Caracterização de Partículas. Prof. Gerônimo

Documentos relacionados
Faculdade de Tecnologia de Catanduva CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

Professor Mauricio Lutz REGRESSÃO LINEAR SIMPLES. Vamos, então, calcular os valores dos parâmetros a e b com a ajuda das formulas: ö ; ø.

Tabela 1 Números de acidentes /mês no Cruzamento X em CG/07. N de acidentes / mês fi f

CAPÍTULO 3 MEDIDAS DE TENDÊNCIA CENTRAL E VARIABILIDADE PPGEP Medidas de Tendência Central Média Aritmética para Dados Agrupados

CAPÍTULO 5. Ajuste de curvas pelo Método dos Mínimos Quadrados

MEDIDAS DE POSIÇÃO: X = soma dos valores observados. Onde: i 72 X = 12

MEDIDAS DE DISPERSÃO:

Construção e Análise de Gráficos

MEDIDAS DE TENDÊNCIA CENTRAL I

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ENGENHARIA QUÍMICA LOQ 4016 OPERAÇÕES UNITÁRIAS EXPERIMENTAL I

Distribuições Amostrais. Estatística. 8 - Distribuições Amostrais UNESP FEG DPD

Estatística - exestatmeddisper.doc 25/02/09

REGRESSÃO LINEAR 05/10/2016 REPRESENTAÇAO MATRICIAL. Y i = X 1i + 2 X 2i k X ni + i Y = X + INTRODUÇÃO SIMPLES MÚLTIPLA

Sumário. Mecânica. Sistemas de partículas

REGESD Prolic Matemática e Realidade- Profª Suzi Samá Pinto e Profº Alessandro da Silva Saadi

Capítulo 5 CINEMÁTICA DIRETA DE ROBÔS MANIPULADORES

Ex: Cálculo da média dos pesos dos terneiros da fazenda Canoas-SC, à partir dos dados originais: x = 20

CRITÉRIOS DE DESINTEGRAÇÃO MECÂNICA:

Interpolação. Exemplo de Interpolação Linear. Exemplo de Interpolação Polinomial de grau superior a 1.

Em muitas situações duas ou mais variáveis estão relacionadas e surge então a necessidade de determinar a natureza deste relacionamento.

Macroeconometria Aula 3 Revisão de estatística e teste de hipótese

Média. Mediana. Ponto Médio. Moda. Itabira MEDIDAS DE CENTRO. Prof. Msc. Emerson José de Paiva 1 BAC011 - ESTATÍSTICA. BAC Estatística

AULA Os 4 espaços fundamentais Complemento ortogonal.

HIDROLOGIA E RECURSOS HÍDRICOS. Análise estatística aplicada à hidrologia

Revisão de Estatística X = X n

Números Complexos. 2. (IME) Seja z um número complexo de módulo unitário que satisfaz a condição z 2n 1, onde n é um número inteiro positivo.

MAE116 Noções de Estatística

Econometria: 3 - Regressão Múltipla

Cálculo Numérico. Ajuste de Curvas Método dos Mínimos Quadrados. Profa. Vanessa Rolnik 1º semestre 2015

ESTATÍSTICA APLICADA À ZOOTECNIA

Matemática. Resolução das atividades complementares. M18 Noções de Estatística

Métodos iterativos. Capítulo O Método de Jacobi

Universidade Federal da Bahia Departamento de Hidráulica e Saneamento Capítulo 3

Estatística. 2 - Estatística Descritiva

x n = n ESTATÍSTICA STICA DESCRITIVA Conjunto de dados: Organização; Amostra ou Resumo; Apresentação. População

Introdução à Estatística

Introdução à Estatística. Júlio Cesar de C. Balieiro 1

1. Conceitos básicos de estatística descritiva 1.3. Noção de extracção aleatória e de probabilidade

Econometria: 4 - Regressão Múltipla em Notação Matricial

Modelo de Regressão Simples

7 Análise de covariância (ANCOVA)

CAPÍTULO 2 - Estatística Descritiva

CAP. V AJUSTE DE CURVAS PELO MÉTODO DOS MÍNIMOS QUADRADOS

ESTATÍSTICA MÓDULO 2 OS RAMOS DA ESTATÍSTICA

Controle Estatístico de Qualidade. Capítulo 6 (montgomery)

Apêndice. Uso de Tabelas Financeiras

Cap. 5. Testes de Hipóteses

OPERAÇÕES UNITÁRIAS EXPERIMENTAL I Prof. Félix Monteiro Pereira

Física Básica. Experimental. André Luis Lapolli João Batista Garcia Canelle José Roberto Marinho

Universidade Federal de Alfenas - Unifal-MG Departamento de Ciências Exatas

15/03/2012. Capítulo 2 Cálculo Financeiro e Aplicações. Capítulo 2 Cálculo Financeiro e Aplicações. Capítulo 2 Cálculo Financeiro e Aplicações

F-328 Física Geral III

( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) [ ] ( ) ( k) ( k ) ( ) ( ) Questões tipo exame

Apostila de Introdução Aos Métodos Numéricos

Transcrição:

Caracterzação de Partículas Prof. Gerômo

Aálse Graulométrca de partículas

Tabela: Sére Padrão Tyler Mesh Abertura Lvre (cm) âmetro do fo () 2 ½ 0,7925 0,088 0,6680 0,070 ½ 0,56 0,065 4 0,4699 0,065 6 0,27 0,06 8 0,262 0,02 0 0,65 0,05 4 0,68 0,028 20 0,08 0,072 28 0,0589 0,025 5 0,047 0,022 48 0,0295 0,0092 65 0,0208 0,0072 00 0,047 0,0042 50 0,004 0,0026 200 0,0074 0,002

- Equpametos

Peeras com base vbratóra

Mcroscopa gtal

Mcrografas de óxdo de óbo hdratado.

Aálse Graulométrca Caracterzação Graulométrca: Tato a especfcação da fura desejada, como o cálculo da eerga ecessára para realzar uma operação de fragmetação, requerem a defção do que s etede por tamaho das partículas do materal. A determação de outras característcas do produto moído também exge o cohecmeto prévo de graulometra e geometra das partículas que costtuem. stguem-se pelo tamaho, cco tpos de sóldos partculados, apesar dessa dstção ão ser muto ítda. Pós: partículas de m até 0,5 mm; Sóldos graulares: de 0,5 mm a 0 mm; Blocos pequeos: partículas de a 5 cm; Blocos médos: partículas de 5 até 5 cm; Blocos grades: partículas maores que 5 cm.

PENEIRAÇÃO Aálse Graulométrca A peeração cosste em fazer passar a partícula através de malhas progressvamete meores, até que ela fque retda. O tamaho da partícula será compreeddo etre a méda da malha que reteve ( ) e a medatamete ateror ( 2 ). A méda artmétca das abertura dessas malhas servrá para caracterzar o tamaho físco da partícula (). 2 2 essa forma característcas mportates do materal poderão ser obtdas em fução de : ) Superfíce extera de cada partícula (s): s = a 2 Ex: Para esfera (tamaho característco = dâmetro) s = 2, portato a =. Ex: Para o cubo (tamaho característco = aresta) s = 6 2, portato a =6.

2) Volume da Partícula (V) V =b. Aálse Graulométrca Para a esfera : V = /6, b = /6. Para o cubo: V =, b = ) Fator de forma () = a/b. Para cubos e esferas = 6. Mutos produtos de operação de moagem possuem = 0,5. Para mutos tpos de pós, o valor vara de 7 a 8. Para partículas lamares de mca, 55. 4) Números de partículas da amostra (N): N amostra partícula m/ b m b N m b

Aálse Graulométrca 5) Superfíce extera total (S): S = sn = a 2 m = λm = λv b ρ ρ 6) Superfíce específca S esp. = S/m = / PENEIRAÇÃO: Sstema de peeras sére Tyler, mas usada.

Sedo: mesh (maor abertura) 4 mesh 6 mesh 50 mesh m m 2 m Δφ = m M - Δφ = Fração mássca retda em cada peera. - M = m Δφ - Número de partículas (N). - Para materas homogêeos: 200 mesh m - - Para materas heterogêeos: Peeração Fudo m m m 2 m N... b b b 2 m b

Aálse Graulométrca Portato: o úmero de partícula será: Para aálse graulométrca dferecal Para aálse acumulatva (método tegral) N m d b 0 OBS: O método tegral é mas precso que o dferecal.

Aálse Graulométrca Superfíce extera (S): Para materas homogêeos : Para materas heterogêeos: Para aálse graulométrca dferecal Para aálse acumulatva (método tegral) m S M S d M S 0

Exercícos: ) Vte gramas de uma amostra de café solúvel, com partículas esfércas (a= e b = /6) de =,5 g/cm, foram submetdas à uma aálse graulométrca, obteve-se os segutes resultados abaxo: Malha (mesh) Massa retda (g) 5 0 48 0 65,2 00 6 200 2 Fudo 0,8 eterme o úmero de partículas e a área superfcal total da amostra, utlzado os métodos dferecal e tegral (acumulatvo). Solução:

Método ferecal Mesh massa retda (g) Mesh (médo) / / / / 5 0-0 48 0 5-48 0 0,056 65,2 48-65 0,56 0,0255 9,76 6286,7 520 22,266 00 6 65-00 0, 0,0775 56,8 7885,4 5645 6,90 200 2 00-200 0, 0,005 90,498 7462,0 746 9,050 Fudo 0,8 200 - fudo 0,04 0,007 270,270 974267, 789687 0,8 total 20 A(total) 952650 59,028 N = 2,426E+07 Partículas S = 4722 cm 2 0,6 0,5 0,4 Hstograma x 0, 0,2 0, 0 0,056 0,0255 0,0775 0,005 0,007

Método Acumulatvo (tegral) Mesh / ( 2 - )/2 [(/ )+(/ )] A / B = A2 48 0 0,0295,898 - - - 8952 - - 65 0,56 0,0208 48,077 0,280 8,975 22,95 25 50077 42022 00 0,86 0,047 68,027 0,50 6,04 7,46 480 42594 6890 200 0,96 0,0074 5,5 0,050 20,62 0,58 246777 278258 929 Fudo 0,007 270,270 0,020 405,405 8,08 974267 2220998 44499 A(total) 58,65 A(total2) 68929 N =,76E+07 Partículas 00 S = 469 cm 2 Gráfco / x 2,0000E+07 Gráfco Itegral aculumatvo (/ x ) 250,5000E+07 / 200 50 /,0000E+07 00 50 Área total 5,0000E+06 Área total 2 0 0 0,56 0,86 0,96 0,0000E+00 0 0,56 0,86 0,96

âmetro médo da partícula baseados as aálses graulométrcas Exstem város tpos de méda que podem ser defdos para um dado materal. O método de Bod tem se revelado útl pela rapdez da determação: O dâmetro médo da amostra é adotado gual à abertura da peera através da qual passam 80 % do materal, o dâmetro correspodete é - = 0,8.

âmetro médo da partícula baseados as aálses graulométrcas âmetro médo artmétco ( a ). Multplcado o dâmetro desta partícula pelo úmero total de partículas obteremos a soma de todos os dâmetros da amostra. a N N... N 2 2 N N2... N Usado os dados da aálse graulométrca dferecal, temos: N N a M d 2 2 b 0 para AGA a M d b 0

âmetro médo da partícula baseados as aálses graulométrcas Méda lear dos dâmetros( a ). Não se trata de um dâmetro médo, mas de uma gradeza estatístca e que tem mportâca o estudo da evaporação de gotículas o seo de gases, como a produção de fertlzates ou café solúvel. = acumulatvo,0 d 0 a Méda lear dos dâmetros. ' 0 a ' a 0 d para AGAR d 2 2 para AG

âmetro médo da partícula baseados as aálses graulométrcas âmetros médo superfcal ( s ). Méda superfcal dos dâmetros( s ). 0 0 para AGAR para AG s s d d 0 para AGAR para AG s s d âmetro médo volumétrco ( v ). 0 para AGAR para AG v s d

Exercícos: Uma amostra de 00g de quartzo trturado apreseta aálse graulométrca a segur. Os valores a e b do fator de forma são respectvamete,5 e 2. Calcular a superfíce total e o úmero de partícula da amostra: = 2,65 g/cm. Utlzado o método dferecal. Utlzado o método tegral (método dos trapézos). Utlzado um programa de computador para determar a área abaxo da curva o método tegral. O dâmetro médo superfcal. O dâmetro médo volumétrco. Malhas Massa (g) 4 0 6 2,5 8 2,50 0 2,07 4 25,70 20 5,90 28 5,8 5,2 48,5 65 0,77 00 0,70