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Transcrição:

Principais dados da Pesquisa CNT do Transporte Aquaviário Cabotagem 2013

Pesquisa CNT do Transporte Aquaviário Cabotagem 2013 OBJETIVOS Pes Mensurar a importância econômica da cabotagem no Brasil. Identificar os principais gargalos do modal e as ações necessárias para mitigar ou eliminar esses entraves. Avaliar o nível de satisfação dos clientes da cabotagem, identificando as necessidades de melhorias para a expansão da sua utilização. METODOLOGIA Consolidação e análise dos principais dados do setor de cabotagem. Mensuração da importância econômica e ambiental do setor com a análise dos investimentos. Entrevista com 92 usuários da navegação de cabotagem. Identificação e análise dos principais gargalos do modal e diagnóstico com a apresentação das principais soluções. IMPORTÂNCIA DA CABOTAGEM Grande extensão costeira e proximidade dos grandes centros produtores e consumidores do litoral. Alta capacidade de carregamento, menor custo por tonelada quilômetro e menor custo de seguro. Menor consumo de combustível por tonelada transportada, reduzido registro de acidentes e menor emissão de poluentes. Ganhos de escala: uma embarcação de 5.000 toneladas é capaz de transportar o equivalente a 72 vagões ou 143 carretas. A maior utilização da cabotagem para fluxos internos possibilitaria a redução do volume de veículos nas rodovias, reduzindo o desgaste da malha rodoviária e contribuindo para a redução do custo total do frete. Aumento da competitividade das mercadorias regionais e maior eficiência da economia como um todo. Maior integração modal.

Principais dados da Pesquisa CNT do Transporte Aquaviário Cabotagem 2013 DADOS DO SETOR Volume de cargas movimentado na navegação de cabotagem por natureza da carga (em milhões de toneladas) Volume de cargas movimentado na navegação de cabotagem por natureza da carga (em milhões de toneladas) 200 150 163,5 168,5 172,4 Crescimento de 23% 177,3 185,8 193,5 201,0 Milhões de toneladas 100 116,2 122,8 123,1 128,5 133,3 134,0 139,6 50 0 62,5 33,1 14,2 2006 31,7 29,3 29,6 32,8 36,9 34,9 14,0 20,0 19,2 19,7 22,6 26,5 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Granel Líquido Granel Sólido Carga Geral Crescimento de 23% entre 2006 e 2012. Principais locais de movimentação de cargas de cabotagem: Plataformas Marítimas Porto de Santos Porto de Vila do Conde Porto de Suape Porto de Itaqui Porto de Paranaguá Terminal de Uso Privativo - TUP Almirante Barroso (SP) TUP Madre de Deus (BA) TUP Almirante Maximiano Fonseca e TUP Almirante Tamandaré (RJ) Outros Terminais de Uso Privativo TUPs: Trombetas (PA), Alumar (MA), São Francisco do Sul (SC), Almirante Soares Dutra (RS) etc.

Pesquisa CNT do Transporte Aquaviário Cabotagem 2013 Principais produtos transportados na navegação de cabotagem: Pes Combustíveis e Oleos Minerais e Produtos - 77,2% Bauxita - 10,1% Contêineres - 5,1% ASPECTOS ECONÔMICOS DO SETOR Investimento público federal em transporte marítimo (2002-2012) R$ 1,81 bilhão (35%) Investimento total: R$ 5,10 bilhões R$ 3,29 bilhões (65%) União Cia. Docas Inclui investimentos em infraestrutura portuária que atendem à navegação de longo curso e à de cabotagem. Não inclui investimentos direcionados à navegação interior. Total de investimento em 2012: R$ 357,1 milhões Investimento médio anual entre 2002 e 2012: R$ 299,7 milhões Valor autorizado e investimento anual do orçamento fiscal da União para transporte marítimo entre 2002 e 2012 (R$ milhões correntes) 2000 1.288 1.157 De 2002 a 2012: 1500 1000 500 244 123 0 2002 169 7 136 90 314 89 210 123 358 218 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 958 298 608 816 555 568 532 357 Total autorizado - R$ 5,91 bilhões Total pago - R$ 3,29 bilhões Total autorizado Total pago * Inclui investimentos em infraestrutura portuária que atendem à navegação de longo curso e à de cabotagem. Não inclui investimentos direcionados à navegação interior.

Principais dados da Pesquisa CNT do Transporte Aquaviário Cabotagem 2013 AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE SERVIÇO DO TRANSPORTE DE CABOTAGEM A pesquisa avaliou a opinião de 92 empresas que utilizam a cabotagem para o transporte dos seus produtos. O desempenho/nível de serviço da navegação de cabotagem é considerado bom por 66,3 % dos entrevistados e regular por 30,4%. O tempo de operação e liberação das cargas é considerado adequado por 51,1% das empresas e lento para 34,8%. Avaliação da evolução das tarifas cobradas pelas empresas de cabotagem. 42,4% dos entrevistados avaliaram que as tarifas cobradas pelas empreas de cabotagem estão se mantendo moderadas. Principais fatores determinantes na escolha da empresa de navegação. Fatores determinantes na escolha da empresa de navegação (%) 97,8 67,4 47,8 22,8 21,7 13,0 9,8 13,1 Custo do frete Confiabilidade dos prazos Segurança da carga Comunicação/ informação sobre a carga Frequências de embarques Nível de avarias Armazenagem da carga Outros Os valores indicados na tabela representam a apuração dos resultados de uma questão de múltipla escolha, em que o entrevistado poderia apontar até três itens entre as opções existentes. Os entrevistados identificaram as principais condições para o aumento do uso da cabotagem.

Pesquisa CNT do Transporte Aquaviário Cabotagem 2013 Condições para a ampliação da utilização do transporte de cabotagem Pes Condições para ampliar o serviço Entrevistados Percentual Menor custo do frete 72 78,3 Maior confiabilidade dos prazos 49 53,3 Melhor comunicação/informação sobre a carga 26 28,3 Maior nível de segurança da carga 20 21,7 Maior frequência das linhas 11 12,0 Maior oferta de serviços complementares 10 10,9 Menor nível de avarias 9 9,8 Melhora na armazenagem da carga 8 8,7 Rede de agências mais amplas 3 3,3 Os valores indicados na tabela representam a apuração dos resultados de uma questão de múltipla escolha, em que o entrevistado poderia apontar até três itens entre as opções existentes.

Principais dados da Pesquisa CNT do Transporte Aquaviário Cabotagem 2013 Avaliação dos principais problemas do segmento Infraestrutura portuária deficiente 79,3 9,8 7,6 3,3 Acessos terrestres aos portos deficientes 63,0 19,6 13,0 4,3 Ausência de manutenção dos canais de acesso e dos berços (dragagem, derrocamento, balizamento e sinalização) 63,0 14,1 7,6 15,2 Tarifa elevada 56,5 30,4 12,0 1,1 Baixa oferta de navios 55,4 22,8 20,7 1,1 Excesso de burocracia 53,3 30,4 13,0 3,3 Carência de linhas regulares 52,2 34,8 12,0 1,1 Demora no trânsito das cargas 48,9 35,9 15,2 Política de combustíveis 47,8 29,3 9,8 13,0 Tratamento equivalente ao do comércio exterior (longo curso) 42,4 32,6 9,8 15,2 Distância até os portos/terminais 29,3 40,2 29,3 1,1 0,0% 20,0% 40,0% 60,0% 80,0% 100,0% Muito grave Moderado Pouco grave NS/NR

Pesquisa CNT do Transporte Aquaviário Cabotagem 2013 PRINCIPAIS ENTRAVES, SOLUÇÕES E PERSPECTIVAS Pes Principais entraves Burocráticos: As exigências de documentos na cabotagem são análogas às da navegação de longo curso, apesar de ser utilizada para o transporte local de produtos. São exigidos no mínimo 44 documentos para as embarcações, outros 9 podem ser demandados conforme o tipo de carga. Essa estrutura de procedimentos onera o setor e torna-o menos atrativo. Custos elevados com mão de obra pela baixa oferta e forte restrição de contratação e de capacitação dos trabalhadores marítimos. Alta carga tributária tanto na prestação do serviço de cabotagem quanto sobre a carga transportada. Operacionais: Carência de infraestrutura portuária, com escassez de berços e retroáreas. Ausência de equipamentos adequados para a movimentação de carga. Investimento: Processo longo e moroso para a obtenção de financiamentos para a construção e/ou manutenção de embarcações. Reduzido volume de investimentos em infraestrutura. Principais Soluções Propostas Diminuição da burocracia e simplificação dos processos e do volume de documentos exigidos para operação do modal e obtenção de financiamento. Aumento da oferta de infraestrutura portuária, com a ampliação de terminais, berços e retroáreas. Implantação de hub ports e feeder ports para estimular a navegação de longo curso e de cabotagem. Aumento do número de instituições formadoras de técnicos e oficiais para o setor. Criação de mecanismos econômicos para estimular a construção naval e a renovação da frota, com a desburocratização do acesso às linhas de crédito e redução do número de etapas para acesso aos recursos do FMM.

Principais dados da Pesquisa CNT do Transporte Aquaviário Cabotagem 2013 Fundo da Marinha Mercante (FMM) FMM: Fundo contábil proveniente de arrecadação do AFRMM destinado a prover recursos para o desenvolvimento da marinha mercante e da indústria naval. É operado pelos seguintes bancos: BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste. Vantagens do FMM: Menores taxas de juros e isenção de algumas contribuições. Desvantagens do FMM: Financiamento apenas para embarcações produzidas em estaleiros nacionais. Atualmente, a construção nacional de novas embarcações é limitada pela capacidade de produção dos estaleiros, uma vez que eles não conseguem atender múltiplos projetos em curto prazo; e Longo processo burocrático. A solicitação de financiamento com recursos do FMM deve ser feita pelas empresas interessadas, com a documentação exigida (Consulta Prévia, Projeto, entre outros), ao Departamento de Marinha Mercante - DEFMM. Para liberação de recursos são necessárias 20 etapas que dificultam o financiamento e a expansão da frota. Esse processo dura, em média, 25 meses.

Pesquisa CNT do Transporte Aquaviário Cabotagem 2013 Etapas e documentos necessários para financiamento com recursos Pes do FMM (Fundo da Marinha Mercante) 1 2 Financiamento à embarcação via FMM Condições de Prioridade: 1 - projeto de empresa brasileira, para construção de embarcação em estaleiro brasileiro; ou jumborização, conversão, modernização ou reparação de embarcação própria, inclusive para a aquisição e instalação de equipamentos necessários, quando realizadas por estaleiro brasileiro; 2 - participação da bandeira brasileira no mercado onde a embarcação será empregada; 3 - política industrial e geração de empregos; 4 - percentual de nacionalização dos materiais e equipamentos; 5 - perda de divisas com pagamentos de fretes e afretamentos ao exterior; e 6 - atividade considerada prioritária e de relevante interesse social. 3 9 Análise de Prioridade DEFMM/CDFMM 4 5 Consulta Prévia (prioridade) 1 - Qualificação do postulante / caracterização jurídica da empresa 2. Controle do capital social: 3. Sociedades controladas: 4. Sociedades coligadas: 5 - Caracterização do pedido de apoio financeiro 6 - Histórico operacional da empresa (se pesca não preencher) 6.1 - Frota atual da empresa 6.2 - Carga transportada pela empresa nos últimos 3 anos 6.3 - Serviços realizados pela empresa nos últimos 3 anos 7 - Concorrência nos últimos 3 anos 8 - Evolução do time charter (TC) médio anual de mercado nos últimos 5 anos 9 - Detalhamento do custo operacional da embarcação em análise 10 - O projeto 11 - Obras realizadas pelo estaleiro nos últimos 5 anos Documentação necessária para solicitação de financiamento 1.Carta da empresa solicitando o financiamento; 2.Consulta Prévia; 3. Informações e documentos para a elaboração da classificação de risco; 4.Questionário de Informações Ambientais para Enquadramento. 5.Questionário de Informações Sociais para Enquadramento; 6.Questionário de Aspectos Relativos à Inovação; 7. Relatório ou Balanço social se houver; 15 Comitê de Enquadramento de Crédito 14 A empresa é notificada do enquadramento e prepara o projeto 16 Enquadra Fim do ciclo Não enquadra Condições necessárias ser EBN/REB ou Estaleiro Brasileiro 8 Outras análises 1- Detalhamento do Orçamento e Quadro de Usos e Fontes 2- Descrição do Demonstrativo de Pagamentos 3- Formulário de Cadastro para Estaleiros 4- Ofício de Autorização para Obtenção de Informações Bancárias junto à Instituição Financeira 5- Apresentação do Projeto 6- Análise do Mapa de Orçamento: Descrição e Discriminação quanto à mão de obra própria, mão de obra sub contratada, material e equipamentos nacionais, material e equipamentos importados. Cadastro na Instituição Financeira Ficha cadastral pessoa física e pessoa jurídica 10 11 Consulta Prévia (financiamento) 1- Dados da Empresa 2- Descrição do Projeto 3- Estudo de Mercado 4- Apresentação das Garantia 5- Outras Informações Consideradas Pertinentes 13 Área de Crédito Entrega ao Comitê de Classificação de Risco a proposta de limite de crédito que será homologada pela diretoria A Área Operacional analisa, negocia com o cliente e estrutura a operação (prioridade) 1- Carta de apresentação do pedido 2- Indicação do agente financeiro pode ser na própria cartade apresentação 3- Especificação técnica resumida do projeto 4- Arranjo geral da embarcação, se for o caso 5- Planta baixa geral do empreendimento, se for o caso 6- Cronograma de obras do estaleiro construtor 7- Cronograma de construção da(s) embarcação (s) 8- Pré contrato de construção entre o pleiteante e o estaleiro construtor 9- Autorização para o agente financeiro informar ao DEFMM a existência de pendências financeiras 10- Certidões que caracterizem a situação regular do grupo econômico a que pertence o pleiteante junto a: Secretaria da Receita Federal; Fazenda Nacional; FGTS; INSS 17 12 7 Documentação Fim do ciclo Nega a prioridade e informa à empresa 6 Concede a Prioridade Agente Financeiro* BNDES Departamento de Prioridades (DEPRI) Recebe a documentação, verifica a adequação às politicas operacionais, elabora e encaminha ao Comitê a Instrução de Enquadramento com recomendações DEPRI envia cópias para Área de Crédito e Área Operacional A Área Operacional elabora o Relatório de Análise 20 Área Operacional Elabora o contrato e efetua a liberação dos recursos e o acompanhamento do projeto e da empresa 19 Empresa é informada das condições para a contratação 18 Diretoria aprova Fim do ciclo Diretoria não aprova e notifica a empresa * A análise foi feita para o BNDES porque essa instituição concedeu 89% (em média) do total dos empréstimos dos últimos 9 anos. Apenas no ano de 2012, o BNDES foi responsável por 73% de todos os empréstimos concedidos com recursos do FMM. As outras instituições que atuam como agente financeiro do FMM são: Banco do Nordeste, Banco da Amazônia, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.