Teresa Caldas Camargo O EX-SISTIR FEMININO NUM ROSTO SEM MOLDURA: UMA ANÁLISE COMPREENSIVA. Escola de Enfermagem Anna Nery

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Teresa Caldas Camargo O EX-SISTIR FEMININO NUM ROSTO SEM MOLDURA: UMA ANÁLISE COMPREENSIVA. Escola de Enfermagem Anna Nery"

Transcrição

1 Teresa Caldas Camargo O EX-SISTIR FEMININO NUM ROSTO SEM MOLDURA: UMA ANÁLISE COMPREENSIVA Escola de Enfermagem Anna Nery Universidade Federal do Rio de Janeiro Rio de Janeiro - novembro de 1997

2 Universidade Federal do Rio de Janeiro Escola de Enfermagem Anna Nery O EX-SISTIR FEMININO NUM ROSTO SEM MOLDURA: UMA ANÁLISE COMPREENSIVA Dissertação apresentada à Escola de Enfermagem Anna Nery como requisito final do Curso de Mestrado em Enfermagem. Teresa Caldas Camargo Rio de Janeiro - novembro de 1997

3 Ficha Catalográfica Camargo, Teresa Caldas O ex-sistir feminino num rosto sem moldura: uma análise compreensiva / Teresa Caldas Camargo - Rio de Janeiro, ix, 146 p. Orientador: Ivis Emília de Oliveira Souza Dissertação (mestrado) Universidade Federal do Rio de Janeiro - Escola de Enfermagem Anna Nery, Enfermagem oncológica. 2.Quimioterapia 3.Saúde da mulher. I.Heidegger, Martin - Fenomenologia. II.Título CDD

4 i Defesa da Dissertação CAMARGO, Teresa Caldas. O ex-sistir feminino num rosto sem moldura: uma análise compreensiva. Rio de Janeiro: UFRJ, Escola de Enfermagem Anna Nery, p. mimeo. Dissertação de Mestrado em Enfermagem. Banca Examinadora Professora Doutora Ivis Emília de Oliveira Souza Orientadora Professora Doutora Telma Apparecida Donzelli 1 a Examinadora Professora Doutora Regina Lúcia Mendonça Lopes 2 a Examinadora Professora Doutora Benedita Maria Rêgo Deusdará Rodrigues Suplente Defendida a dissertação: Conceito: Em: 21/novembro/1997

5 ii Esta pesquisa foi desenvolvida com subsídio da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES, na modalidade de Bolsa de Demanda Social nível Mestrado no período de março de 1996 à dezembro de 1997.

6 iii Orientadora Professora Doutora Ivis Emília de Oliveira Souza Sua tranquilidade e segurança, consideração, e amizade, o seu sendo, me possibilitaram serno-mundo- com, ser pre-sença. Dedicatória

7 iv Aos meus queridos pais Sabino e Maria Thereza, que com o seu amor me possibilitaram ex-sistir e me ensinaram a com-preender. Ao meu amado marido Reynaldo, por possibilitar a felicidade que traz a con-vivência autêntica e por ser com-panheiro nesta caminhada de aprendizado acerca do saber sobre oncologia e do saber das pessoas portadoras de câncer. Aos meus filhos Antonio e Eduardo, grandes amores da minha vida, pela possibilidade da imensa alegria que é ser-mãe e de assim poder amá-los todos os dias e ser-no-mundocom-eles. Às depoentes Miriam, Zeni, Maria de Lurdes, Maria Auxiliadora, Nereida, Zilda, Edinéia, Maria Adelaide, Maria Teresa, Laurani, Lenice, Maria Lúcia, Jaciléia, Maria Antonia, Margarida, Sebastiana, Elenice, Jarcira e Margareth, por me mostrarem o valor, a importância e a possibilidade do encontro no cotidiano profissional de assistir ao meu semelhante.

8 v Agradecimentos Ao Instituto Nacional de Câncer (Inca), pela oportunidade de enriquecimento profissional e pessoal através da liberação para a realização do curso de Mestrado em Enfermagem. Ao dr. Oscar Jesuíno da Silva Freire, diretor do Hospital Luiza Gomes de Lemos (HLGL), pelo apoio, pelo incentivo e pela valorização deste estudo. À Maria de Fátima Rodrigues chefe da Divisão de Enfermagem do Hospital Luiza Gomes de Lemos (HLGL), pela consideração, pela compreensão e pre-sença. Sem o apoio da qual não poderia realizar este estudo. Às colegas de trabalho Eli, Laísa, Liliam, Maria Cristina e Wilza, pelo incentivo, pelo apoio e pela com-preensão, principalmente durante o período em que muitas vezes ficaram sobrecarregadas devido aos meus afastamentos. E por com-preenderem a possibilidade de uma con-vivência preocupada com as nossas clientes. À dona Lair e Gilma, da biblioteca do Hospital Luiza Gomes de Lemos, pela atenção e presteza com que sempre atenderam as minhas solicitações. À professora doutora Ieda de Alencar Barreira, pre-sença que mediada pelo carinho, pela confiança, pelo incentivo, pelo apoio e pela disponibilidade colaborou na construção deste estudo. À professora doutora Benedita Maria Rêgo Deusdará Rodrigues, por acompanhar e colaborar com o desenvolvimento deste estudo. Pre-sença na minha trajetória pessoal e profissional no Curso de Mestrado. Às colegas do curso de Pós-Graduação Ana Lúcia, Aldira Samantha, Sonia Mara, Marilda, Elisabeth e Lia, pela alegria com que com-partilharam comigo esta caminhada na descoberta da Fenomenologia. À Sonia da Secretaria Acadêmica de Pós-Graduação e a Cristina do Serviço de Apoio à Pesquisa da Escola de Enfermagem Anna Nery, pela colaboração, pelo sorriso e pela disponibilidade com que sempre me receberam. Aos membros da Banca Examinadora, pre-senças incentivadoras desta iniciante no pensar heideggeriano, pelo aceite do convite para contribuir analisando este estudo.

9 vi SUMÁRIO RESUMO VIII ABSTRACT IX CONSIDERAÇÕES INICIAIS 1 VIVENCIANDO A TEMÁTICA COMO PESSOA E PROFISSIONAL: 1 ESTABELECENDO A QUESTÃO EM ESTUDO: 6 CONTRIBUIÇÃO DO ESTUDO: 7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 9 O SABER EXISTENTE SOBRE O TEMA: 10 A DOENÇA E SEU DIAGNÓSTICO: 10 O TRATAMENTO E SUAS CONSEQÜÊNCIAS: 13 O PROBLEMA E SUAS DIFERENTES ÓTICAS: 16 A ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM: 21 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 27 REFERENCIAL FILOSÓFICO 30 CAMINHANDO PARA A FENOMENOLOGIA: 30 A FENOMENOLOGIA: 32 MARTIN HEIDEGGER E O MÉTODO FENOMENOLÓGICO: 34 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 39 ABORDAGEM METODOLÓGICA: 40 O CENÁRIO DO ESTUDO: 40 A TRAJETÓRIA DO ESTUDO: 44 APROXIMAÇÃO AO SER MULHER EM TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO: 45 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 48 ANÁLISE COMPREENSIVA 49 CONSTRUINDO AS UNIDADES DE SIGNIFICAÇÃO: 49 UNIDADES DE SIGNIFICAÇÃO: 49 A COMPREENSÃO VAGA E MEDIANA: 69 A INTERPRETAÇÃO COMPREENSIVA: 73 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 90

10 vii CONSIDERAÇÕES FINAIS 91 BIBLIOGRAFIA: 98 ANEXO: 102

11 viii CAMARGO, Teresa Caldas. O ex-sistir feminino num rosto sem moldura: uma análise compreensiva. Rio de Janeiro. UFRJ, Escola de Enfermagem Anna Nery. 146 p. mimeo. Dissertação de Mestrado em Enfermagem. RESUMO Este estudo tem como objeto o ex-sistir feminino diante da perda do cabelo, conseqüente ao tratamento quimioterápico para o câncer de mama. Teve como motivação as inquietações surgidas a partir de minhas experiências e vivências profissionais, enquanto enfermeira da Central de Quimioterapia do Hospital Luiza Gomes de Lemos, unidade hospitalar III do Instituto Nacional de Câncer, onde no contato diário com as mulheres submetidas a quimioterapia antineoplásica, pude constatar mudanças em seus comportamentos diante do efeito colateral, a alopécia. O objetivo do estudo foi compreender o ex-sistir feminino diante da perda do seu cabelo e desvelar o sentido que funda o comportamento assumido pela mulher face a este efeito colateral do tratamento. O método utilizado foi a Fenomenologia, sendo o suporte para a análise compreensiva dos depoimentos o pensamento do filósofo Martin Heidegger expresso em Ser e Tempo. A apreensão dos significados atribuídos pelas depoentes à questão da perda do cabelo e a hermenêutica heideggeriana, mostrou a mulher como ser-aí-com exposta ao falatório. Como pre-sença temerosa que diante da ameaça - quimioterapia - enfrenta as variações do temor: o pavor da perda do seu cabelo, o horror de ver-se sem o seu cabelo e o terror de ser vista pelos outros sem o seu cabelo. A análise compreensiva permitiu compreender que na cotidianidade, a mulher caminha da inautenticidade para a autenticidade, passando pela dimensão da angústia, e assim realizando um encontro consigo mesma e seu poder ser. Nesta compreensão, pude refletir sobre a assistência de enfermagem prestada a mulher e perceber como ela tem privilegiado os aspectos factuais e funcionais do dia a dia em detrimento dos existenciais, não valorizando portanto a dimensão humana e a singularidade do assistir ao nosso semelhante. Pontuei ainda a necessidade da enfermagem de buscar o seu rumo enquanto profissão de gente que cuida do seu semelhante. Considero este estudo como um movimento não acabado porque permite que se desvelem outras facetas deste fenômeno que tanto mobiliza o ser-aí, bem como um aprofundamento na disposição privilegiada da angústia.

12 ix CAMARGO, Teresa Caldas. A female ex-sistere on an unframed face: a comprehensive analysis. Rio de Janeiro. UFRJ, Escola de Enfermagem Anna Nery. 146 p. mimeo. Dissertação de Mestrado em Enfermagem. ABSTRACT The object of this study is the female being, who copes with hair loss as a result of chemotherapic treatment for breast cancer. The motivation for the study arose from my professional uneasinesses as a nurse in the chemotherapic center at Luiza Gomes de Lemos Hospital of the National Cancer Institute. During my daily professional practice close to women submitted to antineoplastic chemotherapy, I noticed changes in their behavior as a result of hair loss, one of the side effects of the treatment. Thus, the purpose of this study was to comprehend a female being coping with hair loss and the several meanings which determine their behavior when facing this side effect. Phenomenological approach was selected as the methodological reference. Martin Heidegger s philosophical thinking expressed in Being and Time supported me in the comprehensive analysis of the testimonies collected. Women- being who had lost her hair gave a particular significance for their experience, and according to Heidegger s thinking it seemed that woman-being was exposed to people s remarks. And also, the womanbeing, a fearful one, coped with the chemotherapy effect and passed through different variations of fear such as pavid of hair loss, horror to see herself without her hair and terror to be seen without it by others. The comprehensive analysis allowed me to understand that woman moved daily from untruth to truth, passing through anguish dimension and finally met herself in her original be-ing and possibility of being. In this understanding I could reflect about the nursing assistance to women. Actually, I noticed that the factual and functional aspects of daily care have been privileged putting the existencial values aside, and doing this, unworthing the human dimension and singularity of its fellows. Furthermore, I pointed out the necessity that nursing has to find out its way like a profession where people assist to its fellowman. I do not consider this study finished, but it allows to un-veil other aspects of this phenomenon, that overcomes the woman-being. Besides that, it allows go deep into a thorough study of this privileged dimension of anguish.

13 CONSIDERAÇÕES INICIAIS VIVENCIANDO A TEMÁTICA COMO PESSOA E PROFISSIONAL: Este estudo foi se constituindo a partir de minha experiência como enfermeira na Central de Quimioterapia do Hospital Luiza Gomes de Lemos 1, no Rio de Janeiro. No entanto, há muito fazem parte da minha vida, momentos nos quais o câncer de mama e a quimioterapia ganham relevo específico. Lembro-me de uma tia que foi acometida pela doença e, por ser o câncer uma doença terrível, minha mãe e minha avó sempre comentavam aos cochichos sobre a infelicidade de minha tia com a doença e a mastectomia. Anos mais tarde, já estudante de enfermagem, soube de uma jovem conhecida que acometida pela doença, escondeu-se de todos. Ao visitá-la após a cirurgia, sua face era de desespero, angústia, desesperança. A quimioterapia parece ter piorado sua situação de isolamento já que além das náuseas e vômitos, atormentava-lhe a perda do cabelo. Alguns anos após, uma amiga de infância, aos 23 anos, deparou-se com um diagnóstico de câncer de mama. Essa amiga faleceu aos 24 anos e pouco contato tive com ela durante a doença, já que sua família evitava o convívio social e acho que ela também não o queria. Soube que, após a mastectomia, ela comparecia ao tratamento quimioterápico sempre procurando alegrar as outras mulheres. Recordo-me do seu lindo cabelo louro, comprido e liso, então reduzido a nada. Penso com tristeza em como esta vivência transformou seu comportamento e suas perspectivas de vida. Iniciei minha atividade profissional num hospital de ginecologia geral e de câncer ginecológico e da mama. Lá, meus primeiros anos, foram dedicados a aprofundar meus conhecimentos. Naquela época, o câncer de mama com freqüencia surgia mesclado a 1 Hospital Luiza Gomes de Lemos (HLGL), unidade hospitalar III, do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

14 2 outras patologias. Hoje, ao contrário, este hospital atende principalmente às mulheres com suspeita ou diagnóstico de câncer de mama. Após cinco anos de trabalho nas enfermarias, comecei um treinamento efetivo na Central de Quimioterapia. Inicialmente, me vi muito envolvida com os aspectos da manipulação das drogas: sua nomenclatura, diluição, administração, problemas de punção venosa, efeitos colaterais e cuidados pessoais preventivos. Após dominar essas técnicas e procedimentos passei a perceber mais intensamente os sofrimentos dessas mulheres: seu medo, desespero e angústias. É normal, após a consulta médica, recebê-las e esclarecer eventuais dúvidas que, diante da figura do médico, foram esquecidas, ou conscientemente deixadas de lado, por vergonha ou medo. Esta inibição talvez tenha sua origem no fato de ser o médico comumente reconhecido pelo doente como o detentor do saber e da cura. Assim diante dele a mulher doente pode assumir uma postura de inferioridade, por achar que nada sabe ou entende esquecendo-se do seu direito às informações relativas à sua saúde e da intransferível responsabilidade do médico com ela. Estando mais segura senti vontade de conversar com elas, especialmente durante a administração dos medicamentos. De tudo ouvi: casamentos e lares desfeitos após o diagnóstico da doença e durante o tratamento; problemas com a família; filhos em pânico; vergonha da doença; e a perda do cabelo como o pior de tudo, o estigma revelador de tantas perdas. Assim, na assistência diária às mulheres submetidas à quimioterapia, pude captar, através de diálogo informal e observação do estado geral delas, as transformações físicas, psíquicas e sociais que ocorreram durante o tratamento. A quimioterapia parece expor definitivamente a mulher diante de sua doença, tanto para si mesma, como para a sociedade. O impacto sobre a pessoa parece ser, muitas vezes, maior do que o causado pelo conhecimento da doença e a experiência da

15 3 mutilação através da mastectomia. Esta exposição parece ser determinada pelos efeitos colaterais da quimioterapia, sendo que os mais aparentes são a náusea, o vômito e a perda de cabelo. No entanto, apesar dos avanços no desenvolvimento de medicamentos antieméticos, não se conseguiu resultado equivalente para prevenir-se a perda do cabelo. Até agora este efeito só pode ser amenizado pelo recurso a expedientes, geralmente pouco estéticos, de recobrir a cabeça exposta. A assistência de enfermagem prestada na Central de Quimioterapia do HLGL, além da diluição e administração de drogas, passa também pelo contato diário com estas mulheres, seus familiares e suas vidas. A assistência ali prestada pretende ser de uma natureza holística, no entanto, a correria do dia a dia, a pressão do tempo que deve ser dedicado à atividade diária, o grande número de mulheres agendadas para cada dia, impedem muitas vezes que a equipe olhe cada mulher como ser singular e único. Isto confere uma característica de massificação a um atendimento que pretende ser individualizado. Não obstante, com o passar dos meses, a equipe de enfermagem acaba por fazer parte do universo social dessas mulheres e seus familiares. É comum o diálogo sobre como ela está se saindo em casa após cada dia de tratamento, como sua vida diária foi alterada, o que sentiu ao ver-se sem o cabelo, suas expectativas e perspectivas quanto ao tratamento. Nesse processo, surgem as empatias e existem aquelas enfermeiras e/ou auxiliares de enfermagem que são as preferidas por determinadas mulheres para realizar a punção venosa, administrar a medicação e ouvir o que têm a dizer e perguntar... Há mulheres que manifestam expressivamente sua gratidão ao ver certa enfermeira ou auxiliar de enfermagem.

16 4 Muitas levam presentes, escrevem agradecimentos ao final do tratamento e continuam a visitar-nos, após a alta da quimioterapia, quando vêm ao hospital para as consultas de rotina, e nos mostram como realmente o cabelo voltou a crescer. Mas também surgem aversões. Outras mulheres referem náuseas apenas ao ver a enfermeira ou auxiliar de enfermagem que lhe traz a lembrança dos efeitos desagradáveis da quimioterapia e do mal estar que sentem nos dias subsequentes ao tratamento. Em minha vivência profissional como enfermeira do setor de quimioterapia, pude observar que o impacto da perda do cabelo no comportamento da mulher parece talvez ser pior do que a mutilação causada pela mastectomia, já que esta última pode ser melhor ocultada no convívio social, mediante o uso de próteses externas e vestuário adequado. Sempre me chamou muito a atenção a reação das mulheres quando menciono a queda do cabelo. A expressão delas ao desviar o olhar, em geral cheio de lágrimas, é tão tocante que se faz necessário algum tempo de silêncio, ao fim do qual, normalmente ouço indagações como: Meu cabelo vai cair todo mesmo? ; Quando isto vai acontecer? ; Cairá todo de uma vez?. O cabelo e sua perda sempre me tocaram muito. Toda vez que oriento a mulher sobre isto parece que naquele instante ela me foge, fica inalcançável, fechada em si mesma, inatingível. E ali nesta fuga, algo me escapa, algo essencial desaparece, algo essencial para que eu possa auxiliar a mulher, dando-lhe efetivamente minha compreensão, ajuda, amparo. O que percebo é que, a cada vez que menciono a perda do cabelo, a mulher parece esquecer-se dos demais efeitos colaterais, que podem ocorrer durante o tratamento quimioterápico, do mal estar que sente durante vários dias após a administração das drogas. Sua atenção volta-se toda para o cabelo e sua desastrosa perda.

17 5 Muitas mulheres, ao final do primeiro ciclo de quimioterapia, pedem-me para ver as perucas que o setor possui para empréstimo. Parecem querer estar prevenidas, quando seu cabelo começar a cair. Outras procuram-me já quando a queda do cabelo tornou-se aparente e é sempre com certo constrangimento no olhar que me pedem para ver e experimentar as perucas. Foi assim que me decidi por este estudo. Fazer galhofa ao mostrar uma peruca, dizer que o cabelo volta, que a saúde é mais importante, que cabelo cresce, que o necessário é impedir o retorno ou a progressão da doença, nada disso parece amenizar esta situação. Com o passar dos meses, essas mulheres comparecem para o tratamento com perucas, lenços, toucas ou turbantes e é sempre com tristeza que relatam sua experiência e a forma como ocorreu a perda do cabelo. O que me parece é que, neste período, elas começam a tentar uma adaptação à sua nova condição e muitas vezes aparentam querer dizer: Agora que o cabelo já caiu todo mesmo, só anseio pelo fim do tratamento para vê-lo crescer e esquecer tudo isto. Percebo também no meu dia a dia que aquela mulher ali está para cumprir um tratamento imposto a ela como meio de sobrevivência. Ela recebe muitas explicações sobre a necessidade de seguir o tratamento para curar-se e evitar o retorno da tão temida doença. Ela é orientada também sobre como agem os quimioterápicos e o porquê dos efeitos colaterais que eles provocam. Mas, na realidade, a palavra não é dada à mulher, ela está ali para ouvir, não para ser ouvida. Está ali para cumprir um tratamento que lhe é oferecido, com as melhores intenções, pelos profissionais que a cercam por todos os lados, sempre vigiando para que ela siga em frente, para que ela se sinta, ao menos fisicamente, o melhor possível, para que ela não abandone o tratamento. Esquecem-se, entretanto, de que cada uma destas mulheres é uma pessoa peculiar no mundo, que pensa e que sente e que talvez desejasse partilhar este seu vivido.

18 6 Ao assisti-las diáriamente, passei a compreender como é importante ouví-las, trocar idéias e outras vezes apenas respeitar seu silêncio... Percebo ainda como o tratamento quimioterápico é desgastante, sofrido e tenso, tanto para a mulher como para a equipe de saúde. Que é necessário não apenas educar e orientar a mulher e sua família quanto ao que esperar do tratamento, mas estar disposta a ouvir e abrir espaço para uma compreensão autêntica de cada ser-mulher e sua família ali presentes. ESTABELECENDO A QUESTÃO EM ESTUDO: A partir das mulheres portadoras de câncer de mama que perdem seu cabelo ao submeterem-se à quimioterapia antineoplásica, passei a me questionar sobre a pessoa que vivencia tal situação, na busca de desvelar o sentido fundante do seu ex-sistir. O OBJETO DE ESTUDO: A partir das inquietações surgidas de minhas experiências e vivências profissionais, tenho como objeto de estudo o ex-sistir da mulher diante da perda do seu cabelo, conseqüente ao tratamento quimioterápico para o câncer de mama. OBJETIVO DO ESTUDO: Compreender o ex-sistir da mulher com diagnóstico de câncer de mama diante da perda do seu cabelo conseqüente ao tratamento quimioterápico e portanto, desvelar o sentido que funda o comportamento assumido por ela.

19 7 QUESTÃO NORTEADORA DO ESTUDO: Como se sente a mulher que, ao submeter-se ao tratamento quimioterápico, ex-siste sem o seu cabelo? CONTRIBUIÇÃO DO ESTUDO: Em minha experiência profissional, reconheço a importância do papel da enfermeira como educadora da família, e no meu caso em que a clientela é feminina, da mulher em tratamento quimioterápico. Ao ser informada sobre os objetivos do tratamento e dos efeitos colaterais que podem advir, a mulher parece se sentir mais capaz de cuidar de si mesma e menos aflita quando os efeitos colaterais ocorrem. Quanto a estar mais preparada, fica uma interrogação, pois no caso da alopécia por exemplo, parece sempre haver um choque e muita tristeza, apesar da informação anteriormente dada. A orientação, que é realizada individualmente com cada mulher, também funciona como um primeiro contato entre ela e a enfermeira, e traz ainda o conforto e a segurança de ter a quem recorrer quando tem alguma dúvida ou problema relacionado ao tratamento. Não é incomum, por exemplo, que muitas delas ou seus familiares, telefonem para o setor de Quimioterapia, buscando mais informações, tirando dúvidas ou pedindo auxílio para resolução de algum problema surgido. A mulher e sua família parecem também sentirem-se apoiadas diante da atuação da enfermeira como educadora e orientadora, pois compreendem que alguém sabe do momento pelo qual estão passando, e têm a liberdade de procurá-la quando julgam necessário. O contato com outras mulheres que estão passando pela mesma experiência, também é bem vindo no entender da mulher. Parece encontrar algum conforto por não ser a única que enfrenta a quimioterapia, gosta de trocar experiência e falar de sua

20 8 vivência com outras na mesma situação que ela. No meu local de trabalho, isto é extremamente facilitado, pois as pacientes estão juntas aguardando a consulta ou na sala de quimioterapia. É comum que se consolem umas às outras. Vemos que há preocupação com a alopécia resultante do tratamento quimioterápico para o câncer de mama, e com os danos causados à auto-imagem e auto-estima das mulheres à ele submetidas. Porém, não há até hoje resultado efetivo para a prevenção deste efeito colateral e nem tampouco houve preocupação em buscar o significado desta vivência para a mulher. Entretanto Freedman (1994 : ), julga crucial que se tenha um entendimento profundo do significado da perda do cabelo, para se compreender porque tantas mulheres, na cultura americana, consideram esta perda particularmente traumática e de efeito iatrogênico no tratamento do câncer. À mulher não foi dada voz para expressar o sentido deste vivido. Inclusive vários pesquisadores parecem negar o problema da alopécia para a mulher que se submete ao tratamento quimioterápico, ao relacioná-lo apenas como conseqüência da frustação causada pelo aparecimento do câncer de mama. Ao contrário, este estudo busca o significado atribuído pela vivência da alopécia pela mulher em tratamento quimioterápico. Espera-se assim contribuir, através da compreensão, para um melhor atendimento das suas necessidades, durante este período tão difícil do tratamento do câncer de mama. Espera-se também que a melhor compreensão do fenômeno, provoque uma reflexão sobre a atuação da equipe de enfermagem na especialidade, face ao impacto deste efeito colateral no comportamento destas mulheres.

21 9 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: FREEDMAN, Tovia G. - Social and cultural dimensions of hair loss in women treated for breast cancer. Cancer Nursing, New York, Raven Press, ltd. 17 (4) :334-41, 1994.

22 10 O SABER EXISTENTE SOBRE O TEMA: A DOENÇA E SEU DIAGNÓSTICO: O corpo humano é constituído por vários tipos de células e cada uma tem sua própria estrutura e função. Quando as células chegam ao fim de sua vida ou sofrem algum dano, novas células são formadas, já que o corpo tem a propriedade de repararse. Este processo é chamado divisão celular e, em condições normais, as células se dividem e crescem ordenadamente e de maneira controlada. No câncer, as células se dividem descontroladamente, construindo uma massa de células não saudáveis chamadas de tumor. Um tumor maligno invade e destrói os tecidos adjacentes podendo espalhar-se para outras partes do corpo, originando as metástases (Mead Johnson, 1994). O câncer de mama vem sendo considerado uma doença importante e crescente em várias partes do mundo. As maiores taxas são vistas nos países industrializados da Europa e da América do Norte, porém o aumento da incidência do câncer de mama na série histórica é menor nas nações industrializadas do que nas nações em desenvolvimento da Ásia e da América do Sul. Apesar da incidência do câncer de mama ser crescente na maioria dos países, a mortalidade mantém-se estável ou em declínio naqueles países que estão conseguindo detectá-lo mais precocemente, possibilitando assim um tratamento mais eficiente (Silva, 1995 :80). O câncer de mama pode ser detectado através de três procedimentos: auto-exame das mamas, exame clínico realizado por um profissional habilitado e mamografia. Os dois primeiros são de baixo custo e, por isso mesmo, de fácil implantação em qualquer programa de saúde (Brasil,1996 :3). Entretanto, segundo Lopes (1996 :128-30), o fato de um exame ser de baixo custo, indolor, rápido e gratuito, não implica na adesão a ele pela

23 11 população alvo, já que a ação de prevenir não depende apenas da vontade do profissional e da disponibilidade dos serviços. Importa, na instância existencial, a decisão da cliente, a qual se dá a partir da compreensão e interpretação que tem da possibilidade de prevenir a doença e ser responsável por cuidar da própria saúde. Na Europa e nos Estados Unidos, o câncer de mama é a forma mais comum no sexo feminino. Mant e col. (1991 :236) dizem que o Japão, apesar da forte industrialização, apresenta baixo risco para esta patologia, porém suas mulheres ao emigrarem para países com alta incidência da doença, aumentam o risco de desenvolver este tipo de câncer. O câncer de mama tem, como fatores de risco, a menarca precoce, menopausa tardia, primeira gestação completa com idade acima de 30 anos, nuliparidade, doença mamária benigna, doença tireoideana, exposição prévia à radiação ionizante, história familiar da doença, câncer prévio de mama, dieta rica em gorduras e proteínas animais, biópsia prévia de mama (Brasil,1995 :33-34). O risco para o câncer de mama também é maior nas mulheres que vivem nas áreas urbanas do que entre as que vivem na zona rural. Os fatores ambientais têm papel preponderante sobre os raciais ou genéticos e as mulheres de situação sócio-econômica mais elevada têm maior probabilidade de serem acometidas por essa doença. Ao contrário do que comumente se pensa a amamentação não diminui o risco. Antes da menopausa os fatores de risco estão principalmente relacionados à atividade ovariana, tendo a ooforectomia bilateral produzido redução da probabilidade de câncer de mama, especialmente se o procedimento for realizado antes dos 40 anos (Silva,1995 :80-82). A expectativa de vida da população brasileira vem aumentando. Este é um indicador sócio-econômico e de saúde positivo, mas ele demanda que o setor da saúde se prepare para atender à população idosa a qual apresenta maior probabilidade de ter câncer (Minayo1995, :12).

24 12 O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer estão agora com uma proposta para a implementação de um programa nacional para a prevenção e diagnóstico precoce do câncer cérvico-uterino e de mama (Brasil, 1996 :12). Este programa vem da necessidade de ser o câncer de mama o mais freqüente em incidência e mortalidade no sexo feminino. A faixa etária de maior concentração está entre 45 e 50 anos, representando aproximadamente 20% de todos os casos diagnosticados de câncer e 15% em média, das mortes por câncer em mulheres ou seja, dos óbitos por neoplasia ocorridos em 1996 em mulheres, 6450 serão por câncer de mama. As regiões sul e sudeste do Brasil apresentam incidência do câncer de mama comparáveis a dos países desenvolvidos que possuem taxas maiores. Porto Alegre apresenta os níveis mais elevados do país (66,12%) segundo dados do Registro de Câncer de Base Populacional local de 1991 (Brasil 1996, :3). Numa estimativa para o ano de 1997, o número de óbitos esperados por cancer em mulheres computa casos, sendo que destes serão por câncer de mama, o que mostra um crescimento em relação a estimativa para 1996 ( Brasil 1997, :8 e 9). Quanto à mortalidade, o câncer de mama juntamente com o câncer de colo do útero, são responsáveis pelo maior percentual dos óbitos por câncer ocorridos em mulheres em todas as regiões do Brasil. Segundo estatísticas de mortalidade do Ministério da Saúde no ano de 1989, nas regiões sul, sudeste e centro-oeste, o câncer de mama apresentou a maior frequência relativa (12%). Inclusive, os óbitos por câncer ocorridos nas mulheres brasileiras nas faixas etárias de anos e anos, de 1981 a 1989, 20% em média tiveram como diagnóstico o câncer de mama (Brasil, 1996 :5-7).

CÂNCER DE MAMA: é preciso falar disso. Ministério da Saúde Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva

CÂNCER DE MAMA: é preciso falar disso. Ministério da Saúde Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva CÂNCER DE MAMA: é preciso falar disso Ministério da Saúde Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva 2014 Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva/ Ministério da Saúde. Esta

Leia mais

CÂNCER DE MAMA: é preciso falar disso. Ministério da Saúde Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva

CÂNCER DE MAMA: é preciso falar disso. Ministério da Saúde Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva CÂNCER DE MAMA: é preciso falar disso Ministério da Saúde Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva 2014 Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva/ Ministério da Saúde. Esta

Leia mais

CÂNCER DE MAMA: é preciso falar disso. Ministério da Saúde Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva

CÂNCER DE MAMA: é preciso falar disso. Ministério da Saúde Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva CÂNCER DE MAMA: é preciso falar disso Ministério da Saúde Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva Cartilha_Outubro Rosa_Mitos_26-09-2014.indd 1 08/10/2014 14:24:37 2014 Instituto Nacional

Leia mais

O que é câncer de mama?

O que é câncer de mama? Câncer de Mama O que é câncer de mama? O câncer de mama é a doença em que as células normais da mama começam a se modificar, multiplicando-se sem controle e deixando de morrer, formando uma massa de células

Leia mais

Sexualidade e Câncer de Mama

Sexualidade e Câncer de Mama Sexualidade e Câncer de Mama LÚCIO FLAVO DALRI GINECOLOGIA MASTOLOGIA CIRURGIA PÉLVICA MÉDICO EM RIO DO SUL - SC PRESIDENTE DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE MASTOLOGIA REGIONAL DE SC CHEFE DO SERVIÇO DE MASTOLOGIA

Leia mais

Isso marca o início de uma nova e importante era para os pacientes, cuidadores e seus familiares.

Isso marca o início de uma nova e importante era para os pacientes, cuidadores e seus familiares. 1 Manual do Paciente Você não está sozinho Qualquer pessoa pode vir a desenvolver algum tipo de câncer ao longo da vida. No ano passado de 2008, mais de 1,3 milhões de novos cânceres foram diagnosticados

Leia mais

CÂNCER DE MAMA:PERSPECTIVAS SOBRE AS RELAÇÕES FAMILIARES

CÂNCER DE MAMA:PERSPECTIVAS SOBRE AS RELAÇÕES FAMILIARES V EPCC Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar 23 a 26 de outubro de 2007 CÂNCER DE MAMA:PERSPECTIVAS SOBRE AS RELAÇÕES FAMILIARES Simone Lemos 1 ; Suzei Helena Tardivo Barbosa 2 ; Giseli

Leia mais

Descobrindo o valor da

Descobrindo o valor da Descobrindo o valor da Ocâncer de mama, segundo em maior ocorrência no mundo, é um tumor maligno que se desenvolve devido a alterações genéticas nas células mamárias, que sofrem um crescimento anormal.

Leia mais

EMENTA: Câncer urológico - Critérios de alta para pacientes com câncer CONSULTA

EMENTA: Câncer urológico - Critérios de alta para pacientes com câncer CONSULTA PARECER Nº 2422/2013 CRM-PR PROCESSO CONSULTA N.º 11/2013 PROTOCOLO N. º 10115/2013 ASSUNTO: CRITÉRIOS DE ALTA DE SERVIÇOS DE CANCEROLOGIA PARECERISTA: CONS. JOSÉ CLEMENTE LINHARES EMENTA: Câncer urológico

Leia mais

ATUALIZAÇÕES EM CÂNCER: TRATAMENTO

ATUALIZAÇÕES EM CÂNCER: TRATAMENTO ATUALIZAÇÕES EM CÂNCER: TRATAMENTO Elaine Jacob da Silva Carmo 1 ; Cristiane Alves da Fonseca 2,3 Andréia Juliana Leite Rodrigues 2,3, 4. 1 Curso de Ciências Biológicas, Unidade Universitária de Ciências

Leia mais

O que é o câncer de mama?

O que é o câncer de mama? O que é o câncer de mama? As células do corpo normalmente se dividem de forma controlada. Novas células são formadas para substituir células velhas ou que sofreram danos. No entanto, às vezes, quando células

Leia mais

Câncer de Mama COMO SÃO AS MAMAS:

Câncer de Mama COMO SÃO AS MAMAS: Câncer de Mama COMO SÃO AS MAMAS: As mamas (ou seios) são glândulas e sua função principal é a produção de leite. Elas são compostas de lobos que se dividem em porções menores, os lóbulos, e ductos, que

Leia mais

OUTUBRO ROSA UMA CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO DA SOFIS TECNOLOGIA

OUTUBRO ROSA UMA CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO DA SOFIS TECNOLOGIA C A R T I L H A OUTUBRO ROSA UMA CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO DA SOFIS TECNOLOGIA OOUTUBRO ROSA é um movimento mundial pela prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. Com suas ações especialmente

Leia mais

Câncer de Tireóide. O segredo da cura é a eterna vigilância

Câncer de Tireóide. O segredo da cura é a eterna vigilância Câncer de Tireóide Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade física adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira O câncer de tireóide é um tumor maligno de crescimento localizado dentro da glândula

Leia mais

OUTUBRO. um mes PARA RELEMBRAR A IMPORTANCIA DA. prevencao. COMPARTILHE ESSA IDEIA.

OUTUBRO. um mes PARA RELEMBRAR A IMPORTANCIA DA. prevencao. COMPARTILHE ESSA IDEIA. OUTUBRO ROSA ^ um mes PARA RELEMBRAR A IMPORTANCIA DA ~ prevencao. COMPARTILHE ESSA IDEIA. ~ ^ O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete

Leia mais

Fator emocional. Fertilidade Natural: Fator emocional CAPÍTULO 8

Fator emocional. Fertilidade Natural: Fator emocional CAPÍTULO 8 CAPÍTULO 8 Fator emocional O projeto comum de ter filhos, construir a própria família, constitui um momento existencial muito importante, tanto para o homem como para a mulher. A maternidade e a paternidade

Leia mais

Vida nova Jovens contam como superaram doenças graves. Depois de um câncer de mama aos 23 anos, Dolores Cardoso teve um filho, escreveu um livro e

Vida nova Jovens contam como superaram doenças graves. Depois de um câncer de mama aos 23 anos, Dolores Cardoso teve um filho, escreveu um livro e Sexta Vida nova Jovens contam como superaram doenças graves. Depois de um câncer de mama aos 23 anos, Dolores Cardoso teve um filho, escreveu um livro e mudou o rumo da vida profissional FOLHA DA SEXTA

Leia mais

Apesar de ser um tumor maligno, é uma doença curável se descoberta a tempo, o que nem sempre é possível, pois o medo do diagnóstico é muito grande,

Apesar de ser um tumor maligno, é uma doença curável se descoberta a tempo, o que nem sempre é possível, pois o medo do diagnóstico é muito grande, Cancêr de Mama: É a causa mais frequente de morte por câncer na mulher, embora existam meios de detecção precoce que apresentam boa eficiência (exame clínico e auto-exame, mamografia e ultrassonografia).

Leia mais

AS TRANSIÇÕES FEMININAS DA PUBERDADE E DA MENOPAUSA: ASPECTOS CLÍNICOS E DE PESQUISA Coordenadora: Carmen Lúcia Souza (USP) clucia@uol.com.

AS TRANSIÇÕES FEMININAS DA PUBERDADE E DA MENOPAUSA: ASPECTOS CLÍNICOS E DE PESQUISA Coordenadora: Carmen Lúcia Souza (USP) clucia@uol.com. MESA 4 AS TRANSIÇÕES FEMININAS DA PUBERDADE E DA MENOPAUSA: ASPECTOS CLÍNICOS E DE PESQUISA Coordenadora: Carmen Lúcia Souza (USP) clucia@uol.com.br Relatores: Carmen Lúcia Souza Izilda Malta Torres Ruth

Leia mais

Bioestatística. Organização Pesquisa Médica. Variabilidade. Porque existe variabilidades nos fenômenos naturais? Fontes de variação:

Bioestatística. Organização Pesquisa Médica. Variabilidade. Porque existe variabilidades nos fenômenos naturais? Fontes de variação: Bioestatística Lupércio F. Bessegato & Marcel T. Vieira UFJF Departamento de Estatística 2010 Organização Pesquisa Médica Variabilidade Porque existe variabilidades nos fenômenos naturais? Fontes de variação:

Leia mais

Redações vencedoras I Concurso de Redação

Redações vencedoras I Concurso de Redação Redações vencedoras I Concurso de Redação 1 Lugar Aluno: Julia Stefani Moraes Professora: Regina M. Macedo de Melo Castro Informação: A melhor maneira de combater o câncer Penso que falar sobre este assunto

Leia mais

VISITA PRÉ-OPERATÓRIA DE ENFERMAGEM: humanizando o cuidar feminino na prática assistencial através de atividade de extensão 1

VISITA PRÉ-OPERATÓRIA DE ENFERMAGEM: humanizando o cuidar feminino na prática assistencial através de atividade de extensão 1 VISITA PRÉ-OPERATÓRIA DE ENFERMAGEM: humanizando o cuidar feminino na prática assistencial através de atividade de extensão 1 Anna Maria de Oliveira Salimena 2 Maria Carmen Simões Cardoso de Melo 2 Ívis

Leia mais

A família frente ao tratamento da criança com câncer: revisão de literatura

A família frente ao tratamento da criança com câncer: revisão de literatura A família frente ao tratamento da criança com câncer: revisão de literatura (The family coping the treatment of the child with cancer: literature revision) Edmara Cândida Tavares 1 ; Andréia da Costa Segóvia

Leia mais

Diretrizes Assistenciais. Protocolo de Conduta da Assistência Médico- Hospitalar - Mama

Diretrizes Assistenciais. Protocolo de Conduta da Assistência Médico- Hospitalar - Mama Diretrizes Assistenciais Protocolo de Conduta da Assistência Médico- Hospitalar - Mama Versão eletrônica atualizada em Novembro 2008 Protocolo de Conduta da Assistência Médico-Hospitalar Objetivos: - manuseio

Leia mais

PROGRAMA DE RASTREAMENTO DO CÂNCER DE MAMA EM MULHERES DA REGIÃO DO CARIRI OCIDENTAL, ESTADO DA PARAÍBA

PROGRAMA DE RASTREAMENTO DO CÂNCER DE MAMA EM MULHERES DA REGIÃO DO CARIRI OCIDENTAL, ESTADO DA PARAÍBA PROGRAMA DE RASTREAMENTO DO CÂNCER DE MAMA EM MULHERES DA REGIÃO DO CARIRI OCIDENTAL, ESTADO DA PARAÍBA Eulina Helena Ramalho de Souza 1 Telma Ribeiro Garcia 2 INTRODUÇÃO O câncer de mama é uma neoplasia

Leia mais

CANCER DE MAMA FERNANDO CAMILO MAGIONI ENFERMEIRO DO TRABALHO

CANCER DE MAMA FERNANDO CAMILO MAGIONI ENFERMEIRO DO TRABALHO CANCER DE MAMA FERNANDO CAMILO MAGIONI ENFERMEIRO DO TRABALHO OS TIPOS DE CANCER DE MAMA O câncer de mama ocorre quando as células deste órgão passam a se dividir e se reproduzir muito rápido e de forma

Leia mais

Enfermagem em Oncologia e Cuidados Paliativos

Enfermagem em Oncologia e Cuidados Paliativos Prof. Rivaldo Assuntos Enfermagem em Oncologia e Cuidados Paliativos Administração e Gerenciamento de Enfermagem Enfermagem na Atenção à Saúde da Mulher e da Criança Enfermagem nas Doenças Transmissíveis

Leia mais

Pesquisa Clínica. Orientações aos pacientes

Pesquisa Clínica. Orientações aos pacientes Pesquisa Clínica Orientações aos pacientes 2009 Ministério da Saúde. É permitida a reprodução total ou parcial desta obra, desde que citada a fonte. Tiragem: 1000 exemplares Criação, Informação e Distribuição

Leia mais

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER II JORNADA DE TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO INCA

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER II JORNADA DE TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO INCA INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER II JORNADA DE TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO INCA FORMAÇÃO E EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE NA ATENÇÃO AO CÂNCER: DESAFIOS PARA OS TÉCNICOS DE ENFERMAGEM ESPECIALIZAÇÃO DO TÉCNICO

Leia mais

DIA MUNDIAL DO CÂNCER 08 DE ABRIL

DIA MUNDIAL DO CÂNCER 08 DE ABRIL DIA MUNDIAL DO CÂNCER 08 DE ABRIL Enviado por LINK COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL 04-Abr-2016 PQN - O Portal da Comunicação LINK COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL - 04/04/2016 Que tal aproveitar o Dia Mundial do Câncer

Leia mais

Arimide. Informações para pacientes com câncer de mama. Anastrozol

Arimide. Informações para pacientes com câncer de mama. Anastrozol Informações para pacientes com câncer de mama. AstraZeneca do Brasil Ltda. Rod. Raposo Tavares, km 26,9 CEP 06707-000 Cotia SP ACCESS net/sac 0800 14 55 78 www.astrazeneca.com.br AXL.02.M.314(1612991)

Leia mais

XI Encontro de Iniciação à Docência

XI Encontro de Iniciação à Docência 6CCSDEMCAMT01-P CONHECIMENTO E PRÁTICA DOS DISCENTES DO QUARTO PERÍODO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM SOBRE O AUTO-EXAME DAS MAMAS Ericka Vilar Brandão (1) ; Cleide Rejane Damaso de Araújo (3) Centro de Ciências

Leia mais

Câncer de Próstata. Fernando Magioni Enfermeiro do Trabalho

Câncer de Próstata. Fernando Magioni Enfermeiro do Trabalho Câncer de Próstata Fernando Magioni Enfermeiro do Trabalho O que é próstata? A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão muito pequeno, tem

Leia mais

PROVA OBJETIVA. 17 O psicólogo que atua em uma instituição pode fazer. 18 O autocontrole e a disciplina são os elementos que determinam

PROVA OBJETIVA. 17 O psicólogo que atua em uma instituição pode fazer. 18 O autocontrole e a disciplina são os elementos que determinam SESFUBMULT_P_06N8977 De acordo com o comando a que cada um dos itens a seguir se refira, marque, na folha de respostas, para cada item: o campo designado com o código C, caso julgue o item CERTO; ou o

Leia mais

Em Março de 2007 começa a história que mudou a minha vida para sempre.

Em Março de 2007 começa a história que mudou a minha vida para sempre. D.F., 25 anos, solteira, psicóloga, cancro da mama em 2007 Em Março de 2007 começa a história que mudou a minha vida para sempre. Certo dia senti uma dor suave da mama para a axila e na apalpação descobri

Leia mais

RELACIONAMENTO TERAPÊUTICO ENTRE ENFERMEIRO E PACIENTE TRANSPLANTADO CARDÍACO: FORÇA VITAL PARA A HUMANIZAÇÃO

RELACIONAMENTO TERAPÊUTICO ENTRE ENFERMEIRO E PACIENTE TRANSPLANTADO CARDÍACO: FORÇA VITAL PARA A HUMANIZAÇÃO RELACIONAMENTO TERAPÊUTICO ENTRE ENFERMEIRO E PACIENTE TRANSPLANTADO CARDÍACO: FORÇA VITAL PARA A HUMANIZAÇÃO O transplante cardíaco é uma forma de tratamento para os pacientes com insuficiência cardíaca

Leia mais

GRUPO TERAPÊUTICO NA REABILITAÇÃO SOCIAL DE MULHERES MASTECTOMIZADAS

GRUPO TERAPÊUTICO NA REABILITAÇÃO SOCIAL DE MULHERES MASTECTOMIZADAS GRUPO TERAPÊUTICO NA REABILITAÇÃO SOCIAL DE MULHERES MASTECTOMIZADAS Gilmara Saraiva Bezerra 1 Irma Caroline Lima Verde da Silva 2 Nydia Cavalcante de Carvalho Pinheiro 3 Maria Zélia de Araújo Madeira

Leia mais

OUTUBRO ROSA REFORÇA A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO PRECOCE NA CURA DO CÂNCER DE MAMA

OUTUBRO ROSA REFORÇA A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO PRECOCE NA CURA DO CÂNCER DE MAMA OUTUBRO ROSA REFORÇA A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO PRECOCE NA CURA DO CÂNCER DE MAMA Enviado por LINK COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL 01-Out-2015 PQN - O Portal da Comunicação LINK COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL - 01/10/2015

Leia mais

UNILAB no Outubro Rosa Essa luta também é nossa. CUIDAR DA SAÚDE É UM GESTO DE AMOR À VIDA. cosbem COORDENAÇÃO DE SAÚDE E BEM-ESTAR www.unilab.edu.

UNILAB no Outubro Rosa Essa luta também é nossa. CUIDAR DA SAÚDE É UM GESTO DE AMOR À VIDA. cosbem COORDENAÇÃO DE SAÚDE E BEM-ESTAR www.unilab.edu. UNILAB no Outubro Rosa Essa luta também é nossa. CUIDAR DA SAÚDE É UM GESTO DE AMOR À VIDA. cosbem COORDENAÇÃO DE SAÚDE E BEM-ESTAR www.unilab.edu.br CUIDAR DA SUA SAÚDE É UM GESTO DE AMOR À VIDA. As mamas

Leia mais

GRUPO OPERATIVO DE INFORMAÇÃO

GRUPO OPERATIVO DE INFORMAÇÃO GRUPO OPERATIVO DE INFORMAÇÃO 2009 Trabalho apresentado como requisito parcial da disciplina PROCESSOS GRUPAIS, sob a orientação da Educanda Cristina Elizabete Bianca Tinoco Silva Estudante do curso de

Leia mais

FÓRUM Câncer de Mama. Políticas Públicas: Tratamento e Apoio Dra. Nadiane Lemos SSM-DAS/SES-RS

FÓRUM Câncer de Mama. Políticas Públicas: Tratamento e Apoio Dra. Nadiane Lemos SSM-DAS/SES-RS FÓRUM Câncer de Mama Políticas Públicas: Tratamento e Apoio Dra. Nadiane Lemos SSM-DAS/SES-RS Análise Situacional Marcadores das ações em saúde envolvendo a saúde da mulher na atual gestão: Pré-natal -

Leia mais

EPIDEMIOLÓGICO BOLETIM ELETRÔNICO. Câncer de Mama

EPIDEMIOLÓGICO BOLETIM ELETRÔNICO. Câncer de Mama BOLETIM ELETRÔNICO EPIDEMIOLÓGICO G E R E N C I A E X E C U T I V A D E V I G I L Â N C I A E M S A Ú D E ANO 1, Nº 1 EXPEDIENTE: Novembro de 27 GOVERNADOR DO ESTADO Cássio Cunha Lima SECRETÁRIO DE ESTADO

Leia mais

Adolescentes e jovens preparados para tomar suas próprias decisões reprodutivas

Adolescentes e jovens preparados para tomar suas próprias decisões reprodutivas Adolescentes e jovens preparados para tomar suas próprias decisões reprodutivas Andrea da Silveira Rossi Brasília, 15 a 18 out 2013 Relato de adolescentes e jovens vivendo com HIV Todo adolescente pensa

Leia mais

Histórico. O Outubro Rosaéum movimento popular dedicado a alertar as mulheres para a importância da prevenção e da detecção precoce do câncer de mama.

Histórico. O Outubro Rosaéum movimento popular dedicado a alertar as mulheres para a importância da prevenção e da detecção precoce do câncer de mama. Histórico O Outubro Rosaéum movimento popular dedicado a alertar as mulheres para a importância da prevenção e da detecção precoce do câncer de mama. Iniciado na década de 90 nos EUA, a campanha derrubou

Leia mais

A Saúde Mental dos Trabalhadores da Saúde

A Saúde Mental dos Trabalhadores da Saúde A Saúde Mental dos Trabalhadores da Saúde Tatiana Thiago Mendes Psicóloga Clínica e do Trabalho Pós-Graduação em Saúde e Trabalho pelo HC FM USP Perita Judicial em Saúde Mental Panorama da Saúde dos Trabalhadores

Leia mais

Área temática: Enfermagem CÂNCER NA ADOLESCÊNCIA: SENTIMENTOS DOS PORTADORES E PAPEIS DE FAMILIARES E ENFERMEIROS

Área temática: Enfermagem CÂNCER NA ADOLESCÊNCIA: SENTIMENTOS DOS PORTADORES E PAPEIS DE FAMILIARES E ENFERMEIROS Área temática: Enfermagem CÂNCER NA ADOLESCÊNCIA: SENTIMENTOS DOS PORTADORES E PAPEIS DE FAMILIARES E ENFERMEIROS Graziela Silva do Nascimento Discente do curso de Enfermagem da UFPB. E-mail: graziela_nascimento_@hotmail.com

Leia mais

Meus amigos... A saúde tem pressa! da sua amiga, Flávia Morais

Meus amigos... A saúde tem pressa! da sua amiga, Flávia Morais 4ª Edição Meus amigos... Quando surgiu a ideia de criar o programa Saúde em Movimento, em parceria com o Lions Club e a LBV, acreditávamos que conseguiríamos reduzir em parte a distância que separa as

Leia mais

MODELO PROJETO: PRÊMIO POR INOVAÇÃO E QUALIDADE

MODELO PROJETO: PRÊMIO POR INOVAÇÃO E QUALIDADE MODELO PROJETO: PRÊMIO POR INOVAÇÃO E QUALIDADE 1 Identificação Título Câncer de Colo de útero: a importância de diagnostico precoce. Área temática Comunicação, Promoção e Educação em Saúde Lotação Boninal

Leia mais

TÍTULO: "SE TOCA MULHER" CONHECIMENTO DAS UNIVERSITÁRIAS SOBRE O CÂNCER DE MAMA

TÍTULO: SE TOCA MULHER CONHECIMENTO DAS UNIVERSITÁRIAS SOBRE O CÂNCER DE MAMA TÍTULO: "SE TOCA MULHER" CONHECIMENTO DAS UNIVERSITÁRIAS SOBRE O CÂNCER DE MAMA CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: ENFERMAGEM INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO CATÓLICO

Leia mais

Aspectos Psicológicos do Câncer na MULHER. O que é preciso saber para acolher? Maria Estelita Gil Psicóloga Clínica 2012

Aspectos Psicológicos do Câncer na MULHER. O que é preciso saber para acolher? Maria Estelita Gil Psicóloga Clínica 2012 Aspectos Psicológicos do Câncer na MULHER. O que é preciso saber para acolher? Maria Estelita Gil Psicóloga Clínica 2012 1 Repercussões emocionais frente ao Diagnóstico de Câncer A comunicação de um diagnóstico

Leia mais

Seminário de Residência Médica de Cancerologia Clínica Seminar of Residence in Clinical Oncology

Seminário de Residência Médica de Cancerologia Clínica Seminar of Residence in Clinical Oncology RESIDÊNCIA MÉDICA Seminário de Residência Médica de Cancerologia Clínica Seminar of Residence in Clinical Oncology José Luiz Miranda Guimarães* Neste número estamos divulgando o resultado parcial do Seminário

Leia mais

PREVINA O CÂNCER DO COLO DO ÚTERO

PREVINA O CÂNCER DO COLO DO ÚTERO SENADO FEDERAL PREVINA O CÂNCER DO COLO DO ÚTERO SENADOR CLÉSIO ANDRADE 2 Previna o câncer do colo do útero apresentação O câncer do colo do útero continua matando muitas mulheres. Especialmente no Brasil,

Leia mais

É por isso que um exame clínico anual das mamas, através de um médico, é obrigatório.

É por isso que um exame clínico anual das mamas, através de um médico, é obrigatório. OUTUBRO ROSA 25 de outubro Mais detalhes sobre o câncer de mama no Brasil 1. Exames clínicos de mama são tão importantes quanto as mamografias. Mamografias a partir de 40 anos de idade são cruciais (Deve

Leia mais

III EGEPUB/COPPE/UFRJ

III EGEPUB/COPPE/UFRJ Luiz Otávio Zahar III EGEPUB/COPPE/UFRJ 27/11/2014 O que é a próstata? A próstata é uma glândula pequena que fica abaixo da bexiga e envolve o tubo (chamado uretra) pelo qual passam a urina e o sêmen.

Leia mais

Prevenção em dobro. Eixo de Prevenção do Câncer ganha segunda Unidade Móvel CAPA

Prevenção em dobro. Eixo de Prevenção do Câncer ganha segunda Unidade Móvel CAPA Prevenção em dobro Eixo de Prevenção do Câncer ganha segunda Unidade Móvel O eixo de Prevenção do Câncer do Programa Cuide-se+ acaba de ganhar um importante reforço no atendimento aos trabalhadores das

Leia mais

Cancro da Mama. Estrutura normal das mamas. O que é o Cancro da Mama

Cancro da Mama. Estrutura normal das mamas. O que é o Cancro da Mama Cancro da Mama O Cancro da Mama é um tumor maligno que se desenvolve nas células do tecido mamário. Um tumor maligno consiste num grupo de células alteradas (neoplásicas) que pode invadir os tecidos vizinhos

Leia mais

Conversando com os pais

Conversando com os pais Conversando com os pais Motivos para falar sobre esse assunto, em casa, com os filhos 1. A criança mais informada, e de forma correta, terá mais chances de saber lidar com sua sexualidade e, no futuro,

Leia mais

Como Aplicar Técnicas de Dinâmicas de Grupo para Dependentes Químicos

Como Aplicar Técnicas de Dinâmicas de Grupo para Dependentes Químicos Seja Bem Vindo! Como Aplicar Técnicas de Dinâmicas de Grupo para Dependentes Químicos Ana Carolina S. Oliveira Psicóloga Esp. Dependência Química CRP 06/99198 Hewdy Lobo Ribeiro Psiquiatra Forense Psiquiatra

Leia mais

CAPYLA HAIR (finasterida)

CAPYLA HAIR (finasterida) CAPYLA HAIR (finasterida) EMS SIGMA PHARMA LTDA Comprimido Revestido 1 mg IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO Capyla-hair finasterida APRESENTAÇÕES Comprimidos revestidos de 1 mg de finasterida acondicionados

Leia mais

UNIVERSIDAD ARGENTINA JOHN F. KENNEDY. Mestranda em Psicanálise Joana S. Oliveira Psicóloga CRP 06/114168

UNIVERSIDAD ARGENTINA JOHN F. KENNEDY. Mestranda em Psicanálise Joana S. Oliveira Psicóloga CRP 06/114168 UNIVERSIDAD ARGENTINA JOHN F. KENNEDY Mestranda em Psicanálise Joana S. Oliveira Psicóloga CRP 06/114168 Considerações psicanalíticas sobre a imagem corporal, algumas conseqüências após intervenções sobre

Leia mais

Saúde da Mulher. Ana Cristina Pinheiro. Saúde da Mulher

Saúde da Mulher. Ana Cristina Pinheiro. Saúde da Mulher Saúde da Mulher Realizado por: Ana Cristina Pinheiro (Maio de 2007) Saúde da Mulher Uma família equilibrada não pode ser produto do acaso ou da ignorância. O nascimento de uma criança deve ser o resultado

Leia mais

Desigualdades no Acesso à Tecnologia: Relevância para Grupos de Pacientes

Desigualdades no Acesso à Tecnologia: Relevância para Grupos de Pacientes Desigualdades no Acesso à Tecnologia: Relevância para Grupos de Pacientes Capacitação ACS /FEMAMA 2012 Eduardo Cronemberger Oncologia em 120 anos Willian Halsted Aqui está minha sequencia! Mastectomia

Leia mais

Como saber que meu filho é dependente químico e o que fazer. A importância de todos os familiares no processo de recuperação.

Como saber que meu filho é dependente químico e o que fazer. A importância de todos os familiares no processo de recuperação. Como saber que meu filho é dependente químico e o que fazer A importância de todos os familiares no processo de recuperação. Introdução Criar um filho é uma tarefa extremamente complexa. Além de amor,

Leia mais

Veículo: Site Correio Braziliense Data: 11/11/2011

Veículo: Site Correio Braziliense Data: 11/11/2011 Veículo: Site Correio Braziliense Data: 11/11/2011 Seção: Saúde Pág.: http://bit.ly/ve3bse Assunto: Precauções necessárias Tumores no ovário atingem cerca de 220 mil mulheres a cada ano no mundo Com alto

Leia mais

... Sumário. Prefácio... 11 Introdução... 15

... Sumário. Prefácio... 11 Introdução... 15 ...... Sumário Prefácio... 11 Introdução... 15 1. As mulheres e o cabelo: um caso de amor eterno... 19 2. O eflúvio telógeno... 23 3. Distúrbios alimentares e queda de cabelo... 51 4. A alopecia androgenética...

Leia mais

INTRODUÇÃO (WHO, 2007)

INTRODUÇÃO (WHO, 2007) INTRODUÇÃO No Brasil e no mundo estamos vivenciando transições demográfica e epidemiológica, com o crescente aumento da população idosa, resultando na elevação de morbidade e mortalidade por doenças crônicas.

Leia mais

FALANDO ABERTAMENTE SOBRE SUICÍDIO

FALANDO ABERTAMENTE SOBRE SUICÍDIO FALANDO ABERTAMENTE SOBRE SUICÍDIO MOMENTO DE DERRUBAR TABUS As razões podem ser bem diferentes, porém muito mais gente do que se imagina já teve uma intenção em comum. Segundo estudo realizado pela Unicamp,

Leia mais

A Segurança na Administração da Quimioterapia Oral.ral

A Segurança na Administração da Quimioterapia Oral.ral A Segurança na Administração da Quimioterapia Oral.ral 2º Congresso Multidisciplinar em Oncologia do Instituto do Câncer do Hospital Mãe de Deus Enfª Érika Moreti Campitelli Antineoplásico oral: Atualmente

Leia mais

NÚCLEO DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL NTE VARGINHA PROJETO IDENTIDADE

NÚCLEO DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL NTE VARGINHA PROJETO IDENTIDADE Projeto Identidade Quem sou eu??? NÚCLEO DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL NTE VARGINHA PROJETO IDENTIDADE ELABORAÇÃO: Míria Azevedo de Lima Bartelega --------------------------------Agosto / 2010 I A Questão

Leia mais

DIAGNÓSTICO SOBRE A SAÚDE DA MULHER EM UMA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA E INTERVENÇÕES SOBRE O EXAME CITOPATOLÓGICO DO COLO UTERINO

DIAGNÓSTICO SOBRE A SAÚDE DA MULHER EM UMA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA E INTERVENÇÕES SOBRE O EXAME CITOPATOLÓGICO DO COLO UTERINO 11. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( x ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA DIAGNÓSTICO SOBRE A SAÚDE

Leia mais

BIOÉTICA E CUIDADOS PALIATIVOS: UM DESAFIO PARA A ENFERMAGEM.

BIOÉTICA E CUIDADOS PALIATIVOS: UM DESAFIO PARA A ENFERMAGEM. BIOÉTICA E CUIDADOS PALIATIVOS: UM DESAFIO PARA A ENFERMAGEM. RESUMO Karyn Albrecht SIQUEIRA, 1. Aline MASSAROLI, 2. Ana Paula LICHESKI, 2. Maria Denise Mesadri GIORGI, 3. Introdução: Com os diversos avanços

Leia mais

MÓDULO 1. Psicoeducação, organização e planejamento

MÓDULO 1. Psicoeducação, organização e planejamento MÓDULO 1 Psicoeducação, organização e planejamento Psicoeducação e introdução a habilidades de organização e planejamento Sessão 1 (Corresponde aos Capítulos 1, 2 e 4 do Manual do paciente) MATERIAIS NECESSÁRIOS

Leia mais

Saúde Bucal no Programa de Saúde da Família De Nova Olímpia - MT. Importância da Campanha de. Nova Olímpia MT.

Saúde Bucal no Programa de Saúde da Família De Nova Olímpia - MT. Importância da Campanha de. Nova Olímpia MT. Saúde Bucal no Programa de Saúde da Família De Nova Olímpia - MT Importância da Campanha de câncer bucal no Município de Nova Olímpia MT. Autores: - CD Fabrício Galli e - CD Michelle Feitosa Costa. Com

Leia mais

N o 35. Março 2015. O mieloma múltiplo é uma. MIELOMA MÚLTIPLO: Novo Medicamento no tratamento contra o Câncer de Medula Óssea

N o 35. Março 2015. O mieloma múltiplo é uma. MIELOMA MÚLTIPLO: Novo Medicamento no tratamento contra o Câncer de Medula Óssea N o 35 Março 2015 Centro de Farmacovigilância da UNIFAL-MG Site: www2.unifal-mg.edu.br/cefal Email: cefal@unifal-mg.edu.br Tel: (35) 3299-1273 Equipe editorial: prof. Dr. Ricardo Rascado; profa. Drª. Luciene

Leia mais

Tem dores? Vamos agir juntos! Gerir a dor é a nossa prioridade

Tem dores? Vamos agir juntos! Gerir a dor é a nossa prioridade Tem dores? Vamos agir juntos! Gerir a dor é a nossa prioridade Introdução Sabia isto? Estudos realizados demonstram que uma boa gestão da dor diminui as complicações da operação e favorece a recuperação.

Leia mais

Orientações aos pacientes sobre radioterapia

Orientações aos pacientes sobre radioterapia Orientações aos pacientes sobre radioterapia SUMÁRIO Prezado paciente....................... 03 O que é radioterapia?..................... 04 Quais os benefícios da Radioterapia?.............. 04 Como

Leia mais

Palestra Virtual. Tema: Perda dos Entes Queridos. Palestrante: Mauro Operti. Promovida pelo IRC-Espiritismo http://www.irc-espiritismo.org.

Palestra Virtual. Tema: Perda dos Entes Queridos. Palestrante: Mauro Operti. Promovida pelo IRC-Espiritismo http://www.irc-espiritismo.org. Palestra Virtual Promovida pelo http://www.irc-espiritismo.org.br Tema: Perda dos Entes Queridos Palestrante: Mauro Operti Rio de Janeiro 08/05/1998 Organizadores da palestra: Moderador: Macroz (nick:

Leia mais

EM VIRTUDE DAS FÉRIAS COLETIVAS DA ABRAPAC EM DEZEMBRO, O ALERTA 07 SÓ SERÁ DISPONIBILIZADO EM JANEIRO DE 2013

EM VIRTUDE DAS FÉRIAS COLETIVAS DA ABRAPAC EM DEZEMBRO, O ALERTA 07 SÓ SERÁ DISPONIBILIZADO EM JANEIRO DE 2013 Mama Alerta ALERTA 06 OUTUBRO-NOVEMBRO DE 2012 EM VIRTUDE DAS FÉRIAS COLETIVAS DA ABRAPAC EM DEZEMBRO, O ALERTA 07 SÓ SERÁ DISPONIBILIZADO EM JANEIRO DE 2013 O Projeto Mama Alerta, a super-ouvidoria da

Leia mais

ORIENTAÇÃO ÀS CHEFIAS NAS SITUAÇÕES DE FUNCIONÁRIOS COM PROBLEMAS DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS. O PAPEL DA CHEFIA

ORIENTAÇÃO ÀS CHEFIAS NAS SITUAÇÕES DE FUNCIONÁRIOS COM PROBLEMAS DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS. O PAPEL DA CHEFIA ORIENTAÇÃO ÀS CHEFIAS NAS SITUAÇÕES DE FUNCIONÁRIOS COM PROBLEMAS DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS. O PAPEL DA CHEFIA Como chefe de alguém que apresenta problemas relacionados ao uso de álcool e/ou outras drogas,

Leia mais

Qual é a função dos pulmões?

Qual é a função dos pulmões? Câncer de Pulmão Qual é a função dos pulmões? Os pulmões são constituídos por cinco lobos, três no pulmão direito e dois no esquerdo. Quando a pessoa inala o ar, os pulmões absorvem o oxigênio, que é levado

Leia mais

O que é câncer de estômago?

O que é câncer de estômago? Câncer de Estômago O que é câncer de estômago? O câncer de estômago, também denominado câncer gástrico, pode ter início em qualquer parte do estômago e se disseminar para os linfonodos da região e outras

Leia mais

Diretos do paciente:

Diretos do paciente: Diretos do paciente: Criada no sentido de incentivar a humanização do atendimento ao paciente, a Lei 10.241, promulgada pelo governador do Estado de São Paulo, Mário Covas, em 17 de março de 1999, dispõe

Leia mais

Relato de Experiência. Projeto Reabilta-ação Fisioterapia Oncológica. PICIN, Celis i e COPETTI, Solange M. B. ii Faculdade de Pato Branco FADEP

Relato de Experiência. Projeto Reabilta-ação Fisioterapia Oncológica. PICIN, Celis i e COPETTI, Solange M. B. ii Faculdade de Pato Branco FADEP Relato de Experiência Projeto Reabilta-ação Fisioterapia Oncológica PICIN, Celis i e COPETTI, Solange M. B. ii Faculdade de Pato Branco FADEP RESUMO A intenção em produzir um material informativo a respeito

Leia mais

COMO AJUDAR QUEM PERDEU PESSOAS QUERIDAS

COMO AJUDAR QUEM PERDEU PESSOAS QUERIDAS COMO AJUDAR QUEM PERDEU PESSOAS QUERIDAS OPÇÕES DE LOGO 1. Psicotraumatologia Clínica 2. PSICOTRAUMATOLOGIA CLÍNICA psicotraumatologia clínica Todos já perdemos ou perderemos pessoas queridas e, geralmente,

Leia mais

AUDIENCIA PÚBLICA SENADO FEDERAL COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS. Dr. Aguinaldo Nardi Presidente da SBU

AUDIENCIA PÚBLICA SENADO FEDERAL COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS. Dr. Aguinaldo Nardi Presidente da SBU AUDIENCIA PÚBLICA SENADO FEDERAL COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS Dr. Aguinaldo Nardi Presidente da SBU Senado Federal, 16 de maio de 2013 PNAISH - Primórdios. 1988 Criação do SUS Constituição Federal - Art.

Leia mais

Resiliência. Capacidade para superar os desafios da vida

Resiliência. Capacidade para superar os desafios da vida Resiliência Capacidade para superar os desafios da vida O que é resiliência? Resiliência pode ser definida como a capacidade de se renascer da adversidade fortalecido e com mais recursos. (...) Ela engloba

Leia mais

VELHICE E INSTITUCIONALIZAÇÃO: INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA POR MEIO DA CINOTERAPIA 1

VELHICE E INSTITUCIONALIZAÇÃO: INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA POR MEIO DA CINOTERAPIA 1 VELHICE E INSTITUCIONALIZAÇÃO: INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA POR MEIO DA CINOTERAPIA 1 RODRIGUES,Vanusa 2 ;MENDES,Daniele 2 ;SANTIAGO,Ricardo 2 ;SMEHA,Luciane 3 1 Trabalhode Pesquisa e Extensão_UNIFRA 2 Curso

Leia mais

SENTIMENTO DA MULHER DURANTE O TRATAMENTO DO CÂNCER DE MAMA

SENTIMENTO DA MULHER DURANTE O TRATAMENTO DO CÂNCER DE MAMA SENTIMENTO DA MULHER DURANTE O TRATAMENTO DO CÂNCER DE MAMA Aline Silvestre Cunha de Sene 1, Amanda Maria Ferreira 2, Anna Karoline Simões 3 Orientadores: Alessandra Garcia Emerick Moreira, Vanda Maria

Leia mais

Psicologia A Psicologia no Programa Idade com Qualidade" A psicologia na disfunção sexual

Psicologia A Psicologia no Programa Idade com Qualidade A psicologia na disfunção sexual Psicologia A Psicologia no Programa Idade com Qualidade" A Psicologia faz parte integrante de todas as áreas exploradas, mas também pode funcionar de forma independente das restantes especialidades, ou

Leia mais

Revelação Diagnóstica do HIV A arte de comunicar más notícias Tânia Regina C. de Souza, Karina Wolffenbuttel, Márcia T. F.

Revelação Diagnóstica do HIV A arte de comunicar más notícias Tânia Regina C. de Souza, Karina Wolffenbuttel, Márcia T. F. Revelação Diagnóstica do HIV A arte de comunicar más notícias Tânia Regina C. de Souza, Karina Wolffenbuttel, Márcia T. F. dos Santos A aids é ainda uma doença ameaçadora. Apesar de todos os avanços no

Leia mais

Entenda o que é o câncer de mama e os métodos de prevenção. Fonte: Instituto Nacional de Câncer (Inca)

Entenda o que é o câncer de mama e os métodos de prevenção. Fonte: Instituto Nacional de Câncer (Inca) Entenda o que é o câncer de mama e os métodos de prevenção Fonte: Instituto Nacional de Câncer (Inca) O que é? É o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não

Leia mais

FÓRUM DE HUMANIZAÇÃO HOSPITALAR E VOLUNTARIADO

FÓRUM DE HUMANIZAÇÃO HOSPITALAR E VOLUNTARIADO FÓRUM DE HUMANIZAÇÃO HOSPITALAR E VOLUNTARIADO A IMPORTÂNCIA DO VOLUNTARIADO NO PROCESSO DO HUMANIZAR FERNANDO BASTOS fernandobastosmoura@yahoo.com.br HUMANIZAÇÃO HOSPITALAR E PROFISSIONAIS DE SAÚDE DIAGNÓSTICO

Leia mais

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER II JORNADA DE TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO INCA Práticas do Técnico de Enfermagem no Atendimento ao Paciente Oncológico Tratamento Cirúrgico - Ginecologia Téc. de Enfermagem Juliana

Leia mais

Para aprender e colorir!

Para aprender e colorir! Para aprender e colorir! A Ampara Animal é uma organização não governamental (ONG) de proteção animal cuja missão é atuar de modo preventivo na transformação da realidade em que se encontram os cães e

Leia mais

O QUE É SER MÃE ADOLESCENTE PELA PRIMEIRA VEZ? INTRODUÇÃO

O QUE É SER MÃE ADOLESCENTE PELA PRIMEIRA VEZ? INTRODUÇÃO O QUE É SER MÃE ADOLESCENTE PELA PRIMEIRA VEZ? INTRODUÇÃO Esta investigação tem como enfoque o atendimento às gestantes adolescentes primigestas nas equipes de ESF. Visa conhecer o universo destas gestantes

Leia mais

Câncer: mais 500 mil casos

Câncer: mais 500 mil casos Página 1 de 5 Quarta, 18 de Maio de 2011 ENTREVISTA Câncer: mais 500 mil casos O oncologista afirma que o Brasil não tem estrutura física e médica para tratar outro meio milhão de pessoas com câncer em

Leia mais

CONHECIMENTO DE IDOSOS SOBRE O CÂNCER DE PRÓSTATA

CONHECIMENTO DE IDOSOS SOBRE O CÂNCER DE PRÓSTATA CONHECIMENTO DE IDOSOS SOBRE O CÂNCER DE PRÓSTATA 1. Renata Emanuela de Queiroz Rêgo. Faculdade Santa Maria/FSM. Email: renata-emanuela@hotmail.com 2. Ankilma do Nascimento Andrade. Faculdade Santa Maria/FSM.

Leia mais

Um outro objetivo ajudar os doentes a atingirem a aceitação da vida vivida e a aceitarem morte! Ter medo da morte é humano

Um outro objetivo ajudar os doentes a atingirem a aceitação da vida vivida e a aceitarem morte! Ter medo da morte é humano CUIDADOS PALIATIVOS A diversidade das necessidades da pessoa humana em sofrimento intenso e em fim de vida encerram, em si mesmo, uma complexidade de abordagens de cuidados de Saúde a que só uma equipa

Leia mais

Direção geral. Tem dores? Vamos agir juntos!

Direção geral. Tem dores? Vamos agir juntos! Direção geral Tem dores? Vamos agir juntos! Tem dores? Tem receio de sofrer por causa duma intervenção cirúrgica ou de um exame? Um dos seus familiares está preocupado com este problema? Este folheto informa-o

Leia mais

De volta para vida: a inserção social e qualidade de vida de usuários de um Centro de Atenção Psicossocial

De volta para vida: a inserção social e qualidade de vida de usuários de um Centro de Atenção Psicossocial De volta para vida: a inserção social e qualidade de vida de usuários de um Centro de Atenção Psicossocial Eliane Maria Monteiro da Fonte DCS / PPGS UFPE Recife PE - Brasil Pesquisa realizada pelo NUCEM,

Leia mais