O PENSAMENTO POR OPOSTOS E A EMERGÊNCIA DO PAR ANALÓGICO- DIGITAL

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1 Robinson Moreira Tenório 1 O PENSAMENTO POR OPOSTOS E A EMERGÊNCIA DO PAR ANALÓGICO- DIGITAL Robinson Moreira Tenório Prof. Adjunto UEFS;Doutor em Educação - USP Resumo:Investigando-se as características e a forma de relação entre processos digitais e analógicos, verifica-se que, mesmo do ponto de vista meramente técnico, há uma estreita articulação entre eles, e, no que se refere às atividades humanas e sociais, é muito difícil, e até mesmo indesejável, separá-los de forma excludente, já que estes processos intervém conjuntamente em quase todos os níveis da experiência humana. A relação entre os aspectos analógicos e digitais, tanto na Informática, quanto em outros domínios em que é pertinente a consideração de tais aspectos, constitui-se, de fato, em uma articulação tensa e dinâmica. Abstract:Analyzing the features and the relation between the digital and analogical processes, it s possible to recognize a strong articulation between them, even in the technical view. Considering the human and social activities, it s hard to separate completely one process from the other, because those processes influence almost all levels of the human experience.. The relation between the analogical and digital aspects is dynamic and tense in Data Processing and other fields.

2 2 Robinson Moreira Tenório Uma criança que eu conhecia insistia que faca era o oposto de garfo, mas este era o oposto de colher. Água era oposto de leite. Quanto ao oposto de oposto, esta criança considerava tolo demais para ser discutido. MINSKY, 1989 p.101 Um dos problemas teóricos fundamentais, amplo e complexo, presente em todas as áreas do saber filosófico e científico, é elucidar as relações presentes em pares de oposições que impregnam tais saberes. Por exemplo, a relação entre o particular e o universal, entre o concreto e o abstrato, entre a análise e a síntese, apenas para citar algumas entre muitas outras. Segundo MOLES (1971), o estudo do pensamento científico comporta três partes principais: (a) como edificamos os conceitos (heurística), (b) como reunimos os conceitos entre si ( infralógicas), e (c) como estabelecemos seu valor. Os métodos heurísticos são de criação de conceitos ou ainda de exploração de conceitos já presentes no espírito do pesquisador. Moles discute 21 métodos heurísticos diferentes; ao examiná-los, verificamos que o pensamento por opostos permeia, de formas diferentes, muitos deles (por exemplo, o método dos limites, ou o método de dissolução de dicotomias ). Reciprocamente, os métodos parecem contribuir para a construção de pares de opostos para a utilização da forma de pensar por opostos (por exemplo, o método da diferenciação, ou o método da contradição, ou ainda o método da classificação ). Por outro lado, alguns métodos parecem ter estatuto próprio, não necessariamente articulado à forma de pensar por opostos, como por exemplo o método da transferência, em cujo núcleo está o pensamento por analogia; isso nos remete ao conceito

3 Robinson Moreira Tenório 3 de analógico, ao qual se opõem o conceituado recentemente conceito de digital, ambos constituindo um raro par de opostos de origem técnica, objeto das considerações desse ensaio. Neste ensaio, inicialmente, esboçaremos um panorama geral do pensamento por opostos, após o que passaremos à elaboração de um mapeamento de pares de opostos recorrentes na informática - que não se arroga exaustivo, evidentemente - e, então, para concluir, faremos algumas considerações exploratórias como um primeiro esforço para o esclarecimento da supracitada articulação analógico-digital. 1 Formas de Oposição Segundo GIL (1978), as oposições conceituais, pólos do movimento do pensamento, constituem-se ao mesmo tempo a partir das intuições semânticas, que brotam na fratura do ser e do conhecer, e da teoria da negação. Assim as oposições conceituais, que produzem um pensamento construtivo do conhecimento, colocam-se como questão lógica, categorial e cognitiva. O pensamento por opostos, se por um lado, não pode ser reduzido à organização social, por outro não constitui arquétipos ideais e trans-históricos. Os opostos, ao mesmo tempo, se alimentam e informam os complexos cognitivos mais amplos. Fixemos agora nossa atenção na idéia geral de oposição, de pares de opostos. Qualquer classificação é arbitrária, no sentido que devem ser arbitrados os critérios para sua elaboração. Isso se aplica também, evidentemente, à categorização dos pares de opostos que apresentaremos a seguir. Além do mais, a relação entre os elementos de um par de opostos em diferentes áreas do saber guarda semelhanças, mas também pode, em cada área, indicar particularidades que não poderíamos identificar aqui em uma análise genérica.

4 4 Robinson Moreira Tenório Vejamos, então, tendo em mente as ressalvas do parágrafo anterior, uma classificação possível das figuras ou categorias de oposição entre pares de conceitos. A partir da análise do trabalho de Gil (1978), identificamos quatro macro-critérios de categorização, a saber: forma (contínua ou discreta), amplitude da negação (antagônica ou não-antagônica), processo cognitivo (analógico ou digital), e mediação ( contida na oposição como um todo ou conforme as imposições lógicas da figura em questão). O quadro a seguir (QUADRO1) sumariza nossa análise. FORMA CONTINUA DISCRETA FORMA HOMOGÊNEA HETEROGÊNEA FUNCIONAL DICOTOMIA NÃO-SIMETRICA NEGAÇÃO SIMETRICA MEDIAÇÃO NÃO-ANTA- DUALIDADE (SIMETRIA) TODO, ESCALA GONICA (NA OPOSIÇÃO) COMPLEMEN- TARIDADE ANTAGONI- CONTRARIE- CONTRADIÇÃO CONFORME CA DADE (DILEMA/PA - IMPOSIÇÕES RADOXO NEGAÇÃO MEDIAÇÃO METAFÓRICA METONÍMICA ANALÓGICA DIGITAL COGNIÇÃO SINTÉTICA ANALÍTICA COGNIÇÃO Para maior clareza de exposição, vejamos alguns exemplos de pares de opostos, além de certas características das figuras apresentadas na tabela. Começaremos pelas figuras funcionais.

5 Robinson Moreira Tenório 5 (a) Dualidades Exemplos: seco-úmido; claro-escuro; quente-frio. Os pares acima representam extremidades de uma escala contínua; um termo significa privação em relação ao outro. A escala comporta variações para mais e para menos, podendose perceber uma estrutura de ordem (relações transitivas). Pontos diferentes na escala são disjuntos, mas não exclusivos. (b) Contrariedades Exemplos: branco-preto; dor-prazer. As contrariedades também se dispõem em um contínuo cujos limites são os pares em oposição; são mutuamente exclusivas ( a presença de um fato significa a eliminação dos demais), mas não exaustivas no domínio em que estão inseridas. Dois contrários podem ser falsos. Passemos agora para as figuras dicotômicas: (a) Simetria Exemplos: qualquer automorfismo (rotação, translação) Os termos simétricos podem ser considerados como possuindo grau zero de oposição; a simetria representa o equilíbrio. (b) Complementaridade Exemplos: par-ímpar; macho-fêmea; vertebrado-invertebrado. Os termos complementares são disjunções exclusivas e exaustivas de um domínio; a oposição é decorrente de um operador externo, geralmente desconhecido; os termos complementares são duas

6 6 Robinson Moreira Tenório faces heterogêneas de um mesmo domínio, a relação entre eles é circular; a complementaridade está a meio caminho entre a simetria e a contradição. (b) CONTRADIÇÃO Exemplos: falso-verdadeiro; repouso-movimento. Os termos opostos na contradição possuem uma incompatibilidade exclusiva e exaustiva. A negação é o operador (externo ao domínio considerado) da contradição. (c) DILEMAS E PARADOXOS Exemplos: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come (dilema); eu minto (paradoxo). São figuras aparentadas à contradição. 9): Classificação algo diferente nos fornece HARIKI (1992 p 28- (a) DUALIDADE - par de conceitos compatíveis, cooperativos, complementares. (b) DICOTOMIA - par de conceitos antagônicos, competitivos, mutuamente exclusivos, que podem se considerados a partir de uma perspectiva monista ( resolve-se a dicotomia pela escolha de um dos termos), ou a partir de uma perspectiva complementarista (reconciliação dos termos, oposição não radical). Comparando as duas classificações (HARIKI, GIL), observase que no monismo estabelece-se uma contradição entre os opostos, contradição afastada pela escolha de um pólo e abandono do outro; já no caso do complementarismo, a oposição não é antagônica (radical), o que nos remete para a figura da dualidade ou para a figura da complementaridade. Daí o fato de termos incluído o

7 Robinson Moreira Tenório 7 qualificativo dicotômica entre as categorias das variáveis organizadoras da tabela, apesar do termo não ter sido empregado por Gil. Nosso objetivo, no entanto, é apresentar duas considerações opostas que nos foram sugeridas pelo artigo já referenciado de Gil, e que emergem claramente da tabela sintética descritiva das figuras de oposição que organizamos (QUADRO1). As considerações são: (a) as figuras de oposição estão na base da construção de diversos conceitos; (b) diversos pares de conceitos opostos clássicos (discreto-contínuo, sintético-analítico, todoparte, identidade-diferença etc) fundamentam a existência das figuras de oposição. 2 Opostos na Informática Um conceito na concepção clássica (aristotélica), tem natureza conjuntista - ou um objeto pertence ao conceito, ou não pertence, não há meio termo; assim, um conceito é uma lista de propriedades individualmente necessárias e conjuntamente suficientes, e essa lista define o conceito de maneira precisa. Essa concepção recebeu críticas de WITTGENSTEIN (1979). Para este autor, os conceitos carecem da precisão suposta na concepção aristotélica, e um conjunto de propriedades pode definir apenas um protótipo; os objetos semelhantes ao protótipo constituem uma família, repleta de casos intermediários aos casos extremos dessa família. Enquanto na concepção aristotélica os conceitos têm natureza precisa e discreta, na concepção wittgensteiniana os conceitos têm natureza gradual, imprecisa e contínua. Dessa forma, articuladas à concepção clássica de conceito, parecem estar de forma predominante as simetrias (identidades) e as contradições, ambas figuras discretas que definem, respectivamente, o que pertence e o que não pertence ao conceito em questão. Já

8 8 Robinson Moreira Tenório a idéia de familiaridade, parece articular-se de forma mais incisiva com as figuras contínuas, dualidades e contrariedades. Seja na concepção clássica ou na concepção prototípica, as figuras de oposição fundamentam a construção de conceitos e categorias. Por outro lado, como já vimos, na tentativa de conceituação das figuras de oposição, tais como a complementaridade, a contradição, a contrariedade ou a dualidade - das quais não nos ocuparemos aqui - a presença de certos conceitos opostos clássicos é notória. Tais pares de conceitos opostos, como análise-síntese e discreto-contínuo, têm sido objeto de reflexão filosófica desde os gregos. Porém, atentando para o critério cognição (processo cognitivo), nota-se a presença de um par não clássico, o par analógicodigital. Apesar da sabida preocupação filosófica com a questão da analogia - principalmente na filosofia clássica e escolástica - o par referido só chegou a constituir-se com a contemporânea emergência do oposto digital. Conforme CEBOLEIRO (1978), em um dos raros trabalhos que versam sobre a tensão analógicodigital, O que é de algum modo surpreendente neste par de conceitos, cuja elaboração filosófica é extremamente recente, é sua origem técnica, a linguagem dos computadores - e haveria aqui decerto um tema de reflexão dada a prática inexistência de conceitos filosóficos de matriz técnica (p.224). A Informática se constitui na matriz técnica, em cujo núcleo estão os computadores e suas linguagens, a que Ceboleiro se refere. Assim, elaboramos o quadro abaixo (QUADRO2), em que

9 Robinson Moreira Tenório 9 apresentamos pares de opostos que frequentemente organizam o discurso da informática. QUADRO 2:Opostos em Informática HARDWARE SOFTWARE MÁQUINA HOMEM MANUAL AUTOMÁTICO SERIAL PARALELO CÉREBRO MENTE DETERMINÍSTICO PROBABILÍSTICO COMPUTÁVEL NÃO-COMPUTÁVEL ARTIFICIAL NATURAL ALGORÍTMICO HEURÍSTICO RECURSIVO INFERENCIAL INSOLÚVEL SOLÚVEL FORMA SENTIDO PROGRAMA FONTE PROGRAMA OBJETO ON - LINE OFF-LINE REAL VIRTUAL BATCH INTERATIVO MAINFRAME MICROCOMPUTADOR CENTRALIZADO DISTRIBUÍDO MONO-USUÁRIO MULTI-USUÁRIO MONOTAREFA MULTITAREFA EMULAR SIMULAR SISTEMA FECHADO SISTEMA ABERTO SIMBÖLICO ESTRUTURAL PREVISÍVEL IMPREVISÍVEL SEM CRIATIVIDADE CRIATIVO ENTRADA SIMBÓLICA ENTRADA SENSIVEL DADOS CONHECIMENTO DIGITAL ANALÓGICO Note-se que alguns desses pares permeiam o discurso da Informática, mas sua origem é anterior e exterior ao domínio da

10 10 Robinson Moreira Tenório ciência da informação. Por exemplo, o conhecido dualismo cartesiano mente-corpo, que no quadro aparece na forma mente-cérebro; ou ainda os opostos clássicos forma-sentido e discreto-contínuo. Outros pares, recorrentes no domínio da Informática e domínios afins como a Inteligência Artificial e a Cibernética, parecem estar, contudo, confinados nesses domínios, não exercendo aparentemente, até esse momento, nenhuma influência no pensamento filosófico. É o caso, por exemplo, dos pares hardwaresoftware, serial-paralelo, programa fonte - programa objeto, online-offline, batch-interativo etc. No caso do par real-virtual, do qual não trataremos neste ensaio, há um impacto ainda vibrante nos meios de comunicação decorrente, principalmente, do tema da realidade virtual; neste caso parece ter havido suficiente repercussão para catalisar a reação crítica necessária para se ultrapassar o mero fascínio pela técnica e seus resultados, e iniciar uma reflexão filosófica (cf. LÉVY, 1996). O outro par de opostos, de matriz técnica, de inegável importância epistemológica é o par analógico-digital. Tomaremolo como objeto de análise. Iniciaremos, porém, com uma visão geral do significado de cada um dos termos opostos do par em questão. 3 O Analógico e o Digital Reiteradas vezes encontramos na literatura técnica, principalmente, mas também na literatura de cunho mais filosófico, a identificação entre os pares contínuo-discreto e analógico-digital. Não há dúvida que há uma proximidade sensível entre os pares, mas certamente não existe identidade. Alguns exemplos podem ser mais esclarecedores: O digital tem como processo paradigmático a contagem. Etimologicamente, digital deriva do latim digitus (dedos). O analógico

11 Robinson Moreira Tenório 11 tem como paradigma a medida. Etimologicamente, analógico deriva do grego analogous (proporcionado). A proximidade entre o digital e o discreto, e entre o analógico e o contínuo, é evidente. Contudo, a relação entre ambos não é tão elementar quanto a identidade. Vejamos. A numeração unária, que utiliza um único símbolo para representar a contagem, utiliza elementos discretos, como a numeração em qualquer outra base, mas, diferentemente das demais, se baseia em uma analogia direta entre os elementos contados e a representação da sua quantidade. Cinco jacas seriam representas, por exemplo, na forma / / / / /. Assim, os elementos são discretos, mas o processo é analógico. Há uma função que associa as jacas e a representação de sua quantidade no sistema unário. Outros exemplos de sistemas analógicos constituídos por elementos discretos: a posição na hierarquia militar em função dos símbolos discretos das patentes; os mosaicos. Outra maneira de tentar explicar os opostos em consideração é a partir do par semântico-sintático, que pode ser tão redutora quanto através do par contínuo-discreto, criticada acima. O QUADRO3 nos permite vislumbrar facilmente tais inter-relações da forma (discreto-contínuo) e do conteúdo (semântico-sintático), sem que nos alonguemos demais em nossa argumentação.

12 12 Robinson Moreira Tenório QUADRO3: Forma e Conteúdo do Analógico e do Digital FORMA DISCRETO CONTÍNUO CONTEÚDO SEMÂNTICA ANALÓGICO ANALÓGICO SINTÁTICA DIGITAL ANALÓGICO Uma outra tentativa de caracterização direta de cada um dos elementos do par analógico-digital, que propomos, cientes da sua possível incompletude que caracteriza qualquer tentativa de definição simples de conceitos complexos, pode ser feita a partir das relações analógico-funcional e digital-formal. Um processo analógico sempre coloca em correspondência dois domínios. O analógico é, portanto, funcional. Um processo digital constitui-se de elementos discretos bem definidos, eventualmente articulados segundo regras bem definidas. O digital é, portanto, formal. Observe-se que não afirmamos que o digital é puramente formal, nem que o analógico é só funcional, o que é bastante sedutor. Assim, as relações que apresentamos no QUADRO4, a título informativo, nos parecem fundamentais na tentativa de deslindamento da tensão analógico-digital; apresentaremo-las simplesmente - algumas foram objeto de breves comentários nos parágrafos anteriores.

13 Robinson Moreira Tenório 13 QUADRO4: Relações Basicas do Digital e do Analógico DIGITAL-DISCRETO ANALÓGICO CONTÍNUO DIGITAL-BINÁRIO ANALÓGICO - SÍMILE DIGITAL-LÓGICO ANALÓGICO - HEURÍSTICO DIGITAL-FORMAL ANALÓGICO - METAFÓRICO DIGITAL-ESTRUTURAL ANALÓGICO - FUNCIONAL Podemos, agora, ensaiar uma caracterização esquemática um pouco mais completa do digital e do analógico. O QUADRO5, que segue, é fruto dessa tentativa: DIGITAL ANALÓGICO elementos discretos elementos contínuos (quase sempre) precisão pouco rigor sem informação sobre va- a subdivisão não esgota a lores inferiores ao dos ele- capacidade de informação mentos mínimos função denotativa e orde- função icônica nadora disjunção(ou, ou) conjução(quer, quer) categorias: identidade,con- categorias: diferença, dualitradição dade sintaxe semântica forma/estrutura função opera com a negação sin- domínio das diferenças (mais tática -menos)

14 14 Robinson Moreira Tenório existencial diferencial mecanismos: interruptor mecanismos: pedal do acelerarelógio digital dor termômetro ábaco régua de cálculo processos: execução de um processos: construção de um programa álgebra modelo metáfora informática educação QUADRO5: CARACTERIZAÇÃO DO DIGITAL E DO ANALÓGICO Os exemplos de mecanismos do quadro anterior são bastante evidentes quanto à sua pertinência ao analógico ou ao digital. Quanto aos processos, a mesma evidência se aplica pelo menos aos exemplos de execução de um programa e de construção de um modelo; os exemplos da informática (predominantemente digital nos dias atuais) e da educação (marcadamente analógica, pois envolve construção/transferência de significado) têm caráter provocativo e merecem maior espaço, que pretendemos dar em outra oportunidade. Passemos agora, finalmente, para a tensão analógico-digital propriamente dita. 4 Conclusões Do já exposto, percebe-se que a tensão entre o analógico e o digital não pode ser reduzida a um tipo único de oposição, mas de fato constitui uma rede complexa de relações. No que segue, tentaremos indicar, ainda que de forma precária, alguns pontos de articulação que ilustram a complexidade e riqueza de relações que definem o par analógico-digital. Eis algumas articulações:

15 Robinson Moreira Tenório 15 a. - Podemos passar da representação analógica para a digital. O digital simula o contínuo. Ex.: digitalizar uma imagem. Podemos passar da representação digital para a representação analógica. O analógico interpola/extrapola o digital. Ex.: a partir dos pontos de uma tabela, traçar a curva da função. b. - O digital simula o analógico e o analógico simula o digital. A simulação digital do analógico, e reciprocamente, constitui uma aproximação, uma modelagem. c.- Na tradução digital do analógico, perde-se significado. Na tradução analógica do digital perde-se precisão. d. - A operação de digitalizar, tão disseminada nos meios informáticos na atualidade, significa transformar a informação analógica em digital; é uma operação meramente sintática. e. - Um código digital é sempre análogo de um território. f. - Fins analógicos podem ser instrumentalizados digitalmente. Informações digitais são interpretadas analogicamente. g. - Na comunicação humana, a tradução de uma forma na outra é sempre possível, mas incompleta. h. - Se a linguagem é digital, a metalinguagem é analógica. i. - A condição para que haja informação é que haja assimetria, diferença. Do contínuo analógico de diferenças emerge uma distinção digital. j. - A determinação solitária do unívoco (todos dizendo intoleravelmente o mesmo) é redundante, inútil; a carência de relações do equívoco (todos dizendo algo que nada entendem) é estéril. A questão não é decidir entre o unívoco e o equívoco, pois entre eles há toda uma gama de opções: dualidades, complementaridades, contrariedades.

16 16 Robinson Moreira Tenório k. - Analógico e digital não são opostos inconciliáveis, nem se relacionam hologamicamante; são pólos interativos, que se incluem e se excluem, e vice-versa. Entre o digital e o analógico, a questão não é nem de opção, nem de indiferença. Cabe verificar como se opõem, como se aproximam, como se interpenetram, como se fecundam. l. - Se tudo é considerado digital (ou analógico), o próprio conceito de digital (analógico) se dilui, perde importância, pode ser desconsiderado. Nosso último quadro, o QUADRO6, procura sumarizar os diferentes opostos conceituais que podem ser incluídos sob a distinção analógico-digital. Nenhum desses termos é sinônimo de analógico ou digital, nem devem, necessariamente, se manter unicamente no interior de qualquer um dos dois. Nenhuma das relações é idêntica a qualquer outra, e não é conveniente que nos iludamos com a semelhança dos pares, supondo que haja identificação entre quaisquer termos de uma coluna ou de outra; tal suposição poderia dificultar a compreensão da complexidade das relações nessa rede analógico-digital. Quadro 6 ANALÓGICO CONTÍNUO MEDIDA DIVISÍVEL CONJUNÇÃO DIGITAL DISCRETO CONTAGEM INDIVISÍVEL DISJUNÇÃO

17 Robinson Moreira Tenório 17 SINTÉTICO ANALÍTICO APROXIMAR SEPARAR JUNTAR FRAGMENTAR TODO PARTE GLOBAL LOCAL INDETERMINADO DETERMINADO CONCRETO ABSTRATO FUNÇÃO ESTRUTURA MOVIMENTO REPOUSO RELAÇÃO OBJETO SEMÂNTICA SINTAXE IMPRECISÃO PRECISÃO FIGURADO LITERAL DEGRADÁVEL PERMANENTE PLAUSIBILIDADE CERTEZA INDUÇÃO DEDUÇÃO GEOMETRIA ÁLGEBRA Um saber informático e, quiçá, filosófico, deve discutir as condições em que é possível transitar do digital para o analógico (e vice-versa); como fazê-lo e quais as dificuldades dessa transição, a importância de fazê-lo e os limites e deficiências dessa tradução, tudo isso se revela da maior importância na contemporaneidade marcadamente digital, mas em busca de seu próprio significado. É preciso superar os limites do pontual, da consciência pontual que se instaura no mundo através da digitalização do saber. Assim, podemos acrescentar ao menos uma pitada de dúvida na crença hoje dominante (NEGROPONTE, 1994) que a filogênese é um processo adaptativo no sentido da digitalização. É?

18 18 Robinson Moreira Tenório Referências Bibliográficas CEBOLEIRO, Maria João. Comunicação digital e analógica. In: Filosofia e epistemologia. Lisboa: A Regra do Jogo, GIL, Fernando. O pensamento categorial: das simetrias às contradições. In: Filosofia e epistemologia. Lisboa: A Regra do Jogo, HARIKI, Seiji. Analysis of mathematicla discourse: multiple perspectives. Universidade de Southampton, UK, Tese (doutorado). LÉVY, Pierre. O que é o virtual? São Paulo: Editora 34, MINSKY, Marvin. A sociedade da mente. Rio de janeiro: Francisco Alves, MOLES, A. A. A criação científica. São Paulo: Perspectiva, NEGROPONTE, Nicolas. Vida digital. São Paulo, Companhia das Letras, WITTGENSTEIN, L. Investigações filosóficas. 2. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1979.

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