Eu sei, mas não devia

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a) A crônica Eu sei, mas não devia apresenta uma questão complexa e importante em relação ao cotidiano do homem urbano na atualidade. Qual é essa questão? 2. No texto, a cronista não se limita a contar um fato; ela expõe seu ponto de vista a respeito dele. Que frase evidencia a consciência da cronista sobre o assunto? 3.Como ela se mostra diante das situações relatadas na crônica? 4. Nesse texto a cronista apresenta seu ponto de vista sobre o fato de o ser humano acostumar-se a morar em apartamentos com janelas que têm vista para muros e paredes. a) Qual a conseqüência dessa situação? b) Na sua opinião, que outras situações do cotidiano podem ter essa mesma conseqüência para as pessoas? 5. No quinto parágrafo, a cronista cita situações com as quais nos deparamos. a) Que fatores justificam esse comportamento, segundo ela? b) Que conseqüências esse comportamento traz para as pessoas?

6. No sexto parágrafo a cronista expõe seu ponto de vista sobre a publicidade. a) Qual é a sua tese? b) Você concorda ou discorda desse pensamento? 7. Leia com atenção: Da Olivetti ao torpedo Vai fazer 30 Natais que eu ganhei meu presente mais inesquecível. Não, não foi uma bicicleta. Foi uma máquina de escrever portátil Olivetti, modelo Lettera 22, verdinha. Vinha com uma tampa de plástico, que ao ser encaixada se transformava numa maleta. Mal abri o brinquedinho, já fui pedindo: 'Quero fazer o curso'. Alguém aí pode explicar o que leva uma criança de 10 anos a pedir um curso de datilografia para seus pais? Hoje em dia é evidente que eu seria encaminhado a um bom psicólogo infantil - mas naquele tempo meu pai me inscreveu num curso, e pronto. Eu era o único aluno que não estava interessado em procurar emprego de auxiliar de escritório. Mesmo sem força suficiente no mindinho esquerdo para dar conta da tecla 'a', confesso que adorei. Foi amor ao primeiro asdfgçlkjh. Totalmente caxias, eu jamais olhava para as teclas. Rapidinho tornei-me um avião. Lá pelo fim do curso, fazia fácil 200 toques por minuto. Se não desse para ser escritor, já dava muito bem para ser escrivão. Na 8a série, tive a felicidade de entrar para um colégio cujo currículo incluía... datilografia. Na aula inaugural, o professor pediu que todos os alunos batessem seus nomes à máquina. Deixei que a turma começasse: um 'tlec' solitário aqui, um 'tlec' sem convicção ali, outro 'tlec' desafinado acolá. Então respirei fundo. E mandei ver: ratatatatatatatatatatatatatatá! Todas as cabeças da sala se voltaram ao mesmo tempo na minha direção. Nunca mais viverei outro momento tão glorioso. Nunca mais, mesmo. Depois de reinar por mais de 100 anos, o teclado - que foi inventado em 1880, não pela Olivetti, mas pela Remington - está com os dias contados. A máquina de escrever das crianças de 10 anos deste século não é nem mesmo o computador: é o celular. Crianças e adolescentes passam horas travando diálogos por escrito, como se estivessem jogando videogame. Você já tentou escrever um torpedo no celular? Eu tentei. Na semana passada, para ser mais preciso. As 26 letras do alfabeto se escondem em apenas nove teclazinhas. Levei cinco minutos para digitar quatro palavras - e estou até agora

tentando achar onde fica o ponto de interrogação. Se você souber de algum curso de datilografia-em-telefone, por favor, me avise. Os celulares possuem poucas teclas porque na verdade quem escreve neles não tem lá muito amor pelas letrinhas. Tudo é abreviado. As vogais somem. Os acentos vão pro beleléu. Além de aprender a digitar, você tem de reaprender a escrever. De nada adianta ter evoluído das Olivettis e Remingtons para os PCs e Macs se a gente não conseguir agora se adaptar ao celular. Caso tudo o que os fabricantes prometem acabe um dia se realizando, o celular vai tomar o lugar do computador, da máquina fotográfica, do cartão de crédito, da carteira de identidade e da chave de casa. Isso, claro, para quem aprender a mexer nele. Se eu não consigo achar nem o ponto de interrogação, como eu vou descobrir a função que abre o portão da garagem? No início do texto, o narrador-personagem lembra de fatos de sua infância. a) A que ele se refere como presente inesquecível? 8. Qual a sua reação ao receber o presente? 9. No curso de datilografia, o narrador-personagem era o único que não estava interessado no emprego. a)o que o curso e a máquina de escrever significavam pra ele? 10. Como ele se sentiu ao teclar a máquina? Que frase comprova sua resposta? 11. Segundo o narrador, a máquina do momento é o celular. O que sente o narrador diante dessa máquina de escrever?

12. Retire do texto a frase que expressa a opinião do narrador sobre o ato de escrever ao celular. 13. Para finalizar o texto, o narrador reafirma o domínio do celular na atualidade. a) Com base no último período do texto, podemos afirmar que o narrador está apto para utilizar essa tecnologia? Por quê 14. Qual o pensamento do narrador em relação a essas novas tecnologias? 15. Graciliano Ramos, um dos maiores escritores brasileiros, foi também poeta e assim se auto-retratou em versos: TEXTO 7 AUTO-RETRATO AOS 56 ANOS Graciliano Ramos Nasceu em 1892, em Quebrangulo, Alagoas. Casado duas vezes, tem sete filhos. Altura 1,75. Sapato nº 41. Colarinho nº 39. Prefere não andar. Não gosta de vizinhos. Detesta rádio, telefone e campainhas. Tem horror às pessoas que falam alto. Usa óculos. Meio calvo. Não tem preferência por nenhuma comida. Não gosta de frutas nem de doces. Indiferente à música. Sua leitura predileta: a Bíblia. Escreveu Caetés com 34 anos de idade. Não dá preferência a nenhum de seus livros publicados. Gosta de beber aguardente. É ateu. Indiferente à academia. Odeia a burguesia. Adora crianças. Romancistas brasileiros que mais lhe agradam: Manoel Antonio de Almeida, Machado de Assis Jorge Amado, José Lins do Rego e Rachel de Queiroz Gosta de palavrões escritos e falados. Deseja a morte do capitalismo. Escreveu seus livros pela manhã. Fuma cigarros Selma (três maços por dia).

É inspetor de ensino, trabalha no Correio da Manhã Apesar de o acharem pessimista, discorda de tudo. Só tem cinco ternos de roupa, estragados. Refaz seus romances várias vezes. Esteve preso duas vezes. É-lhe indiferente estar preso ou solto. Escreve à mão. Seus maiores amigos: Capitão Lobo, Cubano, José Lins do Rego e José Olympio. Tem poucas dívidas. Quando prefeito de uma cidade do interior, soltava os presos para construírem estradas. Espera morrer com 57 anos. No poema de Graciliano Ramos ocorre descrição, visto que o poeta apresenta traços físicos e psicológicos que o individualizam. Transcreva do poema os versos que apresentam os traços físicos do poeta. 16. Transcreva do poema alguns versos que apresentem os traços psicológicos do poeta.

17. Leia: Elefantes Os elefantes são os maiores dentre os animais terrestres. Há duas espécies de elefantes: o elefante africano e o asiático. Os elefantes vivem em pequenas famílias chamadas de clã. Cada clã tem algumas fêmeas adultas, com suas crias e outros elefantes ainda jovens. A fêmea maior e mais velha é quem dirige o clã. Os elefantes machos vivem sozinhos ou têm seus grupos separados. Juntam-se às fêmeas na época do cio. Depois de dar à luz, a mamãe elefante alimenta seu bebê com seu leite várias vezes ao dia. Este se mantém sempre junto dela durante os primeiros meses de vida, andando quase sempre por entre as duas patas da mãe para maior proteção. A alimentação do elefante adulto é composta por aproximadamente 250 a 320 quilos de folhas, frutos e raízes. Essa quantidade de alimentos corresponde a mais ou menos um quilômetro quadrado de vegetação raia. Além disso, precisam beber 110 a 190 litros de água por dia, sem falar na água do banho. É por isso que, para não dizimar a vegetação de um lugar, os elefantes estão sempre viajando. Os elefantes mais velhos e doentes, geralmente, retiram-se do grupo principal e formam sua própria manada. Com eles vão alguns elefantes jovens, que lhes fornecem ajuda para procurar comida e proteção contra outros animais. Quando estão quase à morte, esses elefantes velhos e doentes procuram lugares calmos onde possam conseguir ajuda e comida com mais facilidade. Os mortos ficam por ali, o que deu a falsa impressão de que existiriam cemitérios de elefantes. Os elefantes jamais morrem por ataque de outros animais, sendo o homem o seu maior inimigo. COMO vivem os animais. São Paulo: Abril: [s/d.]. p. 3-4. De acordo com as informações trazidas pelo texto sobre os elefantes, responda: a) Há, com certeza, cemitérios de elefantes? 18. De que modo os elefantes demonstram ter respeito pela natureza? 19. Leia com atenção o verbete a seguir retirado do dicionário Aurélio: DIZIMAR [Do lat. decimare, por via popular.] V. t. d. 1. Matar (um soldado) em cada grupo de dez. 2. Lançar dízima (1) sobre. 3. Destruir ou exterminar em parte. 4. Fig. Desfalcar; dissipar, desbaratar: 5. Fazer rarear; desfalcar; diminuir: V. int. 6. Produzir devastação ou devastações; destruir, devastar: 7. Ant. Cobrar dízimas. a) Qual é o sentido da expressão dizimar no contexto? 20. Escreva uma frase utilizando a outra expressão proposta no verbete.

21. Observe: A Charge é um desenho num único quadro, onde o autor tem que ser extremamente criativo para, num único espaço, apresentar a idéia e concluí-la. Termo que, atualmente, é mais aplicado em trabalhos relacionados à política. Conforme os elementos verbais e não-verbais que compõem a charge em análise, responda: A charge sobre a campanha pelo desarmamento trata de um ponto de vista favorável ou desfavorável ao desarmamento? Justifique sua resposta.

22. Observe: BARBOSA, Gilmar. Cartuns & Humor Ossos do ofício. São Paulo: Escala, 2002. p. 66. O Cartum é uma arte de, através de desenhos e quadros, representar com humor fatos, pessoas, idéias, críticas, denúncias, etc. EXPLICITE qual o problema social denunciado no Cartum, justificando sua resposta com base nos elementos apresentados.

23. Leia: O depoimento do músico Tony Beloto foi concedido a Revista Veja, em 12 de setembro de 2007, sobre a questão do acordo ortográfico. Para ele,...a língua é um organismo vivo e vai seguir em frente. EXPLIQUE o que significa a expressão organismo vivo. 24. Observe: Ã Disponível em: <http://dukechargista.blogspot.com>. Acesso em 02 nov.2008. A charge expressa uma forte crítica às ações de uma mídia sensacionalista, que transforma os fatos em espetáculos. Contudo, apresenta um humor. De acordo com a leitura da charge, responda a seguir. a) Em sua opinião, qual é o humor presente na charge? b)

25. Qual é a evidência explícita da manifestação do ponto de vista do autor da charge? 23. TEXTO 12 domingo, 2 de novembro de 2008 DIRETOR DE REDAÇÃO: OTAVIO FRIAS FILHO ANO 88 Nº 29.068 EDIÇÃO SÃO PAULO/DF CONCLUÍDA ÀS 15H30 Associated Press Moldes para figuras de cera de McCain e Obama O presidente do Bradesco, Márcio Cypriano, diz que o setor deve subir os juros para compensar a redução da remuneração do compulsório sobre depósitos a prazo. A medida do Banco Central foi anunciada na quinta-feira para forçar os bancos a comprarem carteiras de crédito de pequenas instituições em dificuldade e para ampliar o número de empréstimos e do dinheiro em circulação.

TEXTO 13 Ambiente O planeta está esgotado O homem já consome mais recursos naturais do que o planeta é capaz de produzir. O ritmo atual de consumo é uma ameaça para a prosperidade futura. O planeta já não é capaz de repor os recursos consumidos. Ambiente A Terra não vai mais agüentar O planeta já não é capaz de repor os recursos consumidos Revista Veja Edição 2085 5 de novembro de 2008 a) Qual a informação dos textos observados você achou mais interessante? JUSTIFIQUE sua resposta. 26. O que difere um texto científico do texto jornalístico? 27. Explique o que foi o movimento chamado Modernismo, ocorrido no Brasil no ano de 1922, quais eram seus objetivos e quem participou do mesmo.

28. Sobre o livro Um estudo em vermelho registre em poucas palavras qual o objetivo do personagem Sherlock Holmes. 29. Qual o motivo dos assassinatos ocorridos na obra? 30. Comente sobre os personagens Gregson e Lestrade e seu desempenho na obra.