Transformada de Laplace
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- Márcia Aldeia de Caminha
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1 Capítulo 8 Transformada de Laplace A transformada de Laplace permitirá que obtenhamos a solução de uma equação diferencial ordinária de coeficientes constantes através da resolução de uma equação algébrica. A transformada de Laplace de uma função f é uma transformada integral. Isto é, ela é da forma: Y (s) = β α K(s, t) f(t) dt. (8.) A função K(s, t) é chamada de núcleo da transformada. Para definir a transformada de Laplace, precisaremos da noção de integral imprópria. Veja [L]. Definição 3. Seja f : [, + ) R. A transformada de Laplace da função f(t) é denotada e definida por: F(s) = Lf(t)} = e st f(t) dt, se a integral imprópria converge, pelo menos para algum valor de s. No caso da transformada de Laplace, o núcleo da transformada é e st. Exemplo 94. f(t) =, t Aplicamos a definição: F(s) = L} = se s >. Exemplo 95. f(t) = e kt, t e st dt = lim A ( e st e sa dt = lim + ) = A s s s, 29
2 Aplicamos a definição: se s > k. F(s) = Le kt } = = lim A = s k, Exemplo 96. f(t) = t 3, t Aplicando a definição: se s >. e st e kt dt = e (k s)t dt ( e (k s)t e (k s)a dt = lim A k s ) k s F(s) = Lt 3 } = e st t 3 dt = lim e st t 3 dt A = lim [ e sa A 3 3e sa A 2 6e sa A 6e sa + 6 ] = 6 A s s 2 s 3 s 4 s 4 s 4, Exemplo 97. f(t) = se t < 5 5 se 5 t F(s) = Lf(t)} = [ e 5s = 5 lim A s e st f(t)dt = lim A ] e sa = 5 e 5s, s s 5 5 e st dt se s >. Como a transformada de Laplace envolve integração, é natural que a transformada herede propriedades da integral. Uma destas propriedades é a linearidade. Sejam f e g duas funções cujas transformada de Laplace existem para s > a e s > a 2, respectivamente. Então, para s > maxa, a 2 }, então: Lαf(t) + βg(t)} = = α e st ( αf(t) + βg(t) ) dt e st f(t) + β Acabamos de provar o seguinte teorema: e st g(t)dt = α Lf(t)} + β Lg(t)}, para todo α, β R. 2
3 Teorema 3. Se α e β são constantes, então Lα f(t) + β g(t)} = α Lf(t)} + β Lg(t)} para todo s tal que as transformadas tanto de f quanto de g existam. O resultado acima permitem que calculemos a transformada de algumas funções a partir de outras transformadas já conhecidas. Exemplo 98. Calcule L(5 + 8 t 3 ) se t. Como L() = s e L(t3 ) = 6 ; aplicando o teorema: s4 se s >. L(5 + 8 t 3 ) = 5 L() 8 L(t 3 ) = 5 s 48 s 4, Exemplo 99. Calcule L(cosh kx) e L(sinh kx) se t. Como cosh kx = ekx + e kx 2 e L(e kx ) =, se s > k; aplicando o teorema: s k L(cosh kx) = 2 L(ekx ) + 2 L(e kx ) = se s > k. Analogamente L(sinh kx) =, se s > k. s 2 k2 8. Funções de ordem exponencial s s 2 k 2, Agora, desejamos saber que tipo de funções possuim transformadas de Laplace. Definição 3. Uma função f é contínua por partes em um intervalo [α, β] se o intervalo puder ser particionado em um número finito de subintervalos tais que (t i, t i+ ), α = t < t < < t n = β. f é contínua em cada subintervalo aberto (t i, t i+ ) 2. São finitos os limites laterais: existem lim t t + i f(t) e lim f(t), i n, t t i+ 2
4 Exemplo. Consideremos f(t) =, para t < 2, para t 2 A função f é contínua por partes em R, pois f é contínua nos subintervalos (, 2) e (2, + ) lim f(t) =, lim f(t) =. t 2 + t 2 Exemplo. A função não é contínua por partes em [, 4] pois f(t) = t + t lim f(t) = ±. t ± Definição 32. Uma função f é de ordem exponencial em [, ) se existem constantes C > e k, tais que f(t) C e kt, para todo t (, ) Dom f. Exemplo 2. A função f(t) = cos 2t é de ordem exponencial em [, ), pois para C = e k =, f(t) = cos 2t C e kt =, t > Para a classe da funções que são contínuas por partes e de ordem exponencial, a transformada de Laplace está bem definida e vale o seguinte teorema: Teorema 4. Suponha que. f seja contínua por partes no intervalo [, A] para qualquer A > ; 2. existem C, k, M R com C >, M tais que f(t) Ce kt quando t M. Então, a transformada de Laplace existe para s > k. Lf(t)} = F(s) = e st f(t)dt 22
5 Note que: M e st f(t) dt = e st f(t) dt C M M e st f(t) dt + M e st f(t) dt e st e kt dt = C e(k s)t k s A M Logo e isto implica: = C e(k s)a k s C e(k s)m k s. lim e st f(t) dt < A M e st f(t)dt <. O Teorema acima nos diz que se uma função for contínua por partes e de ordem exponencial, então esta função tem transformada de Laplace e sabemos também que a transformada está bem definida para todos os valores de s maiores do que uma certa constante k. Corolário. Se f(t) satisfaz as hipóteses do Teorema 4, então: lim F(s) = s Até agora, estabelecemos no Teorema 4, condições suficientes para que possamos calcular a transformada de Laplace de uma certa classe de funções e conhecemos, no Corolário, uma propriedade das transformadas de Laplace de funções pertencentes a esta classe. É conveviente observar, que há funções que não satisfazem as hipóteses do Teorema 4 e ainda assim têm transformada de Laplace. Além disso, dentre estas funções encontramos exemplos cujas transformadas não têm a propriedade apontada no Corolário. Exemplo 3. f(t) = sen t, t. 23
6 Claramente f satisfaz as hipóteses do Teorema 4. Logo, s 2 + s 2 e st sen t dt = e st sen t s = e sa sen A s e st sen t dt = e sa sen A s F(s) = Lsen t} = ( = s2 s 2 + lim A = s 2 +, s > A + s e st cost s 2 e st costdt A e sa cosa s 2 + s 2 e st sen t dt = lim A e sa sen A s e st sen t dt s 2 e st sen t dt ) e sa cosa s 2 + s 2 Lembremos que estamos interessados em introduzir a transformada de Laplace para simplificar a resolução de equações diferenciais. Queremos determinar uma função y(t), solução de uma equação diferencial, resolvendo um problema associado para Y (s), a transformada de Laplace de y(t). Logo, uma vez determinada Y (s), queremos encontrar y(t). Ou seja, queremos inverter o operador transformada de Laplace. Para tanto, devemos provar que se Lf} = Lg}, temos f = g. O próximo resultado nos dirá que f e g são quase idênticas. Teorema 5. Se f(t) e g(t) satisfazem as hipóteses do Teorema 4 e F(s) = Lf} = Lg} = G(s) para todo s > a (para algum a); então, f(t) = g(t) exceto nos pontos de descontinuidade. 8.2 Transformada Inversa de Laplace O Teorema 3 nos diz quando equação: Ly} = φ(s) puder ser resolvida para y(t), a solução é essencialmente única. Esta solução se chama Transformada Inversa de Laplace da função φ(s), e é denotada por: L φ(s)}. 24
7 A transformada inversa também é um operador linear. De fato, consideremos φ(s) = F (s) + F 2 (s) e Lf (t)} = F (s) e Lf 2 (t)} = F 2 (s), temos para s > s, Portanto: Lf (t) + f 2 (t)} = Lf (t)} + Lf 2 (t)} = φ(s) L F (s) + F 2 (s)} = L φ(s)} = f (t) + f 2 (t) = L F (s)} + L F 2 (s)} } 6s 2 Exemplo 4. Calcule L 2s s 4 (s 2 + 4) } 6s L 2 2s = L s 4 (s 2 + 4) s 2 } 4 s } } 6 2 = L L s 4 s = t 3 sen 2t Teorema 6 ( o Teorema do deslocamento). Se Lf(t)} = F(s) existe para s > a e se c R, então a transformada de Laplace da função e ct f(t) existe para s > a + c e é dada por Le ct f(t)} = F(s c). Reciprocamente, se f(t) = L F(s)}, então Para s c > a, temos F(s c) = A relação acima nos diz que e ct f(t) = L F(s c)} e (s c)t f(t)dt = e ct f(t) = L F(s c)} e st [e ct f(t)]dt = Le ct f(t)} O Teorema acima nos diz que uma translação no eixo s corresponde a uma multiplicação da função em t por uma exponencial. Exemplo 5. Calcule L G(s)} com G(s) = s 2 4s
8 Completando quadrados: s 2 4s + 5 = s 2 4s = (s 2) 2 +. Como: logo: F(s) = Lsen t} = s 2 +, s > ; L G(s)} = L F(s 2)} = e 2t sen t Teorema 7 ( Mudança de Escala). Se Lf(t)} = F(s) existe para s > a e se c >, então a transformada de Laplace da função f(ct) existe para s > ac e é dada por: Lf(c t)} = ( s ) c F. c De fato: Lf(c t)} = e st f(c t) dt = c e s c u f(u) du ( s ( s = L = F, se c) c) Exemplo 6. Calcule Lf(t)}, com f(t) = sen 3t s c > a. Como: logo: F(s) = Lsen t} = s 2 +, s >, Lsen 3t} = ( s ) 3 F = ( 3 3 s ) 2 = s = 3 s 2 + 9, s >. Teorema 8. Suponha que. f seja contínua por partes no intervalo [, A] para qualquer A > ; 2. existem C, k, M R com C >, M tais que f(t) Ce kt quando t M 26
9 Então, a transformada de Laplace da função tf(t) existe para s > k e é dada por: L tf(t)} = d ds Lf(t)} = d ds F(s). A aplicação repetida do resultado acima nos diz que: L( t) n f(t)} = dn dn Lf(t)} = dsn ds nf(s) A propriedade acima é útil para se encontrar uma transformada inversa quando é mais fácil trabalhar com a derivada da transformada do que com a própria transformada. Exemplo 7. Determine L arctg ( ) }. s Considere: Logo: G(s) = arctg ( ) s e g(t) = L G(s)}. L tg(t)} = d ds G(s) = s 2 + s 2 = s 2 +. Calculando a transformada inversa, obtemos tg(t) = L } = sen t. s 2 + Portanto, g(t) = L arctg ( ) } = sen t s t Teorema 9. Suponha que. f seja contínua em [, A] e que f seja contínua por partes no intervalo [, A] para qualquer A > ; 2. existem C, k, M R com C, M > tais que f(t) Ce kt quando t M 27
10 Então, a transformada de Laplace de f (t) existe para s > k e é dada por Lf (t)} = slf(t)} f() = sf(s) f() Sejam t < t 2 < < t n, t i [, A] os (possíveis) pontos de descontinuidade de f, logo: e st f (t) dt = t e st f (t) dt + t2 t n Integrando por partes, t e st f (t) dt + + e st f (t) dt. Portanto, b e st f (t) dt = e st f(t) b b + s e st f(t) dt a a a = e sb f(b) e sa f(a) + s b a e st f(t) dt. Logo, t e st f (t) dt = e st f(t ) f() + s Lf (t)} = lim A + e st 2 f(t 2 ) e st f(t ) + s e st f(t) dt t2 + + e sa f(a) e stn f(t n ) + s = e sa f(a) f() + s e st f (t) dt = lim A e sa f(a) f() + s lim A = s Lf(t)} f(), s > k, como f(t) C e kt, se t M; então: t e st f(t) dt e st f(t) dt t n e st f(t) dt e st f(t) dt lim A e sa f(a) C lim A e(k s) A = lim A e sa f(a) = Se f for contínua e de ordem exponencial e f for conítnua por partes em intervalos [, A], A >, pelo Teorema 9, temos Lf (t)} = slf (t)} f () 28
11 e se, além disso, f for contínua e de ordem exponencial, temos Lf (t)} = slf (t)} f () = s 2 Lf(t)} sf() f () Na verdade, podemos generalizar o resultado acima para derivadas de ordem superior. Teorema 2. Suponha que. f, f,...,f (n ) sejam contínuas em [, A] e que f (n) seja contínua por partes no intervalo [, A] para qualquer A > ; 2. existem C, k, M R com C, M > tais que f(t) Ce kt, f (t) Ce kt,..., f (n ) (t) Ce kt quando t M Então, a transformada de Laplace de f (n) (t) existe para s > k e é dada por Lf (n) (t)} = s n Lf(t)} s n f() s n 2 f () sf (n 2) () f (n ) () Exemplo 8. Calcule Lt n } Seja f(t) = t n } d n L dt nf(t) = Ln!} = n!l} = n! s, s >. } d n L dt nf(t) = s n Lf(t)} + s n f() + s n 2 f () + + sf (n 2) () + f (n ) (), } d n L dt nf(t) = s n Lt n }, Lt n } = n! s n+, s > Teorema 2. Seja F(s) = L(f(t)); então: ( t ) L f(x) dx Seja g(t) = t f(x) dx; então g (t) = f(t): = F(s), se s >. s F(s) = L(g (t)) = s L(g(t)). 29
12 8.3 Resolução de PVI Com a teoria desenvolvida até aqui, podemos aplicar a Transformada de Laplace para resolver problemas de valor inicial. Exemplo 9. Resolva o PVI: y y 6y = y() = 2, y () = Usando o Teorema 2, temos Ly (t)} = sly(t)} y() e Ly (t)} = s 2 Ly(t)} sy() y (). Portanto: Ly y 6y} = Ly (t)} Ly (t)} 6Ly(t)} = L} = Ly y 6y} = (s 2 s 6)Ly(t)} 2s = Y (s) = Ly(t)} = 2s 3 s 2 s 6 Observe que para determinarmos a solução y(t) do PVI, basta invertermos a transformada acima. Para tanto, vamos escrever a fração que aparece no lado direito de um modo mais conveniente. Observe que s 2 s 6 = nada mais é do que a equação característica da equação diferencial y y 6y =. Como: 2s 3 s 2 s 6 = 2s 3 (s 3)(s + 2) = 3 5(s 3) + 7 5(s + 2), } e L = e at ; logo: s a } 2s 3 y(t) = L Y (s)} = L = 3 } s 2 s 6 5 L + 7 } s 3 5 L s + 2 = 3 5 e3t e 2t Observemos que, para resolver o PVI, não encontramos primeiro a solução geral equação homogênea. O método da Transformada de Laplace fornece diretamente a solução particular desejada. Exemplo. Encontre uma solução geral da edo: y 2 y + = 22
13 Sejam y() = k e y () = k 2. Usando o Teorema 2, obtemos Ly (t)} = sly(t)} y() e Ly (t)} = s 2 Ly(t)} sy() y (). Portanto: Ly 2 y + } = Ly (t)} 2Ly (t)} + Ly(t)} = L} = Ly 2 y + } = (s 2 2 s + )Ly(t)} sk + 2k k 2 = Como: Y (s) = Ly(t)} = (s 2)k + k 2 s 2 2s + (s 2)k + k 2 (s ) 2 = (s )k k + k 2 (s ) 2 = k s + k + k 2 (s ) 2, } } L = e t, L s (s ) 2 } (s y(t) = L Y (s)} = L 2)k + k 2 (s ) 2 = t e t } } = k L + (k 2 k )L s (s ) 2 = k e t + (k 2 k )te t = k 3 e t + k 4 te t Exemplo. Resolva o PVI: y + y = t y() =, y () = 2 Usando o Teorema 2, temos Ly (t)} = s 2 Ly(t)} sy() y (). 22
14 Portanto: Ly + y} = Ly (t)} + Ly(t)} = Lt} =! s 2, s > s 2 Ly(t)} sy() y () + Ly(t)} = [s 2 + ]Ly(t)} s + 2 = s 2 Y (s) = Ly(t)} = [ ] s 2 + s + s 2 = 2 Y (s) = s 2 s s s s 2 + y(t) = L Y (s)} = L s 3 2 s } } = L 3L s 2 s 2 + s 2 (s 2 + ) + s } s L s s 2 + Exemplo 2. Resolva o PVI: y + 4 y + 3 y = 2 t + 3 e 2t cos 3t s s s 2 + } = t 3 sen t + cost y() =, y () = Usando o Teorema 2, Portanto: Ly (t)} = s 2 Ly(t)} sy() y () Ly + 4 y + 3 y} = Ly (t)} + 4 ( s Ly(t)} y() ) + 3 Ly(t)} Fazendo Y (s) = Ly}: = L2 t + 3 e 2t cos 3t} = 2 s s + 2 (s + 2) 2 + 9, s >, ( s s + 3 ) Y (s) + = 2 3( s + 2) + s2 (s + 2) Y (s) = ( ) 2 3(s + 2) + s 2 + 4s + 3 s2 (s + 2)
15 Por outro lado: } L = 3 } 3 s 2 + 4s + 3 L = (s + 2) e 2t sen 3t, separando em frações parciais: 2 s 2 (s s + 3) = A s + B s 2 + logo, } L 2 s 2 (s s + 3) = 4 69 s + 3 C s + D s s + 3 s s s s + 3 ; = t e 2t cos 3t 3(69) e 2t sen 3t. Seja F(s) = Lsen 3t}, pelo Teorema 8, } } d t sen 3t = L 3 6 s = L, ds s (s 2 + 9) 2 } 3 (s + 2) L = } 6 s [(s + 2) 2 + 9] 2 2 e 2t L = (s 2 + 9) 2 2 e 2t t sen 3t Portanto, ( )} y(t) = L Y (s)} = L 2 3 (s + 2) + s 2 + 4s + 3 s2 (s + 2) } } } = L 2 + L 3(s + 2) s 2 (s 2 ( + 4s + 3) (s + 2)2 + 9 ) 2 L s s + 3 = t e 2t cos 3t 79 3(69) e 2t sen 3t + 2 e 2t t sen 3t. 8.4 Função Degrau Unitário Em aplicações que envolvem circuitos elétricos, é comum que a força externa que atua na equação seja descontínua. A transformada de Laplace se mostrará mais útil e simples para resolver problemas deste tipo do que os método que conhecemos até agora. 223
16 3 Figura 8.: Gráfico de u 3 (t) Definição 33. A função degrau unitário e definida e denotada por:, t < c, c u c (t) =, t c Calculemos a transformada de Laplace de u c : Lu c (t)} = lim e st u c (t) dt A ( ) = lim + e st dt A c ( ) = lim e sa + e sc A s s = e sc s, s >. Podemos usar a função degrau para expressar funções descontínuas que podem ser obtidas por translação de funções conhecidas. Por exemplo, se tivermos a função g(t) cujo gráfico é igual ao gráfico da função f(t) transladado de 224
17 uma distância c no sentido positivo do eixo t, y=g(t) c Podemos escrever g usando a função f e a função degrau, t < c, g(t) = u c (t)f(t c) = f(t c), t c Veremos no próximo Teorema como se relacionam as transformada de g e f. Teorema 22 (2 o Teorema do deslocamento). Se Lf(t)} = F(s) existe para s > a e se c R, então a transformada de Laplace da função g(t) = u c (t)f(t c) existe para s > a e é dada por Lu c (t) f(t c)} = e cs Lf(t)} = e cs F(s). Reciprocamente, se f(t) = L F(s)}, então Dea fato, para s > a, temos: e st u c (t)f(t c)dt = L e cs F(s)} = u c (t) f(t c). c e st f(t c)dt (u=t c) = c = e sc e su f(u)du c e s(u+c) f(u)du Lu c (t)f(t c)} = lim A e st u c (t)f(t c)dt = lim = e sc e su f(u)du = e sc Lf(t)} A e sc c e su f(u)du 225
18 A relação acima nos diz que L e cs F(s)} = u c (t)f(t c) O Teorema 22 nos diz que uma translação no eixo t de uma distância c no sentido positivo de t corresponde a uma multiplicação da transformada em t por uma exponencial. Exemplo 3. Calcule Lf(t)}, com sen t, t < π 4 f(t) = sen t + cos ( t 4) π, t π 4 Podemos escrever a função f(t) da seguinte forma:, t < π f(t) = sen t + ( 4 cos t π ), t π 4 4 = sen t + u π (t (t) cos π ). 4 4 Pelo Teorema 22, temos Lf(t)} = L sen t + u π (t (t) cos π )} 4 4 = s π e 4 s L cost} = s π e 4 s s s 2 +. Exemplo 4. Calcule L F(s)}, com Pelo Teorema 22, temos: L e 2s s 2 F(s) = e 2s s 2. = L sen t} + L u π (t (t) cos π )} 4 4 } } } s e = L L 2s 2 s 2 = t u 2 (t)(t 2), t < 2 = t t 2, t 2 t, t < 2 = 2, t
19 Exemplo 5. Resolva o PVI: y + 4 y = g(t) y() =, y () = com g(t) = cos 2t, t < 2π, t 2π Inicialmente, vamos reescrever a função g Usando o Teorema 2 e o Teorema 22: e g(t) = ( u 2π (t) ) cos 2t. Ly (t)} = s 2 Ly(t)} s y() y () = s 2 Ly(t)}, Lcos 2t u 2π (t) cos 2(t 2π)} = Lcos 2t} Lu 2π (t) cos 2(t 2π)} = s s e 2πs Lcos 2t} Denotando, Y (s) = Ly(t)}, obtemos: = s s e 2πs s s s 2 Y (s) + 4 Y (s) = s( e 2πs ) isto é: s Y (s) = s( e 2πs ). (s 2 + 4) 2 } Como L = sen 2t, usando o Teorema 8, podemos calcular: s } L s = L } d 2 = } d 2 (s 2 + 4) 2 4 ds s L = ds s t sen 2t. 4 Portanto, } } s( e L 2πs ) = L s (s 2 + 4) 2 (s 2 + 4) e 2πs s 2 (s 2 + 4) 2 } } = L s e L 2πs s (s 2 + 4) 2 (s 2 + 4) 2 t sen 2t = u 2π(t) (t 2π) sen 2(t 2π)
20 Portanto, a a solução do PVI é: y(t) = L t, t < 2π Y (s)} = t (t 2π), t 2π t sen 2t, t < 2π 4 = π sen 2t, t 2π Funções Periódicas A seguir estudaremos outra classe de funções que aparece com frequência como força externa em sistemas mecânicos e elétricos. Definição 34. Uma função f : R R é periódica de período p > se f(t+p) = f(t) para todo t. O menor período positivo é chamado de período fundamental. Exemplo 6. As funções f(x) = sen x e g(t) cos(t) são periódicas com período fundamental T = 2π Teorema 23. Se f é uma função contínua por partes, de ordem exponencial e periódica de período p, então a transformada de Laplace de f existe para s > e é dada por F(s) = Lf(t)} = De fato, seja A = (k + )p, logo: e st f(t) dt = p e st f(t)dt + Fazendo t = u + kp, obtemos: Então: (k+)p kp e st f(t) dt = [ p e st f(t)dt = F(s) = lim A = e ps p e ps 2p p p e st f(t) dt. e st f(t) dt + + (k+)p kp e st f(t) dt. p e s(u+kp) f(u + kp) du = e ksp e su f(u) du. ] k e su f(u) du n= [ p e nsp = [ p ] e st f(t) dt = e su f(u) du p e st f(t) dt. ] e e su (k+)sp f(u) du e ps lim k e (k+)sp e ps 228
21 Exemplo 7. Calcule Lf(t)}, com, t < f(t) =, t < 2, f(t + 2) = f(t) F(s) = = e 2s e 2s 2 e st f(t) dt = s [ e st Exemplo 8. Calcule Lf(t)}, com e 2s e st dt = e s s( e 2s ) = s( + e s ), s >. f(t) = sen t, t < π, f(t + π) = f(t)
22 F(s) = Lf(t)} = = e πs s 2 s Convolução π e st f(t) dt = e πs e sπ + s 2 = π e πs + e πs (s 2 + )( e πs ), s >. e st sen t dt Exemplo 9. Resolva o PVI y + y = cost, y() = y () =. Usando o Teorema 2, Ly (t)} = s 2 Ly(t)} sy() y () = s 2 Ly(t)}. Portanto: Ly + y} = Ly (t)} + Ly(t)} = Lcost}, Logo, s 2 Ly(t)} + 6Ly(t)} = [s 2 + ]Ly(t)} = Lcost}. Y (s) = Ly(t)} = Lcost} = Lsen t}lcost}. s 2 + É de se esperar que possamos relacionar as funções sen t e cost com a tranformada inversa do produto das transformadas de sen t e cost. O próximo teorema nos dirá que a função h(t) = t f(τ)g(t τ)dτ é tal que H(s) = Lh(t)} = Lf(t)}Lg(t)}. Definição 35 (Convolução). Seja f e g funções contínuas por partes. A convolução das funções f e g é denotada e definida para t por: (f g)(t) = t Exemplo 2. Calcule L(cos t) (sen t)} f(τ) g(t τ) dτ. 23
23 Usando a identidade: cos A sen B = 2 ( sen(a + B) sen(a B) ), temos: t t (cos t) (sen t) = cosτ sen(t τ) dτ = 2 = ( τ sen t + ) 2 2 cos(2τ t) t = 2 t sen t + 4 cos t 4 cos( t) = t sen t. 2 ( sen t sen(2τ t) ) dτ Teorema 24. Se f e g são funções contínuas por partes e de ordem exponencial, então a transformada da convolução (f g)(t) existe para s > k e é dada por: L(f g)(t)} = Lf(t)} Lg(t)} = F(s) G(s). Análogamente, L F(s) G(s)} = (f g)(t) Observe que: e st (f g)(t) dt = = t t e st f(τ) g(t τ) dτ dt e st f(τ) g(t τ)dτ dt A integração acima está ocorrendo na seguinte região do plano tτ: τ t = τ t que pode ser descrita por: τ t, t < ou τ t <, τ < 23
24 Logo, e st (f g)(t) dt = = t e st f(τ) g(t τ) dτ dt f(τ) τ fazendo a mudança de variável u = t τ: e st g(t τ) dt dτ, logo, obtemos: e st (f g)(t) dt = Exemplo 2. Resolva o PVI: = f(τ) e sτ f(τ) dτ e s(u+τ) g(u) du dτ L(f g)(t)} = Lf(t)}Lg(t)}. y + y = cost, y() = y () =, Usando os Exemplos 9 e 2 e o Teorema 24, vemos que e su g(u) du, y(t) = L Y (s)} = L Lsen t}lcost}} = (cost) (sen t) = t sen t. 2 é a solução do PVI. 8.7 Função de Impulso Vamos agora estudar equações diferenciais lineares com coeficientes constantes sujeitas a forças externas de natureza impulsiva. Isto é, forças g(t) que agem apenas em um curto período de tempo. É comum em fenômenos deste tipo, que o efeito principal desta força não dependa precisamente de como f varia com respeito a t e sim dependa do valor da integral I b a = b a g(t)dt I é chamado o impulso da força f no intervalo [a, b]. 232
25 Devido a esta característica, vamos substituir a função g(t) por uma função simples que tenha o mesmo impulso. Consideremos as funções d a,ε (t) = ε, a t < a + ε, caso contrário / ε 2 / ε / ε a a+ ε 2 a+ ε a+ ε Vemos que para todo ε >, a função d a,ε (t) tem um impuslo unitário no intervalo [a, a + ε]. De fato: I ε = a+ε a d a,ε (t) dt = ε ( a + ε a ) =. Como a função d a,ε (t) se anula fora do intervalo [a, a + ε], temos: I ε = d a,ε (t) dt =. Vamos agora considerar que a força atue em intervalos cada vez menores. Isto é, com ε cada vez menores, isto é: lim d a,ε(t) =, t a, ε lim ε d a,ε (t) dt = lim ε I ε =. As condições acima nos dão elementos para definir o chamado impulso instantâneo que teria as seguintes propriedades: δ a (t) =, t a, δ a (t) dt =. 233
26 δ a (t) definida pelas condiçõea acima não é uma função no sentido usual e é chamada δ de Dirac. Podemos definir formalmente a transformada de Laplace da função δ de Dirac motivados pelo Teorema do valor médio para integrais. Se g(t) é contínua em [a, a + ε], então existe t [a, a + ε], tal que Logo: a+ε a g(t) dt = g(t) ( a + ε a ) g(t) ε. lim g(t) d a,ε (t) dt = lim ε ε a+ε a g(t) ε dt = lim g(t) = g(a), ε uma vez que t [a, a + ε] e g é contínua em [a, a + ε]. Em particular: lim Ld a,ε(t)} = lim e st d a,ε (t) dt = e sa. ε ε Definiremos a transformada de Laplace do δ de Dirac, como: Lδ a (t)} = e sa e Notação: δ(t) = δ (t) g(t)δ a (t) dt = g(a) Princípio de Duhamel Consideremos o PVI x + a x + a x = g(t) x () = x() = Pelo Teorema 2, temos: A função Lx(t)}[s 2 + a s + a ] = G(s), Lx(t)} = G(s) s 2 + a s + a. W(s) = s 2 + a s + a 234
27 é chamada função transferência e w(t) = L W(s)} é chamada função peso, pelo Teorema 24, x(t) = w(t) g(t) = t w(τ) g(t τ) dτ. Esta fórmula é o princípio de Duhamel para o sistema. Observe que a função peso é completamente determinada pelos parâmetros da equação. Uma vez conhecida w(t) uma solução do PVI é sempre dada pela expressão acima. Observemos que: W(s) = s 2 + a s + a = = Lδ (t)} s 2 + a s + a = e s s 2 + a s + a Lδ(t)} s 2 + a s + a. Isto é, a função peso é a resposta do sistema à função δ de Dirac. Por isso, w(t) é também chamada de resposta ao impulso unitário. O princípio de Duhamel nos mostra como podemos usar o teorema da convolução para expressar a solução de um problema de valor inicial em função de uma integral. Exemplo 22. Consideremos o PVI: x + a x + a x = g(t) Ele tem solução da forma: x () = b, x() = b. x(t) = x h (t) + x p (t) com x h + a x h + a x h = x h () = b, x h () = b e x p + a x p + a x p = g(t) x p() =, x p () =. De fato, para x(t) = x h (t) + x p (t), temos: x + a x + a x = (x h + x p ) + a (x h + x p ) + a (x h + x p ) = x h + a x h + a x h + x p + a x p + a x p = + g(t) 235
28 e x() = x h () + x p () = b + = b, x () = x h () + x p () = b + = b. Exemplo 23. Resolva o PVI: y + 4 y = g(t), Aplicando o Teorema 2, temos Logo: y() = 3 y () =, Ly (t)} = s 2 Ly(t)} s y() y () = s 2 Ly(t)} 3 s +. s 2 Ly(t)} + 4 Ly(t)} = ( s ) Ly(t)} = 3 s + Lg(t)} = 3 s + G(s). Então, Y (s) = Ly(t)} = 3 s s s s G(s) = 3 Lcos2t} 2 Lsen 2t} + Lsen 2t}G(s) 2 Portanto: y(t) = L Y (s)} = 3 cos 2t 2 sen 2t + (sen 2t) (g(t)) 2 = 3 cos 2t 2 sen 2t + 2 é a solução do PVI. Logo: t sen 2τ g(t τ) dτ, w(t) = 2 sen 2t, x h (t) = 3 cos 2t 2 x p (t) = w(t) g(t) = 2 sen 2t, t sen 2τ g(t τ) dτ. Vejamos agora, no caso de uma equação de ordem 2, como interpretaremos equações diferenciais sujeitas à uma força do tipo δ de Dirac. Queremos dar sentido a um problema do tipo x + a x + a x = δ a (t) (8.2) 236
29 Diremos que x(t) é uma solução da equação diferencial (8.2) se com x ε (t) uma solução de x(t) = lim ε x ε (t) x + a x + a x = d a,ε (t) Pelo que vimos anterioremente, em uma solução da equação acima, a influência da força externa é dada por x p,ε (t) = t w(τ)d a,ε (t τ)dτ, w(t) = L s 2 + a s + a É possível mostrar que a solução que obtemos ao tomarmos o limite de x p,ε (t) quando ε tende a zero também pode ser obtida se aplicarmos diretamente a transformada de Laplace diretamente no PVI que contem a função δ de Dirac como força externa. } Exemplo 24. Uma massa m = é presa a uma mola com constante k = 4. Não há resitência. A massa é solta do repouso com x() = 3. No instante t = 2π, a massa é atingida por um martelo, proporcionando um impulso igual a I = 8. Determine a função que descreve o movimento da massa. Devemos resolver o PVI: x + 4 x = 8 δ 2π (t), x() = 3 x () =, Aplicando a transformada de Laplace, temos Lx (t)} = s 2 Lx(t)} s x() x () = s 2 Lx(t)} 3s Portanto: logo, Lx (t)} + 4 Lx(t)} = Lδ 2π (t)}, X(s) = Lx(t)} = ( 3 s + 8 e 2πs } ) s = 3 s s e 2πs s = 3 Lcos2t} + 4 e 2πs Lsen 2t} 237
30 e: Para A = 25, seja δ, tal que: x(t) = L X(s)} = 3 cos 2t + 4u 2π (t) sen 2(t 2π) 3 cos 2 t, t < 2π = 3 cos 2 t + 4 sen 2(t 2π), t 2π 3 cos 2t, t < 2π = 3 cos 2t + 4 sen 2t, t 2π. sen δ = 4 A e cosδ = 3 A. Como δ, 9273, utilizando identidades trigonométricas, podemos reescrever x(t), na forma: 3 cos 2t, t < 2π x(t) = 5 cos(2t, 9273), t 2π. A função x(t) é a solução do PVI. Vemos que o efeito do impulso em t = 2π altera a amplitude do movimento oscilatório instantaneamente. Isto provoca uma descontinuidade na velocidade. 238
31 8.8 Exercícios. Das seguintes funções, quais são contínuas por partes em [, )? Justifique sua resposta. a) f(t) = e t2 b) f(t) = ln(t 2 + ) c) f(t) = t + t d) f(t) = t 2 e) f(t) = e t 2 t t 2 2. Calcule (sem consultar uma tabela), sendo a constante, a transformada de Laplace de: a) f(t) = e at b) f(t) = te at c) f(t) = t cosat d) f(t) = cos 2 at e) f(t) = e at sen bt f) f(t) = e at cosbt g) f(t) = t n e at, n N h) f(t) = cosh at i) f(t) = senh at j) f(t) = sen at k) f(t) = l) f(t) = t m) f(t) = t 2 n) f(t) = cosat o) f(t) =, < t, t > 3. Ache a transformada inversa de Laplace da função dada a) c) 3 s s 2 + 3s 4 e) 8s2 4s + 2 s(s 2 + 4) g) 2s 3 s 2 4 b) d) f) 4 (s ) 3 2s + 2 s 2 + 2s + 5 3s s 2 s 6 239
32 4. Calcule: } e a) L s s 3 } e b) L πs s } 2(s )e c) L 2s s 2 2s Use a transformada de Laplace para resolver os seguintes problemas de valor inicial a) y + y = t, y() =, y () = 2 b) y 3y + 2y = 4e 2t, y() = 3, y () = 5 c) y + 9y = cos 2t, y() =, y () = d) y y 6y = e 2t, y() = 3, y () = 2 6. Use a transformada de Laplace para resolver os seguintes problemas de valor inicial: a) y + 4y = sen 3t, y() =, y () = b) y (4) y =, y() = y () =, y () = y () = c) y + 3y + 2y =, y() =, y () = d) y 5y + 6y = e t, y() =, y () = e) y 4y + 4y =, y() =, y () = f) y 2y + 2y = e t, y() =, y () = g) y y = 5, y() = y () = y () = h) y + y = t 2 +, y() = π 2, y () = 2π i) y + 4y = sen t u 2π (t) sen(t 2π), y() = y () = j) y + 2y + y = f(t), y() =, y () = ; com f(t) =, t <, t 24
33 k) y + y = g(t), y() =, y () = com g(t) = l) 2y + 8y = 4δ π (t), y() = y () = m) y + 4y = 4δ π 6 (t) sen t, y() = y () = t, t <, t n) y (4) + 3y + y 3y 2y = t, y() = y () = y () = y () = o) y + 2y + y = δ(t) + u 2π (t), y() =, y () = p) y + 2y + 2y = δ π (t), y() =, y () = 7. Use a transformada de Laplace para encontrar uma solução geral das seguintes equações: a) y 2y + 2y = b) y y 6y = c) y + 2y + y = 4e t d) y 2y + 2y = cost 8. Ache a transformada de Laplace de: a) f(t) =, t < 2 (t 2) 2, t 2 b) f(t) =, t < t 2 2t + 2, t, t < π c) f(t) = t π, π t < 2π, t 2π 24
34 y 2 d) t y e) t f) f(t) = t 2 u (t) g) f(t) = e 2t u π (t) h) f(t) = (t 3)u 2 (t) (t 2)u 3 (t) 9. Determine a transformada de Laplace das seguintes funções periódicas: y a) π π 2π 3π 4π 5π 6π 7π t y b) t 242
35 y c) t y d) t y e) π 2π 3π 4π t f(t) = sen t, t < π, f(t + π) = f(t). Mostre que f g = g f. Use a convolução para calcular: } a) L s (s 2 + ) 2 } b) L s 2 (s + ) 2 } c) L s, a (s 2 + a 2 ) 2 2. Determine a solução do problema de valor inicial em termos de uma integral de convolução a) y + ω 2 y = g(t), y() =, y () = b) y + 2y + 2y = sen at, y() = y () = 3. Seja F(s) = Lf(t)}. Mostre que f(t) = t L F (s)}. 243
36 4. Use o resultado do exercício anterior para determinar f(t) quando F(s) = Lf(t)} é dada por: ( ) s + a a) ln b) arctg a ) s a s c) ln ( + a2 } cosat 5. Calcule L t 6. Usando a transformada de Laplace, resolva os seguintes problemas de valor inicial: s 2 a) c) x = x 2y y = x y x() = y() = x 3x 4y = y 2x y = x() = 2, y() = x + y + z = e) y x + z = 2 sen t z x = b) d) x = x + y y = 4x + y x() = 2, y() = 3 x 2y = 2 y + x = 5e 2t + x() = x () = 2, y() = x() = y() = z() = 7. Decomponha em frações parciais: 2x + 3 a) x 2 + 3x x d) x 2 + x 6 3x + 5 g) 2x 3 + 2x 2 + x x 2 + j) (x 3)(x 2 + 4x + 3) x 3 m) x 2 4x + 4 x p) x(x 2 + 2x + 4) x b) (x + )(x 2 + 5x + 6) e) 2x x 2 4 x + 7 h) (x + )(x 2 4x + 3) x + k) x 2 (x ) 2x + 5 n) x 3 + 3x 2 4 q) (x + )(x 2 + ) c) x 2 3x + 2 x 2 + f) x 3 4x i) x3 + 2x 2 3x + x 2 + 2x 8 x 2 + l) (x + ) 2 (x ) x 2 o) (x 2 3x + 2) 2 r) x 4 244
37 x 4 + s) t) u2 + x 4 + x 2 u 3 + x 3 + x + x 3 v) w) x 2 2x 2 + (x + ) 2 (x 2 + ) 2 u) 2x + (x 2 4) 2 245
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