INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SÃO PAULO CAMPUS GUARULHOS

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1 INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SÃO PAULO CAMPUS GUARULHOS PROJETO ACESSIBILIDADE TIC: ACESSIBILIDADE AO CURRÍCULO POR MEIO DAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO Projeto aprovado por meio da Chamada CNPq-SETEC/MEC Nº 17/ Apoio a Projetos Cooperativos de Pesquisa Aplicada e de Extensão Tecnológica, cujo parceiro demandante é a ONG Instituto Paramitas. Professoras orientadoras: Ana Paula Ximenes Flores Gema Galgani Rodrigues Bezerra Mary Grace Pereira Andrioli.

2 RESUMO DO PROJETO Este projeto tem como objetivo investigar as necessidades pedagógicas relacionadas à aprendizagem de matemática por alunos de duas turmas de 1º ano do ensino fundamental de uma escola pública estadual no município de Guarulhos, para criação de atividades interativas com recursos sensoriais, visuais e auditivos como forma de promover e potencializar a acessibilidade ao currículo. A metodologia de pesquisa aqui proposta é de abordagem qualitativa e partirá, em um primeiro momento, de um diagnóstico das necessidades apresentadas pelos alunos, considerando também a perspectiva dos docentes envolvidos em seu atendimento. Para criação das atividades interativas, será utilizada uma plataforma e uma linguagem de programação disponível online (Scratch) e uma placa que possibilita a criação de dispositivos para interação com o computador (Makey Makey). Esta pesquisa é financiada pelo CNPq e tem a ONG Instituto Paramitas como parceiro demandante. O grupo de trabalho é formado por três professoras orientadoras, três alunos bolsistas do CNPq, uma aluna bolsista da extensão pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, campus Guarulhos e dois bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid). Para a adaptação das atividades, serão utilizados dois principais recursos: Scratch: plataforma de programação para crianças, desenvolvida pelo Massachussetts Institute Technology (MIT), que possibilita a criação de animações e games. Por ser uma linguagem visual e simples, também é facilitado o uso para educadores, sem experiência na área de programação, possibilitando, ainda, a adaptação de atividades já criadas e a criação de uma nova versão compartilhada na própria plataforma. No site há inúmeras atividades já criadas por crianças e adultos, além de guias e orientações a respeito de como utilizar a plataforma. Link: Makey Makey: recurso que possibilita criar diversas possibilidades de acesso ao computador sem o uso do teclado e do mouse, uma vez que a placa

3 Makey Makey funciona como uma extensão do mesmo. É possível que frutas, massinhas, baldes de água, pessoas e diversos outros materiais sejam utilizados para acesso ao computador. Um exemplo famoso é o piano feito com bananas. Considerando a flexibilidade na adaptação dos recursos, pretende-se utilizá-lo também para criar dispositivos que facilitem o acesso ao computador pelos alunos com deficiência física em atividades integradas ao currículo proposto para a sala de aula. Link: Há um vídeo no youtube que ilustra bem o potencial do recurso: https://www.youtube.com/watch?v=rfqqh7iccou A imagem a seguir ilustra o funcionamento do recurso Makey Makey: Figura 1: Makey Makey funcionando com desenho feito em grafite. Objetivo geral: Investigar formas de operacionalizar a adaptação de atividades e estratégias pedagógicas, garantindo a acessibilidade ao currículo por todos os alunos atendidos no ensino comum, contemplando o público-alvo da educação especial 1, na área de matemática, das séries iniciais do ensino fundamental. 1 O Público-alvo da educação especial, de acordo com a Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva (BRASIL, 2008), constitui-se pelos alunos que apresentam deficiência, transtorno global do desenvolvimento e/ou altas habilidades/superdotação.

4 Objetivos específicos: Identificar desafios, necessidades, possibilidades e tipos de adaptações realizadas (ou não) pelos professores na área de matemática, para potencializar a superação das dificuldades de aprendizagem dos alunos, com ou sem deficiências; Desenvolver por parte dos alunos e educadores do Instituto Federal de Educação de Guarulhos a habilidade de criar e adaptar atividades a partir de desafios propostos pelas escolas, com foco no atendimento às necessidades específicas de todos os alunos da turma; Sistematizar possibilidades de uso de recursos acessíveis e de baixo custo, como forma de contribuir para a qualidade educativa, partindo de necessidades do currículo; Favorecer o trabalho de autoria colaborativa, envolvendo diferentes atores na educação: alunos, educadores, estagiários e profissionais de apoio; Elaborar um guia de uso e possibilidades do Scratch com Makey Makey na criação de atividades acessíveis e interativas, bem como formar educadores com foco no desenvolvimento permanente de novas possibilidades pedagógicas de uso destes recursos; Compartilhar o conhecimento construído por meio de oficinas pedagógicas, para formar multiplicadores que possam levar adiante o trabalho realizado, construindo e compartilhando novas possibilidades de adaptação curricular, inclusive em outras áreas do conhecimento, além da matemática; Compreender o funcionamento da placa Makey Makey, que possui código aberto, de modo a viabilizar, ao final do projeto, uma proposta de produção da placa no Brasil, adaptada às necessidades observadas ao longo da pesquisa, sem a necessidade de importação.

5 Metodologia e Etapas previstas na pesquisa: Para atender aos objetivos propostos neste estudo, será utilizada a metodologia de pesquisa qualitativa, uma vez que combina diversas estratégias que darão suporte a este trabalho, dentre elas: uso de variados tipos de informantes e fontes, instrumentos de coleta de dados diversificados e contato direto com a situação estudada (LUDKE & ANDRÉ, 1986). O grupo está disposto a buscar abordagens colaborativas que envolvam a participação tanto dos pesquisadores do Instituto Federal, como dos profissionais e alunos da escola, no processo de análise e construção das atividades que serão realizadas. Espera-se, assim, envolver profissionais e alunos com diferentes saberes e experiências, priorizando, no mínimo, as três áreas aqui descritas, em todas as etapas propostas: desde o diagnóstico para o levantamento de necessidades, até o planejamento e a implementação das ações, por meio de avaliação permanente e aprimoramento das ações realizadas. As etapas previstas nesta pesquisa estão destacadas no cronograma a seguir. O formato de pesquisa para coleta de dados, periodicidade e profissionais que poderão ser contatados serão definidos em conjunto com os profissionais da escola: coordenação pedagógica e docentes. De início, espera-se que, ao longo do mês de junho de 2015, possa ser feita a coleta de dados para mapeamento inicial dos desafios e necessidades, por meio de: observação em sala de aula (1 a 2 vezes por semana); entrevista com os professores das duas turmas definidas em conjunto com os docentes interessados; entrevistas com a coordenadora pedagógica da escola e professoras do Atendimento Pedagógico Especializado; Consulta ao projeto político pedagógico da escola e planejamento docente (caso possa ser disponibilizado);

6 Levantamento e consulta aos materiais didáticos já utilizados pelos docentes e professora do Atendimento Pedagógico Especializado. Ao longo de todo o projeto, o grupo também estudará aspectos relacionados ao atendimento ao aluno com deficiência, metodologias de ensino da matemática, metodologia de pesquisa científica e estratégias para criação de atividades interativas, além das possibilidades operacionais do Scratch e Makey Makey. ATIVIDADE Reunião com os educadores do grupo de pesquisa IFSP e Instituição demandante para discussão a respeito do projeto e alinhamento das expectativas e responsabilidades Organização de referencial teórico e compartilhamento entre os integrantes do grupo de pesquisa sobre iniciativas relacionadas à criação de atividades interativas e recursos de apoio na área de matemática. Reunião com o IFSP campus Guarulhos para apresentação do projeto e apoio na seleção da escola em que será realizada a pesquisa. Seleção dos bolsistas que farão parte do projeto e reunião com grupo de alunos e docentes janmar abrjun julset outdez janmar abrjun julago Assinatura de termo de colaboração entre o IFSP e Instituto Paramitas para esta pesquisa Estudo de campo na escola selecionada (sala de aula e atendimento pedagógico especializado) para identificar que tipo de adaptação curricular é (ou não) realizada, possíveis desafios e possibilidades.

7 Oficinas de Design Instrucional de atividades interativas oferecidas pelo Instituto Paramitas aos educadores e bolsistas(carga horária total de 30h) Sistematização de possibilidades de uso de recursos acessíveis e de baixo custo por meio do Scratch e Makey Makey Criação de 10 atividades interativas a partir dos desafios selecionados Revisão e aprimoramento das atividades Sistematização do processo de desenvolvimento das atividades para escrita do guia Revisão de texto Diagramação, arte e layout do guia Desenvolvimento de Proposta de formação continuada e disseminação do conhecimento produzido em parceria com as três instituições, considerando o uso do guia como material de apoio Lançamento do material pelo IFSP, secretaria municipal de Educação de Guarulhos e Instituto Paramitas, divulgando o apoio do CNPq e parceiro demandante (IP) Realização de formação continuada por meio de projeto FIC de extensão no Instituto Federal, com grade de 30 horas, a ser oferecida ao longo do ano para educadores da rede pública. Os dados coletados serão analisados e discutidos ao longo do processo, contando com a reflexão dos sujeitos envolvidos na pesquisa. A análise dos dados partirá dos materiais coletados ao longo dos encontros (registros de cada reunião, diários de pesquisa), os registros compartilhados no ambiente online a ser construído e observações das práticas implementadas pelo grupo.

8 Toda a análise terá como base os objetivos propostos, que serão melhor delimitados no decorrer da pesquisa, assim como o referencial teórico adotado, incluindo a legislação pertinente. Contatos das orientadoras: Mary Grace Pereira Andrioli Ana Paula Ximenes Flores Gema Galgani Rodrigues Bezerra - Pesquisadores: João Paulo Oliveira Barros Lucas Dechem Calanca Peterson Santana Abrantes Rodrigo Felício Sara Arantes

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