Relatório de Estágio. Análise dos dados constantes na Base de Dados das Rotas do Vinho

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1 Relatório de Estágio Análise dos dados constantes na Base de Dados das Rotas do Vinho Rui Neves Lisboa, 21 de Junho de 2011

2 Índice Introdução... 3 Caracterização da Base de Dados... 4 Recolha e validação da informação... 5 Análise estatística... 5 Conclusão e perspectivas futuras

3 Introdução As conclusões apresentadas no presente documento, são o resultado de um trabalho de recolha e analise de informação, relativo às Rotas do Vinho nacionais, que decorreu entre o meses de Julho de 2010 e Junho 2011, no âmbito do projecto de estágio efectuado no departamento de Dinamização da Direcção de Desenvolvimento de Produtos e Destinos, do Turismo de Portugal I.P.. O projecto consistiu numa fase inicial, na criação de uma base dados, no sentido de recolher, organizar e sistematizar toda a informação relativo às Rotas do Vinho nacionais e seus aderentes, informação essa, que se encontrava disseminada por diferentes documentos e fontes de informação. Este trabalho foi executado em colaboração com o coordenador do projecto de estágio e com as diferentes entidades gestoras das Rotas do Vinho. Posteriormente e com base nos dados consolidados na BD, foi efectuado um tratamento estatístico desses mesmos dados, do qual resultaram os reports gráficos e as conclusões que apresento no capitulo dedicado à analise estatística. 3

4 Caracterização da Base de Dados A Base de dados consiste numa estrutura dinâmica criada em Excel, constituída por 12 folhas de cálculo independentes para cada Rota do Vinho nacional, designadamente a Rota dos Vinho do Alentejo, a Rota do Alvarinho, a Rota dos Vinhos do Tejo, a Rota do Vinho do Porto e Douro, a Rota da Bairrada, a Rota do Vinho do Dão, a Rota dos Vinhos de Bucelas, Carcavelos e Colares, a Rota do Vinho do Oeste, a Rota dos Vinhos da Beira Interior, a Rota dos Vinhos de Cister, a Rota dos Vinhos Verdes e a Rota de Vinhos da península de Setúbal. Para cada folha de cálculo foram criadas 5 subpastas onde foram inseridos os conteúdos organizados em formato numérico, texto e imagens, utilizando nalguns casos caixas de listagem e de verificação. Caracterização: Para cada Rota é criada uma BD na qual a primeira subpasta é designada de caracterização. Nesta subpasta é identificada a Rota, sua localização geográfica, o endereço Internet da entidade gestora da Rota e seu logótipo. Também é apresentada uma breve descrição dos itinerários propostos pela Rota, os serviços prestados, assim como dos produtos típicos locais relacionados com a gastronomia e vinhos e de alguns pontos de interesse turístico, localizados na região. Por último, estão contabilizados todos os aderentes pertencentes à Rota que estão inseridos nas restantes subpastas; Quintas & Adegas: Na subpasta dedicada aos aderentes do tipo Quintas & Adegas, estão registados todos os associados da Rota que se encaixam neste perfil. Em todos eles está identificada a sua tipologia, horário de funcionamento, serviços prestados, contactos, moradas, idiomas no serviço de atendimento, entre outras informações relacionadas com a sua actividade. Alojamento: Na subpasta dedicada aos aderentes do tipo Alojamento, estão registados todos os associados da Rota que prestam serviços de hospedagem, tipicamente Hotéis ou Casas de Campo, podendo em alguns casos desenvolver, de forma independente, serviços de restauração, nessas situações o aderente é também adicionado à subpasta Restaurantes. Em todos os registos estão identificadas as tipologias e respectivas classificações, serviços prestados, contactos e moradas, entre outras informações. Restaurantes: Na subpasta dedicada aos aderentes do tipo Restaurantes, estão registados todos os associados da Rota que desenvolvem actividade de restauração ou similar. Em todos eles está identificado o nome do restaurante, o tipo de cozinha e especialidades propostas, identificação do Chefe, horário de funcionamento, contactos e moradas, valor médio da refeição, entre outras informações relevantes nesta actividade. Equipamentos de apoio: Na subpasta dedicada aos aderentes do tipo Equipamentos de apoio, estão registados todos os associados da Rota que desenvolvem actividades de âmbito turístico, relacionados com o universo da G&V ou com o património Histórico / Cultural da região. Esta subpasta engloba uma diversidade alargada de entidades, desde Museus, Enotecas, Operadores de animação turística, entre outros. No fundo, são actividades complementares que a Rota propõem aos seus visitantes para diferenciar e enriquecer o seu produto turístico, divulgando ao mesmo tempo, os pontos de interesse da região. Em todos os registos estão identificados os tipos de equipamentos, horários de funcionamento, serviços prestados, contactos e moradas, entre outras informações relacionadas com a sua actividade. 4

5 Recolha e validação da informação O processo de recolha da informação constante na BD, consistiu na análise dos portais especializados na temática do Enoturismo, websites das Rotas e seus associados e nalguns casos, a presença destas entidades nas redes sociais. No decorrer deste trabalho constatou-se que a Internet é dos meios de comunicação mais utilizados pelos aderentes e entidades gestoras das Rotas para promover os seus itinerários os respectivos serviços. Posteriormente esta informação foi complementada e validada em colaboração com as várias entidades gestoras das Rotas do Vinho que se encontram activas no território nacional. Análise estatística Com base nos dados consolidados na BD das Rotas do Vinho, caracterizada no capítulo anterior, foi elaborado um documento dinâmico de análise estatística, com informação de natureza quantitativa. Desta análise resultaram as conclusões descritas nas tabelas e nos gráficos que de seguida apresento: Tipo de Aderente \ Associado da Rota do Vinho; Da análise aos resultados relativo ao tipo de aderentes do conjunto das Rotas do Vinho nacionais, podemos verificar que a grande percentagem são Adegas e Quintas 5

6 vinícolas (67%), seguido do Alojamento, que representam cerca de 14% dos associados da Rotas e que são essencialmente Hotéis Rural, Casas de Campo e Turismo de Habitação. Com menos relevância surgem os Equipamentos de apoio, cerca de 11% (Museus sobre a temática do Vinho, Enotecas, Sedes das Entidades gestoras das Rotas e Operadores de animação turística), por último surgem os Restaurantes, que não chegam aos 10% de representação no conjunto dos aderentes às Rotas do Vinho nacionais. Presença online - Website institucional, Redes sociais; A partir da análise aos resultados relativo à presença online do conjunto dos associados das Rotas do Vinho nacionais, concluímos que a grande percentagem dos aderentes está presente na Internet, quer por via de Websites institucionais, quer mesmo através da presença nas redes sociais. Destaca-se neste capítulo a Rota do Alentejo. À semelhança dos seus associados, todas as Rotas do Vinho actualmente activas, estão presentes na Internet através de Portais Web geridos pelas respectivas entidades gestoras. Nestes Portais as entidades gestoras, divulgam os serviços prestados pelos seus aderentes e os eventos promovidos pela Rota, entre outras informações relacionadas com os produtos típicos locais e o universo do vinho produzido na região. 6

7 Atendimento em língua estrangeira Inglês, Francês, Espanhol ; No que diz respeito ao atendimento em língua estrangeira, os resultados obtidos indicam uma clara preocupação por parte dos Aderentes e Entidades gestoras das Rotas em disponibilizar um serviço de atendimento em pelo menos uma língua estrangeira, tipicamente o Inglês, reflectindo-se essa preocupação também ao nível da presença online, com a tradução dos websites institucionais. Verifica-se porém, que apenas 20% dos aderentes disponibiliza um serviço de atendimento em mais que um idioma para além do Inglês, geralmente associados pertencentes à categoria Alojamento. 7

8 Actividades Vínicas Vindima, poda da vinha, pisa da uva; Da análise ao resultado, do conjunto de aderentes das Rotas do Vinho nacionais, que desenvolvem actividades vínicas junto dos seus visitantes \ clientes, verifica-se uma lacuna em disponibilizar, ou pelo menos promover nos seus websites, a variedade de actividades relacionadas com a produção do vinho, nomeadamente a vindima ou a pisa da uva. Da totalidade das Rotas analisadas, apenas 12% dos associados desenvolvem, ou promovem activamente, as actividades suas vínicas. Dos pontos analisados pelo presente trabalho, este será o que carece de um maior esforço de melhoramento \ divulgação, por parte dos associados pertencentes às Rotas dos Vinhos nacionais. 8

9 Serviços complementares Curso enologia, Prova de vinho, Degustação; Relativamente aos serviços complementares, desenvolvidos pelo conjunto de aderentes das Rotas do Vinho nacionais, verifica-se uma percentagem elevada de associados que promove pelo menos 1 tipo de actividade (70%), geralmente a prova de vinhos. Existindo um número considerável de aderentes que desenvolve mais que 1 tipo de actividade complementar (30%), geralmente a degustação de iguarias locais a acompanhar o vinho produzido na região. 9

10 Horário de funcionamento; No que diz respeito aos horários de funcionamento dos espaços aderentes às Rotas de Vinho nacionais, verificamos que mais de metade (54%) funcionam no horário regular, de segunda a sábado, não funcionando aos domingos e feriados. Por outro lado, cerca de ¼ dos estabelecimentos só funciona com agendamento prévio. Ainda se regista uma percentagem considerável de aderentes que apenas funcionam no horário laboral regular, de segunda a sexta, das 9h às 18h, não funcionando aos fins-de-semana nem aos feriados. Com igual percentagem, registam-se os associados que, seguindo as boas práticas do mercado, adaptaram os seus horários de funcionamento às características dos seus clientes e funcionam num horário mais flexível, que abrange fins-de-semana e feriados. 10

11 Conclusão e perspectivas futuras A criação desta Base de dados dinâmica, assente numa plataforma acessível e de fácil utilização (MS Excel), quer pelos colaboradores do Turismo de Portugal, quer pelos parceiros do projecto, designadamente entidades gestoras das Rotas e seus associados, permite que a mesma possa ser regularmente actualizada e\ou melhorada. Sendo esta uma base de dados dinâmica que gera de forma automática diferentes reports gráficos em função dos dados que são inseridos nas subpastas, a equipa responsável pela dinamização do produto estratégico G&V, poderá aproveitar trabalho agora desenvolvido para monitorizar de forma regular o estado das Rotas do Vinho nacionais, bastando para isso que as entidades gestoras actualizem regularmente a BD pertencente à sua Rota. O método mais rápido e eficaz de o fazer, poderá passar por disponibilizar online as Bases de Dados, através do alojamento em servidor FTP de acesso reservado, ou outra plataforma electrónica, para que cada uma das entidades gestoras possa aceder (através de um URL exclusivo ou de senha e login, fornecidos pelo Turismo de Portugal) à Base de Dados da sua Rota e actualizar anualmente ou semestralmente os conteúdos inseridos nas subpastas da Base de Dados, relativo aos seus aderentes e serviços prestados. Este procedimento evita que os ficheiros tenham que ser enviados para cada uma das Rotas com o risco de os mesmos acabem disseminados por diferentes destinatários, havendo um maior controlo. Por outro lado, salvaguarda a integridade das fórmulas e ligações estabelecidas entre as subpastas e o ficheiro de análise estatística que congrega a informação de todas das bases de dados e gera os reports gráficos. Utilizando esta ferramenta para sistematizar e actualizar a informação relativo ao conjunto das Rotas do Vinho, seguindo o procedimento proposto, a equipa do departamento de Dinamização da Direcção de Desenvolvimento de Produtos e Destinos, do Turismo de Portugal I.P. terá acesso rápido à informação essencial, obtendo com um panorama geral do estado das Rotas do vinho nacionais, com a percentagem das Rotas e aderentes que cumprem os requisitos considerados essenciais, entre outras informações, sem a necessidade de efectuar deslocações ou alocar recursos a esta tarefa, com ganhos evidentes de eficiência, em termos de custos e tempo. Esta ferramenta permite que a equipa de Dinamização, identifique as áreas ou requisitos essenciais, mais deficitários a necessitar de melhoramento e por essa via apoiar na definição de estratégias de acção para inverter ou melhorar os resultados registados, através de iniciativas como as Acções de sensibilização com enfoque nos requisitos essenciais a melhorar. Por outro lado, a base de dados poderá ser útil na actividade corrente da equipa de Dinamização, na procura de contactos e moradas ou mesmo para identificar os enoturismos que reúnam conjunto de características mais interessantes para realização futuras iniciativas (acções de sensibilização, seminários, entre outros). Para finalizar, fica em aberto a possibilidade de utilização deste conceito noutro tipo de Rotas já existentes, adaptando a estrutura da Base de Dados às características próprias de cada Rota, exemplos: Rotas Culturais, Gastronómicas, Golf, Roteiros Históricos ou relativos à temática Turismo Natureza, entre outros. 11

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