Desenho e Projeto de tubulação Industrial

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1 Desenho e Projeto de tubulação Industrial Módulo I Aula 08

2 1. PROJEÇÃO ORTOGONAL Projeção ortogonal é a maneira que o profissional recebe o desenho em industrias, 1

3 onde irá reproduzi-lo em sua totalidade, ou seja, é a representação gráfica de objetos tridimensionais em superfícies planas de modo preciso e fidedigno, afim de demonstrar sua verdadeira grandeza. Para que a projeção ortográfica seja realizada são necessários três elementos: O modelo, o observador e o plano de projeção MODELO Objeto a ser reproduzido. Deve ser representado de maneira que fique exposto o máximo possível ou na posição funcional e ainda se atuar em conjunto, na posição ocupada. Exemplos: 1.2. OBSERVADOR Como o próprio nome diz, é aquele que observa o modelo em todos os plano de diferentes ângulos, objetivando desenhar-lo. Graficamente é comum encontrarmos uma seta indicando a direção que o modelo é observado. Exemplos: 1.3. PLANO DE PROJEÇÃO É a superfície onde o modelo é projetado. Em desenhos técnicos em um único plano usamos dois planos básicos que representam as projeções dos modelos, sendo, plano vertical e plano horizontal, que se cortam perpendicularmente e podem ocupar várias posições no espaço dividindo-se em quatro regiões dando origem assim aos diedros. Entretanto para que um objeto seja representado na integra é preciso conhecer todos os seus elementos em verdadeira grandeza, sendo assim, ao utilizarmos sólidos geométricos 2

4 ou objetos tridimensionais, por exemplo, faz se necessário mais um plano de projeção o plano lateral que é perpendicular tanto ao plano vertical quanto ao horizontal. Os planos de projeção serão explicados de maneira mais detalhada adiante. Exemplos: 1.4. DIEDROS É a região limitada por dois semiplanos perpendiculares entre si, sendo um na horizontal e outro na vertical e é numerado no sentido anti-horário. Esse método de representar objetos em dois semiplanos perpendiculares entre si é conhecido também como método mongeano. Na maioria dos países inclusive no Brasil, que utilizam o método mongeano adotam a projeção ortográfica no primeiro diedro de acordo com as normas da ABNT, porém existem países onde o terceiro diedro é mais comum. Desse modo fica mais fácil tomarmos como base apenas o primeiro diedro que é o utilizado em nosso país. Exemplos: Para saber em qual diedro está representado o desenho técnico deve-se atentar ao símbolo que sempre aparecerá nas folhas de desenho técnico. Desse modo temos: 3

5 SÍMBOLO 1º DIEDRO SÍMBOLO 3 DIEDRO 1.5. ANÁLISE DO MODELO NOS PLANOS DE PROJEÇÃO É importantíssimo analisarmos o modelo primeiro de maneira seguimentada, plano por plano, para um melhor entendimento e posteriormente de forma simultânea, ou seja inicia-se avaliando nos três planos de projeção, onde cada projeção recebe um nome diferente conforme o plano que aparece representada de maneira que a projeção do desenho: - No plano vertical dá origem a vista frontal: Exemplo: - No plano horizontal dá origem a vista superior: Exemplo: - No plano lateral dá origem a vista lateral esquerda: 4

6 Exemplo: É IMPORTANTE LEMBRAR QUE NOS BASEAMOS NO PRIMEIRO DIEDRO. Ao analisarmos um modelo nos três planos de projeção de forma simultânea o entendimento torna-se mais fácil se traçarmos linhas que ajudam a relacionar os elementos do modelo nas diferentes vistas, denominadas: - LINHAS PROJETANTES: São linhas estreitas que partem perpendicularmente dos vértices do modelo até os planos de projeção. Exemplo: 5

7 - LINHAS PROJETANTES AUXILIARES: São as demais linhas que ligam as projeções nos três planos. Exemplos: As vistas do objeto formam a representação gráfica do objeto. Cada vista recebe um nome. O nome das vistas depende do plano em que as faces forem projetadas. a) Elevação b) Planta c) Lateral Esquerda 6

8 A vista está representada no plano VERTICAL. A representação no plano VERTICAL chama-se vista em ELEVAÇÃO. A vista está representada no plano HORIZONTAL. A representação no plano HORIZONTAL chama-se vista em PLANTA. 7

9 A vista está representada no plano LATERAL. A representação no plano LATERAL chama-se vista LATERAL. _ MÉTODO DE PROJEÇÃO ORTOGONAL ILUSTRAÇÃO 8

10 9

11 10

12 Atividades Cada peça em perspectiva abaixo é acompanhada de quatro projeções. Identifique apenas três projeções de cada peça, escrevendo dentro dos círculos. Letra E para as vistas em Elevação Letra P para as vistas em Planta Letras LE para as vistas laterais esquerdas 11

13 12

14 13

15 Completar as lacunas da tabela abaixo de acordo com as respectivas vistas correspondentes: 14

16 2. PERSPECTIVAS Ao olharmos a um objeto, ou visualizar uma fotografia, conseguimos visualizar a largura, altura e comprimento deste objeto, para que possamos ter um maior entendimento, foi desenvolvido métodos para representação gráfica destas vista, que chamamos de Perspectiva. Ela representa graficamente as três dimensões em um só plano, que seria a Largura, Altura e Comprimento. Existem alguns tipos de representação em perspectiva, vejamos abaixo: Em todas as representações citadas acima, a que melhor representa o objeto é a Perspectiva Isométrica, pois não tem deformações, ela mantém as mesmas proporções, tanto na largura, quanto na altura e comprimento. Analise os modelos abaixo e faça um X naqueles que apresentam elementos paralelos. 15

17 16

18 17

19 3. COTAGEM Cotagem é a indicação das medidas da peça em seu desenho. Para a cotagem de um desenho são necessários três elementos: a=linhas de cota, b=linhas auxiliares e c=cotas Linhas de cota são linhas contínuas estreitas, com setas nas extremidades; nessas linhas são colocadas as cotas que indicam as medidas da peça. A linha auxiliar é uma linha contínua estreita que limita as linhas de cota. Deve ser ligeiramente prolongada além da linha de cota e deve-se deixar um pequeno espaço entre ela e o desenho. As pontas das flechas deverão ter um comprimento de 2 a 3 mm e abertura de 30 18

20 3.1. APLICAÇÃO DE COTAGEM Todas as medidas são expressas em mm. Quando houver necessidade de expressar as medidas em outra unidade é preciso indicar essa unidade O sinal Ф indica o diâmetro. Dispensa, em muitos casos, outras vistas. Colocar sempre as cotas partias (A) e a total ( B). 19

21 A letra R inala o raio e deve preceder a relativa cota. Para os grandes raios a linha de medida pode ser quebrada em 2 trechos paralelos como em A e B. As cotas longitudinais devem ser colocadas em pé e as transversais legíveis pela direita. As linhas de cota deveriam ser interrompidas para a colocação da mesma, (A) porém normalmente usa-se a disposição (B). 20

22 As linhas de chamada, quando necessário, podem ser inclinadas para não se confundirem com as linhas de contorno. Na impossibilidade de colocar flechas usar uma das disposições acima Evitar arredondamentos convexos e chanfros côncavos As cotas dos chanfros devem ser precedidas pelas letras ' Ch", e as dos arredondamentos pela letra "r". Colocar as cotas, sempre que possível, fora do desenho, evitando o cruzamento das linhas de cota com as linhas de chamada A = certo B = errado 21

23 As linhas de cota de grandes diâmetros podem ser interrompidas de um lado. Não colocar as flechas em hachurado. Indicar a distância entre os centro dos furos e não entre as paredes a b = certo c d = errado As cotas não devem ser cortadas pelos eixos, mas colocadas aos lados destes. 22

24 Evitar a marcação de cotas no setor hachurado. Interromper o hachurado em correspondência do número de cota. A colocação de cotas em arcos se efetua como acima. 23

25 Evitar de colocar em planta mais de duas cotas que passem pelo centro 24

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