A gestão da implementação



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Transcrição:

A Gestão de Projectos Técnicas de programação em Gestão de Projectos Luís Manuel Borges Gouveia A gestão da implementação Estrutura de planeamento de projectos avaliação e gestão de risco a gestão de projectos despiste e tratamento de problemas de implementação técnicas de revisão de implementação 1

planeamento de um projecto estimar recursos recursos humanos recursos materiais custos dos recursos envolvidos das materias primas de operação (directos e indirectos) tempo como estimar o tempo necessário para desenvolver um projecto método histórico tempos medidos em cada uma das tarefas que compõem o projecto, registados em projectos semelhantes já realizados anteriormente método intuitivo confiar na experiência de profissionais com capacidade de estimar após a sua participação em projectos semelhantes método formula normalizada obter valores típicos disponíveis para o tipo de actividades do projecto 2

tempo necessário para desenvolver o projecto complexidade contexto, estrutura, dimensão, domínio de conhecimento, inovação características dos recursos humanos envolvidos experiência, conhecimento, motivação, disponibilidade interrupções não directamente relacionadas com o projecto condições meteorológicas, atrasos de terceiros, falhas e avarias de equipamentos métodos de planeamento de projectos PERT CPM critical path method diagrama de GANTT diagramas de barras tem em consideração os tempos de execução das partes que constituem o projecto 3

PERT planear divisão do projecto em actividades programar determinação das relações de dependência entre as actividades controlar representação gráfica das actividades e do seu relacionamento PERT técnica baseada na teoria de grafos constituido por uma rede representando dois tipos de elementos (actividades e acontecimentos) actividades (tendo como símbolo o arco - seta) acontecimentos (tendo como símbolo o círculo) as actividades consomem tempo para serem realizadas os acontecimentos ocorrem por sí, quer como arranque do projecto, quer como objectivos alcançados 4

PERT representação gráfica a, 3 2 e, 1 b, 3 d, 7 3 4 c, 2 f, 3 acontecimento actividade PERT representação em tabela Act Act. Prec. Duração a - 3 b - 3 c b 2 d a 7 e a f c, d 3

PERT permite visualizar a interdependência entre actividades identificar as actividades que não podem sofrer atraso, sem modificar o tempo previsto para a conclusão do projecto responde a questões do tipo: quais as actividades que podem ser iniciadas e realizadas antes da actividade J quais as actividades que estão impedidas de realizarem o seu início antes da conclusão da actividade L PERT conceitos associados caminho crítico tempo crítico actividade crítica actividade paralela actividade fictícia data mais cedo data mais tarde folga 6

PERT Cálculo: data mais cedo e data mais tarde 0 e 0 1 0 a, 3 b, 3 Tempo crítico = 13 3 3 3 e 8 2 e, d, 7 3 c, 2 4 3 8 10 10 10 e 0 0 13 e 13 13 f, 3 data mais cedo data mais tarde PERT Cálculo: caminho crítico e folga 0 0 0 a, 3 3 3 2 e, 13 13 1 b, 3 0 d, 7 3 4 c, 2 f, 3 0 3 8 10 10 0 folga caminho crítico 7

PERT actividade paralela b, 4 a, 4 d, 2 1 2 3 4 c, errado b, 4 a, 4 c, d, 2 1 2 3 4 certo fictícia, 0 PERT actividade fictícia 1 2 a, 3 b, 2 3 c, 3 4 errado 1 a, 3 2 b, 2 3 c, 3 fictícia, 0 4 certo 8

CPM critical path method utiliza os conceitos de rede de planeamento, caminho crítico, folga de actividades do PERT difere do PERT principalmente por razões históricas; desenvolvidos independentemente, possuem apenas pequenas diferenças o CPM foi originalmente concebido para resolver problemas de programação de calendário na indústria o PERT foi concebido para lidar com problemas de incerteza, como a adopção de novas tecnologias ou a programação de projectos inovadores CPM critical path method O CPM é um modelo deterministico, isto é não utiliza tempos aleatórios para a duração das actividades admite-se no CPM apenas as variações nos tempos das actividades, não da sua duração mas como resultado das limitações planeadas ou esperadas inerentes ao projecto, em que se pode acelerar o tempo de realização de uma dada actividade (com um acréscimo de custo) o PERT é um modelo probabilístico, por utilizar conceitos de probabilidade na estimação da duração das actividades 9

CPM critical path method vantagens visualiza as relações e interdependências entre actividades visualiza as sequências de actividades permite a previsão das datas dos acontecimentos permite a identificação das actividades que não devem ser atrasadas permite a definição das folgas existentes entre actividades permite a definição do caminho crítico facilita a tomada de decisões CPM critical path method desvantagens (para projectos de maior dimensão) exige um planeamento de maior complexidade para casos complexos, é de representação e construção difícil obriga à utilização de computador para efectuar os cálculos obriga à realização de um planeamento cuidado a leitura e análise do planeamento realizado, revelam-se dificeis 10

diagrama de GANTT desenvolvido pelo físico David Gantt, também designado por gráfico de barras constituído por um sistema de eixos coordenados, representando-se no eixo das ordenadas as actividadades e no eixo das abcissas o tempo o tempo é normalmente definido em dias, semanas ou meses são necessários dois grupos de dados: as actividades a realizar e a sua respectiva duração diagrama de GANTT representação gráfica a b c d e f 1 2 3 4 6 7 8 9 10 11 12 13 actividade folga actividade crítica 11

diagrama de GANTT vantagens planeamento fácil, simples e claro fácil adição de novas actividades fácil eliminação de actividades análise fácil, directa e imediata orientado para o parâmetro tempo diagrama de GANTT desvantagens dificuldade na detecção das interrelações entre actividades (dependências entre actividades) difícil detectar actividades inúteis difícil estimativa de tempos apenas é possível efectuar um controlo genérico (questões do tipo: que outras actividades podem prosseguir antes de começar a actividade x ) modificações profundas provocam o redesenho do plano 12