Técnicas Multivariadas em Saúde
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- Heloísa Leila Henriques Prado
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1 Roteiro Técnicas Multivariadas em Saúde Lupércio França Bessegato Dep. Estatística/UFJF 1. Introdução 2. Distribuições de Probabilidade Multivariadas 3. Representação de Dados Multivariados 4. Testes de Significância c/ Dados Multivariados 5. Análise de Componentes Principais 6. Análise Fatorial 7. Análise de Agrupamentos 8. Análise de Correlação Canônica 9. Referências 1 2 Objetivo Principal Análise de Correlação Canônica 3 Estudar as relações lineares existentes entre dois conjuntos de variáveis Pode ser usada para a análise de interdependência Exemplo: Conjunto de variáveis medindo traços da personalidade de estudantes do ensino médio Conjunto de variáveis medindo seus interesses vocacionais 4 Prof. Lupércio F. Bessegato 1
2 Idéia Básica Resumir a informação de cada conjunto de variáveis em combinações lineares Uma combinação do primeiro conjunto e uma combinação do segundo conjunto Critério para escolha dos coeficientes das combinações Maximização da correlação entre os dois conjuntos de variáveis Variáveis canônicas: As combinações lineares dos conjuntos de variáveis Correlações canônicas: Correlação entre as variáveis canônicas Mede o grau de associação entre os dois conjuntos de variáveis 5 6 Às vezes somos capazes de distinguir entre os dois conjuntos: Variáveis dependentes Conjunto de variáveis que estamos interessados em explicar Variáveis independentes: Variáveis explanatórias Análise de correlações canônicas difere da análise de componentes principais e análise fatorial Essas tratam apenas das situações em que se têm um único conjunto de variáveis Análise de correlações canônicas: Busca de pares de variáveis canônicas que podem explicar muito da interdependência entre dois conjuntos de variáveis Análise de componentes principais: Busca de um pequeno número de componentes que possa explicar muito da variância 7 8 Prof. Lupércio F. Bessegato 2
3 Modelo Teórico Modelagem Suponha dois vetores aleatórios: X px1, com vetor de médias µ X (px1) e matriz de covariâncias Σ X (pxp) Y qx1, com vetor de médias µ Y (qx1) e matriz de covariâncias Σ Y (qxq) 9 10 Matriz de covariâncias dos dois vetores aleatórios Σ XY : matriz das covariâncias entre as variáveis aleatórias de X e de Y Dimensão pxq Σ YX = Σ XY Mesmo procedimento é válido para a matriz de correlações Quando p e q são grandes há uma maior dificuldade em interpretar todos os elementos da matriz Σ XY conjuntamente Proposta Relações existentes entre os vetores X e Y são estudadas por meio da análise de combinações lineares desses vetores Combinações são construídas de maneira a se tornarem fortemente correlacionadas entre si Essas combinações são denominadas variáveis canônicas 12 Prof. Lupércio F. Bessegato 3
4 Procedimento Em cada estágio são construídas duas combinações lineares Uma em X e outra em Y A técnica assegura que as variáveis canônicas de um par são não correlacionadas com as de outro par Quantidade possível de variáveis canônicas: k = min(p, q) 13 Variáveis Canônica Teóricas 1º. par de variáveis canônicas: a 1 e b 1 são escolhidos para maximizar a correlação entre U 1 e V 1, com Var(U 1 ) = Var(V 1 ) = 1 2º. par de variáveis canônicas: a 2 e b 2 são escolhidos de modo que a correlação entre U 2 e V 2, seja maximizada no conjunto de combinações lineares de X e Y que não são correlacionas com U 1 e V 1 Var(U 1 ) = Var(V 1 ) = º. par de variáveis canônicas: a k e b k são escolhidos de maneira a maximizar a correlação entre U k e V k, as quais não são correlacionadas com as (k 1) primeiras variáveis canônicas Correlação canônica: Correlação entre as combinações lineares U i e V i, i=1, 2,..., min(p, q) Vetores de Coeficientes a k e b k são soluções do sistema de equações: λ k é o k-ésimo maior autovalor da matriz: (Σ XX 1 Σ XY Σ YY 1 Σ YX ) ou, equivalentemente de (Σ YY 1 Σ YX Σ XX 1 Σ XY ) ou seja, satisfaz as seguintes equações características: Prof. Lupércio F. Bessegato 4
5 Valor absoluto da correlação canônica entre U k e V k : As variáveis canônicas podem ser construídas para as variáveis padronizadas: com equações características: Ρ XX e Ρ YY : matrizes de correlações teóricas das variáveis dos vetores X e Y, respectivamente Ρ XY : matriz de correlações entre as variáveis que estão no vetor X e aquelas que estão no vetor Y Estimação das Variáveis Canônicas Sejam amostras aleatórias de tamanho n dos vetores X e Y Σ XX, Σ YY, Σ XY e Σ YX são estimadas por S XX, S YY, S XY e S YX, respectivamente Os sistemas de equações são resolvidos utilizando as matrizes amostrais Ρ XX, Ρ YY, Ρ XY e Ρ YX são estimadas pelas respectivas matrizes de correlações amostrais R XX, R YY, R XY e R YX. Exemplo (Mingoti, 2005) Estudo com 44 vendedores de empresa Variáveis: X 1 : desempenho nas vendas X 2 : desempenho nos lucros X 3 : captação de novos clientes Y 1 : desempenho em teste de habilidade escrita Y 2 : esempenho em teste de habilidade lógica Y 3 : desempenho em teste de habilidade social Y 4 : desempenho em teste de habilidade matemática Prof. Lupércio F. Bessegato 5
6 Matrizes de correlações amostrais: Pares de variáveis canônicas: Autovalores de (R XX 1 R XY R YY 1 R YX ) Z i e W j são as variáveis originais padronizadas Variáveis originais: Variável X 1 Desempenho vendas 24,76 1,87 X 2 Desempenho lucros 26,69 2,61 X 3 Captação novos clientes 25,69 1,19 Variável Y 1 Habilidade escrita 5,65 1,78 Y 2 Habilidade lógica 7,00 1,65 Y 3 Habilidade social 5,27 1,08 Y 4 Habilidade matemática 15,00 5,53 Score de indivíduo: Vendedor com: U i : pode ser interpretada como índice de desempenho global do vendedor V i : pode ser interpretada como índice de desempenho global do vendedor nos testes Prof. Lupércio F. Bessegato 6
7 Correlações canônicas: V 1 é a melhor combinação linear para predizer U 1 (ou vice-versa) V 1 é a combinação linear mais correlacionada com U 1. Corr(U 1, V 1 ) > 0 Candidatos com maiores scores V 1 seriam os melhores candidatos ao emprego Outras correlações canônicas: Conclusão: Estratégia de contratação: Submeter cada candidato aos quatro testes psicológicos e calcular seu escore V 1. Candidatos classificados de acordo com os valores de V Variáveis Canônicas e Originais Canonical loadings: Correlação das variáveis canônicas com as variáveis originais Exemplo (Mingoti, 2005) Estudo com 44 vendedores de empresa Prof. Lupércio F. Bessegato 7
8 Proporção da variância total explicada pelas variáveis canônicas (separadamente) Exemplo Estudo com 44 vendedores de empresa Variáveis canônicas do vetor X: Canonical loadings Variável X 1 Desempenho vendas 0,9793 0,0049 0,2023 0,9740 0,0043 0,0807 X 2 Desempenho lucros 0,9443 0,3291 0,0013 0,9392 0,2856 0,0005 X 3 Captação novos clientes 0,9589 0,1703 0,2269 0,9537 0,1478 0,0905 PVTE (%) 92,34 4,58 3, Variáveis canônicas do vetor Y: Canonical loadings Variável Y 1 Habilidade escrita 0,6009 0,2535 0,7047 0,5976 0,2200 0,2811 Y 2 Habilidade lógica 0,7795 0,1797 0,0164 0,7753 0,1559 0,0066 Y 3 Habilidade social 0,6899 0,5124 0,5104 0,6861 0,4447 0,2036 Y 4 Habilidade matemática 0,9468 0,2093 0,1307 0,9417 0,1816 0,0521 PVTE (%) 58,53 10,07 19,36 Inferência De maneira geral, correlações com as variáveis originais são maiores para o 1º. Par de variáveis canônicas e decrescem para os outros dois pares Prof. Lupércio F. Bessegato 8
9 Inferência para as Variáveis Canônicas Problema: Se os vetores X e Y entre si (ou não correlacionados) Análise canônica será inútil a k X e b k Y terão correlação zero para qualquer escolha de vetores a k e b k. Importante: Análise da matriz de covariâncias (correlações) cruzadas a fim de determinar se elas são próximas ou não da matriz nula Teste de Hipóteses Aproximado Teste aproximado para as matrizes de covariâncias e de correlação Válido apenas quando X e Y são normais multivariados Nesse caso, também é possível avaliar a significância das variáveis canônicas obtidas Teste assintótico Válido para amostras suficientemente grandes Hipóteses: H 0 : Σ XY = 0 pxq vs. H 1 : Σ XY 0 pxq. Estatística de teste: Teste da razão de verossimilhança Correção de Bartllet para amostras pequenas H 0 : Σ XY = 0 pxq vs. H 1 : Σ XY 0 pxq. Estatística de teste: Teste da razão de verossimilhança correção de Bartllet Distribuição amostral: Distribuição amostral: Prof. Lupércio F. Bessegato 9
10 Teste de Significância Teste para a significância das correlações canônicas: Suposição: X e Y são normais multivariadas e Σ XY 0 Objetivo: Testar se as m primeiras correlações canônicas são significativas As variáveis canônicas correspondentes seriam as mais importantes para a caracterização da informação dos dois conjuntos em estudo m < k = min(p, q) Hipóteses: Estatística de teste: Teste da razão de verossimilhança Distribuição amostral: Exemplo Estudo com 44 vendedores de empresa Supondo normalidade multivariada de X e Y. Teste para a matriz de correlações H 0 : Ρ XY = 0 3x4 vs. Ρ XY 0. Estatística de teste: Conclusão do teste: A matriz de correlações teóricas entre os vetores X e Y é diferente da matriz nula Ponto crítico: Rejeita-se H Prof. Lupércio F. Bessegato 10
11 Teste de significância das correlações canônicas Ρ XY 0. Hipóteses: Estatística de teste Conclusão: Há indicação para este problema que as duas correlações canônicas e, consequentemente os dois pares de variáveis canônicas são os mais importantes Ponto crítico: Não há evidência amostral para se rejeitar H Regressão Linear Múltipla Comentários Adicionais Relação entre as correlações canônicas e a regressão linear múltipla: Pode ser demonstrado que a regressão linear múltipla é um caso especial da análise de correlações canônicas Prof. Lupércio F. Bessegato 11
12 Considere o vetor: Y: variável resposta X i : variável explicativa, i = 1, 2,..., p n observações amostrais deste vetor Objetivo: Encontrar a combinação linear de [X 1, X 2,..., X p ] que tenha a maior correlação amostral com Y Solução por análise de correlações canônicas: A solução é a mesma obtida pela metodologia de mínimos quadrados ordinários Correlação canônica Tem a maior correlação com Y Exemplo Estudo com 44 vendedores de empresa Modelo de regressão linear Considerando as variáveis padronizadas Modelo de correlações canônicas Casos Particulares São casos particulares da análise de correlações canônicas: ANOVA univariada Análise discriminante Variáveis canônicas O melhor preditor de U 1 = Z 1 é a variável canônica V Prof. Lupércio F. Bessegato 12
13 Exemplo Aplicações Fatores Psicológicos e Acadêmicos Pesquisa com 3 variáveis psicológicas e 4 variáveis acadêmicas (escores padronizados de testes) e gênero, para 600 calouros universitários. Fonte: Dados: mmreg.csv Variáveis psicológicas: Controle: locus de controle (atribuição do indivíduo a responsabilidade por eventos em suas vidas) Conceito: auto-conceito Motivacao: motivação Variáveis acadêmicas: Leitura: Escrita: Matematica: Ciencia: Sexo: indicadora de mulher (0 = homem, 1 = mulher) 64 Objetivo Verificar como as variáveis psicológicas se relacionam com as variáveis acadêmicas e com sexo Interessa-se também verificar quantas variáveis canônicas (dimensões) são necessárias para entender a associação entre os dois conjuntos de dados 65 Prof. Lupércio F. Bessegato 13
14 Métodos que podem ser utilizados: Análise de correlações canônicas Regressões separadas de mínimos quadrados ordinários Cada variável em um conjunto de dados Não serão produzidos resultados multivariados e não haverá informação sobre dimensionalidade Regressão linear múltipla Opção razoável se não interesse em dimensionalidade Comandos em R Descritiva básica Sexo Feminino: 327 Masculino: Conjunto das variáveis psicológicas Conjunto das variáveis acadêmicas Variável Motivação é discreta Correlações moderadas entre as variáveis acadêmicas São as mesmas por sexo? Prof. Lupércio F. Bessegato 14
15 Scatter matrix plot das variáveis acadêmicas Estratificadas por Sexo Matriz de correlações R XX Aparentemente, as correlações por sexo não diferem muito entre si. R YY R Visualização da matriz de correlações Análise de correlações canônicas: Comandos em R: Correlações canônicas Prof. Lupércio F. Bessegato 15
16 Coeficientes canônicos: Cargas canônicas: Interpretação: Uma unidade de aumento no escore da variável Leitura diminui 0,046 na 1ª. variável canônica do conjunto 2 (V 1 ), mantidas constantes todas as outras variáveis Ser mulher leva a um decréscimo na 1ª. dimensão canônica (V 1 ), mantidos constantes os outros preditores Correlações entre as variáveis psicológicas observadas e as variáveis canônicas: Canonical loadings Variável X 1 Controle 0,9041 0,3897 0,1756 0,4192 0,0653 0,0183 X 2 Conceito 0,0208 0,7087 0,7052 0,0097 0,1187 0,0733 X 3 Motivação 0,5672 0,3509 0,7451 0,2632 0,0588 0,0775 PVTE (%) 38,0 25,9 36,1 Correlações entre as variáveis acadêmicas observadas e as variáveis canônicas: Canonical loadings Variável Y 1 Leitura 0,8404 0,3588 0,7047 0,3900 0,0601 0,0141 Y 2 Escrita 0,8765 0,0648 0,0164 0,4068 0,0109 0,0265 Y 3 Matemática 0,7639 0,2980 0,5104 0,3545 0,0499 0,0154 Y 4 Ciência 0,6584 0,6768 0,1307 0,3056 0,1134 0,0240 Y 5 Sexo 0,3641 0,7549 0,2304 0,1690 0,1265 0,0565 PVTE (%) 52,5 25,0 9,1 De maneira geral, correlações com as variáveis originais são maiores para o 1º. Par de variáveis canônicas e decrescem para os outros dois pares Prof. Lupércio F. Bessegato 16
17 Comentários Variável canônica é um tipo de variável latente Análoga aos fatores obtidos em Análise Fatorial Quantidade de variáveis canônicas é igual ao número de variáveis do conjunto menor O número de dimensões significantes pode ser menor No exemplo Há 3 dimensões canônicas, mas apenas as 2 primeiras são estatisticamente significativas O R não efetua diretamente teste de dimensões canônicas Teste de Dimensionalidade Canônica Teste de significância das dimensões canônicas Hipótese nula dos testes: Teste 1: Todas as dimensões são significantes? Teste 2: As dimensões 2 e 3 são significantes? Teste 3: A dimensão 3 é significante? Resultado: Resultados: Teste 1: Todas as dimensões são significantes? (F = 11,72) Teste 2: As dimensões 2 e 3 são significantes? (F = 2,94) Teste 3: A dimensão 3 é significante (F = 2,165) Conclusão: As dimensões 1 e 2 são significantes Prof. Lupércio F. Bessegato 17
18 Coeficientes Canônicos Padronizados Padronização dos coeficientes canônicos: Se variáveis do modelo tem desvios padrão muito diferentes Padronização de coeficiente permite comparações mais simples entre variáveis Interpretação é análoga Aumento de 1 desvio-padrão de Leitura diminui 0,45 desvio-padrão no score da 1ª. variável canônica (V 1 ), mantidas constantes todas as outras variáveis Teste de dimensões canônicas Tabela dos coeficientes canônicos padronizados: Indica que duas das três dimensões canônicas são estatisticamente significantes a um nível de 5% A dimensão 1 tem uma correlação canônica de 0,46 entre os dois conjuntos de variáveis Correlação canônica é 0,17 para a dimensão 2 86 Variáveis psicológicas: 1ª. dimensão fortemente influenciada por controle (0,84) 2ª. dimensão: autoconceito ( 0,84) e motivação (0,69) Variáveis acadêmicas e gênero 1ª. dimensão: leitura (0,45), escrita (0,35) e gênero (0,32) 2ª. dimensão: escrita (0,41), ciência (0,83) e gênero (0,54) 87 Prof. Lupércio F. Bessegato 18
19 Precauções com a Análise Exemplo Suposta a normalidade multivariada de ambos os conjuntos de variáveis Análise de correlações canônicas não é recomendada para pequenas amostras (Green, 1973) Solo e vegetação em Belize: Estudo dos fatores que influenciaram a locação de lugares maias pré-históricos. Amostra: 151 quadrados de 2,5 x 2,5 km, na região de Corozal, em Belize Fonte: Manly, B. J. F. Métodos estatísticos multivariados: uma aplicação, Dados: belize.csv Variáveis de solo: X 1 : % de solo com enriquecimento constante de calcário. X 2 : % de solo de prado com cálcio na água subterrânea X 3 : % de solo com matriz de coral sob condições de enriquecimento constante de calcário. X 4 : % de solos aluvial e orgânico adjacentes a rios e solo orgânico salino na costa. Variáveis de vegetação: Y 1 : % de floresta decídua estacional com ervas de folhas largas. Y 2 : % de floresta de locais altos e baixos coberta com água, plantas herbáceas em lugares úmidos e pântanos. Y 3 : % de floresta de palma de cohune (palmeira das Honduras). Y 4 : % de floresta mista. Obs.: Os valores não somam 100 % para todos os quadrados (não há necessidade de remover variáveis) Prof. Lupércio F. Bessegato 19
20 Objetivo Comandos em R Verificar como as variáveis de solo se relacionam com as variáveis de vegetação Interessa-se também verificar quantas variáveis canônicas (dimensões) são necessárias para entender a associação entre os dois conjuntos de dados Descritiva básica Conjunto das variáveis de solo: Comportamento da variável X 4 é pouco usual Prof. Lupércio F. Bessegato 20
21 Conjunto das variáveis de vegetação: Matriz de correlações R XX Correlações moderadas entre as variáveis de vegetação Assumem poucos valores Dados claramente são não normais R YY R Visualização da matriz de correlações Análise de correlações canônicas: Comandos em R: Correlações canônicas Prof. Lupércio F. Bessegato 21
22 Coeficientes canônicos: Pares de variáveis canônicas: Podem ser trocados os sinais em (U 1, V 1 ) e (U 2, V 2 ): Não altera a correlação canônica Corr (U 1, V 1 ) = Corr ( U 1, V 1 ) Z i e W j são as variáveis originais padronizadas Cargas canônicas: A troca de sinal de (U 1, V 1 ) e (U 2, V 2 ) altera o sinal entre as variáveis canônicas e as variáveis originais 104 Exemplo Correlações entre as variáveis de solo e de vegetação observadas e as variáveis canônicas: Canonical loadings Variável X 1 Solo tipo 1 0,57 0,20 0,00 0,81 X 2 Solo tipo 2 0,06 0,69 0,72 0,04 X 3 Solo tipo 3 0,42 0,23 0,17 0,86 X 4 Solo tipo 4 0,36 0,58 0,71 0,19 PVTE (%) 15,7 22,5 26,2 35,6 Canonical loadings Variável Y 1 Vegetação tipo 1 0,80 0,55 0,07 0,24 Y 2 Vegetação tipo 2 0,40 0,89 0,22 0,03 Y 3 Vegetação tipo 3 0,04 0,17 0,95 0,28 Y 4 Vegetação tipo 4 0,11 0,01 0,25 0,96 PVTE (%) 20,3 28,0 25,3 26,5 Considerando as correlações no intervalo ( 0,5; 0,5) 105 Prof. Lupércio F. Bessegato 22
23 1º. Par de variáveis canônicas: 2º. Par de variáveis canônicas: X 1 0,57 Y 1 0,80 X 2 0,06 Y 2 0,40 X 3 0,42 Y 3 0,04 X 4 0,36 Y 4 0,11 U 1 : presença de solos tipo 1 (solo com enriquecimento de calcário) e tipo 3 (solo com matriz de coral sob condições de enriquecimento constante). V 1 : presença de vegetação 1 (floresta decídua estacional com erros de folhas largas). 106 X 1 0,20 Y 1 0,55 X 2 0,69 Y 2 0,89 X 3 0,23 Y 3 0,17 X 4 0,58 Y 4 0,01 U 2 : presença de solos tipo 2 (solo de prado com cálcio na água subterrânea) e tipo 4 (solo aluvial e orgânico adjacente a rios e solo orgânico salino na costa). V 2 : presença de vegetação 2 (floresta de locais altos e baixos cobertas com água, plantas herbáceas em lugares úmidos e pântanos) e ausência de vegetação tipo º. Par de variáveis canônicas: 4º. Par de variáveis canônicas: X 1 0,00 Y 1 0,07 X 2 0,72 Y 2 0,22 X 3 0,17 Y 3 0,95 X 4 0,71 Y 4 0,25 U 3 : presença de solos tipo 4 e ausência de solo tipo 2. V 3 : presença de vegetação tipo 3 (floresta de palmeiras das Honduras). X 1 0,81 Y 1 0,24 X 2 0,04 Y 2 0,03 X 3 0,86 Y 3 0,28 X 4 0,19 Y 4 0,96 U 4 : presença de solos tipo 3 e ausência de solo tipo 1. V 4 : ausência de vegetação tipo 4 (floresta mista) Prof. Lupércio F. Bessegato 23
24 Relações mais importantes entre as variáveis: (descritos nos dois primeiros pares) Par (U 1, V 1 ): Presença dos solos tipo 1 e 3 e ausência do solo tipo 4 são associados com a presença da vegetação 1. Par (U 2, V 2 ): Presença dos solos tipo 2 e 4 é associada com a presença de vegetação tipo 2 e ausência da vegetação tipo 1. Comentários Problema potencial não mencionado Correlação espacial dos dados em quadrados próximos Se correlação espacial existir: Quadrados vizinhos tendem a ter o mesmo solo e vegetação Dados não fornecem 151 observações independentes Dados independentes corresponderão a um conjunto menor Efeito de correlação aparecerá em teste de significância global das correlações canônicas Tendência às correlações parecerem ser mais significantes do que realmente são Problema potencial sempre que observações ocorrerem em diferentes lugares no espaço Solução: Assegurar que observações estejam sufucientemente afastadas umas das outras Há métodos que levam em conta a correlação espacial Conclusões Prof. Lupércio F. Bessegato 24
25 Conclusões Em geral a análise de correlações canônica é utilizada quando o objetivo do estudo é de natureza exploratória Os resultados de análise de correlações canônicas têm a reputação de serem difíceis de serem interpretados As variáveis devem ser conhecidas muito bem para se conseguir extrair explicações convincentes dos resultados A análise de correlações canônicas pode oferecer uma descrição útil e maior compreensão sobre a associação entre os dois conjuntos de variáveis Bibliografia Recomendada Referências MANLY, B. J. F. Métodos Estatísticos Multivariados: uma Introdução. Bookman, JOHNSON, R. A.; WINCHERN, D. W. Applied Multivariate Statistical Analysis. Prentice Hall, 2007 MINGOTI, D.C. Análise de Dados através de Métodos de Estatística Multivariada. Ed. UFMG, EVERITT, B.; HOTHORN, T. An Introduction to Applied Multivariate Analysis with R. Springer, Prof. Lupércio F. Bessegato 25
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