PROGNÓSTICO TRIMESTRAL (Setembro Outubro e Novembro de- 2002).

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1 1 PROGNÓSTICO TRIMESTRAL (Setembro Outubro e Novembro de- 2002). O prognóstico climático do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, para o período, tem por base as informações de análise e prognósticos climáticos fornecidos por modelos numéricos de médio e longo prazo dos principais Centros Meteorológicos que disponibilizam as previsões climáticas e análise dos mapas de padrões máximos e mínimos de precipitação (método dos decis) Fig. 1. As anomalias de temperatura da superfície do mar (TSM), do Oceano Pacífico Tropical, em agosto, permaneceram na sua maior parte positiva, indicando um provável desenvolvimento do fenômeno El Niño. Essas condições devem prevalecer durante o próximo trimestre no hemisfério sul. Nos últimos quatro anos, observou-se uma expansão gradual da termoclina, áreas de anomalias positivas de temperaturas, no Pacífico Central enquanto que no Pacífico Leste as condições témicas apresentam-se de forma negativa. Os modelos acoplados Oceano-Atmosfera indicam que o fenômeno El Niño vai ser de fraco a moderado e sua intensidade máxima será no final de 2002 e início de (Fig. 2).

2 2 O comportamento climático das temperaturas no mês de julho de 2002 mostrou-se atípico na maior parte do Brasil, sendo considerado o mês de julho mais quente desde a década de 60. Foram registradas temperaturas próximas a 30ºC nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso e Tocantins que são típicas de verão. Houve somente um dia de ocorrência de geada na região Sul, em compensação as chuvas foram abundantes no Rio Grande do Sul. Em Brasília tivemos o registro de umidade relativa de 10%, o mais baixo valor registrado desde Fonte: JPL/NASA REGIÃO NORTE O trimestre, segundo as normais climatológicas, é caracterizado por baixos índices pluviométrico em grande parte da Região, contudo no extremo Norte do Amazonas persistirão chuvas associadas a instabilidade e efeitos convectivos, a partir de meados de setembro e no inicio de outubro, começarão as chuvas no Sul da região, enquanto que no Nordeste, Litoral do Pará e estado do Amapá o período será considerado mais seco do ano. Em setembro, os máximos de precipitação variam de 240 a 300mm, no Noroeste da amazonas e mínimos inferiores a 40mm no litoral, leste do Pará, Leste do Amapá e grande parte do Tocantins. Em outubro os valores máximos de 240 a 300mm no extremo Norte (noroeste) e sudoeste do Amazonas e os mínimos inferiores a 10mm no Amapá e litoral do Pará. Em Novembro, os valores máximos de precipitação ficam entre 180 e 300 mm no estado do Acre. Norte de Rondônia, Sul e Oeste do Amazonas e Sul do Pará; e mínimos entre 0.0 a 40 mm no Litoral do Pará.

3 3 Prevê-se que as precipitações fiquem ligeiramente abaixo dos padrões climáticos no Amapá, Pará e grande parte do Amazonas e as demais áreas apresentarão valores dentro dos padrões climáticos. O trimestre caracteriza-se pela elevação das temperaturas em toda a região. As temperaturas máximas em setembro oscilam entre 33 e 36 C no estado de Tocantins, grande parte do Pará, leste e sul do Amazonas e sul de Roraima e as mínimas entre 18 e 24ºC no Pará, Acre, Rondônia e sudoeste do Amazonas. Em outubro as máximas oscilam entre 33 e 36ºC em Roraima, leste do Amazonas, oeste e nordeste do Pará e grande parte do Tocantins e as mínimas oscilam entre 18 e 24ºC no sul do Amazonas e sudoeste do Acre, sul de Rondônia e Pará. Em novembro, as temperaturas máximas oscilam entre 33 e 36 C no noroeste de Roraima e as mínimas entre 18 e 24ºC no Pará e sudeste de Roraima. Prevê-se que as temperaturas ficarão dentro dos padrões climáticos, as temperaturas máximas ocasionalmente poderão ficar ligeiramente acima desses padrões. REGIÃO NORDESTE O trimestre caracteriza-se pela pelas chuvas do setor leste mais intensas no final do período e o início da estação chuvosa a partir de outubro no sul dos estados do Maranhão, Piauí e no sul, sudoeste, oeste e noroeste da Bahia. Na maior parte do semi-árido continua o período seco, que se estende normalmente até a primeira quinzena de novembro. Em setembro, os valores máximos oscilam entre 60 e 120mm em Alagoas, Sergipe e no leste dos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Bahia; valores inferiores a 10mm ocorrem no Piauí, Ceará, grande parte do Maranhão, no centro e no oeste dos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Bahia. Em outubro os valores máximos de precipitação oscilam entre 120 e 180mm no sul do Maranhão, sudoeste do Piauí e no oeste e litoral da Bahia. Valores inferiores a 10mm ocorrem no Ceará, Rio Grande do Norte, norte do Maranhão, norte e nordeste do Piauí, centro e oeste dos estados da Paraíba e de Pernambuco, oeste dos estados de Alagoas e Sergipe e no nordeste da Bahia. Em novembro os valores máximos de precipitação oscilam entre 120 e 240mm no sul do Maranhão e do Piauí e grande parte da Bahia e os valores inferiores a 10mm no Rio Grande do Norte, norte do Maranhão e do Piauí, em grande parte do Ceará, centro e oeste dos estados da Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe.

4 4 Prevê-se para o trimestre, condições de chuva de normal a ligeiramente abaixo dos padrões climáticos no sul do Maranhão, do Piauí, sul, sudoeste, oeste e noroeste da Bahia e dentro dos padrões climáticos nas demais áreas da região. O período é caracterizado pelo aumento gradativo das temperaturas a partir da segunda quinzena de setembro. Em setembro, os valores máximos, superiores a 36ºC, ocorrem no centro e norte do Piauí, sul e oeste do Ceará, oeste dos estados do Rio Grande do Norte e Pernambuco; Em outubro e novembro os valores máximos, superiores a 36ºC, ocorrem no centro e norte do Piauí, centro, sul e oeste do Ceará e oeste dos estados do Rio Grande do Norte e Pernambuco. Durante o período os valores mínimos entre 12ºC e 15ºC, ocorrem nas regiões serranas dos estados da Paraíba, Pernambuco e Bahia, podendo chegar a 10ºC em localidades isoladas da Bahia. Prevê-se que as temperaturas fiquem dentro dos padrões climáticos em toda a região. REGIÃO CENTRO-OESTE Climatologicamente as chuvas tem seu início a partir da segunda quinzena de setembro em toda a região, com ocorrência de Veranicos (período de 07 a 15 dias sem chuva) no período. No mês de setembro, os valores máximos de 120 a 180mm encontram-se no extremo sul do Mato Grosso do Sul e os valores mínimos de 20 a 60mm no centronorte do Mato Grosso. Em outubro os valores máximos variam de 180 a 240mm no sul do Mato Grosso do Sul, sul e centro de Goiás; os mínimos variam de 60 a 120mm em grande parte da Região, com exceção do centro e norte do Mato Grosso. Em novembro os valores máximos encontram-se de 180 a 240mm na maior parte do Mato Grosso do Sul, oeste e centro do Mato Grosso; de 240 a 300mm nos estado de Goiás e leste do Mato Grosso; os mínimos de precipitação ocorrem de 80 a 120mm no Mato Grosso do Sul e de 120 a 180mm no estado de Goiás. Prevê-se que o regime pluviométrico ficará dentro dos padrões climáticos em toda a Região, com maior freqüência de Veranicos, nos meses de outubro e novembro.

5 5 Climatologicamente no Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal é o período mais quente do ano. Em setembro as temperaturas máximas ficam entre 33 a 36ºC, no noroeste do estado de Goiás e grande parte do Mato Grosso; as mínimas entre 12 a 15ºC no extremo sul do Mato Grosso do Sul. Em outubro e novembro as temperaturas máximas ficam entre 33 a 36ºC no norte do Mato Grosso do Sul, oeste de Goiás, centro e leste do Mato Grosso; as mínimas variam entre 15 e 18ºC no sul do Mato Grosso do Sul. É previsto que as temperaturas fiquem acima dos padrões climáticos da Região. REGIÃO SUDESTE O período é caracterizado por aumento de nebulosidade e de precipitação, associada à elevação de temperatura. Nesse trimestre o índice pluviométrico aumenta gradativamente, acompanhado de trovoadas e ventos fortes. No mês de setembro, os maiores índices oscilam de 60 a 120mm no centro, norte e oeste de São Paulo, Triângulo, sul e sudeste de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo; os menores índices, abaixo de 20mm, verificam-se no norte e parte do leste de Minas Gerais. Em outubro os maiores índices, de 180 a 240mm, ocorrem no litoral norte e extremo norte de São Paulo e sul do Triângulo Mineiro; os menores índices oscilam de 20 a 60mm no norte de Minas Gerais. Em novembro, os maiores índices oscilam de 240 a 300mm, no estado do Espírito Santo, centro, leste e noroeste de Minas Gerais; os menores índices oscilam de 60 a 120mm em grande parte do estado de São Paulo, sudeste, leste do Rio de Janeiro e norte dos estados do Espírito Santo e Minas Gerais. Prevê-se para o período ligeiramente acima dos padrões climáticos no extremo norte do Espírito Santo, no Leste, Sudeste e Sul de Minas Gerais e dentro dos padrões para as demais áreas da Região. s elevadas são características desse período na Região. No mês de setembro, as temperaturas máximas variam de 30 a 33 C no Triângulo, norte de Minas Gerais e noroeste de São Paulo; nas regiões serranas, de 18 a 24 C e nas demais áreas variam de 24 a 30 C, eventualmente no estado do Rio de Janeiro, as máximas atingem valores superiores à 36ºC; as mínimas nas regiões serranas variam de 6 a 9 C e no restante da região de 12 a 18 C. A partir desse mês as condições meteorológicas são favoráveis à formação de nevoeiros de advecção sobre o litoral do Rio de Janeiro. Em outubro, as temperaturas máximas variam de 30 a 33 C no Triângulo Mineiro, norte e noroeste de Minas Gerais e noroeste de São Paulo; os valores mínimos oscilam de 12 a 16 C na região serrana de São Paulo e Minas Gerais. Em novembro, as máximas variam de 30 a 33 C no noroeste do Espírito Santo,

6 6 no Triângulo Mineiro e norte de Minas Gerais; na região serrana oscilam de 18 a 21 C. As mínimas oscilam de 15 a 18 C no centro, sul e leste de São Paulo, centro e sul de Minas Gerais e na região do Vale do Paraíba e serrana do Rio de Janeiro. Prevê-se para o período temperaturas acima dos padrões climáticos nas regiões Leste, Sudeste e Sul do Estado de Minas Gerais e dentro a ligeiramente acima dos padrões climatológicos nas demais áreas da região. REGIÃO SUL Devido a atuação dos complexos convectivos de meso-escala (CCM), causando pancadas de chuvas de forte intensidade, trovoadas, rajadas de ventos fortes e queda de granizo, as chuvas aumentam de intensidade a partir de setembro nos estados do Paraná e Santa Catarina. No Rio Grande do Sul os índices de chuva permanecem altos, diminuindo em novembro nas áreas mais ao sul do estado. No mês de setembro os mínimos de precipitação oscilam entre 40 e 80mm no noroeste do Paraná; os máximos oscilam entre 180 e 240mm no centro e no norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, com exceção do sudeste, e no sul do Paraná. Em outubro os mínimos de precipitação oscilam entre 60 e 120mm no centro-sul e leste do Rio Grande do Sul, leste de Santa Catarina e no centro-norte e leste do Paraná; os máximos oscilam entre 240 e 300mm no oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná. No mês de novembro os mínimos de precipitação ocorrem no sul do Rio Grande do Sul entre 40 e 60mm, e os máximos ocorrem no noroeste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná entre 180 e 240mm. Prevê-se que a precipitação ficará ligeiramente a acima dos padrões climáticos na região. No início do trimestre o predomínio ainda é de temperaturas mais amenas, inclusive com a ocorrência de geadas. Em meados de outubro começam a predominar as características de verão, mas ainda podem ocorrer entradas de massas de ar frio ocasionando geadas tardias nas regiões mais altas, que são extremamente danosas à agricultura. Em setembro as temperaturas mínimas oscilam entre 9 e 12ºC no sudoeste, centro e nordeste do Rio Grande do Sul, centro de Santa Catarina e centro do Paraná; as temperaturas máximas oscilam entre 27 e 30ºC no noroeste do Paraná. No mês de outubro as temperaturas mínimas variam entre 9 e 12ºC no planalto leste do Rio Grande do Sul e planalto sul de Santa Catarina; as temperaturas máximas oscilam entre 27 e 30ºC no noroeste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e no norte e oeste do Paraná. Em novembro as temperaturas mínimas variam entre 12 e 15ºC no

7 7 planalto leste e serra do Rio Grande do Sul, planalto catarinense e centro-sul do Paraná; as temperaturas máximas oscilam entre 27 e 30ºC no oeste do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina e no norte e oeste do Paraná. Prevê-se que as temperaturas ficarão ligeiramente acima dos padrões climáticos na região. Instituto Nacional de Meteorologia - INMET Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA

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