INFORME ECONÔMICO 9 de outubro de 2015

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1 Aug-10 Feb-11 Aug-11 Feb-12 Aug-12 Feb-13 Aug-13 Feb-14 Aug-14 Feb-15 Aug-15 INFORME ECONÔMICO RESENHA SEMANAL E PERSPECTIVAS Alta de juros nesse ano ainda é o cenário base do FED. No Brasil, a inflação não dá sinais de arrefecimento. Nos EUA a ata da última reunião do FED revelou que a alta dos juros nesse ano permanece como cenário base para o comitê, a despeito do acréscimo de incertezas. De modo geral, apesar do reconhecimento de que o mercado de trabalho e o crescimento econômico permanecem com desempenho acima do esperado, os membros do comitê avaliaram que a perspectiva para a atividade se tornou mais incerta. Nesse caso, os efeitos do fortalecimento do dólar sobre a economia surgem como um dos elementos principais dessa indefinição. Por outro lado, o argumento central daqueles membros que se posicionaram de modo mais enfático pela postergação do aumento de juros pelo FED residiu na preocupação com as pressões baixistas sobre o cenário de inflação. Embora reconheçamos que a partir desses posicionamentos a comunicação se mostre menos contundente do que o esperado para um Banco Central prestes a iniciar o processo de normalização da política monetária, mantemos a perspectiva do aumento de juros na reunião de dezembro em virtude do aquecimento da demanda doméstica e do aperto no mercado de trabalho. Em termos de dados econômicos, vale mencionar que o déficit comercial teve ampliação de US$ 41,8 bilhões para US$ 48,3 bilhões entre julho e agosto. Apesar do déficit expressivo, o saldo negativo é inferior ao divulgado preliminarmente. Ainda assim a queda de 2% nas exportações de bens e serviços e o aumento de 1,2% nas importações seguem contribuindo negativamente para o PIB do terceiro trimestre EUA: Balança comercial (US$ Bi, acumulado 12 meses) Fonte: BEA Na Zona do Euro, os indicadores de confiança de setembro revelaram que a recuperação da atividade se manteve no trimestre. A leitura final do PMI em setembro cedeu de 53,9 para 53,6 pontos. Em sua composição o indicador mostrou que o segmento de serviços concentrou a piora (de 54 para 53,7 pontos), já que a manufatura ficou estável em 52 pontos. Entre os países, Alemanha, Itália e Espanha tiveram piora na leitura de seus indicadores, enquanto a França teve seu indicador revisado para cima. A média do indicador composto no terceiro trimestre ficou em 53,9, acima da média de 53,6 pontos no primeiro semestre, com avanço consistente tanto na indústria como nos serviços. Essa mesma análise aplicada ao Reino Unido mostra um quadro um pouco diferente. O PMI composto do país recuou de 55,2 para 53,3 pontos, encerrando o trimestre com média de 55 pontos, abaixo do desempenho do primeiro semestre (57,2). Essa recente piora na perspectiva de crescimento do país joga a favor daqueles que advogam pela postergação do aumento de juros pelo Banco Central 1

2 jan-10 jul-10 jan-11 jul-11 jan-12 jul-12 jan-13 jul-13 jan-14 jul-14 jan-15 jul-15 INFORME ECONÔMICO da Inglaterra (BoE). Em sua última reunião o BoE manteve inalterado o seu programa de política monetária e atenuou os possíveis impactos sobre a inflação do câmbio mais depreciado e da recente aceleração dos salários. 65 Zona do Euro - PMI Composto ,1 53,6 51, Fonte: Markit, BRAM Zona do Euro Alemanha França Na Ásia, o Banco Central do Japão (BoJ) manteve a política monetária inalterada, conforme o esperado. O BoJ decidiu continuar com a ampliação da base monetária em 80 trilhões ienes, assim como continuou com a avaliação de que a economia japonesa se recupera em ritmo moderado. Como riscos no cenário projetado, o BoJ destacou a perda de força da economias emergentes, a evolução da inflação na Zona do Euro e a recuperação da economia norte americana. Diante da frustração com últimos dados de atividade e com o patamar atual da inflação distante da meta estipulada pelo BoJ, a expectativa é a de que ainda em 2015 a autoridade monetária japonesa amplie o seu programa de compra de títulos. Ainda no contexto externo, o relatório trimestral do FMI renovou a preocupação com o crescimento desbalanceado da economia global. A previsão de crescimento do PIB mundial em 2015 foi revisada de 3,3% para 3,1%. Nessa mesma direção, o crescimento para 2016 foi reduzido de 3,8% para 3,6%. Segundo o FMI, as economias avançadas devem crescer 2,0%, desempenho 0,2p.p acima do ano passado, enquanto os emergentes devem desacelerar seu crescimento de 4,6% para 4,0% em Esse será o quinto ano consecutivo de desaceleração desse grupo de países. Na avaliação do FMI o cenário pouco construtivo para as commodities, a pressão sobre as moedas e a volatilidade nos mercados adicionam risco baixista para a economia global, em especial para os países emergentes. Países Mundo Avançados Estados Unidos Zona do Euro Japão Emergentes Fonte: FMI (WEO/out15) Projeções Mudança (p.p) nas projeções em relação à jul/15 Rússia China Índia Brasil

3 mar-08 set-08 mar-09 set-09 mar-10 set-10 mar-11 set-11 mar-12 set-12 mar-13 set-13 mar-14 set-14 mar-15 set-15 abr-09 set-09 fev-10 jul-10 dez-10 mai-11 out-11 mar-12 ago-12 jan-13 jun-13 nov-13 abr-14 set-14 fev-15 jul-15 INFORME ECONÔMICO No Brasil, o IPCA de setembro atingiu 9,49% em termos anuais, ante variação de 9,53% em agosto. Na margem, a inflação acelerou para 0,54%, resultado bem acima da variação de agosto (0,22%), e das estimativas do mercado (0,52%) e BRAM (0,50%). A aceleração frente a agosto contou com a pressão no grupo de alimentos, transportes e vestuário. No lado dos preços administrados, a inflação acelerou de 0,32% para 0,92% no período. As medidas de qualidade da inflação também mostraram piora nessa última leitura. Enquanto o índice de difusão saltou de 65,1% para 66,5%, a média dos núcleos da inflação (exclui itens voláteis) acelerou de 8,32% para 8,40% no período. Outro ponto interessante que mostra esse quadro de deterioração é o fato de seis dos nove grupos que compõem o IPCA estarem com inflação acima de 8,0% no acumulado em doze meses. Considerando a trajetória da inflação no atacado, essa dinâmica inflacionária deverá persistir. O Índice Gera de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI) acelerou de 0,40% para 1,42% entre agosto e setembro, movimento derivado da maior pressão sobre alimentos in natura e itens influenciados pela depreciação cambial. No acumulado em doze meses, o IGP-DI acumula alta de 9,31%. Nesse contexto estimamos que o IPCA deverá encerrar o ano com variação de 9,8%. Para o próximo ano, a inflação medida pelo IPCA deverá se manter em patamar elevado e encerrar o ano em 6,3%. 20,0% 15,0% 10,0% 5,0% 0,0% IPCA (12 meses) (decomposição) 16,34% 8,15% 7,47% 4,00% 80% 75% 70% 65% 60% Índice de Difusão (%) - IPCA 67,6% 66,5% 65,8% -5,0% 55% -10,0% Fonte: IBGE, BCB 50% 45% Fonte: IBGE, BRAM Livres Administrados Bens Duráveis Serviços Na próxima semana, teremos a divulgação dos dados de atividade (vendas no varejo e produção industrial) e inflação nos EUA. A inflação também será destaque na China e na Zona do Euro. No Brasil, teremos a divulgação dos dados de vendas no varejo, que deverão registrar contração de 0,6% na margem para as vendas restritas, e do índice de atividade mensal calculado pelo Banco Central, ambos para o mês de agosto. 3

4 INFORME ECONÔMICO INDICADORES DE MERCADO Estrutura a Termo de Juros no Brasil (Vértices DI) - % DI Jan16 DI Jan17 DI Jan Yield da NTN-B (%) NTN-B 2017 NTN-B out-15 2-out-15 9-out-15 2-out-15 Moedas¹ Cotação Variação Semanal Mês Ano 12 Meses Franco Suíço % -4.5% 3.3% -0.7% Euro % 0.6% -6.1% -10.5% Libra % 1.7% -1.7% -5.0% Dolar Canadense % 1.7% 10.3% 13.6% Dolar Australiano % -5.7% -10.4% -16.6% Rublo Russo % 11.3% -1.5% -53.7% Iene (Japão) % -2.4% -0.4% -11.5% Yuan (China) % -1.5% -2.3% -3.5% India % -4.6% -2.7% -6.0% Real % -40.0% -41.4% -56.6% Peso Chileno % -6.8% -11.8% -14.3% Peso Mexicano % -9.9% -11.5% -22.4% Peso Colombiano % -17.6% -20.7% -40.3% Sol Peruano % -5.0% -7.8% -10.5% Lira Turca % -19.3% -24.7% -28.3% Bangladesh Taka % -0.4% 0.2% -0.5% Commodities, Juros e Risco Cotação Variação Semanal Mês Ano 12 Meses CRB % -5% -9% -15% CRB (em Reais) % 34% 30% 33% Petróleo BRENT % -14% -20% -47% Libor USD 3m % 6% 9% Libor EUR 3m % -13% -13% Título 10 anos Itália % -20% -62% Título 10 anos Alemanha % 7% -29% Título 10 anos EUA % -7% -21% CDS Brasil 5 anos VIX Bolsas² Cotação Variação Semanal Mês Ano 12 Meses S&P 500 Index 2, % 0.92% -2.22% 4.41% Dow Jones 17, % -0.43% -4.11% 2.59% CAC (França) 4, % 2.11% 10.03% 13.52% DAX (Alemanha) 10, % -5.59% 2.97% 12.12% FTSE 100 (Inglaterra) 6, % -4.94% -2.28% -0.24% Nikkei 225 (Japão) 18, % 4.32% 5.66% 19.12% Shangai (China) 3, % -0.89% -1.63% 33.28% Ibovespa 49, % 4.77% -1.72% % Dados atualizados às 16:00 (1) Variações positivas das moedas significam valorização em relação ao dólar (2) Índices acionários medidos em moeda local 4

5 INFORME ECONÔMICO CALENDÁRIO E PROJEÇÕES Data Evento País Período BRAM Consenso Anterior 12/10 até 16/10 - Balança Comercial Mensal China Set -- USD 47,90 Bi USD 60,24 Bi - Criação de empregos formais - CAGED Brasil Set mil - 86,5 mil - Arrecadação Federal Brasil Set m - IBC-Br (M/M) Brasil Ago % -0.02% Terça 13-out 06:00 Índice ZEW de Sentimento Econômico Z. Euro Out :00 Confiança do Pequeno Empresário - NFIB EUA Set :30 Preços ao Consumidor - CPI (A/A) China Set % 2.00% 22:30 Preços ao Produtor - PPI (A/A) China Set % -5.90% Quarta 14-out 06:00 Produção Industrial (M/M s.a.) Z. Euro Ago % 0.60% 09:00 Vendas no Varejo (M/M) Brasil Ago -0.60% -0.60% -1.00% 09:00 Vendas no Varejo (Y/Y) Brasil Ago % -3.50% 09:30 Vendas no Varejo (M/M) EUA Set % 0.20% 15:00 FED publica o "Beige Book" EUA Quinta 15-out 09:30 Empire Manufacturing EUA Out :30 Preços ao Consumidor - CPI (M/M) EUA Set % -0.10% Sexta 16-out 06:00 Preços ao Consumidor - CPI Núcleo (A/A) Z. Euro Set % 0.90% 08:00 IGP-10 (M/M) Brasil Out % 0.61% 10:15 Produção Industrial (M/M a.s.) EUA Set % -0.40% 10:15 Utilização da capacidade instalada EUA Set % 77.60% Projeções Macroeconômicas - BRAM PIB (% ao ano) 7.6% 3.9% 1.8% 2.7% 0.1% -3.0% -1.2% Taxa de Inflação - IPCA (% a.a.) 5.9% 6.5% 5.8% 5.9% 6.4% 9.8% 6.3% Taxa de Inflação - IGP-M (% a.a.) 11.3% 5.1% 7.8% 5.5% 3.7% 8.8% 6.4% Taxa Selic (final do ano) 10.75% 11.00% 7.25% 10.00% 11.75% 14.25% 13.75% Taxa Selic (média do ano) 10.00% 11.75% 8.46% 8.44% 11.02% 13.58% 14.21% R$/US$ média do ano R$/US$ final do ano (Média - Mês de Dezembro) Exportações (US$ bilhões) Importações (US$ bilhões) Balança Comercial (US$ bilhões) Balanço em Conta-Corrente (US$ bilhões) Balanço em Conta-Corrente (% do PIB) Superávit Primário (% PIB) Dívida Líquida (% PIB) Dívida Bruta (% PIB)

6 INFORME ECONÔMICO FERNANDO HONORATO BARBOSA Economista-chefe ANDRE NASCIMENTO NOGGERINI DANIEL XAVIER FRANCISCO HUGO RIBAS DA COSTA JOSE LUCIANO DA SILVA COSTA THIAGO NEVES PEREIRA Tel.: Material produzido em 09/10/2015 às 15h00 Outras edições estão disponíveis no Site: item Informações aos Investidores / Nossa visão / Informativos de Macroeconomia. As opiniões, estimativas e previsões apresentadas neste relatório constituem o nosso julgamento e estão sujeitas a mudanças sem aviso prévio, assim como as perspectivas para os mercados financeiros, que são baseadas nas condições atuais de mercado. Acreditamos que as informações apresentadas aqui são confiáveis, mas não garantimos a sua exatidão e informamos que podem estar apresentadas de maneira resumida. Este material não tem intenção de ser uma oferta ou solicitação de compra ou venda de qualquer instrumento financeiro. BRAM - Bradesco Asset Management é a empresa responsável pela atividade de administração de recursos de terceiros do Banco Bradesco S.A. BRAM - Bradesco Asset Management - Todos os direitos reservados. 6

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