ASPECTOS CRIMINAIS E ECONÔMICOS DA PIRATARIA DE TV POR ASSINATURA 02 de março de 2011

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ASPECTOS CRIMINAIS E ECONÔMICOS DA PIRATARIA DE TV POR ASSINATURA 02 de março de 2011"

Transcrição

1 ASPECTOS CRIMINAIS E ECONÔMICOS DA PIRATARIA DE TV POR ASSINATURA 02 de março de 2011 Rony Vainzof Joaquim Eugênio de Lima, 680 1º andar São Paulo SP Brasil Tel.: (55-11) Fax: (55-11)

2 DADOS 2 Brasil - 25,5 milhões de usuários de TV por assinatura¹ (2010); Previsões para os próximos anos - crescimento de até 40% no número de assinantes²; Pirataria já produz um mercado paralelo de R$ 300 milhões por ano, representando 4% do total de domicílios no Brasil e 16% sobre a base de assinantes de TV por assinatura³; Todas as modalidades de TV por assinatura são alvo dos piratas, que muitas vezes se utilizam de tecnologias avançadas 4 ; A maioria das novas condutas de pirataria de TV por assinatura encontram respaldo nos tribunais nacionais IBOPE (http://www.ibopeloja.com.br/prodvar.asp?codigo_produto= ) 3 Sem regulamentação legal, cresce pirataria de TV via satélite. Disponível em: <http://www.noticiasdigitais.com.br/semregulamentacao-legal-cresce-pirataria-de-tv-via-satelite/>. Acesso em: 02 fev ABTA

3 LEGALIDADE LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA? 3 DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal.

4 INTRODUÇÃO 4 Há legislação específica para o Direito Digital e das Novas Tecnologias? Há crime para a conduta de pirataria de TV por assinatura?

5 TELECOM CONCEITO 5 LGT 9.472/97: Art. 60. Serviço de telecomunicações é o conjunto de atividades que possibilita a oferta de telecomunicação. 1 Telecomunicação é a transmissão, emissão ou recepção, por fio, radioeletricidade, meios ópticos ou qualquer outro processo eletromagnético, de símbolos, caracteres, sinais, escritos, imagens, sons ou informações de qualquer natureza.

6 TELECOM - CONCEITO 6 DATA TÍTULO Res. nº /04/2000 Regulamento sobre o Direito de Exploração de Satélite para Transporte de Sinais de Telecomunicações Res. nº /11/2004 Regulamento de Cobrança de Preço Público pelo Direito de Exploração de Serviços de Telecomunicações e pelo Direito de Exploração de Satélite Alterada pela Res. 484 de 5/11/07

7 PROVA 7 Provas na Internet: o que está no mundo virtual pode fazer prova no mundo real. O importante é agir rápido.

8 PROVA 8 Levantamento dos servidores CS; Verificação dos IPs de origem dos servidores CS; Ações de Quebra de Sigilo; Levantamento dos sites do responsável; Verificação dos Registros dos Domínios (registro.br); Vídeos no Youtube; Sites de Relacionamento; Atas Notariais.

9 9 Medidas extrajudiciais: 13/05/10 Medida judicial (4 réus): 21/05/10 Deferimento da liminar: 21/05/10 Fornecimento das informações: 31/05/10

10 10 Pedido de instauração do Inquérito Policial: 21/06/10 Instauração do Inquérito Policial: 21/06/10 Representação pela medida de busca e apreensão: 21/06/10 Cota do Ministério Público: 22/06/10 Deferimento da busca e apreensão: 22/06/10 Diligência policial de busca e apreensão: 23/06/10

11 PROVA 11 Servidores CS Antenamax.com.br Artelu.com.br Azcs.com.br Azupdate.com.br Boletoprint.com.br Chipiphone.com.br Cobreja.com.br Copiparts.com.br Cs15.com.br Distribuison.com.br Dvcomtecnologia.com.br Iphonechip.com.br Joiweb.com.br Servidorcs.com.br Vdcomtecnologia.com.br

12 PROVA 12

13 PROVA 13

14 BUSCA E APREENSÃO 14

15 BUSCA E APREENSÃO 15

16 16 Número de locais simultâneos: 05 Número de profissionais envolvidos: 16 Prisões: dois suspeitos

17 PARTICULARIDADE DA OPERAÇÃO 17 Joinville: R$ 30,00 por assinante. Aproximadamente 5.000,00 assinantes; Dois servidores de Cardsharing; Distribuição provida através de link de internet da GVT; 3 cartões originais apreendidos; Diversos AZBOXs, juntamente com registros do provimento do serviço de Cardsharing; Rio de Janeiro: No desligamento do servidores de Joinville, o serviço de Cardsharing continuou; Passou a ser provido por um servidor em nuvem hospedado em provedor no RJ; Imediatamente foi feito contato extrajudicial com o provedor e o serviço de Cardsharing foi interrompido durante operação policial. A medida não cessou as atividades dos servidores.

18 FLAGRANTE - VALDEVINO 18

19 MANDADO DE PRISÃO - DAGOBERTO 19

20 PRINCIPAIS RESULTADOS 20 Os dois suspeitos foram presos por transmissão pirata de TV por Assinatura; Diversos infratores que discutem em fóruns sobre CS ficaram preocupados sobre o prosseguimento da prática ilícita; Pela primeira vez uma autoridade da ANATEL assumiu que é preciso regular a venda de AZ Box e seus derivados. Confidential

21 CONDUTAS 21 CARDSHARING Compartilhamento das chaves originais dos decodificadores; Venda direta do acesso a servidores clandestinos das chaves dos decodificadores. TIPOS PENAIS Estelionato (art. 171, do Código Penal): manter alguém em erro através de meio fraudulento; Crime de concorrência desleal (art. 195 da lei 9279/96): empregar meio fraudulento, para desviar, em proveito próprio ou alheio, clientela de outrem; Crimes contra o consumidor (art. 66 e art. 76 do Código): fazer afirmação falsa ou enganosa de produto ou serviço, tendo como agravante o fato de ocasionar grave dano a uma coletividade ou dissimular a natureza ilícita do procedimento;

22 HOMEM É PRESO SUSPEITO DE ADMINISTRAR CENTRAL DE TV PIRATA POR ASSINATURA 22 O promotor Andrey Cunha Amorim afirmou que ele seria o maior fraudador da América Latina Um homem foi de 41 anos foi preso em flagrante, em Joinville, suspeito de fraudar televisões por assinatura via satélite, segundo o promotor Andrey da Cunha Amorim. A operação foi realizada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Ministério Público e polícias civis de São Paulo e Joinville. O homem é morador de Joinville, norte de Santa Catarina, e foi preso na casa dele no bairro Fátima, onde funcionaria uma central de TV pirata por assinatura. O promotor Andrey Cunha Amorim afirmou que ele seria o maior fraudador do país, senão o da América Latina. Fonte:

23 ESTELIONATO TRF2 23 Na segunda hipótese, que é a dos autos, fica PATENTE A PRÁTICA DO ESTELIONATO, uma vez que a empresa ENTREGOU O SINAL da TV por assinatura de boa fé, mediante o pagamento de determinado valor, enquanto os acusados, mediante artifício consistente na utilização de equipamento retransmissor, repassaram o serviço para outros, OBTENDO A VANTAGEM que seria, de direito, da empresa de TV por assinatura, a qual SOFREU PREJUÍZOS EM DECORRÊNCIA DA PERDA DOS LUCROS CESSANTES ADVINDOS COM O CRIME. (g.n.).

24 ESTELIONATO TRF2 24 A RETRANSMISSÃO ILÍCITA DE SINAL DE TV POR ASSINATURA NÃO É ATÍPICA. Ainda que não se considere sinal de TV como energia propriamente, inviabilizando a caracterização do furto, a conduta se Lembrando: subsume ao tipo de estelionato. A LIGAÇÃO CLANDESTINA REPRESENTA ARTIFÍCIO QUE INDUZ A EMPRESA VITIMADA A ERRO QUANTO AO NÚMERO DE CONTRATANTES E Art Obter, para si ou PROPICIA VANTAGEM INDEVIDA CARACTERIZADA PELA FRUIÇÃO DO SERVIÇO para sem outrem, a correspondente vantagem ilícita, contraprestação, num contexto apto em prejuízo a estender alheio, sua amplitude induzindo a qualquer tempo, aumentando ou facilmente mantendo o número alguém de em beneficiados erro, e mantendo a empresa em mediante erro, mês artifício, a mês, quanto ardil, ao ou real quantitativo de clientes. qualquer outro meio fraudulento:

25 CONDUTAS 25 TRANSMISSÃO ILEGAL DE TV A CABO TIPOS PENAIS Furto qualificado (art. 155, 3, do Código Penal): subtrair para si ou para outrem coisa alheia móvel ou com qualquer outro valor econômico; Crimes Tributários (lei 8137/90): realizar, de forma dolosa, atividade para evitar contribuição tributária; Violação de direito autoral (art. 184 do Código Penal): violar direitos de autor e os que lhe são conexos, através do recebimento, mediante qualquer sistema, de obra sem autorização expressa do autor; Lei do Serviço de TV a Cabo (art. 35 da lei 8977/95): constitui ilícito penal a interceptação ou a recepção não autorizada dos sinais de TV a Cabo; Lei Geral de Telecomunicação (art. 183 da lei 9472/97): desenvolver clandestinamente atividades de telecomunicação;

26 ATIVIDADE CLANDESTINA DE TELECOMUNICAÇÃO TRF 2 26 "PROCESSUAL PENAL. LEGITIMIDADE ASSISTENTE ACUSAÇÃO. CENTRAL CLANDESTINA DE TV POR ASSINATURA. DISTRIBUIÇÃO. INTERESSE UNIÃO. COMPETÊNCIA FEDERAL. 1. Sendo a competência matéria de ordem pública, devendo ser declarada de ofício pelo juízo, tem o assistente legitimidade para recorrer. Art Desenvolver clandestinamente atividades 2. A conduta de telecomunicação: atribuída ao réu na denúncia é a de distribuição clandestinapena -sinais detenção de de TV doisa a cabo, quatro o anos, que DESRESPEITA A EXCLUSIVIDADE aumentada DA da UNIÃO metadepara se houver ORGANIZAR dano a A EXPLORAÇÃO DOS terceiro, SERVIÇOS e multa de R$ DE ,00 (dez TELECOMUNICAÇÕES. mil reais). Parágrafo único. Incorre na mesma pena 3. Configurada a aparente PRÁTICA DO TIPO PENAL DO ART. 183 quem, direta ou indiretamente, concorrer DA LEI /1997 e, em conseqüência, a competência da Justiça para o crime. Federal. 4. Recurso provido."(rse TRF-2ª Região - 2ª Turma Especializada - Relatora Des. Fed. Dra. LILIANE RORIZ - DJU 07/03/08 - Pág. 695)

27 MPF DENUNCIA 12 POR TRANSMISSÃO - DE TV A CABO CLANDESTINA 27 O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro informou nesta segunda-feira que denunciou 12 pessoas por participação de um esquema de TRANSMISSÃO CLANDESTINA DE TV A CABO em Volta Redonda, Barra Mansa e Barra do Piraí, no sul fluminense. O grupo responderá por formação de quadrilha, furto e DESENVOLVIMENTO CLANDESTINO DE ATIVIDADE DE TELECOMUNICAÇÃO. De acordo com o MPF, a denúncia é baseada em escutas telefônicas e mandados de busca e apreensão feitos pela Polícia Federal (PF). O grupo teria criado uma empresa de fachada para conserto de antenas parabólicas que, na prática, funcionaria como retransmissora do sinal de empresas de TV por assinatura. Para isso, eles usavam, conforme a denúncia, uma central clandestina com consumo de energia elétrica alheia. Ainda segundo a denúncia, havia três áreas de atuação dentro da quadrilha: os que faziam os serviços técnicos (manutenção e instalação dos equipamentos), os que cobravam os inadimplentes (entre R$ 50 e R$ 60 pela instalação e R$ 30 a R$ 35 de mensalidade) e os que chefiavam a quadrilha. A denúncia foi proposta pelo procurador da República Rodrigo da Costa Lines e recebida pela 3ª Vara Federal de Volta Redonda, onde agora tramita o processo penal. Fonte: Terra -

28 CONDUTAS 28 RECEBIMENTO ILEGAL DE SINAL DE TV A CABO Aceitação, por parte do usuário, de serviço de fornecimento de sinal de TV a Cabo sabida e manifestadamente ilegal. TIPOS PENAIS Furto qualificado (art. 155, 3, do Código Penal): subtrair para si ou para outrem coisa alheia móvel ou com qualquer outro valor econômico; Crimes Tributários (lei 8137/90): realizar, de forma dolosa, atividade para evitar contribuição tributária; Violação de direito autoral (art. 184 do Código Penal): violar direitos de autor e os que lhe são conexos, através do recebimento, mediante qualquer sistema, de obra sem autorização expressa do autor; Lei do Serviço de TV a Cabo (art. 35 da lei 8977/95): Art. 1º O Serviço de TV a Cabo obedecerá aos preceitos da constitui ilícito penal a interceptação ou a recepção não legislação de telecomunicações em vigor, aos desta Lei e autorizada dos sinais de TV a Cabo. aos regulamentos baixados pelo Poder Executivo.

29 CONDUTAS 29 SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA PENAL. RECURSO ESPECIAL. CAPTAÇÃO DE SINAL DE TV A CABO. CONFIGURAÇÃO DE DELITO DE FURTO. ART. 155, 3º, DO CP. RECURSOCONHECIDO E PROVIDO. 1. Segundo o entendimento do Superior Tribunal de Justiça a captação irregular de sinal de TV a cabo configura delito previsto no art. 155, 3º, do CP. 2. Recurso conhecido e provido para determinar o recebimento da denúncia. (STJ Recurso Especial /RN Relator Ministro Arnaldo Esteves Lima)

30 CONDUTAS 30 AUXÍLIO DE FUNCIONÁRIO DA OPERADORA Adulteração na estrutura operacional por parte do funcionário da operadora com fim de proporcionar vantagem ao usuário final. TIPOS PENAIS Estelionato (art. 171, do Código Penal): manter alguém em erro através de meio fraudulento; Formação de quadrilha (art. 288 do Código Penal): realizar ilícito com auxílio de mais de 3 pessoas; Fraude no comércio (art. 175 do Código Penal): enganar, no exercício de atividade comercial, o adquirente ou consumidor vendendo, como verdadeira, mercadoria falsificada ou entregando uma mercadoria por outra; Crime de concorrência desleal (art. 195 da lei 9279/96): empregar meio fraudulento, para desviar, em proveito próprio ou alheio, clientela de outrem.

31 CONDUTAS 31 TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RIO GRANDE DO SUL APELAÇÃO CRIME. ESTELIONATO. ART. 171, CAPUT DO CP. 1. MÉRITO CONDENATÓRIO. MANUTENÇÃO. Autoria e materialidade suficientemente demonstradas, através da prova documental e oral produzida. Réu que, fazendo-se passar por representante da empresa [_], mediante ardil, locou e vendeu sinais de TV a cabo para terceiros. Animus fraudandi plenamente demonstrado, restando isolada, nos autos, a negativa de autoria. Presença das elementares da figura típica prevista no caput do art. 171 do CP. Decreto condenatório mantido. (TJRS Relator Fabianne Breton Baisch)

32 CONDUTAS 32 COMERCIALIZAÇÃO DE DECODIFICADORES Comercialização de decodificadores de propriedade das empresas e/ou adulterados para recebimento de sinal de TV a Cabo. TIPOS PENAIS Furto qualificado (art. 155, 3, do Código Penal): subtrair para si ou para outrem coisa alheia móvel ou com qualquer outro valor econômico; Estelionato (art. 171, do Código Penal): manter alguém em erro através de meio fraudulento; Crime de concorrência desleal (art. 195 da lei 9279/96): empregar meio fraudulento, para desviar, em proveito próprio ou alheio, clientela de outrem; Formação de quadrilha (art. 288 do Código Penal): realizar ilícito com auxílio de mais de 3 pessoas; Fraude no comércio (art. 175 do Código Penal): enganar, no exercício de atividade comercial, o adquirente ou consumidor vendendo, como verdadeira, mercadoria falsificada ou entregando uma mercadoria por outra;

33 CONDUTAS 33 TIPOS PENAIS Crimes contra o consumidor (art. 66 e art. 76 do Código): fazer afirmação falsa ou enganosa de produto ou serviço, tendo como agravante o fato de ocasionar grave dano a uma coletividade ou dissimular a natureza ilícita do procedimento; Crimes Tributários (lei 8137/90): realizar, de forma dolosa, atividade para evitar contribuição tributária.

34 CONCLUSÕES 34 As tecnologias empregadas na distribuição de sinal de TV por assinatura vêm sendo constantemente aperfeiçoadas, inclusive com a elaboração de diferentes níveis de criptografia e de transmissão o que trouxe impactos diretos no aumento da dificuldade na averiguação dessa modalidade de fraude; Tal avanço tecnológico não intimidou os fraudadores, que atualmente estão se concentrando em sistemas e técnicas que visam distribuir pela internet as informações necessárias para se adquirir as chaves dos sistemas de criptografia, ou mesmo a transmissão completa das programações através da grande rede.

35 CONCLUSÕES 35 A melhor alternativa para coibir referida prática e evitar maiores danos, não só financeiros, como também na imagem institucional, é diligenciar na busca da tutela do Judiciário a fim de identificar e punir os fraudadores, além de verificar as técnicas empregadas pelos criminosos; Assim, será possível combater exaustivamente a distribuição ilícita de transmissão de sinais de TV por assinatura, de forma preventiva e proativa, realizando as medidas adequadas para uma finalização eficiente de futuras demandas.

36 Rony Vainzof Sócio do Opice Blum Advogados Associados Currículo Plataforma Lattes:

4 NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO EM INFORMÁTICA

4 NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO EM INFORMÁTICA 4 NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO EM INFORMÁTICA 4.1 Legislação aplicável a crimes cibernéticos Classifica-se como Crime Cibernético: Crimes contra a honra (injúria, calúnia e difamação), furtos, extorsão,

Leia mais

10º Seminário RNP de Capacitação e Inovação

10º Seminário RNP de Capacitação e Inovação 10º Seminário RNP de Capacitação e Inovação Mesa Redonda: CRIMES DIGITAIS Recife/PE, 1º de Dezembro de 2004. Apresentação: Omar Kaminski Direitos e Garantias Constituicionais: II - ninguém será obrigado

Leia mais

O art. 96, III da CF prevê o foro por prerrogativa de função dos membros do MP, incluindo os Promotores e Procuradores de Justiça.

O art. 96, III da CF prevê o foro por prerrogativa de função dos membros do MP, incluindo os Promotores e Procuradores de Justiça. Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Processo Penal / Aula 11 Professor: Elisa Pittaro Conteúdo: Foro por Prerrogativa de Função; Conexão e Continência. 3.5 Foro por Prerrogativa de Função: b) Juízes

Leia mais

Ladir & Franco. RESPONSABILIDADE CRIMINAL DOS CONTABILISTAS O contabilista pode ser preso por atos praticados no exercício profissional?

Ladir & Franco. RESPONSABILIDADE CRIMINAL DOS CONTABILISTAS O contabilista pode ser preso por atos praticados no exercício profissional? L F Ladir & Franco A D V O G A D O S RESPONSABILIDADE CRIMINAL DOS CONTABILISTAS O contabilista pode ser preso por atos praticados no exercício profissional? Túlio Arantes Bozola Advogado - Ladir & Franco

Leia mais

a adaptação de músicas conhecidas sem autorização do autor

a adaptação de músicas conhecidas sem autorização do autor Prezado Coordenador: Gostaria de saber se constitui crime a reprodução de músicas, sem autorização do autor, pelos candidatos ao Legislativo Municipal ou pelas empresas que realizam a reprodução. Aqui

Leia mais

Fraude em seguros. fraude, estabeleceu ações e controles que visam o cumprimento à legislação vigente.

Fraude em seguros. fraude, estabeleceu ações e controles que visam o cumprimento à legislação vigente. Apresentação O que é fraude Os crimes de fraude ameaçam as sociedades, corporações e governos de todo mundo, independentemente do estágio de desenvolvimento de cada país. O mercado de seguros, assim como

Leia mais

Legislação para TI uma abordagem das Leis Carolina Dieckmann, Azeredo, Marco Civil da Internet Decreto de Segurança da Informação.

Legislação para TI uma abordagem das Leis Carolina Dieckmann, Azeredo, Marco Civil da Internet Decreto de Segurança da Informação. Legislação para TI uma abordagem das Leis Carolina Dieckmann, Azeredo, Marco Civil da Internet Decreto de Segurança da Informação. Prof. Marcos Monteiro te ...pode ser tipificado como : Falsidade ideológica

Leia mais

NOVA LEI DE CRIMES CIBERNÉTICOS ENTRA EM VIGOR

NOVA LEI DE CRIMES CIBERNÉTICOS ENTRA EM VIGOR NOVA LEI DE CRIMES CIBERNÉTICOS ENTRA EM VIGOR Apelidada de Lei Carolina Dieckmann, a Lei nº 12.737, de 30 de novembro de 2012, entrou em pleno vigor no último dia 3 de abril de 2013, alterando o Código

Leia mais

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei: LEI N o 7.492, DE 16 DE JUNHO DE 1986. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei: Art. 1º Considera-se instituição financeira, para efeito desta

Leia mais

PRIVACIDADE LEGISLAÇÃO BRASILEIRA. Patrícia Schmitt Freitas e Schmitt Advogados

PRIVACIDADE LEGISLAÇÃO BRASILEIRA. Patrícia Schmitt Freitas e Schmitt Advogados PRIVACIDADE LEGISLAÇÃO BRASILEIRA Patrícia Schmitt Freitas e Schmitt Advogados o direito que cada um tem sobre seu nome, sua imagem, sua intimidade, sua honra e sua reputação, sua própria biografia, e

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL 2ª Câmara de Coordenação e Revisão

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL 2ª Câmara de Coordenação e Revisão MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL 2ª Câmara de Coordenação e Revisão VOTO Nº 220 /2008 - WG PROCESSO MPF Nº 1.00.000.006569/2008-99 ORIGEM: 1ª VARA FEDERAL DE CAMPINAS/SP RELATOR: WAGNER GONÇALVES EMENTA PEÇAS

Leia mais

Lojas Virtuais Venda de Produtos Falsificados e Uso de Marcas de Terceiros: Repercussões penais Reflexos Criminais da Pirataria Eletrônica

Lojas Virtuais Venda de Produtos Falsificados e Uso de Marcas de Terceiros: Repercussões penais Reflexos Criminais da Pirataria Eletrônica Lojas Virtuais Venda de Produtos Falsificados e Uso de Marcas de Terceiros: Repercussões penais Reflexos Criminais da Pirataria Eletrônica Eduardo Reale Ferrari eduardo@realeadvogados.com.br Tel : (11)

Leia mais

1. CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

1. CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 1 DIREITO PENAL PONTO 1: Crimes Contra a Administração Pública 1. CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Crimes contra a Administração Pública impedem a progressão de regime sem a reparação do dano. A reparação

Leia mais

AGENDA. Propriedade exclusiva da Claro TV e Claro Fixo. Proibida reprodução sem prévia autorização.

AGENDA. Propriedade exclusiva da Claro TV e Claro Fixo. Proibida reprodução sem prévia autorização. COMBATE À PIRATARIA AGENDA CONCEITO OqueéPiratarianaTVporassinatura? É a apropriação e uso indevido dos sinais de TV por Assinatura sem a devida contratação junto a uma operadora, utilizando-se, também

Leia mais

Responsabilidade na Internet

Responsabilidade na Internet Responsabilidade na Internet Papos em Rede 26/01/2012 Glaydson Lima Advogado e Analista de Sistema @glaydson glaydson.com http://delicious.com/glaydsonlima/paposemrede Responsabilidade por publicação direta

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 215, DE 2015 (EM APENSO OS PLS NºS 1.547 E 1.589, DE 2015)

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 215, DE 2015 (EM APENSO OS PLS NºS 1.547 E 1.589, DE 2015) COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 215, DE 2015 (EM APENSO OS PLS NºS 1.547 E 1.589, DE 2015) Acrescenta inciso V ao art. 141 do Decreto- Lei nº 2.848, de 7 de dezembro

Leia mais

FATO TÍPICO. Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Nexo de causalidade Tipicidade

FATO TÍPICO. Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Nexo de causalidade Tipicidade TEORIA GERAL DO CRIME FATO TÍPICO Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Resultado Nexo de causalidade Tipicidade RESULTADO Não basta existir uma conduta. Para que se configure o crime é necessário

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2006. Art. 1º Esta lei estabelece pena para interceptação ou a recepção não

PROJETO DE LEI Nº, DE 2006. Art. 1º Esta lei estabelece pena para interceptação ou a recepção não PROJETO DE LEI Nº, DE 2006 Altera dispositivo no Art. 155 e insere parágrafo no Art. 180 no decreto-lei n.º 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal - Parte Especial. O Congresso Nacional decreta:

Leia mais

Leonardo de Medeiros Garcia. Coordenador da Coleção

Leonardo de Medeiros Garcia. Coordenador da Coleção Leonardo de Medeiros Garcia Coordenador da Coleção Marcelo André de Azevedo Promotor de Justiça no Estado de Goiás. Assessor Jurídico do Procurador-Geral de Justiça e Coordenador da Procuradoria de Justiça

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIÃO Gabinete da Desembargadora Federal Margarida Cantarelli

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIÃO Gabinete da Desembargadora Federal Margarida Cantarelli R E L A T Ó R I O A Exmª Des. Federal MARGARIDA CANTARELLI (Relatora): Cuida-se de mandado de segurança impetrado pelo MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL contra decisão do Juízo da 8ª Vara Federal do Rio Grande

Leia mais

DECRETO-LEI Nº 3.689, DE 3 DE OUTUBRO DE 1941

DECRETO-LEI Nº 3.689, DE 3 DE OUTUBRO DE 1941 DECRETO-LEI Nº 3.689, DE 3 DE OUTUBRO DE 1941 Código de Processo Penal. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o art. 180 da Constituição, decreta a seguinte Lei: LIVRO II DOS

Leia mais

Instrumento Particular de Contrato de Prestação de Serviços

Instrumento Particular de Contrato de Prestação de Serviços 1 de Prestação de Serviços Contratada: Qt Soluções, inscrita no CNPJ sob o número 10.585.240/0001-59, com sede na Rua Gramado, n. 1899, bairro Laranjal, nesta cidade, Cep: 96090-290. OBJETO DO CONTRATO

Leia mais

Internet das Coisas e Privacidade. Ministério Público Federal

Internet das Coisas e Privacidade. Ministério Público Federal Internet das Coisas e Privacidade Ministério Público Federal Ministério Público Federal Órgão de acusação, primordialmente. Peculiaridade no Brasil - Órgão com atribuição para tutela coletiva dos interesses

Leia mais

HC 6017-PB (0002378-25.2015.4.05.0000). RELATÓRIO

HC 6017-PB (0002378-25.2015.4.05.0000). RELATÓRIO HC 6017-PB (0002378-25.2015.4.05.0000). IMPTTE : CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL ADV/PROC : OSWALDO PINHEIRO RIBEIRO JÚNIOR E OUTROS IMPTDO : JUÍZO DA 8ª VARA FEDERAL DA PARAÍBA (SOUSA)

Leia mais

CARTILHA SOBRE COMBATE E PREVENÇÃO À FRAUDE

CARTILHA SOBRE COMBATE E PREVENÇÃO À FRAUDE CARTILHA SOBRE COMBATE E PREVENÇÃO À FRAUDE Setembro/2015 MITSUI SUMITOMO SEGUROS Parte integrante do MS&AD Insurance Group, o maior grupo segurador do Japão e um dos maiores do mundo, a Mitsui Sumitomo

Leia mais

PARECERES JURÍDICOS. Para ilustrar algumas questões já analisadas, citamos abaixo apenas as ementas de Pareceres encomendados:

PARECERES JURÍDICOS. Para ilustrar algumas questões já analisadas, citamos abaixo apenas as ementas de Pareceres encomendados: PARECERES JURÍDICOS Partindo das diversas obras escritas pelo Prof.Dr. AURY LOPES JR., passamos a oferecer um produto diferenciado para os colegas Advogados de todo o Brasil: a elaboração de Pareceres

Leia mais

CRIMES DE INFORMÁTICA. Introdução. O QUE É CRIME - Toda conduta humana (ação ou omissão) - típica, - antijurídica e - culpável.

CRIMES DE INFORMÁTICA. Introdução. O QUE É CRIME - Toda conduta humana (ação ou omissão) - típica, - antijurídica e - culpável. CRIMES DE INFORMÁTICA Introdução O QUE É CRIME - Toda conduta humana (ação ou omissão) - típica, - antijurídica e - culpável Introdução O QUE É CRIME - Tipicidade: perfeito enquadramento da conduta ao

Leia mais

RONY VAINZOF rony@opiceblum.com.br

RONY VAINZOF rony@opiceblum.com.br RONY VAINZOF rony@opiceblum.com.br 1 A INTERNET NÃO É UM MUNDO SEM LEIS!!! 11/7/2014 2 INVASÃO FÍSICA OU ELETRÔNICA? X X 11/7/2014 3 Lei 12.737/12 CRIME DE INVASÃO Violação de domicílio Pena - detenção,

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Nº 16.822/CS HABEAS CORPUS Nº 110.779 SÃO PAULO IMPETRANTE: ARNALDO MALHEIROS FILHO E OUTRO (A/S) PACIENTE: NELSON PEIXOTO IMPETRADO: SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATOR: MINISTRO CELSO DE MELLO HABEAS

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º 5.236, DE 2013 (Do Sr. Jovair Arantes)

PROJETO DE LEI N.º 5.236, DE 2013 (Do Sr. Jovair Arantes) CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI N.º 5.236, DE 2013 (Do Sr. Jovair Arantes) Acrescenta artigos à Lei nº 9.472, de 16 de julho de 1997, para a implantação de medidas que assegurem ampla informação aos

Leia mais

C R I M E S Ô N PLC 89/2003 (PL 84/1999) Fernando Neto Botelho

C R I M E S Ô N PLC 89/2003 (PL 84/1999) Fernando Neto Botelho C R I M E S PLC 89/2003 (PL 84/1999) Fernando Neto Botelho E L E T R Ô N I C O S PL 84/1999 MUDANÇAS AS Mudanças as Código Penal (D.L. 2848/40): + 11 Crimes Código Penal Militar (D.L. 1001/69): + 9 Crimes

Leia mais

Dr. Guilherme Augusto Gonçalves Machado advogado mestrando em Direito Empresarial pela Faculdade de Direito Milton Campos

Dr. Guilherme Augusto Gonçalves Machado advogado mestrando em Direito Empresarial pela Faculdade de Direito Milton Campos $ 5(63216$%,/,'$'( &,9,/ '2 3529('25 '( $&(662,17(51(7 Dr. Guilherme Augusto Gonçalves Machado advogado mestrando em Direito Empresarial pela Faculdade de Direito Milton Campos A Internet se caracteriza

Leia mais

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Paraná 13ª Vara Federal de Curitiba

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Paraná 13ª Vara Federal de Curitiba Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Paraná 13ª Vara Federal de Curitiba Av. Anita Garibaldi, 888, 2º andar - Bairro: Ahu - CEP: 80540-180 - Fone: (41)3210-1681 - www.jfpr.jus.br - Email:

Leia mais

01 MOEDA FALSA. 1.1. MOEDA FALSA 1.1.1. Introdução. 1.1.2. Classificação doutrinária. 1.1.3. Objetos jurídico e material

01 MOEDA FALSA. 1.1. MOEDA FALSA 1.1.1. Introdução. 1.1.2. Classificação doutrinária. 1.1.3. Objetos jurídico e material 01 MOEDA FALSA Sumário: 1. Moeda falsa 2. Crimes assimilados ao de moeda falsa 3. Petrechos para falsificação de moeda 4. Emissão de título ao portador sem permissão legal. 1.1. MOEDA FALSA 1.1.1. Introdução

Leia mais

Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 494, de 2008

Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 494, de 2008 1 Disciplina a forma, os prazos e os meios de preservação e transferência de dados informáticos mantidos por fornecedores de serviço a autoridades públicas, para fins de investigação de crimes praticados

Leia mais

EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ FEDERAL DA 13ª VARA FEDERAL CRIMINAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CURITIBA, PARANÁ

EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ FEDERAL DA 13ª VARA FEDERAL CRIMINAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CURITIBA, PARANÁ EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ FEDERAL DA 13ª VARA FEDERAL CRIMINAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CURITIBA, PARANÁ RÉU PRESO PROCEDIMENTO nº 5073475-13.2014.4.04.7000/PR GERSON DE MELLO ALMADA, já qualificado

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº DE 2011

PROJETO DE LEI Nº DE 2011 PROJETO DE LEI Nº DE 2011 Altera a Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990, a Lei 8.666, de 21 de junho de 1993 e a Lei nº 8.884, de 11 de junho de 1994. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º O art. 4º

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO DEPARTAMENTO DE LEGISLAÇÃO E NORMAS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO DEPARTAMENTO DE LEGISLAÇÃO E NORMAS PARECER Nº 001/2012 DLN. INTERESSADO: Reitoria da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). ASSUNTO: PLÁGIO. Vem a este Departamento Ofício de nº 066/2011 PRODERE/FES, encaminhado pela Reitoria desta UFAM,

Leia mais

Tribunal de Justiça de Minas Gerais

Tribunal de Justiça de Minas Gerais Número do 1.0024.02.652231-8/001 Númeração 6522318- Relator: Relator do Acordão: Data do Julgamento: Data da Publicação: Des.(a) William Silvestrini null 11/01/2006 07/02/2006 FURTO - SINAIS DE TV A CABO

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º 3.712, DE 2015 (Do Sr. Macedo)

PROJETO DE LEI N.º 3.712, DE 2015 (Do Sr. Macedo) *C0057644A* C0057644A CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI N.º 3.712, DE 2015 (Do Sr. Macedo) Resolve o contrato de alienação fiduciária para aquisição de veículos automotores, por motivo de roubo ou furto

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI N o 3.966, DE 2004 Modifica a Lei nº 9.609, de 1998, que dispõe sobre a proteção da propriedade intelectual de programa de computador. Autor:

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO fls. 5 ACÓRDÃO Registro: 2014.0000429851 Vistos, relatados e discutidos estes autos do Mandado de Segurança nº 0226204-83.2012.8.26.0000, da Comarca de São Paulo, em que é impetrante EDEMAR CID FERREIRA,

Leia mais

II Seminário do Núcleo de Conhecimentos Alcateia. Os perigos da Internet e seus riscos legais

II Seminário do Núcleo de Conhecimentos Alcateia. Os perigos da Internet e seus riscos legais II Seminário do Núcleo de Conhecimentos Alcateia Segurança a da informação: Os perigos da Internet e seus riscos legais RONY VAINZOF rony@opiceblum.com.br LEGALIDADE LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA? DOS DIREITOS

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL 2ª CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL 2ª CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO MPF FLS. 2ª CCR MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL VOTO Nº 7399/2015 (IPL 1763/2010-1) ORIGEM: 5ª VARA FEDERAL CRIMINAL DO RIO DE JANEIRO PROCURADOR OFICIANTE: ARIANE GUEBEL DE ALENCAR RELATORA: RAQUEL ELIAS FERREIRA

Leia mais

DA RELAÇÃO SEGURO/ROUBO DE CARGA NO TRANSPORTE RODOVIÁRIO

DA RELAÇÃO SEGURO/ROUBO DE CARGA NO TRANSPORTE RODOVIÁRIO DA RELAÇÃO SEGURO/ROUBO DE CARGA NO TRANSPORTE RODOVIÁRIO 1. Até a década de 70 não eram reconhecidos os crimes contra o patrimônio como risco a ser efetivamente protegido no transporte rodoviário de cargas,

Leia mais

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU DIREITO PROCESSUAL CIVIL

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU DIREITO PROCESSUAL CIVIL PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU DIREITO PROCESSUAL CIVIL Apresentação O curso de Pós-graduação em Direito Processual Civil e Práticas Processuais qualifica o participante para a aprovação em concursos públicos,

Leia mais

Treinamento de Prevenção a Fraudes

Treinamento de Prevenção a Fraudes Treinamento de Prevenção a Fraudes 1. Introdução Esse treinamento visa orientar os colaboradores, parceiros, fornecedores, terceiros e pessoas com as quais mantém relacionamento comercial com a PAN Seguros,

Leia mais

A Internet depois do Marco Civil

A Internet depois do Marco Civil Direito Digital Marco Civil da Internet A Internet depois do Marco Civil Gustavo Gobi Martinelli Quem sou eu? Nome: Gustavo Gobi Martinelli Graduado em Ciência da Computação; Graduado em Direito; Mestrando

Leia mais

B.M. e R.M., devidamente qualificados nos autos acima

B.M. e R.M., devidamente qualificados nos autos acima Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da 3ª Vara Federal Criminal de Foz do Iguaçu/PR Autos n. 5004778-70.2010.404.7002 B.M. e R.M., devidamente qualificados nos autos acima mencionados que lhe

Leia mais

CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL - ATUALIZAÇÕES

CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL - ATUALIZAÇÕES CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL - ATUALIZAÇÕES - Evasão de divisas e lavagem de capitais as alterações da Lei 12.683/12 - Investigação de crimes financeiros - Cooperação jurídica internacional

Leia mais

PROCESSO PENAL COMNENTÁRIOS RECURSOS PREZADOS, SEGUEM OS COMENTÁRIOS E RAZÕES PARA RECURSOS DAS QUESTÕES DE PROCESSO PENAL.

PROCESSO PENAL COMNENTÁRIOS RECURSOS PREZADOS, SEGUEM OS COMENTÁRIOS E RAZÕES PARA RECURSOS DAS QUESTÕES DE PROCESSO PENAL. PROCESSO PENAL COMNENTÁRIOS RECURSOS PREZADOS, SEGUEM OS COMENTÁRIOS E RAZÕES PARA RECURSOS DAS QUESTÕES DE PROCESSO PENAL. A PROVA FOI MUITO BEM ELABORADA EXIGINDO DO CANDIDATO UM CONHECIMENTO APURADO

Leia mais

PROVA DISCURSIVA. CESPE/UnB DGP/DPF/2013

PROVA DISCURSIVA. CESPE/UnB DGP/DPF/2013 PROVA DISCURSIVA CESPE/UnB DGP/DPF/2013 Nesta prova, faça o que se pede, usando, caso deseje, os espaços para rascunho indicados no presente caderno. Em seguida, transcreva os textos para as respectivas

Leia mais

PROCEDIMENTO DA DILIGÊNCIAS INVESTIGATÓRIAS ART. 6º E 7º

PROCEDIMENTO DA DILIGÊNCIAS INVESTIGATÓRIAS ART. 6º E 7º PROCEDIMENTO DA AUTORIDADE POLICIAL DILIGÊNCIAS INVESTIGATÓRIAS ART. 6º E 7º DILIGÊNCIAS INVESTIGATÓRIAS CONHECIMENTO DA NOTITIA CRIMINIS delegado deve agir de acordo comoart.6º e 7º do CPP, (não exaustivo

Leia mais

Substitua-se o Projeto pelo seguinte:

Substitua-se o Projeto pelo seguinte: Substitutivo do Senado ao Projeto de Lei da Câmara nº 89, de 2003 (PL nº 84, de 1999, na Casa de origem), que Altera o Decreto- Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal e a Lei nº 9.296, de

Leia mais

FUNDAÇÃO EDUCACIONAL SEVERINO SOMBRA. Quebra de sigilo em concurso vestibular CAIO TÁCITO

FUNDAÇÃO EDUCACIONAL SEVERINO SOMBRA. Quebra de sigilo em concurso vestibular CAIO TÁCITO FUNDAÇÃO EDUCACIONAL SEVERINO SOMBRA Quebra de sigilo em concurso vestibular CAIO TÁCITO Em face de denúncias de violação do sigilo em concurso vestibular para cursos mantidos pela Fundação Educacional

Leia mais

.git. ESTADO DA PARAÍBA PODER JUDICIÁRIO GABINETE DO DES. NILO LUIS RAMALHO VIEIRA

.git. ESTADO DA PARAÍBA PODER JUDICIÁRIO GABINETE DO DES. NILO LUIS RAMALHO VIEIRA ,.git. irt- ESTADO DA PARAÍBA PODER JUDICIÁRIO GABINETE DO DES. NILO LUIS RAMALHO VIEIRA ACÓRDÃO APELAÇÃO CRIMINAL: 200.2004.024159-4 I 001 APELANTE: Renato Santos Targino ADVOGADO: Irio Dantas da Nóbrega

Leia mais

CRIMES PRATICADOS PELA INTERNET

CRIMES PRATICADOS PELA INTERNET ESTUDO CRIMES PRATICADOS PELA INTERNET Ribamar Soares Consultor Legislativo da Área II Direito Civil e Processual Civil, Direito Penal e Processual Penal, de Família, do Autor, de Sucessões, Internacional

Leia mais

autorização ou em desconformidade com autorização do legítimo titular da rede de computadores, dispositivo de comunicação

autorização ou em desconformidade com autorização do legítimo titular da rede de computadores, dispositivo de comunicação PROJETO DE LEI Nº 84/1999 CRIMES INFORMÁTICOS COMPARATIVO ENTRE A VERSÃO APROVADA NO SENADO E APRESENTADA NO PLENÁRIO DA CÂMARA EM 18/07/2008, E O SUBSTITUTIVO DO RELATOR NA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA

Leia mais

PROJETO DE LEI CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

PROJETO DE LEI CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS PROJETO DE LEI Dispõe sobre a responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública, nacional ou estrangeira, e dá outras providências. O CONGRESSO

Leia mais

Case study. A bailarina do Mensalão: notas sobre criminal compliance. Davi Tangerino. 2014 Trench, Rossi e Watanabe Advogados

Case study. A bailarina do Mensalão: notas sobre criminal compliance. Davi Tangerino. 2014 Trench, Rossi e Watanabe Advogados Case study A bailarina do Mensalão: notas sobre criminal compliance. Davi Tangerino 2014 Trench, Rossi e Watanabe Advogados Quebra de dever de compliance no Mensalão 1. Lavagem in a nutshell origem da

Leia mais

Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro Primeira Câmara Criminal

Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro Primeira Câmara Criminal Juízo de origem: 37ª Vara Criminal da Comarca da Capital Embargante: Pither Honorio Gomes Advogado: Defensoria Pública Embargado: Ministério Público Presidente: Marcus Henrique Pinto Basílio Relatora:

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO EM HABEAS CORPUS Nº 21.628 - SP (2007/0158779-3) RELATORA : MINISTRA LAURITA VAZ RECORRENTE : AGOSTINHO FERRAMENTA DA SILVA JÚNIOR ADVOGADO : JULIANA FERRAMENTA DA SILVA RECORRIDO : TRIBUNAL DE

Leia mais

Conteúdo: - Propriedade Industrial; Conceito; Classificação; Indicação Geográfica; Concorrência Desleal.

Conteúdo: - Propriedade Industrial; Conceito; Classificação; Indicação Geográfica; Concorrência Desleal. Turma e Ano: Flex B (2014) Matéria / Aula: Propriedade industrial / Aula 01 Professor: Marcelo Tavares Conteúdo: - Propriedade Industrial; Conceito; Classificação; Indicação Geográfica; Concorrência Desleal.

Leia mais

Iniciativas para o enfrentamento ao tráfico de migrantes

Iniciativas para o enfrentamento ao tráfico de migrantes Cooperação Internacional como ferramenta para o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas Iniciativas para o enfrentamento ao tráfico de migrantes 1 Por meio do Decreto n. 5.017, de 12 de março de 2004, foi

Leia mais

Origem : 01920050029000 Machadinho do Oeste/RO (1ª Vara Criminal)

Origem : 01920050029000 Machadinho do Oeste/RO (1ª Vara Criminal) TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE RONDÔNIA Câmara Criminal Data de distribuição :31/07/2007 Data de julgamento :25/09/2008 100.019.2005.002900-0 Apelação Criminal Origem : 01920050029000 Machadinho do Oeste/RO (1ª

Leia mais

VOTO EM SEPARADO I RELATÓRIO

VOTO EM SEPARADO I RELATÓRIO VOTO EM SEPARADO Perante a COMISSÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÃO, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 121, de 2008, do Senador Magno Malta, que proíbe as empresas de cartões

Leia mais

EXECUÇÕES ESPECÍFICAS

EXECUÇÕES ESPECÍFICAS EXECUÇÕES ESPECÍFICAS Prof. Ms. Bernardo Ribeiro Câmara Advogado e sócio do Escritório Freire, Câmara & Ribeiro de Oliveira Advogados; Mestre em Direito Processual Civil pela PUC/MG Especialista em Direito

Leia mais

DECRETO-LEI Nº 2.848, DE 07 DE DEZEMBRO DE 1940

DECRETO-LEI Nº 2.848, DE 07 DE DEZEMBRO DE 1940 DECRETO-LEI Nº 2.848, DE 07 DE DEZEMBRO DE 1940 Código Penal O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o art. 180 da Constituição, decreta a seguinte lei: CÓDIGO PENAL PARTE ESPECIAL

Leia mais

A NOVA LEI 12.737/12 IMPLICAÇÕES NO TRATAMENTO DE INCIDENTES DE REDE

A NOVA LEI 12.737/12 IMPLICAÇÕES NO TRATAMENTO DE INCIDENTES DE REDE A NOVA LEI 12.737/12 IMPLICAÇÕES NO TRATAMENTO DE INCIDENTES DE REDE Serviço de Repressão a Crimes Cibernéticos Coordenação Geral de Polícia Fazendária Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado

Leia mais

CONSELHO SUPERIOR DA DEFENSORIA PÚBLICA RESOLUÇÃO CSDPE Nº 016/2013

CONSELHO SUPERIOR DA DEFENSORIA PÚBLICA RESOLUÇÃO CSDPE Nº 016/2013 CONSELHO SUPERIOR DA DEFENSORIA PÚBLICA RESOLUÇÃO CSDPE Nº 016/2013 Dispõe sobre as atribuições da Coordenação de Atendimento ao Preso Provisório da Defensoria Pública da Capital e dá outras providências.

Leia mais

FACULDADE PROJEÇÃO FAPRO SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

FACULDADE PROJEÇÃO FAPRO SISTEMAS DE INFORMAÇÃO FACULDADE PROJEÇÃO FAPRO SISTEMAS DE INFORMAÇÃO ALLAN ARDISSON COSSET DIEGO ALVES DE PAIVA ERICK SOUSA DAMASCENO HUGO NASCIMENTO SERRA RICARDO FRANÇA RODRIGUES Legislação Aplicada à Computação Crimes de

Leia mais

Douto Subprocurador-Geral de Justiça,

Douto Subprocurador-Geral de Justiça, Processo nº : 8176-77.2015.809.0175 (201500081765) Indiciado : Rivadavia Jaime Júnior Vítima : Rita de Cássia Araújo e outros Assunto : Artigo 171, 2, 2, inc. VI, do Código Penal Brasileiro Parecer n.

Leia mais

Espelho da 2ª Redação_ Simulado Policia Federal_30.11.13. Delimitação do tema.

Espelho da 2ª Redação_ Simulado Policia Federal_30.11.13. Delimitação do tema. Espelho da 2ª Redação_ Simulado Policia Federal_30.11.13 Um policial federal, ao executar a fiscalização em um ônibus interestadual procedente da fronteira do Paraguai, visando coibir o contrabando de

Leia mais

A ESCUTA TELEFÔNICA E O SISTEMA GUARDIÃO

A ESCUTA TELEFÔNICA E O SISTEMA GUARDIÃO A ESCUTA TELEFÔNICA E O SISTEMA GUARDIÃO CURSO DE ATUALIZAÇÃO PARA MAGISTRADOS AJURIS 2011 TÓPICOS Introdução Interceptação no Combate ao Crime Algumas definições sobre telefonia e interceptação telefônica

Leia mais

Perito em Computação Forense

Perito em Computação Forense Perito em Computação Forense Marcos Monteiro http://www.marcosmonteiro.com.br contato@marcosmonteiro.com.br Ciência Forense Criminal A ciência forense criminal traz a prática da investigação o que chamamos

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Aspectos penais em tópicos sintéticos: QUEM É O FUNCIONÁRIO PÚBLICO OU EQUIPARADO?

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Aspectos penais em tópicos sintéticos: QUEM É O FUNCIONÁRIO PÚBLICO OU EQUIPARADO? Do que trata? * Crimes contra a administração pública, cometidos por funcionário público. QUEM É O FUNCIONÁRIO PÚBLICO OU EQUIPARADO? Considera-se funcionário público, para os efeitos penais (Conforme

Leia mais

Proteção do Sigilo de Informações e Marco Civil da Internet

Proteção do Sigilo de Informações e Marco Civil da Internet Proteção do Sigilo de Informações e Marco Civil da Internet 2 Não há lei brasileira que regule a atividade de navegação na internet ou traga disposições específicas e exclusivas sobre os dados que circulam

Leia mais

2ª AULA INQUÉRITO POLICIAL

2ª AULA INQUÉRITO POLICIAL 2ª AULA INQUÉRITO POLICIAL O inquérito policial é um procedimento (não é processo) que tem por escopo a produção de provas, tudo para abalizar a denúncia (se for o caso) do membro do Ministério Público.

Leia mais

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº Dispõe sobre a criação do Conselho de Ética Pública e estabelece medidas de transparência e controle de atos de agentes políticos, dirigentes, empregados e servidores públicos.

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO RESOLUÇÃO N.º 13, DE 02 DE OUTUBRO DE 2006. (Alterada pela Res. 111/2014) Regulamenta o art. 8º da Lei Complementar 75/93 e o art. 26 da Lei n.º 8.625/93, disciplinando, no âmbito do Ministério Público,

Leia mais

LEI Nº 9.279, DE 14 DE MAIO DE 1996

LEI Nº 9.279, DE 14 DE MAIO DE 1996 LEI Nº 9.279, DE 14 DE MAIO DE 1996 Regula Direitos e Obrigações Relativos à Propriedade Industrial. TÍTULO V DOS CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE INDUSTRIAL CAPÍTULO I DOS CRIMES CONTRA AS PATENTES Art. 183.

Leia mais

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: LEI N o 11.101, DE 9 DE FEVEREIRO DE 2005. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: ( ) CAPÍTULO VII DISPOSIÇÕES PENAIS Seção I Dos Crimes em

Leia mais

EXERCÍCIO MODELO QUEIXA-CRIME

EXERCÍCIO MODELO QUEIXA-CRIME 2ª Fase OAB/FGV Direito Processual Penal Monitoria Penal Karina Velasco EXERCÍCIO 1 O juiz, ao proferir sentença condenando João por furto qualificado, admitiu, expressamente, na fundamentação, que se

Leia mais

Tendências dos Crimes Cibernéticos. Marcos Vinicius G. R. Lima Perito Criminal Federal Instituto Nacional de Criminalística Polícia Federal

Tendências dos Crimes Cibernéticos. Marcos Vinicius G. R. Lima Perito Criminal Federal Instituto Nacional de Criminalística Polícia Federal Tendências dos Crimes Cibernéticos Marcos Vinicius G. R. Lima Perito Criminal Federal Instituto Nacional de Criminalística Polícia Federal Tópicos Crimes cibernéticos e vestígios digitais Dificuldades,

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº DE 2015

PROJETO DE LEI Nº DE 2015 PROJETO DE LEI Nº DE 2015 Incluir Sinais de Tvs a Cabo ao 3º do art. 155, do Decreto Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Inclua-se sinais de Tvs à cabo ao 3º,

Leia mais

LEI N.º 15/2001, DE 5 DE JUNHO Artigo 1.º ÍNDICE. Lei n.º 15/2001

LEI N.º 15/2001, DE 5 DE JUNHO Artigo 1.º ÍNDICE. Lei n.º 15/2001 LEI N.º 15/2001, DE 5 DE JUNHO Artigo 1.º Lei n.º 15/2001 Artigo 1.º Regime Geral das Infracções Tributárias... 15 Artigo 2.º Norma revogatória... 16 Artigo 5.º Alteração da Lei das Finanças Locais...

Leia mais

PODER JUDJC;ÁRIO. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA Gabinete do Desembargador Joas de Brito Pereira' Fit'19

PODER JUDJC;ÁRIO. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA Gabinete do Desembargador Joas de Brito Pereira' Fit'19 PODER JUDJC;ÁRIO. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA Gabinete do Desembargador Joas de Brito Pereira' Fit'19 RECURSO EM SENTIDO ESTRITO N. 020.2009.001668-2/002 - INGÁ - 1a VARA Relator : Des. Joas

Leia mais

MEDIDA: RESPONSABILIZAÇÃO DOS PARTIDOS POLÍTICOS E CRIMINALIZAÇÃO DO CAIXA 2

MEDIDA: RESPONSABILIZAÇÃO DOS PARTIDOS POLÍTICOS E CRIMINALIZAÇÃO DO CAIXA 2 MEDIDA: RESPONSABILIZAÇÃO DOS PARTIDOS POLÍTICOS E CRIMINALIZAÇÃO DO CAIXA 2 16ª P R O P O S T A L E G I S L A T I V A ANTEPROJETO DE LEI Altera a Lei 9.096/95 para prevê a responsabilização dos partidos

Leia mais

Assim, devem ser informados ao COAF qualquer transação pelas pessoas jurídicas já mencionadas e outros, nas seguintes condições:

Assim, devem ser informados ao COAF qualquer transação pelas pessoas jurídicas já mencionadas e outros, nas seguintes condições: PARECER JURÍDICO DIMOB/COAF A Receita Federal através da Instrução Normativa SRF nº 576, de 1º de setembro de 2005, instituiu a Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias (Dimob) de obrigação

Leia mais

IV - APELACAO CIVEL 374161 2000.50.01.011194-0

IV - APELACAO CIVEL 374161 2000.50.01.011194-0 RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL GUILHERME COUTO DE CASTRO APELANTE : UNIAO FEDERAL APELADO : JOSÉ RODRIGUES PINHEIRO ADVOGADO : SONIA REGINA DALCOMO PINHEIRO ORIGEM : QUARTA VARA FEDERAL DE VITÓRIA (200050010111940)

Leia mais

Associação Catarinense das Fundações Educacionais ACAFE CONCURSO PÚBLICO - DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO EDITAL Nº 001/SSP/DGPC/ACADEPOL/2014

Associação Catarinense das Fundações Educacionais ACAFE CONCURSO PÚBLICO - DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO EDITAL Nº 001/SSP/DGPC/ACADEPOL/2014 Associação Catarinense das Fundações Educacionais ACAFE CONCURSO PÚBLICO - DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO EDITAL Nº 001/SSP/DGPC/ACADEPOL/2014 SEGUNDA FASE PROVA DISSERTATIVA GABARITO DE RESPOSTAS QUESTÃO

Leia mais

Proposta de Razão Recursal

Proposta de Razão Recursal Concurso: Banca examinadora: Proposta de Razão Recursal Oficial Escrevente FAURGS Questões recorríveis: 46, 47, 48, 49 e 52 Professor: Davi André Costa Silva Objeto de recurso Questão Motivo 46 Objeto

Leia mais

Regulamento. PROMOÇÃO DUO Plano Fale a Vontade e Banda Larga

Regulamento. PROMOÇÃO DUO Plano Fale a Vontade e Banda Larga PROMOÇÃO DUO Plano Fale a Vontade e Banda Larga Esta Promoção é realizada pela TELEFÔNICA BRASIL S.A., com sede na Rua Martiniano de Carvalho, 851 - São Paulo - SP, inscrita no CNPJ sob o nº 02.558.157/0001-62,

Leia mais

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS ALESSANDRO CABRAL E SILVA COELHO - alessandrocoelho@jcbranco.adv.br JOSÉ CARLOS BRANCO JUNIOR - jcbrancoj@jcbranco.adv.br Palavras-chave: crime único Resumo O presente

Leia mais

DECRETO-LEI Nº 2.848, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940

DECRETO-LEI Nº 2.848, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940 DECRETO-LEI Nº 2.848, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940 Código Penal.. PARTE ESPECIAL TÍTULO III DOS CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE IMATERIAL CAPÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE INTELECTUAL Violação de direito

Leia mais

VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE

VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE EXMO. SR. JUIZ FEDERAL DA PERNAMBUCO VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE Processo Administrativo n.º 1.26.000.000967/2008-95 Denúncia nº 224/2008 O Ministério Público Federal, por sua Representante infrafirmada,

Leia mais

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA 6ª VARA ESPECIALIZADA EM CRIMES FINANCEIROS E LAVAGEM DE CAPITAIS DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE SÃO PAULO

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA 6ª VARA ESPECIALIZADA EM CRIMES FINANCEIROS E LAVAGEM DE CAPITAIS DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE SÃO PAULO EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA 6ª VARA ESPECIALIZADA EM CRIMES FINANCEIROS E LAVAGEM DE CAPITAIS DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE SÃO PAULO Autos n. 0006589-45.2015.4.03.6181 PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO

Leia mais

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CRIMINAL DA COMARCA DE...

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CRIMINAL DA COMARCA DE... EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CRIMINAL DA COMARCA DE... O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA, através do Promotor de Justiça infrafirmado, com fulcro no artigo do CPP, bem como

Leia mais

CAPÍTULO I - FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO...

CAPÍTULO I - FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO... APRESENTAÇÃO DA COLEÇÃO...19 DEDICATÓRIA...21 CAPÍTULO I - FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO... 23 1. Antecedentes históricos da função de advogado...23 2. O advogado na Constituição Federal...24 3. Lei de

Leia mais