PIS/ COFINS EM NOTÍCIAS I NOVAS SOLUÇÕES DE CONSULTAS.... 2 A) CORRETORAS DE SEGURO ESTÃO SUJEITAS AO REGIME CUMULATIVO DE PIS/COFINS.... 2 B) ICMS SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA NÃO GERA CRÉDITO DE PIS/COFINS... 2 C) DIFERENCIAL DE ALÍQUOTA DE ICMS NÃO GERA CRÉDITO DE PIS/COFINS.. 3 D) VALOR DE SEDEX PARA ENTRAGA DE PRODUTO VENDIDO, QUANDO SUPORTADO PELO VENDEDOR, GERA CRÉDITO DE PIS/COFINS.... 3 E) GLP UTILIZADO COMO COMBUSTÍVEL EM EMPILHADEIRAS QUE TRANSPORTAM MERCADORIAS DENTRO DO PARQUE FABRIL NÃO GERA CRÉDITO DE PIS/COFINS.... 4 F) VENDAS PARA CONSUMO OU INDUSTRIALIZAÇÃO NAS ÁREAS DE LIVRE COMERCIO OU NA ZFM DE MANAUS TEM ALÍQUOTA REDUZIDA A ZERO.... 5 G) CONTRIBUINTE SUBSTITUÍDO DE ICMS NÃO PODE EXCLUIR DA BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS O VALOR RECOLHIDO PELO SUBSTITUTO.... 6 H) PESSOA JURÍDICA INTEGRANTE DE CONSÓRCIO NÃO PODE REQUERER COHABILITAÇÃO AO REIDI POR NÃO SER PESSOA JURÍDICA CONTRATADA... 7
I NOVAS SOLUÇÕES DE CONSULTAS. A) CORRETORAS DE SEGURO ESTÃO SUJEITAS AO REGIME CUMULATIVO DE PIS/COFINS, conforme solução de divergência abaixo. SOLUÇÃO DE DIVERGÊNCIA Nº 26, DE 24 DE NOVEMBRO DE 2011 ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins EMENTA: As sociedades corretoras de seguros se subsumem ao 1º do art. 22 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, e, portanto, estão sujeitas ao regime de apuração cumulativa da Cofins, conforme o inciso I do art. 10 da Lei no10.833, de 29 de dezembro de 2003, e à alíquota de 4% (quatro por cento) da mesma contribuição, consoante art. 18 da Lei no 10.684, de 30 de maio de 2003. DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003, art. 10, inciso I; Lei no 10.684, de 30 de maio de 2003, art. 18; e Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, art. 22, 1o. FERNANDO MOMBELLI Coordenador-Geral B) ICMS SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA NÃO GERA CRÉDITO DE PIS/COFINS, conforme solução de consulta abaixo. SOLUÇÃO DE CONSULTA No- 70, DE 29 DE SETEMBRO DE 2011 ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins EMENTA: ICMS-SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. O ICMS-substituição tributária não integra o valor das aquisições de mercadorias para revenda, para fins de cálculo do crédito a ser descontado da Cofins, por não constituir custo de aquisição, mas uma antecipação do imposto devido pelo contribuinte substituído, na saída das mercadorias. DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei No- 9.718, de 1998, art. 3º, 2º, inciso I; Lei No- 10.833, de 2003, art. 3º; PN CST No- 77, de 1986. ASSUNTO: Contribuição para o PIS/Pasep EMENTA: ICMS-SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. O ICMS-substituição tributária não integra o valor das aquisições de mercadorias para revenda, para fins de cálculo do crédito a ser descontado da Contribuição para o PIS/Pasep, por não constituir custo de aquisição, mas uma antecipação do imposto devido pelo contribuinte substituído, na saída das mercadorias.
3 DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei No- 9.718, de 1998, art. 3º, 2º, inciso I; Lei No- 10.637, de 2002, art. 3º; PN CST No- 77, de 1986. JORGE AUGUSTO GIRARDON DA ROSA Auditor-Fiscal p/delegação de Competência C) DIFERENCIAL DE ALÍQUOTA DE ICMS NÃO GERA CRÉDITO DE PIS/COFINS, conforme solução de consulta abaixo. SOLUÇÃO DE CONSULTA No- 79, DE 26 DE OUTUBRO DE 2011 ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins EMENTA: NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. DIFERENÇADE ICMS. Para efeito de cálculo dos créditos a serem descontados da Cofins é vedado o aproveitamento da importância referente à diferença de alíquota do ICMS relativa à aquisição interestadual de mercadorias para revenda paga no Estado de destino. DISPOSITIVOS LEGAIS: CF, de 1988, art. 155, 2º, VII, "a" e "b"; Lei No- 10.833, de 2003, art. 3o, 2º, II; Decreto Estadual/ RS No- 37.699, de 1997, arts. 2º, I, 11, 1º, e 35, alínea "i". ASSUNTO: Contribuição para o PIS/Pasep EMENTA: NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. DIFERENÇA DE ICMS. Para efeito de cálculo dos créditos a serem descontados da Contribuição para o PIS/Pasep é vedado o aproveitamento da importância referente à diferença de alíquota do ICMS relativa à aquisição interestadual de mercadorias para revenda paga no Estado de destino. DISPOSITIVOS LEGAIS: CF, de 1988, art. 155, 2º, VII, "a" e "b"; Lei No- 10.637, de 2002, art. 3o, 2º, II; Decreto Estadual/RS No- 37.699, de 1997, arts. 2º, I, 11, 1º, e 35, alínea "i". JORGE AUGUSTO GIRARDON DA ROSA Auditor-Fiscal p/delegação de Competência D) VALOR DE SEDEX PARA ENTRAGA DE PRODUTO VENDIDO, QUANDO SUPORTADO PELO VENDEDOR, GERA CRÉDITO DE PIS/COFINS, conforme solução de consulta abaixo. SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 239, DE 4 DE OUTUBRO DE 2011
Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep NÃO-CUMULATIVIDADE. DIREITO DE CRÉDITO. FRETE. A partir de 1º de fevereiro de 2004, o valor despendido com o serviço SEDEX para a entrega de produto vendido, cujo ônus seja suportado pelo vendedor pode gerar crédito de contribuição para o PIS/Pasep, respeitados os demais requisitos legais e normativos pertinentes. Dispositivos Legais: Lei nº 10.833, de 2003, arts. 3, 15 e 93. Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins NÃO-CUMULATIVIDADE. DIREITO DE CRÉDITO. FRETE. A partir de 1º de fevereiro de 2004, o valor despendido com o serviço SEDEX para a entrega de produto vendido, cujo ônus seja suportado pelo vendedor pode gerar crédito de Cofins, respeitados os demais requisitos legais e normativos pertinentes. Dispositivos Legais: Lei nº 10.833, de 2003, arts. 3 e 93. (...) EDUARDO NEWMAN DE MATTERA GOMES E) GLP UTILIZADO COMO COMBUSTÍVEL EM EMPILHADEIRAS QUE TRANSPORTAM MERCADORIAS DENTRO DO PARQUE FABRIL NÃO GERA CRÉDITO DE PIS/COFINS, conforme solução de consulta abaixo. SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 260, DE 20 DE OUTUBRO DE 2011 Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep PIS/PASEP. APURAÇÂO NÃO-CUMULATIVA. DIREITO A CRÉDITO. GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO (GLP). Para fins de apuração de créditos na forma do art.3º, II, da Lei nº 10.637, de 2002, os dispêndios efetuados pela consulente, fabricante de produtos de papel, com a aquisição de GLP, ou de qualquer outro combustível, utilizado na operação de empilhadeiras as quais, nas palavras da petição apresentada, "transportam toda a sua matéria-prima, bem como todos os seus produtos acabados", não constituem dispêndios com insumos aplicados na fabricação de bens, dado tal combustível não ser utilizado em máquinas ou equipamentos responsáveis por etapa do processo de industrialização do qual resulta o produto comercializado. A descrita atividade de transporte interno de matérias-primas e de produtos acabados, seja entre os armazéns e a linha de produção, seja dentro desses armazéns, em nada se confunde com as operações fabris que de fato dão origem aos produtos comercializados. Não geram, pois, direito a crédito de Contribuição para PIS/Pasep os referidos dispêndios com a aquisição de GLP.
5 Dispositivos Legais: Art. 3º, II, da Lei nº 10.637, de 2002; arts.66, I, b, e 5º, da IN SRF nº247, de 2002; IN SRF nº 404, de 2004, art. 8º, 9º, I; art.2º, ADI SRF nº04, de 2007. Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins COFINS. APURAÇÂO NÃO-CUMULATIVA. DIREITO A CRÉDITO. GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO (GLP). Para fins de apuração de créditos na forma do art.3º, II, da Lei nº 10.637, de 2002, os dispêndios efetuados pela consulente, fabricante de produtos de papel, com a aquisição de GLP, ou de qualquer outro combustível, utilizado na operação de empilhadeiras as quais, nas palavras da petição apresentada, "transportam toda a sua matéria-prima, bem como todos os seus produtos acabados", não constituem dispêndios com insumos aplicados na fabricação de bens, dado tal combustível não ser utilizado em máquinas ou equipamentos responsáveis por etapa do processo de industrialização do qual resulta o produto comercializado. A descrita atividade de transporte interno de matérias-primas e de produtos acabados, seja entre os armazéns e a linha de produção, seja dentro desses armazéns, em nada se confunde com as operações fabris que de fato dão origem aos produtos comercializados. Não geram, pois, direito a crédito de Cofins os referidos dispêndios com a aquisição de GLP. Dispositivos Legais: Art. 3º, II, da Lei nº 10.833, de 2003; IN SRF nº 404, de 2004, art. 8º, I, b, e 4º; art.2º, ADI SRF nº04, de 2007. EDUARDO NEWMAN DE MATTERA GOMES F) VENDAS PARA CONSUMO OU INDUSTRIALIZAÇÃO NAS ÁREAS DE LIVRE COMERCIO OU NA ZFM DE MANAUS TEM ALÍQUOTA REDUZIDA A ZERO, conforme solução de consulta abaixo. SOLUÇÃO DE CONSULTA No- 217, DE 8 DE NOVEMBRO DE 2011 Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep VENDAS PARA ZFM OU ALC. ALÍQUOTA REDUZIDA A ZERO. VENDAS PARA COMERCIANTE DAS ALC NÃO SUJEITO À NÃO CUMULATIVIDADE. NÃO APLICÁVEL A ALÍQUOTA ZERO. CRÉDITOS DE VENDAS COM ALÍQUOTA ZERO. POSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO OU RESSARCIMENTO. É reduzida a zero a alíquota da Contribuição para o PIS/Pasep incidente sobre as vendas de mercadorias destinadas ao consumo ou à industrialização na ZFM ou nas ALC, por pessoa jurídica estabelecida fora da ZFM e das ALC. No caso de vendas destinadas às ALC, não é aplicável a redução a zero quando da venda a comerciante atacadista ou varejista sujeito ao regime de apuração não cumulativa. Os créditos correspondentes às vendas com alíquota zero podem ser compensados com outros tributos ou ressarcidos.
Dispositivos Legais: Lei No- 10.996, de 2004, art. 2º, caput e 3º e 4º; Lei No- 11.033, de 2004, art. 17; e Lei No- 11.116, de 2005,art. 16. Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins VENDAS PARA ZFM OU ALC. ALÍQUOTA REDUZIDA A ZERO. VENDAS PARA COMERCIANTE DAS ALC NÃO SUJEITO À NÃO CUMULATIVIDADE. NÃO APLICÁVEL A ALÍQUOTA ZERO. CRÉDITOS DE VENDAS COM ALÍQUOTA ZERO. POSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO OU RESSARCIMENTO É reduzida a zero a alíquota da Cofins incidente sobre as vendas de mercadorias destinadas ao consumo ou à industrialização na ZFM ou nas ALC, por pessoa jurídica estabelecida fora da ZFM e das ALC. No caso de vendas destinadas às ALC, não é aplicável a redução a zero quando da venda a comerciante atacadista ou varejista sujeito ao regime de apuração não cumulativa. Os créditos correspondentes às vendas com alíquota zero podem ser compensados com outros tributos ou ressarcidos. Dispositivos Legais: Lei No- 10.996, de 2004, art. 2º, caput e 3º e 4º; Lei No- 11.033, de 2004, art. 17; e Lei No- 11.116, de 2005, art. 16. DIONE JESABEL WASILEWSKI Substituto G) CONTRIBUINTE SUBSTITUÍDO DE ICMS NÃO PODE EXCLUIR DA BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS O VALOR RECOLHIDO PELO SUBSTITUTO, conforme solução de consulta abaixo. SOLUÇÃO DE CONSULTA No- 231, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2011 Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins NÃO CUMULATIVIDADE. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÕES. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA DO ICMS. CONTRIBUINTE SUBSTITUÍDO. Inexiste autorização legal para que o contribuinte substituído, na sistemática de substituição tributária do ICMS, exclua da base de cálculo da Contribuição ao PIS/Pasep o valor recolhido pelo contribuinte substituto do referido imposto estadual, ainda que relativo a outros contribuintes inseridos na relação tributária. Dispositivos Legais: Lei No- 10.637, de 2002, art. 1o, caput e 1o, 2o e 3o; Decreto No- 4.524, de 2002, art. 10, art. 22, IV, e art. 23, IV. Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep NÃO CUMULATIVIDADE. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÕES. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA DO ICMS. CONTRIBUINTES SUBSTITUTOS E SUBSTITUÍDOS. Inexiste autorização legal para que o contribuinte substituído, na sistemática de substituição tributária do ICMS, exclua da base de cálculo da Cofins o
7 valor recolhido pelo contribuinte substituto do referido imposto estadual, ainda que relativo a outros contribuintes inseridos na relação tributária. Dispositivos Legais: Lei No- 10.833, de 2003, art. 1o, caput e 1o, 2o e 3o; Decreto No- 4.524, de 2002, art. 10, art. 22, IV, e art. 23, IV. MARCO ANTÔNIO FERREIRA POSSETTI H) PESSOA JURÍDICA INTEGRANTE DE CONSÓRCIO NÃO PODE REQUERER COHABILITAÇÃO AO REIDI POR NÃO SER PESSOA JURÍDICA CONTRATADA, conforme solução de consulta abaixo. SOLUÇÃO DE CONSULTA No- 317, DE 30 DE NOVEMBRO DE 2011 Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep REIDI. CO-HABILITAÇÃO DE INTEGRANTE DE CONSÓRCIO. IMPOSSIBILIDADE. A pessoa jurídica que aufira receitas decorrentes da execução por empreitada de obras de construção civil, contratada por pessoa jurídica habilitada ao Reidi, pode requerer cohabilitação ao regime. Em contratação de consórcio, pessoa jurídica integrante deste consórcio não se caracteriza como pessoa jurídica contratada. Embora se trate de entidade sem personalidade jurídica, de nenhuma forma o consórcio se confunde com as pessoas jurídicas que o compõem. Quanto à possibilidade de co-habilitação do próprio consórcio contratado, há que se ter claro que o Reidi, por expressa disposição da Lei nº11.488, de 2006, contempla apenas a habilitação e a co-habilitação de pessoas jurídicas. De nenhuma forma, pois, são contemplados consórcios, ou quaisquer outros entes despersonalizados. No caso da habilitação ao Reidi, embora inviável que esta contemple consórcio, a legislação traz prescrição específica viabilizando que seus integrantes fruam do Regime. Permite a legislação que os integrantes de consórcio se habilitem ao Regime e, no caso de todas as pessoas jurídicas integrantes do consórcio efetuarem essa habilitação, prevê que as aquisições e as importações de bens e serviços que realizarem por meio da empresa líder do consórcio poderão desfrutar do Regime. No caso da co-habilitação ao Reidi, porém, a legislação não traz qualquer disposição nesse sentido. Ou seja, não permite a legislação de regência cogitar-se da co-habilitação de pessoa jurídica em razão desta integrar consórcio contratado por pessoa jurídica habilitada ao Reidi. Trata-se o Reidi de regime que enseja suspensão da incidência da Contribuição para o PIS/Pasep. Portanto, a legislação que lhe toca deve ser interpretada "literalmente", por expressa disposição do art.111, inciso I, do Código Tributário Nacional (CTN). Dispositivos Legais: Arts. 1º, parágrafo único, e 2º, caput, da Lei nº11.488, de 2007; arts.4º, parágrafo único, 5º, 2º, 7º, 1º, e 16 do Decreto No- 6.144, de 2007; arts. 4º, 1º e 2º, 5º, 2º, e 7º, parágrafo único, da IN RFB nº778, de
2007; arts. 278 e 279 da Lei No- 6.404, de 1976; art.111, inciso I, do CTN, Lei No- 5.172, de 1966. Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins REIDI. CO-HABILITAÇÃO DE INTEGRANTE DE CONSÓRCIO. IMPOSSIBILIDADE. A pessoa jurídica que aufira receitas decorrentes da execução por empreitada de obras de construção civil, contratada por pessoa jurídica habilitada ao Reidi, pode requerer cohabilitação ao regime. Em contratação de consórcio, pessoa jurídica integrante deste consórcio não se caracteriza como pessoa jurídica contratada. Embora se trate de entidade sem personalidade jurídica, de nenhuma forma o consórcio se confunde com as pessoas jurídicas que o compõem. Quanto à possibilidade de co-habilitação do próprio consórcio contratado, há que se ter claro que o Reidi, por expressa disposição da Lei nº11.488, de 2006, contempla apenas a habilitação e a co-habilitação de pessoas jurídicas. De nenhuma forma, pois, são contemplados consórcios, ou quaisquer outros entes despersonalizados. No caso da habilitação ao Reidi, embora inviável que esta contemple consórcio, a legislação traz prescrição específica viabilizando que seus integrantes fruam do Regime. Permite a legislação que os integrantes de consórcio se habilitem ao Regime e, no caso de todas as pessoas jurídicas integrantes do consórcio efetuarem essa habilitação, prevê que as aquisições e as importações de bens e serviços que realizarem por meio da empresa líder do consórcio poderão desfrutar do Regime. No caso da co-habilitação ao Reidi, porém, a legislação não traz qualquer disposição nesse sentido. Ou seja, não permite a legislação de regência cogitar-se da co-habilitação de pessoa jurídica em razão desta integrar consórcio contratado por pessoa jurídica habilitada ao Reidi. Trata-se o Reidi de regime que enseja suspensão da incidência da Cofins. Portanto, a legislação que lhe toca deve ser interpretada "literalmente", por expressa disposição do art.111, inciso I, do Código Tributário Nacional (CTN). Dispositivos Legais: Arts. 1º, parágrafo único, e 2º, caput, da Lei nº11.488, de 2007; arts.4º, parágrafo único, 5º, 2º, 7º, 1º, e 16 do Decreto No- 6.144, de 2007; arts. 4º, 1º e 2º, 5º, 2º, e 7º, parágrafo único, da IN RFB nº778, de 2007; arts. 278 e 279 da Lei No- 6.404, de 1976; art.111, inciso I, do CTN, Lei No- 5.172, de 1966. EDUARDO NEWMAN DE MATTERA GOMES