Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Regional de São Paulo

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1 Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Regional de São Paulo Formação Inicial e Continuada (Decreto Federal nº 5154/04 e Lei Federal nº 11741/08) PLANO DE CURSO Área: METALMECÂNICA Aperfeiçoamento Profissional: DESENHO TÉCNICO MECÂNICO SÃO PAULO

2 Formação Inicial e Continuada - Plano de Curso de Aperfeiçoamento Profissional - SENAI-SP, 2009 Diretoria Técnica Coordenação Gerência de Educação Elaboração Gerência de Educação Escola SENAI A Jacob Lafer 2

3 SUMÁRIO I. APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL - DESENHO TÉCNICO MECÂNICO... 5 a) Objetivo...5 b) Requisitos de Acesso...5 c) Perfil do Aperfeiçoamento Profissional Desenho Técnico Mecânico...5 II. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR... 6 a) Quadro de Organização Curricular...6 b) Conteúdo programático...6 c) Enfoque didático-pedagógico...14 d) Ementa de conteúdo formativo...15 e) Organização de turmas...16 III. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO IV. CRITÉRIOS DE APROVEITAMENTO DE CONHECIMENTOS E EXPERIÊNCIAS ANTERIORES V. INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS VI. PESSOAL DOCENTE E TÉCNICO VII. CERTIFICADOS

4 4

5 l. APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL Desenho Técnico Mecânico a) Objetivo O Curso de Aperfeiçoamento Profissional Desenho Técnico Mecânico tem por objetivo o desenvolvimento de competências relativas à habilidades interpretativas de desenho e de técnicas básicas de traçado a partir de necessidades da prática profissional. b) Requisitos de Acesso Os candidatos ao curso devem: ter concluído 6ª série do Ensino Fundamental; ter, no mínimo, 14 anos completos. c) Perfil do Aperfeiçoamento Profissional Interpreta desenhos técnicos, manuseando instrumentos de desenho, escrevendo com caracteres normalizados, desenhando a mão livre e com instrumentos, distribuibuindo medidas nos desenhos, representando vistas em cortes e em escalas de acordo com normas e especificações técnicas, obtendo a representação definitiva do produto. 5

6 ll. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR d) Quadro de Organização Curricular LEGISLAÇÃO UNIDADES CURRICULARES CARGA HORÁRIA TOTAL (HORAS) Desenho Técnico e Artístico 2 Material e Instrumentos 1 Caligrafia Técnica 3 Figuras e Sólidos Geométricos 3 Perspectiva Isométrica 9 Projeção Ortográfica 9 Cotagem 4 Lei Federal n o 9394/96 Decreto Federal nº5154/04 Lei Federal nº11741/08 Supressão de Vistas 6 Corte Total e Meio Corte 6 Escala 2 Construções Geométricas 2 Rugosidade Superficial 3 Corte 6 Casos Especiais de Projeção Ortográfica 6 Elementos Padronizados de Máquinas 6 Tolerância Dimensional 5 Tolerância Geométrica 2 Conjuntos Mecânicos 9 Carga Horária Total 84 6

7 e) Conteúdos Programáticos Desenho técnico e Artístico Material e instrumentos Papel: - formatação normalizadas; Lápis: - tipos; - empregos. Escala e graduação: - em mm; - em polegada. Outros instrumentos: - características; - funções; - manejo. Caligrafia Técnica Largura das linhas para a escrita; Traçado de caracteres proporções: - letras maiúscula; - letras minúsculas; - numerais. Figuras e sólidos geométricos Ponto, linha e reta; Superfície plana e figura plana; Cubo pirâmide e prisma Cilindro, cone e esfera. 7

8 Perspectiva Isométrica Definição; Eixo isométrico de modelos: - prismáticos; - cônicos; - cilíndricos. Projeção Ortográfica De figuras e sólidos geométricos em três planos; Linhas convencionais; - contornos e arestas visíveis; - contornos e arestas não-visíveis; - linhas de centro; - linha de simetria. Cotagem Definição; Elementos; Detalhes: - angulares; - circulares; - em arcos de círculos; - cônicos. Simbologia de: - diâmetro; - raio; - esférico; - quadrado; - superfície plana; 8

9 Por faces de referência; Por linhas básicas; Furos espaçados igualmente; Espaços reduzidos; Coordenadas. Supressão de Vistas Semelhantes; Diferentes; Por notação; Por sinais. Corte total e meio corte Definição; Elementos: - linhas; - hachuras. Planos de corte na vista: - frontal; - superior; - lateral esquerda. Escalas Definição; Natural; Ampliação; Redução. 9

10 Construções geométricas Perpendiculares e paralelas; Mediatriz de um segmento; Bissetriz de um ângulo; Divisão em partes iguais de: - segmento de retas; - ângulo reto; Polígonos inscritos; Tangente e concordância; Falsa elipse; Divisão de circunferência pelo processo Bion. Rugosidade superficial Definição; Rugosidade; - classes; - simbologia. Qualidade da superfície de acabamento tabela; Indicações de tratamento: - processo de fabricação; - tratamentos superficiais; - tratamento térmico. Recartilhado: - tipos; - indicação; - tabela. 10

11 Corte Composto; Parcial; Seção; Encurtamento; Omissão. Casos especiais de Projeção ortográfica Vistas laterais: - direita; - direita esquerda. Vistas especiais: - vista auxiliar; - vista auxiliar simplificada; - rotação de detalhes; - vista especial com indicação. Projeção no 3º diedro. Elementos padronizados de máquinas Roscas: - características; - representação simplificada; - cotagem e indicação de roscas; - tabela rosca métrica, whitworth e gás; - proporções para representação de parafusos e porcas. Molas: 11

12 - tipos; - representação simplificada; - cotagem. Rebites: - tipos e proporções; - costuras e proporções. Solda: - desenho e representação; - simbologia. Chavetas: - tipos; - tabela de proporções. Polias e Correias: - correia e polias em V ; - tabela dimensões normais das polias múltiplas. Rolamentos: - tipos e aplicações; - representação. Engrenagens: - tipos; - desenho de representação; - características dos dentes de engrenagens; - características e formas de cotagem; - fórmulas e traçado de dentes de engrenagens; - cremalheira. 12

13 Tolerância dimensional Conceitos na aplicação de medidas com tolerância: - medida nominal; - medida com tolerância; - medida efetiva; - dimensão máxima; 1. - dimensão mínima; - afastamentos superior e inferior; - campo de tolerância. Indicação de tolerância Tolerância ISSO ( International Standard Organization ): - campo de tolerância; - qualidade de trabalho; - grupos de dimensões; - ajustes; - ajustes recomendados tabela. Cotagem com indicação de tolerância. Tolerância geométrica Símbolos; Tolerância de forma; Tolerância de posição; Tolerância de orientação; Tolerância de batimento; Tabela símbolos e aplicações. 13

14 c) Enfoque didático-pedagógico Os processos de ensino e de aprendizagem deverão ser desenvolvidos com a utilização de diferentes métodos, estratégias e técnicas, tendo em vista a aquisição de capacidades técnicas, sociais, organizativas e metodológicas e conhecimentos definidos como conteúdo formativo e necessário para o desempenho profissional de Desenho Técnico Mecânico. Dessa forma, o curso deverá ser desenvolvido a partir da proposição de situações contextualizadas e desafiadoras, tais como situações-problema que envolvam tarefas, operações ou ensaios e que para isso necessite: Utilizar instrumentos de confecção de desenho, Desenvolver produtos utilizando técnicas de desenho e de representação normalizadas. Assim, toda e qualquer ação docente, tendo em vista o desenvolvimento das aulas, deve ser planejada considerando as capacidades técnicas definidas na ementa de conteúdo formativo da unidade curricular, tendo em vista as competências explicitadas no perfil do aperfeiçoamento profissional. 14

15 d) Ementa de conteúdo formativo MÓDULO DE APERFEIÇOAMENTO Desenho Técnico Mecânico Unidade Curricular: Desenho Técnico Mecânico - 84 horas CONTEÚDO FORMATIVO Capacidades Técnicas 1 Exemplos da área eletroeletrônica Elaborar desenhos de componentes mecânicos; Interpretar desenhos de fabricação de peças e componentes mecânicos; Elaborar croquis para execução de peças e componentes mecânicos a partir de peças-amostras; Interpretar simbologia normalizada de tolerâncias de forma e posição; Interpretar desenhos em diferentes escalas; Interpretar desenhos de peças e componentes em diferentes tipos de cortes. Capacidades sociais, organizativas e metodológicas 2 Trabalhar em equipe e individualmente; Consultar tabelas técnicas; Ter racicínio lógico; Ser analítico; Ter atenção a detalhes; Ser organizado. Conhecimentos Desenho técnico e artístico; Materiais e instrumentos para desenho; Caligrafia técnica; Figuras geométricas; Projeções ortográficas; Perspectivas isométricas; Cotagem; Supressão de vistas; Tolerância dimensional e geométrica; Rugosidade; Escalas; Cortes (Total, meio corte e parcial); Construções geometrias; Casos especiais de projeção ortográfica; Elementos padronizados de máquinas; Conjuntos mecânicos. Ter postura física; Conservar equipamento; 15

16 e) Organização de turmas As turmas devem ser organizadas com um número máximo de alunos em função da capacidade dos ambientes pedagógicos e com um número mínimo que garanta a auto-suficiência do curso, considerando, prioritariamente, a qualidade dos processos de ensino e de aprendizagem e o desenvolvimento das aulas dentro do enfoque didático-pedagógico proposto. lll. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO Os critérios de avaliação, promoção, recuperação e retenção de alunos são os definidos pelo Regimento Comum das Unidades Escolares SENAI, aprovado pelo Parecer CEE nº 528/98, e complementados na Proposta Pedagógica da unidade escolar. lv. CRITÉRIOS DE APROVEITAMENTO DE CONHECIMENTOS E EXPERIÊNCIAS ANTERIORES Em conformidade com o artigo 11 da Resolução CNE/CEB nº 4/99, a Unidade Escolar: poderá aproveitar conhecimentos e experiências anteriores, desde que diretamente relacionados com o perfil profissional de conclusão da respectiva qualificação ou habilitação profissional, adquiridos: I - no ensino fundamental; II - em qualificações profissionais e etapas ou módulos de nível técnico concluídos em outros cursos; III- em cursos de educação profissional de nível básico, mediante avaliação do aluno; IV - no trabalho ou por outros meios informais, mediante avaliação do aluno; V - e reconhecidos em processos formais de certificação profissional. A avaliação será feita por especialistas da Unidade Escolar, especialmente designados pela direção, atendidas as diretrizes e procedimentos constantes na proposta pedagógica. 16

17 V. INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS Para o desenvolvimento das aulas devem ser utilizados os mesmos ambientes pedagógicos e equipamentos existentes para os cursos regulamentados da mesma área tecnológica, incluindo-se a Biblioteca que dispõe de acervo bibliográfico adequado para o desenvolvimento do curso e faz parte do sistema de informação do SENAI. Vl. PESSOAL DOCENTE E TÉCNICO O quadro de docentes para o curso de Desenho Técnico mecânico deve ser composto, preferencialmente, por profissionais técnicos, com formação e experiência profissional condizentes com o aperfeiçoamento. Vll. CERTIFICADOS Para o aperfeiçoamento profissional concluído será conferido o certificado de desenho Técnico Mecânico. 17

18 CONTROLE DE REVISÕES REV. DATA NATUREZA DA ALTERAÇÃO 00 22/10/2009 Primeira Emissão

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