INSTRUÇÃO DE TRABALHO

Documentos relacionados
INSTRUÇÃO DE TRABALHO

INSTRUÇÃO DE TRABALHO

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO TÍTULO: MONITORIZAÇÃO DE PRESSÃO INTRA-ARTERIAL COM TRANSDUTOR DE PRESSÃO (PIA)

MONITORIZAÇÃO HEMODINÂMICA. Profa. Dra. Carina Ap. Marosti Dessotte

INSTRUÇÃO DE TRABALHO

CATETER DE SWAN-GANZ HISTÓRICO 1970 ELETRÔNICOS OBTENÇÃO DE PARÂMETROS HEMODINÂMICOS À BEIRA DO LEITO

Monitorização hemodinâmica. Disciplina Urgência e Emergência Profª Janaína Santos Valente

Avaliação Clínica do Paciente Crítico monitorização hemodinamica. Profª Dra Luciana Soares Costa Santos 2º semestre 2017

Avaliação Clínica do Paciente Crítico monitorização hemodinâmica. Profª Dra Luciana Soares Costa Santos

TÉCNICAS DE MONITORIZAÇÃO INVASIVA. Profª Enfª Luzia Bonfim.

Pressão Venosa Central e Pressão Arterial Média. Profa Sandra Zeitoun Aula 10 e 11

INDICAÇÕES: Em RNs instáveis hemodinamicamente e/ou em uso de drogas vasoativas e inotrópicas.

Hospital São Paulo SPDM Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina Hospital Universitário da UNIFESP

INSTRUÇÃO DE TRABALHO

INSTRUÇÃO DE TRABALHO

PREVENÇÃO DE INFECCÇÃO ASSOCIADA A CATETER VENOSO CENTRAL / CVC. Data Versão/Revisões Descrição Autor

Choque hipovolêmico: Classificação

PROCEDIMENTO SISTÊMICO PRS UTI A TÍTULO: PROCEDIMENTO DE ENFERMAGEM NA INSTALAÇÃO E NA MANUTENÇÃO DO CATÉTER DE SWAN GANZ

INSTRUÇÃO DE TRABALHO

Hospital São Paulo SPDM Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina Hospital Universitário da UNIFESP Sistema de Gestão da Qualidade

Monitoração hemodinâmica. A palavra monitoração significa vigilância. A monitoração hemodinâmica não se

CATETERISMO CARDÍACO. Prof. Claudia Witzel

INSTRUÇÃO DE TRABALHO

cateter de Swan-Ganz

PROTOCOLO OPERACIONAL PADRÃO

INSTRUÇÃO DE TRABALHO

Pressão Arterial Invasiva

INSTRUÇÃO DE TRABALHO

INSTRUÇÃO DE TRABALHO

PREVENÇÃO DE INFECÇÃO PRIMÁRIA DE CORRENTE SANGUÍNEA - IPCS

ATIVAÇÃO DE UM CATETER VENOSO CENTRAL Enf a.(s): Andreia Paz, Renata Maciel e Paula Alves

INSTRUÇÃO DE TRABALHO

CRONOGRAMA TEÓRICO DATA HORÁRIO PROFESSORES TITULAÇÃO C/H RECEPÇÃO 25/04/ :00h Assistente adm. ABERTURA 25/04/ :30h Diretoria e coord.

DROGAS VASODILATADORAS E VASOATIVAS. Profª EnfªLuzia Bonfim.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES ASSOCIADAS A CATETER INTRAVASCULAR

DESATIVAÇÃO DE CATETER VENOSO CENTRAL Enf a.(s): Andreia Paz, Renata Maciel e Paula Alves

HEMOCENTRO RP PROCEDIMENTO OPERACIONAL SANGRIA TERAPÊUTICA

CRONOGRAMA TEÓRICO DATA HORÁRIO PROFESSORES TITULAÇÃO C/H RECEPÇÃO

Promover uma via de acesso para administrar drogas intravenosas.

PROTOCOLO PARA COLETA DE HEMOCULTURA

Punção Percutânea em Artéria para Aferição Invasiva da Pressão Arterial Sistêmica

AULA-14 ATUAÇÃO EM ENTUBAÇÃO OROTRAQUEAL

CONTRAINDICAÇÕES: Medicações que não possuem formulação para via endovenosa. Impossibilidade de obtenção de uma via para acesso venoso.

Anestesia. em cirurgia cardíaca pediátrica. por Bruno Araújo Silva

Definições importantes

Aula-7 MONITORIZAÇÃO DO PACIENTE GRAVE ( MONITORIZAÇÃO NÃO- INVASIVA)

Cateterização Cardíaca por Exposição Direta da Artéria e Veia. Renato Sanchez Antonio

INSTRUÇÃO DE TRABALHO

CAUSAS DE PERICARDITE AGUDA

COLETA DE SANGUE PARA HEMOCULTURA

DOENÇA ARTERIAL CORONARIANA

FINALIDADE Realizar avaliação física do sistema cardiovascular e fornecer dados para determinar o estado de saúde de paciente.

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO POP ASSUNTO: Curativo de Úlcera Arterial

TIPO DE MATERIAL PERIODICIDADE DE TROCA OBSERVAÇÃO. - Não há troca programada.

ANEXO I - DESCRIÇÃO DO OBJETO ITEM ESPECIFICAÇAO UND QTD MONITOR MULTIPARÂMETRO

Sepse Professor Neto Paixão

RETIRADA DE INTRODUTOR VASCULAR FEMURAL

20/08 PRÉ CONGRESSO - MANHÃ

UNIVERSIDADE DE SÃOPAULO FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA

1 OBJETIVO: Preparo de cólon para procedimento diagnóstico e cirúrgico.

Resultados da Validação do Mapeamento. Administrar medicamentos vasoativos, se adequado.

CATETER VENOSO CENTRAL- CURATIVO Enf a.(s): Andreia Paz, Renata Maciel e Paula Alves

1. INTRODUÇÃO. 2. OBJETIVO Os objetivos desse protocolo são:

INSTRUÇÃO DE TRABALHO

Urgência e Emergência

Contraindicação: passagens nasais ocluídas, traumas de crânio, face, pescoço e coagulopatias,

Disfunções valvares. Prof. Dra. Bruna Oneda 2013

URGÊNCIA E EMERGÊNCIA. Prof. Adélia Dalva

Terapia Nutricional Parenteral P R O F ª N A Y A R A S O A R E S - N U T R I C I O N I S T A

ANEXO I - DESCRIÇÃO DO OBJETO ITEM ESPECIFICAÇAO UND QTD MONITOR MULTIPARÂMETRO

DIAGNÓSTICOS PARA ENCAMINHAMENTO VIA CROSS PARA TRIAGEM NO INSTITUTO DO CORAÇÃO

Tromboembolismo Pulmonar Embolia pulmonar

ROTINA DE PREVENÇÃO DE INFECÇÃO DE TRATO VASCULAR

Cuidados com Portacath

Estudo Hemodinâmico e Angiocardiográfico Normal. Renato Sanchez Antonio

UNIVERSIDADE FEDERAL. MATERNIDADE-ESCOLA DA UFRJ Divisão de Enfermagem PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO DO RIO DE JANEIRO POP N 81

PROTOCOLO DE MANUTENÇÃO DO POTENCIAL DOADOR DE ORGÃOS

Procedimento Operacional Padrão Verificação dos Sinais Vitais POP_ENF_006

Seminário ME3: Choque. Orientador: Gabriel MN Guimarães

INSTITUTO LATINO AMERICANO DE SEPSE CAMPANHA DE SOBREVIVÊNCIA A SEPSE PROTOCOLO CLÍNICO. Atendimento ao paciente com sepse grave/choque séptico

UNIVERSIDADE FEDERAL. MATERNIDADE-ESCOLA DA UFRJ Divisão de Enfermagem

[273] O) e/ ou FiO 2. Parte VI P R O T O C O L O S D E P R O C E D I M E N T O S

Óxido Nítrico. Segurança e eficácia na aplicação.

Índice Remissivo do Volume 31 - Por assunto

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO ASSOCIAÇÃO PAULISTA PARA O DESENVOLVIMENTO DA MEDICINA HOSPITAL SÃO PAULO DIRETORIA DE ENFERMAGEM

Grupo Hospitalar Conceição Hospital Cristo Redentor. Rotina de Hemodiálise Contínua de Baixo Fluxo. Enfermeira Lílian Costa Enfermeira Celina Marques

Enfª: Cilene Bisagni, Claudia Elizabeth de Almeida e Andreia Paz Enfº: Rogério Marques de Sousa

Medicações de Emergências. Prof.º Enfº Diógenes Trevizan Especialista em Docência

A UNIDADE DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO DA UNIDADE

PROTOCOLO MÉDICO SEPSE E CHOQUE SÉPTICO

Monitorização hemodinâmica invasiva e suas implicações para a assistência de enfermagem perioperatória

ENFERMAGEM CUIDADOS DE ENFERMAGEM. Aula 10. Profª. Tatiane da Silva Campos

Transcrição:

1. Título: INSERÇÃO, MANUTENÇÃO E RETIRADA DO CATETER DE SWAN-GANZ 2. Definição: É um cateter que permiti o registro de parâmetros hemodinâmicos na artéria pulmonar a beira leito, onde a monitorização da artéria pulmonar é embasada em dados numéricos. 3. Objetivos: Avaliar a função cardiovascular e resposta à terapêutica em pacientes com infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca congestiva crônica descompensada e refratária, disfunção valvar aguda e tamponamento cardíaco; Monitorização intra, trans e pós-operatório de cirurgia cardíaca em pacientes com cardiopatias importantes; Distinção entre quadros de edema pulmonar cardiogênico e não cardiogênico; Choque de qualquer etiologia; Monitorização de reposição volêmica em pacientes com trauma severo e em grandes queimados; Monitorização da evolução de pacientes críticos; Guia a seleção e o ajuste da terapêutica medicamentosa. 4. Indicação: 4.1 Para diagnóstico complementar ou diferencial Comunicação interventricular e/ou insuficiência mitral aguda no infarto agudo do miocárdio; Edema pulmonar cardiogênico e/ou não-cardiogênico; Tromboembolismo pulmonar e/ou hipertensão pulmonar; Elucidação diagnóstica; Para auxiliar no manuseio de situações clínicas complexas e instáveis, nas quais o conhecimento das pressões intravasculares e as medidas de fluxo podem orientar o tratamento.

4.2 Condições cardíacas complexas: Infarto agudo do miocárdio complicado por: 1) hipotensão arterial que não responde à prova de volume; 2) instabilidade hemodinâmica que requer o uso de drogas vasoativas e suporte circulatório mecânico-choque cardiogênico; 3) hipotensão arterial e insuficiência cardíaca; 4) casos especiais de infarto agudo do miocárdio do ventrículo direito. Situações especiais de angina instável complicada, que requer uso de nitroglicerina por via endovenosa e outras drogas vasoativas; Pacientes com edema pulmonar cardiogênico e/ou não-cardiogênico; Situações especiais em que a volemia e o desempenho cardíaco são incertos e nos quais a prova de volume e o uso de diuréticos poderiam ser prejudiciais ou trazer informações equivocadas de terapia guiada pela pré-carga e pela pós-carga. 4.3 Pacientes críticos, que frequentemente desenvolvem disfunção cardíaca: Sepse, síndrome séptica, síndrome da resposta inflamatória sistêmica, choque séptico e síndrome da disfunção de múltiplos órgãos; Síndrome do desconforto respiratório agudo, reposição volêmica e ajuste de ventilador (PEEP e outros parâmetros); Pancreatite aguda; Insuficiência renal aguda; Processos dialíticos complicados. 4.4 Pacientes cirúrgicos selecionados: Cirurgia cardíaca: múltipla troca de válvulas, doença pulmonar grave associada, revascularização do miocárdio com baixa função ventricular, ressecção de aneurisma ventricular;

Cirurgia vascular: aneurisma dissecante, ressecção de aneurisma de aorta torácica e abdominal; Manutenção do doador de órgãos; Cirurgias abdominais de grande porte. 4.5 Contra indicação: Comprometimentos neurológicos extensos e sem perspectiva de recuperação; Neoplasias disseminadas e outras doenças graves com mau prognóstico. 5. Responsáveis: Médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. 6. Orientações pré-procedimento: Reunir o material: transdutor de pressão, introdutor e o cateter de artéria pulmonar; SF 0,9% de 500 ml; Bandeja de dissecção adulta (DAA ou B-CAT); Bolsa pressurizadora; Cabo de pressão invasiva, caso faça opção pela utilização do monitor Vigilance: separar o cabo do débito, cabo de saturação e cabo da tomada; Ligar o cabo de saturação (ponta vinho) para aquecer (pelo menos 20min.) antes da inserção do cateter, caso seja utilizado Vigilance. 6.1 Orientações pós-procedimento: Realizar curativo oclusivo no local de inserção do cateter; A enfermagem deve montar o sistema de pressão invasiva; Deixa o material pronto: sistema aferido, monitor e cabos conectados; Zerar pressões com relação à atmosfera; Conectar o cateter, aos cabos de débito e de saturação. Iniciar a leitura do débito no monitor Vigilance (método de aferição do DC contínuo); ou iniciar a leitura do débito com o CO-SET,

método de aferição do DC intermitente; Conecta o módulo óptico do cateter de artéria pulmonar ao cabo de saturação e alimentar o monitor com os dados solicitados (hematócrito, hemoglobina, peso e altura) para iniciar a leitura da saturação mista de O2 (SVO2); Solicitar RX de tórax, para confirmar a posição adequada do cateter; Realizar anotação de enfermagem em documento de prontuário. 7. Frequência: A cada mudança de plantão o monitor Vigilance deverá ser alimentado com a mais recente gasometria do paciente pelo enfermeiro e/ou médico; O DC deverá ser aferido, caso o paciente esteja com o CO-SET, ao invés do Vigilance, sempre que solicitado pelo médico ou de 4/4 horas ou em intervalos menores conforme a gravidade do cliente, anotando os parâmetros em folha própria. 8. Materiais: EPI s: Luva de procedimento, máscara e óculos de proteção; CO-SET (caso opção pela aferição do DC (intermitente) ou monitor vigilance); 01 frasco de 500 ml de SFO9%; 01 frasco de heparina sódica 5.000 UI/ml; 01 bolsa pressurizadora; 01 transdutor de pressão; 01 suporte para o transdutor de pressão; 02 módulos e 02 cabos de monitorização de pressão; 01 cateter de artéria pulmonar 7,5 french; 01 introdutor de artéria pulmonar 8,5 french; 01 par de luva estéril; 01 kit estéril para passagem de cateter central;

01 bandeja de passagem de acesso central. 9. Passos do Processo: Passagem do cateter de Swan-Ganz- Médico: Identificar-se para o paciente e explicar o procedimento a ser realizado; Posicionar o paciente adequadamente; Higienizar as mãos conforme IT SCIH 1; Paramentar-se com EPI s; Expor a área de inserção do cateter, e auxiliar o médico a se paramentar; Abrir o kit de passagem de cateter central e demais materiais e despejar a quantidade suficiente de clorexidina degermante a 2% na cuba estéril; Conectar o módulo óptico e os lúmens do cateter de termodiluição ou débito cardíaco nos conectores afins. Retirada do cateter de swan-ganz: EPI s: Luva de procedimento, máscara e óculos de proteção; 01 lamina de bisturi nº 11; 02 pacotes de gazes estéreis, 10 ml de SF O9%, Clorexidina alcoólica a 0,5%; 01 pacote de curativo. Técnica: Avaliar exames laboratoriais (coagulograma e plaquetas); Identificar-se para o cliente e explicar o procedimento a ser realizado; Higienizar as mãos conforme IT SCIH 1; Paramentar-se com EPI s; Abrir o pacote de curativo;

Avaliar se o balão esta totalmente desinsuflado; Realizar a limpeza do local de inserção com SF O9% e clorexidina alcoólica a 0,5% e, em seguida, retirar os pontos que fixam o cateter; Colocar o cliente em posição Trendelemburg, para prevenir a ocorrência de embolia gasosa; Calcar a luva estéril; Tracionar o cateter cuidadosamente; Avaliar a presença de arritmias no monitor; Comunicar ao médico se houve resistência e não forçar a saída do cateter, pois ele pode estar enrolado; Comprimir firmemente o local até estancar o sangramento; Realizar o curativo compressivo no local com gaze e fita antialérgica; Manter o curativo oclusivo por 24 horas. Mensuração do débito cardíaco pelo método da termodiluição (débito intermitente): Material Necessário: Sistema fechado pra mensuração de débito cardíaco intermitente; Transdutores previamente acoplados à solução fisiologia e pressurizados entre 300 a 350 mmhg, um conectado à via proximal e outro, à distal do cateter de Swan-Ganz; Monitor multiparâmetro com capacidade de computação do débito cardíaco; 01 cabo de sensor de temperatura. Técnica: Higienizar as mãos conforme IT SCIH 1; Paramentar-se com EPI s; Conectar o cabo do sensor de temperatura ao lúmen do termístor do cateter de termodiluição; Preencher toda a seringa com SFO9% através do sistema fechado que está acoplado à via proximal do cateter (via azul),

Habilitar o módulo DC no monitor multiparâmetro e pressionar a opção DC; Injetar10 ml de soro fisiológico em menos de quatros segundos na via proximal do CAP; Aguardar que a curva de termodiluição e o valor da medida apareçam no monitor. Repita o procedimento de três a cinco vezes, aceitando uma variação máxima de 10% entre as medidas e obtenha uma média dos três valores; Inserir no canal de cálculos os valores de frequência cardíaca, pressão arterial média, pressão de artéria pulmonar média, pressão de oclusão pulmonar, peso e altura do cliente; A partir das medidas pressóricas e do débito cardíaco, o monitor realiza vários cálculos hemodinâmicos, tais como índice cardíaco, resistência vascular sistêmica, resistência vascular pulmonar, volume sistólico, trabalho sistólico de ventrículo direito e trabalho sistólico de ventrículo esquerdo. Mensuração do débito cardíaco contínuo: O cateter de artéria pulmonar para mensuração contínua de débito e índice cardíaco, saturação venosa mista e volume diastólico final de ventrículo direito é composto de seis lumens. 1. Via proximal (azul): Permite a injeção de líquidos para as medidas hemodinâmicas e é utilizado também para a medida da pressão venosa, central (PVC) e coleta de exames de sangue; 2. Via distal (amarela): seu orifício situa-se na ponta do cateter, permitindo a medida das pressões nas câmaras cardíacas, direitas, pressão arterial pulmonar e pressão capilar, pulmonar, durante a inserção, além da coleta de amostra do sangue venoso, misto, na artéria pulmonar; 3. Via do balão (vermelha): Utilizado para insuflação do balão localizado na extremidade distal. Obtém-se a pressão de oclusão da artéria pulmonar por meio da insuflação do balão com até 1,5 ml de ar, utilizando-se uma seringa de 3 ml que já vem acoplada ao lúmen e é auto desinsuflante por medida de segurança; 4. Lúmen do Termistor: Localizado a 4 cm da extremidade distal,é utilizado pra mensuração da temperatura

sanguínea na artéria pulmonar e para medidas do debito cardíaco por termodiluição; 5. Lúmen de oximetria: Localizado na extremidade distal, realiza medidas de saturação venosa mista por meio de espectrofotometria de reflexão continua; 6. Lúmen do filamento térmico: Localizado na marca de 14 a 25 cm da extremidade distal, emite ondas de energia térmica que aquecem o sangue. Operação do monitor com débito contínuo: Conectar uma das extremidades do fio de alimentação elétrica ao monitor e a outra a uma fonte de corrente alternada; Ligar o monitor pressionando o interruptor verde localizado na parte inferior esquerda do painel dianteiro. Uma pequena lâmpada verde se acenderá e uma mensagem de auto-teste aparecerá na tela de vídeo. O monitor irá inicializar; Conectar com cuidado a extremidade do cabo de interface do cateter com o receptáculo correspondente localizado na parte inferior à direita. Pressione o conector até que ele esteja bem encaixado; Conecte o módulo óptico ao conector da SVO2 na parte dianteira do monitor: Aguarde 20 minutos para que o módulo óptico possa aquecer; Após o auto-teste interno, a tela HOME aparecerá; Conecte o cateter ao módulo óptico de leitura da SVO2; Pressione SVO2 na barra de toques azul do painel dianteiro; Selecione o modo in vitro calibration na barra de toques; Use a tecla cursor para selecionar o nível de hemoglobina ou hematócrito do cliente e insira o valor correto utilizando a barra de toques; Pressione a tecla CAL para que surja a seguinte mensagem na tela: in vitro calibration in progress. Após o término da calibração in vitro, surgirá a mensagem in vitro calibration OK.

Após a inserção do cateter pelo médico, pressione a tecla start SVO2 ; Pressione na barra de toques in vivo calibration para que surja na tela a mensagem in vivo baseline setup in progress. Em seguida, pressione a tecla DRAW na barra de toques e colete lentamente uma amostra de sangue venosa misto da via distal do cateter de artéria pulmonar; Pressione a tecla cursor para a introdução dos valores de saturação venosa mista de oxigênio, hematócrito e hemoglobina; Ao término da inserção do cateter de artéria pulmonar, pressione START SVO2 na barra de toques. A mensagem optical module update in progress surgirá na tela. Em seguida a tela HOME surgirá automaticamente com um valor de SVO2; Pressione a tecla CCO para que se iniciem as medidas de débito cardíaco contínuo. 10. Considerações gerais: Avaliação continua do traçado eletrocardiográfico do cliente durante a passagem, o reposicionamento e a retirado do cateter de Swan-Ganz, devido ao risco de arritmias, mantenha o carro de PCR próximo ao leito; A retirada do CAP deve ser realizada pelo médico ou pelo enfermeiro; Para que não ocorram lesões estruturais na retirada do CAP, é necessário estar seguro de que o balão encontra-se vazio antes de iniciar a remoção do cateter; Evite a cateterização prolongada, para reduzir as chances de infecção, o cateter deve ser removido entre 72 e 96 horas; O introdutor deve ser retirado com o cliente em decúbito de trendelenburg, especialmente se estiver respirando espontaneamente; Ocluir o orifício de punção imediatamente com curativo impermeável; Manter a permeabilidade do cateter através do fluxo contínuo de solução fisiológica, mantendo a bolsa pressurizada com 300 mmhg de pressão;

Realizar curativo diário no local de inserção do cateter; Monitorizar, frequentemente, as extensões do cateter, transdutores, domus e dânulas para verificar a presença de bolhas de ar e removê-las; As conexões devem estar ajustadas, prevenindo retorno sanguíneo pelas extensões. 11. Padrões de prática: Planejamento criterioso da ação (preparo do material, calibragens do sistema, inserção do cateter e aferição dos parâmetros); Planilha Específica para anotação dos parâmetros hemodinâmicos; Anotação dos parâmetros na planilha de 4/4 horas ou conforme orientação médica; pela equipe de enfermagem; Comunicar ao médico, os parâmetros aferidos ou mudanças, para intervenção terapêutica. 12. Pontos Críticos/Riscos: Deixar sempre um carrinho de parada disponível, quando na inserção e retirada; Retirar o cateter na presença de sinais flogísticos e de dois picos febris; cortar a ponta do cateter e mandar para a avaliação laboratorial + coleta de hemocultura. 13. Ações Corretivas: Atentar para complicações consequentes de arritmia, trombose da veia cava, sangramentos; Evitar infecção de corrente sanguínea. 14. Indicadores de qualidade: Ausência de evento adverso. 15. Periodicidade de Treinamento: Admissional e quando necessário. 16. Registro local e maneira que deverá ser registrado: Anotação de Enfermagem em documento de prontuário.

17. Referências: HERBAS, J.S. Enfermagem em cardiologia cuidados avançados. São Paulo: Monole, 2007. KNOBEL E. et al. Terapia Intensiva: hemodinâmica. São Paulo: Atheneu, 2004. Dados do Documento: Data: Elaboração: Luzia Alves Pereira Gusmão 03/2010 Silvia Emanoella S. M. de Souza; Leila de A. O. Ornellas; Katia 09/2013 Revisão: Neuza Guedes; Camila Mendes de Almeida; Ubirajara dos Santos Silveira; Juliana Chaves Fernandes Maria do Rosário D. M. Wanderley 09/2013 Aprovação: