Gestão econômica de sistemas de produção de bovinos leiteiros 1

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1 Gestão econômica de sistemas de produção de bovinos leiteiros 1 André Soares de Oliveira 2,3, Dalton Henrique Pereira 2,4 1 Palestra apresentada no I Simpósio Brasileiro de Agropecuária Sustentável. Escrito em Zootecnista, D.Sc., Professor do Centro de Ciências Agrárias e Ambientais/ UFMT, Campus Sinop, Bolsista do CNPq. 3 4 Sustentabilidade pode ser entendida como a capacidade de sobrevivência no longo prazo. Sob este prisma, o papel da gestão econômica consiste em auxiliar a organização na busca e manutenção de índices de rentabilidade atrativos o suficiente para manter o negócio no longo prazo. Dentre as ferramentas gerenciais, a avaliação econômica se notabiliza por permitir dentre outros: conhecer com detalhes e utilizar de maneira racional os fatores de produção (terra, trabalho e capital); identificar pontos de estrangulamento e concentrar esforços gerenciais e tecnológicos para contorná-los e atingir objetivos de maximização de lucros; escolher sistemas e técnicas de produção mais apropriados à realidade local; identificar e quantificar indicadores referência de modo a auxiliar no diagnóstico e tomada de decisão; auxiliar no planejamento da atividade com foco no lucro; e estabelecer critérios de acompanhamento de mercado. Destarte, propõem-se com este trabalho abordar aspectos da gestão econômica de sistemas de produção de leite, o qual está divido em quatro sessões: conceitos e classificação de sistemas de produção de leite; principais conceitos e interpretações aplicados à avaliação econômica; proposta de análise dos principais indicadores zootécnicos e financeiros que afetam a rentabilidade em sistemas de produção de bovinos leiteiros; e aplicações da análise de pontos de referência (benchmarking) na gestão de sistemas de produção de bovinos leiteiros. 1

2 1. Conceito e classificação de sistemas de produção de bovinos leiteiros Sistema de produção de leite pode ser definido como um conjunto de decisões ou normas técnicas aplicados ao uso dos fatores produtivos, trabalho, terra e capital, para obtenção de determinados produtos lácteos e animal (Madalena, 1993). Neste sentido, fatores sócio-econômicos, políticos, infra-estrutura física, disponibilidade de serviços e fatores geográficos e ecológicos são importantes na sua definição. A complexidade da produção de leite é ilustrada na Figura 1. Figura 1 Complexidade da produção de leite Fonte: Faria (2000) 2

3 Diversos critérios de classificação dos sistemas de produção de leite podem ser adotados, cuja escolha depende dos objetivos propostos (Gomes, 2000). Os mais utilizados são os relacionados com a composição genética do rebanho, ao manejo da alimentação volumosa ou com a intensificação da produção. a) Grupo genético predominante do rebanho. sistema que adota predominantemente gado zebu (abaixo de 1/2 europeu:zebu). sistema que adota predominantemente gado mestiço (entre 1/2 a 7/8 europeu:zebu). sistema que adota predominantemente gado europeu (superior a 7/8 europeu:zebu) b) Manejo da alimentação volumosa. sistema confinado: os animais recebem forragens exclusivamente no cocho ao longo do ano.. sistema semi-confinado: os animais recebem forragens no cocho ao longo do ano, mas com acesso à pastagem em algum momento do dia.. sistema em pastagem: os animais utilizam pastos como fonte exclusiva de forragem durante estação de maior crescimento forrageiro. c) Intensificação da produção Neste critério, os sistemas são classificados de maneira subjetiva em intensivos, semiintensivos e extensivos. A intensificação pode ser avaliada pela produtividade do fator de produção mais limitante (terra). Neste aspecto, como a produção de leite por unidade de área representa o produto da produção por vaca e o número de vaca por unidade de superfície, a mesma relaciona-se com adoções de insumos e tecnologias que poupam o fator terra, mediante aumento da produção por vaca e/ou do número de vaca/área. 2 Indicadores básicos adotados em avaliações econômicas A seguir estão apresentados os conceitos e interpretações dos principais indicadores de eficiência econômica. 2.1 Renda bruta Representa o valor de todos os produtos obtidos pelo processo de produção durante o ciclo de produtivo (Hoffmann et al., 1987). Na pecuária de leite recomendam-se avaliar o ciclo produtivo durante 12 meses, de maneira a contemplar as oscilações sazonais nos 3

4 sistemas de alimentação e manejo, característicos dos sistemas de produção animal. Os componentes da renda bruta da atividade leiteira são venda de leite, venda de animais, venda de esterco e outros produtos, e variação de inventário animal. Chama-se a atenção para o fato que a variação de inventário animal se relaciona com riqueza e não com renda. Entretanto, poderá ser considerada componente da renda bruta da atividade leiteira caso a composição da mesma estiver distorcida. Maiores detalhes sobre análise e correções de distorções na composição da renda bruta foram abordados por Gomes (1999). 2.2 Custos de produção Custo de produção é definido como a compensação que os donos dos fatores de produção devem receber para que os mesmos continuem fornecendo esses fatores (Hoffman et al., 1987). Os fatores envolvidos no processo de produção de leite podem ser classificados como terra, capital (estável e circulante) e trabalho, e sua composição pode afetar o desempenho econômico da empresa. A determinação dos custos de produção de leite apresenta diversas dificuldades. Além das limitações comuns a qualquer atividade econômica (arbitrariedade no cálculo da depreciação e no custo de oportunidade, atualização de valores, deficiência de registros financeiros) a atividade leiteira é de produção conjunta (venda de leite e animais). Esta característica impõe dificuldades ao cálculo, que negligenciadas, podem levar a conclusões equivocadas. Para maiores detalhes sobre identificação e correções de distorções nos cálculos do custo de produção de leite recomenda-se a leitura do texto de Gomes (1999). Existem pelo menos dois critérios de classificação de custos que podem ser utilizados na pecuária de leite. O critério clássico separa os custos em variáveis (que variam com a produção) e fixos (não variam com a produção). Apesar da grande adoção, este critério apresenta dificuldades, pois determinado fator pode ser considerado fixo ou variável dependendo da situação e da unidade de tempo (Hoffmann et al., 1987; Gomes, 1999). Outro critério utiliza o conceito de custo operacional desenvolvido pelo Instituto de Economia Aplicada (IEA) da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo. Os custos podem ser segmentados de três formas: custo operacional efetivo, custo operacional total e custo total. O custo operacional efetivo (COE) refere-se aos custos que implicam em desembolso do produtor para a manutenção do sistema, tais como: mão-de-obra contratada; alimentação concentrada; leite para bezerros(as) em sistemas de aleitamento artificial; minerais; manutenção de forrageiras não-anuais (pastagens, canavial, capineira, campo de produção de 4

5 feno, etc..), forrageiras anuais (milho e sorgo p/ silagem, outras); sanidade; inseminação artificial; material de ordenha; energia elétrica e combustível; impostos e taxas; reparos de benfeitorias e máquinas; e outros gastos desta natureza. O custo operacional total (COT) inclui além do COE, a depreciação de benfeitorias, máquinas, forrageiras não-anuais, reprodutores e animais de serviços, e a mão-de-obra familiar. Depreciação é o custo necessário para substituir os bens de capitais quando tornados inúteis seja pelo desgaste físico ou econômico. Representa a reserva em dinheiro que a empresa faz durante o período de vida útil provável do bem para sua posterior substituição. Existem diversos métodos para calcular depreciação (linear ou de cotas fixas; aplicação financeira de cotas, método da percentagem anual constante, método dos números naturais). Maiores detalhes foram relatados por Hoffmann et al. (1987). Quando se analisa rebanhos completos (vacas, bezerras e novilhas de reposição) não é necessário depreciar as vacas, pois enquanto as mesmas sofrem depreciação, as fêmeas de reposição apreciam, tendendo a anular a depreciação do rebanho. A depreciação de vacas é necessária somente em rebanhos que não produzem as fêmeas de reposição. O custo total (CT) inclui o COT mais o custo de oportunidade. Custo de oportunidade representa a compensação pelo uso dos fatores produtivos (terra, benfeitorias, máquinas e animais). Pode ser calculado pelo produto entre o capital médio investido na atividade (terra nua, máquinas, benfeitorias, animais e formação de forrageiras não anuais) e a taxa de juros real de oportunidade (taxa nominal descontado da inflação). A definição da taxa de juros real de oportunidade representa evento de elevada arbitrariedade no cálculo do custo de produção. Na produção agropecuária, normalmente utiliza-se a taxa de juros real da caderneta de poupança (em média 6% ao ano) como referência. Todavia, a definição é local dependente. O conhecimento das implicações do COE, no curto prazo; do COT, no médio prazo; e do CT, no longo prazo, é fundamental na gestão do negócio. A associação temporal do COE indica a viabilidade financeira no curto prazo, enquanto COT e CT a sustentabilidade do negócio no médio e longo prazo. Médio prazo pode ser entendido como o tempo médio de vida útil dos bens que depreciam. 5

6 2.3 Medidas de resultado econômico A partir da análise de renda bruta e dos custos descritos anteriormente, pode-se resumidamente, obter os seguintes indicadores: Margem bruta (MB) = RB COE (1) Margem líquida (ML) = RB COT (2) Lucro = RB CT (3) Rentabilidade (% ao ano) = [ML anual (R$/ano) cap ital investido (R$)] x 100 (4) A rentabilidade (ou taxa de retorno sobre o capital investido) representa o principal indicador de eficiência econômica em qualquer organização, pois possibilita comparações com diversas alternativas de investimentos. Tem o mesmo significado da análise de lucro. A diferença é que neste caso determina-se exatamente a taxa de juros que o capital investido na atividade remunera (rentabilidade), enquanto que no cálculo de custo de oportunidade necessário para determinar o lucro, a taxa de juros é arbitrada anteriormente. Assim, pode-se assumir a rentabilidade como principal indicador de sustentabilidade econômica. A interpretação clássica destas medidas está apresentada na Tabela 1, enquanto que na Tabela 2 consta dados hipotéticos de empresas contemplando todas as situações descritas na Tabela 1. Verifica-se que apenas com a obtenção de rentabilidades iguais ou superiores à taxa de juros de oportunidade que os sistemas de produção podem ser considerados sustentáveis economicamente. 6

7 Tabela 1 Interpretação dos resultados de renda bruta (RB), margem bruta (MB), margem líquida (ML), lucro (L) e rentabilidade (R, % ao ano) Situação MB ML L R Tendência RB < COE < 0 < 0 < 0 < 0 COE < RB < COT > 0 < 0 < 0 < 0 COT = RB > 0 = 0 < 0 = 0 COE < RB < CT > 0 > 0 < Cop < 0 > 0 < TJOp RB = CT > 0 = Cop = 0 = TJOp RB > CT > 0 > Cop > 0 > TJOp Cop = custo de oportunidade TJop = taxa de juros real de oportunidade (% ao ano) Colapso e paralisação da produção Sucatear bens. Sustentabilidade apenas no curto prazo Sustentabilidade apenas no médio prazo Sustentabilidade no longo prazo comprometida Equilíbrio e sustentabilidade no longo prazo Crescimento e sustentabilidade no longo prazo Tabela 2 Dados hipotéticos de empresas com diferentes desempenhos econômicos Empresa Item 1 A B C D E F RB, R$/ano COE, R$/ano COT, R$/ano Cop, R$/ano CT, R$/ano Capital investido, R$ MB, R$/ano ML, R$/ano Lucro, R$/ano Rentabilidade, % ao ano -3,0-1,0 0,0 2,0 6,0 7,5 1 RB = renda bruta; COE= custo operacional efetivo; COT = custo operacional total; CT = custo total; Cop = custo de oportunidade (capital investido x 6% ao ano); MB = margem bruta; ML = margem líquida. 7

8 2.4 Ponto de nivelamento O ponto de nivelamento (PN) representa o nível de produção que permite obter renda bruta igual ao custo total, ou seja, lucro zero (Figura 2). Constitui-se em importante ferramenta de auxílio no diagnóstico e planejamento da atividade. Pode ser calculado conforme equação descrita abaixo: Ponto de nivelamento (litros de leite/ano) = (CT COE) (Preço do leite COEMe) (5) Em que: CT = custo total do leite (R$/ano); COE = Custo operacional efetivo do leite (R$/ano); Preço do leite (R$/litro); COEMe = Custo operacional efetivo médio do leite (R$/litro). R$ Renda bruta (RB) Custo total (CT) Custo operacional efetivo (COE) Custo fixo (CT COE) PN Produção Figura 2 Ilustração do ponto de nivelamento (PN). 8

9 3 Análises dos fatores que afetam a rentabilidade em sistemas de produção de bovinos leiteiros O entendimento integrado dos fatores biológicos, zootécnicos e financeiros que afetam a rentabilidade constitui um elemento chave na gestão econômica. A partir desta avaliação é possível, dentre outros, identificar pontos de estrangulamento, escolher sistemas e técnicas de produção mais apropriados à realidade local, identificar e quantificar indicadores referência, os quais auxiliam no diagnóstico e tomada de decisão, racionalizar o uso dos fatores de produção (terra, trabalho e capital) e dos insumos e, realizar planejamento da atividade com foco no lucro. Todavia, em razão da elevada complexidade dos sistemas de produção de leite, o seu entendimento integrado constitui desafio para técnicos, empresários e pesquisadores. Com objetivo de auxiliar neste entendimento, está ilustrada na Figura 3 uma proposta inicial de organograma que permite analisar de forma integrada os principais fatores zootécnicos e financeiros que afetam a rentabilidade em sistemas de produção de bovinos de leite. Evidentemente, não se pretende com esta abordagem esgotar a análise, pois o sistema de produção é afetado por múltiplos fatores biológicos, sociais, econômicos e mercadológicos. 9

10 RB / capital em animais UA médio do rebanho (UA/cab) Rendimento forrageiro (massa de MS potencialmente digestível) Consumo médio de MS potencialmente digestível de forragem por UA Taxa de giro do capital investido (% aa) Rentabilidade (% aa) RB / capital em máquinas RB / capital em benfeitorias RB / capital em terra nua + forrageiras nãoanuais Produção de leite / área Vacas em lactação /área Produção de leite /vaca em lactação Taxa de lotação (UA/área) Vacas em lactação / total de animais do rebanho Eficiência de utilização da MS potencialmente digestível produzida (MSPd ingerida/ MSPd produzida) Idade ao 1o parto (meses) Vacas em lactação / total de vacas Período de lactação Intervalo de partos Gasto MDO familiar / RB Valor de depreciação / RB Depreciação das forrageiras não anuais / RB Depreciação dos animais de serviço e reprodutores / RB Depreciação de máquinas e benfeitorias / RB Lucratividade (%) COT/RB (%) Gasto com alimento concentrado / RB Gasto com mão-de-obra / RB COE / RB Gasto com alimentação volumosa / RB Gasto com sanidade / RB Gasto com manutenção de máquinas e benfeitorias / RB Demais gastos operacionais / RB Figura 3 Fatores que afetam a rentabilidade em sistemas de produção de bovinos leiteiros 10

11 O primeiro passo da análise consiste em fracionar a rentabilidade em dois componentes: taxa de giro do capital investido (TGC) (equação 6) e lucratividade (equação 7). TGC (% ao ano) = [RBAL (R$/ano) CTIAL (R$)] x 100 (6) Lucratividade (%) = [MLAL (R$/ano) RBAL] x 100 (7) em que: RBAL = renda bruta da atividade leiteira, CTIAL = capital total investido na atividade leiteira, MLAL = margem líquida da atividade leiteira. Este fracionamento é possível, pois a rentabilidade também pode ser calculada pelo produto da TGC e lucratividade. Rentabilidade (% ao ano) = TGC (% ao ano) x lucratividade (%) 100 (8) Substituindo (6) e (7) em (8), tem-se: Rentabilidade (% ao ano) = {[RBAL (R$/ano) CTIAL (R$)] x 100 x [MLAL (R$/ano) RBAL] x 100} / 100 (9) Rentabilidade (% ao ano) = [MLAL (R$/ano) CTIAL (R$)] x 100 idem (4) A TGC está associada principalmente com eficiência de utilização dos fatores produtivos que compõem o capital investido (terra, animal, benfeitorias e máquinas). Taxa de 30% ao ano indica que a renda bruta anual equivale a 30% do capital investido, ou seja, são necessários 3,33 anos para acumular renda bruta equivalente ao capital investido. Neste sentido, quanto maior a produtividade dos fatores produtivos (terra, animal, benfeitorias e máquinas), maior será a TGC. A lucratividade, por sua vez, é afetada primariamente pela eficiência de uso dos insumos (nutrientes, medicamentos, defensivos, energia, etc.) e trabalho (produção de leite por homem) e pela relação de troca entre o preço do produto (leite, por exemplo) e os insumos ou trabalho. Além disso, apresenta-se como indicador de risco de mercado. Lucratividade de 20% indica que a empresa consegue manter sua margem líquida positiva com redução de até 20% no preço do produto (renda bruta). Assim, quanto maior a eficiência na utilização dos 11

12 insumos e/ou do trabalho (produção de leite por unidade de insumo e/ou trabalho utilizado), maior será a lucratividade e menor o risco de mercado. O comportamento teórico destas duas variáveis à intensificação da produção é curvilíneo e inverso, o que justifica o fracionamento da rentabilidade. Verifica-se por meio da Figura 4, que a intensificação da produção (medida pela produção de leite por unidade de superfície) amplia a TGC, evidentemente devido ao aumento da produtividade do fator terra. Por outro lado, a lucratividade reduz com a intensificação, em razão da redução na eficiência dos insumos (produção de leite/unidade de insumo utilizado) com a ampliação do uso dos mesmos, necessária para intensificar a produção. A redução na eficiência na utilização dos insumos segue a lei dos retornos decrescentes, o qual constitui em característica intrínseca dos sistemas microbiológicos e macrobiológicos (Lana et al., 2007; Oliveira et al, 2009). O nível ótimo de intensificação (máxima rentabilidade) é obtido no ponto de encontro das curvas de TGC com a de lucratividade. Abaixo deste ponto, a rentabilidade é limitada pela TGC, enquanto que acima do mesmo a limitação é devido à lucratividade. Assim, para a sustentabilidade econômica no longo prazo do negócio, deve-se buscar a intensificação da produção equilibrando-se a TGC com a lucratividade. máxima Rentabilidade e TGC Lucratividade TGC e lucrativide ade _ ótimo Intensificação da produção de leite (litros/ha) + Figura 4 Ilustração do comportamento teórico relativo da taxa de giro do capital investido (TGC), lucratividade e rentabilidade com a intensificação da produção de leite. Em termos práticos, o desdobramento da rentabilidade em TGC e lucratividade (equação 8) demonstra que para sistemas de produção com menor lucratividade natural (em 12

13 razão da maior uso de insumos) exige-se maior TGC (maior eficiência de uso dos recursos terra, animal, benfeitorias e máquinas) para obter a mesma rentabilidade de sistemas com maior lucratividade (menor uso de insumos). Para ilustrar este comportamento, estimou-se a TGC necessária para obter rentabilidade de 6% ao ano a partir de valores observados de lucratividade em sistemas de produção de leite eficientes avaliados por Ferreira (2002) (Tabela 3). Os sistemas foram classificados de acordo com grupo genético adotado: holandês (vacas com grau de sangue acima de 7/8 holandês/zebu); mestiço (vacas com grau de sangue entre 1/2 a 7/8 holandês/zebu); e zebu (vacas com grau de sangue abaixo de 1/2 holandês/zebu). Tabela 3 - Estimativa da taxa de giro do capital investido (TGC) necessária para obtenção de rentabilidade de 6% ao ano em sistemas de produção de leite eficientes que utilizam rebanhos holandês, mestiço ou zebu Item Rebanho 1 Holandês Mestiço Zebu Lucratividade 1 (%) 9,9 18,0 29,6 TGC 2 (% ao ano) 60,6 33,3 20,3 Rentabilidade (% ao ano) 6,0 6,0 6,0 Elaboração: Próprio autor 1 Extraído da análise envoltória de dados de 105 sistemas de produção de bovinos de leite realizado por Ferreira (2002). Critério de classificação dos rebanhos. Holandês: vacas com grau de sangue acima de 7/8 holandês/zebu (2.467 litros de leite/dia; litros de leite/ha/ano; 18,5 litros de leite/vaca em lactação/dia); Mestiço: vacas com grau de sangue entre 1/2 a 7/8 holandês:zebu (1.573 litros de leite/dia; litros de leite/ha/ano; 13,4 litros de leite/vaca em lactação/dia); Zebu: vacas com grau de sangue abaixo de 1/2 holandês:zebu (1.002 litros de leite/dia; litros de leite/ha/ano; 6,8 litros de leite/vaca em lactação/dia). Utilizaram-se apenas dados de sistemas avaliados como eficientes pelo autor. 2 TGC (% ao ano) = [ rentabilidade (% ao ano) / lucratividade (%)] x 100. Em razão da menor lucratividade (9,9%) observada nos sistemas eficientes que utilizam animais mais produtivos e com uso mais intensivo de insumos (holandês), estimou-se TGC de 60,6% ao ano para alcançar rentabilidade de 6% ao ano (9,9% x 60,6% ao ano/ 100), correspondendo ao maior valor entre os grupos avaliados. Por outro lado, para sistemas eficientes que adotaram animais menos produtivos e uso menos intensivo de insumos (zebu), para obter a mesma rentabilidade o valor estimado para TGC (20,3% ao ano) foi o menor entre os três grupos, devido à maior lucratividade (29,6%). Desta forma, o nível ótimo de produtividade dos fatores terra, animal, máquinas e equipamentos (TGC) depende da lucratividade do sistema de produção. 13

14 3.1 Fatores que afetam a taxa de giro do capital investido (TGC) Conforme já apresentado, a TGC está associada com a eficiência de utilização dos fatores produtivos que compõem o capital investido (terra, animal, benfeitorias e máquinas). Considerando que a venda com leite representa o componente majoritário da renda bruta na atividade leiteira, a eficiência pode ser avaliada pelo somatório da produção de leite por unidade de capital investido em terras, animais, máquinas e benfeitorias. O peso de produtividade de cada fator na TGC depende da participação dos mesmos na composição do capital total investido. No Diagnóstico da Pecuária Leiteira do Estado de Minas Gerais (2005) realizado pela FAEMG, com produtores de leite avaliados, foi verificado que o fator terra representa o principal componente do capital total investido na produção de leite, independente do tamanho da produção (Figura 5). Em média, o capital investido em terras, animais, benfeitorias e máquinas representaram 71, 13, 10 e 7% do capital total investido. Com a ampliação do tamanho da produção (litros/produtor/dia), aumenta-se a participação dos animais e das máquinas no capital investido em razão do maior potencial genético dos animais e maior intensidade de uso de tecnologias poupadoras do fator mão-de-obra. Porém o capital investido em terras ainda é majoritário. Diante deste quadro, verifica-se que a produtividade da terra representa o principal fator que influencia a TGC em sistemas de produção de bovinos leiteiros. O aumento da produtividade da terra eleva a TGC. % do capital total al 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% < > 1000 Estratos de produção de leite (litros/produtor/dia) Terras Animais Benfeitorias Máquinas Figura 5 - Distribuição do capital total investido pelos produtores de bovinos leiteiros no estado de Minas Gerais no ano de 2005 (n = produtores entrevistados). Fonte: Diagnóstico da Pecuária Leiteira do Estado de Minas Gerais (2005). 14

15 A produtividade da terra (litros de leite/ha) representa o produto do valor de produtividade das vacas em lactação (VL, litros de leite/vaca) com o número de VL/ha. Portanto, há três maneiras de elevar a produção de leite/ha: aumentar a produção de leite por vaca em lactação, o número de vacas em lactação/ha ou ambos. Assim, sistemas intensivos representam não somente aqueles com vacas de alto potencial de produção de leite. Aqueles que adotam rebanhos com níveis moderados de produção por vaca também podem ser intensificados, mediante ampliação do número de vacas em lactação/ha. Os principais fatores que afetam número de vacas em lactação/ha ou a produção por vaca em lactação devem ser avaliados separadamente. Sob o aspecto fisiológico, a produção de leite por vaca em lactação pode ser expressa como o produto do número de células secretoras de leite na glândula mamária e a capacidade de síntese de cada célula. Zootecnicamente, este comportamento é afetado por fatores genético, de meio, bem como a interação de ambos. Os fatores de meio que mais influenciam são relacionados às práticas de nutrição e alimentação. No tocante a esses aspectos o uso de alimentos concentrados representa o insumo com maior potencial de modular a produção de leite, em razão do maior disponibilidade de nutrientes potencialmente digestíveis. Todavia, em razão do maior custo e da oferta limitada, o uso de concentrados deve ser baseado nos pressupostos da análise marginal, sob risco de uso irracional dos mesmos (Oliveira et al., 2009). Segundo esses autores, a resposta produtiva marginal (kg de leite/kg de suplemento concentrado), o preço do leite e o preço do nível ótimo (máximo lucro) são as variáveis chaves que definem o nível ótimo de suplementação concentrada para vacas leiteiras. O número de VL/ha é afetado pela proporção de VL no rebanho, taxa de lotação (TL) da área ocupada pela pecuária e pela massa corporal média do rebanho (MCMR), conforme equação abaixo descrita: Vacas em lactação/ha = TL (UA/ha) x VL (% do rebanho total) MCMR (UA/cabeça) (10) Na Tabela 4 estão apresentados o efeitos da TL da área ocupada pelo rebanho leiteiro e da proporção de VL no rebanho sobre o numero de VL/ha, considerando valor de fixo de MCMR de 0,80. Elevadas taxas de lotação não implicará em alta relação VL/ha caso a proporção de vacas no rebanho estiver baixa. Neste sentido é necessário compatibilizar taxas de lotação elevadas com estrutura equilibrada do rebanho (VL/rebanho) para alcançar metas elevadas de produtividade da terra. 15

16 Tabela 4 Efeito da proporção de vacas em lactação no rebanho (VLTR) e da taxa de lotação da área utilizada pelo rebanho (TL) sobre o número de vacas em lactação por unidade de superfície (VL/ha) 1 Taxa de lotação (UA/ha) Vacas em lactação/total de animal no rebanho (%) ,25 0,31 0,38 0,44 0,50 3 0,75 0,94 1,13 1,31 1,50 5 1,25 1,56 1,88 2,19 2,50 7 1,75 2,19 2,63 3,06 3,50 9 2,25 2,81 3,38 3,94 4,50 1 Vacas em lactação/ha = TL x (VLTR 100) UAMR, em que: UAMR, taxa de lotação (UA/ha). UA = unidade animal (450 kg de peso corporal). A proporção de VL no rebanho pode ser assim calculada: VL (% do rebanho) = VL (% do total de vacas) x TV (% do rebanho total) 100 (11) Em que: TV = total de vacas. A proporção de VL em relação ao TV é afetada pela duração do intervalo de partos (IP) e do período de lactação (DL): VL (% do TV) = IP (meses) DL (meses) x 100 (12) parto (IPP): A proporção do TV no rebanho é afetada pela duração do IP e pela idade ao primeiro TV (% do rebanho) = 12 IP x 100 {1 [1 + (IPP 12) x PF 100]} (13) Em que: PF = proporção de nascimento de fêmeas (% do total de nascimento) vacas em lactação; IP e IPP em meses. Diante do exposto, verifica-se que a estrutura equilibrada do rebanho leiteiro (medida pela proporção de VL no rebanho) é alcançada por meio de adequados índices de intervalo de partos, período de lactação e idade ao primeiro parto (Tabela 5). A redução da duração do intervalo de partos e/ou aumento do período de lactação acarreta em ampliação da relação 16

17 VL/TV e consequentemente da proporção de VL no rebanho. A redução da idade ao primeiro parto, por sua vez, implica em redução do número de fêmeas de reposição para um mesmo número de vacas, sem afetar a taxa de reposição, aumentando-se a proporção do TV no rebanho. Tabela 5 Efeito da idade ao primeiro parto, da duração do intervalo de partos e da duração do período de lactação sobre a proporção de vacas em lactação no rebanho Idade ao primeiro parto (meses) Intervalo de partos (meses) Período de lactação de 8 meses Período de lactação de 10 meses Rebanho estabilizado apenas de fêmeas (50% dos nascimentos), considerando taxa nula de mortalidade. A taxa de lotação (TL) é afetada pelo rendimento forrageiro (massa de matéria seca potencialmente digestível-mspd/ha), pela eficiência de utilização da MSpd produzida (ingestão/produção) e pelo nível de ingestão de MSpd (Tabela 6). O rendimento forrageiro é afetado diretamente por fatores abióticos como suprimento de nutrientes, condições edáficas, radiação fotossinteticamente ativa, temperatura, umidade, entre outros; por fatores bióticos como a espécie forrageira e, também, por fatores de manejo. 17

18 Tabela 6 Efeito do rendimento forrageiro e da eficiência de utilização da forragem produzida sobre a taxa de lotação 1, expressa em número de unidades animais (UA) por hectare Eficiência de utilização da forragem produzida Rendimento forrageiro (Ingestão/Produção) (ton MSpd/ha/ano) 2 0,10 0,20 0,30 0,40 0,50 0,60 0,70 0, ,27 0,55 0,82 1,10 1,37 1,64 1,92 2, ,55 1,10 1,64 2,19 2,74 3,29 3,84 4, ,82 1,64 2,47 3,29 4,11 4,93 5,75 6, ,10 2,19 3,29 4,38 5,48 6,58 7,67 8, ,37 2,74 4,11 5,48 6,85 8,22 9,59 10,96 1 TL (UA/ha) = (rendimento forrageiro x x eficiência) (consumo diário de MSpd x 365 dias). Considerou-se ingestão de 10 kg de MSpd/unidade animal/dia (2,2% do peso corporal). 2 MSpd = matéria seca potencialmente digestível (Paulino et al., 2008). 3.2 Fatores que afetam a lucratividade Conforme demonstração abaixo, a lucratividade representa à recíproca da relação custo operacional total/renda bruta. Assim, baixos valores de lucratividade estão associados à elevada relação COT/renda bruta. Lucratividade (%) = (ML RB) x 100 (14) Lucratividade (%) = [(RB COT) RB] x 100 (15) Lucratividade (%) = [1 (COT/ RB)] x 100 (16) A relação COT/RB representa o somatório das relações COE/RB, depreciação/rb e mão-de-obra familiar/rb. A relação COT/RB por sua vez, pode ser descrita da seguinte maneira: COE/RB = [(Qi x Pi) / (PTL x PL + VA x PA)] (17) COE/RB =[Qi ( PTL + VA)] x (Pi (PL + PA)] (18) Em que: Qi = quantidade do insumo ou trabalho i; Pi = preço do insumo ou trabalho i; PTL = produção total de leite; PL = preço médio do leite; VA = número de animais vendidos; PA = preço médio dos animais. 18

19 Excluíndo-se VA e PA, tem-se que: COE/RB = (Qi PTL) x (Pi PL) (19) COE/RB = (Qi PTL) x (Pi PL) (20) A primeira fração da equação (20) está associada ao inverso da produtividade do insumo ou do trabalho i (produção de leite/unidade de insumo ou trabalho). A segunda fração está associada com a relação de troca entre o preço do insumo ou trabalho i, e o preço do leite. Neste sentido, as causas de baixas lucratividades são decorrentes da baixa produtividade dos insumos (produção de leite/kg de concentrado consumido, produção de leite/kg de volumoso consumido, etc.), do trabalho (produção de leite por unidade de trabalho) e, ou, elevado preço dos mesmos em relação ao preço do leite. Dos componentes do COE, os gastos com alimentos concentrados e mão-de-obra geralmente são os de maior importância. Elevado gasto com alimentos concentrados em relação à renda bruta pode estar associado à ineficiência do seu uso e, ou, ao elevado custo do mesmo em relação ao preço recebido pelo leite. A ineficiência (elevado consumo de concentrado/litros de leite produzido), por sua vez, decorre de consumo excessivo do mesmo (Oliveira et al. 2009), de falhas no balanceamento da dieta, no manejo de alimentação (critério de agrupamento, número de grupos, método de fornecimento, conforto aos animais), no manejo de ordenha, no conforto e na sanidade animal. 4 Aplicações da análise de pontos de referência (benchmarking) na gestão de sistemas de produção de bovinos leiteiros Entre as práticas de administração, a análise de pontos de referência (benchmarking) destaca-se pela segurança e exatidão, visto que os valores são obtidos diretamente de unidades de produção presentes no mesmo ambiente econômico. Conceitualmente, benchmarking é um processo de pesquisa sistemático e contínuo de medidas e comparações das práticas de uma organização com as práticas das melhores organizações, no sentido de obter informações que possam ajudar a melhorar o seu nível de desempenho. As medições utilizadas para calibrar o desempenho de uma função, operação ou organização, em relação às outras, são conhecidas como benchmarks (pontos de referência) (Zairi, 1994; Bogan & English, 1996). As informações obtidas pelo benchmarking auxiliam na administração do negócio, tanto em nível estratégico quanto em nível operacional. No nível estratégico, permite definir 19

20 as metas de desempenho e a escolha da própria estratégia. No nível operacional, auxilia na definição das melhores práticas e processos para alcançar os objetivos estratégicos. O princípio do benchmarking foi inicialmente adotado na administração de organizações pelas empresas japonesas, na década de No entanto, o termo, como é conhecido hoje, surgiu em 1984, cunhado por David Kearms, então diretor executivo da Xerox Corporation. Desde então, grandes avanços metodológicos foram obtidos, principalmente a partir da publicação da revista técnico-científica Benchmarking: an International Journal, o que contribuiu para sua massificação. Em estudo realizado nos últimos 14 anos (1993 a 2007), com respostas de organizações em mais de 70 países, abrangendo todos os continentes, foi observado que o benchmarking constitui-se na terceira ferramenta de gestão mais adotada (entre 25), com 77% de adoção (Bain & Company, 2007). Na pecuária de leite, apesar de recente, tem sido despertado o interesse de pesquisadores, técnicos e produtores pela adoção deste princípio, em razão da possibilidade de identificar e quantificar indicadores técnicos e financeiros que se relacionam com rentabilidade (Gomes, 2005; Leiterman & Hadley, 2005; Oliveira et al., 2007; Camilo Neto, 2008; Nascif, 2008), bem como subsidiar debates sobre viabilidade de sistemas de produção de leite (Ferreira, 2002). O Projeto Educampo (modelo de assistência gerencial e tecnológica intensiva para grupos de produtores rurais, desenvolvido pelo Sebrae-MG), tem divulgado sistematicamente resultados de sistemas reais de produção de leite, que permitem determinar índices referência globais, podendo auxiliar técnicos e produtores na administração do negócio. Alguns destes indicadores estão apresentados na Tabela 7. Entretanto, segundo Oliveira et al. (2007), o caráter dinâmico inerente ao ambiente de produção, a elevada diversidade socioeconômica, cultural e edafoclimática que modulam os sistemas de produção, associado ao fato da pecuária leiteira estar presente em mais de 80% dos municípios do Brasil, impõe restrições ao uso de indicadores globais. Neste sentido, Oliveira et al. (2007) e Camilo Neto (2008) desenvolveram trabalhos com objetivo de identificar e quantificar indices referência de sistemas de produção de leite no Extremo Sul da Bahia e no município de Ituiutaba-MG, respectivamente. Os dados originaram-se de registros mensais, realizados durante 12 meses. 20

21 Tabela 7 Indicadores-referência globais para sistemas de produção de leite que apresentam rentabilidade superior a 6% ao ano. Especificação Valores Gasto com mão-de-obra / valor da produção de leite Até 20% Gasto com concentrado do rebanho / valor da produção de leite Até 30% Lucratividade > 25% N o de vacas em lactação por área em uso pela atividade leiteira > 1 vaca/ha Produtividade da terra ocupada pela atividade leiteira > 10 L/ha/dia Produtividade da mão-de-obra permanente > 300 L/dia/homem Capital investido (R$) / Produção diária de leite (L/dia) < R$ 700/L-dia Fonte: Adaptado de Gomes (2003), Gomes (2005a), Gomes (2005b) e Gomes (2005c) Os sistemas de produção analisados por Oliveira et al. (2007) caracterizaram-se: pela utilização de rebanhos com composição genética variando entre 1/4 e 3/4 Holandês x Zebu (HZ), com predominância dos grupos genéticos 1/2 e 5/8 (HZ); aproveitamento dos machos, comercializados com dez meses de idade; pastagem como principal fonte de alimentação volumosa no período de maior crescimento forrageiro, com 61% de adoção da adubação de pastagens e 41% de adoção de método de lotação rotacionada; 47% de adoção da alimentação concentrada para as vacas em lactação ao longo do ano; cana-de-açúcar como forragem suplementar para o período da seca; aleitamento natural; uso integral de inseminação artificial; 84% de adoção de ordenha manual; e mão-de-obra predominantemente contratada. Os sistemas de produção analisados por Camilo Neto (2008) caracterizaram-se: pela utilização de rebanhos com maior participação de holandês no cruzamento com zebu; pastagem como principal fonte de alimentação volumosa no período de maior crescimento forrageiro, com 38% de adoção da adubação de pastagens e 69% de adoção de método de lotação rotacionada; cana-de-açúcar (62%) e silagem de milho (38%) como forragem suplementar para o período da seca; predomínio da adoção de aleitamento natural (75%); 81% de adoção da alimentação concentrada para as vacas em lactação ao longo do ano; 81% de adoção de inseminação artificial; 81% de adoção de ordenha mecanizada; e mão-de-obra predominantemente contratada. Após a identificação dos indicadores que apresentaram correlação (P<0,10) com a rentabilidade, foram geradas equações de regressão para estimar indicadores-referência em função da rentabilidade. Na Tabela 8 estão compilados os coeficientes de correlação linear de pearson (r) de diversos indicadores técnicos e financeiros com rentabilidade, e os valores estimados para obtenção de rentabilidade de 6% ao ano. 21

22 Tabela 8 Coeficiente de correlação linear de pearson (r) de diversos indicadores técnicos e financeiros com rentabilidade (indicadores-referência), e valores estimados para obtenção de rentabilidade de 6% ao ano em sistemas de produção de bovinos de leite segundo diversos autores Indicadores Unidade Autores Oliveira et al. (2007) Camilo Neto (2008) r valor r valor Produção total de leite do sistema L/dia 0,6160 * 538 0,0867 ns - Preço médio do leite R$/L -0,3220 ns - -0,2018 ns - Taxa de giro do capital investido % ao ano 0,8344 ** 17,6 0,7437 ** 35,4 Capital investido na atividade em relação a produção diária de leite R$/L-dia -0,9400 ** ,4423 * 922 Produtividade da terra L/ha/ano 0,9477 ** ,7509 ** Número de vacas em lactação por área VL/ha 0,6407 * 0,45 0,6728 ** 0,89 Produtividade das vacas em lactação L/vaca/dia 0,4658 *** 6,21 0,6362 ** 12,04 Relação de vacas em lactação no rebanho Relação de vacas em lactação por total de vacas % 0,5590 *** 27 0,2048 ns - % 0,3462 ns - 0,7286 ** 74 Lucratividade % 0,9488 ** 34,0 0,6580 ** 17,0 Relação COE / RB % -0,5395 *** 57-0,4719 * 69 Gasto com alimento concentrado/rb do leite Produtividade do concentrado % 0,4359 ns - 0,2751 ns - L de leite/kg -0,2729 ns - na na Gasto com mão-de-obra/rb do leite % -0,8134 ** 27-0,4269 * 16 Produtividade da mão-de-obra L/d.h. 0,4848 *** 124 0,4740 * 322 Oliveira et al. (2007): Produtores de leite localizados no Extremo Sul da Bahia (n = 9) Camilo Neto (2008): Produtores de leite localizados no município de Ituiutaba-MG (n = 16) * (P<0,05), ** (P<0,01), ***(P<0,10), ns: não significativamente (P>0,10) correlacionado com rentabilidade. na: não avaliado Verificou-se que o preço médio do leite recebido pelos produtores não influenciou (P>0,10) a rentabilidade. A taxa de giro do capital investido (TGC), bem como a lucratividade, foram altamente correlacionadas (r > 0,65) com a rentabilidade. Dentre os fatores diretamente relacionado com a TGC, destaca-se que o número de VL/ha foi mais 22

23 correlacionado com a rentabilidade do que a produtividade das VL. Este comportamento indica que a ampliação do número de VL/ha exerce maior influência sobre a intensificação sustentável (maximização do lucro) da produção de leite do que o aumento da produtividade das VL (Figura 3). A rentabilidade foi correlacionada com a proporção de VL em relação ao TV, mas não em relação ao total de animais do rebanho, denotando que o intervalo de partos e a duração da lactação exerceram maior influência na rentabilidade do que a idade ao primeiro parto (Figura 3). Dentre os fatores relacionados com a lucratividade, verificou-se que a produtividade da mão-de-obra e, consequentemente, o gasto com mão-de-obra em relação à renda bruta, tiveram as maiores correlações com rentabilidade. Salienta-se, contudo, que a produtividade com o uso de alimentos concentrados (litros de leite produzido/ kg de alimento concentrado consumido), bem como o gasto com alimento concentrado em relação à renda bruta não influenciaram a rentabilidade. Verificou-se ainda que os valores dos indicadores-referência nas regiões avaliadas são diferentes em relação às aqueles globais apresentados na Tabela 7. Segundo Oliveira et al. (2007), diferenças socioeconômicas, culturais e edafoclimáticas inerentes aos ambientes em que os sistemas estão inseridos explicam as discrepâncias, o que remete a necessidade de avaliações regionalizadas. No Brasil, sempre existiram discussões e dúvidas entre produtores, técnicos e pesquisadores com relação à escolha do melhor sistema de produção de bovinos leiteiros. Conforme abordado anteriormente, a utilização do benchmarking também pode auxiliar neste entendimento. Ferreira (2002) realizou um interessante trabalho ao comparar, por meio do procedimento análise envoltório de dados, produtores eficientes e ineficientes. O autor analisou 105 produtores de leite, divididos em três grupos de acordo com a composição genética do rebanho: holandês (vacas com grau de sangue acima de 7/8 holandês/zebu); mestiço (vacas com grau de sangue entre 1/2 a 7/8 holandês/zebu) e, zebu (vacas com grau de sangue abaixo de 1/2 holandês/zebu). A compilação dos indicadores de tamanho, de produtividade e econômicos dos produtores eficientes e ineficientes nos três grupos está descrito na Tabela 9. 23

24 Tabela 9 - Comparação entre produtores eficientes e ineficientes segundo o sistema de produção de leite classificados de acordo com o grupo genético adotado (n = 105) Grupo genético utilizado 2 Holandês Mestiço Zebu Itens 1 Efic. Inef. Efic. Inef. Efic. Inef. 1. Produção e Produtividade Produção diária de leite (litros/dia) Produtividade das VL (litros/dia) 18,5 19,2 13,4 12,0 6,8 5,6 Área utilizada pela pecuária (ha) Produtividade da terra (litros/ha/ano) Indicadores Econômicos Preço do leite (R$/L) 3 0,740 0,720 0,678 0,682 0,611 0,613 COT do leite (R$/L) 3 0,671 0,701 0,556 0,644 0,433 0,542 Gasto com MDO/ RB do leite (%) 13,2 20,6 16,4 21,6 20,4 30,6 Gasto com CONC/ RB do leite (%) 35,8 33,7 28,4 30,6 16,5 19,7 COE da atividade / RB da atividade (%) 80,6 85,5 71,9 84,7 58,5 70,9 Margem líquida (R$/ano) Margem líquida por área (R$/ha/ano) Rentabilidade (% ao ano) 3,6 0,07 5,8 1,2 5,7 0,9 Taxa de giro do capital investido (% ao ano) 36,4 3,5 32,2 21,1 19,3 7,3 Lucratividade (% ) 9,9 2,0 18,0 5,7 29,6 12,3 Fonte: Adaptado de Ferreira (2002). 1 VL: vacas em lactação; COT: custo operacional total; MDO: mão-de-obra; CONC: alimento concentrado; COE: custo operacional efetivo. 2 Holandês: vacas com grau de sangue acima de 7/8 holandês:zebu; Mestiço: vacas com grau de sangue entre 1/2 até 7/8 holandês:zebu; Zebu: vacas com grau de sangue abaixo de 1/2 H:Z (manejados de forma extensiva). 3 Valores monetários corrigidos para agosto de 2009 (IGP-DI). A análise dos dados apresentados na Tabela 9 permite as seguintes considerações: A pecuária leiteira mostrou-se economicamente sustentável independentemente do sistema de produção, pois em ambos os sistemas analisados foram observados produtores eficientes e ineficientes; Dentro de cada sistema de produção, os preços recebidos pelo leite pouco influenciaram na determinação da eficiência econômica; A produtividade das vacas pouco influenciou na determinação da eficiência econômica nos sistemas de produção. A produtividade da terra definiu melhor a 24

25 eficiência nos três grupos avaliados, indicando a elevada importância do número de vacas/ha; Quanto maior a especialização do rebanho, maior a necessidade de volume de produção para viabilizar a atividade, sendo esta a principal restrição aos sistemas que adotaram rebanhos classificado como holandês; A maior restrição aos sistemas avaliados que utilizaram animais zebu é a necessidade de grandes extensões de terra. Segundo dados do Censo Agropecuário do IBGE-1996, praticamente 80% do leite produzido vêm de estabelecimentos com menos de 200 hectares de pastagem. Segundo Diagnóstico da Pecuária de Leite do Estado de Minas Gerais, no ano de 2005, a área média ocupada pela atividade leiteira foi de 77,95 ha. Assim, a tendência é que este sistema esteja presente em regiões de fronteiras agrícolas, com menores preços e com maior disponibilidade de terras; As restrições do sistema que utilizaram animais mestiços são menores do que os demais, pois necessita de menor volume de produção que o sistema que utilizaram gado holandês para viabilizar a atividade, e de menores extensões de terras que o sistema composto por animais zebu; A atratividade do negócio depende da combinação de produtividade com volume de produção. Aumento de produtividade do rebanho sem ocorrer aumento expressivo no volume de produção poderá não trazer os benefícios econômicos esperados. 5. Considerações finais A sustentabilidade de sistemas de produção animal depende, dentre outros fatores, da atratividade no longo prazo. A rentabilidade, por sua vez, representa o principal indicador de sustentabilidade econômica. Assim, o conhecimento e quantificação dos principais fatores que modulam a rentabilidade em sistemas de produção de bovinos leiteiros constituem em aspecto essencial para subsidiar ações estratégicas, táticas e operacionais. Recomenda-se o aprofundamento de pesquisas sistemáticas e regionalizadas sobre benchmarking na pecuária de leite, os quais poderão trazer maior embasamento científico e aplicado para o debate sobre a viabilidade econômica de sistemas de produção de bovinos leiteiros. 25

26 6. Referências bibliográficas BAIN & COMPANY. Management Tools and Trends Disponível em: http// Acessado em BOGAN, C.; ENGLISH, J. M. Benchmarking - aplicações práticas e melhoria contínua. São Paulo: Makron Books, CAMILO NETO, M. Análise de Indicadores Zootécnicos e Econômicos de Fazendas Leiteiras em Ituiutaba-Minas Gerais. Dissertação Dissertação de Mestrado (Zootecnia) UFV, 2008, 34p. DIAGNÓSTICO DA PECUÁRIA LEITEIRA DO ESTADO DE MINAS GERAIS em 2005: relatório de pesquisa. Belo Horizonte: FAEMG, p. FARIA, V. P.; CORSI, M. Índices de produtividade em gado de leite. In: PEIXOTO, A. M.; MOURA, J. C.; FARIA, V. P. (Org.). Bovinocultura leiteira: fundamentos da exploração racional. Piracicaba: FEALQ, p. 1-22, FERREIRA, A.H. Eficiência de sistemas de produção de leite: uma aplicação da análise envoltória de dados na tomada de decisão. Dissertação de Mestrado (Economia Aplicada) UFV, 2002, 122p. GOMES, S.T. Cuidados no cálculo do custo de produção de leite Disponível em %20CUIDADOS%20NO%20C%C1LCULO%20DO%20CUSTO%20DE%20PRODU% C7%C3O%20DE%20LEITE%20% %29.pdf. Acessado em agosto de GOMES, S.T. O agronegócio do leite. Belo Horizonte: Sebrae-MG/FAEMG, p. GOMES, S.T. Capital investido na produção de leite. Jornal da Produção de Leite. Convênio Nestlé/Funarbe/UFV. Ano XV, n.191, janeiro/2005a. GOMES, S.T. Intensificar ou não o sistema de produção de leite. In: 70 INTERLEITE - Estratégia e Competitividade na Cadeia de Produção de Leite. Uberlândia: Editora Berthier. Anais... Uberlândia, 2005b. p GOMES, S.T. Benchmark da produção de leite em MG. 2005c. Disponível em %20BENCHMARK%20DA%20PRODU%C7%C3O%20DE%20LEITE%20EM%20MG %20( ).pdf. Acessado em agosto de HOFFMANN, R.; SERRANO, O.; NEVES, E.M. et al. Administração da empresa agrícola. 5 ed. São Paulo: Pioneira, 1987, 325p. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA IBGE. Disponível em: http// Acessado em LANA, R.P.; FALEIRO NETO, J.A.; PAIVA, V.C.R. Crescimento de bactérias ruminais em função da concentração de substratos energéticos e nitrogenado no meio de cultura. In: Lana, R.P. (Ed.) Respostas Biológicas aos Nutrientes. Viçosa-MG, 2007, p

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