maurício Mendonça, Jorge Audy e Josealdo Tonholo (presidente) Coordenação editorial Débora Horn Colaboração Bruna de Paula, Cora Dias, Talita Marçal, Trama Comunicação. Jornalista responsável Débora Horn MTb/SC JP Direção de arte Luiz Acácio de Souza Edição de arte João Henrique Moço Revisão Sérgio Ribeiro Foto da capa Shutterstock c a p a Habitats de inovação Especialistas discutem qual o caminho para o desenvolvimento de regiões inovadoras. Confira os 14 passos propostos pelo professor da Universidade de Stanford, William Miller, para propiciar a criação de polos de inovação. E n t r e v i s t a O CEO do Josep Miguel Piqué, fala do distrito inovador que extrapola os limites de um parque tecnológico tradicional e integra ciência e tecnologia à arte e à cultura. E m M o v i m e n t o Temas, debates e pessoas que transformaram em um grande sucesso o XIX Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas e o 3º Global Fórum. N e g ó c i o s Incubadoras e empresas encontram nas tecnologias sustentáveis um mercado rentável e conectado às demandas sociais, ambientais e econômicas das regiões em que atuam. Presidente Guilherme Ary Plonski Diretoria Francilene Procópio Garcia, Gisa Bassalo, Paulo Gonzalez, Renato Aquino Nunes e Tony Chierighini Superintendência Sheila Oliveira Pires Endereço SCN, quadra 1, bloco C, Ed. Brasília Trade Center, salas 209/211 Brasília / DF CEP Contatos (61) Website: Anúncios: (61) Produção apoio Impressão Gráfica Brasil Uberlândia Tiragem exemplares O p o r t u n i d a d e Conheça as principais tendências em tecnologias móveis e descubra por que o setor figura entre os nichos de negócio do futuro. I n t e r n a c i o n a l Pequenas empresas inovadoras apostam na internacionalização, antes vista como privilégio das gigantes. E x t r a A diretora do infodev, Valerie D Costa, fala sobre o programa do Banco Mundial para empreendedorismo e a representatividade do Brasil no cenário mundial da inovação. I n v e s t i m e n t o O Prime sai do papel e promete alavancar o desenvolvimento de milhares de empresas inovadoras espalhadas pelo Brasil. S u c e s s o A trajetória dos vencedores da 13ª edição do Prêmio Nacional de Empreendedorismo Inovador. G e s t ã o Anprotec apresenta modelo para excelência de gestão em incubadoras. Inspirada nas melhores iniciativas praticadas no mundo todo, o modelo é 100% brasileiro. O p i n i ã o Mauricio Guedes: Concentra mas não sai

5 carta ao leitor T odos os anos, pessoas ligadas ao movimento do empreendedorismo inovador têm a oportunidade de parar para refletir sobre os caminhos do desenvolvimento. A parada estratégica ocorre durante o Seminário Nacional de Empreendedorismo Inovador, promovido pela Anprotec em conjunto com uma série de parceiros. Em 2009, o evento ocorreu em Florianópolis (SC) e trouxe uma proveitosa novidade: foi desenvolvido em paralelo ao 3º Global Forum, encontro promovido pelo infodev, projeto do Banco Mundial voltado ao empreendedorismo e à inovação. Juntos, os eventos ganharam força e discutiram temas essenciais ao desenvolvimento sustentável, que alia crescimento econômico a avanços sociais e preservação ambiental. O relato dos eventos e os temas debatidos pelos participantes de ambos formaram a base desta edição especial da Locus. Nossa equipe acompanhou plenárias, sessões paralelas, workshops e outras tantas atividades que integraram o Seminário e o Forum, para trazer a você, leitor, uma cobertura completa das principais discussões que cercam o movimento. Assim, as matérias desta edição se propõem a indicar tendências, relatar opiniões e descrever ações que servem de exemplo. Nesse sentido, a reportagem de capa revela a importância da criação de ambientes favoráveis à inovação, nos quais parques tecnológicos e incubadoras de empresas integram uma rede maior de agentes, formada por governo, instituições de ensino e pesquisa e investidores. Traçando um paralelo com o Vale do Silício, mostramos os 14 passos indicados por William Miller, ex-reitor e codiretor do Programa de Regiões Inovadoras e Empreendedorismo da Universidade de Stanford, que tornam propício o desenvolvimento de uma região inovadora. As ideias de Miller são reforçadas pelo entrevistado desta edição, Josep Miguel Piqué, CEO do o Distrito da Inovação que está mudando o perfil econômico da cidade espanhola. Promover processos e produtos focados no bem-estar social é um dos 14 passos indicados pelo especialista de Stanford. O desenvolvimento de tecnologias sustentáveis, tema da reportagem da seção Negócios, confirma a teoria. O Brasil já conta com uma incubadora especializada em econegócios, a IncubaLIX, que vem contribuindo para o desenvolvimento local da Região Metropolitana de Vitória (ES). A trajetória da incubadora comprova que o mercado de tecnologias sustentáveis está em expansão, mas ainda faltam empreendedores dispostos a correr os riscos inerentes ao negócio. Não se deixar intimidar pelos riscos é um dos segredos dos vencedores do Prêmio Nacional de Empreendedorismo Inovador, protagonistas da seção Sucesso desta edição. Da incubadora do interior do Paraná à empresa graduada especializada em nanotecnologia, o empreendedorismo inovador mostra sua contribuição ao desenvolvimento do país. Boa leitura! Co n s e l h o Ed i to r i a l 5

6 E n t r e v i s t a O talento tem que respirar Daniella Fernandes Ta l i t a Ma r ç a l 6 I magine uma cidade cercada por arte e cultura. Nela, empresas inovadoras poderiam conviver com universidades e centros científicos e tecnológicos. Pessoas talentosas trabalhariam e morariam ali, desfrutando de áreas verdes e de boa qualidade de vida. Essa é a proposta de transformação urbana do também chamado de Distrito da Inovação. O projeto está sendo desenvolvido na Espanha desde 2000 e ocupa um espaço de aproximadamente 200 hectares de solo industrial. Para falar do distrito inovador, o CEO do Josep Miguel Piqué, veio ao Brasil em 2009 para participar de um seminário sobre inovação promovido pela prefeitura do Rio de Janeiro. Piqué também conversou com a Locus sobre essa nova geografia urbana, desenhada pela Economia do Conhecimento. Segundo ele, estamos entrando em um território sem modelos, pois a arquitetura da cidade do conhecimento extrapola o conceito de parques tecnológicos tradicionais e demanda que arte e cultura se integrem à ciência e à tecnologia. Quem habita essa nova urbe são talentos cuja habilidade não apenas é criar, mas saber compor redes, conectando realidades locais ao mercado global.

7 Locus: O Distrito da Inovação é um novo modelo de cidade, é o modelo da cidade do conhecimento. Quais são as bases nas quais o está apoiado? Piqué: O é um projeto de transformação urbanística, econômica e social de um distrito decadente de Barcelona, que, no século XIX, era uma zona industrial. Além da recuperação da área, o distrito marca a tomada de consciência da nova Economia do Conhecimento e da urbanização dessa economia. O também potencializa a força da marca de Barcelona para vender-se ao mundo. A cidade já era vista como amiga pelos visitantes e turistas, mas o distrito inovador projeta ainda mais a capacidade de Barcelona ser amigável e atrativa, ao valorizar a nova economia, o talento e as pessoas. Locus: O talento é matéria-prima da Economia do Conhecimento. Como criar condições para desenvolvê-lo? Piqué: O talento tem que respirar. E respirar talento significa atrair, reter, desenvolver e criar de forma integrada. Se não temos talentos chineses e hindus suficientes nas nossas atividades diárias, dificilmente nossas empresas vão abordar mercados na China e na Índia. A lógica da atração é atrair os melhores ou pessoas desses territórios. A incorporação de elementos de fora também traz a vantagem de evitar grupos de pesquisa endogâmicos. Com a vinda e a instalação do talento, têm que ser criadas condições para que ele seja retido. A intenção do é atrair grupos de várias nacionalidades para formar comunidades conectadas entre si, local e internacionalmente. A ideia é que um recém-chegado possa conectar-se de maneira mais estruturada à sua comunidade de referência, no geral associada à comunidade linguística. Locus: Como a arte e a cultura podem influenciar a Economia do Conhecimento? É possível conectar Respirar talento significa atrair, reter, desenvolver e criar de forma integrada. Se não temos talentos chineses e hindus suficientes nas nossas atividades diárias, dificilmente nossas empresas vão abordar mercados na China e na Índia. artistas e empresas? Piqué: Ao urbanizar-se, a Economia do Conhecimento permite que as atividades econômicas e industriais da cidade possam beneficiar-se do próprio ambiente urbano. A cidade não só é o espaço para viver e trabalhar, como é um local capaz de estimular e prover mensagens, impactando a cada segundo os talentos que nela vivem e gerando inovação. Passear por Barcelona e ver o Templo da Sagrada Família, de Gaudí, ou estar no e ver um artista atuar, não são mensagens neutras. Esse é um modo informal de impactar a cultura e as pessoas. Quando falamos em arte e cultura, temos que ficar atentos às suas duas expressões: a da indústria cultural, ligada à música, ao audiovisual ou ao mercado editorial, e especialmente, a da arte e da cultura como um elemento transversal que pode impactar em setores não necessariamente culturais. As Tecnologias de Informação são um setor vertical para as telecomunicações e também podem dar valor a outras áreas que utilizam tecnologias. O artista é criador, usuário, crítico e, sobretudo, capacitado para implementar um conceito, podendo, dessa maneira, participar do processo de criação de produtos e serviços mediante metodologias de inovação. Locus: O senhor poderia citar um exemplo dessa interação? Piqué: No há o programa Disonancias, no qual a GTD, empresa que desenvolve software para setores aeroespaciais, utiliza um conjunto de artistas para desenhar uma nova nave não tripulada. Se a máquina de inovação em vez de ser 7

8 E n t r e v i s t a 8 científico-tecnológica passa a ser artística, cria-se outra forma de inovar. No lugar do método científico, lógico e planificado, o método artístico, com sua criatividade. Percebemos, então, uma possibilidade de hibridação de grupos de cientistas e de artistas, ou de empresários e artistas, para o desenvolvimento de projetos não estritamente culturais ou artísticos. Inovar vira sinônimo de hibridar, tornando necessário inserir a arte e a cultura no processo de criação de novos produtos e serviços. Locus: Pensando nos países da América Latina, em especial no Brasil, como o senhor acha que a inovação pode contribuir para a transformação social? Piqué: Acho importante a mensagem de um sistema de inovação local e global que seja baseado no trabalho conjunto do trio governo, universidade e indústria. Para a criação da Economia do Conhecimento é determinante o papel da administração pública, nas esferas federal, estadual e municipal, e também a colaboração das empresas. Mas na América Latina, principalmente no Brasil, Se a máquina de inovação em vez de ser científico-tecnológica passa a ser artística, cria-se outra forma de inovar. No lugar do método científico, lógico e planificado, o método artístico, com sua criatividade. um fator essencial é a universidade ser uma instituição de referência em longo prazo. Se além da docência e da pesquisa, ela aceitar uma terceira função, a de transferência do conhecimento, teremos na América Latina a universidade como um dos grandes artífices do desenvolvimento econômico. A ela caberá desenvolver estruturas híbridas e mistas, como os parques científicos ou as incubadoras, que, em geral, são os meios de desenvolver a economia e de ligar universidade e empresa a uma estrutura de integração mais eficaz. Se ainda urbanizarmos essa economia, não só transformamos o aspecto econômico como também o social. A Universidade de Barcelona usou a universidade como mecanismo de transformação social ao localizá-la em uma área antes degradada e que hoje é o Locus: O que seria necessário para que um distrito inovador fosse construído no Brasil? Piqué: Aqui, um dos pontos centrais é a instalação de clusters urbanos. Isso significa que precisamos ter no mesmo espaço físico universidades, centros tecnológicos e empresas tractoras (assim chamadas em espanhol por serem grandes empresas, geralmente de âmbito nacional e internacional, que incentivam o crescimento em uma dimensão macro. Elas também fomentam pequenas e médias empresas, ativando mundialmente economias locais). O segundo ponto é aproveitar a transformação como elemento de aprendizagem da cidade e forma de alavancar a compra pública. A transformação deve servir para desenvolver novas tecnologias, desenvolver cidades e, sobretudo, novas soluções de cidade. As novas tecnologias podem reabilitar setores antigos ou, no caso das tecnologias urbanas de circulação, repensar o transporte. O processo de transformação traz ainda para um pequeno empresariado local a possibilidade de aprendizado. Locus: Existem micro e pequenas empresas em Como micro e pequenas empresas podem se conectar à Economia do Conhecimento? Piqué: Em existem empresas de todos os portes. Cada cluster tem grandes empresas tractoras, médias e pequenas, e ainda novas empresas saídas de incubadoras. No caso das pequenas e médias, é importante que não trabalhem sozi-

9 nhas e que estejam inseridas em uma cadeia de valor, que se clusterizem. Em um meio inovador, elas podem tirar vantagens de fusão ou de aquisição por parte de alguma outra empresa. O ideal é que trabalhem sabendo que seu produto ou serviço, ao final, vai ter como cliente alguém do cluster, por exemplo. Isso permite que suas curvas de aprendizagem sejam muito mais rápidas. Uma pequena empresa não precisa vender internacionalmente no seu primeiro dia, mas é fundamental que ela pense como inserir em uma escala de venda internacional o produto ou o serviço que desenvolve localmente, projetando-os para o mundo. Essa projeção das pequenas e médias empresas pode apoiar-se nas grandes empresas que as cercam em um ambiente criativo, pois são as grandes corporações que podem dotar as pequenas de capilaridade global. Locus: E quanto à capacidade de ruptura das micro e pequenas empresas? Piqué: Um professor chamado Jerry Engel fala da diferença entre a inovação de uma pequena empresa e a de uma grande. Na grande empresa tudo está sistematizado e há aversão ao risco. O bom da pequena empresa inovadora é que ela pode ser radical em sua proposta, porque não tem nada a perder. A partir do momento em que uma proposta radical de valor surge no mercado, se a grande corporação está afinada com as novas empresas ela pode absorver a inovação dentro da sua estrutura empresarial. O objetivo é que as cidades sejam meios que facilitem as possibilidades de interação das grandes corporações com pequenas empresas inovadoras. Locus: Como fica o papel das incubadoras no processo? Piqué: As incubadoras são a base para criar iniciativas empresariais. Elas devem apoiar não somente o nascimento das empresas, mas o crescimento e também os Uma pequena empresa não precisa vender internacionalmente no seu primeiro dia, mas é fundamental que ela pense como inserir em uma escala de venda internacional o produto ou o serviço que desenvolve localmente, projetando-os para o mundo. chamados planos de saída. São eles que apontam caminhos. Se uma empresa será comprada por outra maior, se ela abrirá capital no mercado acionário vendendose ao IPO (Initial Public Offering), se optará por fusões e aquisições. O importante é que essa lógica prevê se uma empresa nasce com vontade de ser vendida, de entrar no mercado de capital ou de conseguir financiamento para crescer. As incubadoras também devem incorporar redes de business angels, investidores que além de injetar dinheiro compartilham experiência e as colocam em redes de contato. As incubadoras têm que saber o que fazer para as iniciativas crescerem, têm que conectá-las aos mercados de saída e, principalmente, aos mercados de capital. Locus: Quais são os desafios do Distrito da Inovação? Piqué: Temos dois grandes desafios relacionados ao crescimento econômico e territorial. Um é que a expressão de se expanda para o resto de Barcelona. Não a região de mas a equipe de transformação. E que o venha a liderar o desafio de mudança econômica do resto da cidade, uma zona franca de valor alimentar e o que será a zona do trem de alta velocidade, que ligará com La Sagrera, localidade de outro distrito de Barcelona. Enquanto desafio conceitual, temos o estabelecimento do diálogo entre arte, cultura e empresa. Entendemos que existem novas fronteiras e, por isso, estamos trabalhando em fábricas culturais e em como elas podem ser meios para conectar empresas e cultura. 9

10 E M M O V I M E N T O O evento do empreendedorismo brasileiro Fotos: Divulgação / Anprotec Seminário e Global Fórum reuniram cerca de mil pessoas em Florianópolis (SC) 10 Inovação e empreendedorismo são eixos estruturantes de uma agenda de desenvolvimento à altura dos desafios do novo contexto mundial e das expectativas de uma sociedade mais sustentável e coesa. Para essa finalidade, foram articulados dois dos eventos mais expressivos desse segmento: o 3º infodev Fórum Global de Inovação & Empreendedorismo e o XIX Seminário Nacional de Parques Tecnológico e Incubadoras de Empresas, realizados em outubro de 2009, em Florianópolis (SC). O encontro contou com a presença recorde de pessoas, de 76 países. Durante quatro dias, foram realizados 10 minicursos, dois workshops, 11 sessões plenárias, uma rodada de negócios entre instituições de diferentes países e 69 apresentações de trabalhos. A cooperação entre as instituições envolvidas facilitou a conjugação de esforços entre o Information for Development Program (info- Dev), iniciativa vinculada ao Banco Mundial; o Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil, a Anprotec e o Sebrae. Investimento, internacionalização e desenvolvimento inclusivo foram os temas que direcionaram as discussões entre os participantes dos eventos. Realizado pela primeira vez fora da Índia, o Fórum Global se encarregou de propor uma visão participativa dos negócios em prol do desenvolvimento inclusivo mundial. O Seminário Nacional, sob a ótica do investimento e da internacionalização, prospectou formas de tornar micro e pequenas empresas inovadoras alavancas econômicas e sociais. Os dois eventos possibilitaram debates sobre políticas voltadas para a inovação, identificando as principais ações de promoção e fortalecimento de parcerias público-privadas; o papel das incubadoras de empresas para o desenvolvimento de setores como agronegócios e energias limpas, os tipos de investimentos que podem e estão sendo aplicados nas empresas inovadoras nascentes, as estratégias de internacionalização que estimulam a cooperação entre empreendimentos inovadores e a atratividade dos parques tecnológicos para investimentos públicos e privados. Braço do Banco Mundial para empreendedorismo e inovação e um dos parceiros da Anprotec, o infodev atua desenvolvendo atividades de tecnologia da in- Makhtar Diop, diretor do Banco Mundial para o Brasil, também participou do evento

11 formação e comunicação (TIC) nos países em desenvolvimento. O Fórum representa a área central de atuação da entidade e visa a troca de ideias e experiências entre os representantes de incubadoras de diversos países do globo. Esses encontros e fóruns são formas importantes de reafirmar parcerias, estreitar relações e aprender em primeira mão sobre desenvolvimento sustentável. Na era do e da videoconferência, não há nada como trocas de experiência cara a cara, disse Valerie D Costa, diretora do infodev. Para Guilherme Ary Plonski, presidente da Anprotec, a realização conjunta dos eventos no Brasil foi uma oportunidade para uma avaliação dos impactos da crise para o empreendedorismo inovador mundial. É uma convicção que inovação e empreendedorismo são componentes essenciais não apenas de um receituário de tratamento das consequências da crise, mas também elementos construtivos estruturais de uma economia privada mais sustentável, de um setor público mais responsivo e de uma sociedade civil mais proficiente, afirmou. Por que o Brasil Khalil, do Banco Mundial: projetos brasileiros de empreendedorismo têm grandes diferenciais O diretor da área de TI do Banco Mundial entidade que detém o programa infodev, Mohsen Khalil, disse que a parceria com o Brasil repercutiu pelo mundo e um dos objetivos é justamente criar uma plataforma de unificação e troca de experiências. Khalil frisou ainda que os projetos brasileiros de empreendedorismo têm grandes diferenciais, com foco nas pessoas menos privilegiadas como mulheres e jovens. Nosso objetivo é usar a tecnologia para que esses indivíduos tenham a capacidade de realizar sonhos, declarou. Segundo Khalil, o valor do aporte fornecido pelo Banco para alavancar a inovação em 70 países em desenvolvimento é de US$ 25 milhões, dos quais US$ 3 milhões em serviços e dinheiro foram investidos no Brasil, incluindo o montante destinado à organização do evento. A gerente do programa, Valerie D Costa, reiterou que o país foi escolhido para sediar o evento por ser um expoente internacional. Com essa parceria, procuramos obter transferência de know-how. Há incubadoras em todo o mundo olhando para o Brasil em busca de um guia para desvendar as maneiras como o país trabalha o processo de incubação, conclui. O governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, deu o exemplo da China para mostrar como um país pode alavancar a sua economia por meio do desenvolvimento inovador. Este século vai ser marcado pelos países que sabem e não pelos países que têm, destacou. O governador frisou a importância de se fazer investimentos em educação, ciência e tecnologia para alavancar economias. Podemos ser um Vale do Silício pela geração de conhecimento aqui. Não somos um país de commodities, somos um país que exporta inteligência, garantiu. Apostando nessa ideia, o estado de Santa Catarina aprovou lei que prevê investimentos de 2% da receita em inovação e empreendedorismo. Luiz Henrique da Silveira, governador de Santa Catarina, acompanhado por Ronaldo Mota ( a direita) e Paulo Okamotto (à esquerda) 11

12 E M M O V I M E N T O Acordos com Espanha e Portugal fomentam internacionalização Fotos: Divulgação / Anprotec promovida pelo ENI durante o Seminário da Anprotec. A rodada reuniu 17 estrangeiros de parques tecnológicos, empresas, entidades e institutos de P&D, representando sete países (Portugal, Espanha, Eslovênia, Costa Rica, Uruguai, Chile e Colômbia). Do Brasil, 65 empresários participaram do evento que gerou 160 encontros. Essa aproximação pessoal, quando os empresários se conhecem e têm a oportunidade de conversar, é um primeiro passo para a concretização de negócios, completa Steinbruch. Inovação cultural 12 Plenária também abordou internacionalização de MPEs A internacionalização de empresas inovadoras ganhou mais aliados durante o Seminário Nacional, com as assinaturas de dois acordos entre instituições brasileiras e europeias. Um deles foi selado entre o Escritório de Negócios Internacionais (ENI), da Fundação Certi, e o Invest Lisboa, agência de promoção de investimentos na capital portuguesa. Com o objetivo de identificar negócios em Lisboa, o acordo oferece às empresas inovadoras a oportunidade de prestar serviços e consultorias na capital portuguesa, além de buscar investidores locais. Será um facilitador para as empresas interessadas em expandir seus negócios em Portugal, dando suporte local desde a abertura de mercado até consultoria customizada, afirma Alexandre Steinbruch, coordenador do ENI, entidade ligada à Associação Comercial de Lisboa. Outro convênio foi assinado entre a Fundação Certi e a Universidade Carlos III de Madri. O texto prevê acesso bilateral das empresas aos mercados brasileiro e espanhol. O objetivo do convênio é promover cooperação técnica, capacitação e transferência de tecnologia entre as empresas ligadas aos parques tecnológicos da universidade espanhola e da Certi. O convênio visa diretamente a internacionalização das empresas, que terão, por exemplo, disponibilidade de espaço e infraestrutura no parque tecnológico da Universidade de Madri, assim como receberemos as empresas espanholas, diz Steinbruch. Os acordos foram resultados da rodada de negócios Na noite de abertura do evento, em 28 de outubro, os participantes se encantaram com a apresentação do espetáculo Divertissement, da Companhia Jovem da Escola do Teatro Bolshoi do Brasil. Primeira escola do Balé Bolshoi fora da Rússia, a instituição busca proporcionar uma possibilidade de crescimento cultural para crianças carentes. O projeto é desenvolvido em Joinville desde 1998 e atende crianças de 22 estados do Brasil, que sonham em ser bailarinos. Com um elevado padrão de excelência na área, o Bolshoi é reconhecido como a melhor instituição de dança clássica do mundo. Apresentação do Balé Bolshoi na abertura do evento

13 Metas do 3º Global Forum Projeto do Banco Mundial para empreendedorismo e inovação, o infodev atua desenvolvendo atividades de tecnologia da informação e comunicação (TIC) nos países em desenvolvimento. O Fórum, que teve sua terceira edição realizada em 2009, representa a área central de atuação da entidade e visa a troca de ideias e experiências entre os representantes de incubadoras de diversos países. Valerie D Costa, gerente do projeto, explica que atingiu o principal objetivo do evento: mudar a direção estratégica adotada até agora pela instituição. Saindo de pura incubação de negócios e indo para um panorama internacional da agenda da inovação e desenvolvimento tecnológico. O programa do evento objetivou atingir exatamente isso. Não falamos apenas de questões ligadas ao dia a dia da incubação, mas pensamos as questões mais estratégicas, ligadas ao desenvolvimento, colocando a inovação como uma ferramenta para isso. Além disso, o Global Forum foi uma forma de destacar o Brasil, que é um novo doador do infodev por meio do Ministério da Ciência e Tecnologia. A entidade possui 175 incubadoras associadas nos países em desenvolvimento do mundo e todas participaram do evento no Brasil. O Fórum possibilitou o surgimento de novas ideias para o movimento na área de inovação e empreendedorismo e também para o próximo anfitrião do Global Forum, que será a Finlândia. Workshop discutiu a importância dos parques tecnológicos A universidade não se adapta mais às necessidades da sociedade de um modo geral. Nesse contexto, surgem os parques tecnológicos como um realce dessa necessidade de deixar de fazer ensino para conseguir uma relação maior com a sociedade. A frase acima, dita pelo reitor da Universidade de Itajubá (Unife), Renato Aquino, resume o conteúdo de um dos workshops do XIX Seminário: Parques tecnológicos: políticas públicas, atração de investimentos e estratégias de desenvolvimento por que e como. Na tarde do primeiro dia do Seminário, profissionais do setor se reuniram para expor as razões e motivações para se investir em um parque tecnológico. Aquino debateu as incongruências entre o mercado e o meio universitário e disse que, no Brasil, muitos acadêmicos têm muito receio em misturar os dois setores. Há um conflito entre a formação para o mercado e a formação intelectual, o que não é incompatível de forma alguma, comentou. Patentes criadas desde o século XVII estão disponíveis na internet Em parceria com o infodev, a M-CAM empresa de serviços em transferência de tecnolgia e inovação lançou, durante o 3º Global Forum, o Global Innovation Commons, site que agrega patentes de um sistema que é arquivado desde o século XVII. David Martin, presidente da M-CAM, explicou que essas patentes possuem um valor intangível de US$ 2 trilhões e que agora estão disponíveis na internet, no site A única condição é que o usuário das informações disponíveis no Global Innovation Commons deve compartilhar com os demais o que ele está fazendo. Caso alguma patente seja melhorada, essa melhora deve ser compartilhada e a referência ao Global Innovation, quando as informações forem compartilhadas, é obrigatória, explica. As centenas de milhares de patentes disponíveis no site não são mais mantidas por órgãos oficiais e, por isso, estão expiradas. 13

14 E M M O V I M E N T O Campo Grande sedia XX Seminário em 2010 O XX Seminário de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas ocorrerá em Campo Grande (MS), em Com 755 mil habitantes, a cidade é considerada o portal do Pantanal. Por isso, o prefeito municipal, Nelson Trad Filho, afirma que a cidade está muito satisfeita em abrigar um evento desse porte. De acordo com Trad, a realização do Seminário na cidade vai estimular discussões que aliem inovação e sustentabilidade, dois temas em destaque na agenda global atualmente. Os administradores da geração mais jovem têm certamente uma preocupação maior com isso e sabemos que nessas discussões podem estar soluções para problema futuros, que podem ser combatidos por meio da inovação. Então, estamos muito satisfeitos em tocar nesse tema e influenciar positivamente a pauta do seminário de 2010, afirma o prefeito. As reuniões entre a prefeitura de Campo Grande e a Anprotec iniciaram em novembro de 2009, para adequar o evento às características do município. Empreendedorismo feminino em pauta 14 Com a mulher ganhando cada vez mais espaço nas universidades e no ambiente empresarial, seria natural que o movimento do empreendedorismo inovador também fosse bastante aquecido pela força feminina. Entretanto, segundo profissionais do infodev, programa do Banco Mundial, especialmente nos países em desenvolvimento como o Brasil ainda há inúmeras barreiras que impedem a presença delas no cenário da incubação de negócios. Esse foi o tema de uma sessão paralela no Seminário: Incubadoras de Empresas & Mulheres Empreendedoras. A mesa era formada por profissionais que comandaram ações do projeto do Banco Mundial em prol da promoção do empreendedorismo feminino pelo mundo: Zamira Akbagysheva, líder do grupo; Mbarou Mbaye, coordenadora das ações na África, e Noelia de Leon, coordenadora das ações na América Latina e no Caribe. Proveniente do Quirguistão, Zamira destacou que existem 6 mil negócios incubados no mundo e que poucos enfocam as mulheres. Exatamente para promover uma maior inserção do sexo feminino nesse ambiente, o infodev tem como estratégia a promoção de ações de divulgação de informações sobre o tema, procurando estimular a maior inserção delas no cenário da inovação e empreendedorismo. As causas para a falta de inserção das mulheres no ambiente inovador, segundo a senegalesa Mbarou, são fatores desestimulantes, como barreiras culturais e religiosas, sobrecarga de atividades, pouca organização e falta de acesso a crédito. Muitas mulheres não conseguem obter um financiamento por não terem uma propriedade, explicou. Noeli, da Costa Rica, destacou que na América Latina e no Caribe a falta de capacitação, as dificuldades de ingresso no mercado de trabalho e o baixo acesso a tecnologias são outros obstáculos a serem enfrentados. Para combater o problema, o grupo apresentou recomendações gerais para atuação dos países, como a promoção de capacitações, a criação de iniciativas de apoio aos negócios femininos e melhorar estratégias para acesso das mulheres ao mercado. As profissionais ponderaram que existem oportunidades para o empreendedorismo feminino crescer no continente, que incluem ações de várias organizações pelo desenvolvimento das mulheres, como os cursos de capacitação via internet, o grande número de profissionais do sexo feminino em posições para tomar decisões políticas e a criação do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher. SHUTTERSTOCK

15 Treinamentos incentivam a internacionalização de MPEs A programação do Seminário foi iniciada com uma série de treinamentos voltados a profissionais de incubadoras de empresas. A Anprotec, em parceria com o Sebrae, realizou cursos sobre temas ligados à internacionalização e a tecnologias inovadoras. As maneiras como as empresas incubadas podem se aproveitar do cenário internacional foram abordadas no tema Estratégias de Cooperação Internacional. Segundo Maurício Schneck, assessor de relações internacionais da Anprotec e um dos palestrantes, a ideia era mostrar quais são os passos que levam uma empresa a conseguir alavancar as estratégias de internacionalização. Em Avaliação e Valorização de Tecnologias Inovadoras, os profissionais contaram com a participação de Rosangela Ribeiro e Luís Afonso Bermudéz, respectivamente gerente e diretor do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília. Rosangela comenta que o treinamento teve como objetivo repassar técnicas de como valorar o potencial de tecnologias inovadoras. Para a profissional, na maioria das vezes as universidades públicas e mesmo as empresas incubadas desenvolvem pesquisas para a aplicação em produtos e processos pouco voltados ao mercado. Por isso, o treinamento discutiu o valor das tecnologias e de que maneira elas podem se inserir no mercado, pensando em elementos de gestão, como público-alvo, investimento e processos. Para fazer com que cada incubadora consiga analisar sua própria realidade, Rosangela e Bermudéz aplicaram algumas técnicas que chamam de validação e valoração de tecnologias inovadoras, exemplificando com casos reais. Divulgação / Anprotec Homenagem a Sinhá Moreira Durante o encerramento do XIX Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas, representantes do Vale da Eletrônica homenagearam a precursora do polo tecnológico de Santa Rita do Sapucaí. Luiza Renoó Moreira, a Sinhá Moreira, fundou a Escola Técnica de Eletrônica (ETE) em Filha do banqueiro Francisco Moreira da Costa e descendente de uma família de políticos tradicionais, Sinhá Moreira, com recursos próprios, implantou a primeira escola técnica de eletrônica do país. Além disso, preocupou-se com questões sociais de diferentes formas, inclusive na área da saúde. O Presidente Juscelino Kubitschek instituiu o ensino médio profissionalizante no Brasil, naquele mesmo ano. Dessa forma, a ETE pôde ter suas atividades iniciadas. Elias Kallás, professor de sociologia em Santa Rita, que participou do Seminário, conta que na cidade há um folclore em torno das atividades que fizeram de Sinhá Moreira o grande símbolo do Vale da Eletrônica. Preocupada com o fato de todos os homens saírem para estudar e retornarem já casados, ela buscou estruturar o ensino técnico de Santa Rita. Com isso, os homens porderiam estudar lá, as moças teriam oportunidade de se casar e a cidade não passaria por um processo de envelhecimento. A verdade é que Sinhá Moreira se preocupou com questões sociais de diferentes formas, inclusive na área de saúde. Meia década depois da fundação da ETE, a cidade mineira de Santa Rita do Sapucaí conta com 130 empresas do setor de eletroeletrônicos, organizadas em um Arranjo Produtivo Local e que empregam 10 mil pessoas. Sinhá Moreira faleceu em 1963, muito antes de pensar na formação do Vale da Eletrônica. A cidade jamais a esqueceu. 15

16 E M M O V I M E N T O 16 Fotos: Divulgação / Anprotec Plonski é reeleito presidente da Anprotec Guilherme Ary Plonski foi reeleito para a presidência da Anprotec, na Assembleia Geral que aconteceu no último dia 28 de novembro, durante o Seminário da Anprotec. Na composição da diretoria, que comandará a entidade pelos próximo dois anos, está a vice-presidente Francilene Procópio Garcia, primeira mulher eleita ao cargo. Francilene é diretora geral da Fundação Parque Tecnológico da Paraíba (ParqTcPB) e professora e pesquisadora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) desde O reitor da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) e co-criador da Rede Mineira de Inovação (RMI), Renato de Aquino Faria Nunes, reforça o comando da Anprotec, assim como Tony Chierighini, da Fundação Centro de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi). Foram reeleitos para o corpo dirigente Gisa Helena Melo Bassalo, da Universidade Federal do Pará (UFPA), e Paulo Roberto de Castro Gonzalez, da Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec). Entre os planos para 2010 estão a implementação dos programas Sapi e Cerne, o incentivo à internacionalização das empresas e a continuidade das parcerias para dar apoio aos parques tecnológicos. Será uma agenda parecida com a dos dois anos anteriores, mas com um estágio mais avançado dos temas, conclui Plonski. Parcerias para apoio aos parques tecnológicos seguem sendo prioridade na gestão de Plonski Na trilha do empreendedorismo inovador O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) foi parceiro da Anprotec na organização do Seminário. O presidente da entidade, Paulo Okamotto, comenta por que a inovação é um fator essencial para o desenvolvimento da economia brasileira. Quais são os instrumentos usados pelo Sebrae para diminuir a dificuldade, no Brasil, em transferir conhecimento acadêmico e científico para o mercado? Desenvolvemos algumas ferramentas, como os agentes locais, 30 pessoas nos estados, contratadas pelo Sebrae, que vão às empresas e fornecem consultoria especializada. Também trabalhamos dando apoio a incubadoras e fazendo parcerias para levar esse conhecimento às empresas. Se bem combinados com o potencial empresarial de uma região, as incubadoras e os parques tecnológicos podem ser um grande instrumento para fazer com que o conhecimento crie produtos de alta tecnologia. Quais as políticas do Sebrae para estimular MPEs a investir em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Brasil? Como incentivar a cooperação com ICTs, PqTs e Incubadoras nessa área? O que nós estimulamos nas micro e pequenas empresas é que elas entendam que para inovar não necessariamente é preciso realizar longas e custosas pesquisas, como as grandes empresas. Também atuamos estimulando o acesso às novas tecnologias, porque, muitas vezes, saber que existe uma máquina mais moderna e um processo mais eficiente já é um grande passo para a inovação. Como fazer com que instrumentos de incentivo à inovação alavanquem o setor? É importante informar às empresas que há institutos e centros de pesquisa que podem desenvolver ideias, que há dinheiro e financiamento, quais incubadoras, parques tecnológicos e empresas podem auxiliá-los. Nesse contexto, também entram as orientações sobre as leis que podem ajudá-los a crescer competitivamente. Okamotto explica os instrumentos utilizados pelo Sebrae para fomentar a inovação no Brasil

17 Sustentabilidade social no agronegócio A relação entre agronegócios sustentáveis e a inclusão social pautou mais uma plenária do Seminário da Anprotec. A mediação foi feita pelo gerente de Agronegócios do Sebrae Nacional, Paulo Alvim. Para ele, o agronegócio sustentável é um assunto relevante e no Brasil tem sido trabalhado com a relação entre produção de alimentos, de fibras e da agroenergia. O chefe de Agronegócios do Instituto Icrisat, da Índia, Kiran Sharma, ressaltou o papel do agronegócio como instrumento de mudança. É preciso diversificar a produção e gerar receitas, afirmou. O Icrisat criou na Índia um parque tecnológico que trabalha com biotecnologia para o agronegócio. A coordenadora do Movimento em Conhecimento Rural da Fundação de Pesquisa Swaminathan, também da Índia, Ganga Vidya, falou que a instituição trabalha com conceitos como agricultura orgânica e cidades verdes, que utilizam energias renováveis e elementos não poluentes. SHUTTERSTOCK Índia, Brasil e África do Sul na rota do desenvolvimento Representantes dos três países se reuniram no Seminário para discutir as similaridades nos problemas e nas alternativas de empreendedorismo de cada região. O diretor de inovação da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Eduardo Costa, detalhou os principais programas desenvolvidos pelo governo federal. Nosso trabalho é investir nas empresas e medir o retorno que essa verba tem para as mesmas, explica. Boni Mehlomakulu, presidente do Bureau of Standards da África do Sul, destacou o poder da inovação nos mais diversos segmentos. Por meio da tecnologia, podemos criar soluções para levar água e comida, por exemplo, para quem não tem, argumenta. Harkesh Kumar Mittal, consultor do Departamento de Ciência e Tecnologia da Índia, observa que os países emergentes devem se basear no exemplo de outras nações asiáticas, que começaram a investir em produtos com maior valor agregado. Estrategigrama: nova ferramenta para avaliação de parques tecnológicos O diretor da Associação Internacional de Parques Tecnológicos (IASP), Luis Sanz, apresentou durante o Seminário da Anprotec o Estrategigrama, uma ferramenta para análise de parques tecnológicos. Ele apresentou o caso do Porto Digital de Recife (PE), que utiliza o sistema. Segundo Sanz, a ferramenta pode ser usada para mensurar o impacto de um parque tecnológico, para verificar a evolução estratégica do parque ou ainda para a tomada de decisões sobre como e onde construir um parque tecnológico. A ferramenta tem um índice que varia entre 10 e -10, com uma série de itens que são analisados e determinados por esses indicadores. Isso permite aos parques tecnológicos planejar mudanças em médio e longo prazo, alterando seu perfil. Podemos tirar conclusões ao analisar dados de vários parques tecnológicos usando as ferramentas do Estrategigrama, explicou Sanz. 17

18 N e g ó c i o s SHUTTERSTOCK A 18 Foco nas gerações futuras Tecnologias sustentáveis geram oportunidades de negócios e um novo nicho para atuação de incubadoras de empresas sustentabilidade ganha cada vez mais espaço na agenda das empresas. Além do interesse na promoção do bem-estar nas esferas social, econômica e ambiental, diversas iniciativas têm trilhado um caminho de sucesso em negócios sustentáveis. Atenta a mais esse nicho de mercado, a Anprotec e o infodev reuniram especialistas para discutir o tema. A plenária sobre tecnologias sustentáveis foi um dos destaques do XIX Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas e III infodev Fórum Global de Inovação & Empreendedorismo. O gerente sênior do portfólio de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) do International Finance Corporation, Kent Lupberger, conduziu a discussão, que contou com representantes do setor de TIC do infodev, do Stratus Group no Brasil, da empresa GeoCiclos, do Chile; da embaixada finlandesa nos Estados Unidos e da Companhia de Energia do Meio Ambiente de Ruanda. Entre as principais questões abordadas, destacaram-se a discussão sobre a ausência de políticas públicas de incentivo à inovação no setor de meio ambiente, as condições ideais para aplicação de fundos como o do Status Group e o destaque do Brasil no cenário mundial nas questões referentes a energias limpas e potencial inovador. Segundo Lupberger a situação é de alerta. Estamos usando os recursos dos nossos filhos hoje, numa proporção de 1,4 vezes mais do que podemos restituir. Ele defendeu um crescimento responsável, que encontre respaldo nas políticas públicas. Creio que as empresas ambientalmente

19 corretas deveriam ter um tratamento diferenciado, para mudar a mentalidade da comunidade e dos empresários, argumentou. A falta de diferenciação por parte do poder público é apenas uma das dificuldades enfrentadas pela primeira e única incubadora brasileira especializada em econegócios, a IncubaLIX, instalada no município de Cariacica, na Região Metropolitana de Vitória (ES). A gestora da incubadora, Alessandra Schirmer, considera injusta a política de tributação aplicada no Brasil. Não temos nenhuma diferenciação em relação aos impostos, mesmo trabalhando com resíduos. Esses produtos já foram tributados quando usados na sua finalidade original e no processo de reutilização passam por nova tributação, explica. Potencial verde Apesar de condições adversas, o diretor no Brasil do grupo de investimentos Stratus Group, Oren Pinsky, vê no país um grande potencial para crescimento no mercado da inovação sustentável. O grupo trabalha com diversas linhas, como o de growth capital, no qual está inserido o Fundo Stratus CleanTech, especializado em investimentos na economia limpa. O Brasil reúne vantagens como o meio ambiente e biodiversidade favoráveis, a cultura de reciclagem, o potencial hídrico, as energias renováveis e a produção orgânica, destaca Pinsky, responsável pelo CleanTech. Mas por que, afinal, todo esse potencial ainda não é aproveitado? Para o especialista em política de TIC do infodev, do BancoMundial, Seth Ayers, as startups da área de tecnologias limpas têm um processo mais demorado de implantação. Segundo ele, isso se deve basicamente a dois aspectos: o alto investimento em P&D e a necessidade de educação do público. No caso do fundo da Stratus, o foco são empresas que estão no final do processo de incubação, crescendo e caminhando para abrir seu capital e com faturamento anual entre R$ 15 milhões e R$ 150 milhões. Na outra ponta da cadeia estão as empresas nascentes, que sofrem ainda mais com as dificuldades apontadas por Ayers. A IncubaLIX vive de perto essa realidade. A gestora da incubadora reconhece que a aposta no mercado de tecnologias sustentáveis está dando certo, mas a captação de empreendedores é a maior dificuldade encontrada. Uma incubadora de econegócios tem um perfil muito diferenciado. Dificilmente vemos nesse ramo histórias de jovens que saem da faculdade e montam sozinhos seu próprio negócio, com um notebook debaixo do braço. O investimento ini- Plenária sobre tecnologias sustentáveis integrou a programação do Seminário e do Global Forum Ayers, do infodev: alto investimento em P&D e necessidade de educação do público são inerentes às tecnologias sustentáveis DIVULGAÇÃO / ANPROTEC DIVULGAÇÃO / ANPROTEC 19

20 DIVULGAÇÃO / INCUBALIX N e g ó c i o s Empresa residente na IncubaLIX fabrica tijolos ecológicos cial é geralmente alto e a demanda é por grandes espaços físicos, afirma. E espaço físico é o que não falta para a IncubaLIX. Com sede no aterro sanitário Marca Ambiental, a incubadora conta com 2,5 milhões de metros quadrados. Atualmente, abriga quatro ecoindústrias em fase de incubação e outras sete graduadas. Elas recebem apoio nos serviços de escritório, na disponibilização de áreas e prédios para instalação, de equipamentos e na contratação de mão de obra local. Exemplo sustentável Na IncubaLIX, a preocupação com o meio ambiente vai além do investimento em ideias sustentáveis. A sede e as instalações do aterro são construídas com tijolos e telhas ecológicos, produzidos por uma das incubadas (mais informações no box). Ao contrário dos demais aterros, no Marca Ambiental não se sente mau cheiro, já que os resíduos não aproveitáveis são alocados em valas profundas e isoladas do solo com material impermeabilizante para evitar o vazamento e contaminação dos lençóis freáticos. Quando a célula atinge a capacidade máxima, sua superfície é reflorestada com mudas de eucalipto e pínus canadense. Para chegar a esse patamar, a IncubaLIX contou com o apoio de diversos parceiros. A implantação da incubadora só foi possível graças à empresa Marca Ambiental, que atua na área de gestão de resíduos. A empresa participa do Programa Capixaba de Materiais Reaproveitáveis (PCMR) e apoiou a iniciativa pioneira, em parceria com o governo estadual, com o Sebrae/ES e com o Instituto Ideias. A criação do Instituto Marca de Desenvolvimento Socioambiental (Imadesa), em 2006, consolidou a atuação da empresa na área da responsabilidade social. Da parceria do Imadesa com o Sebrae/ES, no ano seguinte nasceu a IncubaLIX. A incubadora conta hoje com uma clientela formada pelas prefeituras de Vitória e de mais 60 cidades da região metropolitana e do interior. Essas entidades respondem pelo desembarque de mais de mil toneladas de resíduos por dia no aterro. Esse material é armazenado, separado e transportado até as ecoindústrias ligadas à IncubaLIX. As perspectivas dos gestores da incubadora são a expansão do número de incubadas e a captação de mais recursos. O que tem se mostrado atualmente é que o negócio não está relacionado apenas à questão ambiental, mas que também tem um potencial financeiro promissor, observa Alessandra. A partir desse foco, muitas empresas caminham no estrado da aposta nas tecnologias sustentáveis para agregar valor a seus produtos e processos. A tecnologia limpa é a melhor classe de ativos do mundo de capital de risco, analisa Lupberger. Adotando essa estratégia, muitos empreendedores captam recursos e investimentos, geram renda e emprego e ainda contribuem para a sustentabilidade social e ambiental. No Chile 20 A GeoCiclos é uma empresa de econegócios localizada em Valparaíso, cidade ao leste do Chile. O empreendimento foi concebido a partir de um trabalho acadêmico realizado pela engenheira ambiental Andrea Arriagada, que buscou a parceria da engenheira química Lina Razeto, sendo que

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