Infecções do Sistema Nervoso Central



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Transcrição:

Infecções do Sistema Nervoso Central Doenças graves com risco de vida. Podem ter evolução aguda (< 24horas), subaguda (<7 dias) ou crônica (> 4 semanas). Principais Infecções: Meningites, Meningoencefalites, Abscesso cerebral, Empiema sub-dural, Empiema extra-dural, Tromboflebite do seio venoso central. I- Meningites Bacterianas 1. Epidemiologia Ocorreram mudanças epidemiológicas importante, com diminuição das meningites por H.influenzae, devido vacinação universal de crianças e, houve aumento das meningites pneumocócicas, principalmente em adultos. OS.Pneumoniae e a N. meningitidis são responsáveis por 80% dos casos, seguidos pela L.monocytogenes (2% a 8%.) Os gram negativos, Streptococcus e S.aureus causam meningite em grupos ou situações mais específicas. 2. Etiologia Idade Bactérias 0-4 sem S.agalactiae, E.coli, L.monocytogenes, Klebsiella, pseudomonas 4-12 sem S.agalactiae, E.coli, L.monocytogenes S.pneumoniae, H.influenzae, N. menigitidis 3 a 50 anos S.pneumonia, N.menigitidis, H.influenzae >50 anos S.pneumoniae, N. meningitidis, L.monocytogenes, bacilos gram negativos Fatores de risco Imunodepressão TCE fechado TCE aberto, pós neurocirurgia Presença de derivação Etiologia S.pneumoniae, N. meningitidis, L.monocytogenes, bacilos gram negativos (incluindo Pseudomonas spp) S.pneumoniae, S. Beta-hemolítico grupo A, H.influenzae S.aureus, S.epidermidis, Gram neg (incluindo Pseudomonas spp) S.aureus, S.epidermidis, Gram neg (incluindo Pseudomonas spp), Propiônic.acne 3. Quadro Clínico Pródromo de infecção de IVAS pode ou não ocorrer. 85% dos pacientes apresentam: febre, cefaléia, alteração estado mental. Meningismo: A rigidez de nuca pode estar ausente em 30% dos casos. kernig, Brudizinsky são específicos, mas pouco sensíveis. Valor preditivo positivo: 72%. Outros achados Paralisias de pares cranianos ou sinais focais: 10-20% dos casos. Convulsão: 25-30% Papiledem é raro < 1% Doença Menigocóccica Quadro febril com petéquias ou púrpuras com ou sem meningite, deve ser considerado urgência Médica. A evolução para choque pode ser fulminate. 4-Diagnóstico Quadro de sepse e sepse grave é freqüente na apresentação das meningites bacterianas. 4.1. Avaliação inicial deve incluir: PA, FC, FR, Oxigenação, diurese, nível de consciência, sinais neurológicos focais, convulsões, presença de lesões cutâneas. Alterações presentes que fazem diagnóstico de Sepse Presença de 2: T>38ºC ou <=35ºC; FC>100; FR>24; Leucócitos >12.000 ou <4000 ou >10% formas jovens, estado mental alterado.

De Sepse grave PA Sistólica <90mmHg; ph<7,3 ou BE>-5 ou PCO2 <32mmHg; diurese <0,5ml/kg/hora; Plaquetas <150.000; INR>1,5; Glasglow <13-12 4.2. Liquor Essencial para o diagnóstico Mandatório na suspeita de Meningite bacteriana Na eventualidade de contra-indicação absoluta, colher hemocultura: positividade de 50%- 60%. Normal Bacteriana Viral TBC Fúngica Aspecto límpido opalescente incolor Celularidade 0-5 >500 <500 <500 Normal ou Nº/mml >50% PMN LMN Inicial PMN <500 (inicial PNM) Proteínas 20-45 >200 Normal ou >300 Normal ou mg/dl <200 pouco Glicose mg/dl 45-80 2/3 sanguínea aumentada <40 normal <30 Normal ou <40 4. 3. Preditores de Meningite bacteriana: 99% de probabilidade de ser bacteriana se: Glicose < 34mg/dl ou Glicose Líquor/ séria <0,23 Proteína > 220 mg/dl Leucócito >2000 ou Neutrófilos > 1180 Só o predomínio de neutrófilos no Líquor não é indicativo de meningite bacteriana 4. 4. Contra-indicação para coleta de liquor Absoluta Infecção cutânea no local de punção Papiledema Sinais neurológicos focais Coma Relativa Hipertensão intracraniana na ausência de papiledema Suspeita de tumor medular Suspeita de lesão que ocupa espaço Discrasia sanguínea ou plaquetopenia grave 4.5. Tomografia computadorizada de crânio Uso abusivo. Sua indicação não pode retardar a conduta antibiótica na meningite bacteriana Raramente indicada na suspeita de meningite aguda Mandatória na presença de sinais focais Maior sensibilidade se feita com contraste 4.6 Ressonância Magnética Não indicada na suspeita de meningite. Útil para diagnosticar complicações tardias: Trombose venosa, empiema 5. Tratamento de sustentação Oxigenação se po2 <92% Acesso venoso calibroso Ressuscitação Volêmica se PA Sistólica <90mmHg ou PA diástólica <60mmHg: Soro fisiológico 500-1000ml em 30min. Rever e repetir se necessário para manter PA>9/6mmHg. Monitorar diurese (objetivo 30ml/hora ou 0,5ml/kg/hora)

6. Tratamento Antibiótico Empírico Idade Antibiótico < 2 meses Cefotaxima+Ampicilina >3 meses e < 50 anos Ceftriaxone Imunodeprimidos e idosos >50 anos Ceftriaxone + Ampicilina TCE fechado Ceftriaxone Presença de derivação Ceftazidima +Vancomicina Pós trauma aberto ou pós neurocirurgia Ceftazidima + Vancomicina 7. Uso de corticóides Objetivo: diminuir sequelas nas meningite por Haemophylus e por Pneumococco Deve ser dado antes ou junto com o antibiótico, não após. Dexametasona 0,15 mg/kg/dia 6/6 horas por 2 a 4 dias (adultos 4-10mg 6/6hs). Deverá ser suspenso se a etiologia bacteriana não for comprovada. Não deve ser usado na meningite pos neurocirurgia ou na meningite viral Adequar tratamento baseado no agente etiológico identificado e antibiograma Neisseria meningitidis CIM<0,1ug/ml :Penicilina cristalina: 3 a 4 milhões 4/4h 7dias CIM 0,1-1ug/ml:Ceftriaxone 2g ev 12/12h 7 dias Haemophilus Β-lactamase negativa: Ampicilina 2g ev 6/6 10 dias influenzae Β-lactamase positiva Ceftriaxone: 2g ev 12/12 10 dias Streptococcus CIM <0,1ug/ml :Penicilina cristalina 3 a 4 milhões 4/4hs 10-14 d pneumoniae CIM entre 0,1 e 2ug/ml : Ceftriaxone 2g ev12/12 CIM >2ug/ml: ceftriaxone 2g ev12/12 +vancomicina 1g ev 12/12h Listeria Monocytogena Ampicilina 2-3g ev 6/6 21 dias CIM: concentração inibitória mínima 8. Quando repetir o Liquor Raramente indicada nas meningites bacterianas com sensibilidade comprovada, a menos que a evolução não seja favorável ou a meningite seja por infecção por bactérias multiresistentes Não repetir rotineiramente no final de tratamento das meningites bacterianas com boa evolução, com agente etiológico identificado. Realizar em pacientes com meningite sem etiologia comprovada Essencial em pacientes com meningite subaguda ou crônica para avaliar resposta terapêutica. Repetir se a evolução for desfavorável 9. Prognóstico Mortalidade 15%. Associada com Demora no início do antibiótico Alteração nível de consciência, hipotensão S. pneumoniae : 20-30% óbito, 50% seqüela; N.meningitidis :10-15% evolução desfavorável 10. Profilaxia Pós Exposição 10.1 Meningococco: Rifampicina 2 dias: Adultos: 600 mg 12/12 h Crianças ( 1 m a 12a): 10mg/kg/dose 12/12 h < 1 ano: 0,5 mg Kg dose 12/12 h Comunicantes domiciliares Comunicantes de Instituições fechadas. Comunicantes de relação íntima (quando há troca de secreção) Comunicantes de creche e pré-escola (< 7 anos) Profissionais da saúde em contato direto com secreções respiratórias 10.2 Por Haemophylus influenzae Rifampicina 4 dias: Adultos 600 mg/dia; Crianças ( 1 m a 12 a): 20 mg/kg/dia; < 1 ano: 10 mg/kg/dia

Comunicantes domiciliares, se além do casos índice outras pessoas com< 5 anos Creches e pré-escolas, a partir do 2º caso, se houver comunicantes < 2 anos II- Meningite Viral Geralmente benigna. Raramente grave e fatal. Enterovirus causa cerca de 80% dos casos. Outros agentes: vírus da caxumba, HIV, Epstein Baar, Vírus herpes e Varicela Zoster. 1. Quadro Clínico Paciente alerta e orientado Cefaléia, febre baixa e fotofobia Vômitos e rigidez estão presentes De modo geral o comprometimento da consciência e os outros sinais meníngeos são mais proeminentes na meningite bacteriana 2. Liquor Celularidade 50-500. Pode haver predomínio de neutrófilos nas primeiras 48horas. Glicose normal (45-80) Proteína mostra se pouco aumentada ( 40-200 mg/dl) Se houver dúvida quanto ao diagnóstico, deixar o paciente em observação e o Liquor pode ser repetido em 12-24 horas, quando geralmente mostra predomínio de células linfomocitárias 3. Tratamento Evolução espontânea sem tratamento em 3 a 8 dias na maioria dos casos Corticoide está contra-indicado Bibliografia Beckham JD, Tyler KL; IDSA.Initial management of acute bacterial meningitis in adults: summary of IDSA guidelines. Rev Neurol Dis. 2006 Spring;3(2):57-60 Chaudhuri A, Martin PM, Kennedy PG, Andrew Seaton R, Portegies P, Bojar M, Steiner I; EFNS Task Force. FNS guideline on the management of community-acquired bacterial meningitis: report of an EFNS Task Force on acute bacterial meningitis in older children and adults. Eur J Neurol. 2008 Jul;15(7):649-59. Fitch MT, van de Beek D. Emergency diagnosis and treatment of adult meningitis. Lancet Infect Dis. 2007 Mar;7(3):191-200 Tunkel AR, Hartman BJ, Kaplan SL, et al.; Practice guidelines for the management of bacterial meningitis.; Clin Infect Dis; 2004; Vol. 39; pp. 1267-84; van de Beek D, de Gans J, Tunkel AR, et al.; Community-acquired bacterial meningitis in adults.; N Engl J Med; 2006; Vol. 354; pp. 44-53. Nottingham Antibiotic Guidelines Committee. Antibiotic Guideline for the management of community acquired meningitis and encephalitis in adults. http://www.nuh.nhs.uk/nch/antibiotics/