EVOLUÇÃO DOS MODELOS DE PRODUÇÃO



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Transcrição:

EVOLUÇÃO DOS MODELOS DE PRODUÇÃO

EVOLUÇÃO DOS MODELOS DE SISTEMAS DE PRODUÇÃO

Taylorismo, Fordismo,Toyotismo e Volvismo

Estudos marcaram a expansão da indústria americana ; Princípios práticos e de caráter obsessivo; Organização Racional do Trabalho ORT; Tempos e Movimentos Separação do trabalho físico do mental Fragmentação do trabalho em tarefas simples, rotineiras e contínuas Super especialização do operário Rígido controle TAYLORISMO As organizações são sistemas racionais e devem operar com eficiência máxima. (organizações máquinas)

TAYLORISMO Homo Economicus... Para que haja alguma esperança de obter a iniciativa de seus trabalhadores, o administrador deve fornecer-lhes incentivo especial, além do que é dado comumente no ofício. Esse incentivo pode ser promessa de rápida promoção ou melhoria, salários mais elevados, sob a forma de boa remuneração por peça produzida, ou por prêmio, ou por gratificação de qualquer espécie,... Taylor, 1907

FORDISMO A notável economia de tempo e o conseqüente acréscimo de rendimento, possíveis de obter pela eliminação de movimentos desnecessários e substituição de movimentos lentos e ineficientes por movimentos rápidos em todos ofícios, só poderão ser apreciados de modo completo depois que forem completamente observadas as vantagens que decorrem dum perfeito estudo de tempo e movimento, feito por pessoa competente. Taylor, 1907

FORDISMO Realização de uma uníca tarefa por trabalhador; Alto fgrau de especialização das tarefas; Nenhuma ou pouca preocupação mom a segurança no trabalho Produção em massa Trabalho em massa Consumo em massa

FORDISMO: Os movimentos sindicais Aumento da segurança do emprego Aumento da segurança do trabalho Queda nos níveis de desemprego Aumento reais do salário Aumento do padrão de consumo

FORDISMO: Compromisso Sindicato forte Grande corporação Estado Bem-estar social Repartição da mais-valia

PRODUÇÃO FLEXÍVEL CARACTERÍSTICAS: Flexibilidade nos processos, nos produtos, dos produtos; Flexibilidade dos padrões de consumo; Novos setores de produtos; Novas formas de fornecimento de serviços financeiros.

PRODUÇÃO FLEXÍVEL Altas taxas de inovação comercial, tecnologia e organizacional; Implantação de novas indústrias em regiões até então pouco industrializadas; Compreensão do espaço-tempo e a tomada de decisões privadas e públicas; Aumento das pressões sobre o controle do trabalho por parte dos empregadores; Enfraquecimento da força de trabalho.

TOYOTISMO Modo de organização do trabalho e da produção, caracterizado: pela polivalência das tarefas e do saber-fazer dos operários; pela melhoria contínua do processo de produção; pela ausência de stocks, ou seja, o produto é produzido apenas quando é encomendado.

TOYOTISMO Organização enquanto organismo; Sistema de produção flexível; Produção enxuta; Just in Time JIT, Kanban; Redução dos custos; Eliminação quase que instantânea dos problemas; Qualidade; Ênfase em operários capacitados e motivados; Multifuncionalidade; Parcerias com fornecedores e clientes; Utilização de trabalho em grupos; Adaptabilidade ao meio ambiente.

TERCEIRIZAÇÃO E SUBCONTRATAÇÃO Aumento da flexibilidade de custos Subordinação das pequenas empresas Transferência dos custos de produção para as pequenas empresas

VOLVISMO Teve lugar nas fábricas de Kalmar e Uddevala - Suécia Auto grau de inovação e automação Preocupação com a ergonomia Forte presença dos sindicatos Criar simultaneamente especialização e generalização Criar capacidade de auto-organização Utilização de trabalho em grupos Ambientes turbulentos e altamente competitivos

VOLVISMO Em 1974 na fábrica de Kalmar a Volvo deu início à implantação de novas formas de organização do trabalho A linha de montagem tradicional é substituída por módulos de montagem paralelos; Equipas de uma dúzia de operários tomam ao seu cuidado a construção do chassis; Os ciclos de trabalho alongam-se de 2 a 4 horas; O aprovisionamento das peças é integrado na montagem; As equipas tem autonomia para distribuir as tarefas e decidir do ritmo de trabalho.

VOLVISMO Em 1989 a Volvo inaugura a fábrica de Uddevalla totalmente pensada e construída para adotar o sistema da produção em paralelo: Um certo número de ateliês em que quarenta equipas, de 8 ou 10 homens/mulheres, trabalham simultânea e independentemente; Cada equipa é responsável pela construção integral de uma viatura, sendo as peças fornecidas sob a forma de kits de montagem completos; O ciclo operatório é, em média, de cerca de duas horas.