CENÁRIO GLOBAL DE CARNES (FRANGO E SUÍNO) E MILHO Leonardo Sologuren Céleres Junho de 2008
Cresce o consumo de proteína animal no BRIC BRASIL RÚSSIA 108 4,000 60 3.000 kg/habitante/ano 90 72 54 36 18 3,800 3,600 3,400 3,200 US$/habitante/ano kg/habitante/ano 48 36 24 12 2.400 1.800 1.200 600 US$/habitante/ano 0 1995 1998 2001 2004 2007 3,000 0 1995 1998 2001 2004 2007 0 Cons. per capita PIB per capita Cons. per capita PIB per capita ÍNDIA CHINA 4,2 700 60 2.160 kg/habitante/ano 3,5 2,8 2,1 1,4 0,7 600 500 400 300 US$/habitante/ano kg/habitante/ano 48 36 24 12 1.800 1.440 1.080 720 360 US$/habitante/ano 0,0 1995 1998 2001 2004 2007 200 0 1995 1998 2001 2004 2007 0 Fonte: FMI / USDA Cons. per capita PIB per capita Cons. per capita PIB per capita
O crescimento econômico mundial ocasiona uma elevação do consumo de alimentos Um maior número de pessoas tem acesso aos alimentos 3.000 Calorias / per capita / dia 2.800 2.771 2.760 2.784 2.790 2.788 2.798 2.809 2.813 2.820 2.827 2.834 2.600 2.400 2.200 2.000 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 80 70 74,9 75,0 Proteína / per capita / dia 75,1 75,0 75,1 75,3 75,7 75,6 75,7 75,8 76,0 Produtos vegetais Produtos animais Total O consumo per capita de proteína animal está crescendo Fonte: FAO 60 50 40 30 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Proteína vegetal Proteína animal Total Fonte: FAO
Produção sobre consumo doméstico de carne de frango Antiga URSS 112,6% UE-27 99,6% 59% 92,2% América do Norte 63% Ásia Oriental América Central 73,1% Oriente Médio 64% África Subsaariana 98,2% Sudeste Asiático 127,2% América do Sul 102,8% Oceania Fonte: USDA Elaboração: Céleres
Participação das regiões nas importações globais de carne de frango Peso das regiões nas exportações brasileiras Oriente Médio: 30% Ásia: 24,7% UE-27: 17,1% África: 8% Rússia: 5,9% Am. Sul: 5,3% Outros: 9,2% Antiga URSS UE-27 9% 21% 22,8% América do Norte América Central 19% Oriente Médio 8% África Subsaariana Ásia Oriental Sudeste Asiático América do Sul Oceania Fonte: USDA/SECEX Elaboração: Céleres
O Brasil aumenta sua participação no mercado mundial Exportações Brasileiras de Carne de Frango Market Share do Brasil nas Export. Globais Milhões de toneladas 3,5 2,8 2,1 1,4 0,7 1,3 1,6 2,0 2,5 2,9 2,7 3,3 50% 40% 30% 20% 10% 22,9% 28,5% 32,1% 40,9% 41,8% 41,8% 45,4% 0,0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 0% 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Inteiro Cortes Industr Outros Total Fonte: SECEX/USDA Elaboração: Céleres As exportações brasileiras de carne de frango quase triplicaram de volume nos últimos seis anos. O Brasil já possui mais de 45% de market share das exportações mundiais.
As importações mundiais de carne de frango aumentarão no longo prazo China Tax. Cresc. Econ. 6,9% a.a Milhões de ton 2,5 1,9 1,3 0,6 0,0 2,32 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 UE-27 Tax. Cresc. Econ. 2,3% a.a Milhões de ton 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 1,45 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 México Tax. Cresc. Econ. 3,0% a.a Milhões de ton 0,6 0,5 0,3 0,2 0,0 0,57 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018
O Brasil terá que elevar sua exportação de forma significativa para atender o crescimento da demanda mundial 6,8 MM T
Produção sobre consumo doméstico de carne suína Antiga URSS 114,8% UE-27 105,6% 76,1% 96,1% América do Norte Ásia Oriental América Central 68% 66% Oriente Médio África Subsaariana 95,9% Sudeste Asiático América do Sul 125,6% 102,8% Oceania Fonte: USDA Elaboração: Céleres
Participação das regiões nas importações globais de carne suína Antiga URSS 20,4% UE-27 20,2% 44,3% América do Norte Ásia Oriental Oriente Médio América Central Sudeste Asiático África Subsaariana América do Sul Oceania Fonte: USDA/SECEX Elaboração: Céleres
As importações mundiais de carne suína aumentarão no longo prazo China Tax. Cresc. Econ. 6,9% a.a Milhões de ton 1,9 1,4 0,9 0,5 0,0 1,4 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 Coréia do Sul Tax. Cresc. Econ. 4,2% a.a Milhões de ton 1,2 0,9 0,6 0,3 0,0 0,99 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 México Tax. Cresc. Econ. 3,0% a.a Milhões de ton 1,0 0,8 0,5 0,3 0,0 0,88 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018
No mercado global de carne suínas, as oportunidades também m são significativas ao Brasil 3,0 MM T
Produção sobre consumo doméstico de milho Antiga URSS 105,9% UE-27 93,2% 140,8% 82,1% América do Norte Ásia Oriental América Central 51% 104,9% Oriente Médio África Subsaariana 87,9% Sudeste Asiático 131,8% América do Sul 95,8% Oceania Fonte: USDA Elaboração: Céleres
A relação estoque/consumo de milho no mundo está em pleno processo de deterioração 54% Menor relação estoque/consumo desde a safra 1973/74 45% 36% Média histórica: 24,1% 27% 18% 9% 0% 60/61 65/66 70/71 75/76 80/81 85/86 90/91 95/96 00/01 05/06 Fonte: USDA Elaboração: Céleres
Em dez anos, os Estados Unidos estarão esmagando 164,9 milhões de d toneladas de milho para a produção de etanol 180 164,9 156 148,1 155,2 Milhões de toneladas 132 108 104,1 107,8 110,4 110,5 120,3 131,7 139,7 84 81,3 60 07/08 08/09 09/10 10/11 11/12 12/13 13/14 14/15 15/16 16/17 17/18 Fonte: FAPRI Elaboração: Céleres
E os preços do milho disparam no mercado internacional e rompem a barreira dos US$ 7,00/bushel Preços do milho na CBOT 1º vencimento 740 622 US$ /bushel 504 386 268 150 jan/03 jul/03 jan/04 jul/04 jan/05 jul/05 jan/06 jul/06 jan/07 jul/07 jan/08 Fonte: CBOT Elaboração: Céleres
E a margem do etanol nos EUA cai com o alto preço o do milho 4 2,88 0,43 US$ / Galão 2 0-2 -4-2,7-0,14-0,43 Etanol Suprodutos Milho Processa Outros custos 0,03 Margem A margem da indústria de etanol nos Estados Unidos caiu de forma significativa com a valorização do preço do milho.
O avanço o da área de grãos na UE-27 (1999/00 até 2007/08) 5,00% Crescimento médio anual 3,00% 1,00% -1,00% -3,00% -5,00% Canola Cevada Milho Aveia Algodão Soja Girassol Arroz Centeio Sorgo Trigo Fonte: USDA Elaboração: Céleres
O prêmio está negativo, mas a situação poderá se reverter Prêmios do Milho no Oeste do Paraná 400 300 US$ /Bushel 200 100 0-100 -200 3/1/2007 3/4/2007 3/7/2007 3/10/2007 3/1/2008 3/4/2008 Fo nte: Céleres/CB OT Elabo ração : Céleres
Exportações Brasileiras de Milho Milhões de toneladas 30 25 20 15 10 5 10,9 12,0 14,5 18,4 19,6 20,6 21,1 21,8 23,4 25,3 26,5 27,1 0 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11 11/12 12/13 13/14 14/15 15/16 16/17 17/18 Fonte: Céleres Obs.: estimativa 2007; projeção: 2008 a 2017 Em virtude da forte demanda internacional por milho, o Brasil deverá exportar no ano agrícola 2017/18 um volume total de 27,1 milhões de toneladas.
Milho Situação Financeira R$/ha 1256 1048 840 632 424 216 8-200 54% 42% 30% 18% 6% -6% -18% -30% EBITDA Milho 999 829 647 600 467 118 167 196 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 Lucratividade Líquida 38% 43% 18% 20% 16% 0% -1% -1% 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 Apesar de o setor ter apresentado geração de caixa nos anos analisados, a lucratividade foi negativa nas safras 2004/05 e 2005/06. Em 2006/07, com a recuperação dos preços no segundo semestre, o setor voltou a registrar lucratividade. Em 2007/08, os produtores deverão obter lucro novamente com a atividade, porém em nível menor do que na safra passada em função do aumento dos custos. Fonte: Céleres
Balanço o de Oferta e Demanda de Milho no Brasil 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 Var. Oferta Estoque inicial 7,6 5,7 2,9 4,0 3,1-24,6% Produção 42,2 34,9 43,4 50,0 55,1 10,3% 1ª safra 31,6 27,4 32,4 36,2 38,4 6,2% 2ª safra 10,6 7,6 11,0 13,8 16,7 21,0% Importação 0,3 0,7 0,9 1,2 1,5 25,0% Substitutos 1,1 2,6 2,1 2,2 2,3 4,5% Oferta Total 51,2 43,9 49,2 57,4 62,0 7,9% Demanda Consumo animal 29,6 30,6 30,8 32,9 34,6 5,0% Consumo industrial 4,1 4,2 4,2 4,3 4,4 2,4% Consumo humano 1,6 1,6 1,7 1,7 1,8 5,4% Outros usos/perdas 4,8 3,2 4,3 4,3 4,3 0,1% Sementes 0,3 0,3 0,2 0,3 0,4 40,2% Exportação 5,0 1,1 4,0 10,9 12,0 10,0% Demanda Total 45,5 41,0 45,2 54,4 57,4 5,6% Estoque final 5,7 2,9 4,0 3,1 4,6 50,1% Estoque/Consumo 12,6% 7,0% 9,0% 5,6% 8,0% Fonte: Céleres Obs.: em milhões de toneladas
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