Critério de Estabilidade de Routh-Hurwitz

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Critério de Estabilidade de Routh-Hurwitz"

Transcrição

1 Critério de Estabilidade de Routh-Hurwitz Carlos Eduardo de Brito Novaes de agosto de 1 1 Introdução Edward Routh apresentou em 1877 um algorítimo matemático para identificar a estabilidade de polinômios [1] De modo independente, em 1895 Adolf Hurwitz também resolveu este problema de estabilidade [] Trata-se de uma importante ferramenta para identificar quantas são as raízes de um polinômio que possuem parte real positiva estão localizadas no semiplano direito do plano complexo e, em teoria de controle nos permite identificar as condições para garantir a estabilidade de um sistema Definição 1 Polinômio Hurwitz Um polinômio P s é dito do tipo Hurwitz ou estável no sentido de Hurwitz se: 1 P s R s R, para todo s real, P s é também um número real Todas as raízes de P s possuem parte real negativa ou nula Para que um polinômio seja do tipo Hurwitz, uma condição necessária é que todos os seus coeficientes sejam reais e tenham o mesmo sinal todos positivos ou todos negativos Esta condição entretanto não é suficiente, pois o contra exemplo: s 4 + s + s + s + 1 apesar de ter todos os coeficientes positivos, apresenta as raízes s cos 7 ± sin 7 j, 9 ±, 95j duas raízes com parte real positiva s cos 144 ± sin 144 j, 89 ±, 5878j Uma condição necessária e suficiente é que o polinômio atenda ao critério de Routh-Hurwitz ver Critério de estabilidade de Routh-Hurwitz Para erminar se um polinômio é estável no sentido de Hurwitz deve-se realizar os seguintes passos capítulo 5 de []: 1

2 Casos especiais EXEMPLOS: 1 Passo 1 Escrever o polinômio na forma a n s n + a n 1 s n a 1 s + a Onde a, ou seja, retiramos todas as raízes nulas Também é interessante que a n seja positivo 1, então podemos multiplicar o polinômio por 1 sem alterar as suas raízes Passo Se os sinais dos coeficientes forem diferentes existem coeficientes a i positivos e negativos, então existem raízes no semiplano direito e o polinômio não é estável Quando estamos interessados apenas na estabilidade absoluta, podemos parar a análise por aqui Se desejamos saber quantas raízes são instáveis, devemos prosseguir para o próximo passo Se os sinais dos coeficientes forem iguais todos positivos ou todos negativos, então devemos prosseguir para o próximo passo Passo Arranjar os coeficientes conforme a seguinte tabela s n : a n a n a n 4 s n 1 : a n 1 a n a n 5 an a n an a n 4 an s n a n 1 a n a n 1 a n 5 a n 1 b b b? a n 1 a n 1 a n 1 an 1 a n an 1 a n 5 s n b 1 b b 1 b : c 1 c c b 1 b 1 b1 b b1 b s n 4 c 1 c c 1 c : d 1 d c 1 c 1 s : x 1 até que reste um valor diferente de zero apenas na primeira coluna da última linha linha s Observe que é possível multiplicar ou dividir uma linha inteira por um número real positivo se isso facilitar os cálculos, sem modificar a conclusão sobre a estabilidade do polinômio O critério de estabilidade de Routh nos diz que o número de raízes com parte real positiva é igual ao número de mudanças de sinal na primeira coluna da tabela construída A condição necessária e suficiente para a estabilidade todas as raízes com parte real negativa de um polinômio é então que não ocorra mudança de sinal na primeira coluna Casos especiais 1 Um elemento na primeira coluna é zero, mas o restante da linha não Neste caso, substituímos o elemento nulo por um valor hipotético + muito pequeno mas positivo Prosseguimos os cálculos normalmente Ver exemplo Uma linha inteira é nula Neste caso, substituímos a linha nula pela derivada da linha anterior em relação à s Ver exemplo 4 Exemplos: 1 Exemplo P s s + 1 s + s + s + 4 s + 5 s 5 +15s 4 +85s +5s +74s+ 1 O polinômio P s s + 1 s + s + s + 4 s + 5 s s s + 5s + 74s + 1 possui todas as raízes reais e negativas, vamos utilizar como primeiro exemplo de aplicação do critério de Routh 1 Além de facilitar os cálculos, garante que quando for preciso a modificação proposta em 1 seja válida

3 Exemplo P s s + 1 s + s s + 4 s 4 + 4s 7s 4s 4 EXEMPLOS: Todos os coeficientes são positivos, não há mudança de sinal, portanto, não podemos concluir nada sobre a estabilidade Devemos prosseguir com a construção da tabela s 5 : s 4 : s b 66 b s : c c 1 c s : d 1 16 d s : e 1 1 e Então, avaliando os termos da primeira coluna tem-se: Facilmente verificamos que não há trocas de sinal e portanto o polinômio possui todas as suas raízes no semiplano esquerdo todas as raízes tem parte real negativa Exemplo P s s + 1 s + s s + 4 s 4 + 4s 7s 4s 4 Existem coeficientes positivos e negativos, podemos concluir que o polinômio é instável Para saber quantas raízes tem parte real positiva, devemos construir a tabela: s 4 : s : s b 4 b s 1 : c c 4 s : d 1 4 Então, avaliando os termos da primeira coluna tem-se: Verifica-se que houve apenas uma troca de sinal de positivo para 4 negativo, como era esperado pois o polinômio possui apenas uma raiz positiva Exemplo P s s 4 + s + s + s + 1 Vamos avaliar o contra exemplo dado anteriormente e verificar que ocorre um zero na primeira coluna e ainda que critério de estabilidade de Routh indica as duas raízes com parte real positiva

4 4 Exemplo P s s 5 + s 4 + s + 6s + 4s + 8 : EXEMPLOS: s 4 : s : s b 1 c s : s 1 1 : c c s : d d 16 Avaliando a primeira coluna: 1 1 }{{} > }{{} < Como sabemos que é um número positivo, mas muito pequeno, conclui-se que 1 1 é negativo e portanto houveram duas trocas de sinal a primeira de positivo para 1 1 negativo; a segunda de 1 1 negativo para 1 positivo Como esperado, o polinômio possui duas raízes com parte real positiva 4 Exemplo P s s 5 + s 4 + s + 6s + 4s + 8 : s 5 : 1 4 s 4 : s 6 8 b b s : 8 1 d s 4 + 6s + 8 8s + 1s ds 6 8 s : c 1 c 8 c s 1 8 : d 1 8 d s : e 1 8 e 8 8 Observamos que a primeira coluna apresenta duas trocas de sinais: E portanto, o polinômio apresenta duas raízes com parte real positiva De fato, as raízes deste polinômio são: s s, 5 ± 19j s, 5 ± 19j duas raízes com parte real positiva 4

5 5 Exemplo: Obtenha para o sistema de controle ilustrado na figura 1, a faixa de valores do ganho K para que o sistema resultante em malha fechada seja estável EXEMPLOS: 5 Exemplo: Obtenha para o sistema de controle ilustrado na figura 1, a faixa de valores do ganho K para que o sistema resultante em malha fechada seja estável Figura 1: Sistema de Controle Como podemos ver, trata-se de um sistema de controle em malha fechada e a função de transferência de malha fechada pode ser obtida utilizando álgebra de blocos Na malha direta temos s + G s K s + s 6s 8 Na malha de realimentação, não há dinâmica ou ganho, portanto: H s 1 A função de transferência em malha fechada será: G cl s G 1 + GH K s + s + s 6s 8 K s s + s 6s 8 s + s 6s 8 s + s 6s 8 + s + s 6s 8 s + s + K 6 s + K 8 Para que o sistema seja estável, basta que sua função de transferência possua todos os polos raízes do denominador com parte real negativa Então podemos prosseguir com a construção da tabela de Routh: s : 1 K 6 s : K 8 1 K 6 1 s 1 K 8 K 1 b K 8 K 1 s : c 1 K 1 K 8 5

6 6 Exemplo: Obtenha para o sistema de controle ilustrado na figura, a faixa de valores do ganho K para que o sistema resultante em malha fechada seja estável EXEMPLOS: Avaliando a primeira coluna: 1 K 1 K 8 Observamos que para que todas as raízes estejam no semi-plano esquerdo polos estáveis, não deve haver troca de sinal e portanto, todos os valores na primeira coluna devem ser positivos Assim: K 1 > K 1 > K > 1 e K 8 > K > 8 K > 4 é possível satisfazer as duas condições se K > 1 e este é então o valor a partir do qual o sistema em malha fechada se torna estável 6 Exemplo: Obtenha para o sistema de controle ilustrado na figura, a faixa de valores do ganho K para que o sistema resultante em malha fechada seja estável Figura : Sistema de Controle De modo semelhante, a função de transferência do ramo direto é: G s s 4 + s + 58s 96s 144 Na malha de realimentação, não há dinâmica ou ganho, portanto: H s 1 A função de transferência em malha fechada será: G cl s G 1 + GH s 4 + s + 58s 96s s 4 + s + 58s + K 96 s + K 144 6

7 6 Exemplo: Obtenha para o sistema de controle ilustrado na figura, a faixa de valores do ganho K para que o sistema resultante em malha fechada seja estável EXEMPLOS: E montando o arranjo de Routh: s 4 : 1 58 K 144 s : K K 144 s K K b K 144 b K K 74 K K 144 s 1 : c 1 74 K K 588K + 54 c K K 74 K K 144 K 588K + 54 s K 74 : d 1 K 144 K 588K + 54 K 74 Avaliando a primeira coluna: 1 74 K Para que todos os termos sejam positivos temos: K 588K + 54 K 74 K K > 74 K > K > 74 K < 74 além disso: K 144 > K > 144 K > 7 E por fim, podemos avaliar a última condição de uma maneira mais simples, pois sabemos que 7 < K < 74 Assim, o denominador K 74 deve ser negativo Então: K 588K + 54 K 74 }{{} < > K 588K + 54 < Trata-se de uma parábola com concavidade voltada para cima Calculando as raízes encontramos K 94 ± 69 K 1, 5 K Como já observamos que a concavidade da parábola esta voltada para cima e que K 588K + 54 <, conclui-se que para satisfazer esta terceira condição, 1, 5 < K < Avaliando todas as restrições percebemos que esta última é a mais restritiva, ou seja, para 1, 5 < K < 47674, todos os termos da primeira coluna do arranjo de Routh serão positivos e o sistema em malha fechada será estável 7

8 REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS Referências [1] E Routh, A treatise on the stability of a given state of motion: particularly steady motion Macmillan and co, 1877 [Online] Available: 1 [] A Hurwitz, On the Conditions Under Which an Equation Has Only Roots With Negative Real Parts, in Mathematische Annalen, vol 46 Leipzig, 1895, pp 7 84 [Online] Available: de/dms/load/pdf 1 [] K Ogata, Engenharia de controle moderno, 5th ed Prentice Hall / SP, 1 8

Resposta dos Exercícios da Apostila

Resposta dos Exercícios da Apostila Resposta dos Exercícios da Apostila Carlos Eduardo de Brito Novaes [email protected] 5 de setembro de 0 Circuitos Elétricos. Passivos a) b) V o (s) V i (s) 64s + 400 s + 96s + 400, v o ( ) v i ( )

Leia mais

Erro de Estado Estacionário

Erro de Estado Estacionário Erro de Estado Estacionário Carlos Eduardo de Brito Novaes [email protected] http://professorcarlosnovaes.wordpress.com 24 de agosto de 202 Introdução Um aspecto muito importante em um sistema de

Leia mais

Erro de Estado Estacionário

Erro de Estado Estacionário Erro de Estado Estacionário Carlos Eduardo de Brito Novaes [email protected] http://professorcarlosnovaes.wordpress.com 24 de agosto de 202 Introdução Um aspecto muito importante em um sistema de

Leia mais

Pólos, Zeros e Estabilidade

Pólos, Zeros e Estabilidade Pólos, Zeros e Estabilidade Definindo Estabilidade A condição para estabilidade pode também ser expressa da seguinte maneira: se um sistema é estável quando sujeito a um impulso, a saída retoma a zero.

Leia mais

Sistemas de Controle 1

Sistemas de Controle 1 Pontifícia Universidade Católica de Goiás Escola de Engenharia Sistemas de Controle 1 Cap6 Estabilidade Prof. Filipe Fraga Sistemas de Controle 1 6. Estabilidade 6.1 Introdução 6.2 Critério de Routh-Hurwitz

Leia mais

Critério de Estabilidade: Routh-Hurwitz

Critério de Estabilidade: Routh-Hurwitz Critério de Estabilidade: Routh-Hurwitz O Critério de Nyquist foi apresentado anteriormente para determinar a estabilidade de um sistema em malha fechada analisando-se sua função de transferência em malha

Leia mais

IV. ESTABILIDADE DE SISTEMAS LIT

IV. ESTABILIDADE DE SISTEMAS LIT INSTITUTO TECNOLÓGICO DE AERONÁUTICA CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA-AERONÁUTICA MPS-43: SISTEMAS DE CONTROLE IV. ESTABILIDADE DE SISTEMAS LIT Prof. Davi Antônio dos Santos ([email protected]) Departamento de

Leia mais

CRITÉRIO DE ESTABILIDADE DE ROUTH

CRITÉRIO DE ESTABILIDADE DE ROUTH ENGENHARIA ELETRÔNICA DAELN UTFPR Prof. Paulo R. Brero de Campos CRITÉRIO DE ESTABILIDADE DE ROUTH Um sistema será estável quando todos os polos estiverem no semiplano esquerdo do plano S. Exemplo: G(s)

Leia mais

Sistemas de Controle 1

Sistemas de Controle 1 Pontifícia Universidade Católica de Goiás Escola de Engenharia Sistemas de Controle 1 Cap6 Estabilidade Prof. Filipe Fraga Sistemas de Controle 1 6. Estabilidade 6.1 Introdução 6.2 Critério de Routh-Hurwitz

Leia mais

SISTEMAS DE CONTROLE I Capítulo 6 - Estabilidade. Prof. M.e Jáder de Alencar Vasconcelos

SISTEMAS DE CONTROLE I Capítulo 6 - Estabilidade. Prof. M.e Jáder de Alencar Vasconcelos SISTEMAS DE CONTROLE I Capítulo 6 - Estabilidade Prof. M.e Jáder de Alencar Vasconcelos CAPÍTULO 6 INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO No Capítulo 1, vimos que três requisitos fazem parte do projeto de um sistema de

Leia mais

Controle de Processos Aula: Estabilidade e Critério de Routh

Controle de Processos Aula: Estabilidade e Critério de Routh 107484 Controle de Processos Aula: Estabilidade e Critério de Routh Prof. Eduardo Stockler Tognetti Departamento de Engenharia Elétrica Universidade de Brasília UnB 1 o Semestre 2016 E. S. Tognetti (UnB)

Leia mais

Pontifícia Universidade Católica de Goiás Escola de Engenharia. Aluno (a): Aula Laboratório 11 Cap 6 Estabilidade

Pontifícia Universidade Católica de Goiás Escola de Engenharia. Aluno (a): Aula Laboratório 11 Cap 6 Estabilidade Pontifícia Universidade Católica de Goiás Escola de Engenharia Laboratório ENG 3503 Sistemas de Controle Prof: Filipe Fraga 11 Aluno (a): Aula Laboratório 11 Cap 6 Estabilidade 1- Considerações teóricas:

Leia mais

Estabilidade de Sistemas Lineares Realimentados

Estabilidade de Sistemas Lineares Realimentados Estabilidade de Sistemas Lineares Realimentados 1. Conceito de estabilidade 2. Critério de estabilidade de Routh-Hurwitz p.1 Engenharia de Controle Aula 6 Estabilidade de Sistemas Lineares Realimentados

Leia mais

J. A. M. Felippe de Souza 10 Estabilidade. 10 Estabilidade

J. A. M. Felippe de Souza 10 Estabilidade. 10 Estabilidade J. A. M. Felippe de Souza 10 Estabilidade 10 Estabilidade 10.1 Introdução à Estabilidade 3 Definição 10.1 Estabilidade 3 Definição 10.2 - BIBO-estável 3 Teorema 10.1 Localização dos polos 4 Exemplo 10.1

Leia mais

AULA 3. CRITÉRIO DE ESTABILIDADE DE Routh-Hurwitz. Universidade Federal do ABC UFABC ESTA003-17: SISTEMAS DE CONTROLE I

AULA 3. CRITÉRIO DE ESTABILIDADE DE Routh-Hurwitz. Universidade Federal do ABC UFABC ESTA003-17: SISTEMAS DE CONTROLE I Universidade Federal do ABC UFABC ESTA003-17: SISTEMAS DE CONTROLE I AULA 3 CRITÉRIO DE ESTABILIDADE DE Routh-Hurwitz PROF. DR. ALFREDO DEL SOLE LORDELO TELA CHEIA Critério de estabilidade de Routh A questão

Leia mais

Aula 9. Carlos Amaral Cristiano Quevedo Andrea. UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná DAELT - Departamento Acadêmico de Eletrotécnica

Aula 9. Carlos Amaral Cristiano Quevedo Andrea. UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná DAELT - Departamento Acadêmico de Eletrotécnica Aula 9 Carlos Amaral Cristiano Quevedo Andrea UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná DAELT - Departamento Acadêmico de Eletrotécnica Curitiba, Abril de 2012. Resumo 1 Introdução - Estabilidade

Leia mais

EES-20: Sistemas de Controle II. 20 Outubro 2017 (Tarde)

EES-20: Sistemas de Controle II. 20 Outubro 2017 (Tarde) EES-20: Sistemas de Controle II 20 Outubro 2017 (Tarde) 1 / 58 Recapitulando: Modelo da planta amostrada G z G c s u k u t y t y k T T G(z) = (1 z 1 ) Z { } G c (s) s Importante: Trata-se de discretização

Leia mais

PROJETO DE CONTROLADORES A PARTIR DO PLANO S. critério Routh-Hurwitz análise de estabilidade análise de desempenho

PROJETO DE CONTROLADORES A PARTIR DO PLANO S. critério Routh-Hurwitz análise de estabilidade análise de desempenho PROJETO DE CONTROLADORES A PARTIR DO PLANO S critério Routh-Hurwitz análise de estabilidade análise de desempenho Critério Routh-Hurwitz: análise da estabilidade Sistemas de primeira ordem: 1 x o (t)=

Leia mais

SC1 Sistemas de Controle 1. Cap. 2 - Estabilidade Prof. Tiago S Vítor

SC1 Sistemas de Controle 1. Cap. 2 - Estabilidade Prof. Tiago S Vítor SC1 Sistemas de Controle 1 Cap. 2 - Estabilidade Prof. Tiago S Vítor Sumário 1. Introdução 2. Critério de Routh-Hurwitz 3. Critério de Routh-Hurwitz: Casos Especiais 4. Projeto de Estabilidade via Routh-Hurwitz

Leia mais

Controle e Sistemas Não lineares

Controle e Sistemas Não lineares Controle e Sistemas Não lineares Prof. Marcus V. Americano da Costa F o Departamento de Engenharia Química Universidade Federal da Bahia Salvador-BA, 01 de dezembro de 2016. Sumário Objetivos Introduzir

Leia mais

Sinais e Sistemas Unidade 5 Representação em domínio da frequência para sinais contínuos: Transformada de Laplace

Sinais e Sistemas Unidade 5 Representação em domínio da frequência para sinais contínuos: Transformada de Laplace Sinais e Sistemas Unidade 5 Representação em domínio da frequência para sinais contínuos: Transformada de Laplace Prof. Cassiano Rech, Dr. Eng. [email protected] Prof. Rafael Concatto Beltrame, Me.

Leia mais

O método do lugar das raízes

O método do lugar das raízes 4 O método do lugar das raízes 4.1 Introdução Neste capítulo é apresentado o método do lugar das raízes, que consiste basicamente em levantar a localização dos pólos de um sistema em malha fechada em função

Leia mais

Erros de Estado Estacionário. Carlos Alexandre Mello. Carlos Alexandre Mello 1

Erros de Estado Estacionário. Carlos Alexandre Mello. Carlos Alexandre Mello 1 Erros de Estado Estacionário Carlos Alexandre Mello 1 Introdução Projeto e análise de sistemas de controle: Resposta de Transiente Estabilidade Erros de Estado Estacionário (ou Permanente) Diferença entre

Leia mais

SC1 Sistemas de Controle 1. Cap. 3 Erros no Regime Estacionário Prof. Tiago S Vítor

SC1 Sistemas de Controle 1. Cap. 3 Erros no Regime Estacionário Prof. Tiago S Vítor SC1 Sistemas de Controle 1 Cap. 3 Erros no Regime Estacionário Prof. Tiago S Vítor Sumário 1. Introdução 2. Erro em regime estacionário de sistemas com realimentação unitária 3. Constantes de Erro Estático

Leia mais

SCILAB: MÓDULO 4 SISTEMAS E CONTROLE

SCILAB: MÓDULO 4 SISTEMAS E CONTROLE SCILAB: MÓDULO 4 SISTEMAS E CONTROLE Scilab 5.3.3 Dr.ª Eng.ª Mariana Santos Matos Cavalca O que é controlar? Função de Transferência: breve definição u(t) Sistema LIT y(t) Usualmente (sistemas próprios)

Leia mais

Projeto de Compensadores/Controladores pelo Diagrama de Lugar das Raízes

Projeto de Compensadores/Controladores pelo Diagrama de Lugar das Raízes Projeto de Compensadores/Controladores pelo Diagrama de Lugar das Raízes Carlos Eduardo de Brito Novaes [email protected] http://professorcarlosnovaes.wordpress.com 2 de novembro de 202 Introdução

Leia mais

O lugar das raízes p. 1/54. O lugar das raízes. Newton Maruyama

O lugar das raízes p. 1/54. O lugar das raízes. Newton Maruyama O lugar das raízes p. 1/54 O lugar das raízes Newton Maruyama O lugar das raízes p. 2/54 Introdução Neste capítulo é apresentado o método do lugar das raízes, que consiste basicamente em levantar a localização

Leia mais

EES-49/2012 Prova 2. Individual Duração: 100 minutos. Consulta permitida a uma página A4 com anotações pessoais e fórmulas.

EES-49/2012 Prova 2. Individual Duração: 100 minutos. Consulta permitida a uma página A4 com anotações pessoais e fórmulas. EES-49/2012 Prova 2 Individual Duração: 100 minutos Consulta permitida a uma página A4 com anotações pessoais e fórmulas. Permitido o uso de calculadora para a realização de operações básicas, incluindo

Leia mais

EES-49/2012 Correção do Exame. QBM1 Esboce o diagrama de Nyquist para a seguinte função de transferência:

EES-49/2012 Correção do Exame. QBM1 Esboce o diagrama de Nyquist para a seguinte função de transferência: EES-49/2012 Correção do Exame QBM1 Esboce o diagrama de Nyquist para a seguinte função de transferência: Analise a estabilidade do sistema em malha fechada (dizendo quantos polos instáveis o sistema tem

Leia mais

Estabilidade de sistemas de controle lineares invariantes no tempo

Estabilidade de sistemas de controle lineares invariantes no tempo Capítulo 2 Estabilidade de sistemas de controle lineares invariantes no tempo 2. Introdução Neste capítulo, vamos definir alguns conceitos relacionados à estabilidade de sistemas lineares invariantes no

Leia mais

Conteúdo. Definições básicas;

Conteúdo. Definições básicas; Conteúdo Definições básicas; Caracterização de Sistemas Dinâmicos; Caracterização dinâmica de conversores cc-cc; Controle Clássico x Controle Moderno; Campus Sobral 2 Engenharia de Controle Definições

Leia mais

Estabilidade no Domínio da Freqüência

Estabilidade no Domínio da Freqüência Estabilidade no Domínio da Freqüência 1. Motivação 2. Mapas de contorno no Plano-s 3. Critério de Nyquist pag.1 Controle de Sistemas Lineares Aula 16 Estabilidade no Domínio da Freqüência Como analisar

Leia mais

EES-49/2012 Prova 1. Q1 Dado o seguinte conjunto de equações:

EES-49/2012 Prova 1. Q1 Dado o seguinte conjunto de equações: Q1 Dado o seguinte conjunto de equações: EES-49/2012 Prova 1 Onde: h C é o sinal de entrada do sistema; θ é o sinal de saída do sistema; T P é uma entrada de perturbação; T T, T R e h R são variáveis intermediárias;

Leia mais

Roteiro de Laboratório - Experiência 2 Controle de Sistemas e Servomecanismos II

Roteiro de Laboratório - Experiência 2 Controle de Sistemas e Servomecanismos II Roteiro de Laboratório - Experiência 2 Controle de Sistemas e Servomecanismos II Carlos Eduardo de Brito Novaes [email protected] http://professorcarlosnovaes.wordpress.com 3 de novembro de 2012 1

Leia mais

RESPOSTA EM FREQUÊNCIA: DIAGRAMA DE BODE

RESPOSTA EM FREQUÊNCIA: DIAGRAMA DE BODE RESPOSTA EM FREQUÊNCIA: DIAGRAMA DE BODE CCL Profa. Mariana Cavalca Baseado em: MAYA, Paulo Álvaro; LEONARDI, Fabrizio. Controle essencial. São Paulo: Pearson, 2011. OGATA, Katsuhiko. Engenharia de controle

Leia mais

6-Análise de estabilidade de sistemas feedback 6.1- Noções de estabilidade

6-Análise de estabilidade de sistemas feedback 6.1- Noções de estabilidade 6-Análise de estabilidade de sistemas feedback 6.- Noções de estabilidade Nos capítulos anteriores examinamos as características dinâmicas da resposta de sistemas em malha fechada e desenvolvemos a função

Leia mais

ANÁLISE DO MÉTODO DA RESPOSTA EM FREQÜÊNCIA

ANÁLISE DO MÉTODO DA RESPOSTA EM FREQÜÊNCIA VIII- CAPÍTULO VIII ANÁLISE DO MÉTODO DA RESPOSTA EM FREQÜÊNCIA 8.- INTRODUÇÃO O método da resposta em freqüência, nada mais é que a observação da resposta de um sistema, para um sinal de entrada senoidal,

Leia mais

Um resumo das regras gerais para a construção do lugar das raízes p. 1/43. Newton Maruyama

Um resumo das regras gerais para a construção do lugar das raízes p. 1/43. Newton Maruyama Um resumo das regras gerais para a construção do lugar das raízes p. 1/43 Um resumo das regras gerais para a construção do lugar das raízes Newton Maruyama Um resumo das regras gerais para a construção

Leia mais

O critério de Nyquist

O critério de Nyquist O critério de Nyquist Critério de análise de estabilidade de sistemas dinâmicos lineares com realimentação negativa. Usa a função de transferência em malha aberta (antes da realimentação). É uma aplicação

Leia mais

Aula 11. Cristiano Quevedo Andrea 1. Curitiba, Outubro de DAELT - Departamento Acadêmico de Eletrotécnica

Aula 11. Cristiano Quevedo Andrea 1. Curitiba, Outubro de DAELT - Departamento Acadêmico de Eletrotécnica Aula 11 Cristiano Quevedo Andrea 1 1 UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná DAELT - Departamento Acadêmico de Eletrotécnica Curitiba, Outubro de 2011. Resumo 1 Introdução - Lugar das Raízes

Leia mais

Fundamentos de Controlo

Fundamentos de Controlo Fundamentos de Controlo 3 a Série Estabilidade e Desempenho, Critério de Routh-Hurwitz, Rejeição de Perturbações, Sensibilidade à Variação de Parâmetros, Erros em Regime Estacionário. S3. Exercícios Resolvidos

Leia mais

6 Controlador de Estado

6 Controlador de Estado 6 Controlador de Estado Apresenta-se a seguir o método para implementação do sistema de controle por estados (Ogata, 1990). Considera-se agora o sistema representado em sua forma de estado: (25) cujo o

Leia mais

Análise do Lugar das Raízes

Análise do Lugar das Raízes Análise do Lugar das Raízes A característica básica da resposta transitória de um sistema de malha fechada, depende essencialmente da localização dos pólos de malha fechada. É importante, então, que o

Leia mais

Sistemas de Controle 2

Sistemas de Controle 2 Pontifícia Universidade Católica de Goiás Escola de Engenharia Sistemas de Controle 2 Cap.8 - Técnicas do Lugar das Raízes Prof. Dr. Marcos Lajovic Carneiro Sistemas de Controle 2 Prof. Dr. Marcos Lajovic

Leia mais

Sistemas de controle. Prof. André Schneider de Oliveira

Sistemas de controle. Prof. André Schneider de Oliveira Sistemas de controle Prof. André Schneider de Oliveira Estrutura da apresentação Conceitos fundamentais do sistemas de controle Características da resposta Introdução à estabilidade Polos e zeros Conceito

Leia mais

Aula 12 Root Locus LGR (Lugar Geométrico das Raízes) parte II

Aula 12 Root Locus LGR (Lugar Geométrico das Raízes) parte II Aula 12 Root Locus LGR (Lugar Geométrico das Raízes) parte II Recapitulando (da parte I): Sistema de malha fechada K O Root Locus é o lugar geométrico dos polos do sistema de malha fechada, quando K varia.

Leia mais

Sumário. CAPÍTULO 1 Introdução 1. CAPÍTULO 2 Terminologia dos Sistemas de Controle 14

Sumário. CAPÍTULO 1 Introdução 1. CAPÍTULO 2 Terminologia dos Sistemas de Controle 14 Sumário CAPÍTULO 1 Introdução 1 1.1 Sistemas de controle 1 1.2 Exemplos de sistemas de controle 2 1.3 Sistemas de controle de malha aberta e malha fechada 3 1.4 Realimentação 3 1.5 Características da realimentação

Leia mais

Sistemas de Controle 1

Sistemas de Controle 1 Pontifícia Universidade Católica de Goiás Escola de Engenharia Sistemas de Controle 1 Cap5 Redução de Subsistemas Múltiplos Prof. Filipe Fraga Sistemas de Controle 1 5. Redução de Subsistemas Múltiplos

Leia mais

Sintonia de Controladores PID

Sintonia de Controladores PID Sintonia de Controladores PID Objetivo: Determinar K p, K i e K d de modo a satisfazer especificações de projeto. Os efeitos independentes dos ganhos K p, K i e K d na resposta de malha fechada do sistema

Leia mais

AULA #12. Estabilidade de Sistemas de Controle por

AULA #12. Estabilidade de Sistemas de Controle por AULA #12 Estabilidade de Sistemas de Controle por Realimentação Estabilidade de Sistemas de Controle por Realimentação A presença de medidores, controladores e elementos finais de controle afetam as características

Leia mais

I Controle Contínuo 1

I Controle Contínuo 1 Sumário I Controle Contínuo 1 1 Introdução 3 1.1 Sistemas de Controle em Malha Aberta e em Malha Fechada................ 5 1.2 Componentes de um sistema de controle............................ 5 1.3 Comparação

Leia mais

Material Teórico - Inequações Produto e Quociente de Primeiro Grau. Inequações Quociente. Primeiro Ano do Ensino Médio

Material Teórico - Inequações Produto e Quociente de Primeiro Grau. Inequações Quociente. Primeiro Ano do Ensino Médio Material Teórico - Inequações Produto e Quociente de Primeiro Grau Inequações Quociente Primeiro Ano do Ensino Médio Autor: Prof. Fabrício Siqueira Benevides Revisor: Prof. Antonio Caminha M. Neto 27 de

Leia mais

VI. MÉTODO DO LUGAR GEOMÉTRICO DAS RAÍZES

VI. MÉTODO DO LUGAR GEOMÉTRICO DAS RAÍZES INSTITUTO TECNOLÓGICO DE AERONÁUTICA CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA-AERONÁUTICA MPS-43: SISTEMAS DE CONTROLE VI. MÉTODO DO LUGAR GEOMÉTRICO DAS RAÍZES Prof. Davi Antônio dos Santos ([email protected]) Departamento

Leia mais

O método do lugar das raízes

O método do lugar das raízes Capítulo 4 O método do lugar das raízes 4.1 Introdução Neste capítulo é apresentado o método do lugar das raízes, que consiste basicamente em levantar a localização dos pólos de um sistema em malha fechada

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS CURSO DE ENGENHARIA DA COMPUTAÇÃO. Professor Leonardo Gonsioroski

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS CURSO DE ENGENHARIA DA COMPUTAÇÃO. Professor Leonardo Gonsioroski UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS CURSO DE ENGENHARIA DA COMPUTAÇÃO O que veremos na aula de hoje Transformadas Direta e Inversa de Laplace Técnicas de Frações Parciais

Leia mais

CA2COD1: COD CONTROLE DIGITAL. Profa. Mariana Cavalca

CA2COD1: COD CONTROLE DIGITAL. Profa. Mariana Cavalca CA2COD1: COD CONTROLE DIGITAL Profa. Mariana Cavalca Currículo Resumido Curso Técnico em Eletro-Eletrônica ETEP (São José dos Campos - SP) Iniciação científica (estatística) Estágio Empresa ITA júnior:

Leia mais

Projeto de Filtros IIR. Métodos de Aproximação para Filtros Analógicos

Projeto de Filtros IIR. Métodos de Aproximação para Filtros Analógicos Projeto de Filtros IIR Métodos de Aproximação para Filtros Analógicos Introdução Especificações para filtros passa-baixas analógicos - Faixa de passagem: 0 W W p - Faixa de rejeição: W W r - Ripple na

Leia mais

AULA 8 COMPENSAÇÃO POR ATRASO DE FASE. Universidade Federal do ABC UFABC ESTA003-17: SISTEMAS DE CONTROLE I PROF. DR. ALFREDO DEL SOLE LORDELO

AULA 8 COMPENSAÇÃO POR ATRASO DE FASE. Universidade Federal do ABC UFABC ESTA003-17: SISTEMAS DE CONTROLE I PROF. DR. ALFREDO DEL SOLE LORDELO Universidade Federal do ABC UFABC ESTA003-17: SISTEMAS DE CONTROLE I AULA 8 COMPENSAÇÃO POR ATRASO DE FASE PROF. DR. ALFREDO DEL SOLE LORDELO TELA CHEIA A configuração do compensador eletrônico por atraso

Leia mais

Questões para Revisão Controle

Questões para Revisão Controle Questões para Revisão Controle 1. (PROVÃO-1999)A Figura 1 apresenta o diagrama de blocos de um sistema de controle, e a Figura 2, o seu lugar das raízes para K > 0. Com base nas duas figuras, resolva os

Leia mais

Fundamentos de Controlo

Fundamentos de Controlo Fundamentos de Controlo 4 a Série Root-locus: traçado, análise e projecto. S4.1 Exercícios Resolvidos P4.1 Considere o sistema de controlo com retroacção unitária representado na Figura 1 em que G(s) =

Leia mais

PNV 3324 FUNDAMENTOS DE CONTROLE EM ENGENHARIA

PNV 3324 FUNDAMENTOS DE CONTROLE EM ENGENHARIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA NAVAL E OCEÂNICA ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO PNV 3324 FUNDAMENTOS DE CONTROLE EM ENGENHARIA NOTAS DE AULA* Prof. Helio Mitio Morishita * Este texto é um mero

Leia mais

RESPOSTA EM FREQUÊNCIA: CONTROLADOR AVANÇO E ATRASO DE FASE (LEAD-LAG) OGATA

RESPOSTA EM FREQUÊNCIA: CONTROLADOR AVANÇO E ATRASO DE FASE (LEAD-LAG) OGATA RESPOSTA EM FREQUÊNCIA: CONTROLADOR AVANÇO E ATRASO DE FASE (LEAD-LAG) OGATA CCL Profa. Mariana Cavalca Retirado de OGATA, Katsuhiko. Engenharia de controle moderno. 1. ed. Rio de Janeiro: Prentice Hall,

Leia mais

Capítulo 6. Estabilidade. Adaptado de: 3a ed. Engenharia de Sistemas de Controle - Norman S. Nise

Capítulo 6. Estabilidade. Adaptado de: 3a ed. Engenharia de Sistemas de Controle - Norman S. Nise Capítulo 6 Estabilidade Adaptado de: 3a ed. Engenharia de Sistemas de Controle - Norman S. Nise Pólos em malha fechada e resposta: a. sistema estável; Plano s Pólos do sistema a malha fechada estáveis

Leia mais

Sistemas de Controle 2

Sistemas de Controle 2 Pontifícia Universidade Católica de Goiás Escola de Engenharia Sistemas de Controle 2 Cap.10 Técnicas de Resposta em Frequência Prof. Dr. Marcos Lajovic Carneiro 10. Técnicas de Resposta de Frequência

Leia mais

V. ANÁLISE NO DOMÍNIO DO TEMPO

V. ANÁLISE NO DOMÍNIO DO TEMPO INSTITUTO TECNOLÓGICO DE AERONÁUTICA CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA-AERONÁUTICA MPS-43: SISTEMAS DE CONTROLE V. ANÁLISE NO DOMÍNIO DO TEMPO Prof. Davi Antônio dos Santos ([email protected]) Departamento de

Leia mais

Diagrama de Lugar das Raízes (Root-Locus)

Diagrama de Lugar das Raízes (Root-Locus) Diagrama de Lugar das Raízes (Root-Locus) Carlos Eduardo de Brito Novaes [email protected] http://professorcarlosnovaes.wordpress.com 8 de outubro de 202 Introdução O diagrama do lugar das raízes

Leia mais

MATEMÁTICA A - 11o Ano Funções - Derivada (extremos, monotonia e retas tangentes) Propostas de resolução

MATEMÁTICA A - 11o Ano Funções - Derivada (extremos, monotonia e retas tangentes) Propostas de resolução MATEMÁTICA A - o Ano Funções - Derivada extremos, monotonia e retas tangentes) Propostas de resolução Exercícios de exames e testes intermédios. Temos que, pela definição de derivada num ponto, f ) fx)

Leia mais

PID e Lugar das Raízes

PID e Lugar das Raízes PID e Lugar das Raízes 1. Controlador PID 2. Minorsky (1922), Directional stability of automatically steered bodies, Journal of the American Society of Naval Engineers, Vol. 34, pp. 284 Pilotagem de navios

Leia mais

Capítulo 2 Dinâmica de Sistemas Lineares

Capítulo 2 Dinâmica de Sistemas Lineares Capítulo 2 Dinâmica de Sistemas Lineares Gustavo H. C. Oliveira TE055 Teoria de Sistemas Lineares de Controle Dept. de Engenharia Elétrica / UFPR Gustavo H. C. Oliveira Dinâmica de Sistemas Lineares 1/57

Leia mais

Controle de Processos Aula: Função de transferência, diagrama de blocos, polos e zeros

Controle de Processos Aula: Função de transferência, diagrama de blocos, polos e zeros 107484 Controle de Processos Aula: Função de transferência, diagrama de blocos, polos e zeros Prof. Eduardo Stockler Tognetti Departamento de Engenharia Elétrica Universidade de Brasília UnB 2 o Semestre

Leia mais

Lugar Geométrico das Raízes (Root Locus)

Lugar Geométrico das Raízes (Root Locus) Lugar Geométrico das Raízes (Root Locus) ENGC4: Sistemas de Controle I Departamento de Engenharia Elétrica - DEE Universidade Federal da Bahia - UFBA 18 de janeiro de 016 Prof. Tito Luís Maia Santos 1/

Leia mais

B. A. Angelico, P. R. Scalassara, A. N. Vargas, UTFPR, Brasil

B. A. Angelico, P. R. Scalassara, A. N. Vargas, UTFPR, Brasil Estabilidade Estabilidade é um comportamento desejado em qualquer sistema físico. Sistemas instáveis tem comportamento, na maioria das vezes, imprevisível; por isso é desejável sempre garantirmos a estabilidade

Leia mais

Aula 8. Cristiano Quevedo Andrea 1. Curitiba, Abril de DAELT - Departamento Acadêmico de Eletrotécnica

Aula 8. Cristiano Quevedo Andrea 1. Curitiba, Abril de DAELT - Departamento Acadêmico de Eletrotécnica Classificaçã dos Sistemas de Controle Especificaçõe do Estado Estacionário de Erro Aula 8 Cristiano Quevedo Andrea 1 1 UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná DAELT - Departamento Acadêmico

Leia mais

Aula 12. Cristiano Quevedo Andrea 1. Curitiba, Outubro de DAELT - Departamento Acadêmico de Eletrotécnica

Aula 12. Cristiano Quevedo Andrea 1. Curitiba, Outubro de DAELT - Departamento Acadêmico de Eletrotécnica Aula 12 Cristiano Quevedo Andrea 1 1 UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná DAELT - Departamento Acadêmico de Eletrotécnica Curitiba, Outubro de 2011. Resumo 1 Introdução 2 3 4 5 Podemos melhorar

Leia mais

PMR3404 Controle I Aula 3

PMR3404 Controle I Aula 3 PMR3404 Controle I Aula 3 Resposta estática Ações de controle PID Newton Maruyama 23 de março de 2017 PMR-EPUSP Classificação de sistemas de acordo com o seu desempenho em regime estático Seja o seguinte

Leia mais

CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I (CDI-I) PROVA I 20/03/2013. O desenvolvimento de todos os cálculos deve estar presente na prova.

CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I (CDI-I) PROVA I 20/03/2013. O desenvolvimento de todos os cálculos deve estar presente na prova. Universidade do Estado de Santa Catarina Centro de Ciências Tecnológicas - CCT Departamento de Matemática Antônio João Fidélis CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I (CDI-I) PROVA I 0/03/013 É proibido o uso

Leia mais

Exercício: Identifique e faça um esboço do conjunto solução da. 3x xy + y 2 + 2x 2 3y = 0

Exercício: Identifique e faça um esboço do conjunto solução da. 3x xy + y 2 + 2x 2 3y = 0 Motivação Exercício: Identifique e faça um esboço do conjunto solução da equação 3x 2 + 2 3xy + y 2 + 2x 2 3y = 0 Motivação Exercício: Identifique e faça um esboço do conjunto solução da equação 3x 2 +

Leia mais

III Números reais - módulo e raízes Módulo ou valor absoluto Definição e exemplos... 17

III Números reais - módulo e raízes Módulo ou valor absoluto Definição e exemplos... 17 UFF/GMA - Matemática Básica I - Parte III Notas de aula - Marlene - 010-16 Sumário III Números reais - módulo e raízes 17 3.1 Módulo valor absoluto...................................... 17 3.1.1 Definição

Leia mais

CAPÍTULO 4 - ANÁLISE DA RESPOSTA EM FREQÜÊNCIA

CAPÍTULO 4 - ANÁLISE DA RESPOSTA EM FREQÜÊNCIA CAPÍTULO 4 - ANÁLISE DA RESPOSTA EM FREQÜÊNCIA 4.. Introdução Pelo termo resposta em freqüência, entende-se a resposta em regime estacionário de um sistema com entrada senoidal. Nos métodos de resposta

Leia mais

Sistemas de Controle 2

Sistemas de Controle 2 Pontifícia Universidade Católica de Goiás Escola de Engenharia Sistemas de Controle 2 Cap.8 - Técnicas do Lugar das Raízes Prof. Dr. Marcos Lajovic Carneiro Sistemas de Controle 2 Prof. Dr. Marcos Lajovic

Leia mais

UNIVERSIDADE GAMA FILHO PROCET DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA. Disciplina de Controle II Prof. MC. Leonardo Gonsioroski da Silva

UNIVERSIDADE GAMA FILHO PROCET DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA. Disciplina de Controle II Prof. MC. Leonardo Gonsioroski da Silva UNIVERSIDADE GAMA FILHO PROCET DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA Disciplina de Controle II Prof. MC. Leonardo Gonsioroski da Silva 1. K. Ogata: Engenharia de Controle Moderno, 5 Ed., Pearson, 2011 2.

Leia mais

Ações de controle básicas: uma análise do desempenho em regime

Ações de controle básicas: uma análise do desempenho em regime Capítulo 3 Ações de controle básicas: uma análise do desempenho em regime estático 3. Introdução Neste capítulo, as ações de controle básicas utilizadas em controladores industriais e o seu desempenho

Leia mais

UFF/GMA - Matemática Básica I - Parte III Notas de aula - Marlene

UFF/GMA - Matemática Básica I - Parte III Notas de aula - Marlene UFF/GMA - Matemática Básica I - Parte III Notas de aula - Marlene - 011-1 37 Sumário III Números reais - módulo e raízes 38 3.1 Módulo valor absoluto........................................ 38 3.1.1 Definição

Leia mais

Indice. Resposta forçada (condições iniciais nulas)

Indice. Resposta forçada (condições iniciais nulas) Indice 3.3 Inversão da TLP Fracções parciais Resolução equações diferenciais Polinómio característico Estabilidade resposta natural 3.4 Função de Transferência Estabilidade devido à entrada (resposta forçada)

Leia mais