A MARCHA DA COLONIZAÇÃO NA AMÉRICA PORTUGUESA

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1 A MARCHA DA COLONIZAÇÃO NA AMÉRICA PORTUGUESA Você já ouviu falar nos bandeirantes? Sabe quem eles eram e sua importância para a história do Brasil Colonial? Prof.ª: Alexandra Freitas Disciplina: História 8º ano

2 CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA Até o final do século XVI a população luso-brasileira vivia no litoral. Na época, a locomoção pelo interior era difícil e os indígenas ofereciam dura resistência à ocupação de suas terras. Mas, a partir daquele período essa situação começou a mudar. Graças à ação dos soldados, dos bandeirantes, dos jesuítas e dos criadores de gado, a colonização começou a avançar pelo interior e continuou se expandindo pelo litoral.

3 FATORES DE OCUPAÇÃO DO INTERIOR DO BRASIL COLONIAL 1. O DESENVOLVIMENTO DA PECUÁRIA Inicialmente o gado era criado solto próximo aos canaviais, suprindo as necessidades dos engenhos; A pecuária completava a dieta básica da população com carne e leite, além de fornecer couro para a produção de artefatos; O gado também era utilizado para movimentar as moendas dos engenhos e transportar pessoas e mercadorias; À medida que essa atividade foi se ampliando passou a ser um problema para a cultura canavieira; Em 1701, a própria Coroa portuguesa proibiu a criação de gado na faixa litorânea. O desenvolvimento da pecuária se iniciou no sertão nordestino: abundância de terras e exigência de poucos recursos;

4 EXPANSÃO DA PECUÁRIA NO BRASIL COLONIAL

5 2. A AÇÃO MISSIONÁRIA DOS JESUÍTAS Nas colônias ibéricas, a ação da Igreja foi exercida principalmente por padres da Companhia de Jesus (jesuítas), ordem religiosa fundada pelo espanhol Inácio de Loyola em 1534; O Brasil Colonial foi alvo das atividades evangelizadoras e pedagógicas dos jesuítas; Os jesuítas criaram aldeamentos indígenas conhecidos como missões ou reduções; Os jesuítas procuravam combater alguns costumes dos nativos (ex.: antropofagia e poligamia) e forçaram um processo de aculturação desses povos; O crescimento do poder da Companhia de Jesus ameaçou o poder da metrópole e m 1759, o marquês de Pombal decretou a expulsão dos jesuítas de Portugal e de todas as suas colônia.

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7 3. AS BANDEIRAS PAULISTAS O desejo de explorar o território brasileiro, a busca de pedras e metais preciosos, a preocupação do colonizador português em consolidar seu domínio e a vontade de arrebanhar mão de obra indígena para trabalhar nas lavouras resultaram em incursões pelo interior do Brasil, feitas muitas vezes por milhares de homens, em viagens que duravam meses e até anos.

8 AS BANDEIRAS Expedições com organização e disciplina militar que partiam de São Paulo com o objetivo de capturar índios e achar ouro ou pedras preciosas. Diferentes tipos de bandeirantes

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10 São Paulo, a capital bandeirante No início do século XVII a vila de São Paulo era um lugar pobre. Os paulistas viam na expansão para o sertão a solução de muitos dos seus problemas. Por isso, decidiram organizar bandeiras. Considera-se que houve três tipos de bandeirismo: Caça ao índio; Busca de metais preciosos, principalmente ouro e diamante; Sertanismo de contrato.

11 Caça ao Índio BANDEIRAS DE APRESAMENTO Mão-de-obra indígena para atender novas necessidades da colonização. A escravização indígena foi uma marca do bandeirismo. Antônio Raposo Tavares ( ): Ataque às missões jesuíticas e massacre indígena.

12 Em busca de ouro e diamantes BANDEIRAS DE PROSPECÇÃO Crise econômica na metrópole, avanço bandeirante na colônia. O pioneiro dessas bandeiras foi Fernão Dias. Apesar dele não ter encontrado as riquezas que procurava, outras bandeiras que seguiram o seu caminho acabaram descobrindo ouro no interior do Brasil: Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás.

13 Monções: expedições comerciais que seguiam de canoa pelo leito dos rios para vender alimentos, roupas e instrumentos de trabalho nas regiões mineradoras. Partida de uma monção - Almeida Júnior.

14 3. A MARCHA CONTINUA... E O Brasil se divide... Em 1621, o governo português dividiu o Brasil em duas áreas administrativas, com o objetivo de melhorar a defesa e a administração do território. Estado do Maranhão Capital: São Luís Estado do Brasil Capital: Salvador

15 A revolta de Beckman (1684) No final do século XVII, o Maranhão sofria com a falta de recursos e a distância dos principais portos europeus e escassez de mão de obra africana; Os colonos recorreram à escravização indígena e entraram em conflito com os jesuítas; Drogas do sertão: cacau, canela, castanha-do-pará, pequi, guaraná, plantas medicinais, aromáticas, etc. A metrópole criou a Companhia de Comércio do Estado do Maranhão com a função de abastecer a região com escravos africanos, o que não foi cumprido; Colonos descontentes, liderados pelos irmãos Manuel e Thomas Beckman, ocuparam o armazém da Companhia, depuseram o governador e expulsaram os jesuítas; Reprimida pela metrópole a revolta fracassou.

16 A GUERRA DOS MASCATES ( ) Conflito entre os fazendeiros de Olinda e os comerciantes portugueses do Recife; Com a expulsão dos holandeses do Nordeste, a economia açucareira sofreu uma grave crise. Mesmo assim, a aristocracia rural (senhores de engenho) de Olinda continuava controlando o poder político na capitania de Pernambuco; Por outro lado, Recife se descolava deste cenário de crise graças à intensa atividade econômica dos mascates (como eram chamados os comerciantes portugueses na região). Outra fonte de renda destes mascates eram os empréstimos, a juros altos, que faziam aos olindenses; Causas da Guerra dos Mascates - Disputa entre Olinda e Recife pelo controle do poder político em Pernambuco. - Crise econômica na cidade de Olinda. - Favorecimento da coroa portuguesa aos comerciantes de Recife. - Forte sentimento antilusitano, principalmente entre a aristocracia rural de Olinda.

17 DESFECHO E CONSEQUÊNCIAS DA GUERRA Em 1703, Recife conseguiu o direito de representação na Câmara de Olinda; porém, as influências exercidas pelos senhores de engenho fez com que esse direito não saísse do papel. Em 1709, os recifenses ganharam sua própria Câmara e se libertaram definitivamente da autoridade política de Olinda. Recife passou de "povoado" à "vila". Inconformados, os senhores de engenho de Olinda se revoltaram e atacaram Recife. Somente após a intervenção das autoridades coloniais é que as lutas foram suspensas e em 1711, Recife finalmente conseguiu sua igualdade perante Olinda. Assim estava encerrada a Guerra dos Mascates, com a vitória dos comerciantes.

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