Um pouco da História dos Logaritmos



Documentos relacionados
Usando potências de 10

PLANO DE ENSINO DE MATEMÁTICA 1ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO 1º BIMESTRE DIRETORIA DE ENSINO REGIÃO CAIEIRAS

Disciplina: MATEMÁTICA Trimestre: 1º Professora: Ana Eudóxia Alux Bessa Série: 8º Turma: 81,82,83 e 84

FRAÇÃO. Número de partes pintadas 3 e números de partes em foi dividida a figura 5

POTENCIAÇÃO, RADICIAÇÃO E LOGARITMAÇÂO NOS NÚMEROS REAIS. Potenciação 1

=...= 1,0 = 1,00 = 1,000...

Universidade dos Açores Curso de Especialização Tecnológica Gestão da Qualidade Matemática

Considere as situações:

LOGARITMOS. 1. Introdução Histórica

A raiz quadrada. Qual é o número positivo que elevado ao 16 = 4

Francisco Magalhães Gomes IMECC UNICAMP. Matemática básica. Volume 1 Operações, equações, funções e sequências

Teoria dos Grafos. Valeriano A. de Oliveira Socorro Rangel Departamento de Matemática Aplicada.

INTEGRAIS INTEGRAL INDEFINIDA

FUNÇÕES MATEMÁTICAS NÚMERO : PI() SENO E COSSENO: SEN() E COS()

MÓDULO XVI MEDIDAS DE ÂNGULOS. Um ângulo é classificado como agudo quando sua medida é maior que 0º e menor que 90º. 1. Definição de ângulo

PLANEJAMENTO ANUAL / TRIMESTRAL 2013 Conteúdos Habilidades Avaliação

números decimais Inicialmente, as frações são apresentadas como partes de um todo. Por exemplo, teremos 2 de um bolo se dividirmos esse bolo

a) 2 b) 3 c) 4 d) 5 e) 6

condicional tem sentido porque até recentemente as escolas ensinavam que 5

Planejamento Anual OBJETIVO GERAL

Matrizes. matriz de 2 linhas e 2 colunas. matriz de 3 linhas e 3 colunas. matriz de 3 linhas e 1 coluna. matriz de 1 linha e 4 colunas.

Objetivo. tica 3º ano EM. Oficina de Matemática

Plano de Ensino. Identificação. Câmpus de Bauru. Curso Licenciatura em Matemática. Ênfase

PREPARATÓRIO PROFMAT/ AULA 3

SÍMBOLOS MATEMÁTICOS. adição Lê-se como "mais" Ex: 2+3 = 5, significa que se somarmos 2 e 3 o resultado é 5.

Solução Comentada Prova de Matemática

Lista de Exercícios 2º Ensino médio manhã

Plano de Ensino. Identificação. Câmpus de Bauru. Curso Licenciatura em Matemática. Ênfase

MATEMÁTICA II. Aula 12. 3º Bimestre. Determinantes Professor Luciano Nóbrega

O cilindro deitado. Eduardo Colli

CÁLCULO 1 Teoria 0: Revisão Gráfico de Funções elementares Núcleo de Engenharias e Ciência da Computação. Professora: Walnice Brandão Machado

MATEMÁTICA Logaritmos Introdução. Professor Marcelo Gonsalez Badin

números decimais Inicialmente, as frações são apresentadas como partes de um todo. Por exemplo, teremos 2 de um bolo se dividirmos esse bolo

POTENCIAÇÂO. A potenciação é uma forma de representar uma multiplicação de fatores iguais.

Anexo B Relação de Assuntos Pré-Requisitos à Matrícula

Números inteiros Z ± 7º Ano / 2013

Álge g bra b B ooleana n Bernardo Gonçalves

Equipe de Matemática MATEMÁTICA

Matrizes e Sistemas Lineares. Professor: Juliano de Bem Francisco. Departamento de Matemática Universidade Federal de Santa Catarina.

INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CAMPUS SERRA BACHARELADO EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO FUNÇÕES EXPONENCIAIS E LOGARÍTMICAS

Números escritos em notação científica

Escola Secundária c/3º CEB José Macedo Fragateiro. Curso Profissional de Nível Secundário. Componente Técnica. Disciplina de

Álgebra Linear Computacional

Polinômios. Para mais informações sobre a história de monômios e polinômios, leia o artigo Monômios.

2. Qual dos gráficos abaixo corresponde à função y= x? a) y b) y c) y d) y

Engenharia Econômica

Roteiro da aula. MA091 Matemática básica. Quadrados perfeitos. Raiz quadrada. Aula 8 Raízes. Francisco A. M. Gomes. Março de 2016

Programação de Aulas 1º Ano 3º Bimestre De 07/08 a 20/09

Em linguagem matemática, essa proprieade pode ser escrita da seguinte maneira: x. 1 = x Onde x representa um número natural qualquer.

Os eixo x e y dividem a circunferência em quatro partes congruentes chamadas quadrantes, numeradas de 1 a 4 conforme figura abaixo:

MATEMÁTICA. cos x : cosseno de x log x : logaritmo decimal de x

IBM1018 Física Básica II FFCLRP USP Prof. Antônio Roque Aula 7

CURSO DE MATEMÁTICA BÁSICA PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL CENTRO DE ENGENHARIA DA MOBILIDADE

Revisão de conceitos. Grandezas Algarismos significativos Unidades de medida

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (PIBID) ESCOLA MUNICIPAL HERMANN GMEINNER

As operações de adição, subtração e multiplicação são feitas de maneira natural, considerando-se o número complexo como um binômio.

Determinantes. Matemática Prof. Mauricio José

PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO SUBSECRETARIA DE ENSINO COORDENADORIA DE EDUCAÇÃO

Disciplina: Álgebra Linear - Engenharias ], C = Basta adicionar elemento a elemento de A e B que ocupam a mesma posição na matriz.

A forma geral de uma equação de estado é: p = f ( T,

Linguagens e códigos digitais

Somando os termos de uma progressão aritmética

Atitudes: Manifestação de uma atitude positiva ante a resolução de problemas que implicam a utilização de números inteiros.

ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS

5. Derivada. Definição: Se uma função f é definida em um intervalo aberto contendo x 0, então a derivada de f

Em cada uma dessas frases, há uma quantidade indicada em forma de fração. Veja:

Raiz quadrada. Índice. Propriedades

b) Uma mercadoria que custa R$ 37,00 foi paga com uma nota de R$ 50,00. De quanto foi o troco?

Inversão de Matrizes

Projecto Delfos: Escola de Matemática Para Jovens 1 TEORIA DOS NÚMEROS

CONTEÚDOS PARA A PROVA DE RECUPERAÇÃO SEMESTRAL AGOSTO / 2016 MATEMÁTICA

Função Exponencial. Função exponencial Gráfico da função exponencial Equações exponenciais Função exponencial de base e

COLÉGIO ESTADUAL ANASTÁCIA KRUK - ENS. FUNDAMENTAL E MÉDIO

OPERAÇÕES FUNDAMENTAIS

PLANO DE ESTUDOS DE MATEMÁTICA 5.º ANO

MATRIZ DA PROVA DE EXAME A NÍVEL DE ESCOLA AO ABRIGO DO DECRETO-LEI Nº 357/2007, DE 29 DE OUTUBRO

Sistemas Numéricos. Tiago Alves de Oliveira

Erros e Incertezas. Rafael Alves Batista Instituto de Física Gleb Wataghin Universidade Estadual de Campinas (Dated: 10 de Julho de 2011.

EXERCÍCIOS PREPARATÓRIOS PARA AS DISCIPLINAS INTRODUTÓRIAS DA MATEMÁTICA

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS CCT DEPTO. DE ENG. DE PRODUÇÃO E SISTEMAS 1 REDES PERT-CPM

Potenciação e radiciação

1º ano. Unidade 1: Conjuntos Numéricos. Unidade 2: Expressões Algébricas. Capítulo 9 - Itens: 2, 3 (2º ano) Unidade 3: Equações

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA DE VISEU

Frações significa a:b, sendo a e b números naturais e b diferente de zero. Chamamos: de fração; a de numerador; b de denominador.

A história dos computadores começou no momento em que o homem sentiu a necessidade de efetuar cálculos complexos de maneira automática.

Capítulo VI Circuitos Aritméticos

FIGURAS DE LISSAJOUS

MATEMÁTICA ENSINO FUNDAMENTAL

1º BIMESTRE Encaminhamentos Metodológicos (como?)

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA SÉ GUARDA. MATEMÁTICA B Curso de Artes Visuais

Copyright de todos artigos, textos, desenhos e lições. A reprodução parcial ou total deste ebook só é permitida através de autorização por escrito de

EXPERIMENTO 1 MEDIDAS E TRATAMENTO DE DADOS

NÚMEROS NATURAIS < > Matemática = = Editora Exato INTRODUÇÃO 4. OPERAÇÕES COM NÚMEROS NATURAIS

NÚMEROS, ÁLGEBRA E FUNÇÕES

O PENSAMENTO ALGÉBRICO

Geometria Analítica. Geometria Analítica. Geometria Analítica 15/08/2012. Objetivos gerais da disciplina. Prof. Luiz Antonio do Nascimento

Planificação Anual de Matemática 5º Ano

Prova Escrita de MATEMÁTICA A - 12o Ano a Fase

Transcrição:

Um pouco da História dos Logaritmos Os logaritmos, como instrumento de cálculo, surgiram para realizar simplificações, uma vez que transformam multiplicações e divisões nas operações mais simples de soma e subtração. Napier foi um dos que impulsionaram fortemente seu desenvolvimento, perto do início do século XVII. Ele é considerado o inventor dos logaritmos, muito embora outros matemáticos da época também tenham trabalhado com ele. Já antes dos logaritmos, a simplificação das operações era realizada através das conhecidas relações trigonométricas, que relacionam produtos com somas ou subtrações. O método de Napier baseou-se no fato de que associando aos termos de uma progressão geométrica b, b 2, b 3, b 4, b 5,, b n, os termos da progressão aritmética 1, 2, 3, 4, 5,..., n,... então ao produto de dois termos da primeira progressão, b m.b p, está associada a soma m+p dos termos correspondentes na segunda progressão. Considerando, por exemplo, Considerando, por exemplo, PA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 PG 2 4 8 16 32 64 128 256 512 1024 2048 4096 8192 16394 Para efetuar, por exemplo, 256 x 32, basta observar que: 256 na segunda linha corresponde a 8 na primeira;

32 na segunda linha corresponde a 5 na primeira; como 8+5=13, 13 na primeira linha corresponde a 8192 na segunda. Assim, 256x32=8192 resultado esse que foi encontrado através de uma simples operação de adição. Enquanto Napier trabalhava com uma progressão geométrica, ao que parece, de forma independente, Bürgi também lidava com o problema dos logaritmos. Juntos elaboraram tábuas de logaritmos mais úteis de modo que o logaritmo de 1 fosse 0 e o logaritmo de 10 fosse uma potência conveniente de 10, nascendo assim os logaritmos briggsianos ou comuns, ou seja, os logaritmos dos dias de hoje. Durante anos ensinou-se a calcular com logaritmos na escola média ou no início dos cursos superiores de matemática; também por muitos anos a régua de cálculo logarítmica foi o símbolo do estudante de engenharia do campus universitário. Hoje, porém, com o advento das espantosas e cada vez mais baratas e rápidas calculadoras, ninguém mais usa uma tábua de logaritmos ou uma régua de cálculo para fins computacionais. O ensino dos logaritmos, como um instrumento de cálculo, está desaparecendo das escolas, os famosos construtores de réguas de cálculo de precisão estão desativando sua produção e célebres manuais de tábuas matemáticas estudam a possibilidade de abandonar as tábuas de logaritmos. Os produtos da grande invenção de Napier tornaram-se peças de museu. A função logarítmica, porém, nunca morrerá. A principal dessas razões é de natureza teórica. Embora eles tenham sido inventados como acessório para facilitar operações aritméticas, o desenvolvimento da matemática e das ciências em geral veio mostrar que diversas leis matemáticas e vários fenômenos naturais e mesmo sociais são estreitamente relacionados com os

logaritmos. Assim sendo, os logaritmos, que no princípio eram importantes apenas por causa das tábuas, mostraram ter apreciável valor intrínseco. Definição: Chamamos de logaritmo de a, na base b, ao número c, tal que: Onde: a = logaritmando b = base c = logaritmo Uma observação importante sobre o estudo dos logaritmos diz respeito ao seu domínio ou campo de existência. Só existem logaritmos de números positivos, com bases também positivas e diferentes de 1. Ou seja, para calcular o logaritmo de a, na base b, é necessário que a > 0, b>0 e b 1. Desta forma, podemos afirmar que: LOGARITMOS ESPECIAIS 1) O logaritmo da unidade, em qualquer base, é nulo, ou seja: 2) O logaritmo de um valor, na mesma base, é sempre igual a 1, ou seja:

3) O logaritmo de uma potência, cuja base seja igual à base do logaritmo, será igual ao expoente da potência. 4) Se log M = log N então podemos concluir que M = N. Esta propriedade é muito utilizada na solução de exercícios envolvendo equações onde aparecem logaritmos (equações logarítmicas). 5) b elevado ao logaritmo de M na base b é igual a M BASES ESPECIAIS Entre as bases de logaritmos, duas se destacam, tanto pela sua aplicabilidade prática, quanto pela sua importância no trato com logaritmos. Estas duas bases são a base dez e a base e. Base dez: Quando um logaritmo apresenta a base dez, dizemos que se trata de um logaritmo decimal. A base dez, por convenção, não precisa ser escrita. Veja os exemplos: Base e: O número e, é conhecido como número de Euler, é irracional e vale aproximadamente 2,718...

Quando um logaritmo possui base e, ele é chamado de logaritmo neperiano, e representado por ln. Deste modo: PROPRIEDADES LOGARITMO DO PRODUTO: LOGARITMO DO QUOCIENTE: LOGARITMO DA POTÊNCIA: Este texto foi baseado no site: http://ecalculo.if.usp.br/funcoes/logaritmica/historia/hist_log.htm