Emil Nolde
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O Expressionismo de Die Brücke não se restringiu à pintura e à gravura, tendo tido expressão, igualmente na literatura, na música e arquitectura. Após a Primeira Grande Guerra, o movimento renasceu revelando o desespero, o delírio e a desordem sentidos pelo povo alemão durante a Guerra, denominando-se então de Nova Objectividade ou Realismo Mágico, que teve em Otto Dix, George Grosz, Max Beckmann e Rudolph Schilchter os seus representantes. O seu estilo marcava-se pela tendência caricatural, sob influência dadaísta, pelo interesse nos mass media, pelos divertimentos populares e pela vida nas grandes cidades. Otto Dix Inválidos da Guerra a jogar às cartas 1920; óleo e colagem sobre tela
* Pintor alemão; * Nasceu em 1891; * Morreu em 1969; Otto Dix * Depois de os nazis subirem ao poder na Alemanha, apenas os membros da Câmara Imperial de Belas Artes podiam trabalhar como artistas, comprar materiais e expor os seus trabalhos. Esta associação, controlada pelo governo nazi, apenas permitiu que Dix se tornasse membro em troca de este concordar em pintar paisagens ao invés de assuntos políticos.
Sinal Luminoso 1917; guache sobre papel Otto Dix
Otto Dix Rua de Praga 1920; óleo e colagem sobre tela
Tríptico Metrópole 1927-1928; painel Otto Dix
O grupo de artistas de inspiração expressionista Der Blaue Reiter ("O cavaleiro azul") formou-se a partir de 1910, em Munique, e manteve-se até o início da Primeira Guerra Mundial. Os principais motores deste movimento foram artistas da Nova Associação de Artistas de Munique: Wassily Kandinsky, Franz Marc, August Macke, Paul Klee e Marianne von Werefkin.
É pouco posterior a Die Brücke ("A ponte"). Opunha-se ao cubismo, do qual reconhece a acção renovadora mas contesta o fundamento racionalista e implicitamente realista. Pretendia ver a Natureza e o Homem a partir das experiências, sensações e sentimentos individuais, mas com um sentido universal, para a construção de uma arte pessoal, fundada na meditação que, tal como disse Kandinsky, nascesse da necessidade interior.
Sem um programa preciso, mas com uma orientação decididamente espiritualista, Der Blaue Reiter editou uma revista, Almanach der Blaue Reiter, e organizou diversas exposições. O seu grande objectivo era reunir nestas exposições a vanguarda da arte europeia - artistas alemães, russos, franceses, italianos e outros, superando fronteiras e barreiras nacionais. O elemento artístico que deveria preponderar. De qualquer modo estes artistas sofreram influências dos pintores franceses Cézanne e Matisse.
Concebiam a arte como produto de unidade existencial entre o Homem e a Natureza, pretendendo construir as obras de arte a partir das experiências pessoais, dos sentimentos subjectivos e das sensações de cada um, mas atribuindo-lhes simultaneamente, um sentido global, válido para todos os homens, como se elas fossem uma alegoria de construção místico-intimista do mundo (Franz Marc). Visavam a criação de uma arte livre, não dirigida a nenhum público em especial, que nascesse da meditação e da necessidade interior (Kandinsky) de cada artista, na procura pessoal da harmonia espiritual, anseio de toda a Humanidade.
Como pontos comuns aos Principais elementos do grupo, destacam-se: Valorização da mancha cromática. A dimensão lírica da cor, a claridade e luminosidade, pura e límpida, podendo ser dura/macia, quente/fria, doce/amarga. Cores antinaturalistas, arbitrárias, mas com sentido de complementaridade; Preferência por temáticas naturalistas, de sentido algo irreal; Execução reflectida e pensada (processo de criação-execução menos intuitivo e menos imediato que o grupo Die Brücke), aliada a uma depuração/simplificação dos meios utilizados; O dinamismo da forma, sobretudo a sua capacidade de fascinar, a sua magia interna, a sua emoção; A reconquista da pureza da natureza, com tendência emotiva e abstracta da superfície; Simplificação e/ou geometrização das formas, com tendência para uma crescente abstractização dos motivos; Composições equilibradas, orientadas maioritariamente por linhas circulares e sinuosas, segundo ritmos musicais.
O nome Der Blaue Reiter teve origem na paixão de Marc pelos cavalos e no amor de Kandinsky pela cor azul. Para Kandinsky, o azul é a cor da espiritualidade e quanto mais escuro, mais desperta o desejo humano pelo eterno, conforme escreve no seu livro On the Spiritual in Art, (1911). Além disso Kandinsky havia criado uma obra com o mesmo nome (Der Blaue Reiter), em 1903. O grupo dissolveu-se com o início da Primeira Guerra Mundial, em 1914. Franz Marc e August Macke morreram em combate. Kandinsky e Marianne von Werefkin foram obrigados a voltar para a Rússia, pela sua nacionalidade. Também Alexej von Jawlensky teve que fugir e, como alguns outros artistas alemães, refugiou-se em Ascona, Suíça até fim da guerra, quando retornou a Munique. Franz Marc, Cavalo Azul, e Cavalo azul e vermelho, óleo sobre tela
Wassily Kandinsky (1866-1914) Kandinsky foi o líder e teórico do Grupo. Esteve profundamente empenhado na renovação da linguagem plástica da arte ocidental, procurando-lhe uma nova expressão que pudesse ser representativa dos novos tempos, da modernidade. Nessa renovação, não é a questão da forma que interessa, mas o conteúdo, o espírito, o tom interior. Essa revelação só poderia ser conseguida por duas vias: 1º o artístico reduzido ao mínimo deve ser identificado como abstracto levado ao máximo. Qualquer objecto tem um som interior que é independente da sua significação exterior. Este som interior ganha em intensidade quando se afasta do significado exterior que o oprime. 2º o concreto reduzido ao mínimo deve ser identificado, na abstracção, com o real mais intensificadamente activo. Quando, no quadro, uma linha se liberta do objectivo de exprimir uma coisa objectiva, real, e actua por si só como coisa assume a sua plena força íntima.
Fuga, Kandinsky, 1914, óleo sobre tela
Moscovo I, Kandinky, 1916, óleo sobre tela
Amarelo, Vermelho e azul, Kandinky, óleo sobre tela