Teoria da Computação I



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Transcrição:

Licenciatura em Engenharia Informática e Computação João Mendes Moreira João Falcão e Cunha Teoria da Computação I 3º Ano 2001-2002 1ª Aula Prática Implementação de Funções Simples na Máquina URM 1.1. Resolução R1 R2 R3 x y 0 I1 J(1,3,6) I2 J(2,3,5) I3 S(3) I4 J(1,1,1) I5 S(4) I6 T(4,1) 1.2. Resolução R1 R2 x 0 I1 S(2) I2 S(2) I3 S(2) I4 S(3) I5 J(1,2,7) I6 J(1,1,1) I7 T(3,1) Página 1-1/2

1.3. Resolução R1 R2 x 0 I1 T(1,3) I2 J(2,3,6) I3 S(1) I4 S(2) I5 J(1,1,2) I6 Z(2) I7 Z(3) I8 J(1,2,16) I9 S(2) I10 J(1,2,16) I11 S(2) I12 J(1,2,16) I13 S(2) I14 S(3) I15 J(1,1,8) I16 T(3,1) Página 1-2/2

Licenciatura em Engenharia Informática e Computação João Mendes Moreira João Falcão e Cunha Teoria da Computação I 3º Ano 2001-2002 2ª Aula Prática Implementação de Funções Recursivas na Máquina URM 2.1. Resolução A função indicada é a função constante que retorna o valor 1 para qualquer argumento natural. Esta função pode assim ser definida, a partir das funções básicas zero 0 e sucessor s (s(x) ou x+1), recorrendo ao método de substituição, como: 1(x)=s(0(x)) ou 1(x)=0(x)+1 Neste caso, as funções gerais f e g 1, g k, referidas pelo teorema 3.1 (cf. [Cutland 1980], p. 29) são as seguintes, dado que k=1 e n=1: f(y)= s(y) g 1 (x)= 0(x). 2.2. Resolução O predicado M é decidível se a sua função característica c M for computável: 1 se M(x,y) se verifica,isto é se g(x ) = y c M (x,y) = 0 no caso contrário,isto é se g(x ) y. Considere-se a seguinte função computável (cf. [Cutland 1980] 3.3, exercício 1-c, p. 21): f(a,b) 1 se a = b = 0 se a b. Assim sendo, podemos definir M(x,y)=f(g(x),y), por substituição, a partir de funções computáveis f e g. Página 2-1/3

2.3. Resolução X(x,0) = f(x) = 0 X(x,y+1) = g(x,y,x(x,y)) = x + X(x,y) m = max(n+2, ρ(f), ρ(g)) = max(1+2, 1, 3) = 3 t = m+n = 3+1 =4 Multiplicação I1 T(1,4) I2 T(2,5) I3 Z(1) I4 T(1,7) I5 J(6,5,18) I6 T(4,1) I7 T(6,2) I8 T(7,3) I9 Z(2) I10 J(1,2,14) I11 S(2) I12 S(3) I13 J(1,1,10) I14 T(3,1) I15 T(1,7) I16 S(6) I17 J(1,1,5) I18 T(7,1) Forma genérica T(1,m+1)...T(n,m+n) T(n+1,m+n+1) F[1,2,...,n -> t+3] Iq J(t+2,t+1,p) G[m+1,...,m+n,t+2,t+3 -> t+3] S(t+2) J(1,1,q) Ip T(t+3,1) Página 2-2/3

2.4. Resolução ^(x,0) = f(x) = 1 ^(x,y+1) = g(x,y,^(x,y)) = x * ^(x,y) m = max(n+2, ρ(f), ρ(g)) = max(1+2, 1, 5) = 5 t = m+n = 5+1 = 6 Potência I1 T(1,6) I2 T(2,7) I3 Z(1) I4 S(1) I5 T(1,9) I6 J(8,7,25) I7 T(6,1) I8 T(8,2) I9 T(9,3) I10 Z(4) I11 Z(5) I12 Z(2) I13 J(1,2,21) I14 Z(4) I15 J(3,4,19) I16 S(5) I17 S(4) I18 J(1,1,15) I19 S(2) I20 J(1,1,13) I21 T(5,1) I22 T(1,9) I23 S(8) I24 J(1,1,6) I25 T(9,1) Forma genérica T(1,m+1)...T(n,m+n) T(n+1,m+n+1) F[1,2,...,n->t+3] Iq J(t+2,t+1,p) G[m+1,...,m+n,t+2,t+3 -> t+3] S(t+2) J(1,1,q) Ip T(t+3,1) Página 2-3/3

Licenciatura em Engenharia Informática e Computação João Mendes Moreira João Falcão e Cunha Teoria da Computação I 3º Ano 2001-2002 3ª Aula Prática Implementação de Funções definidas com Minimização na Máquina URM 3.1. Resolução raíz_quadrada(x) = µy(x-y 2 =0) m = max(n+1, ρ(f)) = max(1+1,5) = 5 Página 3-1/3

Raíz quadrada Forma genérica I1 T(1,6) T(1,m+1)...T(n,m+n) I2 T(6,1) Iq F[m+1,...,m+n,m+n+1 -> 1] I3 T(7,2) I4 Z(3) I5 Z(4) I6 Z(5) I7 J(2,4,15) I8 J(2,3,12) I9 S(3) I10 S(5) I11 J(1,1,8) I12 Z(3) I13 S(4) I14 J(1,1,7) I15 T(5,2) I16 Z(3) I17 J(1,2,21) I18 S(2) I19 S(3) I20 J(1,1,17) I21 T(3,1) I22 J(1,8,25) J(1,m+n+2,p) I23 S(7) S(m+n+1) I24 J(1,1,2) J(1,1,q) I25 T(7,1) Ip T(m+n+1,1) Página 3-2/3

3.2. Resolução quociente(x 1,x 2 ) = µy(x 1 -x 2 *y=0) m = max(n+1, ρ(f)) = max(2+1,6) = 6 Quociente Forma genérica I1 T(1,7) T(1,m+1) I2 T(2,8) T(n,m+n) I3 T(7,1) Iq F[m+1,...,m+n,m+n+1 -> 1] I4 T(8,2) I5 T(9,3) I6 Z(4) I7 Z(5) I8 Z(6) I9 J(2,4,17) I10 J(3,5,14) I11 S(5) I12 S(6) I13 J(1,1,10) I14 Z(5) I15 S(4) I16 J(1,1,9) I17 Z(2) I18 J(1,6,22) I19 S(2) I20 S(6) I21 J(1,1,18) I22 T(2,1) I23 J(1,10,26) J(1,m+n+2,p) I24 S(9) S(m+n+1) I25 J(1,1,3) J(1,1,q) I26 T(9,1) Ip T(m+n+1,1) Página 3-3/3

Licenciatura em Engenharia Informática e Computação João Mendes Moreira João Falcão e Cunha Teoria da Computação I 3º Ano 2001-2002 4ª Aula Prática Programas e Funções 4.1. Resolução Como x 3 = x*x 2, se provar que x*y é computável x 3 também o será, por substituição. Sabendo que x*0 = 0 e que x*(y+1) = (x*y)+x, tenho que x*y é computável por recursão, sendo ainda necessário provar-se que x+y é computável e notando-se que x*0=0 é computável pela função básica 0(x). Como x+0 = x e x+(y+1) = (x+y)+1 então x+y é computável por recursão, pois a função básica x+1 é computável. 4.2. Resolução Sabendo que x 2 é computável (dado do enunciado), basta provar que x-y também o é. Assim, pelo teorema da substituição ( x-y ) 2 também será computável. Como x-y =(x & y)+(y & x) e como x+y é computável (pois x+0=x e x+(y+1)=(x+y)+1, logo x+y é computável por recursão e pelo facto das funções básicas serem computáveis, nomeadamente a função sucessor), bastará provar que x & y é computável para se concluir que x-y também o é pelo teorema da substituição. Para provar que x & y é computável basta provar que x & 1 também o é, pois caso o seja, x & y também o será, já que é definida por recursão através de x & 0=x e x & (y+1)=(x & y) & 1. Como x & 1 é definida por 0 & 1 = 0 e (x+1) & 1 = x então é computável pelo teorema da recursão e porque a função 0(x) é uma função básica. Está assim provado que g(x,y) é computável. Página 4-1/2

4.3. Resolução Em primeiro ligar é necessário propor uma definição de f -1 que corresponda à noção intuitiva e formal dessa função. Seja então: f -1 (x) = µy( x-f(y) = 0) Sendo x-z computável, cf. exercício anterior, e também f(z) (dado deste enunciado), então x-f(z) também é computável pelo teorema da substituição, estando definida para todo os valores de x e de z, em particular para z y, já que f(x) e x-z são funções totais. Assim, f -1 (x) também é URM-computável pelo teorema da minimização. Página 4-2/2

Licenciatura em Engenharia Informática e Computação João Mendes Moreira João Falcão e Cunha Teoria da Computação I 3º Ano 2001-2002 5ª Aula Prática Máquina de Turing 5.1. Resolução q 1 B1q 2 q 2 BRq 3 q 3 BRq 4 q 1 1Rq 1 q 2 1Lq 2 q 3 1Bq 3 1:R 1:L 1:B q1 B:1 q2 B:R q3 B:R q4 Resolução alternativa q 1 B1q 2 q 2 BLq 3 q 3 BLq 4 q 4 BRq 5 q 1 1Rq 1 q 2 1Rq 2 q 3 1Bq 3 q 4 1Lq 4 1:R 1:R 1:B 1:L q1 B:1 q2 B:L q3 B:L q4 B:R q5 Página 5-1/2

5.2. Resolução No estado q1 a cabeça de leitura é deslocada para a direita até encontrar o 1º símbolo 1 substituindo-o pelo símbolo 3. No estado q2 a cabeça de leitura é deslocada para a esquerda até ficar posicionada no 1º símbolo da sequência. No estado q3 a cabeça de leitura é deslocada para a direita até encontrar o 1º símbolo 2 e o substituir pelo símbolo 3. No estado q4, tal como no estado q2, a cabeça de leitura é deslocada para a esquerda até ficar posicionada no 1º símbolo da sequência. Nos estados q5 e q6 os símbolos 3 posicionados no início da sequência são substituídos por B. q 1 13q 2 q 2 BRq 3 q 3 1Rq 3 q 4 BRq 5 q 5 11q 1 q 6 BRq 5 q 1 2Rq 1 q 2 2Lq 2 q 3 23q 4 q 4 1Lq 4 q 5 22q 1 q 1 3Rq 1 q 2 3Lq 2 q 3 3Rq 3 q 4 3Lq 4 q 5 3Bq 6 2:R 2:L 1:R 1:L 1:3 B:R 2:3 q1 q2 q3 q4 B:R q5 B:R q6 3:B 3:R 3:L 3:R 1:1 2:2 3:L Resolução alternativa q 1 13q 3 q 1 23q 2 q 1 3Bq 5 q 2 13q 4 q 2 2Rq 2 q 2 3Rq 2 q 3 1Rq 3 q 3 23q 4 q 3 3Rq 3 q 4 BRq 1 q 4 1Lq 4 q 4 2Lq 4 q 4 3Lq 4 q 5 BLq 1 q5 3:B B:R q1 2:3 1:3 2:R q2 3:R B:R 1:R q3 3:R 1:3 2:3 1:L 3:L q4 2:L Página 5-2/2