PESQUISA CNT DA NAVEGAÇÃO INTERIOR 2013
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- Valentina Raphaella Teves Molinari
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1 PESQUISA CNT DA NAVEGAÇÃO INTERIOR 2013 Considerando o potencial de expansão do transporte hidroviário, a sua importância para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do Brasil e a necessidade de expandir os debates que abordam o referido tema, a Pesquisa CNT da Navegação Interior 2013 traça, sob o ponto de vista dos armadores e sindicatos, um panorama do setor. O relatório também aborda a caracterização da navegação interior, a movimentação de cargas e as características dos principais portos que atuam nesse modo de transporte. OBJETIVOS Analisar o atual sistema hidroviário brasileiro; Identificar os principais entraves encontrados pelos armadores e representantes dos sindicatos na realização da navegação interior; Propor possíveis soluções para os problemas identificados no sistema hidroviário; Consolidar base de dados; Identificar os principais projetos necessários para impulsionar o setor; Servir de instrumento de diagnóstico do transporte hidroviário no país; e Fomentar pesquisas e ações que promovam o desenvolvimento do transporte hidroviário. METODOLOGIA
2 PANORAMA DA NAVEGAÇÃO INTERIOR Regiões Hidrográficas do Brasil Densidade do transporte hidroviário
3 O Brasil possui quilômetros de vias navegáveis, contudo apenas 50,3% ( km) são economicamente navegadas. Das doze regiões hidrográficas que compõem a malha hidrográfica brasileira, apenas seis apresentam dados de transporte de carga. São elas: Amazônica, do Tocantins/Araguaia, do Paraná, São Francisco, do Paraguai e Atlântico Sul. No ano de 2012, o transporte de cargas por meio da navegação interior movimentou 80,9 milhões de toneladas, ou seja, apresentou um crescimento de 1,4% com relação ao ano de 2011, quando foram transportadas 79,8 milhões de toneladas. BENEFÍCIOS DA NAVEGAÇÃO INTERIOR Segurança; Menor custo por unidade transportada; Redução das emissões dos gases de efeito estufa; Redução do consumo de combustível. Comparação entre as capacidades de carregamento dos modais
4 Consumo de combustível para transportar uma tonelada por km DADOS DO SETOR Volume de cargas transportado em vias interiores por tipo de acondicionamento da carga (em milhões de toneladas) Transporte de cargas em vias interiores por região hidrográfica (em milhões de toneladas)
5 PRINCIPAIS PROBLEMAS DO SETOR Avaliação dos problemas enfrentados pelo segmento da navegação interior, na região de atuação dos armadores (%)
6 ASPECTOS OPERACIONAIS O horário de funcionamento dos terminais portuários é adequado para 93,6% dos armadores entrevistados A disponibilidade de espaço físico da retroárea é adequada para 44,7% dos armadores entrevistados Apenas 19,1% dos armadores entrevistados informaram utilizar serviços terceirizados de rebocadores/empurradores. Desse total, 55,3% avaliaram que os custos envolvidos com a atividade são elevados e 33,3%, que são moderados Quanto à qualidade dos serviços terceirizados de rebocadores/empurradores, 66,7% dos armadores avaliaram-na como boa e 33,3%, como regular Componentes com maior peso nos custos totais com a navegação interior (%) Avaliação do tempo de carga e descarga nos terminais portuários (%)
7 ACESSO AOS PORTOS RODOVIÁRIOS Avaliação dos acessos rodoviários Principais problemas dos acessos rodoviários FERROVIÁRIOS Avaliação dos acessos ferroviários
8 HIDROVIÁRIOS Avaliação dos acessos hidroviários Principais problemas dos acessos hidroviários MÃO DE OBRA PRINCIPAIS PROBLEMAS -- a qualificação profissional deficiente ou insuficiente foi citada por 83,0% dos entrevistados -- A baixa oferta de profissionais foi indicada por 40,4% dos entrevistados Avaliação da qualidade dos serviços prestados pelos fluviários (%)
9 No Brasil existem apenas dois centros de instrução para a formação de categorias oficiais de fluviários, o Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar - Ciaba, em Belém, e o Centro de Instrução Almirante Graça Aranha - Ciaga, no Rio de Janeiro. AVALIAÇÃO DAS AUTORIDADES PÚBLICAS NOS PORTOS Avaliação da burocracia nos portos ao fazer uso dos serviços das autoridades públicas (%) Fatores que melhorariam o serviço prestado pelas autoridades públicas nos portos (%)
10 ASPECTOS ECONÔMICOS Investimento direto da União em navegação interior total pago* (valores em R$ milhões correntes 2002 a 2012) Investimentos na navegação interior classificados por tipo de obra (valores acumulados de 2002 a 2012 em R$ milhões correntes) -- A Cia Docas do Maranhão, responsável pelo investimento em hidrovias, teve entre janeiro de 2002 e junho de 2013, R$ 2,9 milhões autorizados. Entretanto, apenas R$ 302 mil reais foram investidos.
11 Investimentos recomendados pelo PNLT e os planejados pelo PPA Intervenções urgentes segundo a região de atuação dos sindicatos
12 PROBLEMAS E SOLUÇÕES Entre os principais gargalos enfrentados pelos usuários da navegação interior, destacam-se: Especificidades entre as embarcações que atuam na navegação interior; Dificuldade de financiamento das embarcações; Burocracia e quantidade de órgãos envolvidos; Dificuldades na obtenção de licenças ambientais; Regime jurídico da navegação fluvial; Discussões com o setor elétrico e dimensionamento das eclusas; Excesso de tributos; Formação de profissionais; e Serviços de manutenção hidroviária e portuária interior. O Plano CNT de Transporte e Logística propõe em seu escopo projetos que envolvem a infraestrutura hidroviária e portuária 1 brasileira. Para viabilizar a implantação dessas propostas, conforme estimativa prévia do Plano CNT de Transporte e Logística, ainda em elaboração, são previstos investimentos mínimos de cerca de R$ 50,2 bilhões. As intervenções propostas abrangem: Abertura de canal; Ampliação de profundidade; Ampliação e construção de terminais hidroviários; Construção de dispositivos de transposição; Dragagem e derrocamento (nos canais de navegação e portos); Sinalização e balizamento; e Ampliação de área portuária. 1 Foi considerada apenas infraestrutura portuária que atende a navegação interior.
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