ISO 9001:2015 Nova versão porque e quando?



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Transcrição:

ISO 9001:2015 Nova versão porque e quando? A publicação prevista para Novembro de 2015 tem como propósito refletir as mudanças no ambiente em que a norma é usada e garantir que a mesma mantenha-se adequada para o seu objetivo. Portanto a revisão deve: Garantir que a nova versão da norma reflita as mudanças no ambiente cada vez mais exigente, dinâmico e complexo em que as organizações operam; Considerar as mudanças nas práticas de sistemas de gestão e nas tecnologias, desde a última revisão da norma em 2008 e providenciar um conjunto estável de requisitos para a próxima década; Aumentar a capacidade da organização em atender aos seus clientes; Aumentar a confiança do cliente no SGQ baseado na ISO 9001; Garantir que os requisitos desta norma facilitem a implementação eficaz pelas organizações e que, quando aplicável, permitam a realização de auditorias de 3ª parte que agreguem mais valor e sejam mais eficazes; Aumentar a confiança na capacidade da organização em fornecer produtos e serviços em conformidade. No atual momento, março de 2014, a ISO 9001 Sistemas de Gestão da Qualidade Requisitos - encontra-se em processo de revisão. As informações contidas neste texto estão relacionadas: a decisão e razões para a revisão, as diferentes etapas e o calendário previsto, os principais objetivos e algumas características da futura norma. Critério de revisão De acordo com o processo normativo da ISO International Organization for Standardization o período de revisão é de cinco anos, nesta frequência as normas são submetidas a um processo de revisão para garantir que se mantenham atualizadas. A decisão de revisar a ISO 9001:2008 foi tomada em 2012, pelos membros da ISO, que compoem o ISO/TC 176 Quality Management Systems. Conforme a própria ISO, as normas são desenvolvidas através de um processo de consenso entre os membros votantes. Os membros votantes são os organismos de normalização nacionais, no caso do Brasilo INMETRO Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, é o nosso representante. Na presente revisão, depois de tomada a decisão de rever a ISO 9001:2008, foi formado, em 2012, dentro da SC 2 da ISO/TC 176, o grupo de trabalho WG 24, responsável pela coordenação da revisão da futura norma. Cronograma da Revisão O WG 24 teve como primeira atividade a preparação do planejamento e a revisão dos itens de entrada (inputs) para o mesmo, que foram posteriormente encaminhadas para a SC2 e levadas a votação e comentários pelos membros da ISO. Os inputs definem as linhas de orientação para a nova norma, que são utilizados como referência para todos os trabalhos de revisão da ISO 9001:2008. O primeiro draft da norma (CD1) já foi comentado, tendo sido aprovado com cerca de 70% dos votos. Foram considerados todos os comentários submetidos (aproximadamente 4.000 comentários), objeto de análise pelo WG 24 na reunião plenária da ISO/TC 176, realizada na cidadedo Porto (Portugal) entre os dias 3 e 9 de novembro de 2013, tendo em vista a edição de uma versão DIS para votação e comentários pelos membros, de forma a melhorar o

consenso sobre o texto da norma. Esta versão DIS está prevista para emissão em abril de 2014, mantendo-se assim o prazo definido no início do projeto, para a publicação da versão final da norma. A figura seguinte mostra o cronogramada revisão da ISO 9001: 2012 2013 2014 2015 J F M A M J J A S O N D J F M A M J J A S O N D J F M A M J J A S O N D J F M A M J J A S O N D Decisão de rever a ISO 9001 e Constituição do WG 24 Definição do plano do projeto e inputs Primeiro WD1 Draft do CD1 CD1 para votação e comentários Preparação do DID (draft) DIS - Draft para votação (validação) Draft FDIS Votação do FDIS Publicação da norma ISO-9001:2015 Informações utilizadas para a Revisão No processo de revisão, os profissionais selecionados pelo ISO/TC 176/SC2, consideraram os documentos que suportam e fornecem informação sobre as alterações que são necessárias e as expectativas dos usuários da ISO 9001. Documentos utilizados: Revisão dos Princípios de Gestão da Qualidade; Interpretações formais da ISO 9001; Notas e documentos de suporte da ISO; Resultado do Web Survey com mais de 12.000 avaliados; Novos conceitos. Alterações relevantes A ISO 9001:2015 mantém o mesmo escopo, ou seja, foco no cliente e na capacidade de fornecer bens e serviços que atendam aos requisitos do cliente, melhorando a sua satisfação. Principais alterações: A introdução de novos conceitos como a abordagem à gestão baseada no risco, gestão da mudança, conhecimento organizacional, informação documentada, gestão de recursos, entre outros; Aplicação da estrutura de alto nível e texto comum para as normas de sistemas de gestão, definida pela ISO; A eliminação do requisito referente às ações preventivas, passando o próprio sistema de gestão, com uma abordagem baseada em risco, a constituir uma ferramenta preventiva; A introdução de requisitos associados à identificação do contexto da organização e requisitos relevantes de partes interessadas;

Substituição de vários termos. Exemplo: o termo produtos foi substituido por bens e serviços ; A revisão significativa de alguns requisitos, com o objetivo de ampliar a aplicação. Exemplo: o requisito referente aos equipamentos de medição e monitorização (atual 7.6) e projeto e desenvolvimento (atual 7.3); Eliminação do conceito de exclusões, sendo substituida pela possibilidade de haver flexibilidade na aplicação, mas não exclusão; A revisão dos princípios de Gestão da Qualidade; Uso de uma linguagem simplificada, para facilitar a compreensão por todos os possiveis usuários. Estrutura de Alto Nível e Texto Comum Em dezembro de 1987, foi publicada a norma: "Qualidade ISO 9001 sistemas de Modelo para garantia da qualidade no projeto e desenvolvimento, produção, instalação e manutenção". Este foi o início de um fenômeno mundial, que viu a série de normas de sistema de gestão ISO expandir até o total de certificações acreditadas se aproximar de 1,5 milhões. Reconhecendo a popularização das normas de sistemas de gestão, a ISO decidiu definir uma estrutura, texto e definições principais, comuns para uso em todos os sistemas de gestão, com o propósito de melhorar a consistência e o alinhamento das diferentes normas de gestão (qualidade, meio ambiente, saúde e segurança). Esta nova proposta é apresentada no Anexo SL (anteriormente ISO Guia 83) que define a estrutura para um sistema de gestão genérico. Todas as novas normas de sistema de gestão deverão aderir a esta orientação e todas as atuais normas de sistema de gestão vão migrar em sua próxima revisão. No futuro todas as normas de sistema de gestão da ISO devem ser coerentes e compatíveis, elas vão ter a mesma estrutura e conteúdo respeitando a aplicação. Este pode ser o começo do fim do conflito, a duplicação, confusão e mal-entendido das diferentes normas. É um desafio para os administradores, consultores, instrutores e auditores para que pensem a gestão das organizações de forma holística. A nova estrutura não vai, por si só, melhorar as normas de forma significativa. No entanto, deve tornar mais fácil, para qualquer organização, aplicar mais de uma norma em algum momento de seu sistema de gestão, a fim de atender a múltiplos objetivos. A finalidade maior dessa mudança é atender, portanto, a tendência de aplicação de sistemas integrados de gestão. Portanto as organizações que implementaram, ou irão implementar um sistema integrado que abrange diferentes normas, são aquelas que terão mais benefícios com a adoção desta estrutura e texto comum. Na estrutura e texto comum são introduzidos novos termos e conceitos, tais como a análise do contexto, determinação de requisitos de partes interessadas, abordagem baseada em risco e informação documentada. Na futura ISO 9001 é reforçado o enfoque no cliente. " "

ESTRUTURA DE ALTO NÍVEL ANEXO SL Em relação ao conteúdo a futura ISO 9001:2015 muito provavelmente terá a seguinte estrutura geral: Seção 1 - Escopo Seção 2 - Referências normativas Seção 3 - Termos e definições Seção 4 - Contexto da organização 4.1 Entendendo a organização e seu contexto 4.2 Entendendo as necessidades e expectativas das partes interessadas 4.3 Determinação do escopo do sistema de gestão da qualidade 4.4 Sistema de gestão da qualidade Seção 5 - Liderança 5.1 Liderança e comprometimento 5.2 Política 5.3 Funções, responsabilidades e autoridades organizacionais Seção 6 - Planejamento 6.1 Ações para tratar riscos e oportunidades 6.2 Objetivos da qualidade e planejamento de como alcançá-los Seção 7 - Suporte

7.1 Recursos 7.2 Competência 7.3 Conscientização 7.4 Comunicação 7.5 Informação documentada 7.5.1 Generalidades 7.5.2 Criação e atualização 7.5.3 Controle da informação documentada Seção 8 - Operação 8.1 Planejamento e controle operacional Seção 9 - Avaliação do desempenho 9.1 Monitoramento, medição, análise e avaliação 9.2 Auditoria interna 9.3 Análise crítica pela direção Seção 10 - Melhoria 10.1 Não-conformidade e ação corretiva 10.2 Melhoria contínua Os 7 Princípios de Gestão da Qualidade Os princípios da Gestão da Qualidade também foram revisados com o objetivo de garantir a sua atualização. O princípio de abordagem sistemática de gestão e o de abordagem por processos foram fundidos, reduzindo o conjunto de princípios de oito para sete princípios. O foco da revisão dos princípios é aumentar a clareza dos conceitos e reforçar a abordagem por processos como sistema de gestão, reforçar a necessidade de comprometimento das pessoas e aumentar a abrangência da gestão de relacionamentos além dos fornecedores. Os princípios da Qualidade sofrerão as seguintes mudanças: Atuais (2008) Novos (2015) 1 Foco no cliente 1 Foco no cliente 2 Liderança 2 Liderança 3 Envolvimento das pessoas 3 Engajamento de pessoas 4 Abordagem de processo 5 Abordagem sistêmica da gestão 4 Abordagem de processos 6 Melhoria contínua 5 Melhoria 7 Abordagem factual da tomada de decisão 8 Relacionamento mutuamente benéfico com fornecedores 6 Tomada de decisão baseada em evidência 7 Gestão de Relacionamentos "

Próximos Passos Em abril de 2014 deverá ocorrer uma nova reunião para compor e harmonizar os trabalhos dos grupos e finalizar a versão DIS. Espera-se que essa nova versão seja emitida entre abril e maio de 2014 para comentários e votação pelos países membros do ISO/TC 176/SC2, entre os quais se inclui o Brasil. Uma vez aprovado o primeiro draft da norma, o objetivo é aumentar o nível de consenso, de modo que na fase DIS o texto se apresente com menos necessidade de alterações e que as propostas relevantes tenham sido resolvidas. Durante o periodo entre o CD1 e a fase DIS deverão surgir grande número de alterações, portanto não devemos nos preocupar em demasia com o texto da nova norma. Com o objetivo de informar ao mercado com maior precisão, o WG 23, responsável pela preparação de documentos e materiais de comunicação e suporte, está na fase de elaboração e revisão dos documentos necessários, para melhor comunicar ao mercado, as alterações propostas pela norma e as melhorias que pretendem introduzir nas organizações. Quanto ao período de transição entre a versão 2008 e a versão 2015, está sendo preparado o Plano de Transição, havendo já uma confirmação de que as organizações vão necessitar de três anos para alterarem os seus sistemas. Neste momento, cabe uma sugestão para que organizações não iniciem qualquer alteração em seus sistemas antes da publicação oficial.