MATRIZES E DETERMINANTES
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- Sophia Carlos Benevides
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1 Formação Continuada em Matemática Fundação CECIERJ/CEDERJ Matemática 2º ano 3º Bimestre/2012 PLANO DE TRABALHO MATRIZES E DETERMINANTES Tarefa 1 Cursista: Aline Gabry Santos Tutor: Flávia Cristina e Silva Henriques
2 SUMÁRIO Introdução... 3 Desenvolvimento... 4 Avaliação Bibliografia... 22
3 INTRODUÇÃO Como professor temos todos enfrentado diversos problemas em nossa prática diária, porém o maior deles diz respeito a conseguir a atenção dos alunos para o conteúdo abordado. Aquela velha aula do conteúdo aos exercícios já não é mais suficiente para atrair a atenção dos alunos (ou nunca foi). Podemos perceber que a cada ano que passa menos alunos têm interesse por esse tipo de aula. Por isso proponho este plano de estudo, cujo objetivo é facilitar o acesso aos alunos e, consequentemente, uma melhor aquisição e construção do conhecimento por parte deles. Normalmente, os alunos não têm qualquer interesse por matrizes e determinantes, por se apresentar de forma estática, como mera reprodução das definições. Eles costumam perguntar: Me apresenta o louco que inventou isso para eu poder matá-lo ; o que demonstra a ausência de qualquer ideia sobre como as matrizes e os determinantes são importantes para nossa vida moderna. Quando o conteúdo é abordado, eles até conseguem somar, subtrair e multiplicar por um número real, mas têm imensa dificuldade na construção da matriz (por não conseguirem abstrair os valores a ij dentro da matriz). Quando o assunto é multiplicação de matrizes, tudo se torna pior, uma vez que, por exemplo, os alunos confundem as linhas com as colunas ou insistem em multiplicar o 1º elemento das linhas da 1ª matriz por todos os elementos das colunas da 2ª matriz. Entre outras coisas, é por isso que é extremamente importante mudar a forma como o conteúdo sobre matrizes é ensinado em sala, com exemplos diferenciados e concretos. Para a aplicação deste plano, serão necessários 14 tempos de cinqüenta minutos para o desenvolvimento do conteúdo e execução dos exercícios, e outros 2 tempos para avaliação da aprendizagem.
4 DESENVOVIMENTO Atividade 1 HABILIDADE RELACIONADA: H33 - Identificar e representar os diferentes tipos de matrizes. PRÉ-REQUISITO: Operações elementares com números reais. TEMPO DE DURAÇÃO: 100 minutos. RECURSOS UTILIZADOS: Folha de atividades, lápis de cor, livro didático. ORGANIZAÇÃO DA TURMA: Em duplas, propiciando o trabalho cooperativo. OBJETIVOS: Reconhecer e construir os diferentes os tipos de matrizes, resolver problemas utilizando matrizes e linguagem matricial. METODOLOGIA: Introduzir o conceito de matrizes com um exemplo simples que envolve a adição de matrizes, sem a preocupação inicial da definição. Propor aos alunos o tabelamento das informações solicitadas no problema 1 e questionar a turma sobre como seria a melhor forma de solucioná-lo. Após terem entendido como é feita a adição será apresentada a definição de matrizes, identificando seus elementos e demais características. Problema 1) Uma empresa de distribuição de produtos químicos tem duas filiais: A e B. Abaixo estão relacionados alguns dos produtos constantes no almoxarifado de suas filiais, em cada um dos meses de janeiro, fevereiro, março e abril: ALMOXARIFADO A: ácido clorídrico (23, 10, 17, 32); hidróxido de amônia (42, 13, 44, 27); sulfato de alumínio (12, 15, 7, 16). ALMOXARIFADO B: ácido clorídrico (12, 45, 3, 2); hidróxido de amônia (2, 3, 4, 7); sulfato de alumínio (15, 10, 17, 25). Exercício 1) Calcule a quantidade total de cada reagente em cada mês. Neste momento é apresentado aos alunos como esses valores podem ser melhor representados se forem colocados em forma de matrizes. Definição: Sejam m e n números naturais não nulos. Uma matriz do tipo m x n (lê-se: m por n) é uma tabela de números dispostos em m linhas (filas horizontes) e n colunas (filas verticais). Usualmente, seus elementos são representados entre parênteses ou colchetes. Representação de uma matriz: Considerando uma matriz A do tipo m x n. um elemento qualquer dessa matriz será representado pelo símbolo a ij, no qual o índice i refere-se à linha (numerada de cima para
5 baixo) em que se encontra tal elemento, e o índice j refere-se à coluna (numerada da esquerda para a direita). Representamos uma matriz A do tipo m x n por, em que,, e a ij é um elemento qualquer de A. Acompanhe o exemplo a seguir: Seja a matriz O elemento que está na linha 1, coluna 1, é a 11 = 1. O elemento que está na linha 1, coluna 2, é a 12 = 0. O elemento que está na linha 1, coluna 3, é a 13 = 2. O elemento que está na linha 2, coluna 1, é a 21 = 2. O elemento que está na linha 2, coluna 2, é a 22 = 5. O elemento que está na linha 2, coluna 3, é a 23 = 3. Exemplo: 1. Escrever a matriz, em que. Montar esta matriz com a turma, salientando o cuidado em não colocar os valores encontrados no lugar errado. Matrizes especiais: Matriz linha: é aquela formada por uma única linha. Ex: Matriz coluna: é aquela formada por uma única coluna. Ex: Matriz nula: é aquela cujos elementos são todos iguais a zero. Ex: Matriz quadrada: é aquela que possui o número de linhas igual ao número de colunas. Ex:, dizemos que a matriz D é quadrada de ordem 2., dizemos que a matriz E é quadrada de ordem 3. OBS: numa matriz quadrada de ordem n, destacamos que: os elementos de A em que i = j constituem a diagonal principal; os elementos de A em que i + j = n + 1 constituem a diagonal principal. diagonal secundária diagonal principal Matriz identidade: é qualquer matriz quadrada em que todos os elementos da diagonal principal são iguais a 1 e os demais elementos são nulos. Indicamos uma matriz identidade de ordem n por I n. Ex:, matriz identidade de ordem 2., matriz identidade de ordem 3.
6 Matriz transposta: dada uma matriz por A t ) à matriz:, chama-se transposta de A (indica-se tal que para todo i e todo j. Ou seja, basta trocar, ordenadamente, as linhas pelas colunas da matriz A. Ex: Se, então Para exemplificar melhor a matriz transposta, propor aos alunos o desafio abaixo, baseado na imagem do Gato Félix (*), 1º desafio. Exercitando: As imagens que você vê em uma página na internet e as fotos que você tira com sua máquina fotográfica digital podem ser representadas usando-se matrizes. Por exemplo, a imagem da letra n abaixo pode ser representada por uma matriz 10 x 11 cujos elementos são os números 0 e 1, que especificam a cor do pixel. O número 0 indica a cor cinza e o número 1 indica a cor branca. Imagens digitais que usam apenas duas cores (que em geral são o preto e o branco) são denominadas imagens binárias (ou imagens booleanas). A figura (estática) abaixo apresenta uma versão ampliada de uma simples letra n, onde cada quadrado representa um pixel. A matriz correspondente é apresentada ao lado Agora, aproveite o espaço quadriculado abaixo para reproduzir a figura da letra n acima, aplicando o conceito de matriz transposta. Exercícios de fixação do livro didático para explorar a construção de matrizes e seus tipos. (*)
7 Atividade 2 HABILIDADE RELACIONADA: H33 - Efetuar cálculos envolvendo as operações (adição, subtração e multiplicação por escalar) com matrizes; Resolver problemas utilizando matrizes e linguagem matricial; PRÉ-REQUISITOS: Definição de matrizes, operações elementares com números reais. TEMPO DE DURAÇÃO: 100 minutos. RECURSOS UTILIZADOS: Folha de atividades, lápis, borracha e livro didático. ORGANIZAÇÃO DA TURMA: Individual. OBJETIVOS: Desenvolver as habilidades relacionadas às operações com matrizes. METODOLOGIA: Através de problemas práticos (problemas 2 e 3), será reforçado o conceito de adição e desenvolvido o de subtração e multiplicação por um escalar, antes da definição. Problema 2) Uma revendedora de carros possui duas concessionárias e comercializa quatro modelos diferentes. A tabela abaixo se refere à quantidade de carros vendidos no mês de junho/2012. Loja Modelo Fiesta Focus Courier Ecosport I II Junho/2012 Já a tabela abaixo representa a quantidade de carros vendidos no mês de julho/2012. Loja Modelo Fiesta Focus Courier Ecosport I II Julho/2012 O dono da revendedora solicitou a um de seus funcionários para elaborar uma tabela e uma matriz que representasse o total de carros vendidos nos meses de junho e julho, em suas duas lojas. a) Complete a tabela e construa, ao lado, a sua matriz de maneira a atender ao pedido do dono da revendedora. Loja I II Modelo Fiesta Focus Courier Ecosport Total de junho e julho / 2012
8 Chamar a atenção do aluno para a soma de duas matrizes que só pode ocorrer se elas tiverem o mesmo número de linhas e de colunas. b) E se o dono a revendedora tivesse pedido ao seu funcionário para elaborar uma tabela que representasse a diferença entre o número de carros vendidos entre os meses de junho e julho, como ficaria? Complete a tabela abaixo com esses dados e construa sua matriz correspondente. O que significa o resultado obtido na 1ª linha e 1ª coluna? I Loja II Modelo Fiesta Focus Courier Ecosport Diferença entre junho e julho / 2012 Deixar os alunos refletirem sobre a última questão acima e observar com a turma que um elemento negativo da matriz A B indica que a venda de carros de um determinado modelo diminuiu em uma das lojas. Já um elemento positivo, indica o crescimento das vendas de um determinado modelo em uma determinada loja. Aqui, assim como na adição, a subtração de duas matrizes só pode ocorrer se elas tiverem o mesmo número de linhas e de colunas. Problema 3) Na matriz C, a 1ª linha indica a quantidade tecido (em metros quadrados), e a 2ª, a de botões utilizados na confecção de 3 modelos diferentes de camisa, correspondentes a cada uma das colunas. Escreva a matriz que indica a quantidade necessária desses materiais para a confecção de 50 camisas de cada modelo. Estimular a turma para a solução deste problema e levá-los a entender (caso seja necessário) que basta multiplicar o 50 por todos os elementos da matriz C para encontrar o resultado. Em seguida é necessário pontuar com eles o significado dos resultados obtidos. Agora, já é possível entrar com as definições de adição, subtração e multiplicação de matrizes. Adição de matrizes: Dadas duas matrizes do mesmo tipo, e, a soma de A com B (A + B) é a matriz, em que. Ex: Matriz oposta: Seja a matriz. Chama-se oposta de A à matriz representada por A, tal que, sendo uma matriz nula do tipo m x n. Observe que a matriz A é obtida de A trocando-se o sinal de cada um de seus elementos.
9 Ex: Se, então Subtração de matrizes: Dadas duas matrizes do mesmo tipo, e, chama-se diferença entre A e B (A B) a matriz soma de A com a oposta de B, isto é: Ex: Multiplicação de um número real por uma matriz: Seja a matriz e k um número real. O produto de k pela matriz A (ou seja, k. A) é a matriz, em que. Ou seja, B é obtido de A multiplicando-se cada um dos elementos de A por k. Ex: Se, então Exercícios de fixação do livro didático para explorar a soma, subtração e multiplicação por um escalar de matrizes.
10 Atividade 3 HABILIDADE RELACIONADA: H33 - Efetuar cálculos envolvendo as operações com matrizes; Resolver problemas utilizando matrizes e linguagem matricial; PRÉ-REQUISITOS: Definição de matrizes, operações elementares com números reais. TEMPO DE DURAÇÃO: 100 minutos. RECURSOS UTILIZADOS: Folha de atividades, lápis, borracha e livro didático. ORGANIZAÇÃO DA TURMA: Individual. OBJETIVOS: Desenvolver as habilidades relacionadas às operações com matrizes (multiplicação de uma matriz por outra); resolver problemas utilizando matrizes e linguagem matricial. METODOLOGIA: Será proposto um novo problema à turma, onde eles serão levados a raciocinar sobre como se efetua a multiplicação de duas matrizes. Problema 4) Um restaurante oferece três opções de refeição para viagem: pequena, média e grande. Veja nas tabelas a quantidade de refeições vendida nesse restaurante durante dois dias e o preço de cada uma delas. Quantidade de refeições vendida Pequena Média Grande Sexta-feira Sábado Preço das refeições (R$) Pequena 8 Média 10 Grande 15 Use o espaço abaixo para representar esses valores em forma de matriz: Como faremos para descobrir quanto esse restaurante arrecadou com a venda das refeições na 6ª feira e no sábado? Agora, complete a tabela abaixo, e represente-a em forma de matriz, com os valores que você encontrou. Sexta-feira Sábado Arrecadação (R$) Neste momento espera-se que os alunos percebam que estes valores são obtidos com a multiplicação dos valores das linhas da 1ª tabela pelos valores da coluna da 2ª tabela. Explique aos alunos que para efetuarmos multiplicações entre matrizes usamos esse mesmo raciocínio. Atente-os para o fato
11 de que a ordem da matriz C (arrecadação) obtida corresponde ao número de linha de A (quantidade vendida) e ao número de colunas de B (preço unitário). E principalmente, observe que o número de colunas de A é igual ao de linhas de B. De maneira geral: Dadas a matriz do tipo m x n e a matriz do tipo n x p, o produto de A por B é a matriz do tipo m x p, em que cada elemento c ij é a soma dos produtos dos elementos da linha i de A pelos elementos da coluna j de B, tomados ordenadamente. Indicamos o produto dessas matrizes por A. B ou AB. O produto AB de duas matrizes só é possível se o número de colunas de A for igual ao número de linhas de B. Dessa forma, a matriz C terá o mesmo número de linhas de A e o mesmo número de colunas de B: Ex: Dadas as matrizes e, determine o valor de AB. Resolver este exemplo com os alunos chamando a atenção para o exemplo do problema 4 que foi dado. Neste momento os alunos têm muita dificuldade e costumam multiplicar a 1º elemento da linha da 1ª tabela por todos os elementos da coluna da 2ª tabela. OBS: Existem situações em que A. B = B. A, mas de modo geral A. B B. A. Exercícios de fixação do livro didático para explorar a multiplicação de duas matrizes.
12 Atividade 4 HABILIDADE RELACIONADA: H33 - Efetuar cálculos envolvendo as operações com matrizes; Resolver problemas utilizando matrizes e linguagem matricial; PRÉ-REQUISITOS: Operações com matrizes e resolução de sistemas de equação do 1º grau. TEMPO DE DURAÇÃO: 200 minutos. RECURSOS UTILIZADOS: Lápis, borracha e folhas de papel sulfite. ORGANIZAÇÃO DA TURMA: Grupo de até 3 alunos. OBJETIVOS: Reconhecer uma aplicação prática da inversa de uma matriz; praticar a multiplicação de matrizes e a obtenção de uma matriz; conhecer princípios básicos da criptografia; trabalhar com operações e propriedades das matrizes por meio da codificação e decodificação de mensagens. METODOLOGIA: Antes de iniciar a problemática acerca das matrizes inversas é necessário revisar com os alunos a resolução de sistemas de equações do 1º grau. A maioria dos alunos chega ao 2º ano do ensino médio sem lembrar como se resolve este tipo de problema, o que torna inviável prosseguir sem uma revisão do conteúdo. Para isso, abaixo seguem alguns exemplos que podem ser trabalhados juntamente com a turma. Caso haja a necessidade, é melhor perder um pouco mais de tempo e oferecer à turma a oportunidade de exercitar outros exemplos sozinhos, do que entrar em inversas sem que eles próprios consigam resolver um sistema. Ex: Resolva os sistemas abaixo: a) b) c) Exemplos extras, caso haja necessidade: d) e) f) Matriz inversa: Qual é o número pelo qual devemos multiplicar o número 7 para que resulte o próprio número 7? O número 1 é a resposta pois 7. 1 = 1. 7 = 7. Qualquer número real multiplicado pelo número 1 resulta no próprio número. E em matrizes, isto também acontece, ou seja, existe uma matriz que ao ser multiplicada por outra dê a própria matriz? Que matriz é essa? Para responder a esta pergunta vamos resolver à seguinte proposição: I Dadas as matrizes A e B abaixo efetue as seguintes operações: a) AI b) IA
13 c) BI d) IB Neste momento é preciso chamar a atenção do aluno para que AI = IA e que BI = IB. Atenção: o nosso interesse pela matriz identidade de ordem n, isto é I n, está ligado ao produto de matrizes quadradas quando, sendo A uma matriz também de ordem n. Agora precisamos responder uma outra questão: Dada uma matriz quadrada A de ordem n, qual a matriz quadrada B, de mesma ordem, tal que A. B = B. A = I n? Na busca de resposta para essa questão vamos considerar o seguinte exemplo: Ex: Obtenha uma matriz quadrada B, de ordem 2, tal que A. B = I 2, onde SOLUÇÃO: Como não conhecemos a matriz B, vamos representar seus elementos por a, b, c, d, isto é e Assim, A. B = I Pela igualdade dessas matrizes, temos: 5a 2c = 1 5b 2d = 0 7a + 3c = 0 7b + 3d = 1 Pela resolução dos sistemas abaixo, encontramos: a = 3 e c = 7 b = 2 e d = 5 Portanto a matriz procurada é: Agora, responda às seguintes questões: a) No exemplo anterior A. B = B. A? SOLUÇÃO: Sim, o aluno deverá verificar B. A = I b) Qual é o inverso do número 3,2? SOLUÇÃO: O inverso de 3,2 é o número x tal que x. 3,2 = 1, isto é, x = 0,3125 c) Qual é a matriz B tal que A. B = I 2, sendo? SOLUÇÃO: Os sistemas formados para obter os elementos de B é impossível. Logo, não existe matriz B que satisfaça A. Resumindo:
14 Dada uma matriz quadrada A de ordem n, se B é uma matriz de mesma ordem que A tal que A. B = B. A = In, então B será a matriz inversa de A, e A é dita inversível. A matriz B, nessas condições, é representada por A -1. Logo A. A -1 = A -1. A = I n Agora, proponha à turma o seguinte: Desafio: Cada equipe (de até 3 alunos) deve selecionar uma senha de quatro algarismos. Imagine que cada grupo represente um banco que precisa preservar as senhas de seus clientes. Forme uma matriz quadrada de ordem 2 a partir da senha escolhida, representando os dois algarismos na 1ª linha e os dois últimos na 2ª linha. Por exemplo, com a senha 2509 podemos formar a matriz: Coloque na lousa uma matriz 2 x 2 inversível; digamos: Explique aos alunos que essa matriz, chamada matriz chave para decifrar códigos e senhas, só é conhecida pelo banco ou instituição responsável pela integridade e sigilo das informações de seus clientes. Peça aos alunos que multipliquem S por X. No exemplo sugerido acima, Essa matriz será chamada matriz transmitida. Proponha aos alunos o seguinte problema: Como podemos recuperar a senha do cliente, se só conhecemos a matriz chave e a matriz transmitida? Resposta: Os alunos deverão concluir que é preciso multiplicar, à direita de S. X, pela inversa de X (X -1 ) a fim de obter, de volta, a matriz S e, consequentemente, recuperar a senha do cliente. De fato: (S. X). X -1 = S. (X. X -1 ) = S. I 2 = S Assim, é preciso determinar, inicialmente, a inversa de X. De, segue que: a = 1, b =, c = 2 e d =. Assim, Devemos então multiplicar, à direita de S. X, por X -1 : Logo, a senha recuperada é Exercícios de fixação do livro didático para explorar o cálculo da inversa de uma matriz qualquer.
15 Atividade 5 HABILIDADE RELACIONADA: H32 Calcular o determinante de matrizes quadradas de ordem 2 ou 3. PRÉ-REQUISITOS: Conhecimentos mínimos em manipulação de softwares e coordenadas no plano cartesiano. TEMPO DE DURAÇÃO: 200 minutos. RECURSOS UTILIZADOS: Caderno de atividades, livro didático, lápis, borracha e computador do colégio com acesso à internet, papel milimetrado e cola. ORGANIZAÇÃO DA TURMA: Individual (em sala de aula) e em dupla (no laboratório de informática). OBJETIVOS: Compreender o conceito de determinante de uma matriz; obter o determinante de matrizes de ordens 1, 2, e 3; compreender como os determinantes podem ser usados para o cálculo da área de figuras planas, e aplicá-lo. METODOLOGIA: Para o estudo dos determinantes serão usadas atividades da coleção do site M 3 Matemática Multimídia, desenvolvido pela Unicamp para o Ensino Médio de Matemática, no link Porém, para a realização destas atividades será necessário que previamente o aluno já sabia encontrar o determinante de ordem 2. Desta forma, antes de ir para o laboratório, ainda em sala de aula, algumas atividades se fazem necessárias, conforme a seguir. Matrizes e Determinantes: Dentre tantas aplicações dos determinantes, uma que podemos destacar é para o cálculo de figuras planas. É claro que para as figuras regulares isso pode ser facilmente feito através das fórmulas que aprendemos no ensino fundamental. Como os exemplos abaixo: Para um polígono de muitos lados e irregular, esse processo pode ficar mais complicado. Entretanto é fácil verificar que um polígono convexo pode ser decomposto em diversos triângulos e que a área do polígono é dada pela soma das áreas dos triângulos nos quais ele está dividido.
16 Assim, basta nos preocuparmos em como calcular a área dos triângulos que saberemos a área do polígono em questão. E é aí que os determinantes podem nos ajudar. Para isso, precisamos primeiramente dominar o processo do cálculo do determinante de uma matriz. Determinantes: Regras práticas: Seja A uma matriz quadrada de ordem n. Chama-se determinante da matriz A, e se indica por det A, o número obtido a partir de operações efetuadas com os elementos de A, de acordo com as seguintes regras: Se A é de ordem n = 1 (A possui um único elemento), então det A é igual ao elemento de A. Ex: Se A = (5) det A = 5 Se A é de ordem n = 2, então det A é igual à diferença entre o produto dos elementos da diagonal principal de A e o produto dos elementos de sua diagonal secundária. diagonal secundária diagonal principal Ex: Se Usualmente, o determinante de uma matriz é colocado entre duas barras verticais. Se A é de ordem n = 3, utilizaremos o seguinte procedimento para obter o valor de det A: 1º) copiamos ao lado da matriz A as suas duas primeiras colunas; 2º) multiplicamos os elementos da diagonal principal de A. Seguindo a direção da diagonal principal, multiplicamos, separadamente, os elementos das outras duas diagonais ; 3º) multiplicamos os elementos da diagonal principal de A, trocando o sinal do produto obtido. Seguindo a direção da diagonal secundária, multiplicamos, separadamente, os elementos das outras duas diagonais, também trocando o sinal dos produtos; 4º) somamos todos os resultados obtidos no 2º e no 3º passos. Esse procedimento é conhecido como Regra de Sarrus. Ex: Vamos calcular o determinante da matriz. Resolver esse determinante com a turma e observar para que eles não se esqueçam de trocar os sinais dos produtos das diagonais secundárias, ao invés dos sinais das diagonais principais. Outro problema recorrente é a confusão que eles fazem com a multiplicação dos sinais e sua respectiva troca. Logo após, é preciso levar os alunos para o laboratório de informática para que eles possam interagir com o software Determinantes e Polígonos, da coleção M 3 Matemática Multimídia. Site
17 Nele, os alunos poderão ter uma ideia melhor de como o cálculo dos determinantes pode ser útil. É importante que nos exercícios que serão feitos em sala, também sejam contempladas questões que envolvam a área de figuras planas irregulares. Para isso, peça aos alunos que usem o papel milimetrado para marcar os pontos do polígono e em seguida, traçá-lo. Exercícios de fixação do livro didático para explorar o cálculo de determinantes e de áreas de figuras planas irregulares.
18 Atividade 6 HABILIDADE RELACIONADA: H32 Calcular o determinante de matrizes quadradas de ordem 2 ou 3. H33 Efetuar cálculos envolvendo operações com matrizes. PRÉ-REQUISITOS: Domínio dos conteúdos sobre matrizes e determinantes. TEMPO DE DURAÇÃO: 100 minutos. RECURSOS UTILIZADOS: Folha de atividades, caneta, lápis e borracha. ORGANIZAÇÃO DA TURMA: Individual. OBJETIVOS: Resolver questões práticas sobre matrizes e determinantes. METODOLOGIA: Aplicar a avaliação abaixo, que contém questões antigas do Saerjinho e alguns problemas práticos sobre matrizes e determinantes. Após, avaliar os pontos que os alunos ainda não conseguiram dominar, a fim de selecionar os de maior escala e pontuar com eles problemas encontrados. Questão 1) Questão 2)
19 Questão 3) Questão 4) Questão 5) Gabarito: A E; 2 C; 3 B; 4 A; 5 A Questão 6)
20 A tabela abaixo mostra as notas obtidas pelos alunos A, B e C nas provas de Português, Matemática e Conhecimentos Gerais em um exame de vestibular. Se os pesos das provas são 7 (em Português), 6 (em Matemática) e 5 (em Conhecimentos Gerais), qual a multiplicação de matrizes que permite determinar a pontuação final de cada aluno? Determine a pontuação de cada um. SOLUÇÃO: A pontuação final do aluno A é: = 99. A pontuação final do aluno B é: = 91. A pontuação final do aluno C é: = 147. A multiplicação matricial é: Questão 7) As tabelas a seguir indicam o número de faltas de três alunos (A, B e C) em cinco disciplinas (Português, Matemática, Biologia, História e Física, representadas por suas iniciais), nos meses de março e abril. Março P M B H F Aluno A Aluno B Aluno C Abril P M B H F Aluno A Aluno B Aluno C a) qual tabela indica o número de faltas desses alunos no 1º bimestre? b) no primeiro bimestre, qual aluno teve o maior número de faltas em Português? E em Matemática? E em História? SOLUÇÃO: a) b) C; C; A Março e Abril P M B H F Aluno A Aluno B Aluno C Questão 8) Verifique se é inversa de. SOLUÇÃO: e
21 AVALIAÇÃO O processo de avaliação é um dos momentos mais importantes no processo de ensinoaprendizagem, pois é neste momento que o professor tem condições de detectar os problemas que os alunos vêm enfrentando e, assim, poder ajudá-los. Por isso é de extrema importância que a avaliação se dê a todo o momento. Tanto na hora da explicação do conteúdo, com a participação do aluno, através de questionamentos à turma, inclusive nominalmente quando for preciso, quanto indo de mesa em mesa, observando as dificuldades que eles enfrentam na realização dos exercícios, orientando-os. No desafio da pg 6 é preciso acompanhar os alunos e verificar se eles não estão apenas virando o desenho e sim transpondo as linhas em colunas. É importante pontuar esta questão com a turma, caso eles estejam fazendo confusão. No desafio da pg 14 é preciso ir de mesa em mesa acompanhando a sua resolução. Neste momento é possível perceber se os alunos estão tendo problemas, por exemplo, com a multiplicação das matrizes. Com a atividade de interação com o software (pg 16) é possível avaliar se os alunos já são capazes de encontrar o determinante de matrizes de ordem 2. Caso isso não aconteça, é necessário corrigir os problemas encontrados, juntamente com os alunos. A atividade 6 (pg 18) faz-se necessária para detectar as dificuldades dos alunos na resolução de exercícios e problemas envolvendo matrizes e determinantes. Quando o professor for corrigir a avaliação, é importante não fazer a correção dos erros diretamente na folha de atividades. Isto precisa ser feito em um novo momento, juntamente com a turma, onde cada aluno poderá ver seu próprio erro e corrigi-lo. O professor precisa pontuar no quadro, além dos erros mais freqüentes, aqueles que também achar de maior relevância. Outro instrumento capaz de complementar esta avaliação é o Saerjinho. É interessante separar um dia para a correção das suas questões junto com a turma, a fim de que todos possam observar onde estão errando.
22 BIBLIOGRAFIA IEZZI, Gelson. et al. Matemática: Ciência e Aplicações. Ensino Médio - 6 ed. São Paulo: Saraiva, v. LONGEN, Adilson. Coleção Nova Didática: Matemática: Ensino Médio. Curibiba: Positivo, v. PIMENTEL, Elaine Gouvêa. Matrizes e determinantes. DMAT/UFMG, Disponível em: Acesso em: 14 ago RIBEIRO, Jackson. Matemática: Ciência, Linguagem e Tecnologia. Ensino Médio. São Paulo: Scipione, v. ROTEIROS DE AÇÃO: Campo Conceitual 1: Matrizes e Determinantes. Projeto Seeduc: Formação Continuada, Disponível em: Acesso em: ago SAERJ: Saerjinho. Disponível em: Acesso em: 20 ago SOUZA, Joaquim. Coleção Novo Olhar: Matemática. Ensino Médio. São Paulo: FTD, v. UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE. Matrizes e Imagens Digitais: Matrizes e Imagens Binárias Disponível em: Acesso em 16 e 17 ago
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