JUVENTUDE E POLÍTICAS PÚBLICAS: UM DEBATE QUE NÃO PODE SER ADIADO PELA EDUCAÇÃO.

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1 102 JUVENTUDE E POLÍTICAS PÚBLICAS: UM DEBATE QUE NÃO PODE SER ADIADO PELA EDUCAÇÃO. SILVA, Francisco Cláudio de Sousa. Mestrando em Educação pela Unicamp; Professor da rede pública de Educação Básica no Pará; Bolsista Internacional da Fundação Ford. RESUMO A discussão proposta pelo presente texto tem a intenção de elaborar uma abordagem sobre a temática da juventude, a partir do olhar das políticas públicas, numa tentativa de problematizar a visão patológica que compreende os jovens como um problema, portanto, a intenção nessa discussão é propor uma compreensão da juventude como possibilidade, fato considerado um desafio a ser assumido pelas políticas educativas. Palavras-chave: juventude, políticas públicas, educação. INTRODUÇÃO O tema da juventude tem se constituído um campo de debate fortalecido a partir da década de 1990, ganhando projeção e complexidade no espaço público brasileiro. No imaginário social, os jovens têm sido protagonistas da violência, do desemprego, das drogas, das doenças sexualmente transmissíveis, da gravidez na adolescência o que só tem reforçado a representação simbólica da juventude como um problema. A geração dos jovens tem sido caracterizada como apática, descrente, sem ideologias. A visão hegemônica sobre os jovens tem contribuído na estigmatização da condição juvenil, sendo necessário questionar as lentes pelas quais a sociedade tem olhado a juventude, pois, conforme FREITAS e PAPA (2003:38), a sociedade tem atribuído aos jovens problemas, expectativas, desejos que não são seus. Um novo cenário sobre a condição juvenil começa a ser delineado, visando afirmar a necessidade do reconhecimento dos jovens enquanto sujeitos de direitos, o que requer assumir o desafio de se construir políticas públicas que atendam as especificidades dos setores jovens, sem perder de vista as suas diversidades. A problematização da juventude vem mobilizando organizações governamentais, assessorias, coordenadorias, secretarias, possibilitando a criação de programas na tentativa de construir espaços de enfrentamento ao modelo institucional das políticas públicas, que além de negarem a participação juvenil no delineamento das propostas de inclusão social não dispõem de um orçamento próprio para incentivar a criação de projetos dos setores jovens. As ações políticas voltadas à juventude vêm sendo discutidas também pelas organizações não-governamentais e, nesse sentido, organismos como a Ação Educativa, o Instituto Paulo Freire, têm contribuído nas discussões sobre a problemática juvenil destacando a importância de se buscar alternativas que promovam o protagonismo juvenil, através de ações que mobilizem a sociedade civil e o poder público, portanto, focalizam as escolas, as universidades como instituições que podem contribuir nas discussões, possibilitando um olhar para as singularidades da condição juvenil. As propostas apresentadas destacam a importância de se (re) desenhar políticas

2 103 sociais que reconheçam os jovens como sujeitos de direitos, de possibilidades e que podem contribuir com experiências que promovam a desconstrução da concepção de jovem-problema para a construção de uma visão que permita potencializar os jovens como cidadãos de direitos. É preciso pensar os jovens como sujeitos de sua própria história e não apenas meros espectadores desta, pois como afirma FREIRE (2000), só a consciência do mundo e a consciência que o indivíduo tem de si mesmo é que nos faz seres não apenas do mundo, mas no mundo para não só a ele se adaptar. Nessa perspectiva, o presente texto se propõe a uma reflexão sobre o papel da escola como possibilitadora da inclusão juvenil, na busca de alternativas que possibilitem a construção de políticas educacionais fortalecedoras do protagonismo juvenil buscando resgatar a cidadania dos jovens para não serem excluídos, ou seja, para que tenham o direito de terem direitos, como afirma SOUZA (2002:199). JUVENTUDE COMO CATEGORIA SOCIAL A definição do ser jovem tem um lugar social, portanto, ao se falar em juventude é necessário caracterizar o espaço social em que ela está situada, levando em consideração o pertencimento de classe, relações de gênero, estilos de vida, o lugar onde residem, possibilitando um pensar não apenas em juventude, mas em juventudes. Do ponto de vista biológico, o jovem é o indivíduo que está mais longe da morte, portanto, tem maior tempo de vida útil para o trabalho, para a vida, para o lazer. Nessa perspectiva, a juventude está relacionada às etapas da vida infância, adolescência, juventude, maturidade -, como se em todas as sociedades essas etapas estivessem padronizadas da mesma forma, porém, a geração não é determinada apenas cronologicamente, mas em função da cultura e de uma época. Ao falarmos em jovens amazônicos, por exemplo, necessitamos delimitar o espaço geográfico desses sujeitos, as situações pelas quais estão circunstanciados, descrever seus estilos de vida e os desafios que estão colocados a esses indivíduos, tendo em vista que a humanização vai se dando pela impressão do mundo material mediado pelo trabalho. Nesse sentido, não há um sujeito dado, mas construído pelas relações na sociedade. Ao nascermos nos tornamos candidatos à humanidade e pelo processo de humanização nos apropriamos do mundo cultural herdado das gerações anteriores. Ao se apropriar dessa humanidade, o homem transforma o mundo e transforma a si mesmo. Nesse sentido, os pesquisadores convocam a uma reflexão sobre: o que é ser jovem? O que entendemos por juventude? Onde começa e onde termina a juventude? Quando é que se deixa de ser jovem, haja vista que existem disputas sociais na definição do conceito de juventude.há interesses econômicos e políticos que demarcam as fronteiras etárias. Nas definições de juventude sempre há alguém empurrando alguém para ser jovem e não ter poder, ou alguém que está retirando alguém da juventude e levando-o a entrar na maturidade para trabalhar (NOVAES, In: ABRAMO et al., 2002: 47). A Organização Internacional do Trabalho (OIT), define a juventude em dois períodos de vida. A primeira etapa é a adolescência e a segunda etapa é a da juventude. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei n /90, define a adolescência, como o período que vai dos 12 aos 18 anos. Em geral, adota-se a faixa etária dos 15 anos como ponto inicial da adolescência, supondo-se que nessa idade o jovem já tenha alcançado um nível de

3 104 escolaridade que lhe permita o acesso ao mercado de trabalho. Ao atingir os 19 anos de idade, considera-se que o jovem tenha chegado a etapa final da adolescência. A fase da juventude, propriamente dita, inicia-se aos 20 anos de idade. Ao se trabalhar com a temática da juventude é necessária uma compreensão de que as etapas da vida se constituem numa produção histórica, portanto, há diferenças entre os jovens contemporâneos, embora vivam numa mesma sociedade. É necessário delimitar o campo de estudo sobre os jovens, categorizando a juventude na sua diversidade social, para que não se trate do jovem genericamente, visto que o lugar social ocupado pelos jovens, influi na maneira como eles se compreendem ou são pensados socialmente, requerendo uma compreensão dessas singularidades. A RACIONALIDADE DAS POLÍTICAS EDUCATIVAS PARA JUVENTUDE As pesquisas que vêm sendo realizadas na América Latina colocam a necessidade de se construir políticas de juventude e, o sistema educacional é visto como possibilitador de mobilidade social ascendente aos jovens. A política de incorporação dos setores jovens no processo de modernização impulsionou a busca de alternativas de inserção social da juventude em programas educativos, muito embora o Brasil ainda necessite avançar nesse sentido. Ainda não foi garantido aos jovens brasileiros um patamar satisfatório de acesso ao sistema educativo, o que situa o Brasil em franca desvantagem diante de alguns países latinoamericanos... (PAPA e FREITAS, 2003: 58). As políticas educativas pensadas a partir da retórica do desenvolvimento humano, compreendem a importância de se criar estratégias sociais que venham aliviar a pobreza, implementando-se experiências que vinculem educação e trabalho. Porém, essa perspectiva apesar de propor maior acesso das camadas pobres aos serviços sociais, como educação e saúde, recebe severas críticas pautadas no princípio de que embora a educação possa ajudar pessoas pobres a deixarem a pobreza, é preciso tirar a própria educação do estado de pobreza. Nessa perspectiva, as políticas sociais passam a serem orientadas com base em uma racionalidade que se impõe através de um metabolismo social em defesa do grande capital que foi introduzido em todas as esferas públicas. Na ótica do capital humano, a educação é vista como fator de mobilidade social, ou seja, quanto maior os investimentos em escolaridade, treinamento, maiores serão as chances dos indivíduos melhorarem de vida. Nesse sentido, coloca FRIGOTTO (1984:61), que o mérito é o definidor em termos de talentos individuais, devendo os sujeitos suportarem privações iniciais com longos anos de escolaridade, condição necessária para se galgar os postos de elite. se ancoram no neopragmatismo e na busca do consenso, na adaptação e na continuidade da racionalidade que preside a atual reprodução social da vida humana, utilizando-se como meio para formação do indivíduo e desenvolvimento de habilidades e percepção, e não o conhecimento da realidade e das mudanças sociais e culturais (SILVA Jr., 2002:82). O que interessa à economia capitalista é o homo economicus, ou seja, o indivíduo que dispõe de um conjunto de faculdades a serviço do mercado e assim possa estar preparado às multifuncionalidades impostas pela

4 105 empresa no intuito de garantir o funcionamento da economia mundial e, nesse entendimento, o homem constitui-se numa abstração genérica, a-histórica, cujas satisfações se dão unicamente pelas vias do consumo. Por essa razão, elabora-se uma defesa em prol da formação de um trabalhador polivalente, supervalorizando os aspectos cognitivos para que os indivíduos sejam capazes de lidar com novos conceitos, comunicar-se bem para atuarem em diferentes situações dentro da empresa, ou seja, o trabalhador deve mobilizar seu ser para realizar seu trabalho com versatilidade e assumir multitarefa. Essa nova racionalidade impõe uma cultura política sobre o trabalho fundada no neopragmatismo e na ciência instrumental, mobilizando crenças que levam os indivíduos a acreditarem na obtenção de um mundo melhor pelas vias do mercado, responsabilizando-os pela sua qualificação como exigência para o sucesso pessoal. No entanto, as críticas sobre essa idéia propõem uma inversão à lógica ao capital humano que associa escolaridade e equidade, onde o fator H encontra-se determinado por anos de escolaridade ou treinamento, dissimulando as outras variantes sociais que influenciam a escolarização à medida que coloca o econômico como determinante da trajetória escolar. As críticas elaboradas sobre o capital humano esclarecem que o rendimento escolar dos indivíduos encontra-se influenciado pelos fatores ambientais, nutrição, situação das condições dos sistemas de ensino, como: escola, professores, equipamentos, tecnologia educacional, currículos, programas e nesse sentido o fator econômico é o maior responsável pela trajetória escolar, portanto, ao invés do fator econômico ser determinante da escolarização, é a própria escolarização que se encontra determinada pelo econômico, ou seja, a trajetória escolar não é a única condicionante para a melhoria das condições vida, de emprego, quando ela também se encontra determinada pelas variantes de ordem econômica. a escolarização é posta como determinante da renda, de ganhos futuros, de mobilidade de equalização social pela equalização das oportunidades educacionais (...) e o acesso a escola, a permanência nela e o desempenho em qualquer nível são explicados fundamentalmente pela renda e outros fatores que descrevem a situação familiar (FRIGOTTO, 1984: 31-32). Os estudos têm demonstrado que o desemprego é sinônimo da pobreza em que vivem os países latino-americanos e não apenas resultado da baixa qualificação dos indivíduos. As estatísticas revelam que no ano de 1977, o desemprego na América Latina aumentou para 7,5%. A Organização Internacional do Trabalho coloca que embora 65% dos empregados latino-americanos trabalhem em microempresas eles são temporários, ou seja, não têm contratos fixos de trabalho vivendo em condições de subemprego, conforme RIVERO (2000: 28-29). Os defensores do capital humano culpabilizam os indivíduos pelo desemprego, justificado pelo baixo nível de escolaridade, partindo da premissa de que o desemprego afeta apenas os trabalhadores desqualificados, negando que a política de transnacionalização econômica flexibilizou as industriais nacionais, expulsando as forças de trabalho e, nesse sentido, tem sido freqüente em cidades latinoamericanas a presença de engenheiros, docentes e outros profissionais assumindo funções como de taxistas, aumentando o nível de sobreeducação, ou seja, pessoas

5 106 que têm escolaridade superior à qualificação requerida pela função, portanto, não é possível afirmar que com mais educação e qualificação, haverá possibilidades de emprego se não modificarem as tendências da demanda de emprego, geradas pelo contexto das políticas sócioeconômicas (RIVERO, 2000: 29). Os índices do desemprego latino - americano mostram que a juventude e as mulheres são os mais afetados. De acordo com a OIT, o desemprego juvenil em 1997 oscilava entre 9,1% no México, na Argentina 36,9%, no Equador 20%, na Colômbia 36,4% e no Brasil 11%, em grupos etários menores de 19 anos. Revelam também que os jovens com menor nível de escolaridade, têm mais dificuldades para entrarem no mercado de trabalho. O nível de desemprego mostra que de 4 pessoas desempregadas, 3 não completaram o ensino secundário. As pesquisas mostram ainda que na Venezuela e Colômbia o nível de escolaridade entre os jovens não chegava a nove anos. No Brasil, o nível de escolaridade é o mais baixo da América Latina, representando uma média apenas de 6 anos, o que reforça a necessidade de se construir políticas para a juventude que estejam preocupadas com essas questões. O Século XXI iniciou-se com 700 milhões de pessoas desempregadas ou subempregadas. O número de jovens que procuram emprego superou a 38 milhões a cada ano. As agências das Nações Unidas, através da OIT demonstram que o desemprego é uma preocupação mundial, tendo em vista que a falta de poder aquisitivo gerado pela pobreza e pelo desemprego no mundo impede a economia mundial de se converter num verdadeiro supermercado global. O Relatório da UNESCO concluído em 1996 pela Comissão de Educação para o Século XXI, coordenada por Jacques Delors, considera a educação como estratégia para enfrentamento da pobreza. Ela é vista como potencializadora das mudanças econômicas e sociais, portanto, um maior acesso às oportunidades educacionais contribuirá para uma maior inserção na sociedade do conhecimento, no mundo dito complexo, apregoado pelo apologistas do mercado mundial. A Conferência Mundial de Educação para Todos, realizada em Jomtiem, Tailândia em 1990, firmou a educação como princípio emancipador dos povos e como chave para consolidação da democracia no mundo, portanto, sendo a lei do mercado a reguladora das políticas, explica-se, portanto os fatos que levaram o Estado nacional a abrir mão das empresas que estavam sob o seu controle em favor do mercado. O Estado afastou-se da sociedade civil. Ele não tem assumido responsabilidade na profissionalização dos jovens e, a educação tem sido utilizada como subterfúgio para justificar as desigualdades sociais e o desemprego no mundo. O PROTAGONISMO JUVENIL NA AGENDA GOVERNAMENTAL A questão juvenil passou a ganhar maior visibilidade na agenda política com o processo de democratização da América Latina, no final da década de 1980, que teve os jovens como protagonistas na revitalização da democracia através dos movimentos estudantis. O ano de 1985 foi considerado o Ano Internacional da Juventude, colocando a questão juvenil como tema específico na agenda governamental. Já na década de 1950, a expansão educacional promovida pelos Estados nacionais buscava ampliar as oportunidades de tempo livre dos jovens,

6 107 preparando-os para o mundo adulto, o que possibilitou a implementação de políticas na América Latina que visavam à incorporação maciça de meninos, adolescentes, jovens no ensino primário e médio. Nessa perspectiva, segundo BANGO apud FREITAS e PAPA (2003), o Estado Nacional constituía-se numa instância unilateral e ator excludente na formulação e implementação de políticas de controle social dos jovens identificados como pobres, delinqüentes, infratores, donde surgiu a categorização infantojuvenil. Nos anos de 1960 e 1970, com a instalação das ditaduras militares na América Latina, a mobilização juvenil assumia uma postura contestatória no sistema autoritário que se implantava na sociedade latino-americana. As organizações juvenis somaram-se às mobilizações populares, influenciando o surgimento dos movimentos de controle contra a mobilização da juventude, implementando a repressão e supressão do protagonismo juvenil. Com a transição democrática na década de 1980, os governos na ansiedade de atender as demandas sociais postergadas em décadas anteriores e na correria pelo ajuste econômico, propunha a reestruturação das economias nacionais. Nesse contexto, os acordos de paz viam os jovens numa situação de vulnerabilidade evidenciada pelos movimentos urbanos, como as gangues juvenis, portanto, era necessário implementar políticas compensatórias de reintegração dos jovens-problemas na sociedade. os notórios problemas gerados pelos programas de ajuste, em termos de condições materiais de qualidade de vida da população, puseram-se em prática diversos programas de combate à pobreza, baseados na transferência de recursos aos mais empobrecidos,... (BANGO, In: FREITAS e PAPA, 2003: 44). Na década de 1990 emerge um novo modelo de políticas juvenis, preocupado com a incorporação dos jovens excluídos do mercado de trabalho sob a égide do capital humano, na tentativa de recuperar a década perdida, valorizando o conhecimento como condição para o crescimento econômico. A tese central da teoria do capital humano consiste em vincular educação e desenvolvimento econômico. Nessa sentido, conforme coloca FRIGOTTO (1984:40-41), a educação é o principal capital humano sendo concebida como produtora da capacidade de trabalho e potencializadora do fator econômico. Nesse cenário, O Banco Interamericano para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), passou a financiar programas de capacitação de jovens para o emprego e como exemplo, implementou no Chile o Programa de Capacitação Trabalhista para Jovens, intitulado Chile Jovem, iniciado em 1990 e que depois foi copiado pela Argentina, a Venezuela, o Peru, a Colômbia e o Uruguai. As políticas de institucionalidades da juventude constituem-se um marco na década de 1990, impulsionando a instalação de organismos governamentais na América Latina voltados ao atendimento das demandas juvenis, sendo o Brasil e Honduras uma exceção dessas medidas. A criação da Organização Iberoamericana da Juventude (OIJ), com status de organismo de direito internacional emerge como fortalecedora das políticas de juventude e, como suporte à construção e consolidação dos organismos nacionais de juventude, atuando no desenvolvimento de ações no campo da qualificação de recursos humanos; apoiando o protagonismo juvenil

7 108 no âmbito acadêmico e promovendo estudos sobre a condição juvenil, contribuindo para ampliação do campo conceptual na elaboração de políticas para os setores jovens. A institucionalidade da juventude tem como desafio, o rompimento com a setorização das políticas de juventude, promovendo um enfoque de políticas que transcendam a visão estigmatizada da condição juvenil, buscando abandonar a lógica estatal que se impõe às políticas de juventude, rumo a uma política pública para os setores jovens que se proponha a pensar esses indivíduos como uma categoria social circunstanciada pelas relações históricas, numa superação da visão patológica que circula na sociedade sobre os jovens. CONSTRUINDO POLÍTICAS DE JUVENTUDE NA EDUCAÇÃO A construção de políticas de juventude requer uma compreensão do papel que o Estado incorpora ao se constituir em agência dos interesses dominantes já que a ele estão delegados os mais altos níveis de autoridade e legitimidade política, portanto, a contestação dos instrumentos políticos acontece pela interlocução da sociedade civil com o Estado enquanto legitimador da ordem. Autores como ABAD (In: ABRAMO et al, 2003: 14-15), colocam que a política pública deve constituir-se numa atividade pela qual a sociedade questiona a validade de suas instituições e, nesse sentido é traduzida como mecanismo pelo qual os setores subordinados da sociedade se reconhecem como capazes de influenciar no seu destino através da mobilização social, dessa forma uma política se faz necessária quando uma situação determinada requeira solução por meio dos instrumentos de ação política, ou seja, da ação que tem como finalidade a formação de decisões coletivas que, uma vez tomadas se convertem em vinculadoras de toda a coletividade. Uma determinada problemática que demanda intervenção da sociedade civil pode constituir-se num problema político, exigindo a participação de atores sociais capazes de exercerem pressão na agenda governamental, o que requer a mobilização de recursos localizados que visem atender categorias que se definem a partir de um nível de necessidade. Nesse sentido, as políticas de juventude necessitam ser compreendida como um exercício de reflexão das macro políticas, no intuito de contribuir no desvelamento das interpretações institucionalizadas que constroem os problemas políticos entre os jovens e a sociedade. As políticas públicas devem assumir como finalidade a expansão da cidadania que a cada dia vem sendo negada aos cidadãos em detrimento à lógica economicista. Uma análise das políticas de juventude construídas na América Latina demonstra que elas têm sido pautadas no princípio de exclusão, portanto, têm como meta a integração dos jovens ao mundo adulto como condição para aquisição de experiências, categorizando a juventude numa etapa de transição entre a infância e a maturidade, portanto, uma fase de vida marcada pela imaturidade, inexperiência. No cenário de mudanças proposto pelas políticas educacionais, o analfabetismo que atinge milhões de jovens e adultos na América Latina, não pode continuar sendo tratado como atributo dos próprios indivíduos, refletindo a falta de seriedade com que as políticas governamentais têm tratado essa questão, estigmatizando os sujeitos que não puderam ter acesso a escola na idade própria, conforme coloca a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 9394/96, portanto, a alfabetização precisa ser compreendida como um direito

8 109 à cidadania de jovens e adultos. Uma política pública preocupada com a alfabetização das camadas desfavorecidas da sociedade necessita ter como premissa o resgate dos jovens e adultos à condição de direitos, portanto, a política de alfabetização para as camadas populares não pode ser tratada como um treinamento reduzido a alguns meses, mas como uma justiça social numa realidade subordinada aos ditames do capital, superando a concepção de políticas compensatórias. A construção de políticas de alfabetização no Brasil não pode interpretar a erradicação do analfabetismo como uma enfermidade ou uma chaga que pode ser aliviada com qualquer curativo expresso pelo treinamento, mas compreender o sujeito analfabeto como fruto de uma sociedade de desiguais, onde o sentido da humanização vem perdendo seu significado em troca do consumo, portanto, alfabetizar não pode está reduzido ao mundo do mercado, com interesses de aumentar o consumo no supermercado global, mas resgatar a cidadania de homens e mulheres que vivem nas cidades interioranas e grandes centros desse imenso país o Brasil, na condição de sujeitos negados do ato de ler e escrever. O processo de alfabetização precisa tornar-se um ato emancipador de milhões de sujeitos de mãos calejadas pelo trabalho e que na idade própria em que deveriam estar matriculados numa escola, estavam construindo a história de uma Nação que no contexto atual foi transnacionalizada com o rompimento das fronteiras econômicas, tornando o habitat mundial numa grande aldeia global, marcada pela fome e pela miséria. A alfabetização de jovens e adultos necessita considerar experiências nãogovernamentais já implantadas no Brasil, mas que foram desconsideradas pelo Estado. Nesse sentido, a busca por uma política de alfabetização precisa constituirse numa luta diária dos educadores comprometidos com a melhoria social, compreendendo que a construção do saber se dá a partir da realidade desafiadora em que vivem os jovens e adultos, portanto, requer a superação de modelos institucionais que se constituem em pacotes negadores da capacidade criadora dos sujeitos. A política de alfabetização de jovens e adultos comprometida com mudança social, precisa superar o simples letramento do tipo: Ada deu o dedo ao urubu, pois conforme coloca FREIRE (1977:15), em nenhum lugar do mundo se tem o conhecimento de que alguém tenha convidado um urubu a pousar no seu dedo, o que demonstra que um pacote de alfabetização mata a possibilidade de homens e mulheres se reconhecerem como parte da história O aprendizado da leitura e da escrita não pode ser feito como algo paralelo ou quase paralelo à realidade concreta dos alfabetizandos [pois] nenhuma prática educativa se dá no ar, mas num contexto concreto, histórico, social, cultural, econômico, político (FREIRE, 1977: 16-17). Nesse sentido, compreendemos que as políticas públicas para a juventude necessitam desconstruir a imagem estereotipada do jovem como um problema um inapto, desmistificando a imagem de eficiência social apregoada pelo mercado que diariamente desperta os desejos dos jovens com as novas tendências do mercado do mundo da moda, tratando a juventude como meros objetos de consumo, numa sociedade marcada pelo desemprego. Na retórica das políticas oficiais os adultos também são vistos como pessoas que já passaram da idade de aprender, têm menor tempo útil de vida para o mercado,

9 110 portanto, pensar numa política de formação continuada para os adultos representa num investimento de baixo retorno econômico reforçando a implementação de políticas de alfabetização pelas vias do treinamento. As políticas de alfabetização não podem continuar tratando os jovens e adultos como sujeitos únicos. As experiências de EJA demonstram na prática, as dificuldades que o professor tem quando trabalha com jovens e adultos numa mesma sala de aula, com expectativas de vida diferenciadas, o que requer um desafio a ser assumido por uma política pública que não esteja subordinada à lógica da eficiência social. É preciso, portanto, apontar um novo caminho para a construção de políticas públicas que tratem a condição juvenil e os adultos como sujeitos de direitos, num país que precisa resgatar o potencial criador de seu povo. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABRAMO, Helena Wendel et al (orgs.) Juventude em Debate. 2 ª ed. São Paulo: Cortez, DI PIERRO, Maria Clara. Ação Educativa assessoria, pesquisa e informação. In: Educação em Revista: Dossiê Educação de Jovens e Adultos. Vol. 32, Belo Horizonte, dez/2000. DELORS, Jacques. Educação: um tesouro a descobrir (Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI). 8 ª ed. Brasília, DF: MEC: UNESCO, FREIRE, Paulo. Ação Cultural para a Liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, Pedagogia do Oprimido. 36 ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, Pedagogia da Indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: Cortez, Autores Associados, FRIGOTTO, Gaudêncio. A produtividade da Escola Improdutiva: um (re) exame das relações entre educação e estrutura econômico-social e capitalista. São Paulo: Cortez, Autores Associados, FREITAS, Maria Virgínia e PAPA, Fernanda de Carvalho (Org.). Políticas Públicas: Juventude em debate. São Paulo: Ação Educativa: Fundação Friedrich Ebert, GENTILLI, Pablo e MCCOWAN, Tristan (orgs.) Reinventar a escola pública: política educacional para um novo Brasil. Petropólis, RJ: Vozes, GADOTTI, Moacir e ROMÃO, José Eustáquio. (Orgs.) Educação de Jovens e Adultos: Teoria, prática e propostas. 2 ª ed. Revista. Cortez: Instituto Paulo Freire, OZELLA, Sérgio (Org.) Adolescências construídas: a visão psicológica sóciohistórica. São Paulo: Cortez, POCHMANN, Márcio. O emprego na globalização: a nova visão internacional do trabalho e os caminhos que o Brasil escolheu. São Paulo: Editorial Bom Tempo, RIVERO, José. Educação e Exclusão na América Latina: reformas em tempos de globalização. Brasília: Universa, RIBEIRO, Cláudia e CAMPOS, Maria Teresa de A. (orgs.). Adolescências e Participação social no cotidiano das escolas. Campinas: Mercado das Letras, SILVA JR., João dos Reis. Reforma do Estado e da Educação no Brasil de FHC. São Paulo: Xamã, 2002.

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