Equações Diferenciais Ordinárias

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Equações Diferenciais Ordinárias"

Transcrição

1 Equações Diferenciais Ordinárias 1 INTRODUÇÃO Fala galera, estamos aqui para ajuda-los com essa matéria muito importante para nós da UFRJ, esses conceitos serão muito utilizados nas próximas matérias do ciclo básico e profissional, além disso, cálculo II tranca tudo então fica esperto! Primeiro temos que entender o que é uma equação diferencial ordinária. Trata-se de uma equação que envolve as derivadas de uma função de uma variável. Por exemplo: f(x) = f (x) + 1 A ordem da equação depende da ordem da maior derivada que está envolvida (f, f, f...). Lembre-se também que, sempre deve ser linear em f(x) (ou y), ou seja, não existe termo de y², y³... 2 EDO S DE PRIMEIRA ORDEM 2.1 EQUAÇÕES SEPARÁVEIS São assim designadas, pois podemos escrever a equação da seguinte forma (Com denominador diferente de zero): = ( ) ( ) ou = ( ) ( ) (Lembre-se que se f(x) = y, então f (x) = y = )

2 O jeito de resolver esse tipo de equação é isolando as variáveis (e seus diferenciais), e integrar em ambos os lados: Ex: y = ( ) = ( ) ( ) = dx ( ) = ln(y-1) = - + C = (y-1) y = + 1 Um detalhe importante a ser mencionado é que o valor da constante C depende das condições iniciais do problema. A solução que encontramos é geral, e qualquer valor de C satisfaz a equação inicial (y = ( ) ). 2.2 EQUAÇÕES LINEARES HOMOGÊNEAS E NÃO HOMOGÊNEAS E FATOR INTEGRANTE Agora começa a dificultar um pouco. Não podemos mais utilizar o artifício de isolar as variáveis e integrar em ambos os lados. Uma equação diferencial linear é da seguinte forma: y + P(x)y = Q(y)

3 Aqui, utilizamos um mecanismo chamado de Fator Integrante (Sugerimos que busque a demonstração deste em um livro de Cálculo 2): I(x) = ( ) Consiste na potenciação do número e a uma integral do polinômio P(x) Mas aí você pode se perguntar: Por que eu tenho que decorar isso?. Bem, infelizmente é um macete que é utilizado várias vezes nesse tipo de exercício, e com o tempo (e vários exercícios!) ficará grudado na sua cabeça! Nós iremos multiplicar toda a equação pelo Fator integrante I(x) e depois integrar em ambos os lados! Simples né? Quando fizermos isso, aparecerá do lado esquerdo da equação uma derivação de produto, que quando integrarmos em ambos os lados, voltará a ser o produto que foi derivado. Parece meio complicado, mas ficará mais claro com o exemplo: 3y + 9x²y² = 18x²y Temos que dividir toda a equação por 3y (Se y diferente de 0), para que fique nos moldes da equação linear que mostramos: + 3x²y = 6x² Assim, o nosso P(x) será 3x², e nosso Q(y) será 6x²(Mesmo que não apareça o termo de y) Multiplicando ambos os lados por I(x): I(x) = =. + 3x²y. = 6x². Observe bem o lado esquerdo da nossa equação, é exatamente uma derivada de produto, só que expandida! Seria a derivada de y.!!!

4 Basta então reconstruirmos da seguinte forma: (y. ) = 6x². Agora, integrando em ambos os lados (Utilizando x³ = u, com substituição do lado direito): y. = 2 + C Finalmente, y = 2 + C. A dificuldade desse tipo de questão é encontrar o Fator Integrante. Se feito corretamente, você enxergará uma derivada de produto e resolverá em seguida, normalmente. Lembre-se da forma como apresentamos a equação linear: y isolado (multiplicado apenas por 1), e o P(x) multiplicado apenas por y (sem y², y³... ). O fato de serem Homogêneas ou não, simplesmente depende de Q(y). Se Q(y) = 0, então a equação será Homogênea. Diferente disso será Não-Homogênea.

5 Depois disso é só integrar dos dois lados, isolar o y e correr pro abraço. :D 2.3 APLICAÇÕES 1. Suponha que no instante t=0, a metade de uma população de coelhos é infectada por um vírus que começa crescendo com uma taxa de 1000 coelhos por dia. Assuma a taxa com que o vírus se espalha é proporcional à quantidade de coelhos infectados vezes a quantidade de coelhos não infectados. Determine o tempo para que 80% da população fique infectada. R: Pelo problema, temos que: = k.y( y) = (taxa de coelhos infectados por dia) Vamos descobrir o valor de k, sabendo que em t=0, y = e = 1 : 1 = k.50000( ) k = 25.1 = 25.1.y( y) Agora vamos isolar as variáveis: ( + ( ) )dy= dt Integrando em ambos os lados: (1 ) y = 1. ( ln(y) ln(1 ) ) =. 1

6 ( ln(80000) ln(1 ) ) =. ln(4) = t = 50.ln(2) 2.4 EXERCÍCIOS.

7 3 EDO S DE SEGUNDA ORDEM Agora que já aprendemos os macetes de EDO s de primeira ordem, podemos avançar mais um pouco e prosseguir para o estudo das EDO s de segunda ordem. A diferença básica entre elas é que a de segunda ordem possui um termo adicional com segunda derivada. Mas, mesmo assim, o método de resolução muda completamente. O tipo de EDO de segunda ordem que estudamos é com os coeficientes constantes, novamente com linearidade em y (y e suas derivadas elevadas a potência 1). A forma dela é a seguinte: A. + B. + C.y = G(x), onde A, B e C são constantes. 3.1 EQUAÇÕES HOMOGÊNEAS Primeiro, vamos estudar o caso em que G(x) = 0, ou seja, a equação é homogênea: A. + B. + C.y = 0 Para explicar a resolução desse tipo de questão, vamos utilizar um artifício. Digamos que Dy = y, ou seja, D é um operador derivação (Você vai entender isso em Álgebra Linear!). O que importa pra nós agora é o seguinte: Dy = y D²y = y (Derivação aplicada novamente) Assim, A. + B. + C.y = 0 seria algo como: (AD² + BD + C)y = 0

8 Veja, vamos multiplicar tudo para confirmar: AD²y + BDy + Cy = 0 Ay + By + C = (Confirmado!) Agora vamos focar no que está em parênteses nessa equação (AD² + BD + C)y = 0. Temos que descobrir os valores de D para que a equação seja verdadeira, e o que está dentro dos parênteses seja zero! Simplesmente temos que resolver uma equação de segundo grau! Vamos a um exemplo prático: y + 3y + y = Mudando o jeito de escrever, para visualizarmos melhor: Assim, (D² + 3D + 2)y = 0 (D+1)(D+2)y = 0 Separando, (D+2)y = 0 ou (D+1)y = 0 (Queremos saber qual operação é nula, dizer simplesmente que (D+1) = 0 não seria válido, por isso (D+1).y!!!) Resolvendo agora como equações separáveis (EDO de 1ª ordem): y + y = y = c₁ y + y = y = c₂. Essas duas soluções encontradas, y₁ e y₂, são soluções particulares do problema. O que realmente queremos é a solução geral! A solução geral é a soma das soluções que encontramos, e será y(x) = y₁ + y₂. Lembrando que c₁ e c₂ são constantes definidas pelas condições iniciais do problema. Parece simples né? Mas sempre dá pra complicar E se r₁ = r₂ (Δ = 0)? Bem, nesse caso, devemos multiplicar uma das particulares por x, desse jeito:

9 y(x) = c₁. ₁ + x.c₂. ₁ (As raízes são iguais, mas as constantes permanecem diferentes) Isso não altera a solução final, pois se derivarmos tudo (Não custa tentar!), o termo multiplicado por x irá se anular. Sugerimos que você mesmo(a) comprove isto derivando toda a equação, para melhor fixação deste resultado! Ex: 16y + 24y + 9y = 0 Δ = 24² = 0 r = -3/4 y(x) = c₁ + x.c₂ Agora vamos ao caso em que Δ <0 (Raízes complexas): Acharemos duas raízes: r₁ = α + βi r₂ = α βi Daí, a solução geral será : y (x) = (c₁ cos(βx) + c₂sen(βx)) (A demonstração desse resultado é bem extensa, por isso resolvemos omiti-la. Você pode achala em qualquer livro de Cálculo 2)

10 Agora, se lembrarmos da equação inicial mostrada como molde da EDO de 2ª ordem de coeficientes constantes: A. + B. + C.y = G(x) Iremos estudar o caso em que G(x) 0, ou seja, é um caso não-homogêneo. A diferença neste caso é que a solução geral será do tipo y(x) = y₁ + y₂ +. Este faz parte da solução que chamamos de particular, pois envolve o lado direito da igualdade. O que temos que fazer é apenas somar a solução da equação particular, com as soluções da equação como se fosse homogênea! (Somar com os resultados de y₁ e y₂) 3.2 EQUAÇÕES NÃO-HOMOGÊNEAS (SOLUÇÕES PARTICULARES) Como determinar as soluções particulares de uma EDO? De inicio, vamos nos preocupar um pouco no que colocar para cada tipo de expressão na EDO não homogênea. Os tipos estão nos tópicos abaixo = A solução particular deve ser um polinômio de grau n, por exemplo: + = Logo, a solução particular deve ser do tipo: = + E para encontrar as constantes? Só jogar na EDO, vemos ter: = = Logo:

11 + = + ( + ) = + + = Logo: = = 1 = = = 3 Logo a solução particular é = ( + ). Para achar a geral, você sabe né? Só somar com a homogênea ( ) ( ) ( ) + ( ) A solução será do tipo Asen(x) +Bcos(x), por exemplo: Co o i os ser so o r ic r? + = (3 + 1) + cos(3 + 1) = (3 + 1) + (3 + 1) Substituindo na EDO pra achar as constantes, temos: Somando tudo, temos: = 3 (3 + 1) 3 (3 + 1) = (3 + 1) (3 + 1) + = = (3 + 1) (3 + 1) 3 (3 + 1) 3 (3 + 1) + (3 + 1) + (3 + 1) = = (3 + 1) + cos(3 + 1) Daí, só isolarmos (3 + 1) (3 + 1) e fazer o sistema linear. (3 + 1)( + + ) + (3 + 1)( + ) = (3 + 1) + (3 + 1) + = 1 = 1

12 = 1 + (1 + ) = = = 1 3 = 1 = 3 1 Logo: = 1 ( (3 + 1) 1 cos(3 + 1)) Daí é tranquilo! A nossa solução será do tipo, por exemplo: + = Como vimos, a solução será do tipo =. Substituindo na EDO, temos: = = = + = A = 7 Beleza, mas vamos diretamente agora às exceções, que é o que geralmente o IM cobra em provas. =

13 3.2.4 A solução particular será a soma das soluções particulares de como se elas tivessem sozinhas. Como assim? Vamos ver no exemplo: + = ( ) + 1 Como seria a solução particular se fosse somente + = ( ) Seria algo do tipo = ( ) + ( ) Como seria a solução particular se fosse somente + = 1 Seria algo do tipo = + +. Logo, = + = ( ) + ( ) Aplicando na EDO, temos: Logo: = ( ) ( ) + = ( ) + ( ) = ( ) ( ) + + ( ( ) + ( ) + + ) + ( ) + ( ) Trabalhoso né? Continuando. Isolando os senos e cossenos, temos; cos(x)( A + B + A) + sen(x)( B A + B) + Cx² + x( C + ) + C + + = sen(x) + x² 1 Fazendo o sistema linear, temos: Logo, a solução homogênea será: = = = = = 1 + = = + + = 1 + = 1 = = ( ) + + Tome o máximo de cuidado para não errar as contas, é muito comum trocar sinais e errar toda a questão.

14 Existem casos que há o produto entre dois tipos diferentes de função, nesses casos apenas multiplicamos as soluções particulares. Ex: (UFRJ P1) Resposta:

15 MUITO CUIDADO AQUI!! Os autores adoram colocar isso em provas!! Acontece muitas vezes, de um termo da solução homogênea ser igual a um termo da solução particular. Daí, na hora de colocar a constante você DEVE ao invés de colocar apenas A.função, você coloca Ax.função, claro se não existir algo do tipo x.função do outro lado, pois se tiver, você coloca x².função. E por aí vai... O que aconselhamos a fazer antes de QUALQUER questão desse tipo: Sempre ache primeiro a solução da homogênea para depois achar as particulares, e sempre comparar se ela é do mesmo tipo. Isso reduz muito a chance de erro. Vamos ver no exemplo: Ex: Sabemos que: + = + + ( ) = + : Achando a equação característica da EDO de 2ª Ordem homogênea, temos: + = ( ) = Logo, a equação tem raiz de multiplicidade 2( = ), com =. Então, a solução da homogênea será do tipo: Já a particular seria algo do tipo: = ( + )( ) = + + = ( + ) = ( + + ) = cos( ) + ( ) Vemos que temos termos repetidos na homogênea e na particular. Ta, e o que fazer?

16 Devemos aumentar o grau das expressões da particular. Como assim? Temos que fazer = ( + + ) = + + Percebeu que ainda há termos em repetição?! Então temos que aplicar de novo!! = ( + + ) = + + Agora sim todos os graus diferentes, temos nossa solução particular correta. E então a solução geral será: = ( ) + ( ) Viu? Não mexemos no ( ) + ( ), a função que é diferente (não se repete) a gente deixa intacta! Daí é só achar as constantes e correr pro abraço. 3.3 APLICAÇÕES Mola c/ atrito do ar e força externa: Vamos primeiro lembrar que: -Espaço = x -Velocidade é a taxa de variação do espaço = x -Aceleração é a taxa de variação da velocidade = x Vamos utilizar da segunda Lei de Newton para igualar força da mola, força externa, e atrito do ar, à força resultante do sistema: x = -k.x ν x + F(t)

17 Lembrando que k é o valor da constante elástica da mola e ν é o valor do coeficiente de atrito do ar. Os sinais de k.x e de ν.x estão negativos pois quando a massa está no lado positivo do eixo X, elas apontam no sentido negativo, e vice-versa. Já a força externa deve ter característica periódica. Vamos a um exemplo: Sabendo que a massa da mola é 1kg, o coeficiente de atrito do ar é 4kg/s, a constante elástica é de 6N/m e a força externa funciona sob a função 15.sen(3t) N, calcule a função que determina a posição da massa mola em função do tempo. Dado: x(0) = 1 e x (0) = -2. R: Primeiro vamos montar a equação base para todo o resto: 1 X = - x - 6x + 15.sen(3t) x + x + x = 1 sen(3 ) Vamos focar na solução da homogênea: Δ = 4² = -8 r = = i Assim, utilizando a fórmula para a solução de EDO com Δ < 0: x(t) = (c₁ (t. )+ c₂ cos( )) Agora vamos à solução particular, F(t) = 15.sen(3t) x = A.sen(3t) + B.cos(3t) x = 3A cos(3 ) 3B.sen(3t) x = -9A.sen(3t) 9B.cos(3t) Jogando na equação base: [-9A.sen(3t) 9B.cos(3t)] + 4[3A.cos(3t) 3B.sen(3t)] + 6[A.sen(3t) + B.cos(3t)] = 15sen(3t) Isolando senos e cossenos: -9A -12B+6A = 15

18 - B + 1 A + B = A = -15/51 ; B = -60/51 Agora, vamos utilizar os valores de x e x dados no enunciado para descobrir os valores das constantes: x(t) = (c₁ (t. )+ c₂ cos( )) -.sen(3t) -.cos(3t) x(0) = 1 = 1.( c₁ + c₂ cos( )) -.sen(0) -.cos(0) c₂ - = 1 c₂ = x ( ) = -2. (c₁ (t. )+ c₂ cos( )) + (c₁. (t. ) - c₂ sen(t. )) -.cos(3t) +.sen(3t) x ( ) = -2. 1(c₁ (0. )+ c₂ cos( )) + 1 (c₁. (0. ) - c₂ sen(0. )) -.cos(3.0) +.sen(3.0) x ( ) = -2. c₂ + c₁ - = -2 c₁. = c₁ = Finalmente (ufa!) : x(t) = (. (t. )+ cos(t. )) -.sen(3t) -.cos(3t) Versão 4 Rio de Janeiro 23/03/2015 Elaborado por: João Batista Fernandes de Sousa Filho e Antônio Feliciano

Aula 5 Equação Diferencial de Segunda Ordem Linear e Coeficientes constantes:

Aula 5 Equação Diferencial de Segunda Ordem Linear e Coeficientes constantes: Aula 5 Equação Diferencial de Segunda Ordem Linear e Coeficientes constantes: caso não Homogêneo Vamos estudar as equações da forma: ay + by + cy = G(x), onde G(x) é uma função polinomial, exponencial,

Leia mais

Teoremas e Propriedades Operatórias

Teoremas e Propriedades Operatórias Capítulo 10 Teoremas e Propriedades Operatórias Como vimos no capítulo anterior, mesmo que nossa habilidade no cálculo de ites seja bastante boa, utilizar diretamente a definição para calcular derivadas

Leia mais

Derivadas 1 DEFINIÇÃO. A derivada é a inclinação da reta tangente a um ponto de uma determinada curva, essa reta é obtida a partir de um limite.

Derivadas 1 DEFINIÇÃO. A derivada é a inclinação da reta tangente a um ponto de uma determinada curva, essa reta é obtida a partir de um limite. Derivadas 1 DEFINIÇÃO A partir das noções de limite, é possível chegarmos a uma definição importantíssima para o Cálculo, esta é a derivada. Por definição: A derivada é a inclinação da reta tangente a

Leia mais

4 de outubro de MAT140 - Cálculo I - Método de integração: Frações Parciais

4 de outubro de MAT140 - Cálculo I - Método de integração: Frações Parciais MAT140 - Cálculo I - Método de integração: Frações Parciais 4 de outubro de 2015 Iremos agora desenvolver técnicas para resolver integrais de funções racionais, conhecido como método de integração por

Leia mais

7 Equações Diferenciais. 7.1 Classificação As equações são classificadas de acordo como tipo, a ordem e a linearidade.

7 Equações Diferenciais. 7.1 Classificação As equações são classificadas de acordo como tipo, a ordem e a linearidade. 7 Equações Diferenciais Definição: Uma equação diferencial é uma equação em que as incógnitas são funções e a equação envolve derivadas dessas funções. : = 5x + 3 4 d3 3 + (sen x) d2 2 + 5x = 0 2 t 2 4

Leia mais

Sessão 1: Generalidades

Sessão 1: Generalidades Sessão 1: Generalidades Uma equação diferencial é uma equação envolvendo derivadas. Fala-se em derivada de uma função. Portanto o que se procura em uma equação diferencial é uma função. Em lugar de começar

Leia mais

Seção 15: Sistema de Equações Diferenciais Lineares Homogêneas com Coeficientes Constantes

Seção 15: Sistema de Equações Diferenciais Lineares Homogêneas com Coeficientes Constantes Seção 15: Sistema de Equações Diferenciais Lineares Homogêneas com Coeficientes Constantes Muitos problemas de física envolvem diversas equações diferenciais. Na seção 14, por exemplo, vimos que o sistema

Leia mais

Polinômios de Legendre

Polinômios de Legendre Seção 5: continuação do método de resolução por séries de potências Na Seção foi exposto informalmente, através de exemplos, o método de resolução de equações diferenciais ordinárias por séries de potências.

Leia mais

Equações Diferenciais Noções Básicas

Equações Diferenciais Noções Básicas Equações Diferenciais Noções Básicas Definição: Chama-se equação diferencial a uma equação em que a incógnita é uma função (variável dependente) de uma ou mais variáveis (variáveis independentes), envolvendo

Leia mais

Equações Diferenciais Noções Básicas

Equações Diferenciais Noções Básicas Equações Diferenciais Noções Básicas Definição: Chama-se equação diferencial a uma equação em que a incógnita é uma função (variável dependente) de uma ou mais variáveis (independentes), envolvendo derivadas

Leia mais

parciais primeira parte

parciais primeira parte MÓDULO - AULA 3 Aula 3 Técnicas de integração frações parciais primeira parte Objetivo Aprender a técnica de integração conhecida como frações parciais. Introdução A técnica que você aprenderá agora lhe

Leia mais

Equações Ordinarias 1ªOrdem - Lineares

Equações Ordinarias 1ªOrdem - Lineares Nome: Nº Curso: Licenciatura em Matemática Disciplina: Equações Diferenciais Ordinárias 7ºPeríodo Prof. Leonardo Data: / /2018 Equações Ordinarias 1ªOrdem - Lineares 1. EQUAÇÕES DIFERENCIAIS ORDINÁRIAS

Leia mais

F = m d 2 x d t 2. temos que as forças a única força que atua no bloco é a força elástica da mola ( F E ), dada por. F E = k x

F = m d 2 x d t 2. temos que as forças a única força que atua no bloco é a força elástica da mola ( F E ), dada por. F E = k x Um bloco de massa m = 0,5 kg é ligado a uma mola de constante elástica k = 1 N/m. O bloco é deslocado de sua posição de equilíbrio O até um ponto P a 0,5 m e solto a partir do repouso, determine: a) A

Leia mais

Alexandre Miranda Alves Anderson Tiago da Silva Edson José Teixeira. MAT146 - Cálculo I - Integração por Frações Parciais

Alexandre Miranda Alves Anderson Tiago da Silva Edson José Teixeira. MAT146 - Cálculo I - Integração por Frações Parciais MAT146 - Cálculo I - Integração por Frações Parciais Alexandre Miranda Alves Anderson Tiago da Silva Edson José Teixeira Iremos agora desenvolver um método para resolver integrais de funções racionais,

Leia mais

Índice. AULA 6 Integrais trigonométricas 3. AULA 7 Substituição trigonométrica 6. AULA 8 Frações parciais 8. AULA 9 Área entre curvas 11

Índice. AULA 6 Integrais trigonométricas 3. AULA 7 Substituição trigonométrica 6. AULA 8 Frações parciais 8. AULA 9 Área entre curvas 11 www.matematicaemexercicios.com Integrais (volume ) Índice AULA 6 Integrais trigonométricas 3 AULA 7 Substituição trigonométrica 6 AULA 8 Frações parciais 8 AULA 9 Área entre curvas AULA Volumes 3 www.matematicaemexercicios.com

Leia mais

Seção 9: EDO s lineares de 2 a ordem

Seção 9: EDO s lineares de 2 a ordem Seção 9: EDO s lineares de a ordem Equações Homogêneas Definição. Uma equação diferencial linear de segunda ordem é uma equação da forma onde fx, gx e rx são funções definidas em um intervalo. y + fx y

Leia mais

1 Definição de uma equação diferencial linear de ordem n

1 Definição de uma equação diferencial linear de ordem n Equações diferenciais lineares de ordem superior 1 1 Definição de uma equação diferencial linear de ordem n Equação diferencial linear de ordem n é uma equação da forma: a n (x) dn y dx n + a n 1(x) dn

Leia mais

= 2 sen(x) (cos(x) (b) (7 pontos) Pelo item anterior, temos as k desigualdades. sen 2 (2x) sen(4x) ( 3/2) 3

= 2 sen(x) (cos(x) (b) (7 pontos) Pelo item anterior, temos as k desigualdades. sen 2 (2x) sen(4x) ( 3/2) 3 Problema (a) (3 pontos) Sendo f(x) = sen 2 (x) sen(2x), uma função π-periódica, temos que f (x) = 2 sen(x) cos(x) sen(2x) + sen 2 (x) 2 cos(2x) = 2 sen(x) (cos(x) sen(2x) + sen(x) cos(2x) ) = 2 sen(x)

Leia mais

Material Teórico - Módulo Equações do Segundo Grau. Equações de Segundo Grau: outros resultados importantes. Nono Ano do Ensino Funcamental

Material Teórico - Módulo Equações do Segundo Grau. Equações de Segundo Grau: outros resultados importantes. Nono Ano do Ensino Funcamental Material Teórico - Módulo Equações do Segundo Grau Equações de Segundo Grau: outros resultados importantes Nono Ano do Ensino Funcamental Autor: Prof. Fabrício Siqueira Benevides Revisor: Prof. Antonio

Leia mais

Equações Diferenciais de Segunda Ordem. Copyright Cengage Learning. Todos os direitos reservados.

Equações Diferenciais de Segunda Ordem. Copyright Cengage Learning. Todos os direitos reservados. 17 Equações Diferenciais de Segunda Ordem Copyright Cengage Learning. Todos os direitos reservados. 17.2 Equações Lineares Não Homogêneas Copyright Cengage Learning. Todos os direitos reservados. Equações

Leia mais

de Coeficientes Constantes

de Coeficientes Constantes Seção 12: Equações Diferenciais Lineares não Homogêneas de Coeficientes Constantes O objetivo desta seção é estudar as equações lineares não homogêneas de coeficientes constantes No entanto, a versão do

Leia mais

1 kp. k=1. + Na série. 1 temos p = 2 p >1 converge. k=1 + Na série k=1. temos p = 1/7 p <1 diverge. ⁷ k. se lim u k. k +

1 kp. k=1. + Na série. 1 temos p = 2 p >1 converge. k=1 + Na série k=1. temos p = 1/7 p <1 diverge. ⁷ k. se lim u k. k + TESTES DE CONVERGÊNCIA Existem diversos testes de convergência e que são cobrados em provas, mas não fique preocupado, pois fizemos esse resumão pra te ajudar a lembrar de todos! Lembre-se que esses testes

Leia mais

Seção 15: Sistema de Equações Diferenciais Lineares Homogêneas com Coeficientes Constantes

Seção 15: Sistema de Equações Diferenciais Lineares Homogêneas com Coeficientes Constantes Seção 15: Sistema de Equações Diferenciais Lineares Homogêneas com Coeficientes Constantes Muitos problemas de física envolvem diversas equações diferenciais. Na seção 14, por exemplo, vimos que o sistema

Leia mais

Elaborado por: João Batista F. Sousa Filho (Graduando Engenharia Civil UFRJ )

Elaborado por: João Batista F. Sousa Filho (Graduando Engenharia Civil UFRJ ) www.engenhariafacil.weebly.com Elaborado por: João Batista F. Sousa Filho (Graduando Engenharia Civil UFRJ- 014.1) Bizu: (I) Resumo com exercícios resolvidos do assunto: Métodos de Integração. (I) Métodos

Leia mais

O Sistema Massa-Mola

O Sistema Massa-Mola O Sistema Massa-Mola 1 O sistema massa mola, como vimos, é um exemplo de sistema oscilante que descreve um MHS. Como sabemos (aplicando a Segunda Lei de Newton) temos que F = ma Como sabemos, no caso massa-mola

Leia mais

d [xy] = x cos x. dx y = sin x + cos x + C, x

d [xy] = x cos x. dx y = sin x + cos x + C, x Instituto de Matemática e Estatística da USP MAT2455 - Cálculo Diferencial e Integral IV para Engenharia 3a. Prova - 2o. Semestre 2011-21/11/2011 Turma A Questão 1. a) (1,0 ponto) Determine a solução geral

Leia mais

Matemática 1 a QUESTÃO

Matemática 1 a QUESTÃO Matemática a QUESTÃO IME-007/008 Temos que: i) sen 3 x + cos 3 x = (senx + cosx) (sen x senxcosx + cos x) = (senx + cosx) ( senxcosx) ii) sen xcos x = ( + senxcosx) ( senxcosx) Então, a equação dada é

Leia mais

ORDINÁRIAS. Víctor Arturo Martínez León

ORDINÁRIAS. Víctor Arturo Martínez León INTRODUÇÃO ÀS EQUAÇÕES DIFERENCIAIS ORDINÁRIAS Víctor Arturo Martínez León September 3, 2017 Súmario 1 Equações diferenciais lineares de primeira ordem 2 2 Equações diferenciais lineares de segundo ordem

Leia mais

EQUAÇÕES DIFERENCIAIS LINEARES SEGUNDA ORDEM

EQUAÇÕES DIFERENCIAIS LINEARES SEGUNDA ORDEM EQUAÇÕES DIFERENCIAIS LINEARES SEGUNDA ORDEM 02/04/2014 Prof. Geraldine Revisão de Álgebra Linear Definição de conjunto Linearmente Independente Dizemos que as funções f ( x), f ( x) são LI, em um 1 2

Leia mais

ANÁLISE COMPLEXA E EQUAÇÕES DIFERENCIAIS. Apresente e justifique todos os cálculos

ANÁLISE COMPLEXA E EQUAÇÕES DIFERENCIAIS. Apresente e justifique todos os cálculos Instituto Superior Técnico Departamento de Matemática Secção de Álgebra e Análise ANÁLISE COMPLEXA E EQUAÇÕES DIFERENCIAIS TESTES DE RECUPERAÇÃO A - 6 DE JUNHO DE 9 - DAS H ÀS :3H Teste Apresente e justifique

Leia mais

3 Equacões de Bernoulli e Riccati Equação de Bernoulli Equação de Riccati Exercícios... 24

3 Equacões de Bernoulli e Riccati Equação de Bernoulli Equação de Riccati Exercícios... 24 Conteúdo 3 Equacões de Bernoulli e Riccati 18 3.1 - Equação de Bernoulli.................... 18 3.2 - Equação de Riccati..................... 20 3.3 - Exercícios.......................... 24 1 Equações

Leia mais

Objetivos. Exemplo 18.1 Para integrar. u = 1 + x 2 du = 2x dx. Esta substituição nos leva à integral simples. 2x dx fazemos

Objetivos. Exemplo 18.1 Para integrar. u = 1 + x 2 du = 2x dx. Esta substituição nos leva à integral simples. 2x dx fazemos MÓDULO - AULA 8 Aula 8 Técnicas de Integração Substituição Simples - Continuação Objetivos Nesta aula você aprenderá a usar a substituição simples em alguns casos especiais; Aprenderá a fazer mudança de

Leia mais

Resolução comentada da questão 1 da P1 de 2015 da disciplina PME Mecânica dos Fluidos I

Resolução comentada da questão 1 da P1 de 2015 da disciplina PME Mecânica dos Fluidos I Resolução comentada da questão 1 da P1 de 2015 da disciplina PME3230 - Mecânica dos Fluidos I Caio Cancian Março 2016 Resumo A primeira questão da P1 de 2015 da disciplina PME3230 - Mecânica dos Fluidos

Leia mais

Apostila Cálculo Diferencial e Integral I: Integral

Apostila Cálculo Diferencial e Integral I: Integral Apostila Cálculo Diferencial e Integral I: Integral Apostila Cálculo Diferencial e Integral I: Integral Sumário 1 Integral 5 1.1 Antidiferenciação......................... 5 1.1.1 Exercícios.........................

Leia mais

Métodos Matemáticos 2012/2 Notas de Aula Equações Diferencias IV Equações Diferencias Lineares de Segunda Ordem. 22 de outubro de 2012

Métodos Matemáticos 2012/2 Notas de Aula Equações Diferencias IV Equações Diferencias Lineares de Segunda Ordem. 22 de outubro de 2012 Métodos Matemáticos 2012/2 Notas de Aula Equações Diferencias IV Equações Diferencias Lineares de Segunda Ordem A C Tort 22 de outubro de 2012 Uma equação diferencial ordinária linear de segunda ordem

Leia mais

Um estudo de Equações Diferenciais

Um estudo de Equações Diferenciais Um estudo de Equações Diferenciais Eduardo Rodrigues Della Noce 1 Sumário Motivação... 3 Como identificar equações diferenciais em um problema? Alguns exemplos de aplicações... 3 Método de Euler para solução

Leia mais

Universidade Federal do Pará Instituto de Tecnologia. Cálculo III. Campus de Belém Curso de Engenharia Mecânica

Universidade Federal do Pará Instituto de Tecnologia. Cálculo III. Campus de Belém Curso de Engenharia Mecânica Universidade Federal do Pará Instituto de Tecnologia Cálculo III Prof. Dr. Jorge Teófilo de Barros Lopes Campus de Belém Curso de Engenharia Mecânica Universidade Federal do Pará Instituto de Tecnologia

Leia mais

Curso: Engenharia Ambiental. Disciplina: Equações Diferenciais Ordinárias. Professora: Dr a. Camila N. Boeri Di Domenico NOTAS DE AULA 2

Curso: Engenharia Ambiental. Disciplina: Equações Diferenciais Ordinárias. Professora: Dr a. Camila N. Boeri Di Domenico NOTAS DE AULA 2 Curso: Engenharia Ambiental Disciplina: Equações Diferenciais Ordinárias Professora: Dr a. Camila N. Boeri Di Domenico NOTAS DE AULA 2 11. EQUAÇÕES DIFERENCIAIS ORDINÁRIAS DE 2º ORDEM y (x) = f (x,y,y

Leia mais

( x)(x 2 ) n = 1 x 2 = x

( x)(x 2 ) n = 1 x 2 = x Página 1 de 7 Instituto de Matemática - IM/UFRJ Gabarito prova final unificada - Escola Politécnica / Escola de Química - 10/12/2009 Questão 1: (.0 pontos) (a) (1.0 ponto) Seja a função f(x) = x, com x

Leia mais

da dx = 2 x cm2 /cm A = (5 t + 2) 2 = 25 t t + 4

da dx = 2 x cm2 /cm A = (5 t + 2) 2 = 25 t t + 4 Capítulo 13 Regra da Cadeia 13.1 Motivação A área A de um quadrado cujo lado mede x cm de comprimento é dada por A = x 2. Podemos encontrar a taxa de variação da área em relação à variação do lado: = 2

Leia mais

25 = 5 para calcular a raiz quadrada de 25, devemos encontrar um número que

25 = 5 para calcular a raiz quadrada de 25, devemos encontrar um número que RADICIAÇÃO Provavelmente até o 8 ano, você aluno só viu o conteúdo de radiciação envolvendo A RAIZ QUADRA Para relembrar: = para calcular a raiz quadrada de, devemos encontrar um número que elevado a seja,

Leia mais

xy + y = 0. (1) Portanto a solução geral de (1) é a família de hipérboles y = C x,

xy + y = 0. (1) Portanto a solução geral de (1) é a família de hipérboles y = C x, Seção 4: Equações Exatas Fator Integrante Introduzimos a idéia de equação exata, através de dois exemplos simples. Note que nesses dois exemplos, além de exata, a EDO também é separável, podendo alternativamente

Leia mais

Lista de exercícios sobre integrais

Lista de exercícios sobre integrais Universidade Federal de Ouro Preto Instituto de Ciências Exatas e Biológicas ICEB Departamento de Matemática DEMAT Cálculo Diferencial e Integral A Lista de exercícios sobre integrais Questão : Em nossa

Leia mais

MAT Cálculo Diferencial e Integral para Engenharia IV

MAT Cálculo Diferencial e Integral para Engenharia IV MAT456 - Cálculo Diferencial e Integral para Engenharia IV Parte A: Equações Diferenciais de 1 a Ordem o Semestre de 018-3 a Lista de exercícios 1) Os gráficos de duas soluções de y = x + y podem se cruzar

Leia mais

RESOLUÇÕES LISTA 02. b) FALSA, pois para termos a equação de uma reta em um certo ponto a função deve ser derivável naquele ponto.

RESOLUÇÕES LISTA 02. b) FALSA, pois para termos a equação de uma reta em um certo ponto a função deve ser derivável naquele ponto. UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS CAMPUS DA CIDAO CURSO DE MATEMÁTICA CÁLCULO NUMÉRICO JOSÉ CLAUDIMAR DE SOUSA RESOLUÇÕES LISTA 02 QUESTÃO 1 a) Pela equação

Leia mais

Introdução às Equações Diferenciais e Ordinárias

Introdução às Equações Diferenciais e Ordinárias Introdução às Equações Diferenciais e Ordinárias - 017. Lista - EDOs lineares de ordem superior e sistemas de EDOs de primeira ordem 1 São dadas trincas de funções que são, em cada caso, soluções de alguma

Leia mais

massa do corpo: m; constante elástica da mola: k; adotemos a aceleração da gravidade igual a g.

massa do corpo: m; constante elástica da mola: k; adotemos a aceleração da gravidade igual a g. Um corpo, de massa m, está suspenso pela extremidade de uma mola, de constante elástica, a outra extremidade da mola está presa ao teto. Afasta-se o corpo da posição de equilíbrio e libera-se o corpo.

Leia mais

Conteúdo. 3 Transformada de Laplace Aplicações em equações diferenciais de primeira ordem... 34

Conteúdo. 3 Transformada de Laplace Aplicações em equações diferenciais de primeira ordem... 34 Conteúdo 1 Introdução/Revisão a integral 3 1.1 Integral de funções primitivas......................... 3 1.1.1 Integral de uma constante:...................... 3 1.1.2 Integral de um função:.........................

Leia mais

massa do corpo: m; constante elástica da mola: k.

massa do corpo: m; constante elástica da mola: k. Um corpo, de massa m, está preso a extremidade de uma mola, de constante elástica k, e apoiado sobre uma superfície horizontal sem atrito. A outra extremidade da mola se encontra presa em ponto fixo. Afasta-se

Leia mais

A Derivada. Derivadas Aula 16. Alexandre Nolasco de Carvalho Universidade de São Paulo São Carlos SP, Brazil

A Derivada. Derivadas Aula 16. Alexandre Nolasco de Carvalho Universidade de São Paulo São Carlos SP, Brazil Derivadas Aula 16 Alexandre Nolasco de Carvalho Universidade de São Paulo São Carlos SP, Brazil 04 de Abril de 2014 Primeiro Semestre de 2014 Turma 2014104 - Engenharia Mecânica A Derivada Seja x = f(t)

Leia mais

Aula 25 Técnicas de integração Aula de exercícios

Aula 25 Técnicas de integração Aula de exercícios MÓDULO - AULA 5 Aula 5 Técnicas de integração Aula de exercícios Objetivo Conhecer uma nova série de exemplos nos quais diferentes técnicas de integração são utilizadas. Nesta aula, você verá uma série

Leia mais

LISTA dy dx y x + y3 cos x = y = ky ay 3. dizemos que F (x, y) é homogênea de grau 0. Neste caso a equação diferencial y =

LISTA dy dx y x + y3 cos x = y = ky ay 3. dizemos que F (x, y) é homogênea de grau 0. Neste caso a equação diferencial y = MAT 01167 LISTA Equações Diferenciais Resolva: 1. y = y x + x y, y ( ) 1 8 =. (1 x ) dy dx (1 + x) y = y. dy dx y x + y cos x = 0 4. y = ky ay. Se uma função F (x, y) satisfaz a condição F (t x, t y) =

Leia mais

Técnicas de. Integração

Técnicas de. Integração Técnicas de Capítulo 7 Integração TÉCNICAS DE INTEGRAÇÃO 7.4 Integração de Funções Racionais por Frações Parciais Nessa seção, vamos aprender como integrar funções racionais reduzindo-as a uma soma de

Leia mais

Equações Diferenciais com Derivadas Parciais

Equações Diferenciais com Derivadas Parciais 1/13 Equações Diferenciais com Derivadas Parciais Chamam-se equações principais da física matemática às seguintes equações diferenciais com derivadas parciais de segunda ordem: 2/13 2 u t 2 = a 2 2 u x

Leia mais

Funções de Green. Prof. Rodrigo M. S. de Oliveira UFPA / PPGEE

Funções de Green. Prof. Rodrigo M. S. de Oliveira UFPA / PPGEE Funções de Green Prof. Rodrigo M. S. de Oliveira UFPA / PPGEE Funções de Green Suponha que queremos resolver a equação não-homogênea no intervalo a x b, onde f (x) é uma função conhecida. As condições

Leia mais

Análise Complexa e Equações Diferenciais 1 ō Semestre 2016/2017

Análise Complexa e Equações Diferenciais 1 ō Semestre 2016/2017 Análise Complexa e Equações Diferenciais 1 ō Semestre 016/017 ō Teste Versão A (Cursos: MEBiol, MEQ 17 de Dezembro de 016, 10h [,0 val 1 Considere a equação diferencial e t + y e t + ( 1 + ye t dy dt 0

Leia mais

Portanto, = 4 1= 2. LETRA D

Portanto, = 4 1= 2. LETRA D TRIGONOMETRIA PARTE QUESTÃO 0 Maior valor (cos (0,0t) -) 585 r(t) 900 + 0,5.( ) Menor valor (cos(0,0t) ) 585 r(t) 500 + 0,5.() Somando, temos: 900 + 500 000 QUESTÃO 0 P QUESTÃO 0 Queremos calcular f()

Leia mais

Cálculo Diferencial e Integral I

Cálculo Diferencial e Integral I Cálculo Diferencial e Integral I Complementos ao texto de apoio às aulas. Amélia Bastos, António Bravo Julho 24 Introdução O texto apresentado tem por objectivo ser um complemento ao texto de apoio ao

Leia mais

EXAMES DE ANÁLISE MATEMÁTICA III

EXAMES DE ANÁLISE MATEMÁTICA III EXAMES DE ANÁLISE MATEMÁTICA III Jaime E. Villate Faculdade de Engenharia Universidade do Porto 22 de Fevereiro de 1999 Resumo Estes são alguns dos exames e testes da disciplina de Análise Matemática III,

Leia mais

EQUAÇÕES DIFERENCIAIS

EQUAÇÕES DIFERENCIAIS EQUAÇÕES DIFERENCIAIS Uma equação diferencial é aquela em que a função incógnita aparece sob a forma da sua derivada. Havendo uma só variável independente as derivadas são ordinárias e a equação é denominada

Leia mais

MAT146 - Cálculo I - Derivada de funções polinomiais, regras de derivação e derivada de funções trigonométricas

MAT146 - Cálculo I - Derivada de funções polinomiais, regras de derivação e derivada de funções trigonométricas MAT146 - Cálculo I - Derivada de funções polinomiais, regras de derivação e derivada de funções trigonométricas Alexandre Miranda Alves Anderson Tiago da Silva Edson José Teixeira Vimos que uma função

Leia mais

PARTE I EQUAÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL

PARTE I EQUAÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL PARTE I EQUAÇÕES DE UMA VARIÁVEL REAL. Introdução Considere f uma função, não constante, de uma variável real ou complexa, a equação f(x) = 0 será denominada equação de uma incógnita. EXEMPLO e x + senx

Leia mais

Funções Polinomiais com Coeficientes Complexos. Quantidade de Raízes e Consequências. 3 ano E.M. Professores Cleber Assis e Tiago Miranda

Funções Polinomiais com Coeficientes Complexos. Quantidade de Raízes e Consequências. 3 ano E.M. Professores Cleber Assis e Tiago Miranda Funções Polinomiais com Coeficientes Complexos Quantidade de Raízes e Consequências 3 ano E.M. Professores Cleber Assis e Tiago Miranda Funções Polinomiais com Coeficientes Complexos Quantidade de Raízes

Leia mais

Exercício: Identifique e faça um esboço do conjunto solução da. 3x xy + y 2 + 2x 2 3y = 0

Exercício: Identifique e faça um esboço do conjunto solução da. 3x xy + y 2 + 2x 2 3y = 0 Motivação Exercício: Identifique e faça um esboço do conjunto solução da equação 3x 2 + 2 3xy + y 2 + 2x 2 3y = 0 Motivação Exercício: Identifique e faça um esboço do conjunto solução da equação 3x 2 +

Leia mais

Universidade Federal do Rio de Janeiro. Princípios de Instrumentação Biomédica. Módulo 5. Heaviside Dirac Newton

Universidade Federal do Rio de Janeiro. Princípios de Instrumentação Biomédica. Módulo 5. Heaviside Dirac Newton Universidade Federal do Rio de Janeiro Princípios de Instrumentação Biomédica Módulo 5 Heaviside Dirac Newton Conteúdo 5 - Circuitos de primeira ordem...1 5.1 - Circuito linear invariante de primeira ordem

Leia mais

Seção 10: Redução de ordem de EDOLH s de 2 a ordem se for conhecida uma solução não trivial

Seção 10: Redução de ordem de EDOLH s de 2 a ordem se for conhecida uma solução não trivial Seção 0: Redução de ordem de EDOLH s de a ordem se for conhecida uma solução não trivial Método de D Alembert Se for conhecida uma solução não trivial de uma EDOLH de a ordem, empregando o método de D

Leia mais

= 0,28 m/s. F = m d 2 x d t 2

= 0,28 m/s. F = m d 2 x d t 2 Um bloco de massa m = 0,1 kg é ligado a uma mola de constante elástica k = 0,6 N/m e a um amortecedor de constante de amortecimento b = 0,5 N.s/m. O bloco é deslocado de sua posição de equilíbrio O até

Leia mais

SISTEMA DE EQUAÇÕES DO 1º GRAU COM DUAS VARIÁVEIS. Como se trata de dois números, representamos por duas letras diferentes x e y.

SISTEMA DE EQUAÇÕES DO 1º GRAU COM DUAS VARIÁVEIS. Como se trata de dois números, representamos por duas letras diferentes x e y. SISTEMA DE EQUAÇÕES DO 1º GRAU COM DUAS VARIÁVEIS Equação do 1º grau com duas variáveis Ex: A soma de dois números é 10. Quais são esses números? Como se trata de dois números, representamos por duas letras

Leia mais

GABARITO. 01) a) c) VERDADEIRA P (x) nunca terá grau zero, pelo fato de possuir um termo independente de valor ( 2).

GABARITO. 01) a) c) VERDADEIRA P (x) nunca terá grau zero, pelo fato de possuir um termo independente de valor ( 2). 01) a) P (1) = 1 + 7 1 17 1 P (1) = 1 + 7 17 P (1) = 11 P (1) é sempre igual a soma dos coeficientes de P (x) b) P (0) = 0 + 7 0 17 0 P (0) = 0 + 0 0 P (0) = P (0) é sempre igual ao termo independente

Leia mais

Definição (6.1): Definimos equação diferencial como uma qualquer relação entre uma função e as suas derivadas.

Definição (6.1): Definimos equação diferencial como uma qualquer relação entre uma função e as suas derivadas. Capítulo 6 Definição (6.1): Definimos equação diferencial como uma qualquer relação entre uma função e as suas derivadas. Definição (6.2): Seja e uma função real incógnita definida num intervalo aberto.

Leia mais

ALUNO(A): Nº TURMA: TURNO: DATA: / / COLÉGIO:

ALUNO(A): Nº TURMA: TURNO: DATA: / / COLÉGIO: Professor: Edney Melo ALUNO(A): Nº TURMA: TURNO: DATA: / / COLÉGIO: 1. Cálculo Diferencial Em vários ramos da ciência, é necessário algumas vezes utilizar as ferramentas básicas do cálculo, inventadas

Leia mais

Adição de números decimais

Adição de números decimais NÚMEROS DECIMAIS O número decimal tem sempre uma virgula que divide o número decimal em duas partes: Parte inteira (antes da virgula) e parte decimal (depois da virgula). Ex: 3,5 parte inteira 3 e parte

Leia mais

Equação algébrica Equação polinomial ou algébrica é toda equação na forma anxn + an 1 xn 1 + an 2 xn a 2 x 2 + a 1 x + a 0, sendo x

Equação algébrica Equação polinomial ou algébrica é toda equação na forma anxn + an 1 xn 1 + an 2 xn a 2 x 2 + a 1 x + a 0, sendo x EQUAÇÃO POLINOMIAL Equação algébrica Equação polinomial ou algébrica é toda equação na forma a n x n + a n 1 x n 1 + a n 2 x n 2 +... + a 2 x 2 + a 1 x + a 0, sendo x C a incógnita e a n, a n 1,..., a

Leia mais

Definição: Uma função de uma variável x é uma função polinomial complexa se pudermos escrevê-la na forma n

Definição: Uma função de uma variável x é uma função polinomial complexa se pudermos escrevê-la na forma n POLINÔMIO I 1. DEFINIÇÃO Polinômios de uma variável são expressões que podem ser escritas como soma finita de monômios do tipo : a t k k onde k, a podem ser números reais ou números complexos. Exemplos:

Leia mais

Nota de Aula: Equações Diferenciais Ordinárias de 2 Ordem. ( Aplicações )

Nota de Aula: Equações Diferenciais Ordinárias de 2 Ordem. ( Aplicações ) Nota de Aula: Equações Diferenciais Ordinárias de Ordem ( Aplicações ) Vamos nos ater a duas aplicações de grande interesse na engenharia: Sistema massa-mola-amortecedor ( Oscilador Mecânico ) O Sistema

Leia mais

CÁLCULO I. 1 Área entre Curvas. Objetivos da Aula. Aula n o 28: Área entre Curvas, Comprimento de Arco e Trabalho. Calcular área entre curvas;

CÁLCULO I. 1 Área entre Curvas. Objetivos da Aula. Aula n o 28: Área entre Curvas, Comprimento de Arco e Trabalho. Calcular área entre curvas; CÁLCULO I Prof. Marcos Diniz Prof. Edilson Neri Júnior Prof. André Almeida Aula n o 8: Área entre Curvas, Comprimento de Arco e Trabalho Objetivos da Aula Calcular área entre curvas; Calcular o comprimento

Leia mais

Vamos revisar alguns fatos básicos a respeito de séries de potências

Vamos revisar alguns fatos básicos a respeito de séries de potências Seção 4 Revisão sobre séries de potências Vamos revisar alguns fatos básicos a respeito de séries de potências a n (x x ) n, que serão úteis no estudo de suas aplicações à resolução de equações diferenciais

Leia mais

PROF. DANILO MATERIAL COMPLEMENTAR TURMA ENG/TOP 11/03/2016 FOLHA 04 Após esta aula, a lista "Equações Horárias"pode ser feita por completo.

PROF. DANILO MATERIAL COMPLEMENTAR TURMA ENG/TOP 11/03/2016 FOLHA 04 Após esta aula, a lista Equações Horáriaspode ser feita por completo. PROF. DANILO MATERIAL COMPLEMENTAR TURMA ENG/TOP 11/03/016 FOLHA 04 Após esta aula, a lista "Equações Horárias"pode ser feita por completo. Um corpo move ao longo de uma reta obedecendo a função horária

Leia mais

Ondas e oscilações. 1. As equações de onda

Ondas e oscilações. 1. As equações de onda Ondas e oscilações 1. As equações de onda Por que usamos funções seno ou cosseno para representar ondas ou oscilações? Essas funções existem exatamente para mostrar que um determinado comportamento é cíclico

Leia mais

Ondas e oscilações. 1. As equações de onda

Ondas e oscilações. 1. As equações de onda Ondas e oscilações 1. As equações de onda Por que usamos funções seno ou cosseno para representar ondas ou oscilações? Essas funções existem exatamente para mostrar que um determinado comportamento é cíclico

Leia mais

Derivadas. Derivadas. ( e )

Derivadas. Derivadas. ( e ) Derivadas (24-03-2009 e 31-03-2009) Recta Tangente Seja C uma curva de equação y = f(x). Para determinar a recta tangente a C no ponto P de coordenadas (a,f(a)), i.e, P(a, f(a)), começamos por considerar

Leia mais

Capítulo 1: Fração e Potenciação

Capítulo 1: Fração e Potenciação 1 Capítulo 1: Fração e Potenciação 1.1. Fração Fração é uma forma de expressar uma quantidade sobre o todo. De início, dividimos o todo em n partes iguais e, em seguida, reunimos um número m dessas partes.

Leia mais

d 2 h dt 2 = 9, 8 dh b) Para a altura inicial da massa h(0) = 200 metros e velocidade inicial v(0) = 9, 8m/s, onde v(t) = dh

d 2 h dt 2 = 9, 8 dh b) Para a altura inicial da massa h(0) = 200 metros e velocidade inicial v(0) = 9, 8m/s, onde v(t) = dh TURMA 202: Modelagem Matemática PRA3 Prof. José A. Dávalos Chuquipoma Questão LER 04 LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS 04 Data para submissão na Plataforma Moodle: 22/09/204 Um objeto de massa m = se encontra

Leia mais

Integrais indefinidas

Integrais indefinidas Integrais indefinidas que: Sendo f(x) e F(x) definidas em um intervalo I R, para todo x I, dizemos F é uma antiderivada ou uma primitiva de f, em I, se F (x) = f(x) Exemplos: F(x) = x é uma antiderivada

Leia mais

A energia potencial em um ponto de coordenada, associada à força, quando o nível zero é tomado no ponto de coordenada em que, é:

A energia potencial em um ponto de coordenada, associada à força, quando o nível zero é tomado no ponto de coordenada em que, é: AULA 41 ENERGIA NO MOVIMENTO HARMÔNICO SIMPLES OBJETIVOS: - Estudar a conservação da energia no movimento harmônico simples 41.1 Introdução: A força restauradora que atua sobre uma partícula que possui

Leia mais

5 AULA. em Séries de Potências LIVRO. META Apresentar os principais métodos de representação de funções em séries de potências.

5 AULA. em Séries de Potências LIVRO. META Apresentar os principais métodos de representação de funções em séries de potências. LIVRO Métodos de Representação de Funções em Séries de AULA META Apresentar os principais métodos de representação de funções em séries de potências. OBJETIVOS Representar funções em séries de potências.

Leia mais

Funções I. Funções Lineares Funções Quadráticas

Funções I. Funções Lineares Funções Quadráticas Funções I Funções Lineares Funções Quadráticas 1 Definição Uma função é dada por uma terna(a, B, ƒ), em que A e B são conjuntos e ƒ é uma relação entre os elementos de A e B que satisfaz a seguinte propriedade:

Leia mais

de Potências e Produtos de Funções Trigonométricas

de Potências e Produtos de Funções Trigonométricas MÓDULO - AULA 0 Aula 0 Técnicas de Integração Integração de Potências e Produtos de Funções Trigonométricas Objetivo Aprender a integrar potências e produtos de funções trigonométricas. Introdução Apesar

Leia mais