Logística Empresarial Aula 06 Os direitos desta obra foram cedidos à Universidade Nove de Julho
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Aula 06: Evolução do comércio e a logística no Brasil OBJETIVO: mostrar as possibilidades de modernização que se vislumbra hoje no varejo e uma viagem cronológica da logística desde a época do Descobrimento do Brasil. Evolução do comércio Caro aluno, discutiremos hoje a evolução no comércio e faremos uma viagem cronológica sobre a logística no Brasil. Os dois assuntos são muito interessantes, portanto, não percamos tempo e mãos à obra! A globalização veio com uma onda de desenvolvimento tecnológico, da disseminação do conhecimento e, com isso, em todos os segmentos da sociedade, transformações importantes começaram a ocorrer, e no comércio não foi diferente. A internet foi a grande responsável por aproximar o conhecimento ou colocá-lo à disposição de quem o desejasse. Com um clique há comunicação com uma empresa do outro lado do mundo, tem-se acesso a informações que nas condições anteriores seria impossível ou despender-se-ia muito tempo ou investimento. No setor varejista, vários são os experimentos, desenvolvimentos ou realidades recentes advindas de transformações tecnológicas que podemos enumerar. Novaes (2007) cita algumas delas: Eliminação dos operadores de check-out (caixas). Os consumidores receberiam, ao entrar no supermercado, um scanner apropriado, e iriam registrando suas compras ao colocá-ias no carrinho. Ao sair, os produtos passariam por um processador eletrônico automático, que checaria as mercadorias e debitaria a despesa diretamente no cartão de crédito. O consumidor de roupas e de calçados, por exemplo, teria as suas medidas antropométricas e estéticas registradas. Um chip, levado na bolsa ou na carteira, seria eletronicamente lido na loja (RFID identificação por radiofrequência). Uma vez escolhido o tipo de roupa ou sapato, bem como sua cor, o sistema projetaria em uma tela o cliente devidamente vestido e calçado.
A integração do computador doméstico com a televisão, podendo o consumidor pesquisar as diversas promoções ou deixar o computador pesquisar. Ao encontrar o produto, faria o pedido diretamente na rede e pagaria com dinheiro de plástico (cartão). Quiosques eletrônicos, que possuiriam terminais ligados a um computador central e acoplados a uma máquina impressora do tipo xerox. Após a análise do conteúdo no terminal do computador e o pagamento da despesa com cartão de crédito, o livro, por exemplo, seria impresso e encadernado no ato. Ao registrar as compras no computador, associando-as a um cartão de crédito específico, a empresa poderia acompanhar os hábitos de consumo dos clientes ao longo do tempo. Um acerto entre as empresas da região poderia resultar num intercâmbio de informações, possibilitando a análise dos hábitos dos consumidores e trazendo subsídios preciosos para questões importantes como fidelidade às marcas, fidelidade ao estabelecimento varejista, dias e horários preferidos por categorias diversas de consumidores etc. Por outro lado, o cruzamento desses dados com informações sobre a localização da residência do consumidor na malha urbana poderia trazer elementos preciosos para estudos de localização e de dimensionamento das lojas. Como resultado da análise dos diferentes perfis de consumo, os consumidores poderiam receber, em suas casas, material promocional ligado diretamente às suas preferências. Com a realização do pedido de um veículo, com os acessórios e a cor desejados, após registro no computador, passar-se-ia as informações para a fábrica que num prazo curto o irá produzir. O papel da logística, em muitos casos, é claro, pois ela operacionaliza os acordos, portanto, o varejo está intimamente vinculado à logística não apenas nos transportes, mas na estratégia como um todo. Varejo 2010 Os últimos vinte anos têm sido marcados por mudanças significativas no mundo dos negócios, como a globalização, a massificação da internet e dos
celulares, além da reorganização da polarização do poder econômico com o crescimento vertiginoso da China. Novas estratégias foram adotadas buscando a sobrevivência neste mundo tão competitivo. No mercado varejista o que se vê é a aquisição por umas poucas empresas das demais, portanto, temos um pequeno grupo de grandes empresas varejistas dominando o mercado. Além desse novo formato, novas formas de comercialização, mais modernas e flexíveis, foram adotadas por essas empresas. No Brasil exemplos podem ser vistos, como nos casos da: União do Pão de Açúcar e do Carrefour, com 27% do mercado brasileiro de varejo, segundo o site oglobo/economia, em 28 jun. 2011. Compra pelo Magazine Luiza das Lojas Maias na Paraíba, sendo estas a porta de entrada no Nordeste, segundo site exame.com, em 16 jul. 2010. Uma das maiores fusões do varejo eletroeletrônico foi a união da rede baiana Insinuante e da mineira Ricardo Eletro, conforme o site istoedinheiro.com, em 2 abr. 2010. União entre Casas Bahia e Pão de Açúcar, conforme o site exame.com, em 07 set. 2009. Essas mudanças também atingiram os consumidores e, dessa forma, se faz necessário entender melhor o seu comportamento, suas necessidades e hábitos em um nível individual. Novaes (2007) cita quatro formas básicas de consumo que desafiarão os varejistas na presente década: 1. Consumo rotineiro de menor valor e de realização rápida: criar mecanismos de entrega de baixos custos, mas altamente eficientes. 2. Consumo voltado a soluções específicas: buscar produtos, serviços, informações ou suporte necessários para resolver um problema específico. Um exemplo é um homem gordo que busca um terno que lhe caia bem. 3. Consumo de autoexpressão: reflete a individualidade do consumidor, de gosto, de estilo, que é emocional e cognitivo e é levado por desejos, não por necessidade. Exemplos são produtos de grife, bebidas caras etc.
4. Consumo com motivação de descobrimento: com forte componente impulsivo e de sensações na compra. Exemplos são as motos velozes, celulares de última geração etc. O esforço agora é na direção da cadeia de valor inteligente, em que as tecnologias e as ferramentas de gestão, com foco na demanda, possibilitarão a execução de estratégias de marketing, de gestão e de logística em estreita consonância com os interesses reais dos consumidores. A logística no Brasil: evolução histórica Se formos, cronologicamente, começar pelo Descobrimento do Brasil até os dias de hoje e identificar os maiores eventos relacionados à logística, citaríamos: 1500 Descobrimento do Brasil, sendo necessário a administração de todo o suprimento destinado à conquista. 1532 expedição colonizadora de Martim Afonso de Souza com um grande aparato de suprimentos. 1808 transferência para o Brasil da corte portuguesa abertura dos portos às nações amigas de Portugal. 1903 Decreto Federal n. 1.102, de 21/11/1903 a lei dos armazéns gerais hoje conhecida como lei do operador logístico. 1910 1920 utilização das primeiras empilhadeiras, possibilitando maior automação. 1950 1960 indústria automobilística exigindo operações logísticas bastante especializadas. 1970 adoção da paletização para a movimentação dos materiais. 1980 criação da PBR Palete Padrão Brasil. 1990 centro de distribuição e início do foco na administração de suprimentos com a utilização do conceito de gestão da cadeia de fornecimento. 1995 2000 gestão da cadeia de fornecimento, operadores logísticos. Ao avaliarmos a situação atual das empresas brasileiras, vemos que, pela diversidade do território, das condições das estradas, das linhas férreas e
aeroportos, das formas de administrar, dos tamanhos das empresas, do mix de produtos, da enorme variação dos tipos de consumidores, enfim, de uma mistura de variáveis com empresas moderníssimas, utilizando as mais novas técnicas de administração e apoio, normalmente oriundas do exterior, indo as menos desenvolvidas que tem estoques no caso das manufaturas ou as transportadoras com pouca evolução e atuando na cadeia de forma isolada, enfim, temos muito a evoluir, mas também já avançamos muito. A primeira coisa a ser feita na busca da excelência das relações comerciais entre empresas é a procura de um fluxo de informação o mais claro possível, apoiado na confiança mútua e em ações eminentemente profissionais e com a cultura da melhoria constante. As transportadoras devem passar a ser operadoras logísticas, ou seja, capacitadas para apresentarem custos reduzidos, qualidade e serviços confiáveis. Operação logística É a atividade terceirizada responsável pela execução dos serviços logísticos de uma empresa de forma integrada. O tipo de serviço, segundo Novaes (2001), classifica os operadores logísticos em três grupos: operadores baseados em ativos; operadores baseados em administração e tratamento de informação; e, um terceiro grupo, formado por esses dois, é denominado híbrido. Baseados em ativos: caracterizam-se por deter investimentos próprios, como transporte, armazenagem etc. e alugar esses recursos a terceiros. Baseados em administração e tratamento de informação: não possuem ativos operacionais próprios, mas fornecem recursos humanos e sistemas para administrar toda ou parte das funções logísticas. Híbrido ou integrado: apresenta as características desses dois operadores, oferecendo serviços logísticos e físicos ao mesmo tempo. Pontos positivos: a crescente complexidade operacional, a sofisticação tecnológica e a busca pela redução de custos. Esses fatores contribuem de forma decisiva para aumentar a demanda por operadores logísticos.
A primeira questão refere-se aos objetivos que se pretende atingir com a contratação de um operador logístico. Cuidados necessários: identificar as características necessárias em um operador logístico, considerar também a complexidade do relacionamento e a dinâmica de operação de instrumentos gerenciais e de controle para monitorar a operação terceirizada. A avaliação dos resultados é de relevante importância como mecanismo de retroalimentação, planejamento e controle das operações. Um contrato com multa de acordo com o não cumprimento é uma garantia para o contratante. REFERÊNCIAS NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição estratégia, operação e avaliação. Editora Elsevier, 2007.. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição: estratégia, operação e avaliação. Rio de Janeiro: Campus, 2001. http://www.exame.com.br http://www.oglobo.com/economia http://www.istoedinheiro.com.br