Homens que fazem sexo com homens: vulnerabilidades a partir de comportamentos sexuais

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Homens que fazem sexo com homens: vulnerabilidades a partir de comportamentos sexuais"

Transcrição

1 Homens que fazem sexo com homens: vulnerabilidades a partir de comportamentos sexuais Elisabeth Anhel Ferraz César Schwenck Inês Quental Palavras-chave: homossexualidade; comportamento sexual; Aids; risco. Resumo O presente estudo tem por objetivo investigar as questões de vulnerabilidade com relação ao HIV/aids do segmento populacional constituído por homens que fazem sexo com homens (HSH) baseadas no comportamento sexual e na auto-percepção de risco. A fonte de dados utilizada é uma das quatro pesquisas realizada pela Bemfam em 2002 no projeto Análise de Demanda por Ações de Prevenção de HIV/aids no Sul do Brasil, nas três capitais da Região Sul. A pesquisa utilizou metodologias quantitativa e qualitativa, tendo entrevistado 300 HSH por meio da aplicação de questionários e 33, durante realização de grupos focais. Entre os grandes temas investigados destacam-se características socioeconômicas e demográficas, comportamento sexual com parceiros masculinos e femininos, conhecimento, opiniões e atitudes sobre HIV/aids e uso de drogas. O comportamento sexual da população-alvo foi amplamente investigado podendo-se destacar alguns resultados importantes para a questão da vulnerabilidade frente ao HIV/aids. Foi observado que o uso do preservativo difere segundo o tipo de parceria, fixa ou ocasional. Entre os parceiros fixos o uso é mais baixo: 50% não usaram preservativos em todas as relações anais nos últimos seis meses, ao passo que entre parceiros ocasionais, esta porcentagem é de 20%. Além disto foi observada a existência de uma grande proporção de HSH entrevistados que reportou relações sexuais com parceiros ocasionais (66%) bem como um alto número de parceiros. Esta múltipla parceria entre os HSH entrevistados nem sempre está associada ao uso consistente de preservativo. Utilizando-se informações sobre o comportamento sexual da população-alvo e a percepção de risco frente à infecção pelo HIV, o estudo analisará as práticas sexuais adotadas em distintos tipos de parceria, realização do sexo seguro e a vulnerabilidade sob a perspectiva dos entrevistados. Trabalho apresentado no XIV Encontro Nacional de Estudos Populacionais, ABEP, realizado em Caxambu MG Brasil, de de Setembro de Demógrafa Departamento de Pesquisas Sociais - BEMFAM. Estatístico - Departamento de Pesquisas Sociais BEMFAM. Socióloga Departamento de pesquisas Sociais BEMFAM. 1

2 Homens que fazem sexo com homens: vulnerabilidades a partir de comportamentos sexuais Elisabeth Anhel Ferraz César Schwenck Inês Quental 1. Introdução No estágio inicial da epidemia de Aids no Brasil, a notificação de casos de indivíduos com HIV/Aids era restrita ao eixo Rio-São Paulo, foco inicial da doença que foi identificada pela primeira vez em A partir da década de 1990, iniciou-se uma disseminação da epidemia para toda a região Sudeste e demais macroregiões do país e, mais recentemente atingindo cidades de médio e pequeno porte. Segundo dados mais recentes da Coordenação Nacional de DST e AIDS do Ministério da Saúde (Boletim Epidemiológico Aids, dez 2002), desde o início da epidemia (1980) até dezembro de 2002, foram notificados e diagnosticados casos de Aids, sendo verificados em homens e , em mulheres. No ano de 2002 foram notificados novos casos desses, entre homens e casos em mulheres. Segundo o levantamento da CN-DST/AIDS, a epidemia mantém-se estável em todas as faixas etárias, numa relação aproximada de dois casos em homens para cada caso em mulher. No que se refere às principais vias de transmissão do HIV para o total da população, a transmissão através da categoria sexual tem maior peso, respondendo por 63% dos casos de aids, sendo maior a contaminação heterossexual (40,4%). A segunda maior causa de transmissão é o uso de drogas injetáveis, responsável por 19,7% de casos de aids na população total. A transmissão do HIV entre as mulheres se dá predominantemente pela via sexual, que responde por 86,2% dos casos. Em seguida vem o uso de drogas injetáveis, responsável por 12,4% dos casos de aids em mulheres. Ao se analisar a evolução do perfil da epidemia desde seu início, observam-se algumas tendências importantes como a heterossexualização, que passou a ser a principal modalidade de exposição ao HIV desde 1993, e a feminização. Entre os homens, a via de transmissão sexual responde por 58% dos casos de aids. Os casos de transmissão por relações heterossexuais respondem por 25%, enquanto que os casos de transmissão por relações homossexuais e bissexuais representam 21,7% e 11,4%, respectivamente. Trabalho apresentado no XIV Encontro Nacional de Estudos Populacionais, ABEP, realizado em Caxambu MG Brasil, de de Setembro de Demógrafa Departamento de Pesquisas Sociais - BEMFAM. Estatístico - Departamento de Pesquisas Sociais BEMFAM. Socióloga Departamento de pesquisas Sociais BEMFAM. 2

3 2 - Metodologia O presente estudo tem como fonte de dados a pesquisa quantitativa realizada com o segmento populacional constituído por homens que fazem sexo com homens no sul do Brasil, mais especificamente nas cidades de Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba. A amostra total da pesquisa foi de 300 entrevistas tendo sido realizadas 100 entrevistas em cada uma das cidades do estudo. A pesquisa com os homens que fazem sexo com homens contou com a parceria de diversas Organizações Não Governamentais voltadas para a prevenção da aids nas suas distintas fases: amostra, trabalho de campo, discussão e disseminação dos resultados. Em cada cidade foi realizado um mapeamento sobre as áreas de atuação das ONGs e segmentos atingidos de forma a possibilitar um maior acesso e diversificação do público-alvo para responder às entrevistas. Adotando essa metodologia de trabalho de parceria foi possível atingir a população alvo em seus respectivos ambientes e locais de encontro, lazer e trabalho. As pesquisas quantitativas por amostragem partem do princípio de que se tenha um cadastro, com todas as unidades da população, de onde serão selecionadas as unidades amostrais a serem pesquisadas tendo cada uma delas a probabilidade de seleção diferente de zero, ou seja, qualquer unidade da população-alvo tem probabilidade de ser sorteada. Dessa forma, quando se obtém uma amostra, selecionada aleatória e probabilisticamente, de um cadastro com todas as unidades de um determinado domínio, pode-se estimar, através dos dados amostrais, características desse domínio. Entretanto, no caso da população dos homens que fazem sexo com homens, não existe uma estimativa de quantos eles são e, muito menos, um cadastro. Assim sendo, torna-se extremamente difícil definir o número de pessoas a selecionar de modo que a amostra possa ser estatisticamente significativa para representar o domínio de interesse do estudo. A alternativa adotada foi determinar o tamanho da amostra em 100 homens que fazem sexo com homens em cada uma das cidades e tratá-la como uma amostra aleatória simples sem reposição (AAS). Procurou-se diversificar ao máximo os locais de seleção das entrevistas, visando cobrir o maior espaço possível do município ou, pelo menos, a maior área dos locais freqüentados pelos homens que fazem sexo com homens. Essa amostra vai permitir estimativas restritas a cada um dos grupos selecionados em cada cidade e aos três grupos como um todo. Para os grupos de cada cidade, serão obtidos indicadores com precisão razoável, com grau de confiança de 95%, para características investigadas que contenham entre 10 e 29 casos; precisão boa, entre 30 e 76 casos; e precisão ótima, entre 77 e 99 casos. Com relação ao estudo conjunto dos grupos das três cidades, as estimativas terão precisão razoável, entre 11 e 38 casos; precisão boa, entre 39 e 158 casos; e precisão ótima, entre 159 e 299 casos. Apesar das limitações da amostra, em relação à sua representatividade, este estudo descritivo deverá evidenciar algumas características dos homens que fazem sexo com homens. Os resultados obtidos serão de suma importância na avaliação de outros grupos distintos de homens que fazem sexo com homens, independentemente dos locais onde vivam, além de fornecerem subsídios para a formulação de instrumentais que possam facilitar a investigação 3

4 detalhada de características consideradas relevantes que, porventura, tenham surgido neste estudo. O trabalho de campo da pesquisa realizou-se no período de setembro a novembro de 2002, após treinamento das equipes de entrevistadores em cada local. Para a coleta dos dados foi utilizado um questionário composto por cinco módulos: características socioeconômicas dos entrevistados, comportamento sexual, com parcerias masculinas e com parcerias femininas, conhecimentos, opiniões e atitudes sobre HIV/aids, uso de fumo, álcool e drogas. O presente estudo tem por objetivo descrever os comportamentos sexuais adotados pela população de homens que fazem sexo com homens entrevistada pela pesquisa, bem como a auto-percepção de risco frente à infecção pelo HIV. 3 Resultados Características socioeconômicas A tabela 1 apresenta a distribuição percentual da população entrevistada segundo variáveis socioeconômicas. Cerca de 44% da população entrevistada pertence aos grupos etários e anos. A idade média dos entrevistados é 30,3 anos para as três cidades pesquisadas, sendo que os mais jovens foram encontrados em Curitiba, idade média 29,0 anos, e os mais velhos em Porto Alegre, idade média 32,5 anos. Os homens que fazem sexo com homens entrevistados pela pesquisa constituem um grupo de indivíduos com nível de escolaridade relativamente alto: 70% têm o ensino médio completo ou escolaridade mais alta. Quase três quartos referiram-se à sua raça / cor da pele como sendo a branca.com relação ao estado civil três quartos dos entrevistados declararam-se solteiros e 21% estavam unidos, ou a uma mulher, 7%, ou a um homem, 14%. Cerca de 16% reportaram a existência de pelo menos um filho. Com relação à atividade econômica 84% dos entrevistados estavam trabalhando ou haviam trabalhado até o mês anterior à pesquisa. A atividade econômica no setor de serviços foi a mais citada (31%) seguida pelo trabalho no comércio (17%), funcionalismo público e profissão liberal (14% e 13% respectivamente). 4

5 5

6 3.2 - Comportamento sexual O comportamento sexual dos homens que fazem sexo com homens foi amplamente investigado pela pesquisa. Foram coletadas informações sobre história, experiências e práticas sexuais atuais da população com parceiros masculinos ocasionais e/ou fixos, bem como com parceiras do sexo feminino. Além disso, ênfase especial foi dada à questão de prevenção da HIV/aids, perguntando-se a essa população de HSH sobre o acesso e o uso de preservativo nas diferentes modalidades de parcerias e nas distintas práticas sexuais Tipo de parceria O tipo de parceria fixa ou ocasional foi um aspecto chave para os questionamentos sobre o comportamento sexual e para investigar os cuidados em relação à prevenção de HIV/aids. Na pesquisa, considerou-se parceria fixa toda aquela que representa algum tipo de envolvimento emocional ou afetivo (companheiro, namorado, caso), independentemente do tempo da relação. Como parcerias ocasionais foram considerados os demais relacionamentos, inclusive aqueles que implicam em pagamento, a parceria comercial. O tipo da parceria é um importante componente quando se estuda fatores relacionados à prevenção do HIV que, de certa medida, pode estar associado a uma maior ou menor vulnerabilidade individual. Entre a população entrevistada, observa-se que, nos últimos seis meses, quatro em cada dez homens que fazem sexo com homens tiveram somente parceiros ocasionais, um quarto disse ter somente parceiros fixos e 26%, tanto parceiros fixos como ocasionais (tabela 2) Número de parceiros Com relação ao número de parceiros nos últimos seis meses, observa-se que para aqueles que só tiveram parceiros fixos, uma grande parte reportou ter tido apenas um parceiro: 87%. A porcentagem que teve apenas um parceiro fixo nos últimos 6 meses aumenta com a idade. Conseqüentemente os maiores percentuais de entrevistados com dois ou mais parceiros fixos estão entre os adolescentes e jovens. Cerca de 60% dos adolescentes e 20% dos jovens de anos tiveram 2 ou mais parceiros fixos neste período. Entre os entrevistados que disseram ter tido parceiros fixos e ocasionais nos últimos seis meses, um pouco mais da metade (56%) reportou de dois a quatro parceiros no período. Cerca de um quarto dos entrevistados revelou ter tido nos últimos seis meses 10 ou mais parceiros, entre fixos e ocasionais. Merece destacar que entre os adolescentes, ou seja, jovens 6

7 de 16 a 19 anos, a totalidade reportou até quatro parceiros não se encontrando nenhum caso com mais de quatro parceiros. Para os que declararam somente parceiros ocasionais nos últimos seis meses, mais da metade (56%) teve até quatro parceiros e mais de um quarto (26%) teve 10 ou mais parceiros nesse período. O número de parceiros varia de acordo com a idade, observando-se um crescimento desse número à medida que aumenta a idade. Entre os mais jovens há uma maior concentração daqueles com até três parceiros e para os entrevistados com mais idade aumenta a proporção com 10 ou mais parceiros ocasionais, principalmente no grupo etário de anos (tabela 3). 7

8 Tipo de prática sexual A pesquisa procurou explorar as práticas sexuais e o uso de preservativos nas relações tanto com parceiros fixos quanto com parceiros eventuais, visando identificar as possíveis diferenças de comportamento existentes em cada tipo de parceria. Diversos estudos apontam para a prática do sexo pouco seguro entre parceiros fixos. O tipo de parceria sexual, fixa ou ocasional, costuma ter influência sobre as práticas sexuais e os cuidados com a prevenção de HIV/aids. Diversos estudos (Bela Vista, BRASIL 2000; Berquó, 2000a) mostram a prática do sexo pouco seguro entre parceiros fixos, incluindo a dificuldade de negociação do uso do preservativo nesses tipos de relacionamentos. Entretanto, esse tipo de comportamento e atitude frente ao uso de preservativos tem se mostrado o oposto numa relação entre parceiros eventuais. Neste caso o uso de preservativos tem sido mais presente e feito de forma mais sistemática. A tabela 4 apresenta a porcentagem da população de HSH segundo as práticas sexuais adotadas de acordo com o tipo de parceria. No geral, as práticas mais comuns entre os HSH entrevistados são: masturbar e ser masturbado, fazer e receber sexo oral (todas acima de 88%), penetrar o ânus do parceiro (87%) e ser penetrado (73%) e, em menor proporção, lamber o ânus do parceiro e ser lambido (39% e 53%, respectivamente). Práticas como penetração com o dedo, surubas, tapas, mordidas e sadomasoquismo estão classificadas na categoria outra, com menos de 3% de citações. Vale notar que, com exceção da penetração anal, em que a porcentagem de HSH que diz penetrar o parceiro é superior à relativa a ser penetrado, as demais práticas apresentam porcentagens mais altas para aquelas em que o entrevistado tem uma posição receptiva. Comparando-se as práticas sexuais segundo o tipo de parceria, nota-se uma maior adesão a distintas práticas sexuais com parceiros fixos do que com parceiros ocasionais. A única exceção refere-se a "ser masturbado", que apresenta percentual ligeiramente mais alto entre parceiros ocasionais. Observa-se, ainda, que a preferência pela posição receptiva se mantém, tanto na parceria fixa como na ocasional. 8

9 Entre os entrevistados com parceria fixa e/ou ocasional a grande maioria relatou a prática do sexo anal na última relação: 93% para qualquer tipo de parceria. Observa-se que a prática de sexo anal insertivo foi mais citada que a prática receptiva independentemente do parceiro ser fixo ou ocasional: cerca de 80% para ambas as parcerias. O sexo anal receptivo foi mais citado entre parceiros fixos que entre parceiros ocasionais: 69% contra 61%. O tipo de parceria fixa e/ou ocasional, bem como o tipo de prática anal insertiva ou receptiva irá influenciar o grau de proteção adotada. Pode-se observar que existe uma maior preocupação em se proteger quando as relações ocorrem entre parceiros ocasionais. Com este tipo de parceiro, a grande maioria, cerca de 97% dos HSH utilizaram o preservativo na última relação sexual enquanto que, a prática do sexo seguro na última relação anal com parceiro fixo foi de 70%. Verificou-se também que as porcentagens de uso do preservativo entre parceiros ocasionais com relações insertivas ou receptivas estão bastante próximas: 96% e 98% respectivamente. Já entre os parceiros fixos esta diferença apresenta-se maior e um percentual mais baixo de uso do preservativo foi encontrado entre aqueles que praticaram o sexo anal receptivo (65%) em comparação com o sexo insertivo (71%). A prática do sexo oral na última relação com parceiro ocasional apresentou-se um pouco mais baixa que com parceiro fixo, 87% e 94% respectivamente, o que vem corroborar com as informações obtidas sobre o tipo de práticas adotadas de uma maneira geral apresentadas anteriormente. O sexo seguro na prática sexual oral segue o mesmo padrão da prática sexual anal, mas com níveis de proteção inferiores. Assim observa-se uma maior utilização do preservativo nas relações orais com parceiros ocasionais que com parceiros fixos: 41% e 29% respectivamente (tabela 5). 9

10 Para se ter uma idéia do comportamento adotado pela população entrevistada em um período de tempo mais amplo, a pesquisa coletou dados sobre a prática do sexo seguro nos últimos seis meses. As informações sobre a freqüência de uso do preservativo neste período estão na tabela 6, por tipo de prática sexual e parceria. Observa-se que o uso sistemático do preservativo, ou seja, sempre, apresenta-se mais reduzido nas distintas categorias de parceria e prática sexual quando o período de referência é ampliado. Na prática do sexo oral o uso contínuo é baixo independentemente do tipo de parceria ser fixa ou ocasional. O uso do preservativo poucas vezes ou nenhuma vez foi citado por 70% quando as relações foram com parceiro(s) fixo(s) e por 64% quando ocorreram com parceiro(s) ocasional(is) Uso do preservativo O uso do preservativo nas relações sexuais anais ocorridas nos últimos seis meses segue padrão semelhante ao uso na última relação, ou seja, maior proteção na prática sexual entre parceiros ocasionais, mas com percentuais mais baixos independentemente do tipo de parceria ou prática sexual. O sexo seguro com parceiro fixo na relação anal insertiva ou receptiva foi citado por um pouco mais da metade dos entrevistados. Deve-se salientar que, entre parceiros fixos, um quarto ou mais dos entrevistados utilizaram poucas vezes ou nenhuma vez o preservativo. Quando ao sexo anal ocorre numa parceria ocasional, observa-se uma preocupação maior com a proteção constante: 80% usaram o preservativo em todas as relações anais insertivas e 78% nas receptivas neste período Percepção de risco de infecção pelo HIV A percepção da própria condição de risco é um importante elemento para uma mudança comportamental. A auto-percepção de risco envolve uma avaliação individual sobre condutas ou comportamentos adotados que predispõem a uma maior exposição à contaminação pelo HIV. Ao se perguntar à população de HSH sobre a sua percepção de risco de infecção pelo HIV, cerca de 16% responderam não ter nenhum risco, 41% disseram que esse risco é pequeno, 17% que têm risco médio e 17% que estão em grande risco. Observa-se, ainda, que cerca de 8% dos entrevistados disseram estar com HIV/aids (tabela 7). 10

11 Observa que a percepção de risco apresenta algumas variações com a idade. Uma maior porcentagem da população de HSH adolescentes se percebe em risco pequeno (52%) ou sem risco (22%), em comparação com os demais grupos etários. É interessante notar que, ao mesmo tempo em que, existe entre os entrevistados de 40 anos ou mais idade uma porcentagem relativamente maior daqueles que se consideram sem nenhum risco de exposição ao HIV é nesta faixa etária juntamente com aqueles de anos que estão os maiores percentuais daqueles que estão convivendo com o HIV, 11%. Outros estudos sobre auto-percepção de risco e vulnerabilidade foram realizados baseados em pesquisas com amostras representativas da população ou mesmo pesquisas realizadas com o segmento específico de homens que fazem sexo com homens. Pode-se citar a Pesquisa Nacional sobre Demografia e Saúde realizada em 1996 (Bemfam, 1997) baseada em uma amostra representativa de mulheres em idade fértil e homens de anos, cujos resultados apontam para diferenciais na auto-percepção de risco caracterizados por local de residência, sexo e região. Também a Pesquisa Ibope/CN-DST/AIDS (BRASIL 2001), realizada com homens que fazem sexo com homens, identificou que 32% consideram o seu risco de se exporem ao HIV baixo enquanto que 21% declararam não correr risco algum em contrair HIV/aids. Outra pesquisa realizada no Rio de Janeiro (Parker et al.,1998) na qual foram entrevistados aproximadamente 500 HSH, relacionou noção de risco com práticas de risco. Entre os principais resultados a pesquisa indicou que 82% dos HSH afirmam que a diminuição do número de parceiros reduz definitivamente/provavelmente a infecção pelo HIV; 88% afirmam que a escolha cuidadosa de parceiros, parcialmente/integralmente, reduz risco de infecção pelo HIV; e 79% afirmam que são os tipos de práticas sexuais, e não número de parceiros, que reduzem o risco de exposição ao HIV. As razões para as distintas categorias de percepção de risco encontram-se nas tabelas 8 para os que se consideram sem risco ou com pequeno risco frente à contaminação pelo HIV e na tabela 9 para os que reportaram ter médio de grande risco. Os principais motivos alegados por aqueles que se percebem em pequeno ou nenhum risco de se infectarem pelo HIV: que usam sempre o preservativo (56%) ou o usam para fazer sexo anal (14%), que não usam drogas injetáveis (22%) e que têm um só parceiro (20%) (tabela 8). 11

12 Para os que se percebem com médio ou alto risco de se infectarem, as razões mais citadas foram "tem vários parceiros" (40%), "o preservativo pode romper" (25%), "não usa o preservativo sempre"16%) ou "não usa preservativo no sexo oral (12%) (tabela 9). 12

13 4. Considerações Os dados da pesquisa com homens que fazem sexo com homens apontam para importantes questões relacionadas à prevenção do HIV/aids. Foi observado, que entre os entrevistados, existe de modo geral, uma preocupação e a conseqüente incorporação de práticas de prevenção que apresentam certa consonância com o panorama nacional, para o qual os dados epidemiológicos vêm apontando para uma redução do número de casos diagnosticados, através da contaminação homossexual e bissexual. Entretanto a incorporação de práticas preventivas não se dá de maneira uniforme neste grupo pesquisado, variando segundo o tipo de parceria, prática sexual e idade. Na parceria ocasional, modalidade de parceria bastante difundida neste segmento, existe um grau maior de proteção nas relações sexuais. A prática do sexo seguro, com parceiros fixos, é menos comum como se esperaria, já que neste tipo de relacionamento questões relativas a confiança, entrega, amor, são elementos presentes neste contexto. Um outro aspecto a ser considerado é a constância desta prática preventiva. Observa-se que o uso do preservativo não permanece tão regular ao longo do tempo como é afirmado no presente, fato este contrastado pelas informações sobre o seu uso na última relação e sua freqüência nos últimos seis meses, independentemente do tipo de parceria. Referências bibliografia BRASIL Projeto Bela Vista: estudo sócio comportamental e determinação da incidência de infecção pelo HIV em uma coorte de homens que fazem sexo com homens em São Paulo, Brasil. In: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. CN- DST/AIDS. Bela Vista e Horizonte: estudos comportamentais e epidemiológicos entre homens que fazem sexo com homens. Brasília: MS, (Série Avaliação, 5.) BRASIL 2000a. Comportamento sexual da população brasileira e percepções do HIV/aids. Cebrap/CN-DST/AIDS. Estudo sob a coordenação de Elza Berquó. In: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. CN-DST/AIDS. Bela Vista e Horizonte: estudos comportamentais e epidemiológicos entre homens que fazem sexo com homens. Brasília: MS, (Série Avaliação, 5.) BEMFAM Sociedade Civil Bem-Estar Familiar no Brasil / Macro International. Pesquisa Nacional sobre Demografia e Saúde 1996 (PNDS/1996). Rio de Janeiro: BEMFAM,1997. BRASIL Influência da Disponibilização da Terapia Anti-Retro Viral (ARV) no Uso do Preservativo por Homossexuais. (Pesquisa Ibope 2001/ CN-DST/AIDS.) PARKER, Richard et al. Práticas sexuais e mudança de comportamento entre homens que fazem sexo com homens no Rio de Janeiro, In: PARKER, Richard & TERTO Jr., Veriano (orgs.). Entre Homens: Homossexualidade e Aids no Brasil. Rio de Janeiro: Abia; A 4 Mãos Ltda., p BEMFAM Análise de Demanda por Ações de Prevenção de HIV/AIDS no Sul do Brasil: Homens que Fazem Sexo com Homens. Ferraz E. A. (coord.), Rio de Janeiro: BEMFAM,

O retrato do comportamento sexual do brasileiro

O retrato do comportamento sexual do brasileiro O retrato do comportamento sexual do brasileiro O Ministério da Saúde acaba de concluir a maior pesquisa já realizada sobre comportamento sexual do brasileiro. Entre os meses de setembro e novembro de

Leia mais

MS divulga retrato do comportamento sexual do brasileiro

MS divulga retrato do comportamento sexual do brasileiro MS divulga retrato do comportamento sexual do brasileiro Notícias - 18/06/2009, às 13h08 Foram realizadas 8 mil entrevistas com homens e mulheres entre 15 e 64 anos. A análise das informações auxiliará

Leia mais

Briefing. Boletim Epidemiológico 2010

Briefing. Boletim Epidemiológico 2010 Briefing Boletim Epidemiológico 2010 1. HIV Estimativa de infectados pelo HIV (2006): 630.000 Prevalência da infecção (15 a 49 anos): 0,61 % Fem. 0,41% Masc. 0,82% 2. Números gerais da aids * Casos acumulados

Leia mais

AVALIAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS NO RIO GRANDE DO SUL dezembro de 2007

AVALIAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS NO RIO GRANDE DO SUL dezembro de 2007 AVALIAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS NO RIO GRANDE DO SUL dezembro de 2007 Notas importantes: O Banco de dados (BD) do Sistema de Informação Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) vem sofrendo nos últimos

Leia mais

BOLETIM INFORMATIVO nº 04 HIV/AIDS 2015

BOLETIM INFORMATIVO nº 04 HIV/AIDS 2015 BOLETIM INFORMATIVO nº 04 HIV/AIDS 2015 AIDS O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde estima que aproximadamente 734 mil pessoas vivam com HIV/aids no país, o que corresponde

Leia mais

Diminui a mortalidade por Aids no Estado de São Paulo

Diminui a mortalidade por Aids no Estado de São Paulo Diminui a mortalidade por Aids no Estado de São Paulo Em 2012, ocorreram 2.767 óbitos por Aids no Estado de São Paulo, o que representa importante queda em relação ao pico observado em 1995 (7.739). A

Leia mais

EXPOSIÇÃO DE RISCO DOS PARTICIPANTES DO PROJETO UEPG-ENFERMAGEM NA BUSCA E PREVENÇÃO DO HIV/AIDS

EXPOSIÇÃO DE RISCO DOS PARTICIPANTES DO PROJETO UEPG-ENFERMAGEM NA BUSCA E PREVENÇÃO DO HIV/AIDS 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( X ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA EXPOSIÇÃO DE RISCO DOS PARTICIPANTES DO PROJETO UEPG-ENFERMAGEM

Leia mais

AVALIAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS NO RIO GRANDE DO SUL dezembro de 2007

AVALIAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS NO RIO GRANDE DO SUL dezembro de 2007 AVALIAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS NO RIO GRANDE DO SUL dezembro de 2007 Notas importantes: O Banco de dados (BD) do Sistema de Informação Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) vem sofrendo nos últimos

Leia mais

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO HIV/ AIDS ESTADO DE GOIÁS

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO HIV/ AIDS ESTADO DE GOIÁS BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO HIV/ AIDS ESTADO DE GOIÁS GOIÁS 2015 Situação Epidemiológica da AIDS no Estado de Goiás Secretaria de Estado da Saúde de Goiás Superintendência de Políticas de Atenção Integral à

Leia mais

Epidemiologia da Transmissão Vertical do HIV no Brasil

Epidemiologia da Transmissão Vertical do HIV no Brasil Epidemiologia da Transmissão Vertical do HIV no Brasil Letícia Legay Vermelho*, Luíza de Paiva Silva* e Antonio José Leal Costa** Introdução A transmissão vertical, também denominada materno-infantil,

Leia mais

B O L E T I M EPIDEMIOLÓGICO ISSN 1517 1159 AIDS DST. ano VIII nº 01

B O L E T I M EPIDEMIOLÓGICO ISSN 1517 1159 AIDS DST. ano VIII nº 01 B O L E T I M EPIDEMIOLÓGICO ISSN 1517 1159 AIDS DST ano VIII nº 01 27ª a 52ª semanas epidemiológicas - julho a dezembro de 2010 01ª a 26ª semanas epidemiológicas - janeiro a junho de 2011 2012. Ministério

Leia mais

Construção de um sistema de monitoramento da epidemia de aids: Desafios e Lições Aprendidas

Construção de um sistema de monitoramento da epidemia de aids: Desafios e Lições Aprendidas Construção de um sistema de monitoramento da epidemia de aids: Desafios e Lições Aprendidas XVIII Congresso Mundial de Epidemiologia Porto Alegre, 21-24 de outubro 2008 Célia Landmann Szwarcwald celials@cict.fiocruz.br

Leia mais

LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA Governador do Estado. EDUARDO PINHO MOREIRA Vice-Governador. CARMEM EMÍLIA BONFÁ ZANOTTO Secretária de Estado da Saúde

LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA Governador do Estado. EDUARDO PINHO MOREIRA Vice-Governador. CARMEM EMÍLIA BONFÁ ZANOTTO Secretária de Estado da Saúde LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA Governador do Estado EDUARDO PINHO MOREIRA Vice-Governador CARMEM EMÍLIA BONFÁ ZANOTTO Secretária de Estado da Saúde LESTER PEREIRA Diretor Geral WINSTON LUIZ ZOMKOWSKI Superintendente

Leia mais

NOVAS TECNOLOGIAS DE PREVENÇÃO CIRCUNCISÃO MÉDICA MASCULINA

NOVAS TECNOLOGIAS DE PREVENÇÃO CIRCUNCISÃO MÉDICA MASCULINA NOVAS TECNOLOGIAS DE PREVENÇÃO CIRCUNCISÃO MÉDICA MASCULINA Dr. Robinson Fernandes de Camargo Interlocução de DST/Aids da Coordenadoria Regional de Saúde - Sudeste CIRCUNCISÃO MÉDICA MASCULINA No início

Leia mais

Resumo do Perfil epidemiológico por regiões. HIV e Aids no Município de São Paulo 2014 SAÚDE 1

Resumo do Perfil epidemiológico por regiões. HIV e Aids no Município de São Paulo 2014 SAÚDE 1 Resumo do Perfil epidemiológico por regiões HIV e Aids no Município de São Paulo 2014 Resumo do perfil epidemiológico por regiões SAÚDE 1 HIV e Aids no Município de São Paulo 2014 APRESENTAçÃO Hoje, no

Leia mais

Projeto Horizonte (Belo Horizonte, MG) - Coorte de Homossexuais e Bissexuais Masculinos HIV Negativos: Discussão Metodológica - 1994-2005

Projeto Horizonte (Belo Horizonte, MG) - Coorte de Homossexuais e Bissexuais Masculinos HIV Negativos: Discussão Metodológica - 1994-2005 Projeto Horizonte (Belo Horizonte, MG) - Coorte de Homossexuais e Bissexuais Masculinos HIV Negativos: Discussão Metodológica - 1994-2005 Mariângela Carneiro Professora Adjunto Universidade Federal de

Leia mais

CARACTERISTICAS DA FEMINIZAÇÃO DA AIDS EM TRÊS LAGOAS 1 ANDRESSA MARQUES FERREIRA 2 MARIA ANGELINA DA SILVA ZUQUE

CARACTERISTICAS DA FEMINIZAÇÃO DA AIDS EM TRÊS LAGOAS 1 ANDRESSA MARQUES FERREIRA 2 MARIA ANGELINA DA SILVA ZUQUE CARACTERISTICAS DA FEMINIZAÇÃO DA AIDS EM TRÊS LAGOAS 1 ANDRESSA MARQUES FERREIRA 2 MARIA ANGELINA DA SILVA ZUQUE 1 Discente de graduação do curso de Biomedicina 2 Doutoranda Docente das Faculdades Integradas

Leia mais

O uso do preservativo entre jovens homens que fazem sexo com homens, frequentadores de boates gays, no Município do Rio de Janeiro, Brasil.

O uso do preservativo entre jovens homens que fazem sexo com homens, frequentadores de boates gays, no Município do Rio de Janeiro, Brasil. Universidade Veiga de Almeida Centro de Ciências Biológicas da Saúde Curso de Graduação em Enfermagem Campus Tijuca O uso do preservativo entre jovens homens que fazem sexo com homens, frequentadores de

Leia mais

Hélio Vasconcellos Lopes

Hélio Vasconcellos Lopes HIV/AIDS no Município de Santos e dados brasileiros Hélio Vasconcellos Lopes Coordenador do Programa Municipal DST/AIDS/Hepatites da Secretaria Municipal de Saúde Professor titular da Faculdade de Medicina

Leia mais

A AIDS NA TERCEIRA IDADE: O CONHECIMENTO DOS IDOSOS DE UMA CASA DE APOIO NO INTERIOR DE MATO GROSSO

A AIDS NA TERCEIRA IDADE: O CONHECIMENTO DOS IDOSOS DE UMA CASA DE APOIO NO INTERIOR DE MATO GROSSO A AIDS NA TERCEIRA IDADE: O CONHECIMENTO DOS IDOSOS DE UMA CASA DE APOIO NO INTERIOR DE MATO GROSSO SATO, Camila Massae 1 Palavras-chave: Idoso, AIDS, conhecimento Introdução A população idosa brasileira

Leia mais

SAúDE e PReVENÇãO NaS ESCoLAS Atitude pra curtir a vida

SAúDE e PReVENÇãO NaS ESCoLAS Atitude pra curtir a vida SAúDE e PReVENÇãO NaS ESCoLAS Atitude pra curtir a vida UNAIDS/ONUSIDA Relatório para o Dia Mundial de Luta contra AIDS/SIDA 2011 Principais Dados Epidemiológicos Pedro Chequer, Diretor do UNAIDS no Brasil

Leia mais

FEMINIZAÇÃO DO HIV/AIDS: UMA ANÁLISE (PERFIL) JUNTO A REDE NACIONAL DE PESSOAS VIVENDO E CONVIVENDO COM HIV/AIDS NÚCLEO CAMPINA GRANDE PB

FEMINIZAÇÃO DO HIV/AIDS: UMA ANÁLISE (PERFIL) JUNTO A REDE NACIONAL DE PESSOAS VIVENDO E CONVIVENDO COM HIV/AIDS NÚCLEO CAMPINA GRANDE PB FEMINIZAÇÃO DO HIV/AIDS: UMA ANÁLISE (PERFIL) JUNTO A REDE NACIONAL DE PESSOAS VIVENDO E CONVIVENDO COM HIV/AIDS NÚCLEO CAMPINA GRANDE PB Elizângela Samara da Silva 1 Adália de Sá Costa 2 Anna Marly Barbosa

Leia mais

INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS E HIV/AIDS: CONHECIMENTOS E PERCEPÇÃO DE RISCO DE IDOSOS DE UMA COMUNIDADE EM JOÃO PESSOA-PB

INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS E HIV/AIDS: CONHECIMENTOS E PERCEPÇÃO DE RISCO DE IDOSOS DE UMA COMUNIDADE EM JOÃO PESSOA-PB INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS E HIV/AIDS: CONHECIMENTOS E PERCEPÇÃO DE RISCO DE IDOSOS DE UMA COMUNIDADE EM JOÃO PESSOA-PB Nívea Maria Izidro de Brito (UFPB). E-mail: niveabrito@hotmail.com Simone

Leia mais

RESUMO. Palavras-chave: Saúde do adolescente; Síndrome de Imunodeficiência Adquirida; HIV.

RESUMO. Palavras-chave: Saúde do adolescente; Síndrome de Imunodeficiência Adquirida; HIV. SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE: A EPIDEMIA DA AIDS EM ADOLESCENTES NO BRASIL, 2001-2010. KOGLIN, Ilivelton Martins 1 ; TASSINARI, Tais Tasqueto 2 ; ZUGE, Samuel Spiegelberg 3 ; BRUM, Crhis Netto de 3 ;

Leia mais

Sumário Executivo Pesquisa Quantitativa Regular. Edição n 05

Sumário Executivo Pesquisa Quantitativa Regular. Edição n 05 Sumário Executivo Pesquisa Quantitativa Regular Edição n 05 Junho de 2010 2 Sumário Executivo Pesquisa Quantitativa Regular Edição n 05 O objetivo geral deste estudo foi investigar as percepções gerais

Leia mais

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO HIV/AIDS E COINFECÇÕES NO ESTADO DE GOIÁS

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO HIV/AIDS E COINFECÇÕES NO ESTADO DE GOIÁS SUPERINTENDÊNCIA DE POLÍTICAS DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE GERÊNCIA DE PROGRAMAS ESPECIAIS COORDENAÇÃO ESTADUAL DE DST/AIDS PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO HIV/AIDS E COINFECÇÕES NO ESTADO DE GOIÁS Goiânia, 2012

Leia mais

I n f o r m e E p i d e m i o l ó g i c o D S T - A I D S 1

I n f o r m e E p i d e m i o l ó g i c o D S T - A I D S 1 1 2 GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO SECRETÁRIO DE ESTADO DE SAÚDE José Leôncio de Andrade Feitosa SUPERINTENDENTE DE SAÚDE Angela Cristina Aranda SUPERINTENDENTE

Leia mais

AUTOAVALIAÇÃO DE SAÚDE E DOENÇA E ASPECTOS CLÍNICOS DE PESSOAS COM HIV/AIDS ABAIXO E ACIMA DE 50 ANOS

AUTOAVALIAÇÃO DE SAÚDE E DOENÇA E ASPECTOS CLÍNICOS DE PESSOAS COM HIV/AIDS ABAIXO E ACIMA DE 50 ANOS AUTOAVALIAÇÃO DE SAÚDE E DOENÇA E ASPECTOS CLÍNICOS DE PESSOAS COM HIV/AIDS ABAIXO E ACIMA DE 50 ANOS Regina Lígia Wanderlei de Azevedo FIP regina.azevedo@gmail.com Josevânia da Silva UNIPÊ josevaniasco@gmail.com

Leia mais

Terceira Idade: não leve um baile do HIV! Alexandre Ramos Lazzarotto alazzar@terra.com.br 9808-5714

Terceira Idade: não leve um baile do HIV! Alexandre Ramos Lazzarotto alazzar@terra.com.br 9808-5714 Terceira Idade: não leve um baile do HIV! Alexandre Ramos Lazzarotto alazzar@terra.com.br 9808-5714 Número de casos de AIDS no Brasil 77.639 433.067 37.968 13.200 572 Região Sul RS POA NH Localidades BRASIL.

Leia mais

Saúde do Idoso 1ª Pesquisa sobre a Saúde e Condições de Vida do Idoso na Cidade do Rio de Janeiro. Ano 2006 1

Saúde do Idoso 1ª Pesquisa sobre a Saúde e Condições de Vida do Idoso na Cidade do Rio de Janeiro. Ano 2006 1 Saúde do Idoso 1ª Pesquisa sobre a Saúde e Condições de Vida do Idoso na Cidade do Rio de Janeiro. Ano 2006 1 Alcides Carneiro 2 Lucia Santos 3 Palavras Chaves: Metodologia científica; análise estatística;

Leia mais

A POLÍTICA DE DST/AIDS NA VISÃO DE UM TRABALHADOR DO SUS. SORAIA REDA GILBER Farmacêutica Bioquímica LACEN PR

A POLÍTICA DE DST/AIDS NA VISÃO DE UM TRABALHADOR DO SUS. SORAIA REDA GILBER Farmacêutica Bioquímica LACEN PR A POLÍTICA DE DST/AIDS NA VISÃO DE UM TRABALHADOR DO SUS SORAIA REDA GILBER Farmacêutica Bioquímica LACEN PR BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO DA AIDS NO BRASIL Desde o início de 1980 até junho de 2012 foram registrados

Leia mais

Pesquisa Mensal de Emprego - PME

Pesquisa Mensal de Emprego - PME Pesquisa Mensal de Emprego - PME Dia Internacional da Mulher 08 de março de 2012 M U L H E R N O M E R C A D O D E T R A B A L H O: P E R G U N T A S E R E S P O S T A S A Pesquisa Mensal de Emprego PME,

Leia mais

COMPARAÇÃO DOS CONHECIMENTOS SOBRE SEXO, GRAVIDEZ, DST s E AIDS ANTES E APÓS TREINAMENTO ADOLESCENTES MULTIPLICADORES

COMPARAÇÃO DOS CONHECIMENTOS SOBRE SEXO, GRAVIDEZ, DST s E AIDS ANTES E APÓS TREINAMENTO ADOLESCENTES MULTIPLICADORES COMPARAÇÃO DOS CONHECIMENTOS SOBRE SEXO, GRAVIDEZ, DST s E AIDS ANTES E APÓS TREINAMENTO ADOLESCENTES MULTIPLICADORES Fernanda Bartalini Mognon¹, Cynthia Borges de Moura² Curso de Enfermagem 1 (fernanda.mognon89@gmail.com);

Leia mais

A evolução e distribuição social da doença no Brasil

A evolução e distribuição social da doença no Brasil A evolução e distribuição social da doença no Brasil Por Ana Maria de Brito Qualquer epidemia é o resultado de uma construção social, conseqüência do aparecimento de uma doença com características biomédicas,

Leia mais

Saúde. reprodutiva: gravidez, assistência. pré-natal, parto. e baixo peso. ao nascer

Saúde. reprodutiva: gravidez, assistência. pré-natal, parto. e baixo peso. ao nascer 2 Saúde reprodutiva: gravidez, assistência pré-natal, parto e baixo peso ao nascer SAÚDE BRASIL 2004 UMA ANÁLISE DA SITUAÇÃO DE SAÚDE INTRODUÇÃO No Brasil, as questões relativas à saúde reprodutiva têm

Leia mais

PNAD - Segurança Alimentar 2004 2009. Insegurança alimentar diminui, mas ainda atinge 30,2% dos domicílios brasileiros

PNAD - Segurança Alimentar 2004 2009. Insegurança alimentar diminui, mas ainda atinge 30,2% dos domicílios brasileiros 1 of 5 11/26/2010 2:57 PM Comunicação Social 26 de novembro de 2010 PNAD - Segurança Alimentar 2004 2009 Insegurança alimentar diminui, mas ainda atinge 30,2% dos domicílios brasileiros O número de domicílios

Leia mais

RELAÇÃO ENTRE OS GÊNEROS E O NÍVEL DE INFORMAÇÃO DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS EM RELAÇÃO AO HIV/AIDS

RELAÇÃO ENTRE OS GÊNEROS E O NÍVEL DE INFORMAÇÃO DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS EM RELAÇÃO AO HIV/AIDS RELAÇÃO ENTRE OS GÊNEROS E O NÍVEL DE INFORMAÇÃO DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS EM RELAÇÃO AO HIV/AIDS Maria Thereza Ávila Dantas Coelho 1 Vanessa Prado Santos 2 Márcio Pereira Pontes 3 Resumo O controle

Leia mais

BUSCA ATIVA DE POSSÍVEIS PORTADORES DE HIV/AIDS EM PROJETO EXTENSIONISTA E SEU PERFIL

BUSCA ATIVA DE POSSÍVEIS PORTADORES DE HIV/AIDS EM PROJETO EXTENSIONISTA E SEU PERFIL 9. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( X ) SAÚDE ( ) TRABALHO (

Leia mais

ÁREA TEMÁTICA INTRODUÇÃO

ÁREA TEMÁTICA INTRODUÇÃO TÍTULO: PRÁTICAS E ATITUDES DE ESTUDANTES DE UMA ESCOLA PÚBLICA RELACIONADOS AS DSTS/AIDS AUTORES: Aline Salmito Frota, Luciana Soares Borba, Débora Silva Melo, José Ueides Fechine Júnior, Viviane Chave

Leia mais

Feminização traz desafios para prevenção da infecção

Feminização traz desafios para prevenção da infecção Feminização traz desafios para prevenção da infecção Por Carolina Cantarino e Paula Soyama A epidemia de Aids no Brasil, em seu início, na década de 1980, se caracterizava por afetar mais os homens. Acreditava-se

Leia mais

Sumário. Aids: a magnitude do problema. A epidemia no Brasil. Característica do Programa brasileiro de aids

Sumário. Aids: a magnitude do problema. A epidemia no Brasil. Característica do Programa brasileiro de aids Sumário Aids: a magnitude do problema A epidemia no Brasil Característica do Programa brasileiro de aids Resultados de 20 anos de luta contra a epidemia no Brasil Tratamento Prevenção Direitos humanos

Leia mais

PERFIL DO PROCURADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO

PERFIL DO PROCURADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO PROCURADORIA GERAL 8% 8% 8% CORREGEDORIA SECRETARIA GERAL 4% CENTRO DE ESTUDOS 12% PROCURADORIA DE APOIO PROCURADORIA CONSULTIVA 23% PROCURADORIA CONTENCIOSO 37% PROCURADORIA DA FAZENDA PROCURADORIA REGIONAL

Leia mais

HIV. O vírus da imunodeficiência humana HIV-1 e HIV-2 são membros da família Retroviridae, na subfamília Lentividae.

HIV. O vírus da imunodeficiência humana HIV-1 e HIV-2 são membros da família Retroviridae, na subfamília Lentividae. A Equipe Multiprofissional de Saúde Ocupacional da UDESC lembra: Dia 01 de dezembro é dia mundial de prevenção à Aids! Este material foi desenvolvido por alunos do Departamento de Enfermagem da Universidade

Leia mais

Termos de Referência Projeto BRA5U201

Termos de Referência Projeto BRA5U201 (02 cópias) Data limite para apresentação de candidaturas: 08/08/2013 Endereço eletrônico para envio de candidaturas: selecao@unfpa.org.br Identificação a ser utilizada como título do e-mail de candidatura:

Leia mais

Perfil das mulheres brasileiras em idade fértil e seu acesso à serviços de saúde Dados da PNDS 2006

Perfil das mulheres brasileiras em idade fértil e seu acesso à serviços de saúde Dados da PNDS 2006 Perfil das mulheres brasileiras em idade fértil e seu acesso à serviços de saúde Dados da PNDS 2006 José Cechin Superintendente Executivo Francine Leite Carina Martins A Pesquisa Nacional de Demografia

Leia mais

MORTALIDADE POR AIDS EM SÃO PAULO: DEZOITO ANOS DE HISTÓRIA

MORTALIDADE POR AIDS EM SÃO PAULO: DEZOITO ANOS DE HISTÓRIA MORTALIDADE POR AIDS EM SÃO PAULO: DEZOITO ANOS DE HISTÓRIA Bernadette Waldvogel 1 Lilian Cristina Correia Morais 1 1 INTRODUÇÃO O primeiro caso brasileiro conhecido de morte por Aids ocorreu em 1980,

Leia mais

PREVENÇÃO DE DST/AIDS APÓS VIOLÊNCIA SEXUAL AVALIAÇÃO DOS CASOS NOTIFICADOS À SES/RS.

PREVENÇÃO DE DST/AIDS APÓS VIOLÊNCIA SEXUAL AVALIAÇÃO DOS CASOS NOTIFICADOS À SES/RS. PREVENÇÃO DE DST/AIDS APÓS VIOLÊNCIA SEXUAL AVALIAÇÃO DOS CASOS NOTIFICADOS À SES/RS. Introdução e método: A violência física em especial a violência sexual é, sem dúvida, um problema de saúde pública.

Leia mais

Projeto Prevenção Também se Ensina

Projeto Prevenção Também se Ensina Projeto Prevenção Também se Ensina Vera Lúcia Amorim Guimarães e-mail veramorim@ig.com.br Escola Estadual Padre Juca Cachoeira Paulista, SP Dezembro de 2007 Disciplina: Ciências Séries: EF todas da 5ª

Leia mais

UNIÃO HOMOAFETIVA. Tâmara Barros

UNIÃO HOMOAFETIVA. Tâmara Barros UNIÃO HOMOAFETIVA Tâmara Barros O relacionamento entre pessoas do mesmo sexo ainda é uma questão controversa para a maior parte da população da Grande Vitória, conforme pode ser averiguado através de pesquisa

Leia mais

ACOLHIMENTO DE PARTICIPANTES EM UM PROJETO: PERFIL DOS POSSÍVEIS PORTADORES DE HIV/AIDS

ACOLHIMENTO DE PARTICIPANTES EM UM PROJETO: PERFIL DOS POSSÍVEIS PORTADORES DE HIV/AIDS 110. ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( X ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA ACOLHIMENTO DE PARTICIPANTES

Leia mais

PERFIL SOCIOECONÔMICO DOS USUÁRIOS DA REDE NACIONAL DE PESSOAS VIVENDO E CONVIVENDO COM HIV/AIDS NÚCLEO DE CAMPINA GRANDE- PB

PERFIL SOCIOECONÔMICO DOS USUÁRIOS DA REDE NACIONAL DE PESSOAS VIVENDO E CONVIVENDO COM HIV/AIDS NÚCLEO DE CAMPINA GRANDE- PB PERFIL SOCIOECONÔMICO DOS USUÁRIOS DA REDE NACIONAL DE PESSOAS VIVENDO E CONVIVENDO COM HIV/AIDS NÚCLEO DE CAMPINA GRANDE- PB Elizângela Samara da Silva 1, Anna Marly Barbosa de Paiva 2, Adália de Sá Costa

Leia mais

cesop OPINIÃO PÚBLICA, Campinas, Vol. 19, nº 2, novembro, 2013, Encarte Tendências. p.475-485

cesop OPINIÃO PÚBLICA, Campinas, Vol. 19, nº 2, novembro, 2013, Encarte Tendências. p.475-485 cesop OPINIÃO PÚBLICA, Campinas, Vol. 19, nº 2, novembro, 2013, Encarte Tendências. p.475-485 Este encarte Tendências aborda as manifestações populares que tomaram as grandes cidades brasileiras em junho

Leia mais

QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO INICIAL - HOMEM VIH POSITIVO

QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO INICIAL - HOMEM VIH POSITIVO INSTRUÇÕES PARA A EQUIPA DO ESTUDO: Após inscrição no estudo, os participantes devem preencher este questionário de avaliação inicial. Certifique-se de que é distribuído o questionário adequado. Após o

Leia mais

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO HIV/ AIDS ESTADO DE GOIÁS

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO HIV/ AIDS ESTADO DE GOIÁS BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO HIV/ AIDS ESTADO DE GOIÁS GOIÁS 2014 Situação Epidemiológica da AIDS no Estado de Goiás Secretaria de Estado da Saúde de Goiás Superintendência de Políticas de Atenção Integral à

Leia mais

Saúde Sexual e Reprodutiva para Adolescentes: a experiência do Projeto PROESCOLA

Saúde Sexual e Reprodutiva para Adolescentes: a experiência do Projeto PROESCOLA Saúde Sexual e Reprodutiva para Adolescentes: a experiência do Projeto PROESCOLA Elisabeth Ferraz Inês Quental Cesar Schwenck Ney Costa Palavras-chave: adolescentes; educação sexual; saúde reprodutiva;

Leia mais

Informação e Prevenção na Internet. Ferramentas possíveis frente aos novos desafios no campo da prevenção

Informação e Prevenção na Internet. Ferramentas possíveis frente aos novos desafios no campo da prevenção Informação e Prevenção na Internet Ferramentas possíveis frente aos novos desafios no campo da prevenção Acesso às tecnologias de informação e comunicação no Brasil A penetração da Internet e do número

Leia mais

UM ESTUDO SOBRE AS SATISFAÇÕES NAS RELAÇÕES HOMOSSEXUAIS: ESTUDO DE CASOS

UM ESTUDO SOBRE AS SATISFAÇÕES NAS RELAÇÕES HOMOSSEXUAIS: ESTUDO DE CASOS UM ESTUDO SOBRE AS SATISFAÇÕES NAS RELAÇÕES HOMOSSEXUAIS: ESTUDO DE CASOS Mário Pereira da Costa Júnior Universidade Luterana do Brasil- Ulbra Campus Guaíba-RS Orientadora: Ms. Kléria Isolde Hirschfeld

Leia mais

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO HIV/ AIDS ESTADO DE GOIÁS

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO HIV/ AIDS ESTADO DE GOIÁS BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO HIV/ AIDS ESTADO DE GOIÁS GOIÁS 2014 Situação Epidemiológica da AIDS no Estado de Goiás Secretaria de Estado da Saúde de Goiás Superintendência de Políticas de Atenção Integral à

Leia mais

AIDS E ENVELHECIMENTO: UMA REFLEXÃO ACERCA DOS CASOS DE AIDS NA TERCEIRA IDADE.

AIDS E ENVELHECIMENTO: UMA REFLEXÃO ACERCA DOS CASOS DE AIDS NA TERCEIRA IDADE. AIDS E ENVELHECIMENTO: UMA REFLEXÃO ACERCA DOS CASOS DE AIDS NA TERCEIRA IDADE. Milca Oliveira Clementino Graduanda em Serviço social pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB milcaclementino@gmail.com

Leia mais

MÉTODOS QUANTITATIVOS EM MARKETING. Prof.: Otávio Figueiredo e-mail: otavio@ufrj.br

MÉTODOS QUANTITATIVOS EM MARKETING. Prof.: Otávio Figueiredo e-mail: otavio@ufrj.br MÉTODOS QUANTITATIVOS EM MARKETING Prof.: Otávio Figueiredo e-mail: otavio@ufrj.br ESTATÍSTICA População e Amostra População Amostra Idéia Principal Resumir para entender!!! Algumas Técnicas Pesquisa de

Leia mais

PROJETO: MATEMÁTICA NA SAÚDE GRUPO C

PROJETO: MATEMÁTICA NA SAÚDE GRUPO C EE JUVENTINO NOGUEIRA RAMOS PROJETO: MATEMÁTICA NA SAÚDE TEMA : AIDS GRUPO C ADRIANO OSVALDO DA S. PORTO Nº 01 ANDERSON LUIZ DA S.PORTO Nº 05 CÍNTIA DIAS AVELINO Nº 11 CLAUDINEI MOREIRA L. JUNIOR Nº 12

Leia mais

Contracepção de Emergência entre Estudantes de Ensino Médio e Público do Município de S. Paulo

Contracepção de Emergência entre Estudantes de Ensino Médio e Público do Município de S. Paulo Contracepção de Emergência entre Estudantes de Ensino Médio e Público do Município de S. Paulo Regina Figueiredo Instituto de Saúde SES/SP reginafigueiredo@uol.com.br Equipe de Pesquisa: Regina Figueiredo,

Leia mais

Educação Integral em Sexualidade. Edison de Almeida Silvani Arruda Guarulhos, setembro 2012

Educação Integral em Sexualidade. Edison de Almeida Silvani Arruda Guarulhos, setembro 2012 Educação Integral em Sexualidade Edison de Almeida Silvani Arruda Guarulhos, setembro 2012 Prevenção Também se Ensina Princípio Básico Contribuir para a promoção de um comportamento ético e responsável,

Leia mais

RELATÓRIO FINAL DE PESQUISA DE INTENÇÃO DE COMPRAS DIA DAS CRIANÇAS 2012

RELATÓRIO FINAL DE PESQUISA DE INTENÇÃO DE COMPRAS DIA DAS CRIANÇAS 2012 RELATÓRIO FINAL DE PESQUISA DE INTENÇÃO DE COMPRAS DIA DAS CRIANÇAS 2012 CONVÊNIO UCDB-ACICG-PMCG 26/09/2012 RELATÓRIO FINAL DE PESQUISA DE INTENÇÃO DE COMPRAS DIA DAS CRIANÇAS 2012 CONVÊNIO UCDB-ACICG-PMCG

Leia mais

A INSERÇÃO DOS NEGROS NOS MERCADOS DE TRABALHO METROPOLITANOS

A INSERÇÃO DOS NEGROS NOS MERCADOS DE TRABALHO METROPOLITANOS OS NEGROS NOS MERCADOS DE TRABALHO METROPOLITANOS NOVEMBRO DE 2013 A INSERÇÃO DOS NEGROS NOS MERCADOS DE TRABALHO METROPOLITANOS A sociedade brasileira comemora, no próximo dia 20 de novembro, o Dia da

Leia mais

OFICINA DE ELABORAÇÃO DO PLANO ESTADUAL DE ENFRENTAMENTO DA EPIDEMIA DE AIDS E DAS DST ENTRE GAYS, HSH E TRAVESTIS METAS ATIVIDADES RESPONSÁVEIS

OFICINA DE ELABORAÇÃO DO PLANO ESTADUAL DE ENFRENTAMENTO DA EPIDEMIA DE AIDS E DAS DST ENTRE GAYS, HSH E TRAVESTIS METAS ATIVIDADES RESPONSÁVEIS OFICINA DE ELABORAÇÃO DO PLANO ESTADUAL DE ENFRENTAMENTO DA EPIDEMIA DE AIDS E DAS DST ENTRE GAYS, HSH E TRAVESTIS METAS ATIVIDADES RESPONSÁVEIS 1 Estimular 80% da população de gays, HSH e travestis do

Leia mais

Projeto RI-VIDA Rede de Integração para a Vida Projeto de prevenção de DST s, HIV/AIDS e Hepatites

Projeto RI-VIDA Rede de Integração para a Vida Projeto de prevenção de DST s, HIV/AIDS e Hepatites Projeto RI-VIDA Rede de Integração para a Vida Projeto de prevenção de DST s, HIV/AIDS e Hepatites Apoio: Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS Secretaria de Estado da Saúde VULNERABILIDADE DA POPULAÇÃO

Leia mais

Campanha DST 1. Enzo Maymone COUTO 2 Eduardo Perotto BIAGI 3 Universidade Católica Dom Bosco, Campo Grande, MS

Campanha DST 1. Enzo Maymone COUTO 2 Eduardo Perotto BIAGI 3 Universidade Católica Dom Bosco, Campo Grande, MS Campanha DST 1 Enzo Maymone COUTO 2 Eduardo Perotto BIAGI 3 Universidade Católica Dom Bosco, Campo Grande, MS RESUMO: Este trabalho foi realizado na disciplina de Criação II do curso de Comunicação Social

Leia mais

RESULTADOS DE OUTUBRO DE 2013

RESULTADOS DE OUTUBRO DE 2013 1 RESULTADOS DE OUTUBRO DE 2013 Pesquisa realizada pelo Uni-FACEF em parceria com a Fe-Comércio mede o ICC (Índice de confiança do consumidor) e PEIC (Pesquisa de endividamento e inadimplência do consumidor)

Leia mais

HIV/aids no Brasil - 2012

HIV/aids no Brasil - 2012 HIV/aids no Brasil - 2012 Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais Secretaria de Vigilância em Saúde Ministério da Saúde Novembro de 2012 HIV Dados gerais Prevalência do HIV maior entre homens (15

Leia mais

Sumário Executivo. Pesquisa Quantitativa de Avaliação do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil PETI

Sumário Executivo. Pesquisa Quantitativa de Avaliação do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil PETI Sumário Executivo Pesquisa Quantitativa de Avaliação do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil PETI Fundação Euclides da Cunha FEC/Data UFF Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação Ministério

Leia mais

CÁLCULO DO TAMANHO DA AMOSTRA PARA UMA PESQUISA ELEITORAL. Raquel Oliveira dos Santos, Luis Felipe Dias Lopes

CÁLCULO DO TAMANHO DA AMOSTRA PARA UMA PESQUISA ELEITORAL. Raquel Oliveira dos Santos, Luis Felipe Dias Lopes CÁLCULO DO TAMANHO DA AMOSTRA PARA UMA PESQUISA ELEITORAL Raquel Oliveira dos Santos, Luis Felipe Dias Lopes Programa de Pós-Graduação em Estatística e Modelagem Quantitativa CCNE UFSM, Santa Maria RS

Leia mais

na região metropolitana do Rio de Janeiro

na região metropolitana do Rio de Janeiro O PERFIL DOS JOVENS EMPREENDEDORES na região metropolitana do Rio de Janeiro NOTA CONJUNTURAL MARÇO DE 2013 Nº21 PANORAMA GERAL Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE) de 2011,

Leia mais

Banco de preservativos: dinâmica e repercussões 1

Banco de preservativos: dinâmica e repercussões 1 1 Banco de preservativos: dinâmica e repercussões 1 Viviane Aparecida Siqueira Lopes Universidade Federal Fluminense Email: vivianelopes@censanet.com.br Apresentação Em março de 2009, foi criado um Banco

Leia mais

Pesquisa Perfil das Empresas de Consultoria no Brasil

Pesquisa Perfil das Empresas de Consultoria no Brasil Pesquisa Perfil das Empresas de Consultoria no Brasil 2014 Objetivo Metodologia Perfil da Empresa de Consultoria Características das Empresas Áreas de Atuação Honorários Perspectivas e Percepção de Mercado

Leia mais

BOLETIM. Fundação Seade participa de evento para disseminar conceitos e esclarecer dúvidas sobre o Catálogo de

BOLETIM. Fundação Seade participa de evento para disseminar conceitos e esclarecer dúvidas sobre o Catálogo de disseminar conceitos O desenvolvimento do aplicativo de coleta de informações, a manutenção e a atualização permanente do CSBD estão sob a responsabilidade da Fundação Seade. Aos órgãos e entidades da

Leia mais

PESQUISA QUANTITATIVA e QUALITATIVA

PESQUISA QUANTITATIVA e QUALITATIVA universidade de Santa Cruz do Sul Faculdade de Serviço Social Pesquisa em Serviço Social I I PESQUISA QUANTITATIVA e QUALITATIVA BIBLIOGRAFIA: MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de

Leia mais

Pnad: Um em cada cinco brasileiros é analfabeto funcional

Pnad: Um em cada cinco brasileiros é analfabeto funcional 08/09/2010-10h00 Pesquisa visitou mais de 150 mil domicílios em 2009 Do UOL Notícias A edição 2009 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia

Leia mais

O ACONSELHAMENTO NO HIV EM UMA COMUNIDADE COMO MEDIDA PREVENTIVA

O ACONSELHAMENTO NO HIV EM UMA COMUNIDADE COMO MEDIDA PREVENTIVA O ACONSELHAMENTO NO HIV EM UMA COMUNIDADE COMO MEDIDA PREVENTIVA Zardo L*¹ Silva CL*² Zarpellon LD*³ Cabral LPA* 4 Resumo O Vírus da Imunodeficiência humana (HIV) é um retrovírus que ataca o sistema imunológico.através

Leia mais

O MERCADO DE TRABALHO NO AGLOMERADO URBANO SUL

O MERCADO DE TRABALHO NO AGLOMERADO URBANO SUL O MERCADO DE TRABALHO NO AGLOMERADO URBANO SUL Abril /2007 O MERCADO DE TRABALHO NO AGLOMERADO URBANO SUL A busca de alternativas para o desemprego tem encaminhado o debate sobre a estrutura e dinâmica

Leia mais

O que é a estatística?

O que é a estatística? Elementos de Estatística Prof. Dr. Clécio da Silva Ferreira Departamento de Estatística - UFJF O que é a estatística? Para muitos, a estatística não passa de conjuntos de tabelas de dados numéricos. Os

Leia mais

CONSCIENTIZAÇÃO DA IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO DAS DST s/aids NO MUNICÍPIO DE PITIMBU/PB

CONSCIENTIZAÇÃO DA IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO DAS DST s/aids NO MUNICÍPIO DE PITIMBU/PB CONSCIENTIZAÇÃO DA IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO DAS DST s/aids NO MUNICÍPIO DE PITIMBU/PB Macilene Severina da Silva 1 (merciens@zipmail.com.br); Marcelo R.da Silva 1 (tcheillo@zipmail.com.br); Analice M.

Leia mais

Apresentação. Introdução. Francine Leite. Luiz Augusto Carneiro Superintendente Executivo

Apresentação. Introdução. Francine Leite. Luiz Augusto Carneiro Superintendente Executivo Evolução dos Fatores de Risco para Doenças Crônicas e da prevalência do Diabete Melito e Hipertensão Arterial na população brasileira: Resultados do VIGITEL 2006-2009 Luiz Augusto Carneiro Superintendente

Leia mais

Objetivo 2 Ampliar e qualificar o acesso integral e universal à prevenção das DST/HIV/aids para Gays, outros HSH e Travestis.

Objetivo 2 Ampliar e qualificar o acesso integral e universal à prevenção das DST/HIV/aids para Gays, outros HSH e Travestis. Histórico 1º semestre de 2008 Elaboração do Plano Nacional de Enfrentamento da Epidemia de Aids e das DST entre gays, hsh e travestis Agos/08 Oficina Macro Sudeste para apresentação do Plano Nacional Set/08

Leia mais

ACONSELHAMENTO PARA DST/AIDS NO SUS

ACONSELHAMENTO PARA DST/AIDS NO SUS ACONSELHAMENTO PARA DST/AIDS NO SUS A prática do aconselhamento desempenha um papel importante no diagnóstico da infecção pelo HIV/ outras DST e na qualidade da atenção à saúde. Contribui para a promoção

Leia mais

LEVANTAMENTO DEMOGRÁFICO E ESTUDO DA QUALIDADE DE VIDA COMO SUBSIDIO A GESTÃO TERRITORIAL EM FRANCISCO BELTRÃO ESTADO DO PARANÁ BRASIL

LEVANTAMENTO DEMOGRÁFICO E ESTUDO DA QUALIDADE DE VIDA COMO SUBSIDIO A GESTÃO TERRITORIAL EM FRANCISCO BELTRÃO ESTADO DO PARANÁ BRASIL LEVANTAMENTO DEMOGRÁFICO E ESTUDO DA QUALIDADE DE VIDA COMO SUBSIDIO A GESTÃO TERRITORIAL EM FRANCISCO BELTRÃO ESTADO DO PARANÁ BRASIL José Francisco de Gois 1 Vera Lúcia dos Santos 2 A presente pesquisa

Leia mais

PESQUISA SAÚDE E EDUCAÇÃO: CENÁRIOS PARA A CULTURA DE PREVENÇÃO NAS ESCOLAS BRIEFING

PESQUISA SAÚDE E EDUCAÇÃO: CENÁRIOS PARA A CULTURA DE PREVENÇÃO NAS ESCOLAS BRIEFING BR/2007/PI/H/3 PESQUISA SAÚDE E EDUCAÇÃO: CENÁRIOS PARA A CULTURA DE PREVENÇÃO NAS ESCOLAS BRIEFING Brasília 2007 PESQUISA SAÚDE E EDUCAÇÃO: CENÁRIOS PARA A CULTURA DE PREVENÇÃO NAS ESCOLAS BRIEFING -

Leia mais

POLÍTICA BRASILEIRA DE ENFRENTAMENTO DA AIDS

POLÍTICA BRASILEIRA DE ENFRENTAMENTO DA AIDS Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais POLÍTICA BRASILEIRA DE ENFRENTAMENTO DA AIDS RESULTADOS, AVANÇOS E PERSPECTIVAS A Epidemia Prevenção Diagnóstico Assistência e Tratamento Sustentabilidade e

Leia mais

Bareback: um tiro no escuro em nome do prazer

Bareback: um tiro no escuro em nome do prazer Bareback: um tiro no escuro em nome do prazer Amon Monteiro amon_738@yahoo.com.br Instituto de Filosofia e Ciências Sociais 8º Período Orientadores: Mirian Goldenberg, Antonio Pilão Núcleo de Estudos de

Leia mais

MULHERES IDOSAS E AIDS: UM ESTUDO ACERCA DE SEUS CONHECIMENTOS E SITUAÇÕES DE VULNERABILIDADE

MULHERES IDOSAS E AIDS: UM ESTUDO ACERCA DE SEUS CONHECIMENTOS E SITUAÇÕES DE VULNERABILIDADE MULHERES IDOSAS E AIDS: UM ESTUDO ACERCA DE SEUS CONHECIMENTOS E SITUAÇÕES DE VULNERABILIDADE Karolayne Germana Leal e Silva e-mail: karolaynegermana@hotmail.com Magna Adriana de Carvalho e-mail: magnacreas@hotmail.com

Leia mais

Novas e velhas epidemias: os vírus

Novas e velhas epidemias: os vírus Acesse: http://fuvestibular.com.br/ Novas e velhas epidemias: os vírus A UU L AL A - Maria, veja só o que eu descobri nesta revista velha que eu estava quase jogando fora! - Aí vem coisa. O que é, Alberto?

Leia mais