Doutoramento Serviço Social Maria Rosângela Batistoni

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1 Doutoramento Serviço Social Maria Rosângela Batistoni

2 MARIA ROSÂNGELA BATISTONI ENTRE A FÁBRICA E O SINDICATO: OS DILEMAS DA OPOSIÇÃO SINDICAL METALÚRGICA DE SÃO PAULO ( ) Tese de doutorado apresentada à Banca Examinadora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo como exigência parcial para a obtenção do grau de Doutor em Serviço Social, sob orientação da Profª Drª Dilséa Adeodata Bonetti. PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO 2001

3 RESUMO A proposta deste trabalho é reconstruir a trajetória da Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo (OSM-SP), entre 1967 e 1987, no âmbito da história recente do movimento sindical e operário brasileiro. Ao longo de mais de vinte anos, a OSM-SP afirmou-se como uma frente de trabalhadores, com um programa de defesa de um sindicalismo livre, democrático e de massa e pela auto-organização dos trabalhadores nas fábricas, em grupos e comissões, orientada pela perspectiva de uma independência política e ideológica dos organismos operários. A esta direção, a OSM subordinou a ocupação e a atuação no aparelho sindical oficial. Seu objetivo imediato foi o de conquistar a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do Município de São Paulo, pela via das eleições sindicais, portanto, por dentro da estrutura, assentada no apoio e na organização de base nas fábricas do centro da maior concentração operária do país. A OSM desenvolveu uma ação que buscava integrar o sindicato e outros organismos de resistência operária na perspectiva da luta de classes. Atuando dentro da estrutura sindical subordinada ao Estado e fora, a partir da fábrica, com um prática direcionada para a construção de um sindicalismo de massa e democraticamente organizado com uma prática classista, configurou-se para a OSM um dilema entre a fábrica e o sindicato a que se refere o título deste trabalho. Para realizar esta pesquisa, a autora coletou, além de extensa bibliografia, vasto material impresso de divulgação da OSM e do movimento sindical. II

4 ABSTRACT This work recovers the trajectory of the São Paulo s Metalurgic Trade Union Oposition (OSM-SP), from 1967 to 1987, inside Brazil s trade unionist and labor movement. During more than 20 years, OSM-SP became a workers front, with a program that advocates free, democratic and mass trade unions, along with workers selforganization in the plants, in groups and comissions, oriented by a perspective of political and ideologic independence for workers organs. To this directive, OSM-SP subordinates the ocupation and actuation inside official trade union apparatus. Its imediate goal was to conquer the Metalurgic Trade Union of the City of São Paulo, through trade union pools, i. e., from inside the structure, with the support and base organization in the plants of Brazil s major labor concentration. OSM-SP developped an action to integrate trade union and workers resistence in the perspective of class struggle. Acting inside official trade union structure and out, from the plants, to construct a mass trade unionism of classist practice, OSM-SP confronted a dilemma between the palnt and the trade union, to which refers the title of this research. To conduct this research, the autor amassed, beside a comprehensive bibliography, a large amount of press material from OSM-SP and trade union movement. III

5 Para Maíra e Inaê Olha as minhas meninas As minhas meninas Pra onde é que elas vão Se já saem sozinhas As notas da minha canção Vão as minhas meninas Levando destinos Tão iluminados de sim Passam por mim E embaraçam as linhas Da minha mão Chico Buarque, As minhas meninas, 1986 IV

6 AGRADECIMENTOS Ao longo e desafiador percurso deste trabalho, muitas pessoas, entre amigos, companheiros de trabalho e de militância, de formas diversas contribuíram para a sua realização. Corro o risco de esquecer de algumas, agradeço a todas. Deixo claro que a responsabilidade pelas idéias, imprecisões e erros deste trabalho é apenas minha. Agradeço à profa. Dra. Dilséa Adeodata Bonetti, orientadora respeitosa, amiga perseverante e sempre presente. Seu apoio e estímulo foram decisivos para que eu concluísse esta tarefa. Às professoras dras. Ma. Carmelita Yasbek, Miriam Veras Baptista e Úrsula Krasch, pelo imprescindível apoio institucional e acadêmico. Ao Conselho de Ensino e Pesquisa da PUC-SP, que me concedeu horas contratuais de trabalho para a realização desta pesquisa. Ao prof. José Paulo Netto, agradeço sua generosidade intelectual e política, o incentivo constante ao estudo e ao debate. Vários professores e pesquisadores discutiram comigo aspectos deste estudo. Sou grata a Hamilton Faria, Nobuco Kameana, Leila Blass, Iram Jácome Rodrigues, Arnaldo Nogueira, Regina Giffoni Marsiglia, Marília Pardini e Maria Lúcia Barroco. Ao Centro de Pesquisa Vergueiro, agradeço o acesso ao acervo, facilitado especialmente por Valkíria Elizabeth Texeira e Leonor Marques da Silva. Colaboraram na coleta de material e transcrição dos depoimentos e discussões, João Clóvis Mariano, Nádia Gebara e Alessandra Medeiros. Meu reconhecimento sincero aos companheiros da Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo, aguerridos sujeitos de um tempo na história dos trabalhadores brasileiros. A Vito Giannotti, Geraldo Ferreira da Silva, Maria José Soares, Sebastião Lopes Neto e Raimundo Moreira de Oliveira, agradeço pelos depoimentos concedidos. Agradeço ainda às suas participações, juntamente com Carlucio Castanha, Cleodon Silva, Cícero Umbelino da Silva, Wlademar Rossi e Stanislaw Szermetta, no momento de devolução e do debate de meu estudo. Sou grata pela atenção, disponibilidade e pelos significativos esclarecimentos e ponderações que me foram prestados por longos período. Esta é uma narrativa, com a minha interpretação, mas que partilha com estes sujeitos um ponto de vista V

7 essencial: a emancipação da classe operária tem de ser obra dos próprios trabalhadores. Um agradecimento especial aos professores da Faculdade de Serviço Social da PUC-SP, companheiros de trabalho de longa jornada, pelo estímulo e amizade manifestas das mais diversas formas, especialmente àquelas que solidariamente dividiram comigo as tarefas de direção da unidade e de equipe. Meus agradecimentos se estendem aos funcionários. A Isaura Castanho e Oliveira e Marília Pardini, amigas de todos os momentos. Sou muita grata pela força da sólida amizade de Marilda Villela Iamamoto e Mariléa Venâncio Porfírio. À minha mãe e irmãos, pelo carinho e apoio, mesmo distantes do meu cotidiano. Por fim, uma palavra carinhosa e emocionada. A Maíra e Inaê, minhas filhas, pela paciência com que suportaram as crises e dificuldades de toda ordem que atravessei e pela alegria que me proporcionam. As minhas meninas ainda colaboraram diretamente na finalização deste trabalho: Maíra contribuiu na revisão e conferência das tabelas, quadros e fontes; Inaê realizou a formatação final do texto, tabelas, quadros e mapas. Ao Cleodon Silva, companheiro de vida e de luta, amigo e solidário, obrigada por tudo. VI

8 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO, 1 Capítulo I - AS RAÍZES DA OPOSIÇÃO SINDICAL: RESISTÊNCIA E EXÍLIO NAS FÁBRICAS, 8 1. A ditadura militar: constituição e crise, 8 2. Controle sindical e emergência da Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo, O Sindicato dos Metalúrgicos da cidade de São Paulo: cenário privilegiado de luta sindical, Exílio nas fábricas: a emergência da Oposição Sindical Metalúrgica, A fase embrionária, A consolidação nas fábricas e nos bairros: estruturação da OSM, O debate de um programa básico, Referências políticas e ideológicas na conformação da OSM, O legado de uma tradição de esquerda em crise, O ideário dos conselhistas e outras idéias do pensamento revolucionário, Teologia da Libertação, Pastoral Operária e mundo do trabalho, 109 Capítulo II - INDÚSTRIA, TRABALHO E OPERARIADO METALÚRGICO NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, Características gerais do complexo industrial metalúrgico, O complexo metalúrgico no Município de São Paulo: dispersão e concentração industrial, Feições do operariado metalúrgico do município de São Paulo, Indústria e trabalho sob o impacto da crise dos anos 80, 162 VII

9 4.1. Difusão de novas tecnologias e controle da força de trabalho na indústria metalúrgica, Flexibilização e reestruturação produtiva nos anos 80: a precarização e intensificação do trabalho, 179 Capítulo III - CONFRONTO OPERÁRIO NAS FABRICAS: GREVES E COMISSÕES, Fecundando a espontaneidade operária: as greves das comissões (maio de 1978), Braços cruzados, máquinas paradas!, A particularidade das greves dos metalúrgicos na capital: comissões de fábrica e atuação da OSM, Radicalidade e fragilidade: o significado da greve geral metalúrgica de novembro de 1978, Preparação da greve: a tentativa de ocupação do espaço sindical, A deflagração da primeira greve geral da categoria metalúrgica no país, O significado da greve geral dos metalúrgicos da capital, Em meio às greves: definição da linha politico-sindical da OSM- SP, I Congresso da Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo (março de 1979), A ruptura da unidade orgânica da Oposição Sindical, A greve geral de 1979: a afirmação dos metalúrgicos em novo confronto, A contextualidade política e a dinâmica das forças em confronto, Preparação e o enfrentamento na greve geral: Nossa greve foi de uma coragem nunca vista!, O significado da greve geral de 1979: positividades e negatividades da ação operária, A retomada da organização de base nas fábricas, Novas lutas e impasses no início dos anos 80, 308 VIII

10 5.2. A difícil afirmação das comissões de fábrica, 322 Capítulo IV - O EMBATE POLÍTICO-SINDICAL: ELEIÇÕES E ARTICULAÇÕES SINDICAIS NA BASE METALÚRGICA DE SÃO PAULO, : Vence, mas não leva!, A OSM sobrevive nas fábricas, Eleições sindicais de 1981: a Oposição é referendada nas fábricas, A ofensiva do sindicato e a disputa com a OSM nas fábricas, A OSM na gênese da CUT: o ideário de um sindicalismo classista, Eleições sindicais de 1984: Chapa Única de Oposição vence nas fábricas, A derrota do projeto político-sindical da OSMSP, Metalúrgicos da CUT - III Congresso do Movimento de Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo ( MOSM-SP) 1986, Eleições metalúrgicas de 1987: MOSM-SP é derrotado nas fábricas, 430 BIBLIOGRAFIA, 457 FONTES, 477 IX

11 Eu atravesso as coisas e no meio da travessia não vejo! só estava era entretido na idéia dos lugares de saída e de chegada. Assaz o senhor sabe: a gente quer passar um rio a nado, e passa; mais vai dar na outra banda é num ponto muito mais embaixo, bem diverso de em que primeiro se pensou. Viver nem não é muito perigoso? Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado. K. Marx, O 18 Brumário de Luís Bonaparte X

12 APRESENTAÇÃO Há pouco mais de duas décadas, a sociedade brasileira era marcada pela reinserção da classe operária na cena política, sinalizada pela eclosão de um vigoroso movimento grevista que se alastrou pela concentração industrial na região metropolitana de São Paulo. Produto histórico da consolidação da acumulação monopolista sob a ditadura militar, os novos proletários cobram o seu espaço e exigem o reconhecimento de sua cidadania, ou seja, impõem as suas reivindicações sociais de motivações econômicas, aparentemente imediatistas, como exigências de classe, - em que pesem sua espontaneidade e suas debilidades orgânicas -, e atingem o coração de uma burguesia despótica e de seu Estado autocrático, na fábrica e fora dela. E, ao fazê-lo, complicam a transição democrática. No terreno social marcado pela exploração e dominação, por profundas desigualdades sociais, com traços agudos de miséria e exclusão, e também pela radicalidade do protagonismo dos trabalhadores que aí se desenvolveu, entre outras alternativas, gestou-se um novo sindicalismo de corte classista. Originário nos pólos modernos da economia e portando uma autonomia diante de partidos políticos e do Estado, esse sindicalismo desenvolveu um perfil de ação sindical de massa, ancorada nas questões do cotidiano fabril, dando voz às reivindicações e interesses do operariado em seus locais de trabalho. Com uma atuação por dentro da estrutura sindical atrelada, a partir do mandato legal instituído, essas práticas acarretaram mudanças desta mesma estrutura sindical, e o seu caso exemplar foi o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. O movimento operário e sindical que se espraiou a partir das grandes jornadas grevistas de 1978 estampou alguns elementos efetivamente novos em relação à atividade sindical vigente no período anterior à 1964 e assumiu múltiplas faces. A partir das derrotas de 1964 e 1968, no processo de reaproximação dos diversos núcleos de resistência nas fábricas, nos bairros e também nos sindicatos, desenvolveram-se as experiências das oposições sindicais. No seu surgimento, foram quase que um resultado natural da luta invisível, silenciosa e subterrânea de resistência, quando todos os canais estavam fechados. Ao longo de mais de dez anos, atuando em situações as mais adversas e por fora da estrutura sindical, esses 1

13 agrupamentos formularam quase um programa, com objetivos e princípios de ação comuns, ultrapassando a forma espontânea e afirmando-se com existência e prática permanente nas fábricas, sem se confundirem com as frentes eleitorais constituídas para disputar eleições dos sindicatos. As oposições sindicais exerceram um ataque acirrado contra a estrutura do sindicalismo oficial e pela defesa da organização de base nos locais de trabalho, especialmente as comissões de fábrica independentes dos sindicatos. No universo das oposições sindicais, a experiência da Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo é a mais emblemática, pelo projeto que sustentou, pela prática e pela influência que exerceu. Desvelar a gênese, o significado, o ideário e a prática da Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo, entre 1967 e 1987, é o objetivo central deste trabalho. Ao longo de uma trajetória de mais de vinte anos, a OSM-SP (como passa a ser referida) afirmou-se como uma frente de trabalhadores, centrada em um programa de defesa de um sindicalismo livre, democrático e de massa e pela auto-organização dos trabalhadores nas fábricas, através de grupos e comissões orientados pela perspectiva de uma independência política e ideológica dos organismos operários. A esta direção, a OSM subordinou a ocupação e a atuação no aparelho sindical oficial. Seu objetivo imediato foi o de conquistar a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do Município de São Paulo, pela via das eleições sindicais, portanto, por dentro da estrutura, assentada no apoio e na organização de base nas fábricas do centro da maior concentração operária do país. A OSM desenvolveu uma ação que buscava integrar o sindicato e outros organismos de resistência operária na perspectiva da luta de classes. Atuando dentro da estrutura sindical subordinada ao Estado e fora, a partir da fábrica, com uma prática direcionada para a construção de um sindicalismo de massa e democraticamente organizada com uma prática classista, configurou-se para a OSM um dilema entre a fábrica e o sindicato a que se refere o título deste trabalho. Entre os metalúrgicos de São Paulo, a ação operária não se deu pela ocupação do aparelho sindical, capitaneado por uma diretoria que era a própria encarnação da estrutura sindical atrelada e desmobilizadora. Combativa e espontânea, tentou outros caminhos que expressaram a sua rejeição a esta diretoria e abalando a estrutura que a sustenta. Aqui se desenvolveu uma dinâmica particular na resistência nas fábricas, nas reivindicações e nas tentativas de unificação por meio de greves gerais da 2

14 categoria no final dos anos de Por dentro da ação do operariado e como parte dela, a OSM emergiu no movimento grevista com potencialidade para se afirmar como direção alternativa, no entanto, sem assumir a representação direta dos metalúrgicos, por entender que uma direção independente e classista seria construída nesta dinâmica, e passaria pela unificação do conjunto dos trabalhadores. Direção que se afirmaria orientada pela perspectiva de classe e autonomia política e ideológica da intervenção social dos trabalhadores e de seu projeto societário, fundado na idéia de que a emancipação da classe operária tem de ser obra dos próprios trabalhadores. A concepção que orienta a programática desta frente de trabalhadores está ancorada em outro elemento relevante, que amplia a complexidade do objeto de estudo. Examinada na sua interioridade, a OSM é muito diferenciada quanto à vinculação política e ideológica de origem dos militantes que a integraram, o que gerou conflitos, tensões e ambigüidades na sua prática. A OSM formou-se na confluência de militantes e ex-militantes da esquerda organizada existente no final dos anos 60, de operários oriundos da esquerda católica e de sindicalistas. Mas o que se evidencia é a unidade que foi capaz de conformar em torno de um ideário e de suas orientações práticas, ultrapassando a diversificada confluência originária e se constituindo em um organismo novo, uma frente de trabalhadores. Este é o elemento que imprime singularidade à OSM a ser desvendado neste estudo. Com um programa básico definido e uma prática sindical fortalecida no trabalho árduo de resistência ao despotismo do capital, na fábrica e no confronto provocado pelas grandes greves dos metalúrgicos de São Paulo e, persistente na luta contra a diretoria do Sindicato e a estrutura da qual esta se originou, a OSM afirmouse no conjunto do movimento operário e sindical que emergiu depois de 1964, influenciando a formação de outras oposições sindicais. No início dos anos de 1980, com outros agrupamentos, correntes e tendências atuantes no universo do sindicalismo combativo, a Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo e os sindicalistas de São Bernardo do Campo confluíram na formação da Central Única dos Trabalhadores, marcando uma nova ofensiva sindical e política das classes trabalhadoras da cidade e do campo no confronto de classes na sociedade brasileira. No processo de consolidação da CUT, na diversidade política e ideológica que a conforma, a OSM tornou-se um dos pólos mais importantes de uma das suas 3

15 tendências, na disputa pela hegemonia do projeto sindical anticapitalista referenciado por uma opção socialista. A OSM não conseguiu conquistar e ocupar o poderoso e estratégico aparelho do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, condição para que se afirmasse como um polo decisivo com potencialidades capaz de obstaculizar o avanço das forças e interesses burgueses no seio do movimento operário e sindical. Importa ainda apreender as opções que fez a OSM face às condições em que se desenvolveu o universo tenso e conflituoso do sindicalismo combativo, através da CUT, confrontado com o processo de afirmação do projeto hegemônico burguês em curso ao longo dos anos 80, para o qual o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo tornouse um instrumento eficaz. A trajetória da OSM se inscreve na história dos vencidos como expressão de um movimento mais amplo dos oprimidos na sociedade brasileira. E a estes se impõe compreender todo o processo, e por que se deu de modo diverso do que projetaram, retomando uma velha lição de Hobsbawm (1999): a história pode ter vencedores em curto prazo, mas em longo prazo, os ganhos em compreensão têm advindo dos derrotados. E derrotas acarretam responsabilidades e novos compromissos na perspectiva de emancipação social e humana. Nesse quadro encontra-se uma das dificuldades deste trabalho. Analiso uma experiência não hegemônica no interior do movimento operário e sindical e, derrotada em seus objetivos imediatos, seja em relação à conquista do aparelho sindical e construção de um sindicato livre das amarras do Estado, seja na organização nos locais de trabalho. Debruçar sobre derrotas envolve balanços e avaliações diferenciadas, o que é uma tarefa de natureza coletiva e política, para a qual esta narrativa dos caminhos percorridos pelos militantes da OSM-SP, elaborada no âmbito universitário pretende ser tão somente uma contribuição. Por isto mesmo o que está aqui dito e anunciado não é isento. A escolha deste tema como objeto de estudo nasceu dos condutos da militância político-partidária junto à OSM desde o início dos anos A reinserção da classe operária na cena histórica encontrava ecos no debate acadêmico, reproduzindo e, também influenciando as polêmicas e interpretações elaboradas pelo próprio movimento sindical e pela esquerda. Moveu-me a busca de um ponto de encontro entre os estudos acadêmicos e a política, entre compromissos de ordem 4

16 prática e compreensão teórica. Minha intenção inscreve-se num movimento mais amplo e coletivo efetivado por aqueles que, nas trevas dos anos duros da ditadura, já haviam cantado e amargado o sentido da canção de Chico Buarque A gente vai contra a corrente/ até não poder resistir/ na volta do barco é que sente/ o quanto deixou de cumprir. Orientou-me a busca da crítica e autocrítica, no conhecimento e na ação. Para trilhar este caminho exigente, guiou-me a premissa de que a adoção de um ponto de vista de classe do proletariado, o posicionamento político e ideológico implicado neste estudo, possibilitava não mais que um ângulo para desvelar o objeto; é um requisito para o trabalho teórico, que não poderia surgir espontaneamente das relações e lutas referidas. A natureza e o processo de análise do tema exigiram mediações reconstruídas pela reflexão teórica, pela interlocução crítica com o conhecimento acumulado, num trabalho de elaboração intelectual, que mobilizou procedimentos investigativos, recursos culturais, conceituais e categoriais. Movido pela necessidade da crítica teórica, este estudo, mesmo com suas lacunas, vazios e limitações, expressa ao mesmo tempo uma revisão e o esforço pessoal de uma autocrítica, reabrindo caminhos de conhecimento e ação. O propósito principal deste estudo não é o da tarefa teórica, da qual não dá conta. Pretendi, sobretudo, contribuir para dar visibilidade histórica à trajetória da Oposição Sindical Metalúrgica da São Paulo, no pressuposto de que memória da história operária é também elemento formador de valores, de cultura e identidade de classe, constitutiva de hegemonia. O estudo proposto é desenvolvido em quatro capítulos. No capitulo I, analiso as bases sociais da gênese da Oposição Sindical, procurando inicialmente oferecer elementos que permitam aprender os processos econômicos e políticos da constituição e crise da ditadura militar, nos marcos da consolidação do capitalismo monopolista na sociedade brasileira, ressaltando as implicações do novo padrão de acumulação para as classes trabalhadoras, o caráter do Estado autocrático em suas relações com as classes sociais. Compondo a análise das condições de surgimento da OSM, situo o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, referido à análise da estrutura sindical existente no país, seu modelo de gestão e das funções polícias que exerceu especialmente depois de Analiso a emergência da OSM, desde seus primeiros passos nas eleições sindicais de 1967 ao 5

17 exílio nas fábricas e sua atuação nas múltiplas lutas de resistência silenciosa da classe operária quando esboçou seu programa de ação. Procurando apreender a singularidade da OSM, apresento alguns elementos das principais referências ideológicas e políticas veiculadas pelos diferentes militantes que concorreram na sua constituição como frente de trabalhadores, demarcando uma relação peculiar da esquerda revolucionária com o movimento operário depois de No capitulo II, apresento elementos para uma caracterização geral do complexo da indústria metalúrgica do município de São Paulo, que configura uma estrutura de concentração e dispersão industrial, heterogênea e diferenciada em seus quatro ramos de atividade, no contexto do desenvolvimento e crise do milagre econômico, e sob os impactos da crise recessiva dos anos 80. Destaco também elementos sobre o modo como se dá a organização e o controle do processo de trabalho em seus quatro ramos, a partir de informações recolhidas de pesquisas empíricas. A partir destes elementos, apresento um perfil aproximado do operariado metalúrgico da capital como um dos núcleos da nova classe operária. Este capítulo tem o objetivo de situar as bases materiais em que se desenvolveu a ação do sindicalismo tradicional e o da Oposição Sindical. No capitulo III, analiso o ciclo de greves desencadeado pelos metalúrgicos de São Paulo, mediante o estudo de um cada dos seus três grandes momentos: das greves das comissões de maio de 1978 às greves gerais de novembro de 1978 e 1979, para apreender suas motivações, processo e significados. Procuro identificar o modo como se deu a inserção da OSM na dinâmica grevista, bem como a relação da categoria e da diretoria do Sindicato. Em meio às greves, abordo o momento do I Congresso da OSM, sistematizando sua linha de atuação através das propostas das comissões de fábrica e de combate à estrutura sindical. A análise se estende na abordagem do trabalho da OSM nas fábricas, dos novos desafios e dificuldades que na afirmação das comissões e grupos, numa conjuntura de crise recessiva e de instauração de novas estratégias do capital no controle do processo produtivo. Neste período, a analise procura destacar as mudanças no Sindicato e a disputa entre a diretoria e a OSM pela liderança e direção do movimento dos metalúrgicos da capital. No capítulo IV, ponho em relevo o significado das eleições sindicais na base metalúrgica da capital, reveladoras da acirrada disputa político-ideológica entre os 6

18 vários agrupamentos, sinalizando táticas e estratégias, alternativas e impasses, enfim as tendências que se consolidaram e as derrotadas, definindo e redefinindo os rumos do movimento sindical no país. Para isso, apresento um esboço geral e descritivo dos quatros processos das eleições para a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos ( ), circunstanciando o contexto social político em que se deram as propostas e programas concorrentes, os resultados eleitorais e suas implicações. Procuro mostrar a dinâmica interna da OSM, seus conflitos e ambigüidades e seu trabalho de organização nas fábricas. Neste capítulo, analiso a presença e a inserção da OSM na gênese, formação e consolidação da CUT, o modo como se constituiu uma de suas tendências à esquerda. Destaco a estratégia da OSM para se efetivar como direção alternativa juntos aos metalúrgicos de São Paulo e o processo que culminou na derrota eleitoral de 1987, processo confrontado no âmbito da conjuntura do país da Nova República. As fontes trabalhadas neste estudo são de diversas modalidades. Para a elaboração deste estudo, tive como fonte principal a documentação e o material de divulgação da OSM. Trata-se um amplo e diversificado material, nem sempre organizado, que exigiu um esforço de verificação de datas, situação em foram produzidos, objetivos e destinação, que foram identificados pelos próprios protagonistas e autores. Deste material, constam documentos de debate, avaliação, teses e resoluções de congressos internos e do movimento sindical, atas de reuniões da coordenação, setores e comissões de trabalho, coletânea dos jornais, boletins e contribuições individuais dos militantes. A militância da OSM, ao longo de sua trajetória, preocupou-se com o registro de sua história, organizando arquivos, dossiês, coletâneas próprias e registro fotográfico, hoje aos cuidados do Centro de Pesquisa Vergueiro. A reorganização de parte deste material constitui também uma contribuição de meu estudo. Complementam este material, divulgação da imprensa sindical, alternativo-partidária e da grande imprensa, além de outras fontes diversas. Compõem este estudo depoimentos pessoais de militantes da OSM, coletados por mim, bem como consulta a relatos orais que são parte de outras pesquisas e estudos pertencentes aos acervos do Centro de Documentação e Informação (CEDI) da PUC-SP, do Arquivo Edgard Leuenroth (AEL) da UNICAMP e do Centro de Memória Sindical S.P. 7

19 Capítulo I AS RAÍZES DA OPOSIÇÃO SINDICAL: RESISTÊNCIA E EXÍLIO NAS FÁBRICAS 1. A DITADURA MILITAR: CONSTITUIÇÃO E CRISE O quadro sumário, com os aspectos centrais do período que examino, baseiase em estudos que explicam a ditadura militar na sua correspondência com a situação de crise da sociedade brasileira no jogo das forças sociais em conflito. Na interpretação de Fernandes (1976), a ditadura militar foi instaurada no processo de resolução do que qualifica de crise do poder burguês e da dominação burguesa, conseqüência da transição do capitalismo competitivo para a fase monopolista, analisada na particularidade da formação social brasileira. 1 1 Outros analistas têm contribuído no estudo e debate acerca do modo particular do desenvolvimento do capitalismo no Brasil. Coutinho (1974), foi o introdutor da categoria da via prussiana modo específico de constituição do capitalismo na Alemanha, como uma fecunda referência de análise, de alcance universal, para explicar o processo de modernização econômico-social brasileiro. As características centrais deste modo de transição estão na base das mudanças no Brasil e são sempre recorrentes analisa Coutinho (1980:71), sustentado em Lenim e Gramsci: As transformações ocorridas em nossa história não resultaram de autênticas revoluções, de movimentos provenientes de baixo para cima [...] mas se encaminharam sempre através de uma conciliação entre os representantes dos grupos opositores economicamente dominantes, conciliação que se expressa sob a figura política de reformas pelo alto. Esta interpretação foi retomada Chasin (1978), que reafirma a similitude entre a via prussiana e o caminho brasileiro; no entanto, formula a designação de via colonial para a constituição do capitalismo no Brasil; enfatiza suas singularidades distintas e descarta qualquer alusão a um modo de produção feudal antecedendo ao capitalismo: Mas, enquanto a industrialização alemã é das últimas décadas do século XIX e atinge no processo, a partir de certo momento, grande velocidade e expressão a ponto de a Alemanha alcançar a configuração imperialista, no Brasil a industrialização principia a se realizar efetivamente muito mais tarde, já num momento avançado das guerras imperialistas e sem nunca com isto romper sua condição de país subordinado aos pólos hegemônicos da economia internacional. De sorte que o 'verdadeiro capitalismo' alemão é tardio, enquanto o brasileiro é hipertardio (Chasin, 1978:628). Recorreram a estas categorias, Vianna (1978a); Antunes (1982). Entre as referências clássicas destas análises, Marx (1993), Lenin (s/d). 8

20 À fase de emergência e expansão da economia competitiva corresponde o processo de dinamização do mercado capitalista, nucleado no setor urbanocomercial, que engendra o nascimento das relações capitalistas de produção propriamente ditas. O eixo de sua evolução assentou-se no sistema de importação e exportação organizada no período neocolonial, durante o ciclo de industrialização do final do século XIX até Fernandes destaca que o capitalismo alcançou o apogeu no País em sua fase competitiva e manteve uma dupla articulação que lhe impôs limitações históricas e impediu um processo de industrialização autônomo e auto-sustentado (Fernandes, 1976:241): primeiro, o caráter subordinado e associado da industrialização aos centros hegemônicos do capitalismo monopolista internacional, marco da formação social brasileira desde o período colonial; segundo, a articulação do setor urbanoindustrial ao setor agrário. O capitalismo expandiu-se sem se desvencilhar da arcaica economia agrário-exportadora, precondição para efetuar as transformações estruturais. Ao contrário, preservou e redimensionou suas formas o latifúndio e as fontes de acumulação não-capitalistas, como lastros para seu próprio crescimento, articuladas às atividades produtivas urbano-industriais. A modernização capitalista no País não se fez contra o atraso, mas às suas custas, repondo-o no interior da nova dinâmica de acumulação sob as mais variadas e complexas formas, processo este que vem se atualizando no tempo presente. 2 Esta dupla articulação, a partir de dentro e a partir de fora, intrínseca ao desenvolvimento capitalista brasileiro, definiu as condições de impotência e debilidade da burguesia, para realizar as tarefas de uma revolução nacional e democrática, nos moldes clássicos. 3 2 No Brasil [...] verificou-se, portanto, um processo conciliatório entre o velho, representado pelo latifúndio, e o novo, expresso pela industrialização, entre o mundo agrário e o industrial, sendo que o desenvolvimento deste deu-se pelo pagamento de um alto tributo ao historicamente velho (Antunes, 1982:47, grifos do texto). Chasin (1978:628) explicita que, no entanto, esta conciliação efetiva-se com um velho que não é, nem se põe como o mesmo. 3 Fernandes (1976) afirma que o capitalismo dependente é, por sua natureza, difícil. Desse ângulo, a redução do campo de atuação histórica da burguesia exprime uma realidade específica, a partir da qual a dominação burguesa aparece como conexão histórica, não da revolução nacional e democrática, mas do capitalismo dependente e do tipo de transformação capitalista que este pressupõe. 9

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