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2 TENDINITE DOS EXTENSORES E FLEXORES DO CARPO FATORES DE RISCO -movimentos repetitivos, com força ou em desvios posturais -preensão prologada de objetos com a mão -trabalhos que exijam força ou repetição dos músculos do antebraço

3 TENDINITE DOS EXTENSORES E FLEXORES DO CARPO MOVIMENTOS E ATIVIDADES -Digitadores com ritmo rápido.digitadores.escritores.faxineiros.lixadores.esfregadores.lavadores.pianistas.violinistas de sinfônicas.músicos de orquestras

4 TENDINITE DOS EXTENSORES E FLEXORES DO CARPO MOVIMENTOS E ATIVIDADES. dentistas que manipulam brocas com cabos, sugadores de saliva e outros instrumentos odontológicos;.pintores.mecânicos.estivadores cozinheiras industriais que preparam alimento em panelas pesada, picam verduras com facas, carregam pacotes pesados de alimentos (sacos de batata...).pedreiros assentadores de tijolos e rebocadores de paredes.trabalhadores da construção civil que fundem lajes de concreto nas obras;.metalúrgicos.soldadores da indústria naval;.padeiros que preparam massas manualmente;

5 TENDINITE DOS EXTENSORES E FLEXORES DO CARPO SINAIS E SINTOMAS -dor localizada na região do tendão e/ou músculos do antebraço; -sensibilidade na região do tendão e/ou músculo respectivo; -estreitamento sinovial -dedo em gatilho -crepitação -edema -dor ou fraqueza em teste de força na região do tendão afetado; -contração resistida dolorosa do músculo associado (músculo+tendão = unidade funcional); -estiramento passivo doloroso da unidade musculotendínea (variável) -alguma limitação de movimento afetada pela tendinite

6 TENDINITE DOS EXTENSORES E FLEXORES DO CARPO MANOBRAS E TESTES Observar presença de sinais e sintomas à mobilização tendínea ativa e passiva dos tendões extensores na face posterior do antebraço e do punho; -observar se o gestual do trabalhador no seu posto de trabalho produz dor nos tendões extensores. -observar presença de sinais e sintomas à mobilização ativa e passiva dos tendões flexores na face anterior do antebraço e do punho. -observar se o gestual do trabalhador no seu posto de trabalho produz dor nos tendões flexores. -observar presença de bandas musculares contráteis com pontos-gatilho, ou tendões com pontos gatilho que dão dor local ou dor irradiada para o antebraço e/ou punho e mão.

7 TENDINITE DOS EXTENSORES E FLEXORES DO CARPO MANOBRAS E TESTES Considerações: as lesões que comprometem os músculos,habitualmente, são de melhor prognóstico se comparadas às que ocorrem junto aos tendões. Estes últimos,por serem estruturas propensas aos esforços repetitivos e processos inflamatórios crônicos, não respondem a contento aos antiinflamatórios em sua expressões variadas e tendem à cronicidade.

8 CONDIÇÕES TENOSSINOVITE DE QUERVAIN Foi descrita por Fritz De Quervain em As mulheres são mais acometidas (6:1),sobretudo entre a quinta e a sexta décadas de vida. O quadro é também mais frequente em gestantes. O tendão do músculo abdutor longo(alp)e o extensor curto do polegar (ECP),ao nível da estilóide radical,passam por um túnel osteofibroso denominado 1 compartimento dos extensores cujo limite superficial é o ligamento anular dorsal do corpo. O limite profundo é uma região sulcada na face lateral da estilóide radial. A desproporção entre os diâmetros do túnel e os tendões provoca a sintomatologia.

9 FATORES DE RISCO TENOSSINOVITE DE QUERVAIN Movimento brusco ou repetitivo do polegar ocasionando a tenossinovite e,em consequencia,o aumento do diâmetro dos tendões; -Espessamento do ligamento anular do carpo; -Esforços repetitivos do punho,exercendo força ou em desvio ulnar; -Movimento repetitivo de pinça do polegar seguido de flexão,extensão ou rotação do punho,principalmente associado à força; -Posturas viciosas do polegar e do punho,como manter o polegar elevado e/ou abduzido durante as atividades(polegar alienado); -Compressão mecânica do polegar ou do processo estilóide radial;

10 MOVIMENTOS E ATIVIDADES TENOSSINOVITE DE QUERVAIN Costureiras e alfaiates que usam tesouras de modo frequente na confecção de roupas. -Manicures -Jardineiros -Fabricantes artesanais de telas de arame -Fritadeira -Cabeleireira -Lavadeira

11 SINAIS E SINTOMAS TENOSSINOVITE DE QUERVAIN Dor na face radial do punho,na região do processo estilóide do rádio ou no primeiro comportamento dorsal do punho; -Piora os movimentos do polegar(abdução,adução forçada e extensão); -Dor à extensão do polegar -Crepitação na projeção dos tendões(estalo sobre o punho); -Estreitamento da bainha sinovial; -Dor que piora na manobra de resistência com o desvio ulnar(teste de Filkenstein); -Edema sobre o primeiro compartimento dorsal do punho;

12 TENOSSINOVITE DE QUERVAIN SINAIS E SINTOMAS Complicações: Ruptura do extensor curto do polegar; Ruptura do abdutor longo do polegar;

13 TENOSSINOVITE DE QUERVAIN MANOBRAS E TESTES -Teste de Finkelstein Confirma o diagnóstico. Solicita-se ao paciente que feche mão sobre o polegar abduzido na face palmar. A seguir faça um desvio ulnar máximo. Com isso os tendões do 1 compartimento dorsal do punho (ALP+ECP) são estressados contra o processo estilóide radial provocando dor local. (É teste patognomônico!)

14 TENOSSINOVITE DE QUERVAIN MANOBRAS E TESTES -Teste de Finkelstein

15 TENOSSINOVITE DE QUERVAIN MANOBRAS E TESTES Diagnóstico por imagem A radiografia pode revelar edema sobre a face radial do punho

16 DEDO EM GATILHO CONDIÇÕES: É uma tenossinovite dos flexores digitais do tipo estenosante. O tendão em determinado ponto aumenta de volume, forma um nódulo e tem dificuldade em passar pela polia anular metacarpofalângica. Além do movimento repetitivo, há outras causas como doenças reumáticas, diabetes, hipotireoidismo, etc. Geralmente ocorre em adultos de meia idade, mas também pode-se verificar em lactantes. As mulheres são afetadas com mais frequência. Associado à síndrome do túnel do carpo e síndrome de Quervain.

17 DEDO EM GATILHO FATORES DE RISCO: - Alta repetitividade - compressão palmar associada à realização de força - movimentos repetitivos de flexão de dedos associada à força, em postura inadequada ou compressão dos tendões nos dedos por objetivo de aresta viva ou muito fino - vibração

18 DEDO EM GATILHO MOVIMENTOS / ATIVIDADES : - apertar alicates e tesouras - uso de alicates, martelos e marretas - segurar com força objetos cilíndricos - marteleiro (pedreiro, lenhador)

19 SINAIS E SINTOMAS: DEDO EM GATILHO - Os sintomas são mais intensos pela manhã e na articulação interfalangiana proximal - A condição pode afetar o polegar e todos os dedos - dor localizada devido à dificuldade do tendão deslizar pela polia anular - nódulo palpável na bainha do tendão - estreitamento sinovial no retináculo dos flexores - CLIC audível quando o dedo se desengatilha pela passagem do nódulo na polia - Gatilho - ressalto do nódulo do tendão flexor quando ultrapassa a polia

20 MANOBRAS E TESTES DIAGNÓSTICOS: DEDO EM GATILHO - Demonstração ativa do gatilho Bloqueio em flexão do quirodáctilo pelo nódulo do tendão flexor ao nível da polia. Ao forçar a flexão do dedo, o nódulo sob tração passa pelo tunel e o dedo é fletido. No retorno, ao forçar a extensão, o tendão no local aumentado de volume (nódulo) não consegue transitar pela polia anular. Então, o dedo continua em flexão, bloqueado. Entretanto, sob tensão, o tendão se desprende em ressalto e se ouve um CLIC e o dedo volta à posição de extensão inicial. Por outro lado, o bloqueio pode ser irredutível, restringindo a mobilidade. Neste caso há necessidade de incisão cirúrgica da polia para liberação do tendão.

21 FISIOPATOLOGIA DA LER

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28 MAIS CRÍTICAS 1. Estáticas em geral 2. Pescoço excessivamente estendido ou fletido 3. Braços suspensos por muito tempo, abduzidos ou elevados 4. Antebraço em sustentação sem apoio 5. Punho em flexão, extensão ou desvio ulnar

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39 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL

40 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL

41 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL

42 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL

43 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL

44 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL SIMULAÇÃO Fingir o que não é. (Aurélio) Produção intencional ou invenção de sintomas ou incapacidades tanto físicas quanto psicológicas, motivadas por stress ou incentivos externos. Produção consciente disfarce da origem da doença, distorção, fingimento, falsidade, cópia ou reprodução imperfeita. Simulação Fingir sintomas Dissimulação Ocultar sintomas

45 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL Sinais para detecção de simulação Retenção da informação e da falta de cooperação Memória do simulador tem lacunas significativas, é cauteloso e pensa que o examinador tem menos informação. Frequentemente afirma ter esquecido e não sabe das coisas. Tentam o controle da entrevista, age de uma maneira intimadora, gasta tempo para pensar nas respostas. Tem tom irônico ou ridículo, ausência de emoção ou distúrbio emocional

46 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL Sinais para detecção de simulação Ampliar Aumentar a dramatização no relato da história, chorar na entrevista por fato corriqueiro. Chamar atenção para a sua doença contrasta com doentes reais que são relutante para discutir sintomas.

47 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL Sinais para detecção de simulação Agem como surdos e mudos tornam-se intelectualmente deficientes, com amnésicas e delírios. Atitude de cautela pouca disposição ao interrogatório

48 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL Sinais para detecção de simulação Ausência de perturbações emocionais alucinações sem medo, raiva ou depressão. Em caso de dor, estão livres dos sinais que o acompanham Ausência de perseverança coerência na personalidade e na patologias Incoerência êxito em respostas complexas e erro em simples.

49 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL Sinais para detecção de simulação O ritmo é lento e evasivo, os olhos são menos claros, expressão de desconfiança e medo de serem descobertos Relato de depressão e fadiga, sem frio nas mãos, flacidez muscular, hipotonia, emagrecimento, cabisbaixo.

50 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL Sinais para detecção de simulação Considera a si mesmo como um alienado, em oposição com o enfermo mental, como respostas incoerentes, falta da continuidade do sintomas fora da observação do perito Mais difícil o diagnóstico de simulação se o simulador tem um bom acervo cultural e conhece perfeitamente o quadro clínico.

51 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL Tipos Pré-simulação ou simulação anterior É a pratica de forma premeditada O simulador planeja e executa os sintomas com antecedência, de forma a criar um reconhecimento social da sua doença É a mais rara de acontecer devido às dificuldades de organização necessária. EX: Simulação de surto psicótico, esquizofrenia

52 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL Parassimulação, supersimulação ou simulação aumentada Ocorre quando uma pessoa copia ou imita sintomas e comportamentos de outras pessoas doentes mentais. Pode ocorre em indivíduos normais ou doentes psicopatológicos EX: doentes mentais internados para ganhar remédios

53 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL Metassimulação ou simulação residual Forma mais frequente de simulação Após recuperar-se de determinada doença, continua a fingir os sintomas de mesma.

54 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL Dissimulação É o contrario da simulação A pessoa quer intencionalmente esconder os sintomas para atingir determinados ganhos Necessidade de apresentar uma boa imagem ou mostrar-se recuperado.

55 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL Fatores relacionados ao comportamento de mentir Emocional Culpa tende a fazer com que o mentiroso não olhe nos olhos do avaliador Medo e excitação resultam em sinais de estresse, como erros, hesitação na fala

56 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL Fatores relacionados ao comportamento de mentir Complexidade do conteúdo A pessoa que engana precisa estar atenta para não se contradizer. A complexidade resulta em maior número de hesitações e de erros na fala, fala mais lenta, pausas

57 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL Fatores relacionados ao comportamento de mentir Tentativa de controle do comportamento Resultado em excessivo planejamento e rigidez com discurso demasiadamente formal.

58 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL Testes para detectar sinais físicos não orgânicos na coluna lombar Sensibilidade aumentada ao leve tato na região lombar, localizada ou ampla ou sensibilidade profunda disseminada em localização não correspondente com padrão anatômico Aparecimento de dor lombar à compressão axial do crânio ou durante a rotação do ombro e quadril simultaneos. Realização do teste de extensão do joelho com o indivíduo na posição sentada. Anormalidades motoras ou sensitivas em múltiplas regiões, que não podem ser explicadas com base anatômica. A hiper-reação durante o exame é o sinal mais importante entre os sinais nãoorgânicos, representado pela verbalização desproporcional dos sintomas

59 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL Testes para detectar sinais físicos não orgânicos na coluna lombar

60 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL Testes para detectar sinais físicos não orgânicos na coluna lombar

61 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL Testes para detectar sinais físicos não orgânicos na coluna lombar

62 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL Testes para detectar sinais físicos não orgânicos na coluna lombar

63 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL Testes para detectar sinais físicos não orgânicos na coluna lombar

64 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL Testes para detectar sinais físicos não orgânicos na coluna lombar SINAL DE MANNKOPF - Pode ser aplicado em qualquer área de dor musculoesquelética O examinador palpa o pulso radial do periciando em repouso e estabelece um índice básico O examinador aplica estimulação sobre a área da dor. Novamente palpa o pulso radial Aumento de 10 ou mais batimentos por minto na frequencia cardíaca é um sinal positivo

65 Teste de Waddell ou mais sinais significa que a dor lombar tem causa não orgânica 5 Testes - Sensibilidade - Simulação - Distração - Distúrbios regionais - Reações exacerbadas DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL

66 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL Teste de Waddell Sensibilidade aumentada

67 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL Teste de Waddell Distração

68 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL Teste de Waddell Simulação

69 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL Teste de Waddell Sensibilidade e motricidade não anatômicas

70 DIFICULDADES NO EXAME PERICIAL Teste de Waddell Reação exagerada ao exame físico

71 PCD PESSOA COM DEFICIÊNCIA

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77 PARECER CONJUR/MTE 444/2011 Visão Monocular deve ser considerada deficiência.

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