Método Simplex das Duas Fases

Documentos relacionados
Método Simplex Revisado

Programação Linear - Parte 4

CAPÍTULO O Método Simplex Pesquisa Operacional

que não torne uma variável básica negativa. Se esse valor for infinito, o PL é ilimitado. Caso contrário, escolha uma variável

INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL. Programação Linear. Exercícios. Cap. III Método Simplex

Exercícios de Método Simplex Enunciados

MÉTODO SIMPLEX QUADRO SIMPLEX

(1, 6) é também uma solução da equação, pois = 15, isto é, 15 = 15. ( 23,

Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências Naturais e Exatas Departamento de Física Laboratório de Teoria da Matéria Condensada

CURSO DE MATEMÁTICA BÁSICA PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL CENTRO DE ENGENHARIA DA MOBILIDADE

Tipos de problemas de programação inteira (PI) Programação Inteira. Abordagem para solução de problemas de PI. Programação inteira

Método Simplex Resolução Algébrica. Prof. Ricardo Santos

Teoria Básica e o Método Simplex. Prof. Ricardo Santos

Sistemas de equações do 1 grau com duas variáveis LISTA 1

Exercícios de Aprofundamento Mat Polinômios e Matrizes

Algoritmo Simplex em Tabelas. Prof. Ricardo Santos

3º Ano do Ensino Médio. Aula nº09 Prof. Paulo Henrique

Resolução de sistemas de equações lineares: Método de eliminação de Gauss

Introdução em Engenharia. Problemas de Engenharia. Engenharia: Sérgio Haffner SÍNTESE. Conceitos Conceitos fundamentais

MANUAL DO USUÁRIO SIMPLEX. Prof. Erico Fagundes Anicet Lisboa, M. Sc.

Álgebra Linear AL. Luiza Amalia Pinto Cantão. Depto. de Engenharia Ambiental Universidade Estadual Paulista UNESP

UNIPAC Araguari FACAE - Faculdade de Ciências Administrativas e Exatas SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

Matrizes e Sistemas Lineares. Professor: Juliano de Bem Francisco. Departamento de Matemática Universidade Federal de Santa Catarina.

Onde: A é a matriz do sistema linear, X, a matriz das incógnitas e B a matriz dos termos independentes da equação

Escola Secundária c/3º CEB José Macedo Fragateiro. Curso Profissional de Nível Secundário. Componente Técnica. Disciplina de

Universidade Federal de Itajubá. Instituto de Engenharia de Produção e Gestão. Pesquisa Operacional. Dualidade

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA DE VISEU

Engenharia Econômica

Inversão de Matrizes

ALGA - Eng.Civil - ISE / Matrizes 1. Matrizes

Semana 7 Resolução de Sistemas Lineares

PROGRAMAÇÃO LINEAR. Formulação de problemas de programação linear e resolução gráfica

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA PIMES PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA Paulo J. Körbes

Definição de determinantes de primeira e segunda ordens. Seja A uma matriz quadrada. Representa-se o determinante de A por det(a) ou A.

ÁLGEBRA. Aula 1 _ Função Polinomial do 2º Grau Professor Luciano Nóbrega. Maria Auxiliadora

Teoria dos Números. A soma de dois números pares é sempre um número par. O produto de dois números pares é sempre um número par.

Resolução do exemplo 8.6a - pág 61 Apresente, analítica e geometricamente, a solução dos seguintes sistemas lineares.

UM SOFTWARE INTERATIVO PARA O ALGORITMO SIMPLEX EM PROGRAMAÇÃO LINEAR

Problema da Árvore Geradora Mínima

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

Aula 4 Função do 2º Grau

Matemática para a Economia I - 1 a lista de exercícios Prof. - Juliana Coelho

Notas de Aula Disciplina Matemática Tópico 08 Licenciatura em Matemática Osasco -2010

Lista de Exercícios Critérios de Divisibilidade

Capítulo VI. Teoremas de Circuitos Elétricos

CAP. II RESOLUÇÃO NUMÉRICA DE EQUAÇÕES NÃO LINEARES

a) 2 b) 3 c) 4 d) 5 e) 6

a, em que a e b são inteiros tais que a é divisor de 3

5. O Mapa de Karnaugh

Uma equação trigonométrica envolve como incógnitas arcos de circunferência e relacionados por meio de funções trigonométricas.

Polos Olímpicos de Treinamento. Aula 1. Curso de Teoria dos Números - Nível 3. Divisibilidade 1. Carlos Gustavo Moreira e Samuel Barbosa Feitosa

Programação Linear. Dual Simplex: Viabilidade Dual Método Dual Simplex

Análise de Sistemas de Controle no Espaço de Estados

PROFMAT AV3 MA (1,0) (a) Prove isto: Se um número natural não é o quadrado de um outro número natural, sua raiz quadrada é irracional.

Aula 8 Variações da Eliminação de Gauss/Fatoração LU.

ESCOLA DR. ALFREDO JOSÉ BALBI UNITAU APOSTILA

Matemática. A probabilidade pedida é p =

FRAÇÃO Definição e Operações

TEORIA 5: EQUAÇÕES E SISTEMAS DO 1º GRAU MATEMÁTICA BÁSICA

FUNÇÃO QUADRÁTICA. Resumo

Exercícios de Álgebra Linear

FABIANO KLEIN CRITÉRIOS NÃO CLÁSSICOS DE DIVISIBILIDADE

Projecto Delfos: Escola de Matemática Para Jovens 1 TEORIA DOS NÚMEROS

Matemática Básica Intervalos

Gabarito de Matemática do 6º ano do E.F.

Álgebra Linear Computacional

Solução de problemas de PL com restrições do tipo >= e =

21- EXERCÍCIOS FUNÇÕES DO SEGUNDO GRAU

Marina Andretta. 10 de outubro de Baseado no livro Introduction to Linear Optimization, de D. Bertsimas e J. N. Tsitsiklis.

ÁLGEBRA. Aula 5 _ Função Polinomial do 1º Grau Professor Luciano Nóbrega. Maria Auxiliadora

Eletricidade Aplicada

Solução Comentada Prova de Matemática

números decimais Inicialmente, as frações são apresentadas como partes de um todo. Por exemplo, teremos 2 de um bolo se dividirmos esse bolo

O cilindro deitado. Eduardo Colli

PRO Pesquisa Operacional II

números decimais Inicialmente, as frações são apresentadas como partes de um todo. Por exemplo, teremos 2 de um bolo se dividirmos esse bolo

Sendo o polinômio P(x), de grau quatro e divisível por Q(x) = x 3, o resto de sua divisão por D(x) = x 5 é

Análise de Regressão. Notas de Aula

Matrizes. matriz de 2 linhas e 2 colunas. matriz de 3 linhas e 3 colunas. matriz de 3 linhas e 1 coluna. matriz de 1 linha e 4 colunas.

Determinantes. Matemática Prof. Mauricio José

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM PROCESSO. Matemática. 3ª Série do Ensino Médio Turma 2º bimestre de 2015 Data / / Escola Aluno

Em linguagem matemática, essa proprieade pode ser escrita da seguinte maneira: x. 1 = x Onde x representa um número natural qualquer.

GABARITO PROVA AMARELA

A. Equações não lineares

Capítulo VI Circuitos Aritméticos

1 - RECORDANDO 2 - CENTRO NA ORIGEM 3 - EQUAÇÃO GERAL DA CIRCUNFERÊNCIA. Exercício Resolvido 2: Exercício Resolvido 1: Frente I

Ficha de Exercícios nº 2

. B(x 2, y 2 ). A(x 1, y 1 )

f (x) = a n x n + a n - 1 x n a 0 = 0 (a n > 0)

Programação Linear M É T O D O S : E S T A T Í S T I C A E M A T E M Á T I C A A P L I C A D A S D e 1 1 d e m a r ç o a 2 9 d e a b r i l d e

Decomposição em Fracções Simples

= Pontuação: A questão vale dez pontos, tem dois itens, sendo que o item A vale até três pontos, e o B vale até sete pontos.

SOLUÇÕES N item a) O maior dos quatro retângulos tem lados de medida 30 4 = 26 cm e 20 7 = 13 cm. Logo, sua área é 26 x 13= 338 cm 2.

7. Funções de Lógica Combinacional. 7. Funções de Lógica Combinacional 1. Somadores Básicos. Objetivos. Objetivos. Circuitos Digitais 03/11/2014

Aula 3 Função do 1º Grau

Prova Escrita de MATEMÁTICA A - 12o Ano a Fase

Lista de Exercícios - Subtração

Aula 5: determinação e simplificação de expressões lógicas

INF Técnicas Digitais para Computação. Conceitos Básicos de Circuitos Elétricos. Aula 2

Transcrição:

Notas de aula da disciplina Pesquisa Operacional 1. 2003/1 c DECOM/ICEB/UFOP. Método Simplex das Duas Fases 1 Descrição do método Suponhamos inicialmente que tenham sido efetuadas transformações no PPL, de modo que tenhamos b i 0, para todas as restrições. Para cada igualdade i introduziremos uma variável articial não-negativa x a i. Também em cada desigualdade do tipo adicionaremos, além da variável de folga, uma variável articial não-negativa, isto é : a ij x j + x a i a ij x j = b i = b i x a i 0 a ij x j x n+i + x a i a ij x j b i = b i x n+i 0, x a i 0 A fase I do método visa a obtenção de uma solução básica viável inicial para o PPL original P. Com a introdução das variáveis articiais, temos um novo PPL P', diferente de P, mas com uma solução básica viável inicial fácil de ser obtida. Para tanto, basta considerar como variáveis básicas: (a) as variáveis de folga associadas às restrições do tipo, (b) as variáveis articiais correspondentes às demais restrições. A seguir, devemos caminhar de SBV (Solução Básica Viável) em SBV de P' até se obter uma SBV de P. A questão é saber quando teremos uma solução básica viável de P. Para cumprir esse objetivo, trabalharemos na primeira fase com uma função objetivo articial, a saber, Q a (x) = x a i, a qual deve ser minimizada. Como x a i 0 i, o i menor valor possível será obtido para x a i Terminando a Fase I, abandonamos = 0 i. Q a (x) e passamos a trabalhar com a função objetivo dada no problema original. 1.1 Exemplo 1 Aplicar o método simplex ao seguinte PPL : Maximizar Q(x)= 6x 1 - x 2 4x 1 + x 2 21 2x 1 + 3x 2 13 x 1 - x 2 = -1 x 1 0 ; x 2 0

2 Marcone Jamilson Freitas Souza Introduzindo as variáveis de folga e as variáveis articiais, obtém-se: Minimizar Q'(x)= -6x 1 + x 2 4x 1 + x 2 + x 3 = 21 2x 1 + 3x 2 - x 4 + x a 1 = 13 x 1 + x 2 + x a 2 = 1 x 1, x 2, x 3, x 4, x a 1, x a 2 0 Temos então o seguinte quadro: x 3 4 1 1 0 0 0 21 x a 1 2 3 0-1 1 0 13 x a 2-1 1 0 0 0 1 1-6 1 0 0 0 0 Q' O sistema anterior apresenta a seguinte solução básica, a saber: variáveis não-básicas, x 1 = x 2 = x 4 = 0; e variáveis básicas, x 3 = 21, x a 1 = 13, x a 2 = 1. Substituindo os valores encontrados para x 1 e x 2 nas restrições do problema original, vericamos que algumas restrições são violadas. Iremos introduzir a função objetivo articial, que representa a soma das inviabilidades, a qual deve ser minimizada. Logo podemos montar o seguinte quadro: (L 1 ) x 3 4 1 1 0 0 0 21 (L 2 ) x a 1 2 3 0-1 1 0 13 (L 3 ) x a 2-1 1 0 0 0 1 1 Q.1 (L 4 ) 0 0 0 0 1 1 Q a (L 5 ) -6 1 0 0 0 0 Q' Como x a 1 e x a 2 estão na base, devemos anular seus coecientes na função objetivo articial, de forma a colocar a PPL na forma canônica. Para tanto, efetuamos a seguinte operação com linhas: L 4 L 2 + L 4 e L 4 L 3 + L 4, que resultam no quadro a seguir: (L 1 ) x 3 4 1 1 0 0 0 21 (L 2 ) x a 1 2 3 0-1 1 0 13 (L 3 ) x a 2-1 1 0 0 0 1 1 (L 4 ) -1-4 0 1 0 0 Q a 14 (L 5 ) -6 1 0 0 0 0 Q' Note-se que na linha da função objetivo articial temos coecientes negativos, sendo o de x 2 o menor deles. Assim, a variável x 2 deve entrar na base e uma vez que o x a 2 = min{21/1, 13/3, 1/1} = 1, então x a 2 deixará a base (L 3 é a linha pivotal). Desta forma, obtemos o quadro Q.3 a partir das seguintes operações: L 1 L 3 + L 1 ; L 2 3L 3 + L 2 ; L 4 4L 3 + L 4 e L 5 L 3 + L 5 (L 1 ) x 3 5 0 1 0 0-1 20 (L 2 ) x a 1 5 0 0-1 1-3 10 (L 3 ) x 2-1 1 0 0 0 1 1 (L 4 ) -5 0 0 1 0 4 Q a 10 (L 5 ) -5 0 0 0 0-1 Q'-1 Q.2 Q.3

Método Simplex das duas fases 3 Ainda há coeciente negativo na linha da função objetivo articial. Logo x 1 deve entrar na base. Temos ainda que x a 1 = min{20/5, 10/5} = 2, o que indica que x a 1 deve deixar da base (L 2 é a linha pivotal). Obtemos o quadro Q.4 após as seguintes operações de pivotamento: L 1 L 2 + L 1 ; L 3 (1/5)L 2 + L 3 ; L 4 L 2 + L 4 ; L 5 L 2 + L 5 ; L 2 (1/5)L 2 ; (L 1 ) x 3 0 0 1 1-1 2 10 (L 2 ) x 1 1 0 0-1/5 1/5-3/5 2 (L 3 ) x 2 0 1 0-1/5 1/5 2/5 3 (L 4 ) 0 0 0 0 1 1 Q a (L 5 ) 0 0 0-1 1-4 Q'+9 Observando a linha da função objetivo articial em Q.4 percebemos que esta solução é ótima com relação à função objetivo articial. Portanto, chegamos ao nal da Fase I. Como Q a (x ) = x a i = 0, geramos uma solução básica viável inicial para o PPL original. Como as variáveis articiais são todas não-básicas e não têm qualquer signicado real, podemos eliminá-las, bem como a função articial Q a (x). Ao eliminar a linha referente à função objetivo articial e as colunas referentes às variáveis articiais, passamos à fase II com o seguinte quadro reduzido do Simplex: V B x 1 x 2 x 3 x 4 b (L 1 ) x 3 0 0 1 1 10 (L 2 ) x 1 1 0 0-1/5 2 (L 3 ) x 2 0 1 0-1/5 3 (L 4 ) 0 0 0-1 Q'+9 Observando a linha da função objetivo em Q.5, vericamos que a atual solução não é ótima, logo a variável x 4 deve entrar na base. Como existe um único y ij > 0 na coluna de x 4, isto é, o elemento 1 na primeira linha, x 3 deve deixar a base (L 1 é a linha pivotal). Chegamos a Q.6 efetuando as seguintes operações de pivotamento: L 2 (1/5)L 1 + L 2 ; L 3 (1/5)L 1 + L 3 ; L 4 L 1 + L 4 ; V B x 1 x 2 x 3 x 4 b x 4 0 0 1 1 10 x 1 1 0 1/5 0 4 x 2 0 1 1/5 0 5 0 0 1 0 Q'+ 19 Note-se que a solução obtida acima, ou seja, x = (4,5,0,10) com Q(x ) = Q x ) = 19 é ótima, pois não há mais como melhorar o valor da função objetivo. CASOS ESPECIAIS A Fase I termina ao atingirmos o menor valor possível para Q a (x). Suponhamos que este mínimo seja atingido para uma determinada solução x. Vejamos o que pode acontecer com Q a (x ), bem como com as variáveis articiais. a ) Q a (x ) = x a i > 0 Isto signica que o problema original não possui solução. Q.6 Q.5 Q.4

4 Marcone Jamilson Freitas Souza b ) Q a (x ) = x a i = 0 Logo x a i = 0, para todo i. Encontramos então uma solução básica viável para o problema. b.1) Todas as variaveis articiais são VNB. Como as variáveis articiais não têm qualquer signicado, podemos neste caso simplesmente eliminá-las, bem como a função objetivo articial. Passamos à Fase II do método, trabalhando, agora, com a função objetivo dada por Q(x). b.2) Existe variável artial que é VB. Primeiramente eliminamos todas as variáveis articiais que são VNB, inclusive os respectivos coecientes em Q(x) e Q a (x). Permanecem, portanto, somente as variáveis articiais que são VB. Há dois casos considerar: b.2.1) Na linha referente à variável articial x a j que é VB, existe y jk 0 para alguma coluna não-básica k. Neste caso, para qualquer que seja o valor do coeciente c k, podemos fazer com que x k entre na base em lugar de x a j, com o valor x k = 0 / y jk = 0, sem que o valor da função objetivo se altere, pois Q(x) - Q(ˆx)= c k x k = 0 Q(x) = Q(ˆx). Trata-se, portanto, de uma solução básica (viável) degenerada. b.2.2) Na linha referente à variável articial x a j que é VB, tem-se y jk = 0 para todas as colunas não-básicas k. Neste caso, como y jk = 0 para todo k, então conseguimos anular uma equação do sistema Ax=b utilizando apenas transformações elementares sobre as equações do sistema. Trata-se, pois, de uma restrição redundante, que pode ser eliminada. Assim, se ao nal da Fase I, tivermos uma variável qualquer x a j na base com y jk = 0 para todo k, devemos eliminar a linha e a coluna à ela relativas. 1.2 Exemplo 2 Aplicar o método simplex ao seguinte PPL : Maximizar Q(x)= x 1 + x 2 x 1 + 4x 2 4 3x 1 + x 2 = 1 x 1 0 ; x 2 0 Colocando as variáveis de folga e as variáveis articiais, obtém-se: Minimizar Q'(x)= -x 1 - x 2 x 1 + 4x 2 - x 3 + x a 1 = 4 3x 1 + 3x 2 + x a 2 = 1 x 1, x 2, x 3, x a 1, x a 2 0

Método Simplex das duas fases 5 Temos então o seguinte quadro: V B x x 2 x 3 x a x a 2 b (L 1 ) x a 1 1 4-1 1 0 4 (L 2 ) x a 2 3 1 0 0 1 1 Q.1 (L 3 ) 0 0 0 1 1 Q a (L 4 ) -1-1 0 0 0 Q' Como x a 1 e x a 2 estão na base, devemos anular os seus coecientes na função objetivo articial. Para tanto, efetuamos a seguinte operação com linhas : L 3 L 1 + L 3 e L 3 L 2 + L 3, resultando no quadro a seguir: V B x x 2 x 3 x a x a 2 b (L 1 ) x a 1 1 4-1 1 0 4 (L 2 ) x a 2 3 1 0 0 1 1 Q.2 (L 3 ) -4-5 0 0 0 Q a 5 (L 4 ) -1-1 0 0 0 Q' Note-se que na linha da função objetivo articial temos coecientes negativos, sendo o de x 2 o menor deles. Logo, x 2 deve entrar na base e uma vez que min{4/4, 1/1} mostra um empate no critério de saída da base, escolheremos arbitrariamente x a 2 para deixar a base. Obteremos, assim, o quadro a seguir: V B x 1 x 2 x 3 x a x a 2 b (L 1 ) x a 1-11 0-1 1-4 0 (L 2 ) x 2 3 1 0 0 1 1 Q.3 (L 3 ) 11 0 1 0 5 Q a (L 4 ) 2 0 0 0 1 Q'+1 Atingimos o m da Fase I. Como Q (x) = 0, podemos então eliminar a variável articial que é VNB, bem como a linha correspondente à função objetivo articial. V B x 1 x 2 x 3 x a b (L 1 ) x a 1-11 0-1 1 0 (L 2 ) x 2 3 1 0 0 1 (L 3 ) 2 0 0 0 Q'+1 Como x a 1 é VB, não podemos eliminá-la imediatamente. Observe que na linha à ela correspondente (linha 1), o coeciente de x 3 (que é VNB) é diferente de zero. Assim, podemos fazer x 3 entrar na base (com o valor zero, resultado da operação x 3 = 0/ 1 = 0). Efetuada essa mudança de base, através do pivoteamento L 1 L 1, obtemos o seguinte quadro do simplex: V B x 1 x 2 x 3 x a 1 b (L 1 ) x 3 11 0 1-1 0 (L 2 ) x 2 3 1 0 0 1 (L 3 ) 2 0 0 0 Q'+1 Agora temos a variável articial x a 1 sendo VNB. Logo podemos eliminá-la, ou seja : V B x 1 x 2 x 3 b x 3 11 0 1 0 x 2 3 1 0 1 Q.6 2 0 0 Q'+1 O quadro acima apresenta a seguinte solução ótima: Q (x) = 1 e x = (0, 1, 0), nalizando então a Fase II do método. Q.4 Q.5

6 Marcone Jamilson Freitas Souza 1.3 Lista de Exercícios Resolva os PPL's abaixo pelo método SIMPLEX, mostrando todas as iterações: a) MAX f(x)= 2x 1 + 3x 2 x1 + x 2 3 x 1 1 b) MIN f(x)= x 1 + x 2 2x1-2x 2 2 -x 1 + x 2 1 c) MAX f(x)= 2x 1 + 3x 2 2x1 + 2x 2 4 x 1 1 x 1 + x 2 = 2 d) MAX f(x)= x 1 + x 2 2x1 + 3x 2 = 5-6x 1-9x 2 = -15 x 1 - x 2 0