O DESAFIO DE APROXIMAÇÃO ENTRE A TECNOLOGIA DO IMPLANTE COCLEAR E O BILINGUISMO PARA OS SURDOS

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1 Resumo O DESAFIO DE APROXIMAÇÃO ENTRE A TECNOLOGIA DO IMPLANTE COCLEAR E O BILINGUISMO PARA OS SURDOS TSUKAMOTO, Neide Mitiyo Shimazaki 1 GUZZO, Adriana de Mello 2 Grupo de Trabalho Comunicação e Tecnologias Agência Financiadora: não contou com financiamento Este artigo apresenta os resultados de reflexões realizadas pelos pais surdos que optaram em utilizar a tecnologia do Implante Coclear (IC) para seus filhos surdos, como um recurso de apoio para potencializar a forma bilíngue de expressão comunicativa. Considera-se a concepção bilíngue, isto é, a primeira língua dos surdos é a Língua de Sinais, no Brasil, a Língua Brasileira de Sinais Libras, e a segunda língua dos surdos é a Língua Portuguesa, como a abordagem que respalda a cultura, a identidade e a comunidade surda. Para tal, este estudo de caso utilizou-se a técnica da entrevista para a coleta de dados, mediada por Libras, com quatro pais de filhos surdos com IC. Os pais relatam os aditamentos observados nos seus filhos com IC e assinalam como um recurso que contribui para acessar aos saberes universais processados em diferentes contextos, em especial, na educação. Realçam a função de significar os sons percebidos eletronicamente, com a compreensão de sons ambientais produzidos ao meio de inúmeros fundos ambientais. Também, os pais destacam que, com o uso IC consente aos surdos adquirir a linguagem, processadas na construção de hipótese, nas elaborações de argumentos, nas reorganizações discursivas, enfim, favorecendo a autonomia na comunicação com ouvintes em Língua Portuguesa e com surdos em Libras. Tais constatações, confirmam a necessidade compor novos referenciais para os esclarecimentos dos conflitos existentes entre as visões clínica-terapêutica e sócio-pedagógica, com bases no direito e na liberdade de escolhas pessoais. Assim, esta pesquisa evidencia a necessidade de esclarecimento e conhecimentos sobre o IC, como um dos meios para a emancipação dos sujeitos surdos enquanto sujeitos sociais e negar os benefícios seria um retrocesso para a formação cidadã dos surdos, por assim considerar e concluir que o IC representa um aparato da sociedade do conhecimento. Palavras-chave: Surdez. Bilinguismo. Implante Coclear. 1 Doutoranda em Educação: Teoria e Prática Pedagógica na Formação de Professores pela PUCPR. Professora pela Secretaria de Estado da Educação (SEED-PR). Pesquisadora pela PUCPR. 2 Especialista em Libras. Graduada pela Universidade Federal do Paraná em Letras Libras. Professora de Libras.

2 4804 Introdução No meio educacional, desde a década de 1990, evidenciam-se a discussão em viabilizar uma proposta de educação menos discriminatória, mais inclusiva e direcionada a todos, independentemente das condições que os aluno se apresentem. Abordar o tema da inclusão escolar, para Albuquerque (2011), implica em reconhecer as esferas das políticas públicas que norteiam a educação inclusiva, que se identificam entre os que são favoráveis a inclusão escolar dos alunos com deficiências sensoriais, sobretudo de alunos com surdez, que advogam pelo direito a uma educação específica, na luta de reconhecer os surdos como um grupo social distinto, devido à especificidade linguística. Fernandes (2003) recorre a análise sócio-histórica, na qual constata que na Antiguidade já se referia a comunicação diferenciada entre os surdos, em contraposição ao etnocentrismo oralista fundadas nos paradigmas culturais dos ouvintes. Também, destaca que a língua de sinais utilizada pelas pessoas surdas oferece os elementos simbólicos essenciais ao desenvolvimento das funções psíquicas superiores, como o pensamento, a memória, a formação e a generalização de conceitos. Para Felipe (2007) o sujeito surdo deve ser considerado pela sua diferença que se manifesta pela sua língua natural que é a Língua de Sinais, no Brasil, a Língua Brasileira de Sinais Libras, a sua cultura e identidade na comunidade surda, compreendida como o espaço de partilhar os valores e comportamentos. Tais afirmações encontram amparo nas legislações, que reconhece a Libras em território nacional pela Lei nº , de 24 de abril de 2002, sancionada em 22 de dezembro de 2005, o Decreto Federal n 5.626/2005, como a língua oficial dos surdos (BRASIL, 2005). Em temos educacionais, Santos (2010), aponta para a educação bilíngue, isto é, a língua de sinais como primeira língua e a segunda língua, a Língua Portuguesa, como meio e direito dos sujeitos surdos em acessar os conhecimentos acadêmicos, na consecução das crianças surdas, ao nascer, terem o primeiro contato com pais fluentes em Libras, para que não tenham prejuízos no desenvolvimento da linguagem e nas expressões dos seus pensamentos e sentimentos. Do ponto de vista da cultura ouvinte e dos gestores em saude, a utilização do IC representam possibilidade de utilização da capacidade auditiva, possibilidade na aquisição da língua oral, independência na comunicação, entre outros benefícios. Todavia, na comunidade surda, que busca o reconhecimento às diferenças linguísticas, o uso do recurso do Implante

3 4805 Coclear (IC) têm sido criticadas. Até o momento, as posições tem sido unilateral, isto é, a comunidade surda são contra o IC, de maneira que, as discussões sobre o uso do IC como um recurso de apoio para a disseminação da abordagem bilíngue não são expressivas. Esclarecem Quadros, Cruz e Pizzio (2012) que as críticas direcionados ao surdos implantados decorrem em razão dos processos de aquisição, de interação e de aperfeiçoamento audição e linguagem acompanham a estruturas de desenvolvimento de linguagem da Língua Portuguesa, nas quais, os objetivos propostos são elaborados para equipar os resultados de linguagem às crianças ouvintes monolíngues. Assim, neste estudo, considera-se relevante iniciar as reflexões sobre o aproveitamento do IC como um recurso tecnológico que corroboram com os resultados das pesquisas de Quadros, Cruz e Pizzio (2012, p.185) que mostram a importância de garantir às crianças surdas com implante coclear o acesso irrestrito à Libras. Para tal, nesta investigação, o recurso do Implante Coclear é concebida como um apoio na formatação da cultura, identidade e comunidade surda, em especial, na condição de aquisição da segunda língua Língua Portuguesa para surdos de pais surdos, para respaldar a aquisição e o aprimoramento dos saberes universais que contribuem para a formação humana, de natureza científica e não simplificada na visão reducionista. Sugere-se um novo modelo compatível com a sociedade do conhecimento, com bases nas Tecnologias Digitais, sobretudo, que viabilizem a participação efetiva dos surdos como cidadãos, com base nos estudos sobre IC para surdos de pais surdos dentro da filosofia bilíngue. A surdez e os aspectos conceituais O movimento mundial de priorizar a inclusão social e escolar de pessoas com necessidade educacionais especiais, sobretudo com surdez, traz a necessidade de revisar as concepções ambivalentes e confusas construídas na trajetória da humanidade. A forma de pensar e relatar a surdez ainda são múltiplas e variadas. Autores como Quadros (1997), Perlin (2005), Ströbel (2007), entre outros, sistematizam em dois grandes modelos de concepções que definem a pessoa com surdez: a surdez na concepção clínicaterapêutica e a surdez na perspectiva pedagógica e social.

4 4806 Na concepção clínica-terapêutica, utiliza-se o termo deficiente auditivo para conceituar as pessoas com surdez e com as devidas orientações interagem com os ouvintes por meio de comunicação oral apoiados na audição residual e dos recursos das tecnologias digitais. Enquanto que a surdez na concepção pedagógica cultural, utiliza-se o termo surdo e o concebe como um sujeito sócio-antropológico cultural capaz de decidir seu futuro e de ter autonomia de decisão assegurada pelo uso da Língua de Sinais (PERLIN, 2009). No seu Parágrafo Único do Decreto 5626/2005 diz que considera-se deficiência auditiva a perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (db) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 500 Hertz (Hz), 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz (BRASIL, 2005). Nesse enfoque, o nível de perda é baseado na unidade de medida denominada decibel (db), que indica a intensidade e o volume dos sons obtida por meio de realização de audiometria para identificar os diferentes graus de perda auditiva e tipo de surdez. O referido parágrafo precede à concepção clínica-terapêutica. No entanto, nas demais prerrogativas, estabelecem-se as normas para a concepção sociocultural da surdez. Distingui Sander (2012, p. 75) que na concepção do bilinguismo, a surdez não gera limitações uma vez compreendida como uma diferença marcada pelo uso de língua de sinais e, também, que não exclui o aprendizado da modalidade oral da língua, simplesmente a oralidade deixa de ser o único objetivo a ser perseguido. Diante o exposto, evidencia-se que neste estudo não se tem a intenção de privilegiar uma ou outra concepção, mas como conhecimento integrante das questões associadas à surdez, conjecturados em todas as dimensões do conhecimento, como instrumentos para que a sociedade e os seus setores compreendam a diferença e a necessidade de construir referenciais de pesquisas baseados na parceria colaborativa entre as abordagens, ou seja, ver o sujeitos surdos na reais necessidades e nas potencialidades funcionais. Vale destacar a importância de conhecer os recursos tecnológicos, sobretudo o IC como um meio que permita aos surdos de pais surdos valorizar da filosofia bilíngue articulada nas interações sociais. O surdos e o Implante Coclear Como já expostos, a luta pela diferença linguística identificam concepções de surdez a partir de pontos distintos, como do ponto de vista clínico, do educacional e do cultural. A

5 4807 utilização de recursos tecnológicos, como os Aparelhos de Amplificadores Sonoras Individuais (AASI), Implante Coclear e Sistema FM elucidam o foco na concepção considerada clínica-terapêutica, pois representam meios tecnológicos que possibilitam às pessoas com surdez se apropriam da linguagem oral. Mesmo na concepção clínica, há mudanças de visões. O diagnóstico clínico da surdez, segundo Di Nubila (2006) enquadra-se nas duas classificações de referências para a descrição dos estados da saúde: a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saude (CID) 10 e a Classificação Internacional de Funcionalidade; Incapacidades e Saude (CIF). A Organização Mundial da Saude (OMS) em 2003, passou a utilizar o CIF em valorização dos aspectos funcionais da audição e para que certos termos, como deficiência e limitação, não constituam impedimentos para a promoção da saúde. Assim, Daher (2008), representante do Ministério da Saude no Brasil, elenca um rol de portarias regularizando os procedimentos clínicos para as ações da Política Nacional de Atenção à Saude Auditiva e o IC consiste um destes procedimentos. O IC, definidos por Bevilacqua, Moret e Costa (2011) como um dispositivo eletrônico de alta tecnologia, também conhecido como ouvido biônico, que estimula eletricamente as fibras nervosas remanescentes, permitindo a transmissão do sinal elétrico para o nervo auditivo, afim de ser decodificado pelo córtex cerebral. O implante coclear consiste em dois tipos de componentes interno e externo, conforme apresenta a Figura 1. O componente interno é inserido no ouvido interno por meio de ato cirúrgico e é composto por uma antena interna com um imã, um receptor estimulador e um cabo com filamento de múltiplos eletrodos envolvido por um tubo de silicone fino e flexível.

6 4808 Figura 1 Implante Coclear Fonte: Maria Cecília Bevilacqua. In: Acesso em 12 fev.2013 Almeida-Verdu, Souza e Bevilacqua (2008) apresentam a avaliação da natureza e da qualidade de estímulos sonoros feitas com pessoas com surdez neurossensorial bilateral prélingual, isto é, surdez ocasionado por desordens do ouvido interno bilateral, no período que antecede à aquisição de linguagem, que passaram a utilizar o IC. As autoras revelam que, mesmo para pré-linguais, os benefícios do recurso do IC têm sido imediato e tem permitido a detecção de sons ambientais captados por meio de microfone, demonstrado na Figura 2, que os transformam eletricamente em algoritmos eletrônicos, que são enviados a uma antena, transmitindo a informação ao implantes e ao feixe de eletrodos que estimulam e as informações chegam às células do nervo auditivo proporcionando a sensação auditiva. Figura 2 Dispositivos internos e externos Fonte: Maria Cecília Bevilacqua. In: Acesso em 12 fev.2013 Moret, Bevilacqua e Costa (2007) atentam que o maior desafio do IC não se relaciona ao dispositivo que permite ao surdo a escutar, mas, se os sons que irão escutar vão ter significados para os implantados. Afirmam que os benefícios do recurso dependerá das condições de aprendizagem de cada sujeito e os aspectos que influenciaram o ganho nas categorias de audição e de linguagem das crianças implantadas foram a idade da criança, o tempo de privação sensorial auditiva, o tempo de uso do implante coclear, o grau de permeabilidade da família no processo terapêutico, o tipo de implante coclear e a estratégia de codificação da fala utilizada (p. 10).

7 4809 Na consideração de que o IC consiste em recursos de tecnologia que auxilia o cérebro a interpretar os estímulos sonoros, devolvendo o sentido ao paciente, o Ministério da Saude tem se responsabilizado pela intervenção cirúrgica, considerada de alta complexidade hospitalar (DAHER, 2008). Apesar dos riscos, os dados do Ministério da Saúde mostram, em 2009, foi de R$ 538,4 milhões 315% superior ao total investido em Pela Portaria Coletiva, o POC-35, de 1999, o Implante Coclear e Deficiências Auditivas passa a ser de responsabilidade do Ministério da Saude, por meio do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC) constados na Portaria MS/SAS Nº. 503, de 03/09/99, o que significa que, como parte da assistência às pessoas com deficiência auditiva, a tecnologia de IC tem sido financiadas pelo Sistema Único de Saude (SUS) (BRASIL, 2001). Padovani (2008, p. 355) destaca que o IC permite o desenvolvimento de diversas funções do sistema auditivo que permitem ao indivíduo não apenas perceber os sons de sua língua, como também propiciar o desenvolvimento da linguagem. O apoio ao desenvolvimento do processamento auditivo, isto é, aprender a escutar, que irão organizar o sistema linguístico e não se pode generalizar os resultados de aquisição e desenvolvimento de linguagem por crianças surdas implantadas ou mesmo usuárias de outros dispositivos de amplificação sonora[...]. No entanto, parece não haver dúvidas de que, para grande parte das crianças, o implante coclear possibilita acréscimo no ritmo de desenvolvimento da linguagem e a possibilidade de eventualmente alcançarem níveis aproximadamente normais de competência (p.358) De forma que, os surdos implantados requer atenção intensa, principalmente na fase pós-operatória e depois no sentido de significar e processar os sons captados no cérebro. Almeida-Verdu, Souza e Bevilacqua (2008) indicam terapias específicas, com fins de aprender a escutar os sons do mundo, que podem ser individual e terapia conjunta. Ressaltam, também, que o acompanhamento deve ser realizado por equipe multiprofissional, que inclui o mapeamento e balanceamento de eletrodos e telemetria de respostas neurais. Isto posto, pressupõe-se que os resultados condiz com a afirmação de Quadros, Cruz e Pizzio (2012) que constatam que as pesquisas no segmento dos usuários de IC se focam no desenvolvimento da língua oral e em contextos orais. Não negam os benefícios do IC, mas advogam pela apropriação de Libras pelos implantados.

8 4810 Afirmam as referidas autoras que nenhuma investigação científica examinou ainda o desenvolvimento de uma língua de sinais e de uma língua oral enquanto dois sistemas de uma criança bilíngue, comparando-as com a situação bilíngue natural vivenciada por filhos ouvintes, de pais surdos (p.187). Tais constatações requer a compreensão de que a Libras é um direito linguístico adquirido pelos surdos, que se mesclam aos outros desafios que surgem quando se quer transpor ao conceito do senso comum. Caminhos investigativos sobre as aproximações entre o bilinguismo do implante coclear A investigação foi realizada a partir da necessidade de buscar informações sobre os benefícios do IC, na proposição inicial de constituir apoio para a concepção bilíngue abarcando filho surdo de pais surdos. De maneira que, esta pesquisa se caracteriza como sendo qualitativa e de caráter de estudo de caso simples que aborda situações inéditas e contemporâneas, na principal preocupação de estabelecer a interação entre fatores e eventos, com finalidade de se analisar o objeto apreendido na dinâmica social (YIN, 2005). Como instrumento de coleta de dados utilizou-se da técnica da entrevista, que segundo Lankshear e Knobel (2008), constitui uma forma de coleta de dados na pesquisa qualitativa. Entre as interações indicadas pelos autores para conduzir a entrevista, escolheu-se a realização presencial, na qual, o entrevistador e o entrevistados utilizaram-se de Libras, ao invés de dados verbais, reuniu-se dados sinalizados, em virtude do público-alvo constituído de surdos. Na verdade, às características do público-alvo, formado por quatro pais surdo de filhos surdos com IC, definiram-se os encaminhamentos das entrevistas, que exigiu interações planejadas e combinadas entre o entrevistador e o entrevistado, para que se concretizem em dados científicos. Na fase de organização que precedeu a realização da entrevista, exigiu contato prévio feita via e envio de torpedos nos celulares. Confirmada a disponibilidade, exigiu a elaboração de um texto de instrução, que dentro dos gêneros textuais da Língua Portuguesa, no caso, a segunda língua para os surdos, explicita visualmente o passo a passo da realização da entrevista, e destacam os objetivos da entrevista e a intenção de formalizar a pesquisa. Foram enviadas para quinze (15) sujeitos surdos, mas, quatro (4) retornaram.

9 4811 Após as confirmações dos quatro (4) participantes as participações elaborou-se o roteiro de perguntas e disponibilizadas antes da data marcada para a entrevista. A entrevista foi realizada em língua de sinais Libras, de domínio da entrevistadora, que registrou na câmera fotográfica digital, em formas de fotos e filmagens, para as transcrições das entrevistas. Os textos transcritos foram retextualizados e apresentados para a apreciação e aprovação dos entrevistados. As primeiras questões do roteiro se referiam aos aspectos biológicos da surdez, como a causas, histórico na família e período em que ocorreu a surdez. O óbvio se confirmou, os pais e filhos têm a genética como a principal causa biológica da surdez, em que os casos se enquadram em surdez pré-lingual, isto é, nenhum dos quatro filhos surdos tiveram contato com a Língua Portuguesa oral, o que significa que eles, segundo Bevilacqua, Moret e Costa (2011) não têm a memória auditiva como apoio na aquisição da linguagem. Codifica-se, neste estudo, os pais com a letra P e mais o número, em respeito à preservação dos autores e a ética da pesquisa, que no questionamento: por que vocês optaram em fazer o IC? Não seria uma decisão que foi contra a comunidade surda? as respostas foram: P1: Porque eu acho que é um recurso tecnológico maravilhoso que melhora a vida de surdos. Ele tem opção de conviver com os ouvintes e conosco, na comunidade surda e ele ensina os vocabulários em Libras para nós. Sei que a comunidade surda é contra. Muitos surdos me disseram que o meu filho ia morrer louco, por causa do barulho que ele ia ouvir, mas acho que falta informação. P2: Meu sonho era que ela fizesse o IC, para ela não sofrer tanto com a falta de comunicação e compreensão do que é falado. Eu sempre sou criticada por isso. Muitos surdos já me acusaram de traição e de dizer que é falta de identidade surda, mas o que eu quero é a felicidade da minha filha. P3: Eu pesquisei muito na internet a respeito do IC e vi que realiza muito nos Estados Unidos e acreditei nos médicos do Brasil. As respostas revelam o sentido de proteção natural dos os pais que querem evitar os constrangimentos dos filhos, que sofrem com as ambiguidades entre as questões relativas às lutas pela identidade surda e as questões que diz respeito a possibilidade de conseguir a apropriação da Língua Portuguesa e a autonomia comunicativa, que acima de tudo, denuncia a resistência social reincidente. P4: Nós só queremos a felicidade dos filhos, e não queria que eles sofressem como sofri com a falta e comunicação. Acho que o mundo não está preparado para aprender a língua de sinais e nós ficamos muitos sozinhos.

10 4812 dos filhos. Na pergunta, como você vê o seu filho com IC? As afirmações revelaram a gratidão P1: Ele me agradeço toda vez que pose. Ele diz obrigada mamãe, você é inteligente. Eu o vejo feliz, pois, aumentou as possibilidades de acompanhar o mundo dos ouvintes. Ele até sabe outra língua e toca um instrumento musical! Sem IV seria impossível este aprendizado. P2: Eu vejo que ela é feliz. Já me disseram que surdo com IC morre de depressão e cometem suicídio, mas isso deve ser de cada pessoa. A minha filha é feliz e ele se desenvolve cada vez mais com ajuda do IC. O segundo depoimento acima revelam a falta de conhecimento que tem como base a verdade do senso comum, sem fundamento científico, contrário à afirmação de Bevilacqua, Moret e Costa (2011), o IC recursos fantástico para a autonomia do sujeito surdo. Em relação a opinião da família também corrobora com a autora. P3: O pai e a minha família estão felizes, pois, agora ele ensina a família inteira, tenta me ensinar inglês, também, me ensina sinais novos. Ele é inteligente demais. P4: Ela brinca com as meninas que escutam como se fosse ouvinte. Fico surpresa. Ela sabe escrever cartas e redações e gosta de ler. Imagine isto para os surdos antigos... Na questão sobre a vontade de divulgar os resultados positivos do uso do IC na comunidade surda, as respostas foram: P1: Não. Porque falta conhecimento e as vezes a comunidade surda é muito radical, não dá para mostrar e dialogar com eles. Na verdade eles não tiveram filho com IC para ver os resultados. Eu não gostaria de relatar como IC é bom, só ser for em outro estado ou outra cidade, aqui não. P2: Não. Eles já me criticam em público, foi bem chato [...] seria mais um motivo para discutir e de me acusarem de traidora e de sem identidade. P3: Não sinto preparado para enfrentar os que são contra, que são muitos e acreditam que o IC não é bom, que é coisa de ouvintes. P4: Não quero divulgar, porque já tentei, mas eles não querem enxergam os avanços da minha filha. Parece que eles tem ciúmes de ver meu filho escutando e sabendo o que escuta. dizer: As respostas se complementam nos relatos livres quando perguntado se tem algo a P1: Sim. O IC só vem a ajudar os filhos surdos de pais surdos, pois eles trazem conhecimentos adquirido na mundo ouvinte e ele sabe que é surdo, mas o recurso

11 4813 permite desenvolver e avançar no conhecimento. Sei que ele vai chegar na universidade, dentro de uma escolaridade de verdade, pois ele fala outra línguas, também toca música e adora dançar.. P2: Sim. Gostaria que os surdos que criticam olhassem o IC como um recurso tecnológico que auxiliam os surdos a aprender o que todos outros alunos ouvintes aprendem. Com isso, acho que diminui a dificuldade na comunicação, na compreensão dos problema, e dá chance dos surdos ser mais independentes. P3: Não critiquem o que não conhece. Procurem ver os surdos implantados e como ele tem nos ajudado. Eu me emociono todas as vezes que o meu filho me ensina em Libras o que ele escutou. P4: Não precisa ter medo de fazer IC. Ninguém morre por isso. Ruim é ficar sem apoio e ficar preso a um conceito e morrer na ignorância. Não vejo mal nenhum em ser implantados e ser bilíngue.. As respostas revelam uma intransigência e falta de conhecimento sobre o IC e os benefícios que trazem para os surdos, quando na verdade poderia associar o IC com o desenvolvimento e disseminação das Libras. A defesa da apropriação e utilização das Libras, mesmo para os implantados, corrobora com os estudos Quadros, Cruz e Pizzio (2012) que apresentam os resultados de forma qualitativa e quantitativa indicando um contraste entre os dois grupos, mas com uma diferença na performance da criança surda com IC, filha de pais surdos e complementam que a análise dos resultados revela que a criança surda com implante coclear com acesso irrestrito à Libras apresenta desempenho muito próximo das crianças bilíngues bimodais ouvintes na Libras e no Português, resultado diferente das crianças surdas com implante coclear com acesso restrito à Libras, que apresentam desempenho inferior no Português e nos padrões fonológicos da Libras, sendo que mesmo com acesso restrito à Libras estas crianças conseguem atingir desempenho melhor na Libras. (p.1) De tal maneira que revelam que estamos no início de uma grande batalha: da aceitação de diálogo a respeito do IC com a comunidade surda como sendo benéfico à concepção bilíngue e a aceitação da inovação tecnológica em prol à autonomia dos sujeitos surdos. Considerações finais Os resultados das entrevistas revelam que os surdos implantados fazem uso da audição, da linguagem oral e das Libras e com qualidade interativa igual e, alguns casos, superior as dos ouvintes.

12 4814 Todavia, ainda a comunidade surda encontra-se em tempo de consolidar as últimas conquistas sobre o direito de ser diferente na expressão de uma língua própria, na qual, tornase compreensível que não coloquem em pauta as discussões sobre as possíveis aproximações entre os recursos tecnológicos, o IC, e o bilinguismo, sem desvincular do conceito clássico de ser uma tendência clínica-terapêutica. De maneira que intensificam-se a necessidade de se ultrapassar as discussões de campos distintos de conflitos entre a visão clínica da sócio-pedagógica, que constituíam estudos que articulem o direito de às escolhas e não eliminem umas às outras, por considerar o IC como um aparato da sociedade do conhecimento amparadas por tecnologias e negá-las seria um retrocesso para a formação cidadã dos surdos. A pesquisa teve os propósitos alcançados, na certeza de que irá confrontar com desafios e discordâncias, mas, na veemência de que o conhecimento e o esclarecimento das possibilidades e dos benefícios do IC precisam tornarem-se público, por fim, derrubar os mitos em torno dos implantados. Assim, espera-se que consolidem espaços para discussões entre os surdos implantados, a comunidade surda e a sociedade, que utilizem o IC como bases para uma educação bilíngue de qualidade, o que já é oficial. REFERÊNCIAS ALBUQUERQUE, R.A. Inclusão escolar e acessibilidade na sociedade contemporânea: pressupostos filosóficos. In: MORI, N.N.R; JACOBSEN, C. C. (Orgs). Atendimento educacional especializado. Maringá: Eduem, 2012 ALMEIDA-VERDU, A.C., BEVILACQUA, M.C., & DE SOUZA, D.G. Aprendendo a ouvir: aspectos da avaliação e da aprendizagem de surdos pré-linguais usuários de implante coclear. In: M. A. Almeida, E. G. Mendes & M. C. P. I. Hayashi (Org.), Temas em Educação Especial: Conhecimentos para fundamentar a prática (pp ). Araraquara, SP: Junqueira & Marin: BEVILACQUA, M. C. ; MORET, A.L. M.; COSTA, O.A. Conceituação e indicação do implante coclear. In: BEVILACQUA, M. C. et al (Orgs.). Tratado de Audiologia. São Paulo- SP: Grupo Gen - Editora Santos, 2011, v., p BEVILACQUA, M. C. Implante Coclear. Disponível no sites: Acesso: 11/03/1013

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