MINISTERIO DAS FINANÇAS

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1 As polit' A - cas mcre econjmí cas no correcção estrutural dos desequi l ibr ios de econunia portuguesa e o pleno aproveitanento das suas potencialidades (ver cap.1, vol. II do PCEMD) requerem ura estratbgia de ddio prazo centrada em pollticas mcroeconhicas que visem o reforço da capacldade produtiva. A definição e a aplicação desta estrategia não poderão ser des I igadas do enquadr anen t o internacional em que nos situms nem da evolução previslvel desse enquadrmnto. Ou seja, o facto de Portugal ser un pais-ro da CEE inplica por un lado une disponibilidade acrescida de meios f inancei ros ut i I izbveis no processo de a justarnento estruturel ms, ao meamo tempo, inpõe limitações a utilização de alguns instrmntos de poiitica econhica. Aih disso, há que conciliar a estratbgia de desenvolvimento nacional can o objectivo de real i zação do mercado ntetno cwnitbrio nos periodos ante e p6s Este tipo de envolvente s gnifica que os objectivos de mbdio prazo para a econania portuguesa serão necessarianente diferentes dos que serim recmndhveis se se tratasse de um econania fora do espaço cominitário ou fora do contexto do mercado hnico. O grau de abertura da nossa econania - já de si mito elevado - será provavelmente reforçado e 6 nesse pressuposto que a definição dos objectivos e das pol i t icas deverá assentar.

2 Os t rês anos decor r i dos ap6s a adesão cor r esponder an ih efectivanente a un reforço do grau de abertura da econania e os objectivos do PCEMD não poderão deixar de ter en conta a nova base de partlda criada e as pr6prias diferenças no que diz respeito As metas def inldas para o espaço econhico cwni tbr 10. Ass im sendo, & ~ rovbe l aue a reducg do d& ice da balance de bens e servlcos venha a ser menos acentuada do aue o seria an diferentes condicães. inpossibilidade do estabelecimento de qualquer restr lção ao fluxo de cdrcio, a par da relativa indisponibi i idade de ut i i ização da pol i t ica canbial aconse l han a adopção de h i pbt eses prudentes neste daninio. No entanto, tal constatação reforça a necessidade de mnutenção de A un estreito controlo sobre o dbfice da balança externa portuguesa, pois atingir 1992 can dificuldades neste daninio ser ia un ponto de partlda lnacelth!el para as condições do mercado hico europeu. Tal facto reforça ainda a necess idade de urri ut i I i zação exaus t i va ms criteriosados fundos cwnitbrios que, dada a injecção de rendimento que representan, terão de contribuir efectivanente para o reforço da capacidade carpetitiva da econania e para a boa afectação de recursos. em grande medida De contrhrio traduzir-se-imn num deterioração estrutura balança de pagrmentos, agravada pelo facto reduzirem o espaço para outras fontes financianento do Investimento produtivo.

3 k, assim, cor rentes essencial manter a balança de transacções em niveis controlados que, a par do previslve I reforço do investimento directo es t range i ro, permi t am a cont inuação do decrbsc imo dos niveis relativos da divida externa. Ao mesm tenpo que se evi tan dbf ices não tolerkveis nas balanças externas, a estrathgia deflnlda no PCEMD deverh cr lar condições para que aquelas se tornemmenos vulnerheis As f lutuações da conjuntura internacional e para que a econania portuguesa possa encarar a irplanentação do mercado hico europeu cond i ções de c w e t i t i v i dade acresci da. m Elenento central desta estratbgia, a nivel mcroeconbnico ser& o inves t imento corrector das deficiências da estrutura produtiva, associado $ moderação dos custos salarlals e ii progresslva diminuição do dhf ice do Sector ~hbl ico. E, para a l h da necessidade de nmnter boas taxas de investimento - presentanente dispms já de uiia das mis elevadas da Europa - sere essencial assegurar a sua boa afectação, de mlde a elevar a reprodut i v i dade da f ormção de cap i tal f i xo. Este h un aspecto que b exigido quer pela racional i zação da af ectação de recursos financeiros - senpre escassos - quer pele necessidade de mderação do crescimento da procura interna determinada pelo objectivo de controlo do equi l ibr io externo. Neste daninio merece especial

4 MINISTÉRIO DAS FINANÇAS relevo a inpor tância da mderação do consuir, pr ivado, dadas as suas impl icações sobre dois outros objectivos centrais na estratdgla do PCEDED: a redução da inflação e o controlo e correcção do dhfice externo. Sobre este bltim, o consvno actua pelas inpor tações que induz e pelo desvio mercado interno versus mercado externo que provoca na resposta procura global da parte das mpresas nacionais. Une estratdgia deste tipo - significando un crescimento seguro ms controlado da econunia - perrnitirb um melhoria mito acentuada dos indicadores externos, sendo então poss i ve l estabelecer une meta indicativa para a dhida externa na ordem dos 3PA do PIE an 1994 (rkio aue, em 1985, se situava em cerca de 8W), mantendo o un ntvel conforthei de reservas cmbiais. Ao mem terpo, ser8 possivel conciliar a redução da i nf l ação e a mdern i ração da econuni a can une taxa dedes~resoabaixodos 6%, e que 6 já mito i nf er ior ao va ior d d i o da Canin i dade Econhica Europeia. Manter-se-á o pais, assim, apróximdo da situação de "pleno--rego". Do exposto se depreende que as po l i t i cas econhi cas terão de ser definidas de mlde a garantir a mderação da procura interna, o reforço da rentabilidade das enpresas e da eficiência dos seus investimntos, e a deslocação canpetitiva da oferta interna para o sector dos bens transaccionheis internacionalmente.

5 Mais concretariente, para alcançar os objectivos finais, a estrathgia do PCEMD assenta nas seguintes or i en t ações de po 11 t i ca econbni ca g l oba l. No f i uxogr lma da pbg i na seguinte condensa-se, s inp i i f i - cadariente, a teia de relações entre as pol/ticas nmcroeconbni cas e os ob j ec t 1 vos do KEOEü. Da ~ oitlca l de rendimentos (cap. 2, no 5, vol. II do P O ) espera-se un contributo fundaiental para conc i i i ar a redução da i nf l ação, a expendo do eniprego e a minutenção da coipetitlvidade externa. Para o efeito, serb necesshrio que os Parceiros Sociais continuma aderir ao objectivo canmque a luta contra a inflação. Quer isto dizer, entre outros aspectos, que todos os rendimentos - saia- riais e não salariais - devem evoluir em consonânc i a can os ob j ec t i vos f ixados para a inf lação esperada. b Tendenc i a lmen t e os sai Hr i os reai s devem aunen t ar nunca acinm do crescimento esperado da produtividade, para assegurar rentabilidade ao investimento e, consequentenente, criação de postos de trabalho. I! este, aíihs, undos grandes desafios da concertação social, a que se refere o no 7, infra.

6 (Esquema simpllflcadol WLfTICA DE POL~TICA RENDIUENTOS W I A L e Politicn te Dívida ORÇAWüTAL/F I SCAL I IIANUTENÇÃO DO BAIXO DESEMPREGO

7 A pol it ica carbial (cap.2, no 4, vol. I I do PCEMD) continuará a ser gerida de molde a não contrariar a polltica de redução sustentada da inflação mas sem carprawter a canpetitividade externa da econania. Tal irrplica o estabelecimento de objectivos para a taxa de caarbio carpativeis can os objectivos plurianuais para a inflação, em articulação can o carportanento das taxas de juro. No entanto, a politica carbial não deverh desincentivar a procura dos mercados externos pelas aipresas. O que signi f ice que deverh assegurar a manutenção de niveis adequados dos preços relativos dos bens transaccionhveis internacionalmente e a não deterioração das margens na exportação. Essencial 6, ainda, o estabelecimento de pol i t icas de gestão da procura, pol i t icas nãnethr ia, orçanental e de rendimentos, carpativeis can a pol i t ica da taxa de cnarbio definida. Aquelas deverão limitar o crescimento da procura interna - designada mente do consw pr ivado - por forma a inpedi r qualquer abrandanento no esforço de penetração nos mercados externos. O gradual abrandanento do ritm de ajustmnto da taxa de caarbio efectiva do escudo ajudare a criar as condições para a integração da nossa meda no mecanismo de caarbio do SE, que constitui (ou passa a constituir) o objectivo central da politica 1 carbial a ddio prazo.

8 MINISTERIO DAS FINANCAS Nesse sentido foi dado o primeiro passo j& em finais de 1987 ( inicio de 1988), ccm a adesão de Por t uga I ao Fundo Europeu de Caoperação Monethr ia (FECUd). ün outro passo foi dado em 1989, cun a Inclusão do escudo no cabaz de MXI. 0 passo final e mais inportante - isto 6, a fixação da taxa de c h i o do escudo den t ro de una mrgem de f lu t uação I lml t ada em relação ds restantes rmedas do ÇNE - ser6 possivei cm a consol idação da des inf lação em Por ruga I, garantidas que estejam outras condições necesshrias d participação portuguesa. Entre estas incluem-se, naturalmente, a integração plena no ÇM - similtânea ou anteriormente d do escudo - das moedas de todos os nossos principais parceiros camerclals que per t encem às Canin i dades Eur ope i as. A politicamnethria (cap. 2, no 3, do vol.ll do PCEüEü) continuar& a assegurar o controlo dos meios de pagmnto, de formi consistente cun as estratbgias de desinflação e de progresso econbnico controlado, procurando, emestreita articulação can a polftlca orçmntal, uns gestãoequillbrada da procura interna. O alargmnto e modernização do sistma e dos mercados financeiros e, em particular, o desenvolvimento do mercado de capitais, reforçando os meios alternativos de financimnto, permitirão conciliar un crescimento moderado do cr6dito bancar i o cun una expansão adequada do i nves t imen to.

9 A melhoria da situação cdial, a redução do défice orçmntal, e a dinmnização do mercado de capitais perml tlrão encarar, nun futuro prbximo, a substituição da actual politica de enquadrmnto do credito por un sistema de controlo mnetário indirecto assente m grande parte, flexivel na utilização das taxas de juro (que actualmente jh são decididas livremente) pelo Banco central, na sua intervenção quotidiana no mercado interbanchr io para regulação das reservas do sistaria monetário (actuacão sobre a base mnet Ar i a), e ainda nos mecani mos do refinancianento e no nivel das reservas de caixa. ~equerer -se-a, porém, que esteja assegurada a existência de suficientes instrunentos alternativos e eficazes de controlo monetário. Nesse sentido estão a ser dados passos significativos nos daninios da regu l ação da l iqu dez banca divida púbi ica. ia e da gestão da A passagen ao con t r o una o monetár o indirecto const i tui reforma da maior delicadeza e de grande inpacto na racional idade econhi ca do Pa i s, no s i s t ema financeiro e na prbpria eficácia da politica macr oeconhi ca. iv) ~olhica orçamental e fiscal A politica orçmntal (cap. 2, no 1 e cap. 4, vol. I I do POED) devera assegurar a dificil conc i i i ação en t r e a i nd i spensáve l redução do peso relativo dos défices pbblicos e a mbilização de

10 fundos par a os i nves t imentos de mdern i zação, a reform da achiinistração pbbl ica e o f inancimnto do Es t ado em cond i ções de mercado. A pol itica de redução do dhfice orçcmental aliada ao reforço da capacidade de autofinanciamento das aipresas pbblicas, t? fundamental para, no quadro de uiia polit ica mnetar ia desinf Iacionaria, diminuir a absorção de recursos financeiros pelo sector públ ico. Conseguir-se-b deste mdo una rmior disponibi lidade de recursos finaceiros para o sector pr i vado e a mder ação do n / ve l r e8 l das tasas de juro. Todavia, a redução do peso da absorção de recursos financeiros pelo SPAE terb de ser gradual e assentar nun progrm plur ianual - iniciado em k que, e por un lado, a Reform Fiscal deverb não agravar a carga fiscal para os contribuintes curpridores. Por outro lado, haverb que contar can os efeitos contrariadores da redução do defice orçanental de medidas jb assunidas pelo Governo para un futuro prbxim, bemcm a necessidade doestado apolar o i nves t imen to produt i vo a2 r aves da real i zaçeo de intraestruturas, aproveitando integral e eficientemente a inportante carpart icipação camni ter ia. Apolitica fiscal (cap. 2, no 2, vol. II do PCEDED) continuarb a orientar-se no sentido da gradual moderação da carga tributeria que, directa ou indirectmnte, onera os custos de produção. A

11 MINISTÉRIO DAS FINANÇAS Reforma Fiscal iniciada can o imposto sobre o valor acrescentado, que corrigiu as grandes dificiências do sistam de tributação indirecta anteriormente existente, foi ccnpletada can a introdução do imposto Único sobre o rend imento, nas suas duas vertentes (IRS e I#=) em Janeiro de O alargamento da base tributbria e a mior selectividade e transitoriedade de beneficias fiscais são algms das principais linhas de nudança do sistemi fiscal, naneadanente, atravh dos quais se garantirão, o não agravcmento maior equidade na tributação dos contribuintes. da carga fiscal e obre a generalidade Outra das vertentes da Reform F scal Q o estimlo à f ormção da poupança a t r aves da concessão de incentivos fiscais a determinados tipos de aplicações financeiras que justificam un tratanento preferencial. Destacan-se, por seran especialmente destinados à pequena poupança constituida can car8cter de estabilidade, os benef icios fiscais r e f er en t es às contas poupança - hsb i t ação e poupança - -reformados e, ainda, aos "planos poupança-reform". A polltica de gestão da d /vida phbl ica ser8 convenientemente articulada can as pol i t icas mnet8r ia e orçanental pr ivi Iegiadanente Por interddio do Programa da Divida Pública (PDP) a publicar anualmente. Neste progrm serão definidas as formas de financimnto dos defices do Estado

12 MINISTÉRIO DAS FINANÇAS que, deste modo, dá a conhecer antecipadmnte aos agentes econhicos a disponibilidade previsivel dos instrunentos dedivida pública ao longodo ano. O WP não terá un carácter inf lexivel ms será reajustado trimestralmente em função do canportanento dos mercados. O primeiro PDP para 1989 jh foi publicado. Elementos essenciais a incluir ainda na gestão da divida pbbl ica serão, por un lado, as operações de sanemnto financeiro de alguiies erpresas pbbl lcas e as receitas das privatizações. Por outro lado, consolidar-se-á a modificação progressiva do modo de financianento do Estado, que será ef ec t uado cada vez em condições de mercado. Outra das grandes reforms ao nivel da divida pbbl ica e já introduzida respeita ao flm do tratanento fiscal discriminatbrio dos respectivos juros. A conso I i dação das or i en t ações de po l i t i ca da divida pbb l i ca descr i tas cons t i t uem a i nda elwnto lundanental para a introdução e a viab i I idade do controlo monethr io indirecto.

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