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Transcrição:

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COMO AGIR NA CRI$E

COMO AGIR NA CRISE A turbulência econômica mundial provocada pela crise bancária nos Estados Unidos e Europa atingirá todos os países do mundo, com diferentes níveis de intensidade. Isso afetará as empresas brasileiras, inclusive as micro e pequenas, também com diferentes níveis de intensidade, a depender do ramo de atuação de cada empresa. COMO DEVEM PROCEDER AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS NO MOMENTO? Antes de mais nada: manter a calma. Hora de ter cautela, atenção, sensatez e disposição para ajustes. 1) Micro e pequenas empresas que vendem para o consumidor final no mercado interno: Não é possível ainda saber com qual dimensão a crise econômica mundial chegará ao Brasil, porém, não ficaremos imunes a ela. Como os fundamentos econômicos do país se fortaleceram nos últimos anos, espera-se que os efeitos não As empresas que vendem no mercado interno para o consumidor final devem, por enquanto, sentir menos a crise. sejam demasiados fortes, mas não há garantias sobre isso. Haverá mais problemas se a recessão mundial for muito Como instituição focada no fortalecimento dos pequenos negócios e no apoio à cultura empreendedora, o SEBRAE- SP disponibiliza às micro e pequenas empresas algumas sugestões de procedimento que podem ser adotados com forte, atingir o Brasil de forma mais contundente e aumentar o desemprego no país. De qualquer forma, o impacto será diferente dependendo do tipo de produto, populares ou não populares: objetivo de as empresas se prepararem adequadamente para passar eventuais períodos de turbulência econômica. Na realidade, são procedimentos que deveriam ser sempre observados pelo empreendedor, mas que em momento de dificuldade econômica se tornam cruciais para o sucesso do empreendimento. As empresas que vendem produtos populares tendem a ser as menos afetadas, porque os salários menores continuarão com tendência de recuperação real (p. exemplo, o salário mínimo que será reajustado em abril/maio acima da inflação). As empresas que vendem produtos mais caros O SEBRAE-SP informa ainda que disponibiliza aos enfrentarão condições de financiamento (ao consumo) empreendedores uma série de palestras gerenciais gratuitas mais desfavoráveis que nos anos anteriores (ver item e cursos de gestão empresarial com preços muito acessíveis. nº 4). Mais informações podem ser obtidas no portal www. sebraesp.com.br As empresas que enfrentam a concorrência de produtos importados no mercado brasileiro podem 4 5

ser até beneficiadas, porque os produtos importados ficarão 20% mais caros (supondo um novo patamar de equilíbrio próximo a R$ 2,00/R$ 2,10). As empresas que consomem commodities agrícolas ou metálicas (ex.: soja, aço, ferro, cobre, etc.) também podem se beneficiar, devido à queda no preço dessas mercadorias no exterior, com possíveis impactos descendentes nos preços domésticos. 2) Micro e pequenas empresas que vendem para grandes empresas: Cada caso é um caso, mas de uma maneira geral pode ocorrer alguma queda nos pedidos e pressão para redução de preços. É importante que o empreendedor procure obter o máximo de informações sobre como se mantém os setores de atuação É fundamental controlar despesas e receitas. Atenção aos das grandes empresas para as quais ele vende para não custos fixos. A crise será menos sentida por empresas ser pego de surpresa com uma queda brusca de vendas. com boa gestão. O esforço de venda deve ser redobrado, Ele deve procurar diversificar ao máximo os clientes, evitar pense em alternativas para atrair novos clientes e fidelizar depender de apenas um ou dois grandes clientes. Atenção os antigos. máxima aos custos fixos e a produtos parados no estoque. Evite demitir funcionários. Essa é a última atitude que o empreendedor deve tomar. Custa caro demitir e treinar um novo funcionário. Só fazer se for realmente necessário. www.sebraesp.com.br/midiateca/publicacoes/saiba_mais/marketing www.sebraesp.com.br/midiateca/publicacoes/saiba_mais/financas www.sebraesp.com.br/midiateca/publicacoes/saiba_mais/financas www.sebraesp.com.br/faq/criacao_empresa/estrategia_negocio www.sebraesp.com.br/faq/produtividade/logistica www.sebraesp.com.br/midiateca/publicacoes/artigos www.sebraesp.com.br/melhorando_empresa/acesso_mercados www.sebraesp.com.br/melhorando_empresa/acesso_mercados www.sebraesp.com.br/midiateca/publicacoes/artigos 6 7

3) Micro e pequenas empresas que vendem bens de capital: Empresas que produzem bens de capital (máquinas e equipamentos, veículos pesados, colheitadeiras e/ou implementos, partes e peças etc.) tendem a ter sua demanda reduzida nesse primeiro momento, porque diante do quadro de incertezas a primeira coisa que o setor produtivo faz é cancelar ou postergar a realização de novos investimentos. 4) Pequenas empresas que utilizam crédito bancário para financiar a venda de seus produtos para o consumidor final: Essas empresas podem ser prejudicadas, na medida em que os bancos e as financeiras fiquem mais cuidadosas na hora de oferecer crédito (com o crédito mais caro e escasso, as financeiras tendem a reduzir os prazos e aumentar os juros do financiamento ao consumo). Cautela é a palavra de ordem! Controle de custos, modernização e prospecção de mercados no exterior são alternativas a serem pensadas. O mercado interno também pode voltar a se aquecer em meados de 2009. Tentar negociar melhor condições de pagamentos com seus fornecedores e repassar essas vantagens para os clientes pode ser uma boa alternativa. Atenção aos custos fixos. O empreendedor deve procurar reduzir suas despesas para que alguma eventual queda no faturamento não provoque grandes problemas de caixa. www.sebraesp.com.br/midiateca/publicacoes/saiba_mais/ financas www.sebraesp.com.br/midiateca/publicacoes/saiba_mais/ www.sebraesp.com.br/faq/comercio_exterior financas www.sebraesp.com.br/melhorando_empresa/acesso_ mercados www.sebraesp.com.br/midiateca/publicacoes/artigos www.sebraesp.com.br/midiateca/publicacoes/artigos/ www.sebraesp.com.br/midiateca/publicacoes/artigos financas_contabilidade/administracao_financeira 8 9

5) Pequenas empresas que precisam de crédito bancário para capital de giro e investimento: As empresas que dependem muito de financiamento bancário para capital de giro e investimento (ex.: construção civil e agricultura) podem ser prejudicadas, pois enfrentarão condições mais desfavoráveis na operação de crédito do que há um mês/ano (com taxas de juros mais elevadas, prazos mais curtos e maior seletividade na concessão do crédito). competitivos (aumenta a rentabilidade do exportador). Se a empresa importa parte dos produtos para remanufaturar e exportar, é importante verificar se não há possibilidade de substituição por equivalentes nacionais. As empresas que exportam para o eixo USA-Europa serão afetadas negativamente, porque é esperada uma estagnação econômica nesses países. Também serão afetadas negativamente as empresas que produzem e exportam commodities agrícolas ou metálicas (ex.: soja, aço, ferro, cobre etc.), devido à queda no preço dessas mercadorias no exterior. As empresas que exportam para o eixo Russia- China-Índia e países do seu entorno poderão se beneficiar, porque são mercados que continuarão crescendo acima da Os bancos vão ficar mais criteriosos para liberar crédito. Mais do que nunca, é fundamental o empreendedor mostrar ao banco que tem total controle sobre as contas da média mundial e porque obterão 20% mais reais por cada dólar exportado (supondo um novo patamar de equilíbrio próximo a R$ 2,00 / R$ 2,10). empresa, despesas, vendas e lucros. É necessário mostrar a viabilidade econômica do empreendimento, que a empresa está sob controle e o empreendedor é um bom pagador. Isso sempre ajuda na hora de obter empréstimos, mas é decisivo em momentos como o atual. Analisar o mercado no qual ele atua e procurar o máximo de informação possível sobre a evolução da crise nesses mercados. É fundamental controlar com atenção os custos fixos e verificar se é possível reduzir despesas. A venda para novos mercados, seja interno ou externo, também deve ser considerada. www.sebraesp.com.br/midiateca/publicacoes/saiba_mais/financas 6) Pequenas empresas exportadoras: www.sebraesp.com.br/midiateca/publicacoes/saiba_mais/financas www.sebraesp.com.br/faq/comercio_exterior Se por um lado a recessão mundial reduz mercados, por outro o aumento do dólar torna os produtos brasileiros mais www.sebraesp.com.br/melhorando_empresa/acesso_mercados 10 11

7) Pequenas empresas importadoras ou que utilizam insumos importados: 8) Investir ou não investir? Se a empresa importa produtos para venda direta ao consumidor no mercado interno ou utiliza insumos importados, poderá enfrentar aumento de custos nesses produtos ou insumos importados de até 20% (supondo um novo patamar de equilíbrio próximo a R$ 2,00 / R$ 2,10). Em momentos de ameaça de crise é natural que o empreendedor fique receoso e evite fazer investimentos. Por conta disso, muitos bons negócios se perdem. As palavras chaves são calma, pesquisa e planejamento. O empreendedor deve avaliar com atenção e cuidado o negócio que pretende investir ou ampliar. É decisivo buscar o máximo de informações possíveis e analisar com muito critério o potencial de vendas do produto ou serviço e tenha clareza de onde estão os consumidores. É preciso ter claro quanto a Verificar se há possibilidade e se é vantajoso substituir empresa terá de vender por mês para pagar os custos fixos por produtos nacionais. Se não há essa possibilidade, o e obter o lucro esperado. Não se deve esquecer o capital de empreendedor deve colocar uma lente de aumento em seus giro necessário para manter o empreendimento funcionando custos fixos. É fundamental saber como e onde se gasta até que ele comece a dar o retorno financeiro planejado. cada centavo e cortar todas as despesas desnecessárias. Importante manter controle absoluto das despesas e receitas, assim como fazer promoções para atrair clientes, mas é FUNDAMENTAL controlar as despesas e receitas para que as promoções não se tornem prejuízos. www.sebraesp.com.br/midiateca/publicacoes/saiba_mais/ financas www.sebraesp.com.br/midiateca/publicacoes/saiba_mais/ www.sebraesp.com.br/faq/criacao_empresa/criacao_ marketing empresa/plano_negocios 12 13

PARA TODAS AS EMPRESAS: esfriamento da demanda. A conseqüência será a diminuição das margens de lucro. Atenção nas vendas, definição de preços e obtenção de recursos: 1) Nas vendas Por menor que seja o impacto recessivo, os primeiros efeitos Mais do que nunca, esse momento exige de cada empresário fazer escolhas conscientes, e a gestão de gastos pode ser a melhor saída. Considere também, se possível, a substituição de produtos importados por produtos nacionais. são sentidos nas vendas. Para as micro e pequenas empresas, essa possibilidade é ruim, pois redução nas receitas de vendas significa dificuldades para cobrir despesas fixas, o 3) Na obtenção de recursos que reduz a lucratividade e aumento do risco de inviabilizar o negócio. Na estrutura econômica atual, todas as operações são interligadas, de um jeito ou de outro, entre os agentes financeiros. O dinheiro negociado por um banco não provém apenas de seus clientes depositantes, mas também de outros Vender é a prioridade, mais do que nunca. Portanto, seja criativo em todas as formas de atrair clientes e de influenciar as suas decisões de compra. As medidas governamentais podem favorecer o mercado interno, e os produtos nacionais tendem a ficar mais competitivos e atrativos. bancos, e numa crise de confiança, como é a situação atual, o crédito entre os agentes financeiros fica muito prejudicado, o efeito imediato é a escassez de crédito para o pequeno tomador, incluso aqui os pequenos negócios. A pequena empresa que utiliza freqüentemente operações de crédito com bancos terá dificuldades em negociar empréstimos. 2) Na definição de preços A situação no Brasil não deixa de ser curiosa. A inflação é baixa, mas alguns preços podem sofrer variações muito além do que é demonstrado pelos índices inflacionários. Os custos de alguns insumos (como os importados) podem sofrer altas, mas repassar para o preço final dos produtos pode não ser uma operação automática, justamente pelo Seja para investimento fixo ou para capital de giro, os recursos da micro e pequena empresa provêm somente de duas fontes: dos proprietários ou de terceiros. Principalmente para financiar o capital de giro, é importante lembrar que capitais de terceiros não significam apenas de bancos. Fornecedores e clientes são excelentes fontes de capital 14 15

de giro e normalmente, muito mais barato. Neste caso, a regra é comprar, vender e depois de receber dos clientes, EM SUMA: pagar aos fornecedores. Assim, o estoque não precisa ser financiado com dinheiro próprio ou de banco, pode ser dos fornecedores, se comprar a prazo. O segredo é comprar lotes menores, reduzindo ao máximo o tempo em que as mercadorias ficam paradas esperando serem vendidas. Também vender à vista ou até receber antecipado dos clientes são ótimas alternativas, principalmente para quem produz sob encomenda ou mesmo os prestadores de serviços. O valor das mercadorias paradas em estoque e o valor das contas a receber de clientes formam parte do capital de giro, que deve virar novamente moeda corrente antes da Vender é prioridade. Procure alternativas para atrair novos clientes e fidelizar os já existentes; Tenha sobre absoluto controle suas despesas e receitas; Atenção aos custos fixos. Localize e corte todas as despesas desnecessárias; Converse com seus funcionários e peça sugestões para diminuir despesas; empresa precisar para cobrir as contas a pagar. O segredo é Olho no estoque, veja se ele não cresce com produtos administrar inteligentemente o fluxo de caixa e não permitir encalhados ; em nenhum momento saldos negativos que exijam crédito bancário. Mas se acontecer, acredite em seu poder de negociação com seus fornecedores, retardar pagamentos de forma negociada pode ser a melhor alternativa para corrigir buracos no fluxo de caixa. Analise o potencial de venda de seus produtos e aposte nos que possuem maior índice de vendas e boa rentabilidade; Tente negociar maior prazo de pagamento com seus fornecedores de forma a receber suas vendas antes de ter de pagar os fornecedores; Evite contrair dívidas, principalmente em moeda estrangeira; http://www.sebraesp.com.br/melhorando_empresa Não dependa nunca de apenas um ou dois grandes clientes; Nunca faça um investimento sem antes obter o máximo de informações, analisar o potencial do mercado consumidor, o nível de vendas para o retorno e o capital de giro necessário para manter o negócio até que ele comece a dar retorno; 16 17

Evite demitir funcionários. Só o faça se for muito necessário. Você vai precisar de funcionários treinados para enfrentar eventuais dificuldades; Procure ganhar produtividade e competitividade, verifique seus preços, margens, custos fixos, processos produtivos. Veja se há algo a ser melhorado; Mantenha-se informado sobre os desdobramentos da crise, procure entender como ela deve impactar em seus principais clientes; Atenção às medidas anunciadas pelo governo, tente entender como elas impactarão no seu negócio. Participe das reuniões em sua entidade empresarial para entender o que acontece com o seu setor de atuação; Esteja sempre aberto às mudanças, seja de produtos, processos internos e mercados; Fique atento às novas oportunidades, elas sempre surgem em momentos de crise; Procure melhorar seus conhecimentos de gestão. Quem administra melhor enfrenta menos dificuldades nos momentos difíceis. O Sebrae pode ajudar o empreendedor nisso. www.sebraesp.com.br/melhorando_empresa www.sebraesp.com.br/melhorando_empresa/educacao 18