Singularidades Estáveis de Curvas e Superfícies

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Singularidades Estáveis de Curvas e Superfícies"

Transcrição

1 Singularidades Estáveis de Curvas e Superfícies Aluno: Igor Albuquerque Araujo Orientador: Marcos Craizer Introdução Em matemática, a teoria das singularidades estuda e classifica os germes de aplicações diferenciáveis em espaços euclidianos. A teoria das singularidades emprega ferramentas de diversas áreas, como topologia diferencial, álgebra comutativa e topologia algébrica. Existem diversas aplicações para a teoria das singularidades, como o estudo da geometria extrínseca, o estudo de cáusticas em óptica e o estudo das transições de fase em mecânica estatística. Este trabalho foi uma continuação do projeto de iniciação científica Evolutas e involutas: planas e espaciais. Então temos como bibliografia básica a bibliografia usada anteriormente, como os livros [1], [3] e o texto [4]. Além dessas fontes, utilizamos [5] para um primeiro estudo da teoria de singularidades e, em um segundo momento, aprofundamos o estudo de [2]. Objetivos O objetivo do trabalho é, a partir dos conceitos de geometria diferencial de curvas e superfícies, estudar os conceitos fundamentais da teoria das singularidades em variedades diferenciais. Estudar a geometria das singularidades e seus tipos, assim como propriedades nas proximidades de pontos singulares. Aplicar a teoria para alguns desdobramentos específicos, como as funções altura e distância, descrever um modelo local em pontos singulares e relacionar o estudo do discriminante com o dual e o pedal a uma curva. Metodologia Foi feito um estudo de singularidades simples estáveis de curvas e superfícies. Consideramos as singularidades dos tipos A, D e E. Foi utilizado o software Maple para auxiliar na visualização de tais singularidades. Num primeiro momento estudamos a teoria básica das singularidades, desde os desdobramentos versais e p-versais, determinação de germes, classificação dos germes de codimensão menor ou igual a cinco a classificação das singularidades A k, D k, E 6, E 7 e E 8. Ao final foi feito um estudo minucioso e completo das funções distância e altura. Baseado em [2], definimos o conjunto singular, o conjunto de bifurcação e o conjunto discriminante. Obtemos condições, baseadas no estudo anterior de evolutas de curvas planas e espaciais, para pontos pertencerem ou não a esses conjuntos e para termos singularidades do tipo A k. Utilizamos a caracterização das singularidades para encontrar condições para um desdobramento versal ou p-versal (a partir dos Teoremas 6.10 e 6.10p de [2]). Com o auxílio dos conjuntos singular, de bifurcação e discriminante foram encontradas condições necessárias e suficientes para termos singularidades dos tipos A 1, A 2, A 3 e A 4, e também para a versalidade dos desdobramentos função distância e função altura, baseadas nas condições para termos singularidades dos tipos A k. Esse estudo permitiu fazermos uma relação com o dual de uma curva e estudar propriedades locais de pontos singulares dos conjuntos de bifurcação e discriminante. O estudo foi feito para a função altura no caso de curvas planas e espaciais.

2 Departamento de Matemática Definições A. Desdobramento p-versal Seja : RxR, (t, y ) R um desdobramento a s parâmetros da função =. Considere : RxR, (t, x ) R, : R, R e : R, R onde (, ) =, ( ) = e a, b e c são suaves. Então o desdobramento : RxR, (t, x ) R da função f(t) = g(t) + c(x ) dado por (, ) = (, ), () + () é dito p-induzido de G. Se todo desdobramento de g é p-induzido de G, dizemos que G é um desdobramento p- versal de g em. B. Conjunto Singular O conjunto = (, ) RR ; função : RxR R e será denotado por S F. C. Conjunto de Bifurcação (, ) = 0) é chamado o conjunto singular da O conjunto = R ; (, ) = (, ) = 0) é chamado o conjunto de bifurcação da função : RxR R e será denotado por B F. D. Conjunto Discriminante O conjunto = R ; (, ) = conjunto de distribuição da função : RxR R e será denotado por D F. Revisão (, ) = 0) é chamado o A. Equações de Serret-Frenet Seja : R uma curva parametrizada por comprimento de arco, ou seja, tal que () = 1. Sendo = (), N o vetor unitário com mesma direção e sentido de () e = (produto vetorial). O triedro T, N e B é chamado triedro de Frenet. Valem as seguintes equações, chamadas de equações de Serret-Frenet: = (). = (). + (). = (). B. Forma canônica local de curvas espaciais De acordo com secção 1.6 de [3], toda curva espacial pode ser aproximada numa vizinhança da origem pela fórmula α(s) = α(0) + sα (0) + α (0) + α (0) + o(s ) e podemos fazer com que o triedro t(0), n(0) e b(0) seja levado no triedro xyz por um movimento rígido. Então, através de movimentos rígidos, toda curva espacial pode ser levada na curva γ(s) = s, +, + ( ). Singularidades A k Para falar sobre as singularidades A k, vamos antes definir R-equivalência (equivalência a direita) e citar um fato da teoria das singularidades. Como pode ser visto em [2], uma função f é equivalente a direita (right-equivalent ou R-equivalent, em inglês) em um ponto t 0 a uma função g se existe um difeomorfismo ψ que leva t 0 em t 0 (geralmente t 0 é a origem) tal que f ψ=g.

3 Uma função de uma variável : R, R tem uma singularidade A k em t 0 se é equivalente a direita a função ±. Uma condição necessária e suficiente para termos uma singularidade A k é que () ( ) = 0 1 e () ( ) 0. Para uma função de mais variáveis, f tem singularidade A k se é equivalente a direita a função ± ± ± ±. Teoremas A. Teorema 6.10p de [2] Seja : RxR, (t, x ) R um desdobramento da função f=. Se f tem singularidade Ak (para 1) em. Suponhamos que os jatos de ordem k-1 de sejam (, ) = () para = 1,,. Então F é p-versal se e só se a matriz ( ) () = tem posto k-1. () () B. Teorema 6.10 de [2] Seja F: RxR, (t, x ) R um desdobramento da função f= F. Se f tem singularidade A k (para k 1) em t. Suponhamos que os jatos de ordem k-1 de sejam j (t, x ) = α + α t + + α () t para i = 1,, r. Então F é versal se e só se α α a matriz (α ) = tem posto k. α () α () Desdobramentos p-versais A. Função Distância A função distância F: I R R é dada por F(t, x) = γ(t) x = (γ(t) x). (γ(t) x). Lembramos que ela também foi usada para definir evolutas. Assim, teremos = (γ(t) x)γ (t) + (γ ())(γ(t) x) = 2 ()(γ(t) x) = ( ) = 1 + ( ) e = ( ) + ( )( + ). Então os conjuntos singular e de bifurcação são, respectivamente, = (, ) RR ; (, ) = 0) = {(, ); = () + () + (),, R} e = R ; (, ) = (, ) = 0) = ; = () + () + (), () R. A condição para termos singularidade A 2 é que (, ) = (, ) = 0 e (, ) 0 (se e só se x está em B F e não é centro de curvatura esférica). Usando o teorema 6.10p, F será um desdobramento p-versal em um tal ponto x se e só se a matriz dos coeficientes dos jatos tiver posto 1 (k=2). Usando a forma canônica local obtemos os jatos de ordem 3: Sendo = (,, ) e () = ((), (), ()), temos que (, ) = ( ) + ( ) + ( ) e = 2( ), = 2( ) e = 2( ). Como

4 γ(t) x = (t, +, ), O jato de ordem 3 de (,, ) é ( 2 +,, ) e a matriz formada pela primeira linha da matriz tem sempre posto 1, a matriz formada pelas duas primeiras linhas tem sempre posto 2 e a matriz tem posto 3 se e só se 0. Concluímos que para pontos com singularidades A 2 e A 3 o desdobramento F é sempre p-versal e para pontos com singularidade A 4 o desdobramento é p-versal se e só se 0. B. Função Altura A função altura é a função : R definida por H(t, u) = γ(t). u, onde é a esfera unitária em R e o produto tomado no lado direito é o produto escalar canônico usual dos vetores em R. Assim teremos =, =, = + ( + ) e =. + 2 ( + ) + ( + ). Dessa forma, os conjuntos singular e de bifurcação são, respectivamente, = (, ) R ; (, ) = 0) = {(, ); = () + (),, R + = 1} e = ; (, ) = (, ) = 0) = {; = = 0} = {; = ±(), }. A condição para termos singularidade A 2 é que (, ) = (, ) = 0 e (, ) 0, ou seja, se e só se u está em B F ( = ±()) e + ( + ) 0 (que se reduz a 0 quando = ±()). Para termos singularidade A 3 devemos ter (, ) = (, ) = (, ) = 0 e (, ) 0 (se e só se = ±(), = 0 e 0 ). Usando a forma local da curva, coordenadas locais na esfera e supondo u=(0,0,1), temos localmente a esfera parametrizada por (, ) (,, 1 ), a curva, por γ(t) = (t, ( ). O jato de ordem 3 de ( (, 0,0), 1 0 coeficientes é 0, ) e a função H dada por (,, ) = t + (, 0,0)) é (t, + ) e a matriz dos. A matriz da primeira linha tem sempre posto 1, a matriz das duas primeiras linhas tem sempre posto 2 e, como só tem duas colunas, a matriz das três primeiras linhas nunca tem posto 3. Concluímos que em pontos com singularidade A 2 e A 3 o desdobramento H é sempre p-versal. Desdobramentos versais A. Função Altura no Plano A partir de agora vamos considerar : R uma curva plana. A função altura considerada agora será H: R R definida por H(t, u, v) = H(t, u) v = γ(t)u v.

5 Usando coordenadas locais em S 1, temos : R R dada por (,, ) = () cos( ), ( ). Derivando H em relação a t temos H =, logo o conjunto discriminante DH é dado por H = R ; H(, ) = H (, ) = 0) = {(, ); γ(t)u v = Tu = 0} = ±(), ±()();. Estamos interessados em singularidades A 1 e A 2, então calculamos mais derivadas de H em relação a t. H =, H = +. Se u está em DH, então = ±(), H = ± e H = ±. Concluímos que H tem singularidade A1 se e só se = ±() e 0 e tem singularidade A2 se e só se = ±(), k=0 e 0. Para fazer a análise da versalidade vamos usar o teorema 6.10 e coordenadas locais em S 1. Assim, = ()( ( ), cos ( )) e = 1. O jato de ordem 1 de (, ) é (( )( ( ), cos( )) + ( )( ( ), cos ( )), 1) e a matriz dos coeficientes é ( )( ( ), cos( )) 1 ( )( ( ), cos ( )) 0. A matriz da primeira linha claramente tem sempre posto 1. Em um ponto t0 que corresponde a um x em DH, temos que cos( ), ( ) = ±( ) e, então, ( ( ), cos( )) = ( ) e ( )( ( ), cos( )) = 1 0. Logo a matriz tem sempre posto 2. Concluímos que F é versal sempre que temos singularidades A1 e A2. B. Função Altura no Espaço Agora vamos voltar a considerar : R uma curva espacial e a função altura será H: R R definida por H(t, u, v) = H(t, u) v = γ(t)u v. Considerando coordenadas locais em S 2 temos : R R dada pela equação (, ) = (),, 1. Como H =, o conjunto discriminante DH é dado por H = (, ) R; H(,, ) = H (,, ) = 0) = {(, ) R; = () = () + () + = 1}. H Derivando mais vezes temos: H =, H = + ( + ) e = + 2 ( + ) + ( + ). Assim, em u ponto (u,v) em DH, H tem singularidade A1 se e só se 0, tem singularidade A2 se e só se = 0 0 e tem singularidade A3 se e só se = 0, = 0 0. Usando F para a análise da versalidade e usando a forma local da curva, temos: γ(t) = (t,, 0) (precisamos apenas do jato de ordem 2 para a matriz dos coeficientes), (, ) = (),, 1 = + x e, então, =, = 1 e = 1. A matriz dos coeficientes é (aqui os * servem para lembrar que 0 0 a curva originalmente não precisava passar pela origem e assim há o termo não linear associado a (0),, 1 ). Independente dos valores de *, temos que o desdobramento é sempre versal. A matriz da primeira linha tem sempre posto 1, das duas primeiras linhas tem sempre posto 2 e a matriz tem sempre posto 3. Concluímos que em qualquer caso, singularidade A1, A2 ou A3, o desdobramento é sempre versal.

6 Dual de uma curva A. Curvas planas Consideramos a correspondência: A reta. = com orientação (onde, R, o produto na direita é o produto escalar usual e a orientação é a rotação de a em 2 radianos no sentido horário) será associada ao ponto (, ) de R. Dada uma curva plana : R, olhamos para o correspondente a reta tangente na forma acima. Essa será a curva dual a (repare que a curva dual é uma curva em R). Assim, o dual a é a curva (N(t), γ(t)n(t)). É interessante reparar que o conjunto discriminante da função altura no caso plano é formado pelo dual e seu simétrico. Conseguimos, assim, de uma maneira geométrica obter o conjunto discriminante. B. Curvas espaciais Agora vamos considerar a correspondência de planos orientados com pontos de S xr. Dada uma curva espacial γ: I R, tomamos um u em S tal que u. γ (t ) = 0 e olhamos para o corresponde ao plano perpendicular a u passando por ( ) (é o plano dado pela equação. = ( ). ). Esse será o dual a γ, definido por (u, ( ). ). É interessante reparar que o conjunto discriminante da função altura no caso espacial é exatamente o dual definido desse jeito. Conseguimos, assim, de uma maneira geométrica obter o conjunto discriminante também no caso espacial. Pedal a uma curva Usando coordenadas polares, podemos projetar o dual (, ) R em λ. a R. A curva obtida, agora em R, é chamada curva pedal a γ. As retas tangentes que passam pela origem possuem λ = 0, logo são levadas na origem pela projeção. Com a projeção também perdemos a orientação do dual, já que os pontos (, ) e (, ) tem orientações opostas e são levados ao mesmo ponto pela projeção. Estrutura local das singularidades As singularidades que vimos são as singularidades A 2, A 3 e A 4 nos casos dos desdobramentos p-versais e as singularidades A 1, A 2 e A 3 nos desdobramentos versais. Então vale ressaltar como é a vizinhança de um ponto com uma singularidade desses tipos e a melhor maneira de ilustrar essas singularidades é com exemplos e imagens. Como podemos ver nas sessões 6.16p a 6.18p e 6.16 a 6.18 de [2], nós precisamos considerar apenas certo exemplo para entender a singularidade. Considerando o desdobramento : RxR, (0,0) R dado por F(t, x) = t + x t, o conjunto de bifurcação é dado por {0}R. Qualquer outro desdobramento p- versal de uma singularidade A 2 é localmente uma variedade de dimensão r-1, que chamamos de dobra (em inglês, fold). Considerando singularidades Dobra (fold) com r=1 e r=2 e o conjunto de bifurcação.

7 A 3 e o desdobramento p-versal G: RxR, (0,0) R dado por G(t, x) = t + x t + x t, o conjunto de bifurcação é dado por = {; = 0}. Para r=2, o conjunto de bifurcação é localmente uma cúspide e para r=3, uma aresta cuspidal. Cúspide e aresta cuspidal. Considerando singularidades A 4 e o desdobramento p-versal : RxR, (0,0) R dado por H(t, x) = t + x t + x t + x t, o conjunto de bifurcação é dado por = {; = = 0}. Para r=3, o conjunto de bifurcação é exatamente um rabo de andorinha (swallowtail). Rabo de andorinha (swallowtail) Considerando os desdobramentos versais F(t, x) = t + x, G(t, x) = t + x + x t e H(t, x) = t + x + x t + x t, vemos que o conjunto discriminante é localmente uma dobra (fold) para singularidades A 1, uma cúspide ou aresta cuspidal para singularidades A 2 e um rabo de andorinha (swallowtail) para singularidades A 3. Conclusões A partir do estudo realizado da função altura, obtemos propriedades sobre a estrutura local do conjunto discriminante, por exemplo, se uma curva plana tem uma inflexão ordinária então a curva dual tem uma cúspide ordinária no ponto correspondente. No caso de curvas espaciais, o conjunto discriminante é suave quando o desdobramento tem uma singularidade

8 do tipo A 1 e tem uma cúspide quando o desdobramento tem singularidade do tipo A 2. Projetando o dual de uma curva plana com coordenadas polares obtemos o pedal a curva e assim podemos associar as propriedades do dual com propriedades do pedal a curva, apesar de perdermos informação com essa projeção. Referências 1 PORTEOUS, Ian R. Geometric Differentiation: For the Intelligence of Curves and Surfaces. 2nd Ed. Cambridge University Press, BRUCE, J. W.; GIBLIN, P. J. Curves and Singularities, Cambridge University Press, CARMO, Manfredo Perdigão do. Geometria Diferencial de Curvas e Superfícies. 5. ed. Rio de Janeiro: SBM, p. 4 CRAIZER, Marcos. Evolutas de Curvas e Superfícies. Rio de Janeiro: SBM, p. 5 POSTON, Tim; STEWART, Ian. Catastrophe Theory and Its Applications, Dover Publications, 1978.

Evolutas e Involutas: Planas e Espaciais

Evolutas e Involutas: Planas e Espaciais Evolutas e Involutas: Planas e Espaciais Aluno: Igor Albuquerque Araujo Orientador: Marcos Craizer Introdução Foi feito um estudo de conjuntos focais de superfícies. Foram utilizados os softwares Maple

Leia mais

APLICAÇÕES DAS FÓRMULAS DE FRENET EM CURVAS PLANAS E ESFÉRICAS

APLICAÇÕES DAS FÓRMULAS DE FRENET EM CURVAS PLANAS E ESFÉRICAS APLICAÇÕES DAS FÓRMULAS DE FRENET EM CURVAS PLANAS E ESFÉRICAS Adailson Ribeiro da Silva; Carlos Rhamon Batista Morais; Alecio Soares Silva; José Elias da Silva Universidade Estadual da Paraíba; [email protected];

Leia mais

CURVAS REGULARES E EQUAÇÕES DE FRENET. Thiago Mariano Viana ¹, Dr. Fernando Pereira Souza ²

CURVAS REGULARES E EQUAÇÕES DE FRENET. Thiago Mariano Viana ¹, Dr. Fernando Pereira Souza ² 1 CURVAS REGULARES E EQUAÇÕES DE FRENET Thiago Mariano Viana ¹, Dr. Fernando Pereira Souza ² ¹ Aluno do curso de Matemática CPTL/UFMS, bolsista do grupo PET Matemática CPTL/UFMS; ² Professor do curso de

Leia mais

2 Propriedades geométricas de curvas parametrizadas no R 4

2 Propriedades geométricas de curvas parametrizadas no R 4 2 Propriedades geométricas de curvas parametrizadas no R 4 Nesse capítulo trataremos dos conceitos básicos de geometria diferencial referentes à curvas parametrizadas no R 4. 2.1 Curvas Parametrizadas

Leia mais

O Triedro de Frenet. MAT Cálculo Diferencial e Integral II Daniel Victor Tausk

O Triedro de Frenet. MAT Cálculo Diferencial e Integral II Daniel Victor Tausk O Triedro de Frenet MAT 2454 - Cálculo Diferencial e Integral II Daniel Victor Tausk Seja γ : I IR 3 uma curva de classe C 3 definida num intervalo I IR. Assuma que γ é regular, ou seja, γ (t) 0 para todo

Leia mais

Processamento de Malhas Poligonais

Processamento de Malhas Poligonais Processamento de Malhas Poligonais Tópicos Avançados em Computação Visual e Interfaces I Prof.: Marcos Lage www.ic.uff.br/~mlage [email protected] Conteúdo: Notas de Aula Curvas 06/09/2015 Processamento

Leia mais

5. Teorema fundamental das curvas

5. Teorema fundamental das curvas 48 CURVAS EM R 3 5. Teorema fundamental das curvas Nesta secção provaremos a versão geral do Teorema Fundamental das Curvas, que mostra que uma curva parametrizada por comprimento de arco fica essencialmente

Leia mais

VARIEDADES COMPACTAS COM CURVATURA POSITIVA

VARIEDADES COMPACTAS COM CURVATURA POSITIVA VARIEDADES COMPACTAS COM CURVATURA POSITIVA Janaína da Silva Arruda 1, Rafael Jorge Pontes Diógenes 2 Resumo: O presente trabalho descreve o estudo das superfícies compactas com curvatura positiva. Um

Leia mais

MAT0326 Geometria Diferencial I

MAT0326 Geometria Diferencial I MAT036 Geometria Diferencial I Segunda Prova 06/11/01 Soluções Questão 1 Valor: 3.0 pontos. Considere a superfície S, de Enneper, parametrizada por Xu, v = u u3 3 + uv, v v3 3 + u v, u v. a. Determine

Leia mais

Cálculo a Várias Variáveis I - MAT Cronograma para P2: aulas teóricas (segundas e quartas)

Cálculo a Várias Variáveis I - MAT Cronograma para P2: aulas teóricas (segundas e quartas) Cálculo a Várias Variáveis I - MAT 116 0141 Cronograma para P: aulas teóricas (segundas e quartas) Aula 10 4 de março (segunda) Aula 11 6 de março (quarta) Referências: Cálculo Vol James Stewart Seções

Leia mais

Volume 2 N O espaço das ordens de um corpo Clotilzio Moreira dos Santos...51

Volume 2 N O espaço das ordens de um corpo Clotilzio Moreira dos Santos...51 Volume 2 N. 2 2013 Uma ferramenta para o estudo local de curvas e superfícies singulares no espaço Euclidiano Alex Paulo Francisco, Luciana de Fátima Martins...02 Algumas considerações sobre homotopia

Leia mais

Apostila Minicurso SEMAT XXVII

Apostila Minicurso SEMAT XXVII Apostila Minicurso SEMAT XXVII Título do Minicurso: Estrutura algébrica dos germes de funções Autores: Amanda Monteiro, Daniel Silva costa Ferreira e Plínio Gabriel Sicuti Orientadora: Prof a. Dr a. Michelle

Leia mais

11.5 Derivada Direcional, Vetor Gradiente e Planos Tangentes

11.5 Derivada Direcional, Vetor Gradiente e Planos Tangentes 11.5 Derivada Direcional, Vetor Gradiente e Planos Tangentes Luiza Amalia Pinto Cantão Depto. de Engenharia Ambiental Universidade Estadual Paulista UNESP [email protected] Estudos Anteriores Derivadas

Leia mais

Variedades Riemannianas Bidimensionais Carlos Eduardo Rosado de Barros, Romildo da Silva Pina Instituto de Matemática e Estatística, Universidade

Variedades Riemannianas Bidimensionais Carlos Eduardo Rosado de Barros, Romildo da Silva Pina Instituto de Matemática e Estatística, Universidade Variedades Riemannianas Bidimensionais Carlos Eduardo Rosado de Barros, Romildo da Silva Pina Instituto de Matemática e Estatística, Universidade Federal de Goiás, Campus II- Caixa Postal 131, CEP 74001-970

Leia mais

Cálculo Diferencial e Integral II

Cálculo Diferencial e Integral II Instituto Superior Técnico Departamento de Matemática Secção de Álgebra e Análise Cálculo Diferencial e Integral II Exame/Teste de Recuperação v2-8h - 29 de Junho de 215 Duração: Teste - 1h3m; Exame -

Leia mais

Cálculo Diferencial e Integral II

Cálculo Diferencial e Integral II Instituto Superior Técnico Departamento de Matemática Secção de Álgebra e Análise Cálculo Diferencial e Integral II Ficha de trabalho 1 (versão de 6/0/009 (Esboço de Conjuntos. Topologia. Limites. Continuidade

Leia mais

Ângulo e ortogonalidade em espaços com produto interno

Ângulo e ortogonalidade em espaços com produto interno Ângulo e ortogonalidade em espaços com produto interno Juliana Pimentel [email protected] http://hostel.ufabc.edu.br/ juliana.pimentel Sala 507-2 - Bloco A, Torre 2 Definir a noção de ângulo

Leia mais

Aula 22 Derivadas Parciais - Diferencial - Matriz Jacobiana

Aula 22 Derivadas Parciais - Diferencial - Matriz Jacobiana Derivadas Parciais - Diferencial - Matriz Jacobiana MÓDULO 3 - AULA 22 Aula 22 Derivadas Parciais - Diferencial - Matriz Jacobiana Introdução Uma das técnicas do cálculo tem como base a idéia de aproximação

Leia mais

Variedades diferenciáveis e grupos de Lie

Variedades diferenciáveis e grupos de Lie LISTA DE EXERCÍCIOS Variedades diferenciáveis e grupos de Lie 1 VARIEDADES TOPOLÓGICAS 1. Seja M uma n-variedade topológica. Mostre que qualquer aberto N M é também uma n-variedade topológica. 2. Mostre

Leia mais

ESPAÇOS VETORIAIS EUCLIDIANOS

ESPAÇOS VETORIAIS EUCLIDIANOS ESPAÇOS VETORIAIS EUCLIDIANOS Produto interno em espaços vetoriais Estamos interessados em formalizar os conceitos de comprimento de um vetor e ângulos entre dois vetores. Esses conceitos permitirão uma

Leia mais

SUPERFÍCIES MÍNIMAS E A REPRESENTAÇÃO DE WEIERSTRASS

SUPERFÍCIES MÍNIMAS E A REPRESENTAÇÃO DE WEIERSTRASS SUPERFÍCIES MÍNIMAS E A REPRESENTAÇÃO DE WEIERSTRASS Paulo Ricardo Goncalves Pereira 1, Rafael Jorge Pontes Diógenes 2 RESUMO O presente trabalho trata de conceitos referentes a geometria diferencial e

Leia mais

GEOMETRIAS NÃO- EUCLIDIANAS E SUAS MÉTRICAS

GEOMETRIAS NÃO- EUCLIDIANAS E SUAS MÉTRICAS GEOMETRIAS NÃO- EUCLIDIANAS E SUAS MÉTRICAS Fernando da Costa Gomes (bolsista do PIBIC/UFPI), Newton Luís Santos (Orientador, Depto. de Matemática UFPI) RESUMO Neste trabalho, exibimos os modelos clássicos,

Leia mais

14 AULA. Vetor Gradiente e as Derivadas Direcionais LIVRO

14 AULA. Vetor Gradiente e as Derivadas Direcionais LIVRO 1 LIVRO Vetor Gradiente e as Derivadas Direcionais 14 AULA META Definir o vetor gradiente de uma função de duas variáveis reais e interpretá-lo geometricamente. Além disso, estudaremos a derivada direcional

Leia mais

Teoria Local das Curvas

Teoria Local das Curvas Teoria Local das Curvas Márcio Nascimento da Silva Departamento de Matemática Universidade Estadual Vale do Acaraú de setembro de 007 [email protected] pré-prints do Curso de Matemática de Sobral no.

Leia mais

Vetor Tangente, Normal e Binormal. T(t) = r (t)

Vetor Tangente, Normal e Binormal. T(t) = r (t) CVE 0003 - - CÁLCULO VETORIAL - - 2011/2 Vetor Tangente, Normal e Binormal Lembre-se que se C é uma curva suave dada pela função vetorial r(t), então r (t) é contínua e r (t) 0. Além disso, o vetor r (t)

Leia mais

1 Cônicas Não Degeneradas

1 Cônicas Não Degeneradas Seções Cônicas Reginaldo J. Santos Departamento de Matemática-ICE Universidade Federal de Minas Gerais http://www.mat.ufmg.br/~regi [email protected] 11 de dezembro de 2001 Estudaremos as (seções) cônicas,

Leia mais

Aula 19 Operadores ortogonais

Aula 19 Operadores ortogonais Operadores ortogonais MÓDULO 3 AULA 19 Aula 19 Operadores ortogonais Objetivos Compreender o conceito e as propriedades apresentadas sobre operadores ortogonais. Aplicar os conceitos apresentados em exemplos

Leia mais

Lista de Exercícios 1

Lista de Exercícios 1 UFS - PROMAT Disciplina: Geometria Diferencial Professor: Almir Rogério Silva Santos Lista de Exercícios. Seja α : I R 3 uma curva regular. (a) Mostre que α é uma reta se α (t) e α (t) são linearmente

Leia mais

MAT001 Cálculo Diferencial e Integral I

MAT001 Cálculo Diferencial e Integral I 1 MAT001 Cálculo Diferencial e Integral I GEOMETRIA ANALÍTICA Coordenadas de pontos no plano cartesiano Distâncias entre pontos Sejam e dois pontos no plano cartesiano A distância entre e é dada pela expressão

Leia mais

Aula 6. Doravante iremos dizer que r(t) é uma parametrização da curva, e t é o parâmetro usado para descrever a curva.

Aula 6. Doravante iremos dizer que r(t) é uma parametrização da curva, e t é o parâmetro usado para descrever a curva. Curvas ou Funções Vetoriais: Aula 6 Exemplo 1. Círculo como coleção de vetores. Vetor posição de curva: r(t) = (cos t, sen t), t 2π r(t) pode ser vista como uma função vetorial: r : [, 2π] R R 2 Doravante

Leia mais

Unidade 5 - Subespaços vetoriais. A. Hefez e C. S. Fernandez Resumo elaborado por Paulo Sousa. 10 de agosto de 2013

Unidade 5 - Subespaços vetoriais. A. Hefez e C. S. Fernandez Resumo elaborado por Paulo Sousa. 10 de agosto de 2013 MA33 - Introdução à Álgebra Linear Unidade 5 - Subespaços vetoriais A. Hefez e C. S. Fernandez Resumo elaborado por Paulo Sousa PROFMAT - SBM 10 de agosto de 2013 Às vezes, é necessário detectar, dentro

Leia mais

CURVATURA DE CURVAS PLANAS

CURVATURA DE CURVAS PLANAS CURVATURA DE CURVAS PLANAS PROFESSOR RICARDO SÁ EARP (1) A tractrix. Vamos continuar com o traçado das curvas planas, agora incluindo o estudo da curvatura ao roteiro sugerido no exercício 1 da lista sobre

Leia mais

Geometria Analítica. Prof Marcelo Maraschin de Souza

Geometria Analítica. Prof Marcelo Maraschin de Souza Geometria Analítica Prof Marcelo Maraschin de Souza Vetor Definido por dois pontos Seja o vetor AB de origem no ponto A(x 1, y 1 ) e extremidade no ponto B(x 2, y 2 ). Qual é a expressão algébrica que

Leia mais

CURVAS ALGÉBRICAS E PONTOS DE INFLEXÃO

CURVAS ALGÉBRICAS E PONTOS DE INFLEXÃO Departamento de Matemática CURVAS ALGÉBRICAS E PONTOS DE INFLEXÃO Aluna: Isabela Antonaccio Wanous Orientador: Marcos Craizer Introdução Foi feito um estudo dirigido sobre curvas algébricas, suas propriedades

Leia mais

Mini Curso. Teoria Local das Curvas Planas

Mini Curso. Teoria Local das Curvas Planas Goiânia, 07 a 10 de outubro Mini Curso Teoria Local das Curvas Planas Profa. Dra. Luciana Maria Dias de Ávila Rodrigues - UnB . Estas notas são dedicadas a todos aqueles (alunos, docentes, técnicos...)

Leia mais

Curvas Diferenciáveis

Curvas Diferenciáveis Curvas Diferenciáveis Márcio Nascimento da Silva Departamento de Matemática Universidade Estadual Vale do Acaraú 26 de setembro de 2007 [email protected] pré-prints do Curso de Matemática de Sobral no.

Leia mais

11 MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA

11 MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA 11 MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA Quadro 11. Distribuição semestral das disciplinas 1º SEMESTRE 7150 Fundamentos da Matemática I 4 0 0 0 2 90 6 ---- 7151 Geometria Euclidiana

Leia mais

Operadores Diferenciais Aplicações Rebello 2014

Operadores Diferenciais Aplicações Rebello 2014 Operadores Diferenciais Aplicações Rebello 2014 Os operadores diferenciais representam um conjunto de ferramentas indispensáveis na engenharia não só na parte de avaliar e classificar um campo vetorial

Leia mais

Campos hamiltonianos e primeiro grupo de cohomologia de De Rham.

Campos hamiltonianos e primeiro grupo de cohomologia de De Rham. Campos hamiltonianos e primeiro grupo de cohomologia de De Rham. Ronaldo J. S. Ferreira e Fabiano B. da Silva 18 de novembro de 2015 Resumo Neste trabalho vamos explorar quando um campo vetorial simplético

Leia mais

= f(0) D2 f 0 (x, x) + o( x 2 )

= f(0) D2 f 0 (x, x) + o( x 2 ) 6 a aula, 26-04-2007 Formas Quadráticas Suponhamos que 0 é um ponto crítico duma função suave f : U R definida sobre um aberto U R n. O desenvolvimento de Taylor de segunda ordem da função f em 0 permite-nos

Leia mais

Apontamentos de GEOMETRIA DIFERENCIAL. Jorge Picado

Apontamentos de GEOMETRIA DIFERENCIAL. Jorge Picado Apontamentos de GEOMETRIA DIFERENCIAL Jorge Picado Departamento de Matemática Universidade de Coimbra 2003 Os apontamentos que se seguem contêm as notas das aulas da disciplina de Geometria Diferencial.

Leia mais

0.1 Superfícies Regradas

0.1 Superfícies Regradas Título : Superfícies Regradas Mínimas no Espaço Euclidiano Autor:Gilvan Alves Nascimento Instituição de Origem:Faculdade José Augusto Vieira (FJAV) Sessão temática:geometria Diferencial. RESUMO Apresentaremos

Leia mais

Equação da reta. No R 2 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CÁLCULO II - PROJETO NEWTON AULA 05

Equação da reta. No R 2 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CÁLCULO II - PROJETO NEWTON AULA 05 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CÁLCULO II - PROJETO NEWTON AULA 05 Assunto:Equações da reta no R 2 e no R 3, equações do plano, funções de uma variável real a valores em R n Palavras-chaves: Equação da reta,

Leia mais

9 AULA. Curvas Espaciais LIVRO. META Estudar as curvas no espaço (R 3 ). OBJETIVOS Descrever o movimento de objetos no espaço.

9 AULA. Curvas Espaciais LIVRO. META Estudar as curvas no espaço (R 3 ). OBJETIVOS Descrever o movimento de objetos no espaço. 1 LIVRO Curvas Espaciais META Estudar as curvas no espaço (R 3 ). OBJETIVOS Descrever o movimento de objetos no espaço. PRÉ-REQUISITOS Funções vetoriais (Aula 08). Curvas Espaciais.1 Introdução Na aula

Leia mais

Derivadas Parciais. Copyright Cengage Learning. Todos os direitos reservados.

Derivadas Parciais. Copyright Cengage Learning. Todos os direitos reservados. 14 Derivadas Parciais Copyright Cengage Learning. Todos os direitos reservados. 14.6 Derivadas Direcionais e o Vetor Gradiente Copyright Cengage Learning. Todos os direitos reservados. Derivadas Direcionais

Leia mais

Revisão de Álgebra Linear

Revisão de Álgebra Linear Introdução: Revisão de Álgebra Linear Antonio Elias Fabris Instituto de Matemática e Estatística Universidade de São Paulo Map 2121 Aplicações de Álgebra Linear Antonio Elias Fabris (IME-USP) Revisão de

Leia mais

FACULDADE PITÁGORAS DE LINHARES Prof. Esp. Thiago Magalhães

FACULDADE PITÁGORAS DE LINHARES Prof. Esp. Thiago Magalhães VETORES NO PLANO E NO ESPAÇO INTRODUÇÃO Cumpre de início, distinguir grandezas escalares das grandezas vetoriais. Grandezas escalares são aquelas que para sua perfeita caracterização basta informarmos

Leia mais

12 AULA. ciáveis LIVRO. META Estudar derivadas de funções de duas variáveis a valores reais.

12 AULA. ciáveis LIVRO. META Estudar derivadas de funções de duas variáveis a valores reais. 1 LIVRO Diferen- Funções ciáveis META Estudar derivadas de funções de duas variáveis a valores reais. OBJETIVOS Estender os conceitos de diferenciabilidade de funções de uma variável a valores reais. PRÉ-REQUISITOS

Leia mais

Material Teórico - Módulo: Vetores em R 2 e R 3. Produto Vetorial. Terceiro Ano - Médio

Material Teórico - Módulo: Vetores em R 2 e R 3. Produto Vetorial. Terceiro Ano - Médio Material Teórico - Módulo: Vetores em R 2 e R 3 Produto Vetorial Terceiro Ano - Médio Autor: Prof. Angelo Papa Neto Revisor: Prof. Antonio Caminha M. Neto Nesta aula, estudaremos uma operação definida

Leia mais

Geometria Intrínseca das Superfícies

Geometria Intrínseca das Superfícies Geometria Intrínseca das Superfícies Paula Gonçalves Correia Romildo da Silva Pina Goiânia 15 de Junho de 2011 Resumo Neste trabalho foi realizado um estudo sobre superfícies regulares, geometria intrínseca

Leia mais

MAT Geometria Diferencial 1 - Lista 2

MAT Geometria Diferencial 1 - Lista 2 MAT036 - Geometria Diferencial 1 - Lista Monitor: Ivo Terek Couto 19 de outubro de 016 1 Superfícies - parte ; Exercício 1. Mostre que, em um ponto hiperbólico, as direções principais bissectam as direções

Leia mais

Geometria Diferencial

Geometria Diferencial Geometria Diferencial Curvas no plano e no espaço - Segundo semestre de 2007 Versão 14 compilada com o pdflatex no dia 2 de Agosto de 2007. Departamento de Matemática - UEL Prof. Ulysses Sodré: ulysses(a)uel(pt)br

Leia mais

aula6 Curvas de Hermite 2016/2 IC / UFF Criadas por Charles Hermite ( ) https://pt.wikipedia.org/wiki/charles_hermite

aula6 Curvas de Hermite 2016/2 IC / UFF Criadas por Charles Hermite ( ) https://pt.wikipedia.org/wiki/charles_hermite Criadas por Charles Hermite (1822-1901) https://pt.wikipedia.org/wiki/charles_hermite aula6 Vetor é : Na matemática - um elemento com de um espaço vetorial Em Física em oposição as grandezas escalares,

Leia mais

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I ROTAÇÃO. Prof.

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I ROTAÇÃO. Prof. CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I ROTAÇÃO Prof. Bruno Farias Introdução Neste capítulo vamos aprender: Como descrever a rotação

Leia mais

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I ROTAÇÃO. Prof.

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I ROTAÇÃO. Prof. CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I ROTAÇÃO Prof. Bruno Farias Introdução Neste capítulo vamos aprender: Como descrever a rotação

Leia mais

Capítulo Equações da reta no espaço. Sejam A e B dois pontos distintos no espaço e seja r a reta que os contém. Então, P r existe t R tal que

Capítulo Equações da reta no espaço. Sejam A e B dois pontos distintos no espaço e seja r a reta que os contém. Então, P r existe t R tal que Capítulo 11 1. Equações da reta no espaço Sejam A e B dois pontos distintos no espaço e seja r a reta que os contém. Então, P r existe t R tal que AP = t AB Fig. 1: Reta r passando por A e B. Como o ponto

Leia mais

Aula 10 Produto interno, vetorial e misto -

Aula 10 Produto interno, vetorial e misto - MÓDULO 2 - AULA 10 Aula 10 Produto interno, vetorial e misto - Aplicações II Objetivos Estudar as posições relativas entre retas no espaço. Obter as expressões para calcular distância entre retas. Continuando

Leia mais

Vetores em R n e C n, Vetores Espaciais

Vetores em R n e C n, Vetores Espaciais Capítulo 1 Vetores em R n e C n, Vetores Espaciais 1.1 INTRODUÇÃO A noção de vetor pode ser motivada ou por uma lista de números e índices, ou por meio de certos objetos da Física. Vejamos ambas maneiras.

Leia mais

TÓPICO. Fundamentos da Matemática II APLICAÇÕES NA GEOMETRIA ANALÍTICA. Licenciatura em Ciências USP/ Univesp. Gil da Costa Marques

TÓPICO. Fundamentos da Matemática II APLICAÇÕES NA GEOMETRIA ANALÍTICA. Licenciatura em Ciências USP/ Univesp. Gil da Costa Marques APLICAÇÕES NA GEOMETRIA ANALÍTICA 4 Gil da Costa Marques TÓPICO Fundamentos da Matemática II 4.1 Geometria Analítica e as Coordenadas Cartesianas 4.2 Superfícies 4.2.1 Superfícies planas 4.2.2 Superfícies

Leia mais

Material Teórico - Módulo: Vetores em R 2 e R 3. Operações Envolvendo Vetores. Terceiro Ano - Médio

Material Teórico - Módulo: Vetores em R 2 e R 3. Operações Envolvendo Vetores. Terceiro Ano - Médio Material Teórico - Módulo: Vetores em R 2 e R 3 Operações Envolvendo Vetores Terceiro Ano - Médio Autor: Prof. Angelo Papa Neto Revisor: Prof. Antonio Caminha M. Neto 1 Adição de vetores Na aula anterior

Leia mais

O Eletromagnetismo é um ramo da física ou da engenharia elétrica onde os fenômenos elétricos e magnéticos são estudados.

O Eletromagnetismo é um ramo da física ou da engenharia elétrica onde os fenômenos elétricos e magnéticos são estudados. 1. Análise Vetorial O Eletromagnetismo é um ramo da física ou da engenharia elétrica onde os fenômenos elétricos e magnéticos são estudados. Os princípios eletromagnéticos são encontrados em diversas aplicações:

Leia mais

MA23 - Geometria Anaĺıtica

MA23 - Geometria Anaĺıtica MA23 - Geometria Anaĺıtica Unidade 1 - Coordenadas e vetores no plano João Xavier PROFMAT - SBM 8 de agosto de 2013 Coordenadas René Descartes, matemático e filósofo, nasceu em La Have, França, em 31 de

Leia mais

SUMÁRIO VOLUME II 8 MODELAGEM MATEMÁTICA COM EQUAÇÕES DIFERENCIAIS SÉRIES INFINITAS CURVAS PARAMÉTRICAS E POLARES; SEÇÕES CÔNICAS 692

SUMÁRIO VOLUME II 8 MODELAGEM MATEMÁTICA COM EQUAÇÕES DIFERENCIAIS SÉRIES INFINITAS CURVAS PARAMÉTRICAS E POLARES; SEÇÕES CÔNICAS 692 SUMÁRIO VOLUME II 8 MODELAGEM MATEMÁTICA COM EQUAÇÕES DIFERENCIAIS 561 8.1 Modelagem com equações diferenciais 561 8.2 Separação de variáveis 568 8.3 Campos de direções; método de Euler 579 8.4 Equações

Leia mais

CAPÍTULO 11 ROTAÇÕES E MOMENTO ANGULAR

CAPÍTULO 11 ROTAÇÕES E MOMENTO ANGULAR O que vamos estudar? CAPÍTULO 11 ROTAÇÕES E MOMENTO ANGULAR Seção 11.1 Cinemática do corpo rígido Seção 11.2 Representação vetorial das rotações Seção 11.3 Torque Seção 11.4 Momento angular Seção 11.5

Leia mais

Aula 15. Derivadas Direcionais e Vetor Gradiente. Quando u = (1, 0) ou u = (0, 1), obtemos as derivadas parciais em relação a x ou y, respectivamente.

Aula 15. Derivadas Direcionais e Vetor Gradiente. Quando u = (1, 0) ou u = (0, 1), obtemos as derivadas parciais em relação a x ou y, respectivamente. Aula 15 Derivadas Direcionais e Vetor Gradiente Seja f(x, y) uma função de variáveis. Iremos usar a notação D u f(x 0, y 0 ) para: Derivada direcional de f no ponto (x 0, y 0 ), na direção do vetor unitário

Leia mais

Notas de Aula. Geometria Diferencial

Notas de Aula. Geometria Diferencial Notas de Aula Geometria Diferencial Rodney Josué Biezuner 1 Departamento de Matemática Instituto de Ciências Exatas (ICEx) Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Notas de aula do curso Geometria Diferencial

Leia mais

J. Delgado - K. Frensel - L. Crissaff Geometria Analítica e Cálculo Vetorial

J. Delgado - K. Frensel - L. Crissaff Geometria Analítica e Cálculo Vetorial 178 Capítulo 10 Equação da reta e do plano no espaço 1. Equações paramétricas da reta no espaço Sejam A e B dois pontos distintos no espaço e seja r a reta que os contém. Então, P r existe t R tal que

Leia mais

Um Estudo Sobre Espaços Vetoriais Simpléticos

Um Estudo Sobre Espaços Vetoriais Simpléticos Um Estudo Sobre Espaços Vetoriais Simpléticos Fabiano Borges da Silva Lívia T. Minami Borges 28 de novembro de 2015 Resumo O presente artigo estuda de maneira detalhada espaços vetoriais que possuem uma

Leia mais

1 Vetores no Plano e no Espaço

1 Vetores no Plano e no Espaço 1 Vetores no Plano e no Espaço Definimos as componentes de um vetor no espaço de forma análoga a que fizemos com vetores no plano. Vamos inicialmente introduzir um sistema de coordenadas retangulares no

Leia mais

Prova Escrita de MATEMÁTICA A - 12o Ano a Fase

Prova Escrita de MATEMÁTICA A - 12o Ano a Fase Prova Escrita de MATEMÁTICA A - o Ano 06 - a Fase Proposta de resolução GRUPO I. Como P (A B) P (A B) P (B) P (A B) P (A B) P (B) vem que: P (A B) 6 0 60 0 Como P (A B) P (A) + P (B) P (A B), temos que:

Leia mais

MAT0326 Geometria Diferencial I

MAT0326 Geometria Diferencial I MAT6 Geometria Diferencial I Primeira Prova /9/ Soluções Questão Valor:. =.5 +.5 pontos). a. Mostre que cos arctanx) ) =. + x b. Determine uma curva plana α : R R, parametrizada por comprimento de arco,

Leia mais

CSE-MME Revisão de Métodos Matemáticos para Engenharia

CSE-MME Revisão de Métodos Matemáticos para Engenharia CSE-MME Revisão de Métodos Matemáticos para Engenharia Engenharia e Tecnologia Espaciais ETE Engenharia e Gerenciamento de Sistemas Espaciais L.F.Perondi Engenharia e Tecnologia Espaciais ETE Engenharia

Leia mais

Multiplicadores de Lagrange

Multiplicadores de Lagrange Multiplicadores de Lagrange Para motivar o método, suponha que queremos maximizar uma função f (x, y) sujeito a uma restrição g(x, y) = 0. Geometricamente: queremos um ponto sobre o gráfico da curva de

Leia mais

Derivadas Parciais Capítulo 14

Derivadas Parciais Capítulo 14 Derivadas Parciais Capítulo 14 DERIVADAS PARCIAIS No Exemplo 6 da Seção 14.7 maximizamos a função volume V = xyz sujeita à restrição 2xz + 2yz + xy = que expressa a condição de a área da superfície ser

Leia mais

1 Segmentos orientados e vetores, adição e multiplicação

1 Segmentos orientados e vetores, adição e multiplicação MAP2110 Modelagem e Matemática 1 o Semestre de 2007 Resumo 1 - Roteiro de estudos - 07/05/2007 Espaços vetoriais bi e tri-dimensionais (plano ou espaço bidimensional E 2, e espaço tridimensional E 3 )

Leia mais

Álgebra Linear I - Aula Bases Ortonormais e Matrizes Ortogonais

Álgebra Linear I - Aula Bases Ortonormais e Matrizes Ortogonais Álgebra Linear I - Aula 19 1. Bases Ortonormais e Matrizes Ortogonais. 2. Matrizes ortogonais 2 2. 3. Rotações em R 3. Roteiro 1 Bases Ortonormais e Matrizes Ortogonais 1.1 Bases ortogonais Lembre que

Leia mais

Produto Interno - Mauri C. Nascimento - Depto. de Matemática - FC UNESP Bauru

Produto Interno - Mauri C. Nascimento - Depto. de Matemática - FC UNESP Bauru 1 Produto Interno - Mauri C. Nascimento - Depto. de Matemática - FC UNESP Bauru Neste capítulo vamos considerar espaços vetoriais sobre K, onde K = R ou K = C, ou seja, os espaços vetoriais podem ser reais

Leia mais

Geometria Diferencial

Geometria Diferencial Geometria Diferencial Exercícios sobre curvas planas e espaciais - 2007 Versão compilada no dia 20 de Setembro de 2007. Departamento de Matemática - UEL Prof. Ulysses Sodré: ulysses(a)uel(pt)br Matemática

Leia mais

Vetores. A soma, V+W, de dois vetores V e W é determinada da seguinte forma:

Vetores. A soma, V+W, de dois vetores V e W é determinada da seguinte forma: Vetores Geometricamente, vetores são representados por segmentos de retas orientadas no plano ou no espaço. A ponta da seta do segmento orientado é chamada ponto final ou extremidade e o outro ponto extremo

Leia mais

Capítulo 2. Ortogonalidade e Processo de Gram-Schmidt. Curso: Licenciatura em Matemática

Capítulo 2. Ortogonalidade e Processo de Gram-Schmidt. Curso: Licenciatura em Matemática Capítulo 2 Ortogonalidade e Processo de Gram-Schmidt Curso: Licenciatura em Matemática Professor-autor: Danilo Felizardo Barboza Wilberclay Gonçalves de Melo Disciplina: Álgebra Linear II Unidade II Aula

Leia mais

Álgebra Linear I - Aula 2. Roteiro

Álgebra Linear I - Aula 2. Roteiro Álgebra Linear I - Aula 2 1. Produto escalar. Ângulos. 2. Desigualdade triangular. 3. Projeção ortugonal de vetores. Roteiro 1 Produto escalar Considere dois vetores = (u 1, u 2, u 3 ) e v = (v 1, v 2,

Leia mais

3. Quanto é que uma curva curva? Curvatura e torsão; triedro de Frenet-Serret

3. Quanto é que uma curva curva? Curvatura e torsão; triedro de Frenet-Serret 3. CURVATURA E TORSÃO; TRIEDRO DE FRENET-SERRET 23 3. Quanto é que uma curva curva? Curvatura e torsão; triedro de Frenet-Serret Nesta secção associamos a cada curva duas funções escalares, chamadas curvatura

Leia mais