Determinação do Capital de Giro



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Transcrição:

Determinação do Capital de Giro Foco da Palestra Orientar e esclarecer os conceitos básicos para determinação e gerenciamento do Capital de Giro da empresa. Classificar e analisar as fontes e aplicações de recursos financeiros que determinam a Necessidade de Capital de Giro, o Capital de Giro Próprio e Saldo Líquido de Caixa. Determinar a Necessidade de Capital de Giro através do Ciclo Financeiro da empresa. Orientar e demonstrar com exemplos, as principais variáveis que aumentam e/ou diminuem a Necessidade de Capital de Giro, o Capital de Giro Próprio e o Saldo Líquido de Caixa. Objetivos desta Palestra Oferecer aos empresários e empreendedores, conhecimentos sobre a Gestão do Capital de Giro, que propiciem o desenvolvimento das habilidades gerenciais e, através disso, as condições para a obtenção de melhores resultados econômicos e financeiros em seus empreendimentos. Cenário atual O sucesso de qualquer empresa depende também das condições em que são administrados os recursos diretamente relacionados com o capital de giro. No momento atual, a maioria dos pequenos negócios está encontrando dificuldades para sobreviver em virtude da ausência de capital de giro próprio para movimentar as atividades operacionais da empresa, e quando conseguido, apresenta altos custos financeiros que comprometem os resultados das atividades. O Capital de Giro é nada mais que o valor financeiro do ciclo operacional da empresa, compreendendo as operações: Comprar, Produzir, Estocar, Vender, Pagar e Receber, isso tudo específico ao seu segmento, ou seja, Indústria, Comércio e Serviços. Determinar o Capital de Giro significa dimensionar/definir o valor financeiro necessário que a empresa apresenta para manter as atividades operacionais. A cada dia temos uma nova situação a enfrentar para conseguirmos manter bem o empreendimento e/ou empresa, dessas situações destacamos algumas que certamente têm afetado em muito a necessidade constante de estar melhor para sobreviver. O Custo financeiro alto, quando do uso do capital de terceiros, por exemplo, reduz o lucro da empresa, e este, sem dúvida nenhuma, é a melhor fonte de reposição e manutenção do Capital de Giro. Palestras Gerenciais 27

Com o aumento da necessidade de mais competitividade em decorrência da concorrência acirrada, tem-se dificultado o giro mais rápido dos estoques, o que representa volumes financeiros que estão "imobilizados", muitas vezes por longos períodos. Por essa razão,torna-se necessário manter os estoques em níveis adequados, negociar reposição no menor tempo possível, evitando assim imobilização de recursos financeiros. Os clientes,de forma geral,estão exigindo prazos maiores para pagar suas compras, em virtude principalmente das condições que o mercado de modo geral vem impondo aos hábitos de consumo e nas condições de compras. Os fornecedores estão diminuindo os prazos concedidos nas compras, também com objetivo de melhorar a performance do capital de giro de suas empresas. Por outro lado concordam em ampliar os prazos,desde que sejam aplicados os encargos financeiros. Alguns questionamentos... A empresa perde a condição de continuar existindo, quando não dispõe de capacidade para pagar suas dividas, isso é conhecido por falência. Normalmente, as empresas quebram por terem problemas relacionados com a sua liquidez, ou seja, com o seu poder de pagamento. As prováveis causas que contribuem para que isso aconteça são diversos fatores de caráter operacional e decisões estratégicas que por alguma razão não deram certo, como por exemplo: Volumes de vendas inadequados; Inadimplência nos recebimentos; Altos valores de custos e margem de ganhos reduzida em relação às expectativas; Aumento excessivo de concorrência; Retiradas excessivas e inadequadas de recursos financeiros por parte dos sócios - misturar gastos pessoais com o caixa da empresa. Infelizmente, nesse contexto, em virtude dos problemas acima relacionados, o capital de giro da empresa é o mais afetado, ficando assim a empresa desprovida de recursos financeiros suficientes para manter a atividade empresarial. Então, Capital de Giro é... Em uma empresa,capital de giro é o conjunto de recursos financeiros formados pela soma dos valores aplicados no caixa e bancos, valores a receber de clientes e os estoques. A identificação desses valores depende das ações de gerenciamento e controles realizados freqüentemente sobre elas. 28 Palestras Gerenciais

Determinação do Capital de Giro - Valor aplicado O Capital de Giro representa o montante de recursos que a empresa necessita em razão das estratégias planejadas e das características das atividades operacionais, prazos de produção, tempo de permanência nos estoques, prazos de recebimentos e pagamentos. É comum empresários dizerem que iniciaram suas empresas sem capital de giro, e por isso se vêm em situações apertadas. Talvez estejam se referindo ao capital de giro formado com recursos próprios, e então podemos entender dessa fala que na verdade iniciaram somente contando com capital de terceiros, ou seja, prazo nas compras, empréstimos e ou limites de crédito em contas correntes - cheque especial, e aí de fato as condições ficam mais desfavoráveis, mas, muitas empresas superam e com os movimentos das vendas acabam saldando empréstimos e formando o próprio e necessário capital de giro, ainda que contando com os recursos de terceiros, outras já não têm a mesma "sorte". As aplicações de recursos relacionados com o capital de giro são: aumento do estoques, concessão de maiores prazos nas vendas para os clientes etc.. Toda empresa para movimentar sua atividade operacional necessita aplicar recursos no "giro", ou seja, para estocar mercadorias para revenda ou matérias-primas, vender seus produtos/serviços a prazo. Fontes de Capital de Giro O montante correspondente ao capital de giro pode ser provido de fontes próprias e/ou de terceiros, é entendido por: Fontes de Financiamento do Capital Giro - de onde vem o dinheiro. Aplicações no Capital de Giro - em que os recursos do giro estão aplicados (caixa e bancos, estoques, contas a receber). E por este entendimento, é possível utilizar informações da empresa que possibilitem a compreensão da situação em que esta se encontra em relação ao capital de giro, assim como das fontes que estão bancando (financiando) esse montante, e ainda em que os recursos obtidos destas fontes estão afetando resultados, proporcionando forças à empresa ou ao contrário,exercendo pressão que na verdade tem comprometido a operacionalização das atividades. As origens de recursos relacionados com o capital de giro são: aumento de capital por parte dos sócios, obtenção de novas linhas de crédito, obter junto aos fornecedores maiores prazos nas compras etc.. As fontes que financiam o capital de giro de empresas são: Capital próprio. Palestras Gerenciais 29

Recursos financeiros obtidos de bancos através de empréstimos ou descontos de cheques/duplicatas. Lucros acumulados. Recursos financeiros obtidos de terceiros tais como, salários a pagar, encargos sociais a pagar, impostos a recolher etc. Empresa: Giro Lento O exemplo trazido com dados hipotéticos demonstra as informações necessárias bem como a necessidade da organização dessas informações, separando-as em aplicações e origens, para que se possa proceder às correspondentes análises sobre o Capital de Giro. Mais detalhes sobre as separações e outras classificações serão comentadas nos próximos tópicos. Aplicações dos Recursos O grupo das informações correspondentes às aplicações de recursos representa o valor total do Capital de Giro existente na empresa, no momento em que estiver sendo analisada; a separação dessas aplicações nos grupos abaixo permite aprofundar e conhecer mais detalhes da composição do Capital de Giro. Aplicação do Giro - Financeiro = corresponde aos recursos aplicados em disponibilidades, ou seja, Caixa e Bancos e representa valores que bancam o dia-a-dia de pagamentos. Aplicação do Giro - Operacional = trata-se de recursos financeiros aplicados na atividade operacional, ou seja, estoques e valores a receber de clientes em virtude das vendas a prazo, e representam as operações da empresa de Compras, Produção e Vendas. Aplicação no Ativo Fixo - refere-se aos recursos financeiros aplicados no imobilizado da empresa, e que permaneceram na empresa por vários anos dando condições desta realizar as atividades operacionais. Ressaltamos que estas separações das Aplicações dos Recursos em Giro Financeiro, Operacional como também no Ativo Fixo tem como finalidade possibilitar as apurações da Necessidade de Capital de Giro, Capital de Giro Próprio e do Saldo Líquido de Caixa. Origens dos Recursos As origens de recursos são as informações relativas às fontes de financiamento das atividades operacionais, indicam quem está bancando a empresa. Origens Financeiras - correspondem às fontes de recursos onerosos (geram encargos financeiros), tais como Empréstimos Bancários, Descontos de Cheques e Duplicatas. 30 Palestras Gerenciais

Origens Operacionais - são fontes de recursos não onerosos (podem ter encargos nas vendas a prazo, mas não tanto como os de empréstimo de dinheiro), ou seja, a empresa não paga encargos financeiros na utilização de tais recursos. Estas fontes referem-se aos Fornecedores, Salários e Encargos Sociais do Pessoal, e Impostos a Recolher, Comissões etc.. Pode parecer estranho considerar impostos como fonte de recursos de Capital para o Giro, mas se lembrarmos que estes estão inclusos nos Preços de Venda, e que ficam no caixa da empresa até o momento de serem repassados aos governos, e que portanto enquanto isso são utilizados para o que precisar ser pago, então podemos admitir que contribuem com o Giro, mesmo sendo por um curto período de tempo, normalmente 30 dias. Origens de Recursos Próprios - representam recursos dos proprietários investidos na empresa, tais como Capital Inicial e os Lucros ou Prejuízos Acumulados - os resultados das vendas. Lembre-se de que Lucro é a principal fonte de geração de recursos para Capital de Giro. Demonstração Gráfica da Empresa - Balanço Em resumo, essas informações da empresa, separadas permitem para melhor compreensão de uma visualização gráfica, onde as partes destacadas dão uma noção mais apurada do quanto cada uma delas representa na empresa como um todo. Capital de Giro: "instrumentos para a administração" A administração do capital de giro consiste em definir inicialmente o montante de recursos financeiros necessários a serem investidos no ciclo operacional da empresa, ou seja, recursos para financiar a atividade empresarial, conforme já comentado. Quanto ter em estoques? Quanto das vendas serão a prazo e quanto tempo será concedido aos clientes e, ainda, qual o montante de caixa ideal para o dia-a-dia? Definido estes valores e identificadas as fontes onde esses recursos serão obtidos, e com as operações da empresa iniciadas e/ou já com algum tempo ocorrendo, administrar o Capital de Giro consiste entre outras ações na análise mais depurada dos elementos que o compõem. Essa análise divide-se em três momentos: Necessidade de Capital de Giro - NCG = que é a relação do que está investido no Giro Operacional com as respectivas fontes operacionais de recursos, ou seja, tudo o que se refere à atividade operacional da empresa então novamente, Estoques, Contas a Receber, Impostos e Despesas Palestras Gerenciais 31

Operacionais (salários, aluguéis, impostos etc.). Capital de Giro Próprio - CGP = que é a identificação da existência ou não na empresa de recursos próprios, Capital dos Sócios e Resultados das Vendas acumulados ( lucros/prejuízos), que possam estar financiando o Giro Total. Saldo Líquido de Caixa - SLC = que apresenta se o caixa da empresa dispõe de recursos suficientes para a liquidação dos recursos obtidos por empréstimos, ou desconto de valores a receber (duplicatas/cheques), assim como a dependência da empresa por recursos de terceiros para financiar as atividades. Compreendidas as finalidades de cada etapa da análise, NCG, CGP e SLC, o próximo passo é aplicá-las na empresa com o propósito de proceder então a administração das variáveis do Capital de Giro. NCG - Necessidade de Capital de Giro A apuração do valor relativo a NCG poderá ser feita de duas formas: - Através dos saldos das contas que compõem o ciclo financeiro, ou seja, Valores a Receber, Estoques, Fornecedores e Despesas Operacionais. A base para o levantamento desses saldos são os respectivos controles, acompanhamentos que freqüentemente estão atualizados, e isso demonstra o quanto de domínio tem-se da empresa. - Apurando NCG através dos Prazos Médios - PM. Uma outra forma de calcular a NCG seria através dos prazos médios de estocagem, recebimentos das vendas e pagamentos das compras e despesas. Veja transparências com exemplos nas últimas páginas. Esses prazos são determinados em razão das estratégias definidas pelos empresários para que a empresa desenvolva mais competitividade. Entretanto, o comportamento real dos prazos médios na empresa pode ser apurado, considerando: P.M. Estoques (PME) PME = (Estoque Médio do mês x 30 dias) / Custos das Vendas P.M. Recebimentos (PMR) PMR = (Valores a Receber Médio x 30 dias) / Vendas Totais P.M. Pagamentos (PMP) PMP = (Valores a Pagar Médios x 30 dias) / Total Comprado no mês - considerar tanto para fornecedores e despesas operacionais O prazos têm ainda que ser ajustados aos valores de vendas, levando em consideração o valores totais realizados no período em relação ao valor total das compras, as despesas, e corresponde ao valor de custos das vendas (baixas do estoque a valor de custo), para que seja possível apurar a NCG considerando os prazos. 32 Palestras Gerenciais

O método da apuração da NCG em função dos prazos é recomendado para o caso do planejamento de capital de giro e fontes de recursos, quando do inicio da empresa ou quando de alterações de volumes de vendas. NCG - Necessidade de Capital de Giro A Necessidade de Capital de Giro indica quanto do montante do Capital de Giro Operacional está ou não sendo financiado por recursos operacionais de terceiros. Sobre essa indicação ressaltamos: Se os recursos operacionais de terceiros forem maior que o giro operacional, então 100% do Giro Operacional está sendo coberto por esses recursos. Por existir essa "sobra" cabe a análise sobre em que está aplicado essa "sobra", ou a empresa vendeu e não usou esse dinheiro recebido para pagar os compromissos com esses terceiros, por exemplo. Se os recursos operacionais forem iguais ao giro operacional, também 100% do giro operacional é coberto por recursos de terceiros, e parece apresentar uma condição em que, quando o giro operacional for realmente transformado em dinheiro (pois são mercadorias e duplicatas), será suficiente para pagar o que a empresa deve a eles. Se os recursos operacionais forem menores que o giro operacional, indica que parte do giro operacional está sendo mantido com recursos de outras fontes, como recursos próprios e/ou ainda com recursos financeiros de empréstimos. Quando já se tem esse retrato sobre a empresa, adquirem-se condições de avaliar as variáveis que afetam os resultados que a empresa vem obtendo, e então inicia a busca e implementação por melhores alternativas. As variáveis mais freqüentes referem-se a: A NCG aumenta com: Aumento das vendas Aumento do Prazo Médio de Permanência dos Estoques Aumento dos Prazos de Recebimentos das Vendas Redução nos prazos de pagamentos de compras e despesas Aumento do volume de vendas a prazo E diminui com efeitos opostos ocorridos nestas variáveis. Após determinar o montante da Necessidade de Capital de Giro, a empresa deverá decidir qual será a estratégia para financiar este montante, sempre considerando a relação custo/benefício. O sucesso do planejamento financeiro está ligado diretamente com a adequação do ciclo financeiro e com o volume de vendas adequado para a empresa. Portanto, torna-se importante administrar os estoques, contas a receber e as contas a pagar, por meio de controles financeiros atualizados e precisos. Palestras Gerenciais 33

CGP - Capital de Giro Próprio Capital de Giro Próprio refere-se ao montante de recursos próprios da empresa contribuindo com o total de Capital de Giro da empresa. O valor é encontrado pela relação do total de recursos próprios com o montante de imobilizados (Ativo Fixo). (Veja transparência com a demonstração desses cálculos). Quando o resultado em CGP for menor que 1 significa que a empresa não possui recursos próprios investidos no Capital de Giro, o que indica também que todo o recurso próprio esta bancando o Ativo Fixo. Quando o resultado em CGP for maior que 1 significa que a empresa dispõe de recursos próprios investidos no Capital de Giro e, portanto, complementando a Necessidade de Capital de Giro. O que pode dificultar em empresas que já tenham sido iniciadas há algum tempo é justamente apurar o valor atual de recursos próprios. Isso pode ser feito considerando-se o Valor Total dos Ativos (estoques, caixa, contas a receber, máquinas, equipamentos, veículos móveis etc.), subtraindo o valor total de contas a pagar (impostos, fornecedores, despesas etc.), o valor encontrado refere-se ao montante aproximado de recursos próprios. CGP - Capital de Giro Próprio O capital de Giro Próprio é bastante vulnerável, e pode deixar de cumprir os propósitos de reposição e manutenção do investimento em Capital de Giro, por variações de vendas, de custos e despesas, de estratégias sem sucesso, e ainda em caso de retiradas indevidas de capitail por parte dos sócios. Outro ponto que normalmente compromete o Capital de Giro Próprio é o investimento realizado para ser pago pela Empresa em curto espaço de tempo, tem-se aí Capital e Giro Próprio sendo direcionados do Giro para as Imobilizações e provocando aperto de caixa. O CGP aumenta através da geração de lucros, aumento de capital por parte dos sócios, obtenção de financiamentos a longo prazo para o caso de imobilizações. O CGP diminui através da geração de prejuízos, distribuição de lucros e aquisição de imobilizados pagos com recursos próprios,sem que estejam totalmente disponíveis para tal feito. SLC - Saldo de Líquido de Caixa O Saldo Líquido de Caixa indica a situação relativa aos recursos financeiros disponíveis em Caixa/Banco quando relacionados com o montante de recursos obtidos por empréstimos, no caso de curto prazo (dentro de 1 ano para ser pago totalmente). Considerar os valores descontados de cheques pré-datados e duplicatas como empréstimos, inclusive limites de contas correntes e/ou ou- 34 Palestras Gerenciais

tros limites de cobertura de saldo utilizados pela empresa. (Veja transparência com a demonstração desses cálculos). Quando o valor do montante em Caixa e Bancos é maior que o valor total de empréstimos significa que a empresa não está dependente desses recursos de terceiros, e que já tem em caixa o suficiente para saldar essas dividas, e/ou continuar utilizando-as e direcionando os recursos em caixa para as operações de giro. Quando o valor do montante em Caixa e Bancos é menor que o valor total de empréstimos significa que a empresa está dependendo dos recursos de bancos para financiar o seu capital de giro. E o que tem em caixa não cobre essa divida e que dependerá do sucesso das próximas vendas para acumular caixa e amortizar essa divida,ou prolongar essa utilização até que tenha condições de pagar os empréstimos e formar capital de giro próprio. Nessa mesma condição e ainda quando o Capital de Giro Próprio é menor que 1, além dos recursos de terceiros estarem bancando o Giro, estão também cobrindo as imobilizações. O uso dos recursos de terceiros no caso de Bancos é natural nas operações da empresa, afinal não se consegue sempre ter os prazos de recebimentos ocorrendo muito antes dos prazos de pagamentos, e nem mesmo os estoques são vendidos assim que as mercadorias chegam. Contudo, devem ser utilizados com cautela e somente quando necessário. SLC - Saldo da Líquido de Caixa O Saldo Liquido de Caixa, por ser uma condição derivada da relação dos recursos em Caixa com os empréstimos obtidos, é diretamente influenciado quando ocorrem variações nos componentes que integram estes elementos, ou seja: O SLC aumenta com a redução da Necessidade de Capital de Giro e com aumento do capital de giro próprio ou do valor dos empréstimos, e diminui com efeitos contrários dessas ocorrências. O Saldo de Caixa quando positivo revela que a empresa tem sobra de recursos financeiros, demonstrando uma situação de fluxo de caixa favorável. Quando o Saldo de Caixa é negativo demonstra que a empresa depende de mais recursos financeiros de terceiros em curto prazo, para financiar suas necessidades de capital de giro e isso por si só ocasiona mais encargos financeiros, de tal forma que pode ser preciso mais recursos de terceiros para pagar recursos tomados de terceiros, e mais encargos, e assim tem o famoso termo acontecendo: "Vender o almoço para pagar a Janta", e que, ainda que estejam ocorrendo lucros, estes estão ficando com os terceiros não com a empresa, e quando os lucros cessarem e a empresa não puder mais arcar com os encargos,nem amortizar os empréstimos, tem declarada a Palestras Gerenciais 35

situação falimentar. Determinação do Capital de Giro "instrumentos para a administração" Resumindo: Quanto maior for a Necessidade de Capital de Giro apurado, mais delicada a situação para a empresa, pois indica que precisa de mais capital de giro próprio ou recursos de terceiros por empréstimos. Mas sempre é preciso avaliar por exemplo se essa necessidade, em função da forma como é encontrada, se não está por demais influenciada por saldo de estoques elevados e neste esteja contido o valor de mercadorias "encalhadas", quaisquer que sejam os motivos disso. Em função da Necessidade de Capital de Giro e do Capital de Giro Próprio, têm-se os reflexos na Situação Líquida de Caixa, situação esta que sempre que positiva é melhor para a empresa, existe mais liquidez (capacidade de pagar as dividas), e portanto mais condições de operacionalidade da empresa. Quanto maior for o Capital de Giro Próprio, a empresa apresentará melhores condições para as suas atividades operacionais de: comprar, estocar, produzir, prestar serviços e vender,e se o mesmo é suficiente para financiar as atividades operacionais, acumular lucros e reduzir a dependência do capital de terceiros, diminuindo os encargos que são pagos por este recurso. Atenção especial para não "perder" o Capital de Giro Próprio em ações não estudadas exaustivamente, em que ao menos os menores riscos não tenham sido identificados e evitados totalmente. "...Entre os tantos desafios, que o dia-a-dia de uma empresa proporciona, o Capital de Giro é deles, um dos que merece total e especial atenção, afinal se a empresa não "girar" tudo mais ficará imóvel.. " Sugestões para leitura complementar: Análise Financeira das Empresas - José Pereira da Silva - Ed.Atlas Análise Financeira de Balanços - Dante C. Matarazzo - Ed.Atlas Guia Prático de Administração Financeira para Pequenas e Médias Empresas - Roberto Assef - Ed. Campus 36 Palestras Gerenciais