PROGNÓSTICO CLIMÁTICO. (Fevereiro, Março e Abril de 2002).

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1 1 PROGNÓSTICO CLIMÁTICO (Fevereiro, Março e Abril de 2002). O Instituto Nacional de Meteorologia, órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com base nas informações de análise e prognósticos climáticos, fornecidos por modelos numéricos de médio e longo prazo dos principais Centros Meteorológicos Mundiais e análise dos mapas de padrões máximos e mínimos de precipitação (Método dos Decis), apresenta este prognóstico sobre as condições meteorológicas que poderão ocorrer neste período em todo o País, bem como suas principais características. O mapa a seguir (Fig. 1) demonstra o Prognóstico da Precipitação para o trimestre nas Regiões. O comportamento neutro da temperatura das águas do Oceano Pacífico equatorial deverá persistir durante o trimestre de fevereiro, março e abril. Portanto, a previsão da volta do fenômeno El Niño de intensidade fraca a moderada não deverá influenciar nas condições climáticas para o trimestre (Fig. 2). FIG. 1

2 2 Fig 2 As condições meteorológicas das Regiões Centro-Oeste e Sudeste, grande parte da Região Norte, bem como do litoral e sul da Bahia dependem da evolução dos seguintes sistemas meteorológicos, que normalmente se manifestam neste período : 1. A Alta da Bolívia, quando em atividade, normalmente semi-estacionária entre o sul do Amazonas, Acre, Rondônia, sul e centro do Mato Grosso e norte do Mato Grosso do Sul, contribuindo com a ocorrência de chuvas. 2. A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS): geralmente se manifesta durante o encontro das frentes frias vindas do sul do continente com as grandes bandas de nuvens de origem tropical, permanecendo por vários dias nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste.

3 3 3. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), começa a atuar nas proximidades da linha do Equador, ocasionando um aumento na precipitação no litoral da Região Norte e no norte da Região Nordeste. 4. Permanece a possibilidade de ocorrência de "VERANICOS" (períodos de estiagem sem ocorrência de chuva com duração de sete a 15 dias, durante o período chuvoso) nos estados do Tocantins, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Distrito Federal e grande parte da Região Nordeste. REGIÃO NORTE O trimestre ainda caracteriza-se pelo aumento gradativo da precipitação em toda Região, com exceção dos estados de Roraima e Tocantins, onde são observados os menores índices pluviométricos. Neste período, ocorre alta irregularidade na distribuição temporal e espacial das chuvas, em forma de pancadas com raios e trovoadas em toda a Região. Em fevereiro, os maiores índices pluviométricos superiores a 420mm ocorrem no nordeste e litoral do Pará; os mínimos inferiores a 40mm ocorrem no extremo nordeste de Roraima. Em março, os índices máximos pluviométricos superiores a 480mm, ocorrem no leste do Amapá, ilha de Marajó e nordeste do Pará; os mínimos, inferiores a 40mm ocorrem no extremo nordeste de Roraima. Em abril, os índices máximos pluviométricos superiores a 420mm ocorrem no nordeste do Amapá e do Pará e ilha do Marajó; os mínimos, inferiores a 120mm, ocorrem no centro e sul do Tocantins e nordeste de Roraima. Prevê-se que os totais pluviométricos deverão ocorrer ligeiramente acima dos padrões climatológicos no noroeste, centro e sudeste do Amazonas, nordeste do Amapá, litoral do Pará, norte de Rondônia e no estado de Roraima. As demais áreas apresentarão valores próximos dos padrões. O trimestre caracteriza-se pelas altas temperaturas, com valores acima de 36ºC em praticamente todo o Estado de Roraima. Em fevereiro, as temperaturas máximas oscilam entre 33ºC e 36 C no centro de Roraima e as mínimas entre 18ºC e 21ºC no sul da Região. Em março, as máximas acima de 36ºC ocorrem no nordeste de Roraima e as mínimas oscilam entre 18ºC e 21ºC no sul de Rondônia e do Pará. Em abril, os máximos acima de 30ºC ocorrem em toda a Região e as mínimas oscilam entre 18ºC e 21ºC no sul de Rondônia e do Pará. Prevê-se que as temperaturas ficarão dentro dos padrões climatológicos em toda a Região. REGIÃO NORDESTE O período coincide climatologicamente com a estação chuvosa do semi-árido. É normal a ocorrência de pancadas de chuvas moderadas a fortes, acompanhadas de trovoadas, devido à presença da Zona de Convergência Intertropical. A partir de março, chuvas mais significativas serão observadas na faixa leste, e redução de precipitação no centro e sul da Bahia. Ressalta-se irregularidade na distribuição temporal e espacial das chuvas. Em fevereiro, os valores máximos de precipitação oscilam entre 300mm e 420mm no norte do Maranhão; índices inferiores a 20mm ocorrem no centro de Pernambuco e oeste dos estados de Alagoas e Sergipe. Em março, os valores máximos ocorrem no norte do Maranhão e oscilam entre 420mm e 540mm; valores inferiores a 40mm

4 4 ocorrem no oeste de Alagoas, de Sergipe e centro-sul e nordeste da Bahia. Em abril, os valores máximos de precipitação oscilam entre 300mm e 420mm no centro e norte do Maranhão, norte do Piauí e do Ceará e leste dos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco; valores inferiores a 40mm ocorrem no centro da Bahia. Prevê-se chuvas ligeiramente acima dos padrões climatológicos no leste dos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas e dentro dos padrões nas demais áreas. O período caracteriza-se por uma ligeira redução das temperaturas em toda a Região.Em fevereiro, os valores máximos acima de 34ºC ocorrem no centro e norte do Piauí, centro, sul e oeste do Ceará e oeste dos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e nordeste da Bahia. Em março, os máximos acima de 33ºC ocorrem no centro-leste do Piauí, centro e oeste dos estados do Ceará e Rio Grande do Norte, centro e noroeste da Paraíba, nordeste da Bahia, oeste de Pernambuco e Alagoas. Em abril, os valores máximos, acima de 33ºC, ocorrem no centro do Piauí, sul do Ceará, centro e oeste do Rio Grande do Norte e oeste de Pernambuco. Os valores mínimos para o trimestre ocorrem de 16ºC a 18ºC, nas regiões serranas dos estados da Paraíba, Pernambuco e Bahia. Prevê-se que as temperaturas fiquem dentro dos padrões climatológicos em toda a Região. REGIÃO CENTRO-OESTE Este período é caracterizado por chuvas em forma de pancadas em grande parte da Região. Em fevereiro, os máximos de precipitação variam de 320mm a 400mm no norte do Mato Grosso e os mínimos de 60mm a 120mm no sul e leste do Mato Grosso do Sul. Em março, os máximos de precipitação ocorrem de 240 a 300mm em grande parte do Goiás e do Mato Grosso e os mínimos de 60mm a 120mm em grande parte do Mato Grosso do Sul. Em abril, os máximos de precipitação de 120mm a 180mm ocorrem na maior parte da região, com exceção do centro e norte do Mato Grosso do Sul e sudeste de Goiás e os mínimos de 40mm a 60mm no leste e noroeste do Mato Grosso do Sul e sudeste de Goiás.. Prevê-se que o regime pluviométrico ficará dentro dos padrões climatológicos em todos os estados da Região. Este período é caracterizado por temperaturas elevadas em quase toda a Região nos meses de fevereiro e março. Em abril, as temperaturas diminuem gradativamente em todos os estados. Em fevereiro e março, as máximas variam de 30ºC a 33ºC na maior parte da Região e as mínimas variam de 17ºC a 20ºC no sul do Mato Grosso do Sul, norte do Mato Grosso e Distrito Federal. Em abril, as máximas oscilam entre 30ºC a 33ºC em grande parte da Região e as mínimas entre 15ºC e 18ºC no sudeste de Goiás. Prevê-se que as temperaturas fiquem dentro dos padrões climatológicos. REGIÃO SUDESTE

5 5 Nesse trimestre as chuvas diminuem gradativamente de intensidade, mas ainda ocorrem pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas, rajadas de ventos e queda de granizo em áreas isoladas no período da tarde. Em fevereiro, os maiores índices oscilam de 240mm a 300mm, no litoral e norte de São Paulo, Triângulo e sul de Minas Gerais; os menores índices variam de 20mm a 60mm no norte de Minas Gerais. Para março, os maiores índices oscilam de 240mm a 300mm no Triângulo Mineiro, Vale do Ribeira e todo o litoral de São Paulo; os menores índices oscilam de 20mm a 40mm no extremo norte de Minas Gerais. Em abril, os maiores índices oscilam de 120 mm a 180mm no sul e extremo leste de São Paulo, Triângulo Mineiro e sul dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo; os menores índices variam de 10 a 20mm no norte de Minas Gerais. Prevê-se para o período chuvas dentro dos padrões climatológicos em todos os estados da Região. As massas de ar quente e úmida ainda predominam nos meses de fevereiro e março, mantendo as temperaturas elevadas. A partir de abril, as massas de ar frio começam atingir a Região com fraca intensidade, provocando ligeira queda nas temperaturas. Em fevereiro, as máximas variam de 30 C a 33 C nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, oeste de São Paulo, norte e leste de Minas Gerais. Nas demais áreas, oscilam de 18 C a 24 C. Em março, as máximas variam de 30 C a 33 C em grande parte dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e oeste de São Paulo. As mínimas oscilam de 15 C a 18 C no centro e sul de Minas Gerais e nordeste de São Paulo. Nas demais áreas, oscilam de 18 C a 24 C. Em abril, as máximas variam de 30 C a 33 C no noroeste de São Paulo, parte do Triângulo, norte de Minas Gerais e norte dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo; os valores mínimos, de 12 C a 15 C, encontram-se no sul de Minas Gerais e região serrana de São Paulo. Nas demais áreas da Região, os valores oscilam de 15 C a 21 C. Prevê-se, para o período, temperaturas dentro do padrão climatológico para toda a Região. REGIÃO SUL As chuvas, acompanhadas de ventos fortes, trovoadas e granizo, são ocasionadas na maioria das vezes por instabilidade na atmosfera, favorecidas pelo forte aquecimento diurno; a partir de abril começam a predominar os sistemas frontais. Em fevereiro, os máximos de precipitação variam de 300mm a 360mm no leste do Paraná; os mínimos variam de 60mm a 120mm em praticamente toda a Região com exceção do leste e centro de Santa Catarina e leste do Paraná. Em março, os máximos de precipitação variam de 300mm a 360mm no leste do Paraná e os mínimos variam de 60mm a 120mm em praticamente toda a Região, com exceção do nordeste de Santa Catarina e leste do Paraná. Em abril, os máximos de precipitação variam de 240mm a 300mm no oeste do Rio Grande do Sul; os mínimos variam de 40mm a 60mm no sudeste do Rio Grande do Sul e área central do planalto catarinense. Prevê-se que a precipitação ficará dentro dos padrões climatológicos na Região com alta variabilidade temporal e espacial. Dias longos e temperaturas elevadas são condições predominantes em fevereiro e março. A partir de abril, a entrada de massas de ar frio ocorrem com maior freqüência e as temperaturas começam a declinar inclusive com ocorrência de geadas e temperaturas negativas. Em fevereiro, as temperaturas máximas oscilam de 30ºC a 33ºC no oeste de toda a Região e no nordeste de Santa

6 6 Catarina; as temperaturas mínimas variam de 15ºC a 18ºC na serra e planalto leste do Rio Grande do Sul, planalto catarinense e centro do Paraná. Em março, as temperaturas máximas oscilam de 30ºC a 33ºC no noroeste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina, sudoeste e noroeste do Paraná; as temperaturas mínimas variam de 12ºC a 15ºC no leste do planalto e serra do Rio Grande do Sul e planalto sul de Santa Catarina. Em abril, as temperaturas máximas oscilam de 27ºC a 30ºC no noroeste do Paraná; as temperaturas mínimas variam de 9ºC a 12ºC no leste do planalto do Rio Grande do Sul e no sul do planalto catarinense. Prevê-se, para o período, que as temperaturas deverão ficar dentro dos padrões climatológicos na Região.

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