DESASTRES NATURAIS OCORRIDOS EM 2005 NO PARÁ

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "DESASTRES NATURAIS OCORRIDOS EM 2005 NO PARÁ"

Transcrição

1 DESASTRES NATURAIS OCORRIDOS EM 2005 NO PARÁ Franccesco Pinheiro Martorano 1 Edson José Paulino da Rocha 2 Pedro Alberto Moura Rolim 3 Adelaide Maria Pereira Nacif 4 RESUMO Desastre Natural é a mudança geográfica e atmosférica, que causa grande alteração no ambiente físico do individuo e ocorre regularmente ou irregularmente, tais como: terremotos, condições climáticas extremas, tufões, furacões, tornados, inundações, estiagem e incêndios florestais. No estado do Pará acontecem Desastres Naturais todos os anos, cíclicos ou não. Neste trabalho faz-se um levantamento de todos os Desastres Naturais ocorridos no Estado do Pará durante o ano de 2005, e teve por objetivo mapear os municípios afetados e identificar de uma forma geral suas causas. Os desastres ocorridos no período estudado foram: enchentes, estiagem, enxurrada, incêndio florestal, seca, erosão linear, voçoroca, inundações litorâneas e vendaval. Com isso, 41 Municípios decretaram estado de alerta, situação emergência ou calamidade pública. Os desastres mais freqüentes são decorrentes de eventos meteorológicos ou climáticos, extremos que causam principalmente as enchentes, estiagens, secas, enxurradas e vendaval; e também contribuem para o aumento de doenças tropicais como a leishmaniose e malária. ABSTRACT Natural disaster is the geographic and atmospheric change, that cause great alteration in the physical environment of individual and occurs regularly or irregularlly, such as: earthquakes, extreme climatic conditions, typhoons, hurricanes, forest floodings, drought and fires. In the state of Pará Natural Disasters happen every year, cyclical or not. In this workas made a survey of all becomes the Natural Disasters occurrences in the State of Pará during in 2005, and had as objective to mapper the affected cities and identify in a general form its causes.the disasters that occurred in the studied period had been: floods, drought, torrent, forest fire, dry, linear erosion, 1-Aluno de graduação-ufpa- 2-Professor-DM/UFPA- 3-Tec. Rec. Hídricos-(SIPAM-CTO BE)- 4-Geógrafa-ADA-

2 voçoroca, littoral floodings and gale. With this, 41 Cities had decreed been of alert, situation emergency or public calamity. The most frequent disasters are decurrent of meteorological or climatic, extreme events that they cause floods mainly, drought, dry, torrent and gale; and also contributes for the increase of tropical illnesses as leishmaniosis and malaria. Palavra-chave: Desastre Natural, Pará, Defesa Civil. INTRODUÇÃO O Brasil, devido ao seu tamanho geográfico, às condições climáticas e fisiográficas, está sujeito diariamente a um número elevado de desastres naturais e situações de emergência, provocando muitas mortes, feridos, incapacidades físicas, temporárias e definitivas, além de causar vários danos às propriedades, bens, serviços, à produção agrícola, pecuária e também de forma muito clara, conseqüências desastrosas ao meio ambiente. Os Desastres Naturais mais prevalentes no Brasil são: região Norte - incêndios florestais, estiagem e inundações; região Nordeste - secas e inundações; região Centro-Oeste - incêndios florestais; região Sudeste deslizamento e inundações; região Sul inundações, vendavais e granizo. (SEDEC) Secretaria Nacional de Defesa Civil. No estado do Pará acontecem desastres naturais todos os anos, e existem poucas pesquisas abrangentes sobre quais as relações dos desastres com as características ambientais da região, a relação de um desastre com outro, ou ainda, se são eventos independentes que vem ocorrem, matam, desabrigam e vão embora. No ano de 2005 segundo a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil foram registrados 41 municípios diretamente afetados com estes extremos. (COORDEC, 2005). Os desastres ocorridos no período estudado foram: enchentes, estiagem, enxurrada, incêndio florestal, seca, erosão linear, voçoroca, inundações litorâneas, vendaval; e as doenças endêmicas que aumentam com a presença dos mesmos; leishmaniose e malária. Esta pesquisa teve por objetivo, mapear os municípios afetados por Desastres Naturais no Pará em 2005, e de identificar de uma forma geral suas causas. MATERIAL E MÉTODOS O Estado do Pará, com km2 de extensão, representa 16,66% do território brasileiro e 26% da Amazônia. Cortado pela linha do Equador no seu extremo norte, é dividido em 143 municípios, onde vivem cerca de seis milhões de pessoas. Os levantamentos de Desastres Naturais ocorridos em 2005, foram obtidos na COORDEC foi utilizado o programa ARCGIS 9 no Laboratório de Estudos e Modelagens Hidro-Ambientais

3 (LEMHA) para a elaboração dos mapas amostrais dos municípios atingidos no Pará. O método utilizado na construção do mapa foi, link do shapefile do Pará com os dados da COORDEC, já digitalizado no Excel e salvo em formato DBF 3, para poder abrir a tabela no programa gerenciador de informações geográficas, o passo seguinte foi criar um layout com sua devida escala. As definições consideradas para a identificação de Desastre Natural pelas Defesas Civis dos Municípios são: a) Estiagem: Período prolongado de baixa pluviosidade ou sua ausência, em que a perda de umidade do solo é superior à sua reposição; b) Erosão Linear: Aquela que ocorre quando o fluxo de água, arrastando partículas de solo, concentra-se em vias preferenciais e aprofunda sulcos, com poucos metros de profundidade; c) Enxurrada: Volume de água que escoa na superfície do terreno, com grande velocidade, resultante de fortes chuvas; d) Enchente: Elevação do nível de água de um rio, acima de sua vazão normal; e) Vendaval: Deslocamento violento de uma massa de ar (forma-se, normalmente, pelo deslocamento de ar de área de alta para baixa pressão); f) Voçoroca: Escavação, rasgão, fenda profunda no solo ou rocha decomposta; g) Incêndio florestal: Propagação do fogo em áreas florestais, que normalmente ocorre em períodos de estiagem (está intrinsecamente relacionada com a redução da umidade ambiental); h) Inundação: Transbordamento de água da calha normal de rios, mares, lagos e açudes, ou acumulação de água por drenagem deficiente; i) Seca: Ausência prolongada, deficiência acentuada ou fraca distribuição de precipitação (na meteorologia, a seca é uma estiagem prolongada, caracterizada por provocar uma redução sustentada das reservas hídricas existentes). (SEDEC, 1998) A definição da SEDEC, dos Estágios de gravidade encontrado devido os Desastres seriam: Estado de Alerta (EA): Reconhecimento legal pelo poder público de situação anormal, provocada por desastres, Situação em que o perigo ou risco é previsível á curto prazo; Situação de Emergência (SE): causa danos (superáveis) à comunidade afetada; Estado de Calamidade Pública (ECP): causa sérios danos à comunidade afetada, inclusive à incolumidade e à vida de seus integrantes. (SEDEC, 1998) RESULTADOS E DISCUSSÃO. A figura 01, identifica os municípios afetados por Desastres Naturais pela cor amarela, com seus respectivos nomes. Apesar de que os municípios totalizarem mais de 70% da área do Estado do Pará, estas ocorrências foram registradas na área urbana e/ou periféricas a esta. O total dos Municípios atingidos foi de 41 dos 143 que integram o Estado, e nestes: um Município foi decretado estado de calamidade publica (Novo Progresso), em 13 estados de alerta (Itupiranga, Parauapebas, São Felix do Xingu, Nova Ipixuna, Novo Progresso, Baião, Uruá, Portel, Senador José Porfírio, Vitória do Xingu, Gurupá, Belterra, Cachoeira do Arari) e; nos demais foram decretados situações de emergência.

4 Figura 01 Municípios do Pará afetados pr Desastres Naturais em Na figura 02, apresentam-se todos os eventos ocorridos nos municípios com suas devidas cores representadas: Azul claro - Enxurrada, Amarelo Estiagem, Azul escuro Enchente, Vermelho Incêndio, Verde escuro Enxurrada e Malária, Borda amarela e centro azul claro Enxurrada e Estiagem, Borda Azul escuro e centro Amarelo Enchente e Estiagem, Borda Verde claro e centro Azul escuro Enchente e Vendaval, Borda Rosa e centro Cinza Malária e Leishmaniose, Marrom Erosão Linear, Amarelo claro Seca, Cinza Malária, Borda Cinza e centro azul Enchente, Malária e Leishmaniose. As ocorrências observadas por Municípios foram registradas da seguinte forma: a)enchente e estiagem: Itaituba, Jacareacanga, Aveiro, Porto de Moz e Oriximina; b)enchente: Marabá, Tucuruí, Itupiranga, Parauapebas, Nova Ipixuna, Altamira, Baião, Anapú, Pacajá, Almerim, Senador José Porfirio, Vitória do Xingu, Gurupá; c)estiagem: Alenquer, Prainha, Curuá, Faro, Terra santa, Juruti, Belterra, Cachoeira do Arari; d)seca: Santarém;e) Incêndio: Belém; f)erosão Linear: Rondom do Pará;g) Enxurrada: Trirão, Ruropolis, Água Azul do Norte, Xinguara, Tucumã, h)enxurrada e Malária: Novo Progresso; i)enchente Malária e Leishmaniose: São Felix do Xingu; j)malária: Portel; l)enxurrada e Malária: Novo Progresso; m)enxurrada e Estiagem: Monte Alegre e Óbidos; n)malária e Leishmaniose: Uruara. Grande parte das ocorrências de Desastres Naturais está associada a eventos meteorológicos, principalmente, enchentes e estiagens ou secas.

5 As enchentes ocorridas no estado em 2005 foram: Marabá, Tucuruí, Itupiranga, Parauapebas, Nova Ipixuna, Altamira, Baião, Anapú, Pacajá, Almerim, Senador José Porfirio, Vitória do Xingu e Gurupá. Na região norte, temos as enchentes das áreas ribeirinhas do rio Amazonas, que chegam a alcançar vários quilômetros de distância desde a margem. Igualmente, as das bacias dos rios Madeira, Tapajós, Xingu, rio Negro e Tocantins. A Amazônia é uma região de alto índice pluviométrico. Visto que, a sua precipitação média anual é de aproximadamente 2300 mm, com áreas com precipitações superiores a 3000 mm/ano localizadas no oeste, noroeste e no litoral norte da Amazônia, entre estes máximos há um mínimo de 1600 mm/ano (Figueroa e Nobre, 1990), por isso as cheias são bastante freqüentes nos rios amazônicos principalmente nos quais a montante localiza-se no noroeste da Amazônia, região de maior índice de precipitação. Figura 02 Desastres Naturais por Municípios do Estado do Pará em A causa da ocorrência de Estiagem, foi um aquecimento acima do normal nas TSMs do Oceano Atlântico norte iniciado na primavera (HS) alterou a circulação geral da atmosfera, mais precisamente a célula de Hadley, deslocando o ramo descendente para a Amazônia, o que causou inibição da precipitação e conseqüentemente intensificou o período de estiagem na maior parte da região amazônica. Os municípios afetados por estiagem foram: Alenquer, Prainha, Curuá, Faro, Terra santa, Juruti, Belterra, Cachoeira do Arari e Santarém. ATUAÇÃO DA DEFESA CIVIL. A atuação da Defesa Civil dá-se em 3 momentos distintos, quais sejam: 1) O da minimização e redução de desastres, ocasião em que se busca preparar as coordenadorias municipais para o enfrentamento do desastre, ressaltando que a criação e implantação destas

6 constitui fator fundamental para o fortalecimento da Defesa Civil em nível estadual; 2) A ação de resposta aos desastres visa apoiar os municípios afetados por eventos adversos e com ações de assistência às populações, envolvendo os órgãos integrantes do sistema com vistas a possibilitar a retomada da normalidade no mais curto intervalo de tempo e; 3) finalmente a reconstrução dos locais atingidos com a recuperação e a reabilitação dos serviços essenciais e das áreas danificadas ou destruídas. AGRADECIMENTOS - A Agência de Desenvolvimento da Amazônia - ADA. Ao Prof. Edson J. P. da Rocha e aos Coordenadores e colegas do Laboratório de Estudos e Modelagem Hidro - Ambientais - LEMHA pela imprescindível colaboração na coleta e obtenção de resultados. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COORDEC. Relatório anual de desastre naturais ocorridos no Estado do Pará em CASTRO; A.L.C. Glossário de defesa civil estudos de riscos e medicina de desastres Brasília Sedec 1 MIR. 2ª edição, FIGUEROA, S.N.; NOBRE, C. Precipitations distribution over Central and Western Tropical South America. Climanálise-Boletim de Monitoramento e Análise Climática, v.5, n.6, p , 1990.

Desenvolvimento regional

Desenvolvimento regional Desenvolvimento regional Água e terra irrigada para o Nordeste No Nordeste, onde a seca representa o grande obstáculo para o desenvolvimento, o Governo Federal está realizando o maior programa de construção

Leia mais

Secretaria de Estado da Defesa Civil

Secretaria de Estado da Defesa Civil HISTÓRICO DOS DESASTRES EM SANTA CATARINA E AÇÕES DA SECRETARIA DE ESTADO DA DEFESA CIVIL Aldo Baptista Neto Major Bombeiro Militar Diretor de Resposta a Desastres Histórico dos Desastres no Estado 1974

Leia mais

Monitoramento e previsão hidroclimática aplicada à elaboração de alertas para ações de defesa civil na Amazônia

Monitoramento e previsão hidroclimática aplicada à elaboração de alertas para ações de defesa civil na Amazônia Monitoramento e previsão hidroclimática aplicada à elaboração de alertas para ações de defesa civil na Amazônia Edson J. P. da Rocha, Everaldo B. de Souza, Adelaide Nacif, Claudio Szlafsztein, Ricardo

Leia mais

Evolução Futura da Rede de Transportes

Evolução Futura da Rede de Transportes Evolução Futura da Rede de Transportes 1.1 AVALIAÇÃO POR JANELA ADMINISTRATIVA O processo que se descreve a partir daqui é referenciado pelos períodos administrativos (governos), de acordo com o que estabelece

Leia mais

CETEM - Centro de Tecnologia Mineral

CETEM - Centro de Tecnologia Mineral CETEM - Centro de Tecnologia Mineral Sustentabilidade 2013 INDÚSTRIA & SUSTENTABILIDADE SUSTENTABILIDADE NA MINERAÇÃO Alberto Rogério Benedito da Silva ARBS Consultoria - Belém-Pará rogerio@supridados.com.br

Leia mais

CAPÍTULO 4 DESASTRES NATURAIS

CAPÍTULO 4 DESASTRES NATURAIS CAPÍTULO 4 DESASTRES NATURAIS Quando vimos na TV o acontecimento do Tsunami, em 2004, pensamos: O mundo está acabando! Mas por que esses desastres naturais estão, cada vez mais, assolando nosso planeta?

Leia mais

Tabela 6 - Estabelecimentos com Bibliotecas, Laboratório de Informática, Sala para TV e Video por Municípios do Estado do Pará - 2007

Tabela 6 - Estabelecimentos com Bibliotecas, Laboratório de Informática, Sala para TV e Video por Municípios do Estado do Pará - 2007 Tabela 6 - Estabelecimentos com s, Laboratório de, Sala para TV e Video por do Estado do Pará - 2007 Estado do Pará 1.311 607 4.169 468 305 816 Abaetetuba 42 12 83 12 7 16 Abel Figueiredo 3 2 6 1 1 1 Acará

Leia mais

Escolas com Computadores. Esc com Lab de Informática

Escolas com Computadores. Esc com Lab de Informática Tabela 6 - Estabelecimentos com s, Laboratório de, e Acesso por Regiões Adiministrativas do Ministério Público do Estado do Pará - 2009 Acesso Estado do Pará 18.682 1.474 1.030 2.613 1.269 520 480 602

Leia mais

POLOS PARFOR. PROCESSO SELETIVO Licenciatura em Língua Portuguesa Letras UFPA CURSOS OFERTADOS

POLOS PARFOR. PROCESSO SELETIVO Licenciatura em Língua Portuguesa Letras UFPA CURSOS OFERTADOS GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO SECRETARIA ADJUNTA DE ENSINO PLANO DE FORMAÇÃO DOCENTE DO ESTADO DO PARÁ POLOS PARFOR LEGENDA Polos UAB gerenciados pelo Estado Polos UAB gerenciados

Leia mais

DANOS OCASIONADOS POR DESASTRES NATURAIS NO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA/PR ENTRE 1991 E 2014

DANOS OCASIONADOS POR DESASTRES NATURAIS NO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA/PR ENTRE 1991 E 2014 DANOS OCASIONADOS POR DESASTRES NATURAIS NO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA/PR ENTRE 1991 E 2014 Deivana Eloisa Ferreira de ALMEIDA Universidade Estadual do Centro-Oeste UNICENTRO, Guarapuava-PR Leandro Redin

Leia mais

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Bacias Hidrográficas Brasileiras. Prof. Claudimar Fontinele

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Bacias Hidrográficas Brasileiras. Prof. Claudimar Fontinele Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Bacias Hidrográficas Brasileiras Prof. Claudimar Fontinele BACIA HIDROGRÁFICA Bacia Hidrográfica é a área drenada por um rio principal

Leia mais

CAPÍTULO 8 O FENÔMENO EL NIÑO -LA NIÑA E SUA INFLUENCIA NA COSTA BRASILEIRA

CAPÍTULO 8 O FENÔMENO EL NIÑO -LA NIÑA E SUA INFLUENCIA NA COSTA BRASILEIRA CAPÍTULO 8 O FENÔMENO EL NIÑO -LA NIÑA E SUA INFLUENCIA NA COSTA BRASILEIRA O comportamento climático é determinado por processos de troca de energia e umidade que podem afetar o clima local, regional

Leia mais

Extremos da variabilidade do clima e impactos na sociedade : A seca e crise hídrica de 2014-15 no Sudeste do Brasil

Extremos da variabilidade do clima e impactos na sociedade : A seca e crise hídrica de 2014-15 no Sudeste do Brasil Extremos da variabilidade do clima e impactos na sociedade : A seca e crise hídrica de 2014-15 no Sudeste do Brasil J. Marengo, C. Nobre, M Seluchi, A. Cuartas, L. Alves, E. Mendiondo CEMADEN, Brasil jose.marengo@cemaden.gov.br

Leia mais

PALÁCIO PIRATINI CASA MILITAR

PALÁCIO PIRATINI CASA MILITAR PALÁCIO PIRATINI CASA MILITAR CASA MILITAR Chefe da Casa Militar e Coordenadoria Estadual de Defesa Civil Gabinete Operações Defesa Civil Administrativo DEFESA CIVIL Coordenadoria Estadual de Defesa Civil

Leia mais

TERMO DE REFERÊNCIA - TNC ADEQUAÇÃO AMBIENTAL DA PROPRIEDADE RURAL: CONTROLE DO DESMATAMENTO E CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE DA AMAZÔNIA LEGAL

TERMO DE REFERÊNCIA - TNC ADEQUAÇÃO AMBIENTAL DA PROPRIEDADE RURAL: CONTROLE DO DESMATAMENTO E CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE DA AMAZÔNIA LEGAL CONTRATAÇÃO DE CONSULTORIA ESPECIALIZADA PARA O LEVANTAMENTO DE DADOS SECUNDÁRIOS SOBRE ESPÉCIES VEGETAIS ARBÓREAS DE OCORRÊNCIA REGIONAL NO ESTADO DO PARÁ. 1. Contextualização e Justificativa: A TNC é

Leia mais

Zoneamento dos desastres naturais ocorridos no estado do Rio Grande do Sul no período 2003 2009 - Parte I: Seca

Zoneamento dos desastres naturais ocorridos no estado do Rio Grande do Sul no período 2003 2009 - Parte I: Seca Zoneamento dos desastres naturais ocorridos no estado do Rio Grande do Sul no período 2003 2009 - Parte I: Seca Anderson Spohr Nedel 1 Tania Maria Sausen 1 Silvia Midori Saito 1 1 Instituto Nacional de

Leia mais

Fenômenos e mudanças climáticos

Fenômenos e mudanças climáticos Fenômenos e mudanças climáticos A maioria dos fenômenos climáticos acontecem na TROPOSFERA. Camada inferior da atmosfera que vai do nível do mar até cerca de 10 a 15 quilômetros de altitude. Nuvens, poluição,

Leia mais

Comparação entre Variáveis Meteorológicas das Cidades de Fortaleza (CE) e Patos (PB)

Comparação entre Variáveis Meteorológicas das Cidades de Fortaleza (CE) e Patos (PB) Comparação entre Variáveis Meteorológicas das Cidades de Fortaleza (CE) e Patos (PB) F. D. A. Lima 1, C. H. C. da Silva 2, J. R. Bezerra³, I. J. M. Moura 4, D. F. dos Santos 4, F. G. M. Pinheiro 5, C.

Leia mais

Relatório. Relatório 5 CONSERVAÇÃO

Relatório. Relatório 5 CONSERVAÇÃO Relatório Relatório 5 CONSERVAÇÃO SETEMBRO DE 2010 2 ÍNDICE 1. APRESENTAÇÃO.................................................... 3 2. OBJETIVOS......................................................... 4

Leia mais

CAPÍTULO 11 O FENÔMENO EL NINO

CAPÍTULO 11 O FENÔMENO EL NINO CAPÍTULO 11 O FENÔMENO EL NINO 1.0. O que é o El Nino? É o aquecimento anômalo das águas superficiais na porção leste e central do oceano Pacífico equatorial, ou seja, desde a costa da América do Sul até

Leia mais

Governo do Estado de Santa Catarina Grupo Reação SANTA CATARINA. O maior desastre de sua história

Governo do Estado de Santa Catarina Grupo Reação SANTA CATARINA. O maior desastre de sua história SANTA CATARINA O maior desastre de sua história As adversidades climáticas têm afetado significativamente o Estado de Santa Catarina ao longo de sua história. Essas adversidades, que podem ocasionar desastres

Leia mais

INFORME SOBRE O VERÃO 2014-2015

INFORME SOBRE O VERÃO 2014-2015 INFORME SOBRE O VERÃO 2014-2015 1. INTRODUÇÃO A estação do verão inicia-se no dia 21 de dezembro de 2014 às 20h03 e vai até as 19h45 do dia 20 de março de 2015. No Paraná, historicamente, ela é bastante

Leia mais

Climatologia. humanos, visto que diversas de suas atividades

Climatologia. humanos, visto que diversas de suas atividades Climatologia É uma parte da que estuda o tempo e o clima cientificamente, utilizando principalmente técnicas estatísticas na obtenção de padrões. É uma ciência de grande importância para os seres humanos,

Leia mais

PROGNÓSTICO TRIMESTRAL (Setembro Outubro e Novembro de- 2003).

PROGNÓSTICO TRIMESTRAL (Setembro Outubro e Novembro de- 2003). 1 PROGNÓSTICO TRIMESTRAL (Setembro Outubro e Novembro de- 2003). O prognóstico climático do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento,

Leia mais

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento MAPA Instituto Nacional de Meteorologia INMET Coordenação Geral de Agrometeorologia

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento MAPA Instituto Nacional de Meteorologia INMET Coordenação Geral de Agrometeorologia 1 PROGNÓSTICO DE ESTAÇÃO PARA A PRIMAVERA DE 2003 TRIMESTRE Outubro-Novembro-Dezembro. A primavera começa neste ano às 07:47h do dia 23 de setembro e vai até 05:04h (horário de Verão) de Brasília, do dia

Leia mais

Alinhando os Planos de Educação do Pará

Alinhando os Planos de Educação do Pará Planejando a Próxima Década: adequação/elaboração dos Planos de Educação Estadual e Municipal ao PLC 103/2012. Alinhando os Planos de Educação do Pará JOÃO BATISTA MILENA MONTEIRO NAIR MASCARENHAS SANDRA

Leia mais

VARIABILIDADE E INTENSIDADE DAS CHUVAS EM BELÉM-PA

VARIABILIDADE E INTENSIDADE DAS CHUVAS EM BELÉM-PA VARIABILIDADE E INTENSIDADE DAS CHUVAS EM BELÉM-PA ALAILSON V. SANTIAGO 1, VICTOR C. RIBEIRO 2, JOSÉ F. COSTA 3, NILZA A. PACHECO 4 1 Meteorologista, Dr., Pesquisador, Embrapa Amazônia Oriental (CPATU),

Leia mais

INFORMATIVO CLIMÁTICO

INFORMATIVO CLIMÁTICO GOVERNO DO MARANHÃO UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO NÚCLEO GEOAMBIENTAL LABORATÓRIO DE METEOROLOGIA INFORMATIVO CLIMÁTICO MARANHÃO O estabelecimento do fenômeno El Niño - Oscilação Sul (ENOS) e os poucos

Leia mais

SEQUÊNCIA DIDÁTICA PODCAST CIÊNCIAS HUMANAS

SEQUÊNCIA DIDÁTICA PODCAST CIÊNCIAS HUMANAS SEQUÊNCIA DIDÁTICA PODCAST CIÊNCIAS HUMANAS Título do Podcast Área Segmento Duração Massas de Ar no Brasil Ciências Humanas Ensino Fundamental; Ensino Médio 5min33seg Habilidades: H.7 (Ensino Fundamental)

Leia mais

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO. (Fevereiro, Março e Abril de 2002).

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO. (Fevereiro, Março e Abril de 2002). 1 PROGNÓSTICO CLIMÁTICO (Fevereiro, Março e Abril de 2002). O Instituto Nacional de Meteorologia, órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com base nas informações de análise e prognósticos

Leia mais

INMET/CPTEC-INPE INFOCLIMA, Ano 13, Número 07 INFOCLIMA. BOLETIM DE INFORMAÇÕES CLIMÁTICAS Ano 13 13 de julho de 2006 Número 07

INMET/CPTEC-INPE INFOCLIMA, Ano 13, Número 07 INFOCLIMA. BOLETIM DE INFORMAÇÕES CLIMÁTICAS Ano 13 13 de julho de 2006 Número 07 INFOCLIMA BOLETIM DE INFORMAÇÕES CLIMÁTICAS Ano 13 13 de julho de 2006 Número 07 PERMANECE A TENDÊNCIA DE CHUVAS ABAIXO DA MÉDIA NA REGIÃO SUL SUMÁRIO EXECUTIVO A primeira semana da estação de inverno,

Leia mais

Clima e Formação Vegetal. O clima e seus fatores interferentes

Clima e Formação Vegetal. O clima e seus fatores interferentes Clima e Formação Vegetal O clima e seus fatores interferentes O aquecimento desigual da Terra A Circulação atmosférica global (transferência de calor, por ventos, entre as diferentes zonas térmicas do

Leia mais

Banco de dados de fotografias aéreas de pequeno formato aplicadas no monitoramento de queimadas no estado do Acre em 2005

Banco de dados de fotografias aéreas de pequeno formato aplicadas no monitoramento de queimadas no estado do Acre em 2005 Banco de dados de fotografias aéreas de pequeno formato aplicadas no monitoramento de queimadas no estado do Acre em 2005 Nara Vidal Pantoja 1,2,3 Clarice Oliveira de Farias 1,3 Larissa Santos Saraiva

Leia mais

SEMINÁRIO EM PROL DO DESENVOLVIMENTO SOCIOECONOMICO DO XINGU TURISMO ALTAMIRA 2015

SEMINÁRIO EM PROL DO DESENVOLVIMENTO SOCIOECONOMICO DO XINGU TURISMO ALTAMIRA 2015 SEMINÁRIO EM PROL DO DESENVOLVIMENTO SOCIOECONOMICO DO XINGU TURISMO ALTAMIRA 2015 Telefone: (91) 3110-5000 E-mail: gesturpara@gmaiil.com Plano Ver-o-Pará Plano Operacional de Desenvolvimento SETUR; Macroprograma

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA ESPECIAL DE PROMOÇÃO SOCIAL SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCACÃO EDITAL Nº007 /2014

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA ESPECIAL DE PROMOÇÃO SOCIAL SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCACÃO EDITAL Nº007 /2014 GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA ESPECIAL DE PROMOÇÃO SOCIAL SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCACÃO EDITAL Nº007 /2014 O Governo do Estado do Pará através da SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO/SEDUC, inscrita

Leia mais

MUDANÇAS CLIMÁTICAS DOS EVENTOS SEVEROS DE PRECIPITAÇÃO NO LESTE DE SANTA CATARINA DE ACORDO COM O MODELO HADRM3P

MUDANÇAS CLIMÁTICAS DOS EVENTOS SEVEROS DE PRECIPITAÇÃO NO LESTE DE SANTA CATARINA DE ACORDO COM O MODELO HADRM3P MUDANÇAS CLIMÁTICAS DOS EVENTOS SEVEROS DE PRECIPITAÇÃO NO LESTE DE SANTA CATARINA DE ACORDO COM O MODELO HADRM3P Gilson Carlos da Silva, 1,2 André Becker Nunes 1 1 UFPEL Brazil Pelotas gilson.carloss@ig.com.br

Leia mais

1 PROJETOS DE TRANSPORTES NO PELT-PA

1 PROJETOS DE TRANSPORTES NO PELT-PA 1 1 PROJETOS DE TRANSPORTES NO PELT-PA A confecção de uma Carteira de Projetos para o PELT-PA parte, antes de tudo, da identificação da rede viária estruturante do Sistema de Transportes do Estado do Pará,

Leia mais

VULNERABILIDADE CLIMÁTICA DO NORDESTE BRASILEIRO: UMA ANÁLISE DE EVENTOS EXTREMOS NA ZONA SEMI-ÁRIDA DA BACIA HIDROGRÁFICA DO SÃO FRANCISCO

VULNERABILIDADE CLIMÁTICA DO NORDESTE BRASILEIRO: UMA ANÁLISE DE EVENTOS EXTREMOS NA ZONA SEMI-ÁRIDA DA BACIA HIDROGRÁFICA DO SÃO FRANCISCO VULNERABILIDADE CLIMÁTICA DO NORDESTE BRASILEIRO: UMA ANÁLISE DE EVENTOS EXTREMOS NA ZONA SEMI-ÁRIDA DA BACIA HIDROGRÁFICA DO SÃO FRANCISCO 1 Weber Andrade Gonçalves; Magaly de Fatima Correia 2 ; Lincoln

Leia mais

-III Assembléia Mundial pela Saúde dos Povos PHA3. 6 a 11 de julho de 2012 Universidade de Western Cape Cape town, África do Sul

-III Assembléia Mundial pela Saúde dos Povos PHA3. 6 a 11 de julho de 2012 Universidade de Western Cape Cape town, África do Sul -III Assembléia Mundial pela Saúde dos Povos PHA3 6 a 11 de julho de 2012 Universidade de Western Cape Cape town, África do Sul EM DEFESA DA AMAZÔNIA "ambientes sociais e físicos que destroem ou promovem

Leia mais

Diagnóstico, Monitoramento de Desastres Naturais com foco na Seca no Semiárido Nordestino

Diagnóstico, Monitoramento de Desastres Naturais com foco na Seca no Semiárido Nordestino Diagnóstico, Monitoramento de Desastres Naturais com foco na Seca no Semiárido Nordestino CEX Seca no Semiárido Nordestino CEMADEN-MCTI Brasília, 28 de Maio de 2015 2 Operação do CEMADEN EM FUNCIONAMENTO

Leia mais

Elaboração de um Banco de Dados para Eventos Severos

Elaboração de um Banco de Dados para Eventos Severos Elaboração de um Banco de Dados para Eventos Severos G. J. Pellegrina 1, M. A. Oliveira 1 e A. S. Peixoto 2 1 Instituto de Pesquisas Meteorológicas (UNESP), Bauru S.P., Brasil 2 Departamento de Engenharia

Leia mais

GEOGRAFIA. c) quanto menores os valores de temperatura e pluviosidade, maior é a

GEOGRAFIA. c) quanto menores os valores de temperatura e pluviosidade, maior é a GEOGRAFIA QUESTÃO 17 A imagem abaixo retrata um dos agentes modeladores da supefície terrestre. Sobre a ação destes agentes externos sobre as rochas todas as afirmações são verdadeiras, EXCETO: a) a profundidade

Leia mais

A CHEIA DO RIO NEGRO EM MANAUS E SEUS IMPACTOS NO CENTRO E NA PONTA NEGRA EM 2009

A CHEIA DO RIO NEGRO EM MANAUS E SEUS IMPACTOS NO CENTRO E NA PONTA NEGRA EM 2009 A CHEIA DO RIO NEGRO EM MANAUS E SEUS IMPACTOS NO CENTRO E NA PONTA NEGRA EM 2009 1. INTRODUÇÃO Diego Lopes Morais 1 1 Graduando em Geografia / Universidade do Estado do Amazonas - UEA Instituto Nacional

Leia mais

Características Gerais

Características Gerais Características Gerais O Brasil é atingido por : Planalto da Guianas, Cordilheira dos Andes e Planalto Brasileiro; É pobre em formações mas rico em rios; Ocorrem rios permanentes e temporários; ainda que

Leia mais

Chamada Pública FNDF/FNMC Nº 01/2013

Chamada Pública FNDF/FNMC Nº 01/2013 MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE SERVIÇO FLORESTAL BRASILEIRO FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO FLORESTAL FUNDO NACIONAL SOBRE MUDANÇA DO CLIMA Chamada Pública FNDF/FNMC Nº 01/2013 O Serviço Florestal Brasileiro

Leia mais

BLOQUEIOS OCORRIDOS PRÓXIMOS À AMÉRICA DO SUL E SEUS EFEITOS NO LITORAL DE SANTA CATARINA

BLOQUEIOS OCORRIDOS PRÓXIMOS À AMÉRICA DO SUL E SEUS EFEITOS NO LITORAL DE SANTA CATARINA BLOQUEIOS OCORRIDOS PRÓXIMOS À AMÉRICA DO SUL E SEUS EFEITOS NO LITORAL DE SANTA CATARINA MARIANE CECHINEL GONÇALVES 1 KARINA GRAZIELA JOCHEM 2 VANESSA RIBAS CÚRCIO 3 ANGELA PAULA DE OLIVEIRA 4 MÁRCIA

Leia mais

01- O que é tempo atmosférico? R.: 02- O que é clima? R.:

01- O que é tempo atmosférico? R.: 02- O que é clima? R.: PROFESSOR: EQUIPE DE GEOGRAFIA BANCO DE QUESTÕES - GEOGRAFIA - 6º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ============================================================================================= TEMPO ATMOSFÉRICO

Leia mais

Tsunamis INTERNATIONAL CENTRE FOR COASTAL ECOHYDROLOGY. Oficina da Prevenção das Catástrofes Naturais Departamento Educacional do ICCE

Tsunamis INTERNATIONAL CENTRE FOR COASTAL ECOHYDROLOGY. Oficina da Prevenção das Catástrofes Naturais Departamento Educacional do ICCE Tsunamis Um tsunami caracteriza-se por uma série de ondas destruidoras e poderosas. Ocorrem após perturbações abruptas que deslocam verticalmente a coluna de água, tais como um sismo, atividade vulcânica,

Leia mais

ANÁLISE SINÓTICA DA ESTIAGEM NO VERÃO 2004/2005 NO OESTE E MEIO-OESTE CATARINENSE

ANÁLISE SINÓTICA DA ESTIAGEM NO VERÃO 2004/2005 NO OESTE E MEIO-OESTE CATARINENSE ANÁLISE SINÓTICA DA ESTIAGEM NO VERÃO 2004/2005 NO OESTE E MEIO-OESTE CATARINENSE 1 Gilsânia Cruz 1 Maria Laura Rodrigues 1 Elaine Canônica 1 Marcelo Moraes 1 RESUMO Neste trabalho é analisada a estiagem

Leia mais

PROGNÓSTICO DE ESTAÇÃO PARA A PRIMAVERA DE 2001. TRIMESTRE Outubro-Novembro-Dezembro.

PROGNÓSTICO DE ESTAÇÃO PARA A PRIMAVERA DE 2001. TRIMESTRE Outubro-Novembro-Dezembro. 1 PROGNÓSTICO DE ESTAÇÃO PARA A PRIMAVERA DE 2001 TRIMESTRE Outubro-Novembro-Dezembro. A Primavera começa este ano às 22h04min (hora de Brasília), no dia 22 de setembro e termina às 17h20min (horário de

Leia mais

DESASTRES NO MUNDO E NA REGIÃO SUL: ONTEM, HOJE E AMANHÃ E O PAPEL DAS GEOTECNOLOGIAS

DESASTRES NO MUNDO E NA REGIÃO SUL: ONTEM, HOJE E AMANHÃ E O PAPEL DAS GEOTECNOLOGIAS DESASTRES NO MUNDO E NA REGIÃO SUL: ONTEM, HOJE E AMANHÃ E O PAPEL DAS GEOTECNOLOGIAS Tania Maria Sausen GEODESASTRES-SUL / INPE-CRS tania@ltid.inpe.br geodesastres@crs.inpe.br CONCEITO DE DESASTRE De

Leia mais

EVENTOS DE PRECIPITAÇÃO EXTREMA PARA CABACEIRAS PB, BRASIL

EVENTOS DE PRECIPITAÇÃO EXTREMA PARA CABACEIRAS PB, BRASIL EVENTOS DE PRECIPITAÇÃO EXTREMA PARA CABACEIRAS PB, BRASIL Valneli da Silva Melo (1) ; Raimundo Mainar de Medeiros (1) ; Francisco de Assis Salviano de Souza (1) (1) Universidade Federeal de Campina Grande

Leia mais

REVISÃO UDESC GAIA GEOGRAFIA GEOGRAFIA FÍSICA PROF. GROTH

REVISÃO UDESC GAIA GEOGRAFIA GEOGRAFIA FÍSICA PROF. GROTH REVISÃO UDESC GAIA GEOGRAFIA GEOGRAFIA FÍSICA PROF. GROTH 01. (UDESC_2011_2) Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), existem no Brasil oito Bacias Hidrográficas. Assinale a alternativa

Leia mais

BIOMAS DO BRASIL. Ecologia Geral

BIOMAS DO BRASIL. Ecologia Geral BIOMAS DO BRASIL Ecologia Geral Biomas do Brasil segundo classificação do IBGE Segundo a classificação do IBGE, são seis os biomas do Brasil: Mata Atlântica Cerrado Amazônia Caatinga Pantanal Pampa O

Leia mais

Direcionalidade do Programa de Reforma Agrária

Direcionalidade do Programa de Reforma Agrária Programação Operacional ano - 2005 Direcionalidade do Programa de Reforma Agrária Política de Governo II Plano Nacional de Reforma Agrária Assentamento Novas Famílias Regularização Fundiária Recup. E Qualificação

Leia mais

reverse speed, results that it showed an increase of precipitations in the rainy

reverse speed, results that it showed an increase of precipitations in the rainy ANÁLISE HISTÓRICA DA SÉRIE DE PRECIPITAÇÃO (1931-2010) E O BALANÇO HÍDRICO DE MACEIÓ AL: CICLO HIDROLÓGICO E MUDANÇAS CLIMÁTICAS. Expedito R. G. Rebello¹; Nadir Dantas de Sales². RESUMO Este trabalho tem

Leia mais

Deslizamentos catastróficos no Brasil: eventos geológico-geomorfológicos associados a eventos pluviométricos extremos

Deslizamentos catastróficos no Brasil: eventos geológico-geomorfológicos associados a eventos pluviométricos extremos Deslizamentos catastróficos no Brasil: eventos geológico-geomorfológicos associados a eventos pluviométricos extremos Geóg. Maria Carolina Villaça Gomes Mestranda em Geografia Física - USP Os desastres

Leia mais

Previsão de Consenso 1 CPTEC/INPE e INMET

Previsão de Consenso 1 CPTEC/INPE e INMET I N F O C L I M A BOLETIM DE INFORMAÇÕES CLIMÁTICAS Ano 11 14 de fevereiro de 2004 Número 2 Divisão de Operações Chefia: Dr. Marcelo Seluchi Editor: Dr. Marcelo Seluchi Elaboração: Operação Meteorológica

Leia mais

Fenômeno El Niño influenciará clima nos próximos meses

Fenômeno El Niño influenciará clima nos próximos meses Fenômeno El Niño influenciará clima nos próximos meses Dados divulgados nesta semana das anomalias de temperatura da superfície do mar no Oceano Pacífico indicaram que fenômeno El Niño está na presente,

Leia mais

Serviço Geológico do Brasil CPRM

Serviço Geológico do Brasil CPRM Serviço Geológico do Brasil CPRM Avaliação dos desastres naturais em Minas Gerais Dezembro 2013 Janeiro 2014 Objetivo O presente relatório tem por finalidade avaliar os desastres naturais ocorridos no

Leia mais

INFOCLIMA. BOLETIM DE INFORMAÇÕES CLIMÁTICAS Ano 11 15 de julho de 2004 Número 7

INFOCLIMA. BOLETIM DE INFORMAÇÕES CLIMÁTICAS Ano 11 15 de julho de 2004 Número 7 INFOCLIMA BOLETIM DE INFORMAÇÕES CLIMÁTICAS Ano 11 15 de julho de 2004 Número 7 Previsão de Consenso 1 INMET e CPTEC/INPE PREVISÃO DE NORMALIDADE DAS CHUVAS E DAS TEMPERATURAS NA MAIOR PARTE DO PAÍS Sumário

Leia mais

INFLUÊNCIA DO OCEANO PACÍFICO NA PRECIPITAÇÃO DA AMAZÔNIA OCIDENTAL

INFLUÊNCIA DO OCEANO PACÍFICO NA PRECIPITAÇÃO DA AMAZÔNIA OCIDENTAL INFLUÊNCIA DO OCEANO PACÍFICO NA PRECIPITAÇÃO DA AMAZÔNIA OCIDENTAL Correia, D.C. (1) ; Medeiros, R.M. (2) ; Oliveira, V.G. (3) ; Correia, D. S. (4) ; Brito, J.I.B. (5) dariscorreia@gmail.com (1) Mestranda

Leia mais

Relatório. Relatório 6 CADASTRO AMBIENTAL RURAL

Relatório. Relatório 6 CADASTRO AMBIENTAL RURAL Relatório Relatório 6 CADASTRO AMBIENTAL RURAL OUTUBRO DE 2010 2 ÍNDICE 1. APRESENTAÇÃO.................................................... 3 2. OBJETIVOS.........................................................

Leia mais

Diagnóstico Socioeconômico e Ambiental da Região de Integração Xingu. Geovana Pires Diretora de Socioeconomia da FAPESPA

Diagnóstico Socioeconômico e Ambiental da Região de Integração Xingu. Geovana Pires Diretora de Socioeconomia da FAPESPA Diagnóstico Socioeconômico e Ambiental da Região de Integração Xingu Geovana Pires Diretora de Socioeconomia da FAPESPA RI XINGU PIB de R$ 2,7 bilhões, respondendo por 3% do total do estado. 57.149 empregos

Leia mais

ABSTRACT. Palavras-chave: Aviso Meteorologia Especial, INMET, São Paulo. 1 - INTRODUÇÃO

ABSTRACT. Palavras-chave: Aviso Meteorologia Especial, INMET, São Paulo. 1 - INTRODUÇÃO Avisos Meteorológicos Especiais: Um Estudo de Caso para a Cidade de São Paulo-SP Josefa Morgana Viturino de Almeida¹; Wagner de Aragão Bezerra². 1, 2 Meteorologista, Instituto Nacional de Meteorologia

Leia mais

Climas do Brasil GEOGRAFIA DAVI PAULINO

Climas do Brasil GEOGRAFIA DAVI PAULINO Climas do Brasil GEOGRAFIA DAVI PAULINO Grande extensão territorial Diversidade no clima das regiões Efeito no clima sobre fatores socioeconômicos Agricultura População Motivação! Massas de Ar Grandes

Leia mais

Mapeamento de inundações no Brasil: proposta de gestão ambiental através de um sistema de informações geográficas.

Mapeamento de inundações no Brasil: proposta de gestão ambiental através de um sistema de informações geográficas. Mapeamento de inundações no Brasil: proposta de gestão ambiental através de um sistema de informações geográficas. João Paulo Rodrigues Pacheco da Silva Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita

Leia mais

Laboratório de Análise e Tratamento de Imagens de Satélites LATIS (*)

Laboratório de Análise e Tratamento de Imagens de Satélites LATIS (*) Laboratório de Análise e Tratamento de Imagens de Satélites LATIS (*) RELATÓRIO SOBRE O MAPEAMENTO ADICIONAL DE AGROPECUÁRIA ÁREA COMPREENDIDA POR 18 MUNICÍPIOS DA ÁREA LIVRE DE AFTOSA DO PARÁ REALIZADO

Leia mais

Águas Continentais do Brasil. Capítulo 11

Águas Continentais do Brasil. Capítulo 11 Águas Continentais do Brasil Capítulo 11 As reservas brasileiras de água doce O Brasil é um país privilegiado pois detém cerca de 12% da água doce disponível no planeta; Há diversos problemas que preocupam:

Leia mais

O Clima do Brasil. É a sucessão habitual de estados do tempo

O Clima do Brasil. É a sucessão habitual de estados do tempo O Clima do Brasil É a sucessão habitual de estados do tempo A atuação dos principais fatores climáticos no Brasil 1. Altitude Quanto maior altitude, mais frio será. Não esqueça, somente a altitude, isolada,

Leia mais

INUNDAÇÕES NAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTES EM GOIÂNIA-GO FLOODS IN PERMANENT PRESERVATION AREAS IN GOIÂNIA-GO

INUNDAÇÕES NAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTES EM GOIÂNIA-GO FLOODS IN PERMANENT PRESERVATION AREAS IN GOIÂNIA-GO INUNDAÇÕES NAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTES EM GOIÂNIA-GO FLOODS IN PERMANENT PRESERVATION AREAS IN GOIÂNIA-GO Thalyta Lopes Rego Mestranda em Geografia, Universidade Federal de Goiás Instituto de

Leia mais

Características Climáticas da Primavera

Características Climáticas da Primavera Previsão Climática para a Primavera/2013 Data da Previsão: 16/09/2013 Duração da Primavera: 22/09/2013(17h44min) a 21/12/2013 (14h11min*) *Não acompanha o horário de verão Características Climáticas da

Leia mais

Bacias hidrográficas brasileiras

Bacias hidrográficas brasileiras Bacias hidrográficas brasileiras Características da hidrografia brasileira Riqueza em rios e pobreza em formações lacustres. Todos rios direta ou indiretamente são tributários do Oceano Atlântico. Predomínio

Leia mais

Mudanças Climáticas: Efeitos Sobre a Vida e Impactos nas Grandes Cidades. Água e Clima As lições da crise na região Sudeste

Mudanças Climáticas: Efeitos Sobre a Vida e Impactos nas Grandes Cidades. Água e Clima As lições da crise na região Sudeste Mudanças Climáticas: Efeitos Sobre a Vida e Impactos nas Grandes Cidades Água e Clima As lições da crise na região Sudeste Mudanças Climáticas: Efeitos Sobre a Vida e Impactos nas Grandes Cidades A água

Leia mais

Desastres Naturais no Brasil: vulnerabilidades sociais e econômicas e adaptação às mudanças climáticas

Desastres Naturais no Brasil: vulnerabilidades sociais e econômicas e adaptação às mudanças climáticas Desastres Naturais no Brasil: vulnerabilidades sociais e econômicas e adaptação às mudanças climáticas Geólogo Agostinho Tadashi Ogura Instituto de Pesquisas Tecnológicas - IPT DESASTRE NATURAL (DN) =

Leia mais

Impacto do Fenômeno El Niño na Captação de Chuva no Semi-árido do Nordeste do Brasil

Impacto do Fenômeno El Niño na Captação de Chuva no Semi-árido do Nordeste do Brasil Impacto do Fenômeno El Niño na Captação de Chuva no Semi-árido do Nordeste do Brasil Vicente de Paulo Rodrigues da Silva, Hiran de Melo (Professor DEE/CCT/UFPB), Antônio Heriberto de Castro Teixeira (EMBRAPA

Leia mais

OS CLIMAS DO BRASIL Clima é o conjunto de variações do tempo de um determinado local da superfície terrestre.

OS CLIMAS DO BRASIL Clima é o conjunto de variações do tempo de um determinado local da superfície terrestre. OS CLIMAS DO BRASIL Clima é o conjunto de variações do tempo de um determinado local da superfície terrestre. Os fenômenos meteorológicos ocorridos em um instante ou em um dia são relativos ao tempo atmosférico.

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E GESTÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E GESTÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS EDUCAÇÃO AMBIENTAL E GESTÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS EDUCANDO PARA UM AMBIENTE MELHOR Apresentação A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte SEMARH produziu esta

Leia mais

FONTES DE ABASTECIMENTO POR ÁGUAS SUBTERRÂNEAS NO MUNICÍPIO DE BARRAS/PIAUÍ - BRASIL

FONTES DE ABASTECIMENTO POR ÁGUAS SUBTERRÂNEAS NO MUNICÍPIO DE BARRAS/PIAUÍ - BRASIL FONTES DE ABASTECIMENTO POR ÁGUAS SUBTERRÂNEAS NO MUNICÍPIO DE BARRAS/PIAUÍ - BRASIL Francisca Cardoso da Silva Lima Centro de Ciências Humanas e Letras, Universidade Estadual do Piauí Brasil Franlima55@hotmail.com

Leia mais

Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais

Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais 2012 2014 Novos Investimentos R$ 18,8 bilhões Socorro, assistência e reconstrução Prevenção Obras estruturantes Resposta Mapeamento Monitoramento

Leia mais

PROGNÓSTICO TRIMESTRAL Agosto-Setembro-Outubro de 2003. Prognóstico Trimestral (Agosto-Setembro-Outubro de 2003).

PROGNÓSTICO TRIMESTRAL Agosto-Setembro-Outubro de 2003. Prognóstico Trimestral (Agosto-Setembro-Outubro de 2003). 1 Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento MAPA Instituto Nacional de Meteorologia INMET Endereço: Eixo Monumental VIA S1 Telefone: + 55 61 344.3333/ Fax:+ 55 61 344.0700 BRASÍLIA / DF - CEP:

Leia mais

PROVA DE GEOGRAFIA 4 o BIMESTRE DE 2012

PROVA DE GEOGRAFIA 4 o BIMESTRE DE 2012 PROVA DE GEOGRAFIA 4 o BIMESTRE DE 2012 PROF. FERNANDO NOME N o 1 a SÉRIE A compreensão do enunciado faz parte da questão. Não faça perguntas ao examinador. A prova deve ser feita com caneta azul ou preta.

Leia mais

Modelo básico para Plano Diretor de Defesa Civil CASA MILITAR COORDENADORIA ESTADUAL DE DEFESA CIVIL

Modelo básico para Plano Diretor de Defesa Civil CASA MILITAR COORDENADORIA ESTADUAL DE DEFESA CIVIL Modelo básico para Plano Diretor de Defesa Civil CASA MILITAR COORDENADORIA ESTADUAL DE DEFESA CIVIL TERMO DE REFERÊNCIA PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DIRETOR DE DEFESA CIVIL INTRODUÇÃO 1. O presente Termo

Leia mais

INFOCLIMA, Ano 11, Número 11 INFOCLIMA. Previsão de Consenso 1 CPTEC/INPE e INMET para o trimestre Dezembro/04 a fevereiro/05

INFOCLIMA, Ano 11, Número 11 INFOCLIMA. Previsão de Consenso 1 CPTEC/INPE e INMET para o trimestre Dezembro/04 a fevereiro/05 INFOCLIMA BOLETIM DE INFORMAÇÕES CLIMÁTICAS Ano 11 11 de novembro de 2004 Número 11 Previsão de Consenso 1 CPTEC/INPE e INMET para o trimestre Dezembro/04 a fevereiro/05 CARACTERIZADO O INÍCIO DO FENÔMENO

Leia mais

Indicadores de Belo Monte

Indicadores de Belo Monte Indicadores de Belo Monte Água 2 de 18 População atendida pelo abastecimento público de água População atendida 30,000 22,500 15,000 7,500 0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 3 de 18 População

Leia mais

CURSO DE LIDERES CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ESTUDOS E PESQUISAS SOBRE DESASTRES - CEPED. Universidade Federal de Santa Catarina UFSC

CURSO DE LIDERES CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ESTUDOS E PESQUISAS SOBRE DESASTRES - CEPED. Universidade Federal de Santa Catarina UFSC CURSO DE LIDERES CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ESTUDOS E PESQUISAS SOBRE DESASTRES - CEPED Universidade Federal de Santa Catarina UFSC As características do CEPED Visão multidisciplinar; Interação com os problemas

Leia mais

AQUECIMENTO GLOBAL: ATÉ ONDE É ALARMANTE? Angela Maria Magosso Takayanagui Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto USP 2015

AQUECIMENTO GLOBAL: ATÉ ONDE É ALARMANTE? Angela Maria Magosso Takayanagui Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto USP 2015 AQUECIMENTO GLOBAL: ATÉ ONDE É ALARMANTE? Angela Maria Magosso Takayanagui Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto USP 2015 Principais Questões Ambientais - Séc. XXI Superaquecimento da Terra Extinção da

Leia mais

ANÁLISE DA DISTRIBUIÇÃO SAZONAL E ESPACIAL DA PRECIPITAÇÃO NO SUL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO

ANÁLISE DA DISTRIBUIÇÃO SAZONAL E ESPACIAL DA PRECIPITAÇÃO NO SUL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO ANÁLISE DA DISTRIBUIÇÃO SAZONAL E ESPACIAL DA PRECIPITAÇÃO NO SUL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Neri Ellen Fernandes da Nóbrega 1, José Geraldo Ferreira da Silva 2, Hugo Ely dos Anjos Ramos 3, Franklim dos

Leia mais

SECRETARIA NACIONAL DE DEFESA CIVIL SEDEC

SECRETARIA NACIONAL DE DEFESA CIVIL SEDEC SECRETARIA NACIONAL DE DEFESA CIVIL SEDEC Dezembro/ 2007 + 1º trimestre 2008 ENCHENTES (Inund. Graduais) ENXURRADAS (Inund. Bruscas) ALAGAMENTOS e DESLIZAMENTOS Dez/2007 A atuação em Defesa Civil está

Leia mais

Bacias hidrográficas brasileiras

Bacias hidrográficas brasileiras Bacias hidrográficas brasileiras Características da hidrografia brasileira Riqueza em rios e pobreza em formações lacustres. Todos rios direta ou indiretamente são tributários do Oceano Atlântico. Predomínio

Leia mais

DEPARTAMENTO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA AÇÕES DO PROGRAMA ESTADUAL DE QUALIDADE DO AÇAÍ

DEPARTAMENTO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA AÇÕES DO PROGRAMA ESTADUAL DE QUALIDADE DO AÇAÍ GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE PÚBLICA SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE DEPARTAMENTO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA AÇÕES DO PROGRAMA ESTADUAL DE QUALIDADE DO AÇAÍ

Leia mais

NOTA TÉCNICA: CHUVAS SIGNIFICATIVAS EM JUNHO DE 2014 NA REGIÃO SUDESTE DA AMÉRICA DO SUL

NOTA TÉCNICA: CHUVAS SIGNIFICATIVAS EM JUNHO DE 2014 NA REGIÃO SUDESTE DA AMÉRICA DO SUL NOTA TÉCNICA: CHUVAS SIGNIFICATIVAS EM JUNHO DE 2014 NA REGIÃO SUDESTE DA AMÉRICA DO SUL No mês de junho de 2014 foram registradas precipitações significativas no sul do Brasil, centro e leste do Paraguai

Leia mais

Instituto Tecnológico SIMEPAR

Instituto Tecnológico SIMEPAR Evolução e Aspectos Institucionais Missão e Foco de Atuação Modelo Institucional Sistemas de Monitoramento e Previsão Produtos, Serviços e Sistemas Áreas de Pesquisa & Desenvolvimento Ações Estratégicas

Leia mais

Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013

Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013 Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013 CAP. 02 O território brasileiro e suas regiões.( 7º ano) *Brasil é dividido em 26 estados e um Distrito Federal (DF), organizados em regiões. * As divisões

Leia mais

vegetação massas líquidas latitude altitude maritimidade

vegetação massas líquidas latitude altitude maritimidade Fatores Climáticos: vegetação massas líquidas latitude altitude maritimidade correntes marítimas disposição do relevo. CORRENTES MARÍTIMAS Radiação Solar TIPOS DE CHUVAS 1- Massa de Ar Equatorial Amazônica:

Leia mais

ANÁLISE DA CONCENTRAÇÃO DOS GASES DE EFEITO ESTUFA NA COSTA NORDESTE BRASILEIRA

ANÁLISE DA CONCENTRAÇÃO DOS GASES DE EFEITO ESTUFA NA COSTA NORDESTE BRASILEIRA ANÁLISE DA CONCENTRAÇÃO DOS GASES DE EFEITO ESTUFA NA COSTA NORDESTE BRASILEIRA Viviane Francisca Borges (1) Mestranda do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares - IPEN da Universidade de São Paulo

Leia mais

Em resposta ao artigo intitulado De quem é a Culpa, publicado no site AC 24H no dia 30/11/2014

Em resposta ao artigo intitulado De quem é a Culpa, publicado no site AC 24H no dia 30/11/2014 ESTADO DO ACRE SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE SEMA Em resposta ao artigo intitulado De quem é a Culpa, publicado no site AC 24H no dia 30/11/2014 Em resposta ao artigo intitulado De quem é a Culpa,

Leia mais

Othon Fialho de Oliveira Engenheiro Civil, MSc Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental, othonfialho@yahoo.com.br

Othon Fialho de Oliveira Engenheiro Civil, MSc Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental, othonfialho@yahoo.com.br AVALIAÇÃO PRELIMINAR DA ESTACIONARIEDADE DAS SÉRIES DE PRECIPITAÇÃO E NÍVEL RELACIONADOS AOS PRINCIPAIS EVENTOS CRÍTICOS OCORRIDOS RECENTEMENTE NO BRASIL Othon Fialho de Oliveira Engenheiro Civil, MSc

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS LABORATÓRIO DE ANÁLISE AMBIENTAL E GEOESPACIAL

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS LABORATÓRIO DE ANÁLISE AMBIENTAL E GEOESPACIAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS LABORATÓRIO DE ANÁLISE AMBIENTAL E GEOESPACIAL PLANO DE CONTINGÊNCIA DE PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL Dezembro/2014 Sumário 1. INTRODUÇÃO... 3 2. OBJETIVO... 4 3. ESTRUTURA...

Leia mais