TRANSFORMAÇÕES GEOMÉTRICAS

Documentos relacionados
Isometrias ESCOLA SECUNDÁRIA ANSELMO DE ANDRADE

ESCOLA SECUNDÁRIA COM 2º E 3º CICLOS ANSELMO DE ANDRADE

ISOMETRIAS - TRANSLAÇÃO, ROTAÇÃO E REFLEXÃO -

que transforma A em F. T (A) = F significa que a imagem do ponto A pela translação associada ao vetor é o ponto F. Assim o vetor =.

PAVIMENTAÇÕES. vértice do polígono que não é vértice da pavimentação

Existem quatro tipos de simetrias de uma figura plana:

Escola Básica Integrada c/ Jardim de Infância da Malagueira SÍNTESE DO TÓPICO ISOMETRIAS. rotaçã

UTILIZAÇÃO DE SOFTWARE DE GEOMETRIA DINÂMICA NO ESTUDO DAS ISOMETRIAS

>> REVISÕES GERAIS: Transformações rígidas do plano

Matemática do 8º ano FT nº Data: / 01 / 2013 Assunto: Isometrias: resumo Lição nº e. 1, pela reflexão de eixo r ( F

SOLUCÃO DAS ATIVIDADES COM MOSAICOS

Simetria de uma figura e isometrias no plano

Transformações geométricas. nos Programas de Matemática do Ensino Básico e Secundário

Transformação geométrica

Matemática do 8º ano FT nº7 Data: / 10 / 2011 Assunto: Isometrias: resumo Lição nº e. 1, pela reflexão de eixo r ( F

CURSO DE FORMAÇÃO O ENSINO DA GEOMETRIA NO 1º CICLO

Helena Melo. Departamento de Matemática Universidade dos Açores

MATEMÁTICA - 3o ciclo Isometrias (8 o ano) Propostas de resolução

DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA E INFORMÁTICA DISCIPLINA: Matemática (8º Ano) METAS CURRICULARES/CONTEÚDOS ANO LETIVO 2016/

Escola Secundária com 3º Ciclo D. Dinis. Ficha de Apoio nº2

3.ª Reunião Proposta de Trabalho

Metas/Objetivos/Domínios Conteúdos/Competências/Conceitos Número de Aulas

DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA E INFORMÁTICA DISCIPLINA: Matemática (8º Ano) METAS CURRICULARES/CONTEÚDOS ANO LETIVO 2017/

8.º Ano. Planificação Matemática 16/17. Escola Básica Integrada de Fragoso 8.º Ano

MATEMÁTICA - 3o ciclo Isometrias (8 o ano) Propostas de resolução

Preparação para a Prova Final de Matemática 2.º Ciclo do Ensino Básico Olá, Matemática! 6.º Ano

No desenvolvimento deste guião, procure sempre colocar as denominações referidas em cada ponto.

P L A N I F I C A Ç Ã 0 3 º C I C L O

Calendarização da Componente Letiva Ano Letivo 2016/2017

RESUMO MATEMÁTICA 6ºANO

MATEMÁTICA - 3o ciclo Isometrias (8 o ano)

Agrupamento de Escolas O Rouxinol Escola Básica 2, 3 de Corroios Matemática 8ºAno: Translações. Translações

Ano lectivo 2010 / 2011 Conteúdos programáticos essenciais

Anexo I Fichas de trabalho para professores

Metas Curriculares do Ensino Básico Matemática 3.º Ciclo. António Bivar Carlos Grosso Filipe Oliveira Maria Clementina Timóteo

0RNAMENTOS SIMETRIAS NO PLANO. Introdução

Anexo I Guião da entrevista

PLANIFICAÇÃO ANUAL DE MATEMÁTICA - 8º ANO. 1º Período PROGRESSÃO 2º Período º Período º período (39 aulas) N.

MOSAICOS Descrição Mosaico tesselação recobrimento do plano

Que imagens têm ou não têm simetria?

Calendarização da Componente Letiva

Andre - Dirmatica. Matemática Cursos Profissionais Módulo A1 - Geometria

1º Período PROGRESSÃO 2º Período º Período... 32

ATIVIDADES COM MOSAICOS

PERFIL DO ALUNO APRENDIZAGENS ESPECÍFICAS - 5.ºANO

A Geometria nas Provas de Aferição

APÊNDICE D SEQUÊNCIA DIDÁTICA

PERFIL DO ALUNO APRENDIZAGENS ESPECÍFICAS - 5.ºANO

A PAVIMENTAÇÃO DO PLANO

Ficha de Avaliação Sumativa(V1) 8º Ano Ano Letivo 2013/2014

Matemática. Questão 1. 7 o ano do Ensino Fundamental Turma. 2 o Bimestre de 2016 Data / / Escola Aluno RESOLUÇÃO:

AGRUPAMENTO VERTICAL DE ESCOLAS DE PEDROUÇOS

GEOMETRIA NO PLANO. Linha Conjunto infinito de pontos que pode ser desenhado por um único movimento contínuo (objecto geométrico a uma dimensão).

Física I 2009/2010. Aula02 Movimento Unidimensional

Tema: Circunferência e Polígonos. Rotações

PAVIMENTAÇÕES DO PLANO POR POLÍGONOS REGULARES E VISUALIZAÇÃO EM CALEIDOSCÓPIOS

Exercícios sobre Estudo dos Polígonos

UNIDADE 1 ESTATÍSTICA E PROBABILIDADES 9 tempos de 45 minutos

SOLUÇÃO DAS ATIVIDADES COM CALEIDOSCÓPIOS DIÉDRICOS

MATEMÁTICA - 3o ciclo Isometrias (8 o ano)

Primeiramente é importante destacar um aspecto referente a definições, nomenclatura e classificações.

Geometria Analítica I

A perspectiva geométrica é uma projeção que resulta numa imagem semelhante aquela vista pelo nosso sentido da visão.

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MIRA Escola Sec/3 Drª. Maria Cândida. PLANIFICAÇÃO ANUAL MATEMÁTICA 8º Ano Ano Letivo 2016/2017. Objetivos específicos

Atividades de Geometria com o Geoplano

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DR. VIEIRA DE CARVALHO DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA E CIÊNCIAS EXPERIMENTAIS MATEMÁTICA PLANIFICAÇÃO ANUAL 7.

DISCIPLINA: MATEMÁTICA ANO: 8º ANO LETIVO 2012/2013 ATIVIDADES ESTRATÉGIAS. Atividades de diagnóstico. Atividades de revisão e recuperação.


Cinemática de Mecanismos

FICHA DE AVALIAÇÃO Nº 1

TEMA 2 GEOMETRIA ANALÍTICA FICHAS DE TRABALHO 11.º ANO COMPILAÇÃO TEMA 2 GEOMETRIA ANALÍTICA

Mosaicos do Plano Mário Dalcin ( Montevidéu Uruguai) Sérgio Alves (IME USP)

MATEMÁTICA Plano anual 2008/2009 7º Ano 1º PERÍODO. Nº de Segmentos Conhecer melhor os números 12 Proporcionalidade directa

INFORMAÇÃO-PROVA PROVA DE AVALIAÇÃO DE CONHECIMENTOS E CAPACIDADES Componente Específica Matemática (Nível 1) Código da Prova /2015

MOSAICOS, FAIXAS E ROSETAS NO GEOGEBRA

SUPERFÍCIES REGRADAS NÃO DESENVOLVÍVEIS

Síntese da Planificação da Disciplina de Matemática 6.º Ano

Nº de aulas de 45 minutos previstas 66. 1º Período. 1- Isometrias Nº de aulas de 45 minutos previstas 18

Programação anual. 6 º.a n o. Sistemas de numeração Sequência dos números naturais Ideias associadas às operações fundamentais Expressões numéricas

Síntese da Planificação da Disciplina de Matemática - 6º Ano

ESCOLA SECUNDÁRIA DE ALBERTO SAMPAIO

ESCOLA SECUNDÁRIA DE AMORA Planificação Anual 8º Ano


Introdução à Computação Gráfica

MATEMÁTICA - 3o ciclo Isometrias (8 o ano)

Predisposição para procurar e explorar padrões geométricos e o gosto por investigar propriedades e relações geométricas.

Planificação anual- 8.º ano 2014/2015

Escola Secundária com 3ºCEB de Lousada Ficha de Trabalho de Matemática do 9º ano 2011 Assunto: Preparação para o Exame Nacional

Metas/Objetivos/Domínios Conteúdos/Competências/Conceitos Número de Aulas

GEOMETRIA DESCRITIVA A

Metas Curriculares Conteúdos Aulas Previstas. - Números primos; - Crivo de Eratóstenes;

AEDLV Agrupamento de Escolas e Jardins de Infância D. Lourenço Vicente

Transcrição:

TRANSFORMAÇÕES GEOMÉTRICAS É essencial retomar a intenção de dar às transformações geométricas o seu papel importante no ensino da geometria, num tratamento que tenha por ponto de partida e desenvolva as intuições que os alunos já possuem e prossiga numa via lenta de formalização ao longo de toda a escolaridade Eduardo Veloso, Geometria: Temas actuais SEMELHANÇAS ISOMETRIAS são transformações geométricas que conservam as distâncias, tornam uma figura invariante, produzindo diferentes tipos de SIMETRIA (preservação da forma e configuração através de um ponto, linha ou plano) Exemplos: Reflexões (simetrias axiais) Translações Reflexão deslizante (combinação de uma reflexão com uma translação) Rotações [Meia volta (simetria central ou rotação de 180º)] AMPLIAÇÕES ou REDUÇÕES são transformações geométricas que não conservam as distâncias, com excepção para alguns subgrupos (isometrias). Exemplos de semelhanças: Reduções, ampliações, isometrias ou produto de reduções/ampliações e isometrias.

ISOMETRIAS NO PLANO REFLEXÃO (SIMETRIAS AXIAIS) Reflexão de um ponto Exemplos de reflexões (simetrias axiais) Cada uma das figuras anteriores tem um eixo de simetria TRANSLAÇÕES Translação de um ponto segundo uma direcção e grandeza Exemplo de translação aplicada a duas figuras Existe uma translação entre a figura original e a sua cópia. Em termos informais efectuar uma translação não é mais que copiar e mover um objecto.

REFLEXÃO DESLIZANTE Reflexão deslizante: combinação de uma reflexão com uma translação A figura que resulta da combinação de uma reflexão com uma translação é chamada reflexão deslizante. Exemplo de reflexões deslizantes 1º reflexão depois translação ROTAÇÕES Rotação: rodar uma figura em torno de um ponto chamado centro de rotação Rotação simples de um ponto Exemplo: O P foi rodado em torno do ponto vermelho 60º de cada vez enquanto que a outra figura foi rodada 90º em torno do respectivo centro de rotação Existe uma rotação entre a figura original e cada uma das suas cópias.

SIMETRIAS Figura 1 Figura 2 Figura 3 Das figuras apresentadas, quais são simétricas? A figura 1 é simétrica. Existe pelo menos um eixo de simetria (neste caso existem mesmo 8 eixos de simetria). Ter um eixo de simetria, por exemplo o eixo horizontal de simetria da figura (ver figura 4), quer dizer exactamente que existe uma simetria do plano da figura a simetria definida pelo eixo horizontal e que deixa a figura invariante. Existe então uma transformação geométrica, neste caso uma simetria axial, que deixa a figura invariante. Figura 4 No caso da figura 2, também existe uma transformação geométrica que deixa a figura invariante a simetria central (simetria em relação a um ponto, neste caso o centro da figura). Esta simetria também pode ser interpretada como uma rotação de 180º, a chamada meia-volta. Em relação à figura 3 também existem transformações geométricas que a deixam invariante. Se considerarmos o centro da figura como centro de rotação, vemos que uma rotação de 72º (360º/5) deixa a figura invariante. O mesmo acontece com outras rotações, como por exemplo de 144º ou 288º.

Figura 1 Figura 2 Figura 3 As figuras 1, 2 e 3, são simétricas. Cada uma das figuras 1, 2 e 3 tem (pelo menos) uma simetria diferente da identidade. Na figura 1 pelo menos uma simetria axial; na figura 2 uma simetria de meia-volta; e na figura 3 pelo menos uma simetria de rotação. Mas, relativamente à figura 1, reconhece-se que existem 8 simetrias de reflexão distintas, definidas pelas rectas e, f (ver figura 5). Podemos ainda considerar a rotação de 45º em torno do centro da figura e ainda as rotações de 45º até 360º inclusive. Assim, são 16 as transformações de simetria da figura (8 rotações e 8 reflexões). Figura 5 Analisando novamente a figura 2, vemos que não existem simetrias de reflexão, mas apenas de rotação. Há 8 simetrias que são as iterações distintas da rotação de 45º. Figura 2 Figura 3 Também na figura 3, não existem simetrias de reflexão, mas apenas de rotação. Há 5 simetrias que podem ser gerado a partir da rotação de amplitude 72º. As figuras 5 e 6 não possuem simetrias, ou seja, não é possível encontrar, para qualquer delas, uma transformação geométrica, que a deixe invariante. Figura 5 Figura 6

SIMETRIAS NOS POLÍGONOS REGULARES Os polígonos regulares são figuras com um elevado grau de simetria. Quantas simetrias tem o quadrado? 4 simetrias de reflexão: correspondentes às rectas passando por pares de vértices opostos e pelos pontos médios de pares de lados opostos 4 simetrias de rotação: de amplitude 90º, 180º, 270º e 360º Quantas simetrias tem o pentágono? 5 simetrias de reflexão: relativas às rectas que passam pelos vértices e pelos pontos médios dos lados opostos 5 simetrias de rotação: amplitudes 72º, 144º, 216º, 288º e 360º E o losango, quantas simetrias tem? PADRÕES e FRISOS Figura 1 Figura 2

Em cada um dos casos existe um motivo que se repete. O padrão é formado por cópias de um motivo. A disposição desse motivo caracteriza o padrão. Na figura 1 o padrão é formado pelo motivo: Na figura 2 o padrão é formado pelo motivo: Finito se o número de cópias é finito O padrão Infinito se o número de cópias é infinito Um padrão é periódico se existe um motivo do padrão e duas translações de simetria não paralelas que geram o desenho (figura 3). Figura 3 Figura 4 A figura 3 representa um padrão periódico A figura 4 representa um padrão não periódico, ou seja, um friso Se num padrão existem apenas translações de simetria segundo uma única direcção, e existe uma translação cujo vector tem comprimento mínimo e que deixa o desenho invariante, o padrão diz-se um friso (figura 4). A figura 5 não é considerada um friso já que não existe uma translação com vector de módulo mínimo. Figura 5

PAVIMENTAÇÕES Enquanto nos padrões podemos considerar que temos um motivo e as suas cópias, sobre um fundo uniforme, nas pavimentações a intenção é cobrir o plano completamente, sem espaços intermédios nem sobreposições. Rede PADRÃO PAVIMENTAÇÃO Ladrilhos

Figuras que não pavimentam Figuras que pavimentam PAVIMENTAÇÕES REGULARES Pavimentações formadas por apenas um tipo de polígonos regulares. As únicas possíveis são aquelas em que o ladrilho é um rectângulo, um quadrado ou um hexágono regular. PAVIMENTAÇÕES SEMIREGULARES Pavimentações formadas por dois ou mais tipos de polígonos regulares com o mesmo arranjo em cada vértice. 3.6.3.6. 3.3.6.6. Estas pavimentações são ambas obtidas com hexágonos e triângulos, mas a configuração em cada vértice é diferente. Por isso têm códigos diferentes. Para identificar uma pavimentação (código), basta contar o número de lados de cada polígono que forma cada vértice. Contornamos o vértice, começando pelo polígono com menor número de lados. As diferentes pavimentações são devidas a: - Diferentes polígonos - Mesmos polígonos com diferentes disposições em torno dos vértices